Boa tarde leitores!! Eis minha segunda criação: A Vida de Yunan. :y:
Dessa vez criarei a estória em 1ª pessoa, (menos o prólogo) o que é um pouco mais difícil. (será,será?)
(Que droga, o Prólogo já tava prontinho, tudo preparado, e fecho sem querer a aba —.—)
Vamos lá! Acho que já sabem que espero que... Vão todos embora, intrometidos!!
Enjoy It :smile:
Prólogo
Em uma manhã de primavera, nasce uma criança. É um garoto, que chama-se Yunan.
Durante sua infância, Yunan fez muitas amizades em sua cidade natal, Port Hope. Aos dezessete anos, teve de partir para Rookgard e começar o treinamento básico que todas as pessoas fazem antes de escolher sua vocação. A partida foi triste, mas Yunan prometeu aos seus pais que os orgulharia.
Durante sua estadia em Rookguard, Yunan foi muito prestativo para a cidade. Cipfried, o monge do templo de Rookgard, dera muitas missões à Yunan. Como pegar peixes e carnes para a hospedagem de Norma, explorar alguns cantos da ilha e relatar o que via e também caçar lobos e ursos e levar suas peles para o simpático Tom.
Yunan ajudara Vascalir em um plano para derrotar Kraknaknork, o orc que capturava e matava iniciantes. Infelizmente, Yunan não pôde concluir a missão, pois o Oráculo o alertara que tinha que partir imediatamente da ilha, pois concluíra o treinamento. Jonar, um amigo que conhecera na ilha, disse que poderia cuidar do orc, pois pretendia continuar em Rookgard. Então, Yunan se despediu de seu amigo, de Vascalir e de Cipfried. Vascalir lhe dera um Amuleto de Platina, como recompensa pelo seu árduo trabalho em Rookgard. E então, partiu para a Ilha do Destino.
Yunan queria se tornar um Druida, igual ao seu pai, então logo virou a direita para se informar com o Druida Yandur. Quando já tinha todas as informações necessárias, Yunan tratou de pegar seus novos equipamentos de Druida. Agora, com sua capa vermelha, seu chapéu da mesma cor, seu Livro de Feitiços para anotar suas magias e seu Cetro da Mordida de Cobra, Yunan foi falar com o Capitão Kurt, que estava em seu navio aguardando outro novo aventureiro. Decidiu começar sua vida em Edron, a cidade onde Daniel Steelsoul governava.
Suas aventuras começaram logo cedo. Assim que saiu do barco de Edron, tivera uma longa conversa com o guia Jonathan. O guia contou-lhe que na cidade havia muitos lugares para treinar as habilidades de Druida de Yunan. Jonathan marcou em seu mapa o banco e o depósito da cidade. Inclusive a casa que Yunan pretendia alugar, e os locais de caça que mencionara. Ao extremo sul havia uma caverna repleta de Rotworms, que Yunan pretendia visitar. E além disso, o guia lhe deu um pedaço de pergaminho e se despediu, pois precisava orientar outras pessoas que estavam chegando na cidade no barco do Capitão Seahorse, e então Jonathan foi esperar a chegada do barco.
No pedaço de pergaminho estava escrito:
Encontre essas pessoas, e ajude-as. Poderão lhe dar uma boa recompensa.
Encontre Spectulus, na Ivory Tower, no leste da cidade de Edron.
Encontre Rottin Wood, na floresta de Outlaw Camp, ao oeste de Venore.
Encontre Ahmet, na cidade de Ankrahmun, perto do banco da cidade.
Encontre Eclesius, em sua casa no sudoeste da cidade de Thais.
Encontre Boozer, na entrada do castelo da cidade de Thais.
Yunan, enchendo-se de alegria por encontrar uma aventura, rapidamente alugou a casa e depositou o dinheiro que conseguira em Rookgard, mas ficou com um pouco para comprar mantimentos para sua nova aventura. Só então foi na Ivory Tower, para receber sua missão.
De longe, uma figura misteriosa de capa e chapéu preto o observava, atrás da loja do joalheiro Iwan. Parecia ser um homem, mais especificamente um Guerreiro. O homem observou Yunan até ele subir as escadas do edifício, e murmurou consigo mesmo:
Homem — Depois de tantos anos, finalmente o encontrei. Prepare-se, Yunan, pois muitas coisas o aguardam. - Dito isso, o homem andou discretamente para a casa de Yunan, que ficava ao lado esquerdo da joalheria.
E ai pessoal, o que acharam do prólogo? Estória com futuro? Boa? Ruim? Boa demais para vocês, leitores?
Comentem!!
EDIT: UASHDUIADHUIADHUIHDUIAH descobri que existe um player chamado Anast Yunan :O :rofl:
E aposto que também sabem que... No coment, no life.
Thx for enjoy :truestory:
24-08-2012, 17:38
Iridium
Olá, tudo bem?
Bom, ela tem futuro: começou em uma cidade menos convencional — Port Hope — e levou o personagem a Edron, que também não é algo comum. No entanto, está muito genérica, muito crua, por assim dizer.
Sei que é só um prólogo, mas sinto que você acelerou bastante a história — para fugir do tradicional clichê Rookgaardiano de se viver. Também gostaria de ter visto um pouco mais de interação com os NPCs: ainda que Jonathan seja um guia, provavelmente ele teria muito a dizer.
Talvez eu seja um pouco chata, ou deveras ansiosa para ver a história se desenvolver, mas já te dou um aviso: cuidado com o clichê. Quem avisa, amiga é.
Beijocas e boa sorte com sua criação nova!
24-08-2012, 18:08
Secret Facts
Pronto, incluí mais alguns detalhes... Espero que tenha ficado melhor!
24-08-2012, 20:09
Joxkyz
É estranho ler um texto explicativo sobre um personagem, e também achei um pouco corrido.
Mas nada disso tem relevância, pois é só o prólogo, e realmente é muito difícil fazer um, assim como você mesmo disse.
Mas eu gostei do enredo e estou esperando algo bom dessa história, gogogo 1 capítulo!
Estou no aguardo, e pode ter certeza que terá eu como leitor(isso é um fato secreto, então Xiuu :P)
Abraços e boa sorte!
Atenciosamente
Slender Man
24-08-2012, 20:17
Secret Facts
8D
Thx for appreciate, Jox!! Mto bom ter vc como leitor aqui :D
Infelizmente, cap. 1 só amanhã, assim como cap. 3 pt. 2 DA parte dois do livro um da outra história... :confused: USDHAUSHDUASDH
Gogo leitores, acompanhem as duas narrativas! Uma em terceira pessoa, outra em primeira pessoa! Na ordem da ass. :P
Tenho que sair pessoal, até amanhã! Obrigado a todos os leitores de hoje!
25-08-2012, 18:51
Secret Facts
Boa noite pessoal, beleza?
Bom, como ninguém aqui postou, além do Jox e da Iridium (thx vm!), sou forçado a fazer o Dp :/
Bom, mas se li direito as regras, acho que só leva alerta se for um post sem nada importante, como "bump", "li gostei", "euri", "capítulo vem jaja"... essas coisas... CERTO? :longneck:
@
Enjoy it :smile:
Capítulo 1: A Missão de Spectulus - Parte I: Charles, O Mendigo
Eu estou cansado. Fui informado que Spectulus fica no último andar na torre que fica no centro do edifício. Sentei um pouco para descansar, e ouvi uma explosão no andar acima de mim. Espantado, subi as escadas correndo para ver o que aconteceu. Quando chego no topo da escada, encontro um homem um pouco magro, que usava uma túnica e alguns frascos pendurados na sua cintura, que se chamava Sinclair. Ele explodiu uma parte de uma mesa do outro lado da sala, tentando fazer uma experiência. Ele me disse que era o aprendiz de Spectulus, e que o astrônomo ficava no andar de cima. Então eu subi e vi Spectulus, com suas roupas vermelhas e laranjas, e seu chapéu marrom com um botão vermelho.
— Olá, você é o Spectulus?
— Sim, sou. O que você quer? Se for mais um cabeça-oca querendo me dizer que sou louco, pode ir você e seus pensamentos para...
— Calma, calma! Eu só vim aqui para te ajudar. O guia Jonathan me disse que você precisava de ajuda com algo, então eu não hesitei em vir para cá. Sou novo aqui no continente, acabo de chegar da Ilha do Destino... Agora, com o que você precisa de ajuda?
Spectulus ficou intrigado comigo. Por um momento, ficou sem palavras. Acho que eu era a primeira pessoa querendo ajudá-lo. Agora já não sabia se era ou não uma boa idéia.
Spectulus — Bom, sendo assim, você está um pouco atrasado! Minha busca é de infinita importância. Está disposto a me ajudar a concluí-la?
— Sim, o que tenho que fazer?
— Muito bom! Ultimamente eu tenho ouvido falar de um certo inventor que construiu uma máquina para viajar no Mar da Luz. Mas, ele enlouqueceu durante o experimento, e agora vaga pelas ruas de Edron como um mendigo. Tente achá-lo e conseguir algumas informações sobre o experimento. Agora vá!
Recebi então as instruções e desci as escadas. Quando passei na frente de minha casa, vi a porta um pouco aberta. Intrigado, corri para a minha casa, mas nada demais vi. Todos os meus móveis e as minhas coisas estavam no mesmo lugar. A mesa de madeira e seus pratos e talheres, o sofá verde e suas almofadas, a escrivaninha e um pedaço de pergaminho... Espera um pouco... eu não o deixei aí!!
Quando me aproximei da escrivaninha, peguei e li o pergaminho. Estava dizendo: "Se quiser encontrar o pobre que anda pelas ruas, procure no oeste da cidade. E leve algumas moedas, ele pode querer algo em troca da informação.".
Neste momento, milhares de dúvidas surgiram em minha cabeça. Quem escreveu isto? Como conseguiu entrar na minha casa? Como sabe que estou procurando o homem que mora nas ruas?
Procurei na casa inteira, mas não achei nada. Sem nenhuma resposta, peguei algumas moedas de ouro e fui para o oeste da cidade, onde o pergaminho dizia que eu iria encontrar o mendigo.
Eu passei pelos postes da rua e virei a direita. Antes de entrar na parte interior da muralha, vi um caminho para oeste. Parece que é ali é o lugar que devo ir.
Então eu segui em frente, sendo forçado a virar para a direita novamente por causa da montanha. Então, vi sentado no tapete um homem vestido com roupas rasgadas marrons, com uma grande barba e um cajado ao seu lado. Me aproximei dele e ele falou:
— O que você quer? Escutar o homem louco? Se não tiver nada para mim, caia fora!
— Acalme-se. Spectulus, o astrônomo, me pediu para conversar com você sobre um projeto.
— Se você tiver alguma moeda para me dar, talvez eu conte alguma coisa... — Então eu dei uma moeda de ouro para ele, que ficou muito feliz e começou a me contar sobre o projeto. — Muito bem... Projeto, você disse? Bom, eu era um cientista, sabe? Mas a Academia nunca quis me aceitar. E eu sempre fiquei chateado com isso. Eu... Ei, você está ouvindo?
— Sim, estou. Continue. — Então lhe dei outra moeda de ouro, o que pareceu funcionar.
— Certo, obrigado. Continuando... Eu ficava toda noite olhando para as estrelas, pensando em quantos mundos poderiam existir fora de Tíbia, e quantos outros poderíamos visitar se quiséssemos muito. Então, eu achei um jeito. Criei um dispositivo mágico, que eu chamava de Barco de Luz. Era uma construção grande onde você se sentava e... Bom, julgando pela sua cara você não deve estar acreditando em uma só palavra.
— Eu estou interessado nisso, por favor continue. — E sentei ao seu lado.
— Muito bem. Eu levei anos para juntar todas as coisas necessárias para a criação do dispositivo, mas eu consegui. Consegue imaginar a felicidade e ansiedade que senti naquele momento? — Então eu fiz um sinal positivo com a cabeça. — Mas então, eu derrubei um elemento muito importante para o projeto, e ele criou uma explosão que destruiu o dispositivo e minha casa completamente. Eu saí vivo da explosão, mas tive de começar uma nova vida. Sem casa, sem dinheiro e sem metas. Sabe como me sinto?
— Não, não sei. Eu lamento muito. — Eu me comovi com a história, e uma lágrima caiu de meu olho, pois eu me emocionava facilmente. Que azar desse homem. Num piscar de olhos, nada mais possuía.
— É, eu pensei que não. Eu ainda tenho uma cópia do projeto inteiro. Eu a guardei como uma... Lembrança. Acho que a espécie humana ficaria melhor sem ela, certo?
— Não, claro que não. Seu projeto é muito interessante, e acho que Spectulus se interessaria muito nele. Posso levá-lo comigo?
— S..Sim, claro. Tome, leve ao astrônomo. Eu já tinha ouvido falar dele. Eu o respeitava muito, e gostava de suas descobertas. Mande lembranças a ele. Ah, a propósito, meu nome é Charles.
— Certo Charles, muito obrigado! E mais uma coisa, gostaria de viver comigo, em minha casa?
Nesse momento Charles quase teve um ataque do coração. Ele gritou de alegria, e me deu um forte abraço. Eu simplesmente retribuí, e seguimos juntos até minha casa. Quando chegamos, deixei Charles lá e fui entregar a cópia do projeto para Spectulus, que me agradeceu e me presenteou com cinco diamantes. Então Spectulus pediu para que eu voltasse amanhã, pois ele iria analisar o projeto. Então voltei para minha casa, e encontrei Charles preparando o jantar.
— Como forma de agradecimento, prepararei nossa comida.
Yunan — Então deverá vestir uma roupa mais apropriada para um cientista. — Fui até o meu quarto, que ficava no subsolo. Abri a gaveta ao lado da escada e peguei um manto azul, um cinto e uma calça também azul. As roupas serviram direitinho em Charles, que agradeceu e serviu o jantar.
Logo após comermos, fomos dormir. No meu quarto, tinha duas camas, e Charles não demorou para cair no sono, obviamente adorando a ideia de dormir novamente em uma cama, sob um novo teto. Prometi a ele que, amanhã, o levaria a Spectulus. Spectulus não hesitou em aceitar Charles como aprendiz e companheiro de pesquisas. Agora, eu só conseguia pensar se conseguiríamos ir para esse Mar da Luz. Não demorou muito, e eu caí no sono também.
Comentem e critiquem a vontade! Só não chateiem D8<
Thx for enjoy :truestory:
26-08-2012, 10:13
Gabriellk~
Aiaiai, Secret...
Você acabou de ser abençoado (?) com um de meus wall of texts.
De qualquer forma, historinha nova. Sabe, não curti muito o prólogo, por motivos já citados acima. Um ponto positivo dele foi que pelo menos possibilitou que sua história pulasse RookGaard e começasse de uma forma mais original. Quanto ao primeiro capítulo, comentarei mais sobre ele abaixo, mas achei melhor que qualquer um de sua outra história, e falo sério.
Você parece ter um cuidado a mais com seu texto, e não deixa passar muitos erros gramaticais. As vezes a gente le uma historia com vários errinhos aqui e ali, e isso da a impressão de que o autor não cuida bem e não revisa a própria obra. A narrativa e as descrições ficaram boas, acho que você está evoluindo muito nesse aspecto. O nível da escrita em geral é bom.
Agora, está na hora de fazer uma crítica sincera. Ela diz respeito a esse tipo de diálogo que você emprega em suas histórias. Cara, colocar nomes antes dos diálogos deixa o texto muito com cara de script de peça de teatro.
Antigamente (bem antigamente, quando ainda havia apenas uma seção para historias) haviam leitores que esculachariam sua historia simplesmente por ela ter diálogos assim. Hoje em dia o pessoal é mais amigo e receptivo, mas mesmo assim te garanto que existem pessoas que não leriam sua historia só por causa disso.
Eu lembro que a razão que você deu pra esses diálogos é que sem eles fica difícil de se definir quem está falando. Isso não faz sentido nenhum, e subestima a inteligência do leitor. É muito fácil entender pelo contexto quem está falando, fora que você muitas vezes diz no próprio texto quem está falando. Exemplo:
Yunan disse:
(Yunan) - Bla bla bla.
Nesse caso, o nome antes do dialogo foi extremamente redundante e estranho.
Enfim, falo isso só pra te ajudar, claro. Você é quem decide como escrever sua historia, mas eu acho que você ganharia muito mais escrevendo os diálogos como eles aparecem em qualquer livro, fora que deixam o texto em geral mais bonito e limpo.
No mais, gostei do primeiro capitulo, sua historia teve um bom começo. Você parece ter uma boa trama em mentes, e isso sempre é bom para quem acompanha.
Narrativa em primeira pessoa do presente é um modo relativamente pouco explorado de se escrever historias por aqui, mas requere alguns cuidados a mais. Resta ver como você usará essa forma de escrita.
Estarei esperando os próximos! :)
26-08-2012, 10:58
Secret Facts
:enraptured: Um coment :enraptured:
Thx Gabriellk, revisarei e arrumarei os textos... Agora...
@
Enjoy it :smile:
Spoiler: Retrospectiva do último capítulo
Spectulus me enviou para achar o cientista que enlouqueceu e agora anda pelas ruas de Edron. Quando passei na frente de minha casa, percebo que alguém entrou nela. Procuro na casa inteira, mas só acho um pedaço de pergaminho, que indica o local onde está o pobre. Após conversar com ele, consegui uma cópia do projeto que interessa Telas, e o convidei para vir morar comigo. Telas ficou com a cópia e aceitou Charles, que antes era mendigo, como seu aprendiz e companheiro de pesquisas. Dei roupas decentes para Charles, e fomos dormir, pensando somente em como iríamos para esse Mar da Luz.
Capítulo 1: A Missão de Spectulus - Parte II: O Cristal das Minas Perdidas
Já era dez horas da manhã quando acordei. Charles já tinha se levantado, e preparava o café da manhã. Notei que ele tinha uma certa habilidade com o preparo de comidas, e ele me contou que quando era adolescente, trabalhara em uma hospedagem, onde preparava a comida dos hóspedes.
Depois de comermos, tivemos uma longa conversa sobre mitos e lendas. Contei a ele sobre a lenda do Yeti, que muitos boatos dizem que ele vive na ilha de Folda, e ele me contou sobre uma história sobre um homem chamado Jerom, que tentara se instalar perto das montanhas, mas um troll destruiu sua casa completamente.
Quando o relógio marcava meio-dia, fomos falar com Spectulus. Passamos por Sinclair desapercebidos, pois ele estava concentrado com alguma experiência. Subimos então a escada que leva para o astrônomo, e o encontramos dormindo na cadeira, com a cabeça e os braços em cima de um monte de papéis, onde também estava a cópia do projeto que dei para Spectulus.
Com educação, esperamos Spectulus acordar, pois sabíamos que ele passou a noite acordado. Mas quando era uma hora e treze da tarde, cansamos de esperar. Acordei Spectulus, e este acordou gritando "Projeto, projeto!"
— Erm... Olá? — Tentei acalmá-lo, e Charles tentou esconder uma risada tapando a boca.
— Ahn? O que? — Spectulus parecia confuso, e olhava para mim como se tentasse me reconhecer. — Ah, olá Yunan! Que bom te ver, que bom te ver. Eu fiz muitas descobertas essa noite. Uma delas é que precisamos de um cristal especial para poder ativar esse dispositivo. Ouvi falar sobre um tal Coletor, que vive na ilha de Vega. Porém, é preciso um outro cristal para passar por um portal e entrar na moradia desta criatura. Este cristal pode ser obtido aqui em Edron, em um local chamado Minas Perdidas. Deixe-me mostrar em seu mapa onde fica... Você tem um mapa, certo? - Então eu assenti. Spectulus pegou meu mapa, e deu um grande bocejo. Olhou para o pedaço de pergaminho procurando o local, e finalmente achou. — Aqui! Veja, para chegar neste local, você deve descer por uma escada que fica ao sul do depósito, dentro das muralhas. Então deve continuar seguindo o caminho, sempre descendo. Então você vai chegar em uma parte onde tem um pequeno riacho. Vá para oeste e vai chegar uma hora que você tera que subir. Continue subindo e, quando chegar a superfície, estará aqui. — Apontou para um local onde tinha um ponto preto. — Então siga para oeste e chegará nas Minas Perdidas.
— Certo, irei imediatamente coletar o cristal. Agora, sobre Charles, posso deixá-lo com você? — Até esse momento Charles estava sentado na cadeira de Spectulus. Só então levantara.
— Ah sim! Peço que fique, Charles. A partir de agora será meu aprendiz de astronomia, e partilhará de minhas descobertas.
Charles se alegrou, e então deixei os dois sozinhos lá e fui para as Minas Perdidas. Quando cheguei na entrada das muralhas, vi um bilhete no chão. Ele dizia: "Leve uma picareta com você, alguns buracos aqui você terá de cavar por si mesmo.".
Olhei para todos os lados, mas não vi ninguém. Seguindo o conselho do bilhete, fui comprar uma picareta. Não demorou quase nada, e eu já estava descendo a escada com a picareta em mãos. Continuei pelo caminho com as orientações de Spectulus.
Quando cheguei na superfície, me vi em um grande lugar. Para o norte, tinha algumas criaturas vermelhas andando para lá e para cá. Não consegui reconhece-las, muito menos as criaturas verdes ao sul. Atrás de mim havia uma grande floresta, parecida com a que Charles me contou que havia fora das montanhas de Edron, mas essa aqui era muito menor. Havia alguns lobos que me atacavam, mas eu deixava todos envenenados, que saíam correndo para morrer.
Andando para o oeste, encontrei um vagão e alguns trilhos. Percebi que aquela era a Mina Perdida. Com minha picareta em mãos, comecei a cavar. Não demorei muito, e já abri um buraco grande o suficiente para eu poder passar.
Quando desci, me vi em um local escuro. Usei a magia Utevo Lux para iluminá-lo. A luz atraiu alguns mortos-vivos e alguns esqueletos. Meu cetro que produzia um ataque de veneno fazia muito pouco dano neles, então tive de sacar minha adaga que mantinha na cintura e partir pro combate corpo-a-corpo.
Era uma caverna grande, e demorou muito para eu chegar no local do cristal. Alguns mortos-vivos ainda me perseguiam, mas não conseguiram me machucar, pois com meu cetro e minha adaga, eu os mantinha afastados até matá-los.
Depois de muitos mortos-vivos e esqueletos tentarem me matar, cheguei no final da mina. Era uma caverna com um riacho pequeno, e ela era iluminada por um cristal azul, no leste dela.
Peguei minha picareta e retirei uma parte do cristal. Tive de enfrentar mais criaturas na volta, pois parecia que saíam do chão. Na volta, um morto-vivo me arranhou o braço, e começou a sangrar muito. Matei o morto-vivo e usei uma magia que aprendi com Charles.
— E... Exura!! — Meu ferimento cicatrizou, e consegui sair da maldita caverna. Ao pegar minha corda, a mina começou a desmoronar. Rapidamente fui para a superfície, e ouvi muitos estrondos abaixo de meus pés.
Enfrentei alguns lobos na volta e alguns besouros. Em menos de uma hora eu já estava na frente do depósito de Edron, e resolvi deixar lá alguns objetos que peguei na Mina, como alguns trapos vermelhos, um pedaço marrom de roupa e algum dinheiro para depositar no banco.
Quando era três horas da tarde, eu já estava subindo a torre onde ficava o astrônomo. Eu encontrei ele e Charles discutindo e olhando para os papéis. Não notaram minha presença, então aproveitei para ouvir a discussão.
— Não, não e não! Não poderemos envia-lo para enfrentar o Coletor sozinho! Além do mais, ele vai precisar de algum treino antes de partir.
— Olha Charles, concordo com você. Já que você diz ter sido um cientista e estudado magia, ensine-o alguns feitiços. De qualquer modo, ficarei uma semana mergulhado em minhas pesquisas. É tempo suficiente para ele aprender algo.
— Ahm... Falavam de mim?
Os dois se assustaram comigo. Spectulus tentou disfarçar, mas Charles começou a falar:
— Sim, sim! Estávamos discutindo sobre você. Spectulus disse que é melhor eu te ensinar algo antes de partir para a próxima etapa da missão, pois é muito perigosa. Não poderei te acompanhar, pois estarei ajudando ele no projeto. — Até agora eu não tinha percebido que Charles tinha cortado o cabelo e a barba. Ele estava usando as roupas que eu lhe dei, e parece que as tinha lavado também. — Então... Conseguiu o cristal?
— Sim, eu consegui. Foi um pouco difícil, mas peguei ele. Infelizmente a Mina desmoronou quando eu saí, então agora é impossível de se coletar mais do cristal. Eu peguei uma parte dele, pois não consiguiria carregá-lo inteiro.
— Ah, não tem problema! De qualquer forma, parece que você pegou a medida exata que precisamos para entrar no lar do Coletor. Agora, você e Charles têm muito trabalho para fazer. Vão, e tentem treinar o máximo nessa semana. Charles, quero que venha aqui todos os dias após o treino. Yunan, aproveite para explorar as áreas de caça que Edron tem, pois é melhor já se familiarizar com as batalhas.
Dito isso, Spectulus se despediu de nós dois e guardou o cristal na gaveta de sua escrivaninha. Sentou-se em sua cadeira e voltou sua atenção para o projeto. Eu e Charles fomos para minha casa comer alguma coisa, e durante o resto da tarde ele me ensinou alguns feitiços de ataque. De noite, ele voltou para a sala de Spectulus, e eu fui conhecer uma caverna onde habitavam Rotworms. Voltei para casa quase meia-noite, e Charles ainda não tinha chegado. Fui dormir e nada ainda, parece que ia passar a noite lá... Acho que estavam tendo progresso no projeto. Como eu estou curioso para saber o resultado desse projeto que os dois cientistas tanto pesquisam.
Cap. 2!! Acho que progredi neste, mas isso é com vocês... Comentem!!
Thx for enjoy :truestory:
27-08-2012, 12:57
Secret Facts
Triple Post D8
Boa tarde pessoar leitor da minha history 8D
Espero que tenham gostado dos dois caps 8D
Dafuq no coments D8
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Enjoy It :smile:
Spoiler: Retrospectiva do Último Capítulo
Consegui pegar um pedaço de um cristal para poder entrar na moradia do Coletor. Spectulus disse que ia passar uma semana preparando-o, e que eu precisaria treinar minhas habilidades de Druida antes de visitar a criatura. Então passei o resto da tarde com Charles, que me ensinou muitas magias novas. Quando anoiteceu, eu fui explorar a caverna habitada por Rotworms, que não são nada amigáveis. Charles foi ajudar Spectulus no projeto, e não voltou desde então.
Capítulo 1: A Missão de Spectulus - Parte III: Explorando Edron
Acordo e olho para o relógio. Já são duas horas da tarde!! Meu Deus, dormi demais! Deveria ter voltado um pouco mais cedo ontem anoite. Me levantei e troquei de roupa. Fui para a cozinha e notei que Charles ainda não tinha voltado. Acho que caiu no sono durante as pesquisas, então irei até lá.
Rapidamente almocei e saí de casa. Enquanto andava, notei um pedaço de papel pregado na escada da entrada do edifício. O papel dizia: " O astrônomo e seu novo amigo viajaram. Não sei para onde foram, mais saíram ontem de madrugada às pressas. Outra coisa, acho que já está na hora de me conhecer. Se quiser saber quem sou eu, fique atrás da joalheria quando for dez horas da noite, e eu conversarei com você.".
Duas perguntas surgiram em minha cabeça. Para onde foram os dois? Quem será que escreve esses bilhetes para mim? Então, sem ter o que fazer, fui explorar a cidade.
Até umas cinco horas da tarde, eu fiquei vagando pela cidade. Consegui comprar um novo cetro, chamado Cetro da Luz da Lua. Pessoalmente o achei muito bonito. Depois de visitar as lojas de Edron, a vila de Stonehome, e ter uma longa conversa com o padeiro Bonifacius, eu resolvi ir treinar minhas habilidades de Druida.
Aprontei uma bolsa com todo o material necessário para uma caçada. Coloquei algumas poções de cura e outras poções mágicas, algumas runas, alimentos, um mapa, uma corda, uma pá e uma picareta. Em uma mão levava meu novo cetro, e na outra um Livro de Magia da Iluminação, que consegui comprar com o dinheiro ganho pelo governador Daniel Steelsoul, por eu ter conseguido eliminar parte da colônia de Rotworms que invadia as plantações da cidade.
Com tudo pronto, procurei em meu mapa um bom lugar para explorar. Então eu vi um local para o oeste da cidade, e embaixo do lugar onde ficam as Minas Perdidas. Tinha alguma coisa escrita em cima desse lugar, mas não dava para ler direito. Começava com "O", mas a letra estava muito pequena. Então resolvi conhecer esse local. Perguntei para um homem perto de minha casa como eu chegava lá. Ele olhou para mim como se quisesse me alertar sobre algo, mas simplesmente me disse que eu chegaria lá pelo porão de uma casa encostada na montanha.
Então andei até aquela casa, que mais parecia uma hospedagem, pois havia muitos quartos. Fui para o porão, e para minha direita encontrei um bueiro, que me levou até uma caverna escura e úmida. Então testei a magia Utevo Gran Lux, que iluminou a caverna inteira. Ela era pequena, e no final dela tive que subir. Então me vejo em outra caverna, com uma pequena luz entrando por uma abertura em cima de mim. Peguei minha corda, lancei para cima e consegui subir.
Quando chego na superfície, me vejo em uma área espaçosa, com uma pequena floresta à minha esquerda. Vejo algumas montanhas, e cervos correndo pra lá e pra cá. Para o sul, percebo movimento. Criaturas verdes e estranhas andam pra lá e pra cá, e são maiores do que as outras que vi no local perto das Minas.
Então parece que uma delas me vê, e dá um grito.
— KRAKK ORKKKKKK!!!
Não sei o que significava, mas parecia um grito de guerra. Então muitas criaturas verdes avançaram em minha direção. Eu conjurei uma runa com a magia Adori Mas Frigo, e a lancei na direção da pequena tropa. Quando ela tocou o chão, congelou muitas criaturas. Algumas morreram conjeladas, outras só tiveram partes do corpo congeladas, e quebravam o gelo para me atacar. Aproveitei o descuido das criaturas e corri na direção delas. Com meu cetro, congelei todas. Uns carregavam armaduras e escudos, outros carregavam um cetro e um manto roxo, e alguns carregavam um manto azul e uma lança.
— Espero que tenham aprendido a lição.
Parece que o ruído da batalha atraiu mais desses monstros verdes. Olhando de perto, agora percebi que eram Orcs. Muitos Orcs chegavam, e muitos morriam. Um deles me acertou a perna com a espada, e outro jogou uma lança que por pouco não me corta o braço, mas deixou um grande arranhão. Percebendo que eu iria morrer se não fizesse alguma coisa, rapidamente peguei uma runa da minha bolsa, e joguei na direção de um grande grupo. A runa era vermelha, e quando bateu no chão queimou tudo em sua volta. Os Orcs gritavam de dor, morrendo aos poucos, e outros fugiam e se tacavam na água.
Meus ferimentos sangravam muito, e decidi testar uma nova magia de cura que aprendi no meu novo livro de magias.
— Exura gran! — Rapidamente meus ferimentos cicatrizaram, e eu corri em direção ao buraco de onde vim, pois vi que era um lugar muito perigoso para explorar sozinho.
Então voltei para a cidade, e o mesmo homem que me deu a informação estava esperando na saída do edifício.
— Minha nossa, você voltou vivo! Pensei que não ia conseguir voltar daquele lugar perigoso. — A expressão do homem era de alegria misturada com espanto.
— Sim, voltei. Por que não me disse que aquele lugar era uma base dos orcs? Eu podia ter morrido lá, sabia!? — O homem parecia não entender o porquê de eu reclamar com ele. Na minha mente eu pensava que era tudo armação.
— Ora, eu achei que você já soubesse o que havia lá, pois estava escrito em seu mapa!
— Não dá para ler nada em meu mapa, as letras são muito pequenas. É claro que eu não sabia o que havia lá... Se eu soubesse, acha que eu iria sozinho?
— Bom, desculpe-me, mas eu não sabia que você não sabia o que havia lá, senão eu teria te contado imediatamente! Pela sua aparência, eu achei que fosse um Druida experiente, e que morava aqui faz tempo.
— Certo... Então perdoe-me por te acusar. A propósito, meu nome é Yunan.
— Está bem, e meu nome é Jorn. Sou um dos Cavaleiros da tropa de Edron.
Então nós tivemos uma longa conversa sobre os lugares de Edron, e ele me contou que, no lugar perto das Minas, havia duas cavernas. Uma, ao norte, era cheia de Trolls. Outra, ao sul, estava repleta de Goblins. Então eu pensei que era o lugar ideal para aumentar minhas habilidades. Me despedi de Jorn, e fui para lá.
Não demorou muito, e eu já estava no local. Achei melhor ir explorar a caverna dos Goblins primeiro, pois ouvi falar que não é muito agradável se encontrar com um grupo de Trolls sozinho.
As criaturas verdes eram bem pequenas. Umas conseguiam ficar invisíveis, outras carregavam armas e armaduras. Os Goblins invisíveis me deram algum trabalho, mas consegui fazê-los visíveis com as magias de ataque Exori Frigo e Exori Flam.
Não demorou muito, e eu já tinha matado muitos Goblins. Eu já tinha descido na caverna, e esse mesmo andar já estava quase vazio, pois eles eram fracos e eu rapidamente os congelava ou matava com runas quando vinham em grupos.
Meu estoque de runas estava acabando, igual as minhas poções mágicas. Se elas acabassem, eu não teria poder para poder combatê-los, e acabaria morrendo. Então retornei à superfície, e fui forçado a lutar com alguns lobos que me atacaram. Pela posição da Lua, já deveria ser quase nove horas da noite, então me lembrei do que dizia o bilhete: "Me encontre às dez horas da noite, atrás da joalheria."
Então eu corri, voltando para a cidade. Em menos de vinte minutos, eu já estava em minha casa, e vi que já eram nove e quarenta da noite. Guardei tudo o que juntei na caçada. Alguns mantos de Orcs, armaduras que eles deixavam cair, pedras pequenas e alguns diamantes que achei escondidos na caverna dos Goblins.
Então eu fechei a porta de minha casa, e andei normalmente para a rua atrás da joalheria. Fiquei encostado na parede da loja, esperando alguém se aproximar. Longe de mim, vi um vulto preto perto da ponte que leva até a vila de Stonehome, que gritou com uma voz rouca.
Espero que tenham gostado!! Se nao gostarem, :rageguy:
Thx for enjoy :truestory:
27-08-2012, 17:26
Gabriellk~
Cara, vai com calma com esses capítulos!
Você os posta muito rápido. Tem que dar mais tempo pro pessoal notar sua história e ler o começo, antes de sair postando os próximos. Muita gente vê uma história já com um número relativamente grande de capítulos (estamos na primeira página!) e ficam com preguiça de ler.
Eu vi que você mudou os diálogos, até mesmo os do primeiro capítulo. Achei muito bom isso, sério mesmo, e como eu disse, deu uma melhorada gigantesca na cara do texto em geral.
Sua história tem uma ambientação e um tema relativamente original, e lembro-me de ter comentado algo parecido no seu conto sobre o Raging Mage e Telas. É bom ver que essa não é apenas mais uma historinha sobre RookGaard.
Como disse anteriormente, estou gostando mais dessa história que da outra.
30-08-2012, 21:39
Joxkyz
Cara, acabei de ler a história.
É bom ver que os diálogos estão do jeito "certo", como o Gabriel falou...
A história melhorou muito, não digo desde o capt 1 ao capt 1 parte III, mas desde o Raging Telas com esse.
A história está me cativando muito, de uma maneira especial até... Digo que essa história tem tanto futuro quanto a outra, até mais se bobear..
Estou curtindo e acompanhando, no aguardo dos próximos capts... E por favor, não seja SO FRENETIC... Isso é muito ruim para qualquer história.
No mais, sua história está muito boa, parabéns.
Atenciosamente
Joxkyz
10-09-2012, 13:53
Secret Facts
Vou ser rápido e claro, pois pedi só 5 minutos na lan...
Deu pau no meu pc aqui em casa, então vou ter que me afastar dos fóruns ( e de tudo uahsudhausd)... não sei durante quanto tempo vou ficar sem pc... Tipo to procurando um lugar descente pra consertar ele. Até agora só lugares muito caros ou muito Trust:0.:aah::aah::aah::aah::aah::aah::aah::aah::a ah::bravo::bravo::bravo::bravo::bravo:
Até lá, adeus :(:(:(:(:(:(:(:(:(:(:(:(:(:(:(:(:(:(:(:(:(:(:(:(:( :(:(:bravo::bravo::bravo::bravo::aah::aah::aah::br avo::aah::'(:'(:'(:'(:'(:'(:'(
Qualquer coisa aviso via Lan
12-09-2012, 23:49
Sombra de Izan
Empolgação
Nossa seu entusiasmo de postar é grande, mas também o tema te ajudou bastante, um cientista louco, um experiencia perigosa e elementos desastrados, cheguei a rir com a aventura dele, continue a postar, mas com calma.
07-10-2012, 19:28
Secret Facts
I'm Back! Prepare yourselves >:]
Aaeee pessoar, voltei!! Agora, um novo capítulo!
Enjoy It :smile:
Spoiler: Retrospectiva do último capítulo
Tive bastante tempo para conhecer os locais de caça da cidade, e não são poucos. Outro bilhete foi deixado para mim, dizendo que Spectulus e Charles viajaram, e que eu me encontraria com o autor dos bilhetes quando fosse dez horas da noite. Então, não me restara nada a fazer, senão explorar a cidade.
Por causa da letra ilegível de meu mapa, fui explorar uma pequena ilha atrás das montanhas sem saber que era uma base dos Orcs. Lutei bastante, mas tive de retornar. Eu não estava preparado o bastante para caçá-los. Conheci Jorn, um dos Cavaleiros da tropa de Edron. Ele me indicou um lugar repleto de Goblins, no qual fiquei bastante tempo caçando. Somente quando meus suprimentos estavam acabando, percebi que já eram nove horas, e voltei correndo para a cidade. Guardei tudo em minha casa, e fui esperar no local indicado, até que um vulto escuro me chama.
Capítulo 2: A Guerra Esquecida - Parte I: Descobertas
— Rápido, quer que ele nos encontre? — Dizia o homem, com uma voz rouca. Enquanto eu me aproximava dele, percebi que era um velho, com seus sessenta anos, mais ou menos. Ele parecia estar com medo, mas de quê?
— Acalme-se, senhor! Diga-me, de que está com medo? — Perguntei-lhe calmamente, e ele pareceu querer me dar uma bengalada na cabeça, se tivesse uma.
— Jovem tolo! Fale baixo e entre logo! — Reclamou ele, abrindo a porta dos fundos da casa ao lado da ponte. Ele olhava de um lado para o outro assustado, como se estivesse com medo de alguma coisa.
Entrei então, e ele acendeu a luz e fechou a porta, ainda tentando ver algo na escura rua.. Era uma casa bonita. As paredes tinham um tom azulado, com algumas gravuras brancas em outra língua. Um sofá verde e enorme, com um uma das almofadas em cima de uma cadeira para repousar os pés.
No meio do cômodo, havia um tapete com uma gravura do King Tibianus III, e em cima dele havia uma mesa de mármore. Um livro velho e uma pena estavam em cima da mesa, e também uma xícara, cheia até a boca de um líquido verde, parecido com o chá que meus pais preparavam quando estavam doentes, ou precisavam de um calmante.
O chão era todo feito de pedras, todas pintadas de amarelo. Parecia ser uma casa grande, mas só havia mais dois cômodos; a cozinha e o quarto. Ele foi sentar-se no sofá, repolsando suas pernas na cadeira.
— Agora estamos salvos. Que idéia é essa a sua de andar sozinho nesta hora da noite, principalmente hoje? Não sabe que todo domingo, o assassino das montanhas vem para a cidade, e quase sempre consegue raptar uma pessoa? — Dizia o velho, olhando para a janela fechada. — Aposto que não. Parece ser novo por aqui.
— Sim, eu cheguei nas cidades faz poucos dias. Agora, conte-me mais sobre esse tal assassino. — Eu tentava disfarçar o meu espanto, pois eu ainda não acreditava que o dono dos bilhetes queria que eu ficasse lá fora, enquanto havia um assassino por aí. Agora eu duvidava de suas intenções.
Tivemos uma longa conversa, e o velho quase dormirá umas cinco vezes. Ele me contou que, há algum tempo, as pessoas começaram a desaparecer nos domingos. Muitos saíam para passear, caçar, e poucos voltavam. Algumas semanas depois, dois guardas conseguiram ver uma pessoa levando um casal para cima da montanha. Os guardas não conseguiram seguir a pessoa, mas conseguiram escutar os gritos do casal. Uma gota de sangue tinha caído na face de um dos guardas, e isso era o bastante para o governador proibir que qualquer pessoa andasse pelas ruas nas noites de domingo.
Desde então, muitos guardas foram postos nas saidas e entradas da cidade. O velho me dissera que os desaparecimentos tinham parado faz algumas semanas. Mas no domingo passado, quatro guardas haviam sumido, e o local que eles patrulhavam era bem ali, onde eu estava! Nesse ponto, o velho finalmente dormiu.
— Agora eu não sei se posso confiar nessa pessoa, eu poderia ter sido raptado por esse assassino hoje mesmo, e tudo por causa dessa maldita pessoa. Queria ter uma conversinha com o "bilheteiro", e esclarecer algumas coisas. — Murmurei para mim mesmo. Eu não sabia se ficava com raiva ou com medo, pois meus pensamentos iam de uma história para outra.
No final, eu resolvi abrir a janela e olhar para a rua. Puxei lentamente um lado da janela e dei uma olhada na rua. Nada vi. Eu ia fechar a janela, quando vi duas figuras negras indo na direção da Ivory Tower. Naquele momento, pensei que eram Spectulus e Charles, então saí da casa sem acordar o velho, e segui os dois vultos.
Eles andavam depressa, e enquanto eu subia as escadas da torre, eles já estavam na sala central. Cheguei a tempo de vê-los subir as escadas, e já não tinha dúvidas de quem eram. Eu ia correr atrás deles e pedir uma explicação, quando ouvi eles conversando.
— Quando começamos, Peter? — Disse um, tentando fazer um sussurro que mais pareceu um rosnado.
— Em breve. Fique quieto, ou alguém nos escutará. Vamos esperar um pouco, Jone já deve estar chegando.
Estranhei essa conversa, então subi alguns degraus para ver quem eram esses seres. Olhei para as duas figuras, e vi dois homens vestidos de verde, cada um com um capuz marrom na cabeça. Eram os Caçadores que viviam nas florestas. Um segurava uma jarra enorme com as duas mãos, e o outro dois grandes gravetos, que mais pareciam um galho arrancado de uma árvore.
— Não podemos mais esperar, e se o mago chegar?
— Está bem, está bem. Jogue o óleo em tudo!
Rapidamente percebi suas intenções, e, com meu Cetro da Luz da Lua na minha mão esquerda, e minha adaga em minha mão direita, congelei um dos caçadores e prendi o outro, com a adaga encostada em ceu pescoço.
— Boa noite, o que faz por aqui numa hora dessas?
— Solte-me agora, ou você não vai ver o amanhecer! — Ele tentou me dar uma cotovelada na barriga, mas desviei e o congelei também. Ouvi um barulho no andar de baixo, e me escondi atrás das cadeiras.
Um homem alto, pouco maior que eu, subiu as escadas. Trajava as mesmas roupas que os outros caçadores, mas tinha um arco, pronto para desparar, mirando o primeiro caçador que congelei.
— Essa não! — Ele abaixou o arco, e olhava espantado para os dois. — Incompetentes, arruinaram o plano!
Ele andou para o meio da sala, e com um salto, me posicionei atrás dele, segurando-o e mantendo a adaga em seu pescoço.
— E que plano seria esse? — Perguntei-lhe, pronto para qualquer resposta ofensiva que ele poderia dar.
— Nós pretendíamos queimar tudo aqui. Fomos enviados para destruir o trabalho do mago chamado Spectulus.
— Quem enviou vocês? — Perguntei novamente, e ele fez uma pausa antes de falar.
— Não... Posso dizer. Ele nos fez jurar. O mago tem que morrer, ou seu trabalho tem que ser destruído. — Ele tentou se soltar, mas continuei segurando-o.
— Por quê Spectulus tem que morrer? Diga! — Apertei um pouco mais seu pescoço, e ele pareceu cooperar.
— Está bem! Há algumas décadas, ocorreu uma guerra. Da qual ninguém consegue se lembrar, pois Spectulus apagara a memória de todos os seres deste mundo. Mas nós nos escondemos, e seu feitiço não nos acertou. Tivemos uma ajuda do mago que vive no continente de Zao, o Raging Mage. Mas após ele realizar o contra-feitiço, enlouqueceu. Não sabemos mais nada dele, e desde então nós tentamos destruir os planos de Spectulus. Nosso líder tinha obtido informações sobre as intenções de Spectulus, e após o término da guerra, fomos nos preparando cada vez mais para impedir o mago. Ele diz ser um cientista, mas é só o seu disfarce. Na verdade, Spectulus não é seu nome verdadeiro, mas sim Ferumbras. — O Caçador fez uma pausa, e foi o bastante para que vários pensamentos viessem atormentar minha mente. Eu estava espantado com toda aquela história, mesmo não sabendo se acreditava ou não. Mas a cara do Caçador não me deixava dúvidas... Era a pura verdade. Ele temia a morte, então resolvi me aproveitar disso para obter mais informações.
— Continue! — Gritei, mas acho que fui um tanto exagerado, pois quase fiz um furo em seu pescoço.
— Ele fez uma réplica de si mesmo, como ele era antes da guerra terminar. O Ferumbras que conhecemos hoje é só uma parte do que ele é, e tem menos da metade do que seu verdadeiro ser possui. Ele então se transformou em um humano, adquirindo as características de um cientista que hoje tem. Todos esses anos ele vem tentando realizar seu plano: Destruir nosso mundo. — Nesse ponto eu o soltei, não aguentava mais forçá-lo falar. Ele pareceu assustado, deve ter pensado que eu iria matá-lo.
— Sente-se, e conte-me mais. — Sentei numa cadeira, e educadamente o convidei a sentar-se.
— Esse projeto em que você o está ajudando, realmente funciona. Ele mesmo foi a causa do projeto ter dado errado da última vez, pois o queria para si. Quando ele destruir esse mundo, viajará para esse outro paralelo ao nosso. Cabe a nós, os únicos conhecedores de suas reais intenções, impedí-lo. O Tibia que conhecemos, está prestes a deixar de existir. De um segundo para o outro. Pode nos ajudar?
Era isso. Eu não tinha mais nenhuma dúvida. E outro dia mesmo eu ouvi ele resmungando antes de acordar, algo como: "Guerra... réplica... destruir...". Eu não tinha perguntado nada sobre isso, pois eu também tinha falado mais ou menos isso numa noite, segundo minha mãe. Então era isso que eu tinha que fazer, impedí-lo. De algum jeito, não importa qual, devo salvar Tibia.
— Sim! — Ainda me lembro de que tudo isso começou com Jonathan, o guia da cidade de Edron, me dando um simples pergaminho.
Capítulo um tanto grande, acho que é o maior que já produzi. Bom, como tem gente gostando mais dessa estória do que da outra, acho que é melhor me acostumar. Jox, eu ainda te alcanço. Daqui uns anos, mas até vai :assovia:
Thx for enjoy! :truestory:
11-10-2012, 14:29
Sombra de Izan
Engraçado
Guerra . . . Réplica . . . Destruir . . .
Parece mais lema daquelas máquinas de guerra, ou um robô com tilti defeituoso, será que esse mad cientista vai conseguir um portal para o sensation world e dar suporte ao George????? Sei não mas continue, é engraçado alguns trechos que escreve, é bom de se ler.
12-10-2012, 17:55
CarlosLendario
Fala aí, Secret!
Hoje resolvi postar minha segunda história e me deu vontade de ler a sua segunda história também. Cara, está muito boa, parabéns. Teve grande cratividade em relação ao Spectulus ter ligação com o Ferumbras, mas além disso, fez com que Spectulus fosse só um clone do Ferumbras! Coisa de louco hein! E como seria essa guerra? Espero que tenha mais informações.
E outro mundo paralelo? Espero que seja o meu hein. Afinal, quando alguém vai ter ideias de um mundo paralelo perfeito e misterioso como o meu? :coolface:
Izan, boa sugestão hein. Mas George não quer destruir o Sensaton World, mas sim salvá-lo. De quê, exatamente? Só nos proximos capítulos. :D
Espero que esses rebeldes estejam errados, e que Spectulus seja só um doidão a fim de conhecer mais sobre o mundo Tibiano.
Tô acompanhando, e vê se dá uma olhada na minha segunda história também, maluco. :P
18-10-2012, 00:00
lordkrinkow
A Yunnan Clique foi uma das várias facções hostis ou facções que se dividiram do Governo Beiyang na República da China. Foi nomeado para província de Yunnan...
02-11-2012, 11:43
Secret Facts
Fala galerê!! Desculpem o meu afastamento (Again? —.—) do fórum, aconteceram uns problemas na RL, enton... :smile:
Vlw pelos comentáros Carlos e Izan, aprecio muito que ainda tenho seguidores em minhas estórias... E essa história aí é nova pra mim, lordkrinkow O.o
Bom, Carlos já explicou a junção de nossas estórias no thread das aventuras do George (Jorge ficava melhor :smile:). Agora vocês, leitores, terão de acompanhar as duas estórias!! Então, sem delongas, o proximo capítulo.
@
Enjoy It :smile:
Spoiler: Retrospectiva do último capítulo
Fiquei muito surpreso quando soube que toda semana havia um assassino andando livremente pela cidade. Também fiquei perplexo quando ouvi toda aquela história na Ivory Tower. Deus, acabo de descobrir que Ferumbras está aqui, em Edron, disfarçado de um astrônomo, só para criar um portal para um mundo paralelo ao nosso. Esse mundo está de cabeça para baixo.
Capítulo 2: A Guerra Esquecida - Parte II: Segredos e Disfarces
Depois de ouvir tudo aquilo, obviamente eu não tive uma noite tranquila. Recebi outra carta, falando toda a história que eu já tinha ouvido. Ignorei-a e fui dormir.
No dia seguinte, fui correndo para a Ivory Tower, ver se Spectulus tinha retornado, e acabei esbarrando em um homem. Seu nome era Philip, e é só o que consigo lembrar. Voltei a correr para a academia de magia.
Quando chego no último andar, vejo o "cientista" dormindo. O plano era continuar ajudando-o, e de algum jeito, descobrir um modo de impedir que esse projeto dê certo. Jone, o Caçador com quem conversei na noite passada, disse que eu deveria encontrá-lo essa noite, no alto da montanha que separa a cidade da floresta, junto de seu líder.
— Olá. — Spectulus levantou com um salto, acho que o assustei.
— Quê... Ah, olá, Yunan. Boas notícias! Descobri que não precisamos mais desse cristal que o Coletor guarda em seu domínio. Ao invés disso, usarei um outro elemento, que peguei nas profundezas de Svargrond, uma cidade muito fria, que fica ao extremo noroeste do continente. Pretendo começar o projeto essa noite, e quero que você esteja aqui para presenciá-lo. — Desconfiei de Spectulus, e só agora notei que Charles não estava lá.
— Hmm, que bom! E, aonde está Charles? — Spectulus agora tentou dar uma explicação, que mais parecia uma desculpa esfarrapada para algo.
— Erm... Charles? Ele... ficou em Svargrond. Isso, um cientista da cidade o convidou para um experimento, e ele não pôde recusar. Então tive de voltar sem nosso querido amigo, infelizmente.
Essa foi a pior explicação que eu já ouvi, depois daquela que meu amigo tentou dar há alguns anos, quando perdeu meu escudo e minha espada na mata de Port Hope.
— Está bem, então vou descansar. Volto mais tarde. — Desci as escadas, e Spectulus voltou sua atenção para o projeto.
Enquanto eu descia as escadas para o térreo, novamente esbarrei em um homem, e o mesmo caiu. Dessa vez não caí, mas fui jogado para trás.
— Você!? — Era o mesmo homem com quem esbarrei hoje de manhã, Philip. Ele segurava uma carta bastante familiar. A carta que recebi ontem à noite! — O que está fazendo com minha carta?
— Ah, graças a Deus que encontrei você! Venha Yunan, temos que ter uma conversa importante... Você está envolvido em muitas coisas que envolvem informações confidenciais.
Então, Philip me explicou tudo. O portal de Yalahar, os três cavaleiros que se jogaram no portal que leva à esse mundo paralelo, a cópia de Ferumbras no castelo de Daniel Steelsoul... E a cada minuto que se passava, eu ficava cada vez mais perplexo. Philip também se espantou com o que eu disse, sobre toda a história da guerra esquecida e o plano de Spectulus, o verdadeiro Ferumbras. Isso também explica o porquê do reaparecimento do Ferumbras depois de morto. É uma distração perfeita para o plano.
— Caramba, isso tudo faz parte de um plano! Um maldito plano para a destruição de Tíbia e uma viagem particular para esse mundo paralelo. Ah não, não vai ficar assim não. Vou agora mesmo decapitar esse filho-de-uma-égua. — Philip tinha sacado sua espada, e andava na direção da Ivory Tower.
— Espere!! Não podemos fazer isso, só ele sabe como abrir o portal pra esse mundo, e se o matarmos, os três guerreiros vão ficar presos nele! Temos que achar um meio de abrir esse portal e resgata-los, e ao mesmo tempo não deixar que Ferumbras viaje para esse mundo.
— É... não tinha pensado nisso.
— Deu pra perceber...
— QUÊ?
— Nada não. Agora, leve-me ao Governador Daniel, quero pessoalmente contá-lo as últimas novidades...
Eu e Philip caminhamos até o castelo, e quando entramos, vi que era maior do que eu imaginava. Cada salão era mais bonito que o outro, mesmo feito de pedra. O chão era todo pintado de branco, por todo lado havia tapetes vermelhos e mesas enormes, cheias de pratos, talheres e copos. Então, paramos na frente de uma porta de mármore.
— É aqui. Olhe, não é por nada, mas Daniel tem estado um pouco bravo comigo, então você entrará sozinho.
— Sem problemas.
Philip então bateu na porta, e a voz de um homem mal-humorado mandou-me entrar.
A sala era grande, com pilares brancos e enormes. O chão também era feito de mármore, e um grande tapete vermelho estava entre mim e o Governador. Ele era um pouco mais alto que eu, e do tamanho de Philip. Seus cabelos eram marrons, e ele vestia uma armadura também marrom, com uma capa vermelha em suas costas.
— O que você quer? — Perguntou-me de uma forma agressiva, parecia irritado com algo.
— Tenho importantes informações para contar, e são de seu interesse. Elas envolvem Ferumbras, o portal da cidade de Yalahar, e os três cavaleiros que pularam no portal.
Nesse momento o Governador ficou mais perplexo do que eu, e mandou os guardas saírem. Caminhou até estar frente a frente comigo, e pediu que eu explicasse melhor o que eu queria dizer.
— Senhor, estou sabendo de tudo que está acontecendo por aqui, inclusive do Ferumbras que está escondido em seu castelo, que não é o verdadeiro Ferumbras, mas sim uma cópia.
Ficamos tanto tempo conversando sobre a situação que perdi a conta de quantas horas se passaram. O Governador ficou espantado quando soube que tinha um poderoso feiticeiro na cidade, bem debaixo do seu nariz. Contei tudo sobre a guerra, os Caçadores da floresta, e o plano para resgatar os três heróis.
— Isso é... Impossível! Não posso acreditar, o Ferumbras esteve aqui, em Edron, esse tempo todo... E nunca percebemos o óbvio. Garoto...
— Yunan... E tenho dezoito anos. — Interrompi o Governador.
— Certo. Yunan, você arriscou sua vida nessa missão, estou muito agradecido pela sua coragem. E o mesmo sentem todas as pessoas desse mundo.
— Agora, precisamos nos apressar... Já é quase meia-noite, e o verdadeiro Ferumbras abrirá o portal em poucos minutos. Esse é o plano: Eu irei até a sala de Spectulus, normalmente, e o convencerei de me levar nesse mundo. Deixaremos o portal aberto para a volta, assim eu e Philip poderemos entrar para resgatar George, Jack e Watson. Ao mesmo tempo, uma tropa especial estará aguardando o momento certo para entrar na cena. Assim que o portal for aberto, vocês deverão aproveitar o descuido do Ferumbras para matá-lo, e então não teremos problemas para resgatar os três, exceto o que poderemos encontrar nesse mundo.
— Vejo que já planejou tudo, mas por que só você e Philip irão até esse mundo? Por que não poderá ir essa tropa inteira?
— Pense bem, o portal de Yalahar foi aberto para três pessoas. Esse portal aqui vai ser criado do mesmo jeito, então no máximo uma pessoa a mais poderia nos acompanhar, senão ele fechará assim que entrarmos. O resto deve cuidar da cópia de nosso amiguinho que está aqui. Mas devemos ser rápidos.
O Governador ficou pensativo durante alguns minutos, andando pra lá e pra cá. Só então, respondeu.
— Está bem! Faremos do seu jeito. Se algo der errado, você será o responsável, Yunan. Guardas! — Então, os dois guardas entraram no salão dois segundos depois, como se estivessem ouvindo atrás da porta. — Reunam todos os soldados que conseguirem. Silenciosamente para não acordar a cópi... Quer dizer... O Ferumbras.
Nesse momento eu saí do salão, indo na direção da Ivory Tower. Chamei Philip, que aguardava na saída do castelo, e narrei toda a conversa que tive com o Governador. Philip disse-me que sabia muito bem quem chamar, e foi correndo na direção do depósito da cidade, e fiquei ali esperando. Menos de um minuto depois, ele apareceu com um homem da minha altura, que parecia ser um arqueiro. Seu nome era Tyler, e entendera o plano rapidamente. Agora, era só torcer para que tudo ocorresse bem.
Passamos na frente da minha casa, e vi um pacote encostado na minha porta. Me surpreendi quando o abri, pois dentro havia um Cetro do Mundo Inferior, um Livro de Magia do Controle da Mente, uma Capa do Foco e uma Bota da Velocidade. Ao lado de todos esses, havia um bilhete. Nele estava escrito:
Aceite esses presentes, pois precisará deles nesse novo mundo. Boa sorte, Yunan.
Parece que saiu tudo como eu tava imaginando. Agora, aguarde um pouco, vai levar um dia pro Ferumbras conseguir abrir o portal... :nah:
Bom, o capítulo ficou bem maneiro. Agora sua história ficará mais interessante ainda. Só aguarde pra ver. E o Spectulus não soube nem disfarçar direito, se é louco. :fckthat:
E devia ter colocado o Daniel um pouco mais chapa quente, ele não tá muito bem esses dias. Não, não é TPM e.e . Os presentes foram bem apelões, hein? Acho que não era necessário tudo isso... É só um comentário.
Aguardo o proximo, enquanto eu escrevo o novo capítulo. :smile:
Galera que acompanha a história de Yunan, não deixem de acompanhar a minha, para conhecerem George, Jack e Watson, e como tudo começou. :y:
03-11-2012, 11:26
Secret Facts
Citação:
Postado originalmente por CarlosLendario
Opa, e aí Secret!
Parece que saiu tudo como eu tava imaginando. Agora, aguarde um pouco, vai levar um dia pro Ferumbras conseguir abrir o portal... :nah:
Bom, o capítulo ficou bem maneiro. Agora sua história ficará mais interessante ainda. Só aguarde pra ver. E o Spectulus não soube nem disfarçar direito, se é louco. :fckthat:
E devia ter colocado o Daniel um pouco mais chapa quente, ele não tá muito bem esses dias. Não, não é TPM e.e . Os presentes foram bem apelões, hein? Acho que não era necessário tudo isso... É só um comentário.
Aguardo o proximo, enquanto eu escrevo o novo capítulo. :smile:
Galera que acompanha a história de Yunan, não deixem de acompanhar a minha, para conhecerem George, Jack e Watson, e como tudo começou. :y:
Ôpa, valeu Carlos. Que bom que por enquanto tá tudo saindo como planejado hehe :P
Fiz as alterações, agora só falta o Don, que sei que está aqui e também nunca o vi nessa seção, ler e comentar 8D
Que mancada sua, fazendo propaganda da sua estória no thread da minha :P... Podexá que já avisei eles pra acompanharem as duas estórias. :y:
Gogogo coments pessoal, e agora quero ver como vai ser na sua parte, hein?
10-11-2012, 19:19
Secret Facts
Que mancaaadaaaa, me forçaram a fazer o DP
D8 Vacilo, hein galera? D8
Só o Carlos mesmo comentou? Tsc, tsc.
De qualquer maneira, o capítulo.
Comment It :smile:
Spoiler: Retrospectiva do último capítulo
Nossa, agora estou com uma dor de cabeça imensa. Ferumbras é uma cópia, Spectulus é o verdadeiro, a cópia está no castelo de Edron, três malucos se atiraram no portal criado em Yalahar, Spectulus vai criar esse mesmo portal aqui em Edron, e acabo de receber presentes valiosos de meu informante... Que será que ele quer de mim, afinal?
Capítulo 2: A Guerra Esquecida - Parte III: Novos Aliados, Novas Aventuras
— [...] Não acredito que teremos de esperar um dia para resgatarmos George, Jack e Watson. Por que esse cientista idiota simplesmente não faz uma força? — Resmungava Philip, desde que saí da Ivory Tower e contei da espera. — Nem pra isso ele serve...
— Ah, vê se fica quieto, Philip. Já está enchendo o saco. Até parece que você queria ir agora para esse mundo, está mais nervoso do que um homem na arena. — Retrucou Tyler. — E aliás, é melhor assim... Podemos nos preparar para o que nos espera.
— Pouts, acabo de me lembrar! Eu tenho que encontrar Jone, o Caçador, e seu líder no alto dessa montanha hoje à noite! — Olhei para o céu, procurando a Lua, mas estava todo coberto de nuvens. — Perdi a noção do tempo, mas acho que não são nem onze horas.
— Certo, então vamos contigo. — Disse Philip, quando parou de resmungar para si mesmo.
As luzes da rua já estavam acesas. Um brilho muito intenso vinha de dentro dela, e se não fosse pela distância, ela ofuscaria qualquer um que tentasse andar de noite. Andávamos sem preocupações na direção da ponte da saída leste da cidade, e embaixo dela havia um pequeno rio, lentamente indo na direção do mar. Passando por essa ponte, já dava pra escutar os morcegos e as criaturas noturnas, passeando, se alimentando e dialogando.
Pra direita ficava a Vila de Stonehome, e para a esquerda ficava a montanha. Íngreme e alta montanha, diferente do que se parecia quando vista da cidade. Olhamos uns para os outros, e finalmente comecei a escalar. Não era tão difícil no começo, desde que você soubesse onde se segurar. Tyler quase caiu duas vezes, e Philip ficou para trás, pois acabou escorregando na segunda tentativa de se segurar em algo. Voltou a resmungar, e recomeçou a escalar.
Passaram-se dez minutos, mais ou menos, e chegamos no topo. Havia uma clareira e uma fogueira no centro. Um homem estava sentado perto da fogueira, e mais dez estavam espalhados pela clareira. Todos usavam um capuz marrom e um manto verde. Carregavam arcos e flechas. Eram os Caçadores. Ao redor dessa clareira havia muitas pedras e arbustos, como se estivessem ali para esconder algo. Tyler estava do meu lado, e Philip chegou dois minutos depois. Deve ter caído denovo.
— Quieto, Philip. — Sussurrei para ele, que ainda resmungava. Ele então viu a clareira, e agachou-se também. — Reconheci Jone sentado perto da fogueira. Só preciso chamá-lo aqui. — Comecei a dar a volta na clareira, e fiquei longe de Tyler e Philip.
Então, peguei uma pequena pedra e joguei na direção de Jones. Não para acertá-lo, mas para cair na frente dele. Ele viu a pedra vindo de sua direita, e então virou o rosto para o lado em que eu estava. Acenei para ele, e o mesmo veio lentamente, como se tivesse algum receio.
— Jone, sou eu! Yunan! — Murmurei de um modo que só ele escutasse. — Vem aqui!
Então ele saltou a "muralha" de pedras e arbustos e me agarrou. Parecia estar bravo com algo, mas não entendi. Abaixou-se para que ninguém nos visse, e então largou-me.
— Que faz aqui, idiota? — Olhou-me com uma cara de como se não lembrasse de mim.
— Ora, você mesmo me chamou aqui, imbecil. Ontem à noite, quando conversamos na Ivory Tower. Não se lembra? Quando contou-me toda a história dessa guerra esquecida, da cópia de Ferumbras, do disfarce, do mundo pararelo...
— Ah! Desculpe-me, tinha me esquecido disso tudo... Não sei como pude esquecer de que te contei essas coisas, sendo que agora mesmo estava pensando nisso. Perdoe-me pela agressividade... — Ele parecia estar com muita vergonha.
— Deixe para lá, tratemos de assuntos mais importantes. Para quê me chamou aqui? E aliás, trouxe dois amigos comigo... Não se preocupe, eles também já sabem disso tudo, antes até de eu mesmo descobrir.
— Ehrm, okay... Certo, então chame-os.
Voltei então para onde estavam Philip e Tyler. Pareciam impacientes, discutiam baixo sobre alguma coisa. Consegui ouvir uma parte, antes de chegar até eles.
— Tyler, não acho que você poderá ir... Deverá ficar aqui e cuidar de tudo, caso não voltemos. Pessoalm... — Tyler parecia não aceitar isso, e interrompeu Philip.
— Nada disso! As coisas estão muito bem por aqui. O plano funcionará, e viajarei junto de vocês para esse mundo. Não quero nem saber, de qualquer jeito precisarão de uma ajuda. — Então eles pararam de falar, e aproveitei para chamá-los.
— Ei gente, vamos logo! — Levantaram-se e seguiram-me até Jone.
— Só uma coisa... Por que estamos agachados? — Então Jone percebeu que até agora estava se escondendo, e não sabia o porquê disso. Levantou-se e pediu-nos para esperar. Momentos depois, fomos chamados por uma voz grossa, e quando entramos na clareira, vimos bem no meio uma figura alta, provavelmente maior que Philip, com as mesmas vestes que os Caçadores, mas carregava uma besta nas costas, ao invés de um arco. Amarrada na sua cintura, estava uma bolsa cheia de dardos marrons, com uma ponta verde. Ao redor da figura, todos estavam ajoelhados. Até Jone.
— Aproxime-se o que nomeia-se Yunan. — Disse o homem, com a mesma voz grossa mas simpática. Dei um passo à frente, e ele ficou olhando para mim. Puxou para trás o capuz, e olhei sua face. Seus cabelos eram marrons, longos e lisos. Retirou a capa marrom, e embaixo usava uma armadura preta e amarela, com uma grande capa vermelha. Usava uma calça azul, igual a minha, e também uma Bota da Velocidade.
O mesmo fizeram todos os Caçadores, retirando os capuzes e as capas. Parecia ser somente um disfarce, ou um uniforme. Todos usavam diferentes equipamentos. Alguns carregavam armaduras e calças de cavaleiros, espadas muito valiosas, outros usavam cetros, cajados, mantos e capas. E a cada segundo, mais Caçadores apareciam. Dentro de alguns minutos, um exército inteiro estava reunido naquela montanha, muito maior em cima do que aparentava. Feiticeiros, Cavaleiros, Druidas, Paladinos. Philip e Tyler pareciam estar perplexos, mas eu não sentia nada. É como se eu já tivesse presenciado isso várias vezes. Mas é lógico que é a primeira vez que eu vejo isso.
— O que foi? Pensaram que eramos um simples grupinho de fracos Caçadores? Bem, Yunan, venha comigo. Jone, arranje equipamentos adequados para nossos dois convidados e, depois, juntem-se a nós. Os três. — Disse o líder dos Caçadores, lançando um olhar fixo para Philip e Tyler. Então, ele se dirigiu para uma escada, que levava para dentro da montanha. Segui-o para dentro da caverna.
Embora dentro da montanha, era muito iluminada a caverna. Não só pelas tochas e archotes, mas por alguns buracos nas paredes que permitiam a luz de fora entrar. A escadaria era grande, demorou algum tempo para chegar aonde ele queria me levar. Um enorme espaço aberto, maior que a clareira lá em cima. Nessa caverna havia pilares de pedra que foram esculpidos e tinham diversas imagens. Um era Fardos, outro era Banor, o primeiro humano, e outro era Suon e Fafnar, juntos.
— O que exatamente quer me mostrar? — Perguntei simpaticamente ao homem.
— Primeiramente, perdoe-me pela falta de educação. Meu nome é Jonas, e a propósito, Jone é meu filho. Quero te mostrar uma coisa que pode mudar sua vida. Ou pelo menos seu ponto de vista. — Ele abriu uma porta de madeira, e de dentro dela saia uma luz branca ofuscante, originada de uma esfera no centro da sala. E eu fiquei ali, durante alguns minutos, admirando aquela esfera e a luz brilhante.
— Entre. — Mal Jonas disse isso, comecei a caminhar na direção da esfera. Não sabia o que era, mas uma voz na minha cabeça disse: Segure-a.
Coloquei as duas mãos na esfera, e uma luz muito brilhante cegou-me. Estava tudo escuro, mas eu conseguia me ver. Não sabia onde estava, mas sentia a presença de alguém.
— Olá? Quem é você? — Perguntei ao vazio, e uma figura estranha foi aproximando-se de mim. Reconheci-a pelos retratos e imagens que já vi. Era Banor, o primeiro humano.
— Olá, Yunan. Vejo que agora seu primeiro objetivo foi cumprido. Se meteu em uma grande aventura, hein? — Ele deu uma gargalhada simpática.
Eu não soube o que responder, muito menos diante dele. Tudo o que saiu da minha boca foi: É uma honra.
— Bobagem, somos iguais. Somos dois humanos, da mesma raça, do mesmo coração. Estou aqui para guiá-lo pelos caminhos certos durante esses tempos. Uma grande guerra está para acontecer, certo? Então você vai precisar de uma ajudinha, hehehe. Vejo que meus presentes serviram em você, mas esqueci que Jonas pode ter algo melhor para te fornecer.
Pronto. Se eu não estivesse naquele lugar, acho que desmaiaria.
— Quer dizer então... Que você escrevia aquelas cartas para mim? — Banor assentiu. — Por quê?
— Porque está no seu destino, Yunan. Você foi um dos escolhidos para impedir o caos e a destruição. Sem você, seria uma derrota iminente. Agora, que tal falarmos um pouco do seu comportamento? Ou nunca percebeu que, mesmo sendo um Druida, nunca teve esse encantamento peculiar deles pela natureza? Sim, você tem uma parte desses sentimentos. Ajudou um pobre homem na rua, tentou evitar mortes de animais... Mas sempre faltou algo, né? E isso era preenchido pelo seu sentimento de Feiticeiro. Nunca reparou que você não hesitava matar qualquer criatura que estivesse em seu caminho? Algumas sua parte Druídica evitava, mas como sua parte Feiticeira é totalmente inversa, deu no que deu. — Eu estava totalmente confuso, mas ao mesmo tempo, entendia tudo. Só agora parei para pensar nisso, e reparei que realmente sou um Druida estranho. — Você é um tipo de mestiço. Mas isso não é motivo para ficar triste, nem para se sentir excluido. Seu pai é um Druida, e sua mãe uma Feiticeira. Os sentimentos destrutivos que seu pai tinha ás vezes e os sentimentos positivos e felizes de sua mãe se unificaram em você, te tornando o ser humano que é agora.
— E... Só eu sou assim?
— Haha, claro que não. Há muitos seres por aí com a mesma unificação. Alguns são mais agressivos que outros, mas tudo bem. O que importa, é você saber quem é. De agora em diante, seguirei você para onde for, e te ajudarei quando precisar. Você também tem poderes extraordinários que estiveram ocultos dentro de você até agora. Se aprender a controlá-los, seria mais poderoso que qualquer Druida, Feiticeiro, ou até o Ferumbras. Ah, e é melhor se apressar, pois nosso amigo está criando o portal nesse exato momento. Jonas tem algo que poderá te ajudar nessa aventura, além de um ótimo equipamento. — Dito isso, começou a se afastar de mim.
— Espere! Como poderei falar contigo novamente? Como consigo controlar meus poderes ocultos? — Banor virou-se na minha direção, e sorriu.
— Concentre-se, e descobrirá. Estarei com você sempre, é só querer falar comigo. Até breve! — Então ele sumiu de minha vista, sobrando somente eu e o vazio.
— Agora, acorde. — Ouvi ele falar em minha mente.
Acordei no duro chão de pedra, embaixo da esfera que momentos antes segurava. Saí da sala e subi as escadas. Jonas estava esperando lá em cima, junto de seu filho. Ao lado dele, reconheci Philip e Tyler, agora mais equipados. Philip usava uma Armadura e uma Calça de Ouro. Em sua mão esquerda segurava um Escudo do Pesadelo, e em sua mão direita estava uma Espada Mágica, também conhecida por Espada do Valor. Tyler levava uma Besta Real, e uma bolsa estava amarrada em sua cintura, cheia de Dardos Infernais. Usava agora uma Armadura de Arqueiro Mestre e uma Calça Prismática.
— Nossa, onde vocês conseguem tantos equipamentos tão valiosos? Nunca vi essas calças que Tyler está usando! — Fiquei muito perplexo quando vi os dois usando esses itens.
— Hehe, temos muitos aliados que nos ajudam em missões, as vezes os ajudamos e eles nos presenteiam com ótimos equipamentos, já que as missões são muito difíceis e perigosas. Também porque eles tem vários desses, hehe. Enquanto os humanos exploram Yalahar, nós formamos uma nova aliança com os Gnomos, parentes próximos dos Anões. Longa história, outra hora podemos conversar mais. Agora, acho que você precisa de algo melhor para essa viagem, não? Traga-lhe os equipamentos, meu filho.
Jone trouxe-me uma caixa cheia de equipamentos maravilhosos. Agora eu estava equipado com uma Túnica de Escama Real, um Livro de Magias dos Mistérios Sombrios, uma Calça Relampejante e um Cetro Glacial. Senti-me muito mais experiente, como se só por vestir isso tudo eu tivesse aprendido mais.
Depois de uns dez minutos, eu, Jonas, Jone, Philip, Tyler e o exército descemos a montanha por trás, onde havia uma rampa. Philip recomeçou a resmungar para si mesmo, e eu não pude conter uma risada, junto de Tyler. Já devia ser de madrugada, não havia ninguém nas ruas. As luzes estavam apagadas, um ótimo disfarce. Eramos silenciosos, não ouvia-se nenhum barulho. Quando estávamos na ponte, perto da cidade, vimos uma luz intensa vindo da Ivory Tower, no andar onde ficava o escritório de "Spectulus".
Todos corremos para lá, e depois de subir muitas escadas evitando fazer barulho, nos deparamos com a imagem de Ferumbras entrando no portal. Havia fogo em algumas partes do escritório, e estava tudo revirado. Algo aconteceu antes de chegarmos. O portal continuara aberto, e sugava tudo dentro da sala.
— Yunan, pegue! São Carvalhos Brancos, para fortalecer o portal! Coloque-os dentro daquele tubo e lacre! — Jonas me deu uma bolsa com pedaços de Carvalho Branco e apontou para um tubo largo, conectado ao arco do portal. Abri a tampa de mármore, depois de algum esforço, e coloquei o pedaço de Carvalho Branco dentro do tubo. Logo que ia colocar mais dois pedaços que estavam nas minhas mãos, o Carvalho Branco que já estava dentro do cano foi puxado, conectando-se ao portal, e o mesmo aumentou de tamanho. Agora estava mais forte, e a bolsa foi puxada por ele. Não foi sugada, mas caiu no meio das chamas.
Não deu tempo de fazer nada. Jonas, Jone, Philip, Tyler e eu fomos sugados pelo portal. Consegui levar comigo os dois pedaços de Carvalho Branco que estavam em minhas mãos. O exército ficou lá, e não conseguiu entrar, pois o portal se fechara. Parte do plano falhou.
— Filhas da mãe. — Disse um dos guerreiros.
Depois disso, senti minha cabeça girar. Fiquei tonto, e acabei desmaiando. O que será que eu iria encontrar lá?
Espero que tenham gostado galera. Não esqueçam de comentar hein? Plax 8D
Jox, tô te avisando... Fica esperto :P
Thx for Comment :truestory:
10-11-2012, 20:41
CarlosLendario
Opa, capitulo interessante hein!
Bom cara, quando não é eu pra movimentar essa seção, ela fica totalmente vazia, sério. Então, acostume-se.
Há algumas coisas que sairam erradas nos meus personagens e na personalidade de Banor, mas nada de mais. Aviso o que errou por PM.
E se leu o capitulo atual da minha história, Spectulus foi sugado por uma magia especial de Ferumbras e se uniram, então, acho que foi impresão minha e você falou que o Spectulus é ainda ele mesmo...:hmm:
Esse Jonas é estranho hein... E bota ordem em geral mesmo. Lutar contra ele não deve ser nada fácil, imagino. E cara, não existe calças prismáticas ou itens do update 9.6 de Tibia no ano 500, somente em meados de 1100. Então, se liga. :p
Só vou te informar mais umas coisas por PM e mais coisas serão melhoradas nos proximos capitulos :D
Enfim, gostei do capitulo, ficou bem escrito e misterioso, e também mostrando muita surpresa pro pessoal, quando os caçadores possuem mesmo é um exercito, não 15 caçadores e só. :assovia:
Até mais.
11-11-2012, 11:13
Secret Facts
Não importa, Carlos. Qual o problema se os Caçadores terem uma aliança secreta com os gnomos, enquanto os humanos não descobriram nem os Deeplings/Insectoids? :P George tem uma porrada de itens que quase ninguém tem, ué...
Citação:
— Hehe, temos muitos aliados que nos ajudam em missões, as vezes os ajudamos e eles nos presenteiam com ótimos equipamentos, já que as missões são muito difíceis e perigosas. Também porque eles tem vários desses, hehe. Enquanto os humanos exploram Yalahar, nós formamos uma nova aliança com os Gnomos, parentes próximos dos Anões. Longa história, outra hora podemos conversar mais. Agora, acho que você precisa de algo melhor para essa viagem, não? Traga-lhe os equipamentos, meu filho.
Que tal? Melhorou? rsrs
Mande logo uma PM sobre o que você acha que pode melhorar.
29-12-2012, 16:37
CarlosLendario
SECRETUIA
FAÇA SUA PARTE DO ACORDO
ESTOU LHE PASSANDO UMA MACUMBA
E PARA SE LIVRAR, COMENTE EM O MUNDO PERDIDO
BYE
29-12-2012, 16:46
Secret Facts
Le wild flood appears, carlos :challenge:
Oxe nem comenta nada, blz vlwflw u.u
29-12-2012, 17:03
CarlosLendario
SEUS OLHOS ESTÃO CONFUSOS
SUA INTERNET LENTA
ESTÁ COM SONO
COMENTE NA HISTÓRIA E A MACUMBA PASSARÁ
Fuck the macumba :awwyea:
Sério, comenta lá e leia os novos capítulos. Senão...
A MACUMBA VOLTARÁ
29-12-2012, 17:17
Secret Facts
Ai que :wscared:
Blz vo comenta de qlqr jeito
MAS DA UM COMENTÁRIO Q SE PRESE NA MINHA HISTÓRIA!
13-01-2013, 22:40
CarlosLendario
Secretuia, cadê o capítulo novo? Tô esperando :(
16-01-2013, 02:30
Secret Facts
Cadê os comments? Tô esperando :nah:
16-01-2013, 16:00
CarlosLendario
Só eu acompanho.
O resto deu o fora, principalmente o Joxkyz. Não sei por quê. :(
18-01-2013, 21:57
Secret Facts
Então vou esperar voltarem pra continuar a estória :/
Tipo, não faz sentido continuarmos fazendo capítulos sem ninguém pra ler além de nós dois.
Enquanto isso, SIGA MEU LIFE THREAD
:rageface:
18-02-2013, 07:18
CarlosLendario
Secretuia...
Poste logo esse capítulo, pois tive agora um dejá-vu que você estava online. Então não tente se esconder de um lendário, e POSTE-O!
Ah, se falta leitores, se você postar algum capítulo, ajuda a recuperá-los, entendeu? Então poste logo e chega de enrolação!
Com 1.5k de views (8D) venho confirmar que continuarei nossa história as soon as possible, ou mesmo depois do torneio. Se chegar dia 1,3,5 de março e o negócio ainda não rolar, voltarei a postar os caps.
Ai do sem-pés se chegar lá sem criar :rageface:
06-03-2013, 12:48
Danboy
Continua logo essa bagaça...
Para de ser chato!
08-03-2013, 14:43
Secret Facts
Citação:
Postado originalmente por Danboy
Continua logo essa bagaça...
Para de ser chato!
D8 Só assim pra trazer novos leitores msm UAEHAUEHUAH :fckthat:
Le wild cap appears 8o
Enjoy It :smile:
No capítulo anterior:
Citação:
Spectulus precisa de mais tempo para criar o portal, então eu, Philip e Tyler fomos encontrar Jone, o Caçador com quem conversei, no alto da montanha que separa Edron da floresta. Nesse encontro, percebemos que várias coisas já estavam planejadas, pois um exército estava reunido novamente para lutar contra Ferumbras, vulgo Spectulus disfarçado. Jonas, pai de Jone, levou-me para dentro da montanha, e me apresentou a um jeito de conversar com Banor, o primeiro humano. Com Banor do nosso lado, e esse exército de célebres guerreiros, nossa vitória é iminente. Porém, ocorreu um erro... Parece que a cópia de Ferumbras se uniu ao verdadeiro, criando o portal e passando por ele, então somente eu, Philip, Tyler, Jonas e Jone conseguimos atravessar a passagem, que fechou-se atrás de nós...
Uma figura estranha apareceu, de cabelos loiros e uma aura azul à sua volta... Passados uns segundos, minha visão voltou ao normal, e reconheci novamente Banor à minha frente.
— Olá. — Respondeu ele.
— Onde estou? Conseguimos passar para o outro mundo? Cadê os outros? — Perguntei a Banor, um tanto descontrolado.
— Acalme-se meu jovem, nesses tempos de guerra não devemos nos desesperar. Respondendo à sua pergunta, você está novamente em seu pensamento. A passagem fechou-se em Tibia, mas todos vocês conseguiram chegar em Sensaton World, embora... Separados. — Respondeu ele, com uma expressão séria. — Foram abertos quatro portais no outro mundo, cada um transportando um de vocês, mas Jone e Jonas estão juntos em um portal. Não posso determinar onde eles estão, mas sei que Philip caiu em Darksand, e está agora com alguns sacerdotes.
— Ah, ótimo! Então... Eu gostaria de perguntar uma coisa...
— Prossiga.
— Em nosso primeiro encontro, você disse que sou um desses Mestiços...
— Certo. — Assentiu Banor.
— E nós temos algum poder em especial? Digo, que não seja os que aprendemos normalmente?
— De certa forma, sim. Os Mestiços de Tibia têm um poder peculiar dentro de si. Quando eles atingem uma certa idade, esse poder começa a se desenvolver, mas... Não quero estragar sua surpresa, no momento certo você vai descobrir o seu verdadeiro poder. — Respondeu-me, ainda com uma expressão séria no rosto.
— Hmm, então devo aprender a aperfeiçoá-los o mais depressa possível?
— Na verdade, não... Pois eles já estão na mais perfeita forma, mas depende de você para controlá-los quando precisar. Já está quase na hora de você descobrir, e logo esse... Como posso dizer... Esse selo que os mantém ocultos dentro de você, se romperá, e a não ser que você tenha força para controlar seus poderes, eles te controlarão. — Disse Banor, mais sério ainda. — Ah! Devo te avisar. Cuidado com suas escolhas. Por enquanto, é melhor acordar... — Após me contar isso, caminhou para o vazio, e tudo ficou escuro novamente.
— Ai... Porcaria... — Acordei com a cara na terra, um pouco dolorido e tonto, mas consegui me levantar. Parecia ser quase de noite. Havia uma neblina densa, permitindo-me pouca visibilidade. Na minha frente havia uma muralha de pedras, pequenas e enormes, enquanto atrás de mim vi várias luzes, parecia ser uma cidade, então me dirigi até lá.
Quanto mais eu me aproximava, ouvia uns barulhos estranhos, grunhidos e... Pessoas! Me aproximei mais ainda, a neblina se dissipou, e já era de noite. Vi que na verdade, o local tratava-se de uma área de mineração, pouco antes da cidade. Vi um homem andando por perto, e corri na direção dele.
— Com licença! — Chamei-o.
O homem então se virou, com um capacete de mineração em sua mão esquerda e uma picareta em sua mão direita. Tinha quase a minha altura, mas um pouco mais alto.
— Boa noite, meu jovem. O que faz por aqui? — Perguntou ele.
Então contei toda a história de como fui parar ali, desde Spectulus até o Portal... Não sei se ele acreditou nisso tudo, pois quanto mais eu contava, mais absurdo achava. Ele acabou me levando para sua tenda, onde sentamos e conversamos.
A tenda era grande e larga, tinha pelo menos o dobro da altura dele, era toda branca e havia algumas figuras desenhadas, como uma cidade e um tipo de rei. Dentro dela era quente, havia alguns pequenos archotes nos cantos, e algumas mesas e cadeiras.
— Então, você é novo por aqui, certo? — Perguntou-me de um jeito simpático mim. — Você está na área de minerações de Polerion, a cidade que fica logo aqui atrás. Bem, já é bem tarde, e você deve estar cansado depois de toda essa viagem. Tenho uma cama reserva aqui em algum lugar, pode ficar com ela esta noite. Amanhã te apresentarei a algumas pessoas.
— Muito obrigado! A propósito, o senhor ainda não me contou seu nome.
— Meu nome é Kevin, mas pode me chamar de Kev. — Respondeu enquanto procurava a cama no meio de equipamentos de mineração e mobílias quebradas. — Agora, onde será que está essa bendita cama...?
Uns minutos depois, Kev finalmente achou a cama, então deitamos e fiquei pensando no aviso de Banor. Depois de alguns longos minutos, finalmente dormi. De verdade.
Citação:
~~~~~~~~~~~~~
— Yuuunaaaan...!!!
— AAARGH!!
Era uma tempestade, ocorreu um naufrágio, havia uma guerra... Mas o que significa tudo isso?
~~~~~~~~~~~~~
--------------------------------------------
É issae, Yunan chegou em Sensaton World :D mas se separou e ficou alone :(
Bom, já sabem né? Sem coment, sem biscoito Ò_Ó
Thx for enjoy :truestory:
08-03-2013, 21:42
CarlosLendario
Cara, acho que esse capítulo saiu bem... Rápido! Corrido demais, não deu pra esclarecer muitas coisas e deixou muitas dúvidas, até demais...
E se é uma tenda, como vai ter uma lareira lá dentro? ô_õ
E como o carinha minerador nem se importou tanto com a chegada de gente lá de cimãum, sendo o maior mistério entre os dois mundos? ô_õ
Por quê diabos a primeira parte tá em QUOTE? ô_õ
E o mais importante...
Como o dia vira noite? Ô_Õ
Acho até que você fez bem o capítulo, nem fiz o meu ainda, tô sem disposição... Mas ficou bom o seu, principalmente com este final. Tente escrever mais e se esforce mais, sem vergonha ¬¬'
Se não fizer corretamente o que eu falar, vou invocar a Invencível Armada Espanhola pra bombardear a praia onde você mora perto :smile:
Bom, aguardo o próximo e que seja maior. .-.
08-03-2013, 22:35
Secret Facts
Citação:
Postado originalmente por CarlosLendario
Cara, acho que esse capítulo saiu bem... Rápido! Corrido demais, não deu pra esclarecer muitas coisas e deixou muitas dúvidas, até demais...
E se é uma tenda, como vai ter uma lareira lá dentro? ô_õ
E como o carinha minerador nem se importou tanto com a chegada de gente lá de cimãum, sendo o maior mistério entre os dois mundos? ô_õ
Por quê diabos a primeira parte tá em QUOTE? ô_õ
E o mais importante...
Como o dia vira noite? Ô_Õ
VISH :smile:
Fiz merda rsrsrs
Corrigi já, mals ae, tinha que me apressar, le wild compromisso appears, então acabei me enrolando lá... rs.
Tá em quote pq tá na cabeça do yunan, só pra destacar. Quer q deixe tudo em itálico? ¬¬
"É só um aperitivo" :coolface:
#Carlos Lembrar...
09-03-2013, 02:01
Danboy
ahahahha
Pelo visto você já mudou tudo que o carlos falou!
Só não entendi como o cara conseguiu perder uma cama na tenta dele :P
Bom capítulo! :y:
09-03-2013, 19:42
Secret Facts
Citação:
Postado originalmente por Danboy
ahahahha
Pelo visto você já mudou tudo que o carlos falou!
Só não entendi como o cara conseguiu perder uma cama na tenta dele :P
Bom capítulo! :y:
:P Ss arrumei tudo já...
Vish, ficou estranha essa parte, já melhorei :)
Valeus, adorei o teu também :y:
Evitem o DP e ganhem bisc8 8D
\/ Le wild post de alguém TEM QUE APPEARS Ò_Ó
16-06-2013, 15:31
CarlosLendario
Bom, revivendo o tópico...
Secretuia, me mande uma mp se tiver em dúvida sobre alguma coisa de Sensaton, estou aguardando o capítulo ainda, e também alguma notícia sobre o mesmo.