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Alguém ainda lê essa bagaça?
Eu ainda tenho muitos caps e já que vcs me deram o trabalho de escrever tudo aquilo, eu vou postar tudo aquilo tbm...
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Começando com pé esquerdo
Mal surgiram o primeiro olhar do Sol tibiano, e os três já estavam pegando a estrada. Caminhavam tranqüilamente, seguindo uma trilha, quando avistaram, ao longe, cinco figuras barbudas e de baixa estatura. O que vinha na frente, carregava um pequeno machado, não usava elmo, trajava roupas de couro e tinha barba loira. Três outros carregavam bestas de mão, e machados na outra mão, ostentando suas grandes barbas avermelhadas. Um último, logo atrás, tinha uma armadura dourada de aparência resistente, barba branca, um elmo, um grande machado e um escudo na outra mão.
Era incomum anões fora das redondezas de Kazordoon ou de sua cavernas. Desconfiando das intenções dos anões, Eliot subiu em uma árvore e sacou seu arco, antes que eles o avistassem. Kraig disfarçadamente preparou sua funda com uma pedra, e Mai levava sua Pudao na horizontal, para manter distância das criaturas, quando se aproximassem. O primeiro anão falou, em tom não muito amistoso:
_Quem são vocês, humanos de sangue fraco?
_Me chamo Yna. –respondeu Mai, blefando. –E vocês? Quem são?
_Nossos nomes não lhe interessam! Quero saber quem é seu amigo aí... –respondeu grosseiramente outro anão.
_Não vou mentir. Chamo-me Kraig. Por que querem tanto saber quem sou?
_Kraig? Pois então morrerás pela lâmina de meu machado! –berrou o primeiro anão, erguendo o machado e partindo já para o ataque.
Habilmente, Kraig arremessou a pedra de sua funda no anão, atingindo sua testa, deixando-o tonto. Surpreendeu-se com sua mira, mas não tinha tempo para festejos. Levantou a guarda quando viu um dos virotes da besta dos anões vir em sua direção, mas não conseguiu desviar. Porém, nem arranhou suas vestes. Vendo que os virotes eram inúteis, correu na direção do monge.
Uma flecha voou do arco de Eliot até o pescoço do anão que foi atingido pela pedra, matando o mesmo. O anão de armadura dourada e um dos anões, que ainda usava a besta, impressionaram-se, e passaram a procura pela origem da flecha.
Um dos anões também corria em direção da garota, que estava pronta para o combate. Os braços curtos da criatura e o comprimento da lança de Mai davam-lhe aparente vantagem. Ela o golpeou, passando a lâmina de raspão pela cabeça do alvo, fazendo o anão recuar. Sem saber o que fazer, ele arremessou a própria besta contra a garota, que se atrapalhou toda com o lançamento inesperado da arma. Aproveitando a brecha deixada em sua defesa, ele a golpeou atingindo o peito. O golpe não chegou a perfurar a armadura de Mai, mas a fez perder o equilíbrio e cair.
Kraig observou atentamente a aproximação do anão, procurando um lugar indefeso para um bom chute. E achou. Antes que o anão pudesse investir contra o monge, teve seu ataque desviado por um soco no braço, abrindo sua guarda, e foi atingido na chamada “costela flutuante” (do lado da barriga, debaixo do braço) e forçado a ficar gemendo de dor pelo chão. Kraig percebeu que dois anões procuravam por Eliot, e partiu para distraí-los.
Mas chegou tarde. Antes que o caçador pudesse sacar outra flecha, o anão o avistou, e sinalizou para que o companheiro atirasse um virote nele. Depois disso, partiu para o encontro de Kraig, brandindo seu machado.
Eliot foi atingido na perna, e perdeu o equilíbrio, despencando da árvore. O anão sorriu e preparou outro virote, enquanto o caçador tentava com dificuldade repor o arco e superar a dor em sua perna.
Mai, ligeiramente girou sua lança, atingindo as pernas do anão com o lado oposto à lâmina, derrubando-o também. Levantou-se antes do anão e bateu com a lança no machado do pobre coitado que ficou ali, jogado no chão, sem defesas. Sem olhar para o anão, ela perfurou seu peito, acabando com a vida do infeliz. Olhou em volta e partiu para ajudar seu amado.
O monge, vendo que o anão ergueu o machado acima da cabeça, passou uma rasteira no baixinho, fazendo-o cambalear alguns metros. Levantaram-se rapidamente e se chocaram. O machado atingiu violentamente a perna de Kraig, que caiu ajoelhado, e recebeu mais um golpe no braço. O anão sorria quando levantou o machado, preparando para cortar o adversário ao meio, mas o sorriso tornou-se pavor quando o monge proferiu palavras mágicas:
_Exura Gran Vita! –a cura suprema dos monges. A magia dos monges. Todos os ferimentos se fecharam, e um soco atingiu o queixo do apavorado anão, que tombou para trás.
Com muita frieza em seus movimentos, ele simplesmente pisou no pescoço do miserável caído no chão, que logo parou de respirar. O último dos anões, que ainda nem percebeu que estava sozinho, atirava virotes contra Mai freneticamente, impedindo a garota de se aproximar. Sorrateiramente, o monge se aproximou e, antes que o inimigo o percebesse, pôs as mãos na cabeça do anão e girou, quebrando o pescoço da criatura.
Mai, que ainda estava impressionada com a frieza e calma com que Kraig tinha matado seus inimigos, nem ouviu a aproximação de um dos anões, aquele que ficou gemendo no chão. Ele corria na direção dela, ostentando a arma e preparado para o ataque-surpresa. Mas Eliot, que via tudo, foi mais rápido. Habilmente sacou uma de suas machadinhas e arremessou contra o anão, atingindo a cabeça do barbudo, que caiu duro no chão.
Todos os anões mortos no chão. Kraig verificou para ter certeza:
_Alguém está me caçando. E sabe onde estou... –disse, em tom de suspense, olhando aqueles corpos deitados no chão, e o sangue esparramado pelo gramado.
Mai usou uma das magias armazenadas para curar a perna de Eliot, e seguiram viagem. O cansaço da batalha os pegou de surpresa, e tiveram que montar acampamento mais cedo do que esperavam.
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O próximo cap é um dos meus preferidos, principalmente pra qm gosta de magos, aguardem...
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Que ninguém está lendo? sim eu sei... e daí? vou continuar postando, não\estou fazendo nada de errado... Vou postar até acabar essa merda de rp que eu perdi meu tempo escrevendo.
Agora, falando sério, se vc entrou aqui e leu, DIGA O QUE ACHOU! se entrou e não leu, diga pq não leu! mas pelo amor de Deus, diga alguma coisa!
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Vicktor, o mago sem rosto.
Enquanto ainda não anoitecia, Eliot passava seu tempo pescando num rio ali próximo, Mai vigiava o acampamento, e Kraig aproveitava o tempo livre para meditar e descansar o corpo e a alma. Logo mais, Eliot voltou e assou alguns dos peixes para ele e para a guerreira.Quando a escuridão já dominava o imenso céu tibiano, o monge despertou de seu transe, e montou guarda para que o casal pudesse repousar.
Kraig podia ouvir o som dos lábios se tocando, das mãos passando suavemente pelo corpo, ele sabia que o amor florescia entre os dois pombinhos. Para não parecer inconveniente, o monge resolveu dar uma volta.
Fazia um pouco de frio. Uma brisa soprava suavemente e atravessava até mesmo a mata fechada por onde Kraig passeava. Ele observava a perfeição da natureza. A beleza das plantas, a engenhosidade nas tocas dos pequenos animais da mata. Mas ali, naquela noite, o alvo principal era ele. Corujas o fitavam com seus grandes olhos, reluzentes à luz do luar. Ouvia o som do chiado delas, do vento balançando as folhagens ao seu redor. A paz reinava naquele lugar.
Percebeu então, que os arbustos chacoalhavam mesmo quando o vento dava tréguas. Não podia ser somente obra da natureza. Olhou para todos os lados, procurando alguém que o vigiasse:
_Quem está aí? –indagou o monge, espantando as corujas, que voavam grunhindo sons que faziam eco, madrugada adentro.
Não obteve resposta. O silêncio dominava o local, o monge já começava a acreditar que aquilo tudo era parte de sua imaginação. Pouco depois, ele voltou a ouvir o barulho vindo dos arbustos.
_Quem estiver aí, que apareça agora! –o monge estava preocupado.
Os arbustos abriram-se. Por trás dele, surge um semblante humanóide, com estatura mediana e corpo fino, cabelos curtos e levemente ondulados. Sob a luz da lua era difícil distinguir sua cor. Trazia uma escura capa presa às costas, que ondulava com a leve brisa. O rosto era coberto por uma máscara, e nada podia ser visto.
_Saudações Kraig, filho do grande Rolf. –uma voz suave e calma soava delicadamente daquela figura estranha.
_Como sabe quem eu sou? Meu nome? E o que sabe sobre meu pai? –Kraig imaginava como ele sabia tantas coisas.
_Perdão. Não me apresentei corretamente. Sou conhecido como Vicktor, o mago sem rosto. Para ser sincero, sou um mercenário. Vago o mundo oferecendo meus serviços para aquele que melhor puder me recompensar. Estava mesmo a sua procura. –aquela figura misteriosa intrigava o monge.
_E quem o contratou? Por que querem a minha morte?
_Bom, quanto a isso, lamento, mas não sou pago para lhe dar informação alguma. Sou pago para isso! – com um rápido movimento das mãos, ele apontando a palma para Kraig. –Adori Gran!
Uma rajada de energia na forma de Míssil de Energia surge na mão estendida de Vicktor e segue na direção do monge que é surpreendido. O ataque atinge o peito do jovem, que dá dois passos para trás, cuidando para não perder o equilíbrio. Não provocou estragos muito grandes, mas serviu para que Kraig percebesse a que o mago veio ao seu encontro.
Rapidamente, Kraig levantou sua guarda e partiu para o ataque. Correu em direção ao inimigo, que atacou novamente:
_Exevo Gran Vis Lux! –disse Vicktor, juntando as mãos que apontavam o monge mais uma vez.
Um Grande Raio de Energia partiu das mãos do mago e seguiram a uma velocidade incrível, sua força seria capaz de arrancar um membro de Kraig, mas este deu um grande salto, se livrando do ataque. O monge continuava sua investida, e quando estava perto demais para tentar outra evasão, foi surpreendido por mais um ataque repentino:
_Exevo Mort Hur! –berrou o misterioso mago.
Uma poderosa Onda de Energia, na forma de cone, brotou das mãos de Vicktor. O golpe foi rápido, não dando tempo para o monge sequer pensar numa reação. Atingido pela massiva rajada de energia, Kraig foi arremessado contra uma árvore, bateu as costas e caiu gravemente ferido no chão. Pôde sentir um forte cheiro de podridão no ar, provavelmente exalava do ferimento que a magia fez.
_Já sinto o cheiro da carniça, e o aroma de minha recompensa. –sussurrou Vicktor com um tom de voz empolgada. Caminhou calmamente na direção do monge, indefeso ali ao chão e apontou um dedo para sua testa. –Diga suas últimas palavras.
Kraig tentava reunir forças para usar seu poder de cura, mas vendo que olhos grandes e arregalados observavam tudo que ali acontecia, achou melhor avisar:
_Não estamos a sós aqui. Olhe à sua volta, pois estamos sendo observados.
Vicktor olhou em direção da floresta, que se estendia magnificamente ao redor deles, e identificou o cheiro de podridão a que se referia anteriormente:
_Orcs!
Dezenas deles adentraram a pequena clareira, que fora cenário da batalha entre o monge e o mago. Muitos Orcs Guerreiros, um Orc Beserker e um Orc Líder, provavelmente uma pequena tropa de orcs enviada em alguma missão. Devido aos últimos encontros de Kraig, ele esperava não ser alvo principal daquela tropa.
_Exura Gran Vita! –uma aura luminosa e azul percorre o corpo de Kraig, fechando seus ferimentos instantaneamente. O monge se levanta como se não tivesse levado nenhum ataque.
Vicktor ainda estava impressionado com a magia do monge, quando ouve um dos orcs gritar:
_Comida fresca! O banquete está servido! –o som das armas sujas dos orcs sendo desembainhadas misturou-se ao som dos passos pesados deles, que corriam loucamente contra o mago e o monge, se acotovelando entre eles mesmos para chegar na frente.
_Exevo Gran Mas Vis! –berrou Vicktor.
Tudo que Kraig conseguiu enxergar naquele momento foi um grande clarão que saía do mago. O monge foi arrastado por uma força imensamente maior que ele e jogado metros para trás. Pôde ouvir os gritos agonizantes e desesperados dos orcs, que se mesclaram aos seus.
Alguns segundos depois, Kraig abre os olhos, vê seu corpo todo ensangüentado, mas não podia definir se o sangue era seu ou dos corpos dos orcs mortos no chão. Fogo predominava em seu campo de visão. A noite tornou-se dia, iluminada pelo fogo que tomou conta do cenário. O gramado escureceu, algumas árvores queimavam arduamente enquanto outras já tinham despencado.
O Orc Líder levantava, com algum esforço, e vinha em sua direção, com as duas espadas em punho. Mais à frente, viu o Orc Berserker atacando Vicktor, que desviava de alguns dos golpes desesperadamente.
_Exura Gran Vita! –Kraig se recuperou, e quase vencido pela exaustão, levantou seu ainda dolorido corpo e começou a defender os golpes do orc, que avançava rapidamente.
O orc investiu com um golpe frontal, mas teve sua espada segurada pelo monge, que usou as duas mãos, fechando a espada entre elas. As mãos giraram, quebrando a lâmina ao meio. Mas a segunda espada o atingiu certeiramente, abrindo um grande rombo ao lado da barriga do monge. Kraig largou a arma e deu alguns passos para trás, e ainda com muita dor conseguiu abaixar-se rápido o suficiente para aplicar um chute rasteiro, que derrubou o orc, largando as espadas. Antes que o monstro esboçasse alguma reação, o monge chutou as armas longe, e caiu de joelhos sobre o peito do orc. Usando seu peso para pressionar o pulmão (se é que ele tinha algum) e as mãos para enforca-lo, sufocou o monstro, que em pouco tempo desistiu da vida e permaneceu ali, caído morto ao chão.
Vicktor não tinha a mesma sorte. Esgotado pela energia gasta em sua última magia, já não tinha forças para continuar lutando. Em combate corpo-a-corpo, levou muita desvantagem do furioso orc, que golpeava o mago, completamente fora de si. Vicktor estava caído ao chão, esperando o golpe de misericórdia do inimigo, que levantou o machado violentamente, quando Kraig aproximou-se:
_Exura Gran Sio! –disse o monge, dando novas forças ao mago.
Mas o orc não interrompeu seu ataque. Simplesmente mudou o alvo. Kraig ainda conseguiu parar o machado, da mesma maneira que fez com a espada do outro monstro. Mas não o faria por muito tempo:
_Vamos! Faça alguma coisa! –berrou o monge para Vicktor.
Ligeiramente o mago levantou e pegou a espada de um dos orcs, que jaziam sem vida no local. Meio desajeitado, o mago cravou sua lâmina pelas costas do orc na altura da barriga. A espada atravessou o monstro e quase atingiu a cabeça do monge, que estava ajoelhado em frente ao orc. O berserker soltou o machado e sentiu sua vida esvair-se de seu corpo, tombando inerte ao chão.
O cansaço tomou conta de ambos. Kraig apoiava-se no chão e respirava com dificuldade, buscando forças para falar. Vicktor deitou por alguns segundos no chão, mas logo se levantou e conseguiu falar:
_Vou-me embora agora, grande monge. Mas eu retornarei! –disse Vicktor, jogando a capa contra kraig, para cobrir-lhe o rosto. –Utana Vid!
Quando o monge livrou-se da capa, não via mais nem sinal do mago, tinha literalmente sumido. Kraig deitou ao chão para descansar, e alguns minutos depois, viu Eliot e Mai chegarem correndo ao local:
_Kraig! O que aconteceu? Ouvimos uma grande explosão e gritos, então vimos a mata em chamas. –dizia Eliot desesperado, com a situação que se encontrava o amigo.
Kraig apenas conseguiu sorrir antes de desmaiar nos braços da garota...
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num desiste
bom agora que meu pc votou ao normal eu vo le todos os cap que deixei de ler, mas num desanima , flw?
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muito bom
bom, agora que tive tempo de ler dinovo seu rp, eu achei que você esta melhorando muito, os ultimos dois cap foram muitos legais, especialmente o ultimo! ( vc disse pra quem gosta de mago, e olha QUEM veio viu seu rp!) muito bom mesmo, continua assim, e tenta implora pra entrarem no seu rp!
heheh , flw desanima naum hein!
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Vlw pelos incentivos!
Continuando...
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Emboscada
Eliot e Mai começavam a entender a gravidade dos problemas em que Kraig estava envolvido quando este contou toda a história para os amigos. Seja quem estivesse atrás do jovem monge, estava usando de muitos artifícios, contratando mercenários para acabar com Kraig.
Eles cuidaram muito bem do monge naquela noite, que teve ferimentos graves. Quando ele conseguiu se recuperar, seguiram viagem. Estavam determinados para chegar em Venore o mais rápido possível, mas a viagem ainda levaria alguns dias.
Quase uma semana se passou, e eles tinham até ali uma jornada tranqüila, sem maiores problemas. No sexto dia, estavam eles atravessando a mata fechada, se aproximando já dos pântanos de Venore, quando se deparam com uma série de imensos troncos barrando o caminho:
_Será difícil escalar essa pilha de troncos carregando todos os nossos equipamentos. Acho que teremos que retornar e desviar o caminho. –observou o monge.
_Concordo. Mas o que acham de pararmos alguns minutos para descansar? –implorava Eliot. –O sol está se pondo agora, mas a temperatura ainda está elevada. Minhas pernas quase não agüentam mais.
_Eu também acho bom que esperemos o sol baixar para continuarmos. –dizia Mai, visivelmente tão cansada quanto o caçador.
Kraig enfim concordou, e aproveitou para meditar em seu tempo livre. Eliot e Mai namoravam para passar o tempo.
Repentinamente, ouviu-se o som de uma flecha cortando o vento, passou entre as folhagens e atingiu a perna de Eliot. Antes que algum deles pudesse reagir, ouviu-se um grito, numa voz rouca e grossa:
_Adana ani! –depois desse berro, por mais que a guerreira tentasse se mexer, não o conseguia. Mai tinha seus membros totalmente paralisados.
Kraig desperta de seu transe a tempo de ver dois homens de tamanho considerável saírem correndo da mata. Um deles tinha um Elmo de Guerreiro, Calças e uma Armadura de Cavaleiro, um Escudo do Dragão numa das mãos e um Martelo do Dragão na outra. Seus cabelos, ruivos e compridos, podiam ser vistos saindo do elmo, jogados em suas costas. Este correu na direção de Eliot.
Outro guerreiro, trajando um conjunto completo, com Elmo, Calças e Armadura da Coroa, e uma imensa Espada Gigante nas mãos, partiu contra Kraig. Este parecia não ter cabelos compridos.
Ainda pôde ver um outro homem, de mais idade, com longas barbas e cabelo branco, usava somente Calças da Coroa e um bonito Robe Azul. Surgiu com um sorriso no rosto, ao constatar que Mai não podia se mexer.
Eliot sacou suas machadinhas e correu para atacar seu inimigo. Foi mais rápido que o adversário, e atacou antes dele. Um dos golpes, o guerreiro defendeu com o escudo, e o outro foi aparado pelo seu martelo. Ficaram assim por alguns instantes, o martelo e uma das machadinhas, num embate de forças. Com uma das armas livre, o caçador tentou golpear o braço direito do homem, mas o guerreiro jogou Eliot para trás, a tempo de desviar do golpe.
Kraig realmente estava encrencado. Pensava numa estratégia, e sabia que não poderia tentar segurar a arma do oponente, pois sairia na pior. O guerreiro tentou um golpe lateral, forte o bastante para estraçalhar uma árvore de médio porte, mas o golpe foi mal sucedido. Kraig conseguiu saltar por cima da espada, e deu um chute do elmo do inimigo, que deu alguns passos para trás para equilibrar-se. Infelizmente, o golpe doeu mais no pé do monge que no próprio adversário.
Mai sabia que, pela magia que seu inimigo tinha soltado, tratava-se de um druida. Ao perceber que a guerreira logo se veria livre do encantamento, o druida preparou outra magia contra ela:
_Adevo Res Pox! –uma rajada ácida partiu das mãos inimigas, Mai sentiu uma forte queimadura em seu corpo, que continuava a arder intensamente.
Mai nada podia fazer, a não ser esperar o efeito passar e resistir a dor. Apavorou-se ainda mais quando, repentinamente, surgiu outra flecha vindo da mata densa. Tinham se esquecido que havia mais alguém ali. Atingiu seu estômago, que sangrava muito agora.
Eliot dessa vez resolveu esperar a investida do inimigo. Furiosamente, o adversário se aproximava, reunindo forças para um golpe massivo. O golpe foi violentamente forte, mas Eliot foi rápido o bastante para desvia-lo. O inimigo passou correndo por ele, que se esquivou de lado, e tinha agora a lateral do inimigo para desferir seus golpes. Um deles atingiu a armadura, que rachou bruscamente. O outro com um pouco de sorte, Eliot conseguiu atingir o pescoço do guerreiro, que estremeceu com a pancada. Quando o caçador retirou sua machadinha, jorrou tanto sangue que Eliot sujou-se todo. O guerreiro tombou ao chão.
Kraig, superando a dor em seu pé, investia contra o grande guerreiro, tentava acertar-lhe um soco. Mas o guerreiro, apesar do tamanho, também era bastante ágil. Girou seu corpo desviando o golpe. Kraig ainda tentou rolar para o lado, mas foi surpreendido pela estratégia do inimigo. Quando ele girou o corpo ficando de costas para o monge, ele acertou o peito de Kraig com o cabo da espada. O golpe foi bastante forte, fazendo o monge perder o equilíbrio e cair de joelhos.
Mai finalmente conseguiu livrar-se da magia. Mas estava muito dolorida e cansada. Usou-se das últimas energias para tentar um golpe no druida, que apenas a observara, rindo. Ele parecia se divertir com a dor da garota. Antes que a guerreira pudesse ataca-lo, mais uma flecha voou do arco, partindo do meio da floresta. A flecha atingiu o braço da Mai, que perdeu as forças. Largou seu Pudao, que se tornou pesado para o braço ferido repentinamente. Caiu de joelhos e segurou-se com os braços, para não cair de bruços. Sangrava muito, quando sentiu novamente as dores do envenenamento. Ardeu tanto, que ela não suportou, e apagou.
Eliot, vendo aquela cena que estraçalhava seu coração, com muita raiva dentro de si, virou-se contra o druida. Num impulso de fúria, arremessou uma das machadinhas contra o miserável, que não soube de onde veio o golpe. Foi atingido no meio do peito. Deu uns passos para trás, relutando em desmaiar, juntando forças para não cair. Vendo que o maldito resistiu ao ataque, jogou a outra machadinha. Essa atingiu o druida no meio da testa, pouco acima do nariz. Dessa vez ele não resistiria, e caiu morto no chão.
Duas flechas ainda foram miradas no caçador. Uma passou muito perto de sua cabeça, acertando a pena que Eliot trazia presa à sua faixa. A outra atingiu seu colete na altura da barriga, que não foi capaz de conter o golpe. Sangrava muito, mas ele estava tomado pela adrenalina, e não sentia dores. Conseguiu sacar seu arco e mirava a floresta, procurando o inimigo.
Kraig juntou os punhos, e bateu nas mãos do guerreiro. O homem não conseguiu segurar a espada, tamanho era seu peso. Ela caiu no chão, ainda próximo deles. Sem saber o que fazer, o guerreiro tentou recuar, mas o monge se jogou contra as pernas dele, tombando-o no chão. O homem virou de bruços para tentar, ainda no chão, alcançar a espada, mas Kraig foi mais rápido e saltou sobre o homem, aplicando-lhe um mata-leão. O guerreiro ainda tentou resistir, socando o monge, mas não podia usar de toda sua força, e o monge permaneceu agarrado. Quando ficou sem ar e desmaiou, Kraig quebrou se pescoço.
Eliot, depois de alguns instantes, avistou o inimigo. Ele usava um Elmo da Realeza, uma Armadura Nobre e uma Calça de Placas. Viu que ele preparava um tipo especial de flecha. Sem perder tempo, o caçador sacou duas flechas. Uma infelizmente acertou a alijava do paladino, mas a outra acertou seu braço. O paladino largou o arco, e depois de perder o equilíbrio, caiu do galho da árvore onde estava escondido, rolando de dor no chão. Sem piedade alguma, Eliot sacou outra flecha, se aproximou, mirou bem o adversário, e atingiu seu pescoço, acabando com a vida do infeliz.
Enquanto Eliot tinha um acesso de fúria, Kraig usava seus poderes para curar Mai. Teve de usar várias vezes, até se esgotar. O caçador ainda usou algumas das curas que tinha preparado antes de sair para a jornada na garota, e outras nele mesmo. Quando a guerreira acordou, usou uma das poucas magias que aprendeu, a de Antídoto e curou seu envenenamento.
Jogaram os corpos no rio, depois de coletar os equipamentos dos inimigos. Eliot pegou a Calça da Coroa que o druida usava, Mai pegou uma também, e o resto, que não teria utilidade para eles, venderiam em Venore. Montaram acampamento ali mesmo para descansar.
Durante a noite, enquanto preparavam alguma coisa para jantarem, conversavam ao redor de uma pequena fogueira que Eliot fez:
_Será que estes homens que enfrentamos hoje eram mais mercenários contratados para lhe matar Kraig? –perguntou Eliot.
_Pode ser que sim. –respondeu o monge, com calma. –Ou podiam ser apenas saqueadores. Eu realmente prefiro acreditar nessa última hipótese.
_Você tem idéia de quem seja? De quem está por trás disso tudo? –indagou Mai, aflita.
_Tenho sim. Quando eu ainda estava treinando, em RookGuard, encontrei com Malik. Foi a última vez que eu lembro de tê-lo visto. Ele disse que quando chegasse no grande continente, ele me caçaria, por ser um monge. E, na carta que recebi de minha mãe, pedindo para retornar, ela dizia a mesma coisa. Ainda lembro da carta, onde ela disse “Tenho medo por você meu filho. Temo que Malik esteja atrás de você agora, já que ele partiu ao continente depois de matar teu pai. Eu não suportaria perder você também. Todas as noites choro a perda de teu pai e temo pela sua saúde”.
Todos ficaram sem saber o que dizer, e permaneceram em silêncio.
Kraig teve um arrepio quando ouviu o som do vento, gelando suas veias. Chocou-se com a cara de espanto de Eliot e Mai, que arregalaram os olhos ao ver um homem aparecer misteriosamente atrás de Kraig. Quando o monge olhou para trás, desesperou-se.
Vicktor, o mago sem rosto, estava ali, em pé, em frente ao monge...