Oh Non! Garr Omnomnomnom!!!
Garr estava no paraíso. Foi mais um PIMBA! na gorduchinha de seios de jaca e, bem na hora do êxtase, um senhor de barbas brancas entrou latindo na cabana. A princípio, Garr não entendeu bem o que o velho queria. devia ser coisa boa, pois a gordinha sorriu de orelha a orelha. Será que lhe seriam oferecidas mais virgens? Ele queria!
O velho, então, o levou pra fora da cabana. Ali, esperava por ele um imenso caldeirão de ferro, onde vegetais e especiarias borbulhavam, cozinhadas pelo maître. Ah!!! Uma deliciosa sopa enorme!! Guuk adoraria ver um treco desses. Porém... Ao se aproximar do caldeirão, Garr notou uma pequena alteração no semblante dos trôlos... Se antes eles estavam sorridentes, agora eles estavam mais ou menos assim:
Imediatamente Garr ficou tenso! Juntando A com B, era óbvio que aquilo não era uma sopa. Era um caldo quente, sinistro e borbulhante. E ele era o ingrediente que faltava!! Segundo a Profecia trôla, o Deus Supremo Gariguk, Devorador de miôlos de trôlos, Saboreador de mufa, Gourmet de matéria cinza e Provador de regalias inteligentes, após descabeçar tantos de seus súditos e finalmente saciar seu apetite, mandaria para o mundo trôlo seu representante oficial; alguém à sua imagem vindo saborosamente do além. Em sinal de gratidão, o povo pederia comer o emissário, que se entregaria de bom grado. Assim, os trôlos estariam salvos pela eternidade. Ninguém sabe "salvos de quê", mas o que importa? Estariam salvos! E de bucho cheio. Garr ficou pálido de medo ao ver a cena! Jamais poderia fazer qualquer coisa contra tantos seres de dentes afiados querendo morder. Só havia uma coisa a fazer:
DAR NO PÉ!!!!!!
NOTA @OS LEITORES: Essa foi a minha primeira tentativa de fazer Garr e Guuk com o novo Paint do Windows 7. E provavelmente será a última. Reprovado; volto para o PAINT antigo no próximo capítulo...
Abraços!
Salve-me quem puder!!!!!!
Foi quase como um instinto. Garr aproximou-se do caldeirão quente sob gritos de aprovação de toda a aldeia fazendo cara de passeio. Semblante sério. Olhar bovino; perdido... Focado no horizonte. Chegando bem próximo ao caldeirão, com um aspecto mais sério ainda, fez um sinal com a mão que emudeceu toda a tribo. Todos os trôlos aguardavam o momento em que o enviado de Deus se auto-sacrificaria em nome do bem maior. Mas eis que ele olha pro céu... Aponta pro nada e... Mia!!! Mia altíssimo e enquanto os trôlos olhavam atentos para o alto, procurando a razão do miado, Garr já tomava distância de forma discreta. Os trôlos não tardaram a notar o óbvio: haviam sido trollados por um careca com o cocoruto em chamas.
A multidão enfurecida correu atrás de Garr que, cá pra nós, apesar de gordo, tinha a vantagem de estar competindo com um bando de semi anões, cada um com sua microperna massuda. Porém, tamanha era a fúria, que eles pareciam cada vez mais próximos.
Foi quando algo inusitado aconteceu. Garr estava olhando para a vila inteira que estava querendo roer seus ossos. Quando se virou, olhando pra frente, deparou-se com a imagem mais linda de sua vida. Mais linda que a piriguete das cavernas, Khala. Em sua direção, vinha um ser horrorosamente barbado, trajando uma roupa de pele de onça, imunda e cheia de piolhos. Em uma de suas mãos, empunhava um imponente pedaço de osso maior do que ele próprio, de onde -estranhamente- brotavam toicinhos. Vinha acompanhado de felpuda criatura aracnídea. Sim. Não restavam dúvidas! Guuk estava ali. E iria salvá-lo.
...
ou não????
Garr ficou novamente pálido ao lembrar da inteligência diminuta de Guuk. De fato, o seu colega barbudo estava agora estático, apenas observando a cena, com cara de peixe morto. Foi quando Pyuda, a aranha, mordeu uns trecos na sua orelha, fazendo com que ele entendesse o que era pra ser feito. Um olho em Garr e outro em sua recém adquirida Boneclub +2, ele soltou um "Ahhhh!" sonolento, indicando o caimento da ficha.
"-Guuk... Não tente matar os trôlos! Arrebente essa Boneclub no chão!!
-... Mas... E as minhas carninhas??
-Que se danem suas carninhas!!! Destrua logo a bagaça!!!"
A experiência bélica do vovô
Garr e Guuk voltaram à morada de Ndeoulala, o velho macumbeiro das cavernas, inventor das galinha prêta, do despacho nas incruziáda, dos diários e ancestral de Tião Macumba. Era hora de Garr aprender o golpe que o ajudaria a derrotar o fedorento Anak, aquele repugnante e esverdeado ser pantanoso. Quando chegaram, o velho estava cantando alguma coisa para umas velas colocadas sobre umas pedras. Ele deu uma tossida, cuspiu um pouco de betel que estava mascando e dirigiu-se aos dois aventureiros. "Eu sabia que suncês estava chegando. Sabia que Guuk tinha destruído montanhas. Sabia que Garr havia fornicado. Sabia que Guuk tem medo do escuro e toda noite quer colinho da mamãe e acorda triste, sem colinho e sem mamãe..."
Os dois ficaram na casa do Velho Bento e descansaram. Garr, principalmente, devia estar em forma para o dia seguinte. Pela manhã, o velho apareceu com tremoços, favas e brotos de alguma planta para o lanche. Guuk olhou triste e insatisfeito com essas coisas leves. "Fui caçar", disse o macumbeiro pré-histórico. Ah! Aí Guuk não gostou. "Caçar o quê, velho espanado? Tem bicho aí? Cadê meu pernil de cavalo? Meu toicinho de porco? Meu mocotó com banana? Isso sim é CAFÉ da MANHÃ!!!! Não esse projeto de horta." Garr acalmou o amigo, que comeu resmungando. O velho quase apanhou e comeu num canto. Pyuda foi catar mosquito. A casa estava cheia de mosquito gordo e recheado de sanguinho fresco. Uma vez todos vitaminados com clorofila, o velho chamou Garr com uma cara séria e o levou para uma cabana de palha de onde saia uma fumaça cheirosa. "Vamos pá DEFÛMA, Garr. E você, Guuk, num entre lá por nada no mundo!! Ou suncê vai virar uma banana. Pra sempre!" O ilustre barbado despediu-se, indagando se eles inventariam a homossexualidade naquela cabana, mas Ndeoulala disse que isso viria apenas dois séculos e três dias depois...
Entrincheirados na cabana da defuma por dias, Garr e Velho Bento meditaram, viram coisas, cheiraram incensos, alucinógenos, compartilharam cogumelos e conversaram com larvas e besouros. Garr aprendeu a ouvir a terra, comunicar-se com a areia, sentir a brisa balançando cada pelo de seu sovaco e outros poderes inúteis. Até que, no último dia, anunciaram a ele: Garr, é chegada a hora de aprender o maior golpe de todos, que pode apenas ser executado por suncê, home das brasa na testa. O "Vulcão dos Cocorutos Lapidados" é a maior arma de destruição em massa da nossa era. Agora suncê já poderá usá-la em momentos em que suncê estiver para explodir. Vamos experimentar lá fora.
Mal Garr saiu da cabana, Pyuda pulou na sua bunda e lhe aplicou umas 10 ferroadas venenosas que o fizeram urrar de dor. Antes que ele notasse, umas 20 árvores em sua frente já haviam sido pulverizadas. Guuk estava branco, apavorado. Anak não teria chances. Com olhos vermelhos apreensivos, o bom velhinho chegou até eles: "suncês estão pronto. Já pode ir. Mas Garr... Devo adiantar que, no embate final, junto com a ativação de sua arma virá uma grande dor. Suncê ficará muito debilitado e impedido de lutar. Não terá uma segunda oportunidade para usar o golpe." Dito isso, apenas virou-se e entrou novamente em sua casa de pedra.
Anak, estamos chegando!!!
Ah! Quanta emoção! O cheiro nauseabundo da respiração de Anak já era perceptível quando Garr e Guuk aproximavam-se do pântano onde a criatura vivia. Que mal ele poderia ter feito à Khala, a beldade pré-histórica? Será que ela o convencera de que que ela não tinha condições de ser mamãe de seus filhos porque "mulher não bota ovo"? Muitas perguntas, nenhuma resposta.
Os dois chegaram ao pântano úmido, quente e fedorento. Todo tipo de insetos voavam ali, incomodando os dois aventureiros. Pyuda tentava dar conta deles mas a quantidade era maior do que ela podia administrar. Garr, antes de entrar no local, encontrou uma machete no chão, que provavelmente só estava ali esperando por ele. A arma era ótima para cortar o capim alto que crescia naquele ambiente.
Assim, lutando contra capim, insetos e outros inconvenientes, os primeiros bandeirantes da história foram desbravando os pântanos. Não tardou até que chegassem a uma pequena área menos cerrada. Garr cortou alguns cipós e, diante dele, revelou-se uma clareira com uma estranha construção de pedra, cercada de entulho. Ali morava Anak.