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Teísta condena ateísta por falar "meu deus". Mas o que tem de evangélico falando "Minha nossa!"; espírita dizendo "Jesus Cristo!" e católico exclamando "Oxalá!" não tá no gibi.
Falam que a bíblia não pode ser interpretada literalmente mas encaram nossas espontâneas interjeições ao pé da letra. Se fôssemos fiéis ao significado original das palavras, coitado seria palavrão (afinal, originou-se de "coito" e significa fodid*).
@Topic - Nunca fui lá muito religioso. Minha família é majoritariamente formada por católicos não-praticantes. Fiz a eucaristia por inércia. Acabei tornando-me ateu por conta da internet (especialmente discussões do Orkut). Aliás, a internet deve ser a mais poderosa difusora do ateísmo. Posteriormente reforcei meu ateísmo ao ler autores como Nietzsche, Dawkins e Dennett.
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Nada disso,tem que tacar uma facada no desgraçado! lol
Eu era catolico ate ano retrasado sendo que dai eu comessei a pensar pensar e ver cada vez mais que nao existia alguma possibilidade de existir um deus e tbm nao tinha sintido a religiao catolica ser a certa tendo tantas outras como budismo e slamismo sem falar que a ciencia tem muito mas rasao quanto a criaçao do mundo entre outras coisas que a biblia diz que contradizem a ciencia...dai eu nao vi nem um sentido em acreditar numa coisa que na minha opiniao a chance de realmente existir e a religiao catalica ser a certa era de 1 em 100000000000000000000...dai desisti de ser catolico e nao volto atraz apesar de quase perder uns amigos por isso...
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Não acredito em Deus hoje porque não acredito que ele exista. E sempre foi assim, sempre me ensinaram as idéias de Deus mas eu nunca me convenci a crer que era tudo verdade. Sempre percebi as grandes contradições na Bíblia e outros textos sagrados, mas minha mãe sempre soube muito sobre esse assunto, o que adiou minha percepção de pensamento aprofundado sobre o assunto.
Até que um dia eu comecei a pensar BEM nas possibilidades e chegar à conclusão (acho que a única absoluta e universal em que se pode chegar) de que há uma probabilidade de Deus existir e uma probabilidade de Deus NÃO existir. Como nunca acreditei DE FATO em Deus, comecei a acreditar que ele não existe, e virei ateu.
Um ano depois eu descobri o Off e, por conseguinte, mais ateus, e descobri que existiam mais pessoas no mundo que pensavam como eu.
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Acredito que deixei de acreditar na existência de deus, quando comecei a questionar algumas coisas.
É facil falar onipresente, oniciente, e onipotente, porém, é dificil de imaginar um ser assim :wscared:
Outro motivo é errinhos que vejo.
Cada parte do corpo de um ser vivo, não somente nos humanos, tem um sistema de bombear oxigênio para células, lugar onde guarda as lembranças, lugar que controla batimentos.
Não consigo imaginar um ser feito só de imaginação.
Mesma coisa de imaginar um papel com vida, como dá vida em algo que não tenha um sistema? até uma ameba tem seu sistema.
Outra questão é a bíblia, se notar ela só cita coisas que aconteceram no oriente médio, se Deus é criador de um universo todo, porque ele só ficou no oriente médio?, tirando os indiginas, países como japão, china, a ex união soviéticas são antigas, porque não tem relato do mesmo deus que existia no oriente médio?
Também outra questão é o tal de livre arbítriu, como um ser que se diz Pai, pode assistir tanta injustiça no mundo?
Se ele realmente nos criou, porque fez a necessidade de todos os seres ter que comer para se manter vivo? assim criando um ciclo de morte.
São essas coisas que fazem eu não acreditar em Deus, na verdade, não acredito em nada sobrenatural.
Acredito que a mente humana pode nos pregar peças (Inclusive já fiz vários tópicos com esse assunto), mas, nada além de fruto da imaginação :P
bjs a todos
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É simples.
Eu nunca gostei de ir na igreja, só de entrar naquela coisa já me dava raiva..
Fui forçado a fazer catequese, por sorte escapei da crisma.
Nunca orei para Deus, nunca liguei para isso, nunca pensei sobre isso. O máximo que eu fazia na igreja era cantar aquelas musicas tensas.
Agora, quando conheci o Off-Topic, TUDO mudou. Conheci as discussões religiosas, as quais eu observei atentamente e formei minha opinião. Vi dois lados, OBVIAMENTE desiguais se tratando de argumentos, mas o fim do meu catolicismo (wtf) se deu quando li o primeiro post do Locke em uma dessas discussões, não me lembro qual.
Eu tive uma "visão", um ataque de euforia e cinismo, junto com diversas outras emoções que me fizeram ver que Deus é uma ilusão.
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Ainda estou na fase não acredito nem desacredito ;D.
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Até hj não sei se sou ateu...
Mas dexei de acreditar no Deus que a igreja prega com o tempo...
Fui vendo coisas sem lógicas, declarações duvidosas por parte da igreja, contradições na biblia... Tudo isso mais o "tempo" e um pouco de comodismo me levou a não acreditar em qualquer Deus que o ser humano possa criar...
Se existe algo depois dessa vida não me arrisco a dizer, mas acredito que nenhum ser humano saiba e que nenhum deus criado pelo homem exista...
Se isso me faz ateu ou não, sinceramente, não me importo.
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Sem brincadeira, estou espantado com a quantidade de gente que se convertou vendo as discuções do Locke.
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Eu nunca fui de ir a igreja, não fiz primeira comunhão, nem nenhuma dessas palhaçadas. As pessoas ao meu redor até falavam de Deus e tal, mas eu nem dava muita atenção. Meus pais também não ligam tanto pra religião.
Quando eu acreditava eu Deus, não era por fé, é porque as pessoas falavam de Deus como se fosse fato. Quando eu descobri que não tinha nada comprovado sobre Jesus etc., eu pensei: "afs que palhaçada" - e parei de acreditar. Ou seja, eu basicamente sempre fui ateu.
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Senta que lá vem história...
Até 13 de agosto de 2008 eu era um cara que defendia Deus com unhas e dentes. Infortúnios? A culpa era nossa e não Dele. Doenças? Nossa visão egocentrista nos cegava perante a normalidade das supostas anomalias. Se havia sofrimento era porque ele preferiu nos dar a liberdade do que nos privar dela. Ou seja, na minha cabeça, o ateu enchergava apenas os fatos, mas esquecia as origens.
Perdi muitas pessoas queridas do meu círculo familiar, e lembro-me que a primeira vez que disse "Deus não existe." foi quando meu avô havia falecido. Claro... "Blasfêmea!" e "Nunca mais diga isso!" foram as únicas coisas que eu ouvi após a infeliz frase, em virtude da situação. Enfim, achei que o que havia dito fora tão somente um violente escape das paixões humanas. E a coisa logo voltou a dormir dentro de mim. Mas comecei a argumentar que a morte era algo natural e fomos nós que inventamos a dor da perda.
Dia 13 de agosto de 2008 eu resolvi me declarar para uma garota que eu flertava há algum tempo (e eu achava que ela me flertava também). E eu sabia que Deus recompensaria minha coragem de falar o que eu sentia por ela. Ela me disse que já tinha namorado... Meu mundo desabou em menos de um segundo. E a reviravolta no estômago era horrível. E isso não era criação minha, não era um sofrimento deliberado.
Fui além. Vi o aleijado, o leproso, o down, as vítimas de bullying, os potenciais suicidas, os cegos, os surdos, os mudos... queiram ou não, estas pessoas estão condenadas à desigualdade até seu último suspiro. Enquanto tantos outros casarão, terão filhos, comprarão uma bela mansão em Malibu, terão amigos, puxa-sacos e fãs, estes não terão, via de regra, NADA. Cara, quando eu olho uma pessoa dessas, meu coração fica partido. Tantas pessoas em situação mil vezes melhor que a minha e tantas outras em situação mil vezes pior! Ainda crês na justiça divina? Renderás, não obstante a inderrogável verdade humana, oblações ao vazio? Um conselho: poupe seu tempo. Crer em deus é insultar a condição destas pessoas.
Comecei a entender que nós já nascemos com certas predisposições. Predisposições estas que somente a ciência conseguiu explicar de forma habil e com um grau de plausibilidade aceitável, mesmo ao mais leigo dos leigos. Não a visão nua e crua que pintam por aí a respeito dos ateus como sendo homens sem coração (?). Talvez alguns tenham mais coração que muito dos que se auto-declaram religiosos fervorosos.
A neblina que embaçava minha visão havia se dissipado. O que eu vi não me agradou nem um pouco, mas eu sabia que aquilo era a realidade humana. O mundo não era ensolarado e belo como pintava o catolicismo, era tempestuoso e sorumbático. Eu podia viver iludindo-me com doses homeopática de salmos, versículos e epístolas, suportando a dor com um sorriso estampado no rosto por aquele ser meu carma, ou eu poderia simplesmente agir como um ser racional e buscar a felicidade ao invés de simplesmente culpar a todos pelo meu sofrimento.
E acreditem ou não, eu encontrei mais conforto no ateísmo do que no catolicismo. Não existe religião que lhe ensina a viver. O ateísmo, por negar a existência de Deus, desonera o homem da punição divina. Se Galileu Galilei acreditasse que a Terra era plana porque assim dizia os clérigos e, por conseguinte, porque assim dizia Deus, viveriamos hoje uma era de um retrocesso titânico se comparado com os avanças contemporâneos.
Hoje em dia eu vejo o sistema social mormente de forma objetiva. Todo fato é originário de uma motivação. E conhecendo os bastidores da estrutura social, a vida se torna mais fácil.
Não, não foi um grande amor não correspondido que me fez virar ateu... foi uma série de fatores. Mas a não correspondência foi a gota d'água que transbordou o copo. Parei, pensei, refleti e cheguei a conclusão de que deus não existe, seja ele Deus, Alá, Shiva, Xenu, Ganesha, O Monstro de Espagueti Voador (esse sim: meu favorito!) e tantos outros deuses concebidos dos mais férteis vales da mente humana.
Se você chegou até aqui, parabéns, ganhará um Vale Pirulito do Zorro por esta excelsa e proeminente demonstração de paciência budista.
EXTRA
1) Ia à missa forçado. Sempre detestei ir a ela.
2) Minha vó queria que eu fosse coroinha. Só se fosse para virar vassalo sexual de vigário.
3) Minha vó queria que eu fosse padre. Até hoje não sei se foi uma anedota ou os funestos efeitos etílicos do álcool.
4) Já fui a uma seção espírita quando criança. Era chato; fica em pé de guerra com as missas católicas.