@jiraya el xico
Você não entendeu. Eu não disse que a Lei não é perfeita, mas sim que a fiscalização não acontece. Não acontecendo, o que já ocorre continuará ocorrendo, com o diferencial que talvez em maior nível de sucesso. Uma menor que já se prostitui não vai parar quando se a profissão for legalizada, já que ela não faz isso por opção, mas sim por necessidade, uma opção à morte de fome. A camisinha continuará a não ser usada por algumas e ainda haverá exploração de mão-de-obra, como há no mercado comum. A clandestinidade continuará existindo, simplesmente porque não há fiscalização. A Lei pode ser perfeita, mas não se cumprirá no Estado em que vivemos hoje. O máximo que teríamos seria a fiscalização de grandes casas, mas essas não correspondem à maioria dos estabelecimentos desse tipo.
Posso dar também um outro fator não ligado a administração, um fator social. O que tratamos aqui é uma profissão única em características. O sexo é necessário para satisfazer o homem e é uma coisa que não exige formação nenhuma, não a como controlar qualidade, já que essa é subjetiva. Você pode adicionar isso ao fator social. A pobreza e a falta de oportunidades pode levar uma quantidade grande de mulheres a optarem por esse caminho, vamos concordar que essa é uma possibilidade forte, já que muitas mulheres não se prostituem exatamente por não terem a garantia de não serem exploradas por um Cafetão.
Mas acho que esse é um problema até menor, se comparado ao que uma regulamentação sem fiscalização pode causar. É o exemplo do que aconteceria com a cerveja para menores, que dei ali em cima.
Mas se eu tivesse certeza que a lei de fato se cumpriria, eu apoiaria. Mas ao analisar isso temos que visar sempre a realidade, para não ficarmos como a ultrapassada "Juventude Che Guevara", que prega um movimento que nunca funcionou na prática, em uma sociedade que tem falhas.

