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Capítulo XIV: A Profecia
Johann ficou parado. Estava estupefato com o que acabara de acontecer. Como poderiam eles terem destruído seu amuleto mágico?
Johann mesmo sem seu amuleto, que aumentava seus poderes incrivelmente, ainda possuía a essência de seus poderes. Olhou lentamente para baixo, e viu estilhaços por toda a sua volta. Zefyr o olhava com desgosto. Havia pleno descontentamento na face de Zefyr.
- MENINO DESGRAÇADO! VOU TE MATAR COM MINHAS PRÓPRIAS MÃOS! – Gritou Johann.
Arrancou um castiçal da parede, e correu em direção aos garotos. Luckaz não possuía forças suficientes para levantar-se... Guitano estava realmente ferido pelo fogo que Johann lançara anteriormente, estava quase inconsciente, seus olhos estavam semi-abertos.
Johann estava prestes a matar Luckaz, quando aconteceu...
Feixes de luz surgiram em volta de Johann, impedindo-o de atacar. Johann estava cercado por uma parede de luz. Estava impossibilitado de atacar.
Zefyr olhava a cena com certa ironia. Um intragável riso sarcástico despontou em sua face.
-NÃO FIQUE PARADO!!! FAÇA ALGUMA COISA!! – Esbravejou Johann. Estava desesperado. Tinha que destruir aqueles insolentes, de acordo com seus pensamentos.
- Você é patético, Johann. – Disse Zefyr, ao minotauro impotente.
Zefyr friamente, carregou Algiz, seu arco, com uma flecha e disparou-a contra Luckaz.
Mas, mais uma vez, feixes luminosos surgiram do nada e uma parede de luz protegeu Luckaz bloqueando o curso da flecha. Luckaz nem ao menos se movia. Estava totalmente exausto. Tentava se levantar, mas seu cérebro não enviava os estímulos necessários aos seus músculos para moverem-se.
Johann esbravejava em sua “gaiola” de luz. E novamente, mais feixes de luzes apareceram, mas dessa vez, em volta de Zefyr. O desespero e histerismo tomaram conta da mente de Zefyr, que berrava freneticamente em sua “prisão” de luz.
Luckaz tentou se levantar. E conseguiu. Suas energias tinham retornado, e dessa vez com força total. Seus ferimentos tinham sido curados magicamente, porém, o garoto não tinha runas de cura.
Guitano havia se curado também. Misticamente, algo curara os garotos. Guitano levantou-se, e estava pronto para tirar a vida de Johann, quando uma voz ecoou pelo salão:
- Não tentem lutar mais. Eu os livrei da morte uma vez, pois morrer aqui não é o destino de vocês. Agora, não abusem de mim. Peguem a garota e partam.
Luckaz e Guitano reconheceram a voz. Era a esfinge.
Luckaz olhou para o altar do sacrifício, onde sua amada estava desmaiada. Nem ao menos se lembrou de resgatá-la durante o combate. Zefyr e Johann gritavam e debatiam-se em suas prisões feitas pela esfinge.
Luckaz correu até onde Ivone estava, e tocou sua face amorosamente. Ivone estava fria. Estava nua, e seu corpo havia perdido calor naquela masmorra gélida. Luckaz tirou seu “sobretudo” e colocou-o na moça.
Apesar de uma jovem ainda, uma garota, Ivone já havia virado mulher. Amadurecera não só mentalmente, mas fisicamente também.
Luckaz levantou-a da mesa do sacrifício, e carregou-a no colo. Guitano estava furioso com Johann, que gritava xingamentos e urrava por estar preso. Embora Guitano estivesse realmente furioso, não desobedeceria às ordens da esfinge, e apenas olhava para Johann.
Disse-lhe finalmente:
- Um dia eu ainda vou acabar com a sua vida, seu desgraçado.
Johann cuspiu em direção a Guitano, mas seu cuspe foi bloqueado pela parede mágica.
Zefyr parecia que havia se contentado que estava preso. Deitou-se num canto de sua prisão, e as lágrimas escorriam de seus olhos, enquanto murmurava coisas como: “Um rei não deveria estar preso”, ou “Eles ainda me pagão”.
Luckaz andou em direção à escadaria mágica com Ivone em seus braços. Guitano seguiu-o.
Chegando nas portas de mármore, Luckaz parou, e calmamente virou-se.
- Se algum dia Zathroth quiser acabar comigo novamente, mande-o vir acabar comigo pessoalmente. Seus servos não são qualificados para isso. – Disse-lhes Luckaz.
Zefyr e Johann não pareceram ofendidos com a frase de Luckaz, pelo contrário, gargalhavam como se Luckaz tivesse contado uma piada.
Zefyr levantou-se de seu estupor, e com visível riso em sua face disse:
- Lord Zathroth não fala com micróbios como você, sua demência para com as artes ocultas e mágicas é tamanha, que ainda pensa que pode ao menos ver, Lord Zathroth.
Quando Guitano e Luckaz, com Ivone nos braços, deixaram a sala e subiram as escadarias, ainda escutavam as gargalhadas dos dois servos de Zathroth.
Subiram as escadas feitas de mármore até chegarem à estátua da esfinge.Quando passaram, a estátua voltou ao seu local original, tapando a passagem para a masmorra. A raiva de Luckaz e de Guitano era grande ainda. Ivone continuava gelada. Deveriam sair dali o mais rápido possível.
Passaram pela estatua imóvel, quando escutaram sua voz, mais uma vez.
- Uma nova estrela raiou no céu da cidade de Ab’Dendriel. A cidade cairá em trevas até que essa estrela negra se apague, e que a verdadeira estrela, dona daquele céu, a substitua.
A voz era da esfinge, mas estava diferente, estava rouca, porém, grave.
- Desculpe? – Disse Luckaz, virando-se para a esfinge, que continuava imóvel ali.
- Uma profecia... – Disse Guitano – Profecias são ditas em vozes como essas. – Continuou ele.
E partiram dali, sem ouvir mais nada da estátua...
Chegaram em Thais, e rumaram para a casa de Guitano. Lílian estava chorando sobre a mesa e Cardosis estava em sua poltrona de couro de javali. Seus olhos estavam marejados de lágrimas também. Andara chorando provavelmente. Os pais de Guitano ainda não haviam chegado da sua viagem a Carlin.
Luckaz adentrou a casa, e colocou cuidadosamente Ivone sobre a mesa. Lílian abriu seus olhos vermelhos e lacrimejantes e abraçou a filha com todas as suas forças. Chorava muito em cima de sua adorada herdeira.
Cardosis, ao ver a filha ilesa, correu para a mesa e debulhou-se em lagrimas sobre sua esposa e filha.
Luckaz ficou ali, sozinho, vendo Cardosis e Lílian chorarem de alegria pela filha estar viva. Guitano chorava também. Luckaz não disse uma palavra. Mantinha a expressão séria.
Lílian levantou-se, aproximou-se do meio-elfo, e segurou-lhe as mãos com carinho.
Beijou-lhe as mãos e em seguida disse-lhe:
- Você é um verdadeiro herói, senhor. Muito obrigado por trazer Ivone para casa ilesa. Estou certa que és o homem certo para minha filha, o arqueiro que Ivone tanto amou, e que rezava todos os dias pela sua segurança.
- Foi o meu dever e obrigação, senhora. – Disse Luckaz, fazendo uma reverência, e ajoelhando-se.
Lílian voltou para a mesa, e abraçava a filha mais algumas vezes, quando Cardosis aproximou-se de Luckaz.
- Obrigado por salvar a vida de minha Ivone – Disse-lhe Cardosis.
- Não conseguiria sem a ajuda de Guitano. Ele enfrentou muitos perigos junto comigo, e me salvou da morte diversas vezes.
Guitano deu um sorriso sem graça e foi abraçado pelo tio.
Cardosis partiu com Guitano, foi agradecendo-lhe pela bravura que o sobrinho tinha, e distanciaram-se.
Enquanto a mãe beijava-a, Ivone acordou. Olhou em volta, e viu-se cercada pelos seus familiares, e pelos pertences da sua casa.
Abraçou a mãe, e beijou-lhe. Seu pai e Guitano estavam conversando, perto da porta, e a garota correu para lá, agradecendo Guitano, e beijando o primo e o pai.
Luckaz estava encostado na parede.
A garota mirou-o. Seus olhos verdes brilhavam sutilmente. Era linda.
Andou em direção ao meio-elfo, e beijou-lhe como nunca havia lhe beijado. Fôra o melhor de todos os beijos que Luckaz já ganhara de sua amada. A garota abraçou-lhe, e com murmúrios disse:
- Sabia que você me salvaria. Eu te amo tanto...Eu sabia que estava vivo, meu coração sempre me disse...
- Também te amo, Ivone. Sempre te amei. Desculpe por passar tanto tempo longe de você, sem ao menos lhe mandar cartas.
- Isso não importa mais, desde que não se repita. O importante é que você está ao meu lado agora, e espero que fiquemos juntos pra toda a eternidade...
E pegando a mão de Luckaz, foram para o quarto...
Acordou na manhã seguinte, sentindo-se revigorado e realmente feliz.
A noite anterior prometera... Sua felicidade foi maior ainda, quando viu ao seu lado, Ivone.
Acariciou-lhe o braço, e beijou-lhe a nuca. A garota estava adormecida, e Luckaz a observou por horas... Seu amor era muito grande. Amava-a mais do que tudo...
A mulher da sua vida. Deveria-se casar. E criar raízes. Estava decidido a abandonar as guerras...
Foi quando escutou Guitano chegar em casa. Escutou passos, e a porta do quarto foi escancarada. A plenos pulmões, Guitano contou-lhe:
- Solia Elrond, a rainha de Ab’dendriel faleceu esta madrugada. Zefyr Reigh é o novo rei!
Comentem.
Obrigado a todos os que vem acompanhando a historia, e deixando comentarios.
Seus comentarios me fazem continuar.
Já li isso, e sei exatamente o que acontecerá!
Mas... Voltando ao assunto... Bastante "linda"
Zefyr malvadão hein !
Capítulo XV: A Guerra Inevitável
Luckaz recebeu a noticia da morte de Solia calmamente. Ivone acordou com o grito de Guitano, e estava assustada.
- O que aconteceu? – Perguntou a garota
- Nada que mereça sua atenção, Ivone. – Respondeu Luckaz, e voltando-se novamente para Guitano – Não farei nada Guitano. Esperarei Zefyr fazer o primeiro movimento. Apenas quero paz agora.
Guitano, pasmo, gritou mais uma vez:
- O quê? Está doido? Ab’Dendriel sucumbirá nas mãos daquela bi...
E antes de terminar sua frase, o garoto que chegou junto com Guitano, o chamado DC, acalmou seu amigo.
- Luckaz está certo. Devemos esperar Zefyr fazer algo, isto é, se ele for fazer algo. Acho que não ousaria...
- Está certo – Disse Guitano, com um tom de discordância em sua voz – Faremos do seu jeito então.
E saiu desordenado pela porta, com DC aos seus calcanhares.
Ivone observava a conversa aflita. Não queria que seu amado partisse mais uma vez. O abraçou com força, e levantou-se para vestir-se.
Luckaz ficou deitado na cama onde dormiram na última noite. Ele havia pensado muito... Decidira que ficaria ali, em Thais, para sempre. Finalmente escolheu a porta de mogno...
Casaria-se com Ivone, e criaria seus herdeiros na mais plena paz...
Dois anos haviam se passado desde que Luckaz salvara Ivone. Haviam-se casado, mas Ivone não engravidara ainda. Às vezes, durante as noites Luckaz chorava, por pensar que era infértil ou algo parecido. Mal sabia o garoto, que Ivone era estéril, e por isso achava que o problema era com ele. Ivone e Luckaz realmente queriam ter herdeiros, mas a falta de filhos não diminuía o amor entre os dois. Pelo contrário, isso os fazia amarem um ao outro cada vez mais... Estavam morando em Greenshoore, na antiga casa de Ivanhoeh.O meio-elfo havia procurado seu tutor, mas o mesmo havia desaparecido. Muitos diziam que o velho morrera de infelicidade ao saber que Luckaz tinha partido, na época de seu treinamento...Outros diziam que o velho saíra para procurar o pupilo, mas todos concordavam em uma coisa: Nunca mais ninguém o havia visto. Era fato que o druida havia passado a casa para seu pupilo antes de partir, e também lhe deixara uma inestimável fortuna em sua casa. Luckaz estava vivendo razoavelmente bem com Ivone. Abandonara as guerras por completo, apenas usava Kaon para caçar alguns javalis para o jantar, eventualmente.
Luckaz nunca mais teve noticias de Epsilon também. A última vez que vira o irmão foi quando o deixou sozinho na luta contra as três aranhas. Nunca se perdoaria pela morte do irmão.
Luckaz já havia pensado sobre por no nome de seu herdeiro, o nome do seu irmão. Talvez seu filho iria chamar-se Epsilon.
Guitano havia sido promovido pelo rei Tibiannus III. Agora, o guerreiro era chefe de batalhão, um dos cargos mais altos dos exércitos de Thais. Estava a par de todas as noticias de guerra do Tibia, e estava ganhando relativamente bem. Desenvolvera suas habilidades muitíssimo bem, e amadurecera muito. Estava diferente daquele antigo garoto.
Nos últimos dois anos, desde que Zefyr foi aclamado rei, Ab’Dendriel cancelou todos os seus tratados de paz com as outras províncias, embora não as atacasse. Zefyr era ganancioso, e queria cada vez mais poder. O antigo embaixador Roderick, que cuidava dos assuntos entre Thais e Ab’Dendriel fora expulso da cidade élfica pelas ordens de Zefyr.
Os espiões de Thais conseguiram descobrir, que Zefyr estava formando um exército de elfos, muito poderoso. Fontes confiáveis diziam que Zefyr não seria insano de atacar Thais nem Carlin, e que seu alvo principal era Venore. Elfos de todas as partes do Tibia estavam misteriosamente rumando para Ab’Dendriel. Muitos diziam ser coincidência, mas o clima de guerra já pairava no ar...
cARa tua historia ta otima como sempre!!!! continua ae To ancioso :enaccord1 :enaccord1
Lá vem war d nvo ;)
PUTA QUE PARIU, MEU GATO POIS UM OVO, MAIS GATO NÃO PÔE OVO PUTA QUE PARIU DE NOVO!
Tá legal, 100% agora.
Capítulo XVI: Os Laços com o Passado
Luckaz gastara boa parte da fortuna herdada de Ivanhoeh com mercenários, para que pudesse encontrar alguma informação sobre o paradeiro de seu tutor.
Nunca encontrara pistas úteis, porém.
Certo dia, ao adentrar a taverna para tomar uma cerveja, Luckaz encontrou um dos informantes que já havia pago. Seu nome era Norticus.
Norticus era um guerreiro alto, com ombros muito largos, cabelos compridos, e sua barba estava diferente desde a ultima vez que Luckaz o vira. Estava malfeita, como se não a fizesse há dias. Norticus usava uma longa capa negra, que lhe cobria o corpo todo. Norticus lembrava uma sombra quando visto de longe. Norticus estava velho. O tempo não perdoara aquele pobre guerreiro. Suas rugas eram visíveis assim como suas olheiras.
- Olá bravo guerreiro. Trazes notícias sobre o paradeiro de meu tutor? – Perguntou Luckaz, sendo simpático.
- Na verdade, sim. – Revelou-lhe Norticus. Sua voz ecoou no coração de Luckaz... Estava diferente... Norticus sempre fôra sombrio, mas naquela tarde, estava ainda mais sombrio que o normal. A sua voz lembrava quase um grunhido.
- Pois me conte logo! Não consigo mais esperar por notícias de meu padrinho. – Respondeu Luckaz, com excitação.
- Pois bem – Disse-lhe Norticus – Há boatos de que Ivanhoeh se tornou um eremita. Dizem que o druida reside em uma casa muito velha e empoeirada, no campo das amazonas. A casa está quase desabando. As amazonas não serão problema para você. Matará-as facilmente.
- Está certo do que me diz? – Certificou-se o meio elfo
- É o que dizem os boatos...
Luckaz já estava arrumando suas coisas para rumar a Venore. Ia partir naquele mesmo dia.
Ivone estava muito aflita com a partida do esposo. Preocupava-se com os sentimentos de Luckaz, por isso resolveu não impedi-lo de ir atrás de Ivanhoeh. Abraçou-lhe e beijou-lhe o rosto, desejando-o boa sorte, enquanto o mesmo prometia que voltaria o mais breve possível.
Luckaz colocou sua antiga armadura mais uma vez, e novamente, andava com Kaon em suas mãos. Ah, como se sentia bem usando aquele seu velho e surrado sobretudo. Aqueles apetrechos lhe traziam lembranças da época em que fôra um arqueiro.
Luckaz caminhou por aproximadamente um dia, até chegar no tão conhecido campo das amazonas.
Luckaz não era bem vindo ali, mal pisou no local e facas já voaram de encontro ao rapaz.
Nenhuma das facas lançadas pelas amazonas o atingiu gravemente, embora cada flecha que Luckaz atirava acabava facilmente com a vida das amazonas. O meio elfo não tinha dó daquelas mulheres. Matava-as com facilidade.
E finalmente encontrou a casa que tanto procurava. Era um sobrado. De aparência muito velha. Aparentava no mínimo uns 200 anos. Havia muito musgo em suas paredes, sem contar a erva trepadeira, que já havia tomado conta da casa. Quase não haviam telhas em seu telhado, e suas janelas estavam vedadas com tábuas. A porta foi, um dia, uma porta bonita, mas o tempo não a perdoou, deixou-a suja, e os cupins a devoraram com fervor.
Uma de suas dobradiças estava solta, e a porta estava tombada.
Luckaz iria entrar na casa... Ele deveria...
Pulou sobre a porta, e adentrou a casa. Sua iluminação era péssima. As tábuas da janela dificultavam a entrada da luz ali.
- Utevo Gran Lux – Disse Luckaz, e no mesmo instante, a luz tomou conta do lugar.
Era uma sala grande, havia mobília ali, mas não era usada há muito tempo.
O sofá estava comido pelas traças, e os moveis de madeira não foram perdoados pelos cupins.
O chão estava podre. Luckaz tinha que tomar muito cuidado onde pisava. Haviam muitas tábuas soltas. Havia uma escada que dava em direção ao segundo andar.
Talvez Ivanhoeh se encontrasse no segundo andar. Luckaz deu alguns passos em direção a escada, mas uma tábua podre se desfez aos seus pés. E Luckaz afundou sua perna naquele buraco até a altura do joelho.
- Droga. – Pensou Luckaz
O rapaz foi tentar sair daquele incômodo, mas escutou uma voz abaixo de seus pés:
- NO MERCY!
Sentiu algo tocando em seu pé preso, e no segundo seguinte, com a força de um elefante, foi puxado para baixo.
Todas as madeiras em volta do garoto desabaram, e Luckaz caiu...
Luckaz se encontrava abaixo daquela casa aos pedaços. Não conseguia enxergar nada, pois o desabamento levantara muita poeira.
- Cof Cof, quem está aí? – Perguntou Luckaz, tossindo muito.
- NO PRISIONERS!
- Hãn? – Interrogou o meio-elfo, ao ouvir aquelas palavras desconhecidas.
A poeira não havia baixado ainda, mas Luckaz já podia ver um vulto se aproximando. Luckaz escutava o rangido de uma armadura também.
- Cof Cof!!!
E a poeira dissipou-se. Luckaz viu, a alguns metros dele, um imponente guerreiro, com uma armadura negra, como o céu em uma de suas noites mais escuras. Sua armadura era de ferro. Sua feição era de puro ódio, e de vontade de matar.O guerreiro desconhecido segurou Luckaz pelo pescoço e o ergueu para que o rapaz ficasse da mesma altura que ele, que deveria ter pelo menos, uns dois metros e meio.
Luckaz tentava gritar, mas seus gritos eram abafados pelos punhos do guerreiro.
O meio-elfo não agüentaria por muito mais tempo... Sufocaria dali a instantes.
Tentava freneticamente tirar as mãozorras do monstro de seu pescoço, mas era em vão.
- Recebi ordens para matá-lo, pequeno elfo. Serás esmagado pelo poder de um Cavaleiro Negro.
- Mmmfffffff – Resmungou Luckaz.
A masmorra onde estavam começou a escurecer gradativamente. Faltava oxigênio em seu cérebro, e seu pescoço estava prestes a ser quebrado.
E antes de desmaiar por completo, Luckaz escutou uma outra voz:
- Exori!!!
E por alguns segundos, viu uma chama voar em volta de uma terceira pessoa ali.
Com um baque, o meio-elfo caiu no chão, e o ar pôde mais uma vez adentrar seus pulmões.
Inspirou muitas e muitas vezes antes de ousar abrir as pálpebras. Apenas escutava o estampido de armas chocando-se com escudos.
- MINE! – Gritou o cavaleiro negro.
Luckaz ainda com os olhos fechados, não escutava sinal da outra voz.
Abriu os olhos e deparou com o cavaleiro negro lutando ferozmente contra um outro meio-elfo. Este, era loiro, e possuía os cabelos longos, seus olhos eram azuis como o céu da manhã, e segurava em sua mão, uma espada de fogo.
Ao ver que alguém viera em seu socorro, Luckaz agilmente carregou Kaon com flechas e as atirou certeiramente no cavaleiro.
Houve alguns minutos de batalha, e instantes depois, o corpo inerte do cavaleiro cai aos pés do guerreiro que defendeu Luckaz.
- Por que me defendeste? – Perguntou Luckaz, rouco, pois sua garganta ainda doía muito.
- A pergunta correta não seria quem sou eu? – Respondeu calmamente. Embainhou sua espada e arrumou os cabelos.
- Tá, quem é você? – Perguntou Luckaz enquanto massageava o próprio pescoço.
- Prazer luckaz, meu nome é Nowhere Johnny, príncipe sem pátria, filho de Nilrak, príncipe guerreiro de Carlin, e Melina Elrond, princesa elfa de Ab'Dendriel, irmã de Elória, sua mãe.
Aquelas poucas palavras reboaram no cérebro de Luckaz por muitos segundos.
Luckaz já sabia do nome de sua mãe, mas não tinha noção que ela possuía uma irmã. E nem em seus sonhos mais delirantes Luckaz pensaria em sua mãe como uma princesa.
- Estou aqui para revelar-lhe seu passado – Continuou Nowhere Johnny.
Luckaz estava sem palavras...
FIGHT ALL THE TIME NOW???
Caramba, que coisa...
Tá boa, como sempre.