Citação:
Hans respirava com dificuldade, o seu coração batia mais rápido que nunca, tinha a sensação de que queria saltar do peito e ao mesmo tempo sentia um fogo ardente que lhe queimara todo o corpo, talvez fosse o cansaço, a adrenalina instalou-se.
Abriu lentamente os olhos e viu o rosto de Jéssica mesma em cima da dele e logo colocou um grande sorriso na cara.
- Hans estás bem? Fala comigo – disse Jéssica.
- Dói-me o meu corpo todo.
- Eu tenho umas poções que aliviam e curam a dor – disse Sparrow, o capitão do navio – eu posso vos dar algumas que ainda tenho comigo. Toma bebe.
A poção sabia mal, mas Hans agradeceu e sentiu-a a percorrer todo o seu corpo e naquele momento sentiu-se bem melhor, aliviou a dor muito rapidamente, levantou-se e quase que caiu no chão devido às tonturas provocadas pela poção.
- É normal que te sintas tonto, as poções da Ilha da Preparação são mais fracas do que as que se vendem no continente, depois de te habituares nem vais sentir nenhuma diferença.
Hans olhou em redor e reparou que só lá estavam eles e perguntou:
- Onde estão os outros que vieram no barco connosco?
- Infelizmente além de nós não sobreviveu mais ninguém. – Disse cabisbaixo Sparrow – Está a anoitecer é melhor encontrarmos um abrigo numa caverna para podermos comer e dormir. Amanhã iremos explorar a floresta e começar a reconstrução do barco, felizmente não ficou totalmente destruído com umas semanas de construção conseguimos com que o barco nos leve de volta para pelo menos Venore, não sei se aguentaria muito mais.
- Por favor ajudem-me! Por favor alguém!
-Vamos ver quem é – respondeu de imediato Jéssica – pode estar em apuros.
Os gritos vinham de uma grande tábua de madeira, provavelmente fazia parte dos destroços do barco, levantaram-na, e debaixo dela estava um jovem que saíra com eles da ilha.
Toma bebe. – Disse Sparrow
Qual é o teu nome? – Perguntou Hans
Levantou-se e tal como Hans deu um leve solavanco para trás, mas Sparrow agarrou-o antes que caísse, logo disse:
- Obrigado, sinto-me muito melhor. Chamo-me Deinon.
-Vamos daí Deimon, precisamos de encontrar uma gruta antes que escureça.
Todos soltaram uma leve gargalhada, Sparrow ficou confuso.
- Estão a rir-se do que? – Perguntou-lhes
-Não é Deimon é Deinon – Corrigiu-o
Recompuseram-se e partiram juntos à procura de um lugar onde pudessem se abrigar durante a noite, de repente ouvem um barulho, deram um salto com um susto, juntara-se todos e caminharam na direção do barulho misterioso. Uma aranha saiu dos arbusto numa velocidade louca, Jéssica avançou e com uma enorme agilidade pegou na sua espada e deferiu a aranha, tombando para o lado morta.
O rosto de alívio viu-se em todos, afinal o que queriam era descansar, anoiteceu, Sparrow pegou num ramo, e nalguma madeira podre e com algumas folhas seca atou e fez uma tocha. Ficaram surpreendidos com a excelente capacidade e rapidez com que o fez.
A floresta estava sinistra, ouvia-se o corujar das corujas, aquele barulho provocou um certo medo a todos.
- Uma gruta – disse Jéssica, apontando para ela.
- Cuidado, custam habitar Ursos e juntos tornam-se perigosos. Avancemos devagar e com cuidado – ordenou Sparrow
- Está vazio, podemos instalar-nos aqui durante a noite. Fizeram uma fogueira e assaram um coelho que tinham encontrado no caminho. As camas foram feitas de folhas verdes.
- Amanhã espera-nos um grande e árduo dia, descansem – disse Sparrow.
Jéssica deu um beijo a Hans e sussurrou-lhe:
-Ainda bem que estás vivo, agora já fazes parte da minha vida, não conseguia viver mais sem ti.
Deu-lhe outro beijo e ambos foram deitar-se, Sparrow pegou num livro que tinha na sua mochila e pegou numa runa, e atirou várias para o chão. Uma parede de terra ergue-se, tapando a entrada, ficaram todos impressionados mas o cansaço era tanto que adormeceram.