Capítulo I: Surpresas no Porto da Esperança (Parte 1)
Aqui vai o primeiro capítulo! Ficou enormemente pequeno! (Fiz algumas alterações, por isso, se você já havia lido antes devido ao tamanho, leia novamente!) :timido:
Capítulo I: Surpresas no Porto da Esperança (Parte 1)
Sentada em uma pequena banqueta de madeira, na taverna de Clyde, na cidade de Porto da Esperança, procurava respostas para o que acabara de acontecer. Busquei, inutilmente, dentro de minha mochila, algum pedaço de papel que justificasse o ocorrido, porém nada encontrei. À minha frente, um pouco distante, estava apenas um homem com um elegante turbante verde e calças orientais, muito distintas das calças dos locais. Fiquei observando aquele homem de grandes olhos negros, até que o mesmo percebeu meus olhares perdidos e sorriu. Imediatamente, fiquei constrangida e baixei os olhos. Apenas para meu desgosto, percebi que o homem que outrora estava distante agora avançava, ainda sustentando o sorriso no rosto.
Então, ele me dirigiu a palavra:
— Saudações, aventureira.
— Er... O... Olá, senhor — respondi timidamente.
O homem ficou encabulado — nesse momento, até me diverti um pouco — e falou menos confiante:
— Ahn... Eu percebi que seus olhares por vezes desviavam para mim, então decidi me aproximar — fez um pequeno gesto se desculpando. — Desculpe, nem me apresentei... Sou Rashid, um comerciante viajante.
Olhei para Rashid um tanto desconfiada de suas intenções. Ele parecia jovem demais para um viajante. Decidi mantê-lo distante.
— Hum, interessante...
Eu não queria ser mal educada, mas suspeitei logo de cara daquele er... Homem. Ainda o encarei por alguns minutos, muito séria e perdida em devaneios, até que ele falou:
— Eu sei que parece estranho eu me apresentar dessa maneira a você, menina. Mas muitos me procuram por aqui, então achei que você quisesse vender-me algo — esperou minha resposta, que não veio. — Bem, até logo! — e saiu.
Ao perceber que havia exagero nas especulações, me senti mal, mas decidi não ir atrás de Rashid. Fiquei ali, sentada, perdida e sem respostas. Ainda fiquei umas boas horas naquele lugar, bebendo uma boa cerveja, até que decidi sair para andar um pouco. Clyde, que já havia se acostumado com minha presença em sua taverna, estranhou quando eu me retirei do local. Simplesmente o ignorei e saí andando pelas bonitas e verdes ruas de Porto da Esperança. Pelas ruas da cidade haviam muitas casas, algumas com pequenas plantações de manga, uma fruta típica da região. Fiquei com fome ao vê-las e decidi pegar algumas. Quando me viu roubando suas mangas, uma senhora se aproximou reclamando:
— Volte aqui, seu ladrão!
Achei engraçada a atitude da senhora, que já era bem velha para querer discutir com um ladrão. Fui seguindo o caminho de terra, comendo as deliciosas mangas roubadas, até que vi uma grande casa, muito diferente das demais. Fiquei um tempo admirando sua frágil arquitetura: era feita de madeira, como todas as casas da cidade, mas o que mais chamava atenção era forma como era decorada. Curiosa, me aproximei e como não vi ninguém no hall e a porta estava aberta, minha curiosidade me induziu a continuar entrando naquela desconhecida, porém bonita casa. Vi uma grande escada de madeira a esquerda, até que me surpreendi por ver um garoto. Ele estava sentando, muito concentrado, lendo algum livro que não sei dizer e nem me viu. Curiosa para saber o que era aquela casa e porque um jovem como ele estava ali, me aproximei. Uma madeira frouxa rangeu e então ele percebeu minha presença.
— Saudações, o que posso fazer por você?
— Er... Olá. Eu me chamo Swettie e sem querer encontrei essa casa — falei ainda admirando o local.
O jovem garoto sorriu, e, percebendo minha curiosidade, falou:
— Ninguém encontra essa casa por acaso. Mas deixe-me apresentar-me: sou Angus, o principal representante da Sociedade de Exploradores.
— Sociedade de Exploradores? — deixei escapar ainda admirada.
— Sim, Sociedade de Exploradores — então o jovem mostrou seus dentes novamente. — Você tem interesse em se juntar a nós?
— O que? Eu? Não, não... — olhei novamente aquele lugar, a mesa de Angus cheia de livros me deu esperanças, talvez eu pudesse encontrar respostas ali. — Quer dizer, não sei.
— Vou lhe contar um pouco de nossa história, então — disse Angus.
Em seguida, Angus convidou-me para um chá, o qual aceitei educamente, e, oferecendo uma banqueta típica da cidade, pediu para me sentar.
— Como você deve saber, Porto da Esperança é uma cidade do Reino de Thais. Há muitos anos, o Rei Tibianus III, interessado em explorar as selvas a oeste de Ankrahmun, solicitou aos seus mais nobres exploradores que viajassem para cá. No começo, tudo era apenas selva, mas percebemos que bem aqui, onde a cidade está atualmente, era como um ponto neutro, onde não havia muitos animais nem monstros... — fez uma pequena pausa para eu conseguir compreender.
— Enfim, alguns anos se passaram e nós, nobres exploradores, cansados da vida muito calma da cidade, resolvemos fazer uma expedição pelas perigosas selvas da redondeza. Descobrimos, então, que apesar da cidade estar segura, apenas um passo por aquelas selvas poderia ser fatal...
— Apesar disso, nosso espírito aventureiro e explorador nos fez ir além: encontramos a cidade perdida de Banuta, que foi inicialmente criada pelos Lagartos e depois tomada pelos Macacos. Porém, Banuta envolve muitos mistérios... E nós, membros da Sociedade Tibiana de Exploradores, temos o dever de verificar qualquer mistério que haja não somente aqui em Porto da Esperança, mas em todo o continente de Tíbia — finalizou.
— Parece incrível ser um membro dessa sociedade... — deixei escapar.
— Realmente, é. Se quiser, qualquer dia apareça. Tenho algumas missões para você, se desejar se juntar a nós, é claro — convidou-me Angus.
— Obrigada! — respondi sinceramente.
Ainda pedi algumas informações aquele explorador, que conhecia muito bem a pequena cidade e sua redondeza. Perguntei a ele onde eu poderia caçar e ele me indicou as selvas ao sul.
— São as mais calmas — disse. — Mas tome cuidado. Alguns monstros mais fortes aparecem de vez em quando por lá. Uma vez, enfrentei uma Hidra.
— Oh! Uma Hidra... Obrigada novamente pelas dicas, Angus — e parti.
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É isso por enquanto! O que acharam? :)
Capítulo II: Surpresas no Porto da Esperança (Parte 2)
Olá! Já estou com o segundo capítulo pronto, pessoal. Eu sei que a história está um pouco confusa agora, mas é meu estilo de escrita, então acompanhem e no futuro terão respostas! :ok: So, vamos lá!
Capítulo II: Surpresas no Porto da Esperança (Parte 2)
O dia estava frio e eu estava decidida a caçar. Porém, devido ao frio, muitos animais não saiam de suas cavernas, impedindo-me de alcançar meus objetivos. Segui os conselhos de Angus e fui para as selvas do sul. Caminhei um pouco, com frio e esperanças de encontrar algum animal para caçar. Após algum tempo, finalmente avistei, ao longe, um urso panda. Imediatamente, minha boca salivou e percebi que o mesmo significava comida farta. Aproximei-me devagar da criatura, que comia calmamente um pedaço de bambu. Concentrei-me o máximo possível, direcionei meu bastão de gelo para ele e pronunciei:
— Exori Gran Frigo!
O enorme cubo de gelo que o atingiu foi fatal para sua morte. Por uma fração de segundo, lastimei a morte do pobre animal, mas ao chegar muito próximo da carne fresca do mesmo, não hesitei e rapidamente coloquei em minha mochila toda a carne possível. Apesar de tentar ser rápida, toda minha energia e mana haviam sido levadas junto com o bloco de gelo que atingiu o animal, então reduzi a velocidade e peguei a carne mais devagar.
— Essa carne será decisiva para minha estadia aqui em Porto da Esperança — falei como para mim mesma.
Quando terminei de pegar toda a carne do corpo do panda, já havia passado um bom tempo e decidi terminar a caça por ali mesmo. O frio havia se intensificado devido ao forte vento, logo peguei minhas luvas feitas de patas de ursos e lobos e as coloquei. Fafnar e Suon estavam ao longe e, um pouco amedrontada, decidi usar as Botas da Velocidade, antes guardadas em minha mochila, para chegar mais rápido às ruas do pacato porto.
O caminho foi difícil, pois já estava escurecendo e eu não havia trago tochas. Sem mana, eu não consegui pronunciar a magia da luz, para iluminar o ambiente. Foi então que ouvi algumas vozes ao longe:
— Olhem! Alguma coisa se mexeu lá!
Obedecendo as vozes, me virei pensando que fosse uma criatura selvagem e tratei de me abaixar, para me camuflar na mata. Depois de alguns instantes, percebi que não havia nada ali, além, apenas, de algumas vespas que incomodavam. Segui o caminho mais tranquila, porém as vozes começaram a se intensificar à medida que me distanciava das matas selvagens de Tiquanda. Ao aproximar-me das escadarias da cidade, avistei alguns moradores do local segurando tochas e algumas armas.
— Olhem! Ali está ela! — Um pequeno garoto apontou em minha direção.
— Mas... O que?? — Perguntei me sentindo alvo de muitos olhares.nda
Do meio da multidão, pude ver um rosto jovem e conhecido que se aproximou para me cumprimentar.
— É um prazer revê-la, Swettie. Sou o Angus, lembra-se?
Fiz um sinal positivo com a cabeça, ainda transtornada por ser o centro das atenções.
— Pois é... — Angus parecia envergonhado. — Clyde nos disse que você havia sumido fazem alguns dias, então decidimos procurá-la.
— Clyde? — Por um instante me lembrei do olhar preocupado dele quando sai de sua taverna, mas deixei para lá. — Ah, eu frequento sua taverna... Às vezes.
Algumas senhoras, desapontadas com minha resposta, se retiraram do local reclamando. Apenas três homens e uma garota ficaram ali me dando proteção até chegarmos ao humilde porto. Após alguns minutos, chegamos a uma pequena ruela que terminava no centro da cidade. No caminho até o centro, um homem perguntou:
— Então, garota, o que estava fazendo sozinha nessas matas selvagens? — E, ao terminar sua pergunta, vi um sorriso malicioso em seus lábios.
— Procurando algum ser inútil como você para caçar — respondi irritada. Mal percebi, mas aquelas instintivas palavras escapavam-me novamente. Vi o sujeito empalidecer com minha resposta. — Er... Desculpe, senhor — visivelmente envergonhada, baixei os olhos e tentei me desculpar. — Eu estava apenas caçando alguns animais, mas com o frio não foi fácil encontrá-los — desabafei.
Quando levantei o olhar, todos os demais pareciam assustados com a minha resposta. Esperei que alguém falasse, mas ninguém se pronunciou. Estávamos nos aproximando do centro da cidade, então parei em frente de Angus e falei:
— Bem, é melhor eu ir. Obrigada por irem me buscar — tentei sorrir ainda constrangida pelo ocorrido. — Avisem Clyde que estou bem! Em breve voltarei a frequentar a sua taverna. Adeus! — E parti.
Ouvi ainda alguns comentários daqueles que estavam presentes em minha busca antes de me afastar. Preferi ignorá-los e segui para o centro da cidade, sozinha e procurando algum lugar para descansar.
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É isso, enjoy :)
Capítulo III: Surpresas no Porto da Esperança (Parte 3)
Segue o capítulo III, galera. Aproveitem e comentem.
Capítulo III: Surpresas no Porto da Esperança (Parte 3)
Fazia algum tempo que eu vagava pelas desabitadas ruas do centro da cidade e não encontrava ninguém. Pensei em ir até a taverna de Clyde e pedir hospedagem para mais um dia. Um sentimento estranho me tomou e preferi desistir da ideia. Pensei também em Angus, certamente o mesmo me acolheria, porém, após o ocorrido com aquele sujeito, fiquei com vergonha de me aproximar. Eu estava pensando em ingressar na Sociedade de Exploradores, mas vendo como são os homens daquela sociedade, me desanimei um pouco. Também, Angus e os demais devem ter ficado surpreendidos com minha irritação e ignorância.
Sem opção do que fazer e muito cansada, encostei-me na parede de uma pequena casa, aparentemente desabitada. Uma senhora apareceu.
—Ei, menina! Ei! — Ela me chamou energeticamente.
— Boa noite, senhora.
A senhora me avaliou alguns instantes, então enxerguei em seu rosto um profundo corte e me assustei um pouco. Além disso, a senhora vestia-se de maneira muito parecida comigo. Seus cabelos eram longos e loiros e logo me desanimei: druidas, geralmente, são morenas.
— Você está sozinha? Tem lugar para passar a noite? — Perguntou friamente.
— Sim, estou sozinha. Infelizmente, não tenho onde ficar. Eu estava encostada na parede de sua casa e, se não se importar, gostaria de saber se pos...
— Não tem problema. Vamos, entre — disse me interrompendo.
Entrei no pequeno casebre da senhora, que não parecia tão velha para ser chamada assim, e notei muitas coisas ali que me deixaram, digamos, à vontade. Cabeças de ursos e lobos entaladas, um pequeno, porém macio e original tapete de urso branco e muitos, muitos livros. A casa era muito simples, havia apenas um fogareiro em um canto junto com alguns utensílios de cozinha e duas redes. O fato de haverem duas redes me incomodou um pouco, mas não estava em condição de negar hospedagem, não naquele momento. Percebi, ainda, que interrompi a leitura da senhora: um pequeno livro na mesa de madeira denunciava que a dona do casebre estava lendo.
— Er... Desculpe se interrompi sua leitura.
— Tudo bem, não se sinta mal por isso. Eu não estava com sono mesmo — nesse instante, notei um breve olhar de preocupação daquela mulher, que quando mirou em meus olhos, sorriu: — Como se chama?
— Eu me chamo Swettie. E você?
— Meu nome é Kea. Prazer em conhecê-la! Aceitaria um chá?
— Claro. Estou com muito frio.
Não sei o porquê, mas algo naquela mulher me chamou atenção e de forma muito rápida gostei dela — coisa nada comum.
— Então... Swettie. Percebo que é uma druida, ahn? Nada mal. Mas você nem se parece uma! Demorei a perceber.
Aquelas palavras me deixaram em alerta, apesar de mal conhecer Kea, a mesma já disse as palavras certas no momento errado e passei a ficar na defensiva:
— Também imaginei você como uma druida, mas ora, druidas loiras? Então voltei a realidade — falei sendo um pouco irônica.
— Existem muitas druidas loiras sim, jovem. Você se engana achando existem apenas druidas morenas. Mas não quero falar sobre isso agora — percebi um olhar duro — Você se importa em dormir nessa rede?
Olhei para aquela rede, que parecia já ter sido usada por outrem. Tomei coragem e perguntei:
— M... Mas essa rede não é de ou... outra pessoa?
— Não — seu tom falhou e olhei-a longamente — Pode ficar tranquila. Eu moro sozinha.
Desconfortável, fui me deitar naquela rede. Porém, devido ao cansaço, não hesitei e dormi, até alguns feixes da luz do sol me acordarem.
Ao abrir os olhos, lentamente, me encontrei em um lugar desconhecido. Demorei a me acostumar com o lugar onde estava, até que ouvi uma voz feminina:
— Olá. Bom dia, jovem druida — era Kea, que com um sorriso maternal veio me acordar. — Está na hora. Preciso caçar. Você vai ficar aqui?
— Você se importaria, senhora?
— Não, fique o quanto quiser. Adeus.
A mulher abanou com a cabeça e saiu. Consegui ver Kea se retirando e então me surpreendi: em suas mãos, haviam enormes lanças encantadas. Ainda consegui ver um arco dourado e algumas flechas também encantadas que a mesma levava na mochila. Descobri que Kea era paladina.
Aquela descoberta teve um grande efeito em mim e lembrei-me do bilhete que havia encontrado em minha mochila, ocasionalmente, dias atrás, no bar de Clyde: “Vá ver as Amazonas. Elas vão lhe ensinar a ser uma grande paladina. Assinado: alguém que se preocupa com você.” Lembro-me ainda de procurar alguma coisa dentro da mochila que pudesse completar a informação. Ora, eu já era uma Druida. Como tornar-me uma paladina? Fiquei confusa com a situação e preocupada com o bilhete.
— Espero encontrar uma resposta para isso — pensei alto.