Olá pessoal =D
Cá estou com o início do capítulo cinco, para o qual estão previstas onze(11) partes. Esse é o começo, espero que achem bom ^^
No capítulo anterior...
Do lado de fora do complexo, o motoqueiro observou o alarme cessar. Procurou em volta, mas nada dos Guardiões que haviam entrado. Ele bateu com o punho na árvore. Ele não deveria ter feito aquilo, não deveria, mas agora era tarde demais. Não havia mais volta, e ele teria que seguir até o fim.
A luz do sol, naquele momento, refletiu na pulseira do motoqueiro. Havia uma palavra escrita nela, de sete letras.
“S t r y d e r”
E tão logo surgiu, o Guardião sumiu.
Capítulo 5 - Sombra, gelo e céu
Santuário dos guardiões, seis meses depois.
Um homem adentrava os jardins a passos extremamente lentos.
— É ele? – perguntou um soldado.
— Preciso de um contato visual com o rosto para confirmar a identidade, vou pedir que a unidade sete o identifique.
Era um homem por volta dos trinta anos, que aparentava ter mais de quarenta. Seu cabelo era de uma estranha coloração azul escura, e era penteado arrepiado, e parecia não se mexer nunca, como se estivesse congelado. Sua face magra e seu nariz adunco, afora os pequenos óculos redondos, o davam uma aparência de velho chato, mas as suas roupas diziam exatamente o contrário. Ele usava uma camisa da mesma cor do cabelo, um casaco que descia até um pouco abaixo da cintura verde escuro, calça azul escura, e botas de soldado terminavam o conjunto. Além disso, carregava em um cinto diversos tubos de ensaio contendo líquidos cianos, extremamente reluzentes. Uma névoa branca pairava à sua volta
— Identidade confirmada – disse a unidade sete – é ele. Preparar para atirar ao meu... – e tudo que se ouviu mais foi estática.
— Unidade sete?Responda, repita a ultima mensagem! – dizia aquele soldado alarmado, no comunicador. – Estou perdendo ele de vista! – informou, enquanto tentava manter a mira no homem que continuava se movendo pelos jardins lentamente, em direção à porta do santuário – Vou atirar, repito, vou atirar!
Porém ele não chegou a apertar o gatilho, porque estava olhando hipnotizado para o orvalho das folhas que se congelava em frente os seus olhos. Logo, ele também se transformou em uma estátua de gelo.
“Vinte sete”. Contou aquele homem, que andava pelos jardins. “Acho que acertei todos, o que será que está havendo?”. Lentamente, mudou sua rota, e caminhou para o esconderijo de um dos soldados, que estava congelado, e observou atentamente seus trajes. “Definitivamente, não conheço. Mas porque diabos estariam vigiando esse lugar? É melhor eu verificar lá dentro, antes que venham reforços.”Ele voltou e parou à frente da porta do santuário. Sem precisar fazer um gesto, a porta se congelou, e com um chute bem dado, ela se rachou em milhares de pedaços. Se houvesse uma bomba, não havia mais. As seis câmeras que haviam sido recentemente instaladas já haviam congelado antes que os vigias percebessem a agitação.
Era um salão grandioso, um domo com pelo menos vinte metros de altura e dez de raio. Haviam doze portas, duas completamente destruídas e dez lacradas, e no centro de tudo havia um imenso pilar, com pinturas em toda sua extensão retratando guerreiros antigos soltando fogo pelas mãos, congelando o ambiente, voando, corroendo espadas, e fazendo todo o tipo de coisa sobrenatural. O homem calmamente se dirigiu a uma das portas, retirou os óculos, e os depositou em uma saliência exatamente do mesmo formato. A porta, sem fazer o menor ruído, se abriu, e quando o homem retirou os óculos da saliência e os pôs no rosto, após entrar, ela voltou a se trancar sem fazer o menor ruído deixando-o lá dentro, sozinho.
“Estão se reunindo lá fora”, ele pensou, quando ouvia murmúrios mínimos do outro lado da porta. Ele foi ao centro do salão, se ajoelhou, e levou seu olhar a porta. Novamente, sem qualquer ruído, a porta se abriu lentamente, revelando um grupo de dez soldados vestido trajes isolantes brancos apontando as armas, que pareciam metralhadoras brancas de boca larga, ligadas a tanques em suas costas através de tubos. Do nada, chamas banharam os trajes isolantes. Um soldado, com a voz filtrada, riu-se e disse:
— Nossas roupas são resistentes a qualquer forma de frio, não há saída, renda-se e venha conosco! – Apesar da confiança do soldado, ele e sua roupa resistente ao frio foram congelados do mesmo jeito. Nesse exato momento, os soldados apertaram o gatilho. Chamas deveriam ter saído dos canos e indo direto contra o homem, que ficaria inconsciente por causa do calor, mas ao invés disso suas armas se desmantelaram. Um a um, foram caindo no chão, completamente desacordados. Atrás deles, um homem de sobretudo branco se aproximava, mas o homem ajoelhado no salão não se mexeu. De repente, o de sobretudo disse:
— Shalkan.
E o outro homem respondeu:
— Olá, Sigma.