Citação:
Era um dia de calor devia estar perto dos 30ºC, Jéssica estava sentada ao pé de um pessegueiro era o seu décimo terceiro aniversário e ela estava radiante, pois sabia que aos treze anos é o ano em que se pode escolher o caminho que queria seguir, ou seja, a vocação.
O seu pai sentou-se ao lado dela, pôs-lhe a mão em cima do ombro e comentou:
- Como o dia hoje está lindo!
- É verdade está um dia maravilhoso, pai posso te fazer uma pergunta? – Perguntou Jéssica nervosa ao seu pai.
- Claro. – Disse o pai
- Queria saber o que aconteceu à treze anos atrás, afinal já tenho maturidade suficiente e idade para saber o que aconteceu. – Disse Jéssica ao pai um bocadinho insegura.
O pai agarrou a mão de Jéssica e contou:
- Há treze anos atrás criaturas organizaram-se e atacaram a cidade, nesse mesmo dia a tua mãe morreu quando tu nasceste – contou o pai cabisbaixo –, como as criaturas estavam a aproximar-se da nossa casa, pedi ao teu tio Edward que tomasse conta de ti, enquanto eu matava-os.
- Mas…mas…mas… - gaguejou Jéssica
- Mas como conseguimos sobreviver? – Respondeu o pai por cima da sua filha Jéssica – não foi fácil, mas nós tínhamos uma passagem secreta para o sótão, então eu sendo um Druida, criei barreiras para as criaturas não entrarem, e tive tempo de fugir para o sótão para ir ter com vocês, congelei a entrada, e ficamos lá durante uma semana.
Jéssica ficou espantada com isto tudo nunca imaginará, que tinha havido uma invasão e que sua mãe morreu quando nasceu. Jéssica não estava esclarecida de toda e perguntou ao pai:
- Pai, como conseguimos sobreviver sem comida e água?
Robbie, pai de Jéssica sorriu e disse:
- Essa parte foi a mais fácil, como sou um Druida fiz com a minha magia comida, água, e o essencial para ti o leite. Quando tudo acalmou passado uma semana mais ou menos eu subi, tudo estava calmo, então fui falar com o Capitão Fearless de Venore e pedi para nos levar para Thais.
Jéssica ficou boquiaberta com cada palavra que saía da boca do seu pai, o pai depois de acabar de contar o passado de Jéssica, abriu a sua bolsa que tinha ao lado e tirou de um livro muito grande devia pelo menos pesar uns 3 quilos.
O pai pegou no livro e deu à Jéssica explicando:
- Este livro vai te ajudar a escolher a vocação que vais seguir, lembra-te a verdadeira vocação não está no livro, está no que és por dentro, na pessoa que és e que te vais tornar.
Daqui a 1 mês vais partir para a Ilha da Preparação, vais lá passar 10 anos, depois voltas para Thais, para vir ter comigo.
Jéssica acenou com a cabeça afirmativamente confirmando que estava a perceber o que o pai estava a dizer, durante este mês ela aproveitou cada minuto do seu tempo.
Até que chegou o dia para ir para a Ilha, mas isso já é outra história.
Citação:
Jéssica acabara de chegar à Ilha da Preparação tudo era novo, a brisa, o cheiro dos ratos acabados de morrer, montanhas altos e com curvas e contracurvas, prédios altos com muita gente a falar e a vender itens.
Jéssica avançara 10 metros até um templo, olhou com muita indignação e viu a beleza e a textura de como tinha sido construída. Jéssica vira seu pai partir e deixou cair uma lágrima no chão. Depois de recuperar pegou no seu estojo, e vagueou durante a cidade durante várias horas, tudo por que passara achava fascinante e novo. No final do dia depois de conhecer a cidade toda, foi dormir.
Logo no dia seguinte começou a caçar, fazer missões e ajudar outras. Encontrara um amigo chamado Hans, a partir do dia que se conheceram nunca se separaram.
Foi à três dias atrás estava Jéssica a caçar ursos numa caverna escura, húmida e muito estreita, para o Orc da cidade, encontrara Hans isolado por ursos, com toda a determinação avançou para a frente e ajudara Hans a matá-los.
- Obrigado – disse Hans.
- De nada, temos de ser uns para os outros – exclamou Jéssica.
- Sim, mas se calhar muita gente optava ter-me visto a morrer para apanhar as minhas coisas.
- Sim é verdade.
Hans ficou maravilhado com a beleza indeterminada de Jéssica desde os pés à cabeça, tinha as mãos macias que herdara do seu pai e seu rosto era oval.
Hans já corado perguntou:
- Queres vir caçar comigo?
A cara de Jéssica iluminou-se e respondeu motivada:
-Claro o que ainda aqui estamos a fazer!?
Jéssica olhara para Hans, tinha cabelo ruivo, olhos verdes, era alto e muito magro.
Assim passaram quatro estações várias vez, naquela ilha tão destemida no primeiro dia para Jéssica mas quase um dos lugares que ela conhecera muito bem ao longo do tempo. Faltava muito pouco tempo para se irem embora dali, Hans tornara-se melhor amigo de Jéssica e ele apaixonou-se por ela.
Estava a chegar o tempo do Verão, era tempo de sair daquela ilha já com 23 anos, estava ansiosa mas preocupada ou mesmo tempo. Será que voltaria a ver o seu pai? Será que Hans o acompanharia nesta jornada?
Coming soon in next chapter.