-- Éter
Deitado já consciente estava um jovem moreno, sem pelos no rosto, com uma roupa de mago ancião, sua aparência de leveza e conforto me invadiu e me tranqüilizou, mesmo sabendo do meu erro, eu estava tranqüilo.
Aos poucos ele se levantou, passo a passo, sem pressa ou qualquer preocupação; Me olhou nos olhos.
“Elus, sua infância foi dotada de desafios que você enfrentou com vigor e perseverança, não ache que seus atos são em vão ou que a justiça muitas vezes para os humanos é cega ou falha.
Estamos observando cada mortal, cada criatura, cada ser vivo do seu planeta.”
Preciso descrever minha cara ao ouvir isso ?
“Chamam-me em meu estado de Doll, por minha habilidade de controlar seres que respiram. O ser que divide este corpo comigo se chama Poleb Galb, vocês o chamavam de Druid constantemente, por quê?”
A reação que eu tive não foi de responder e sim de questionar.
“O que aconteceu com ele ? De onde você veio? Quem é você?!”
Com uma calma que eu jamais havia visto ele pronunciava as palavras como um bardo cantarolava suas canções de romances.
“Seu amigo descansa sobre minha aura, a exaustão que ele foi submetido junto com Ilheu foi demais para uma alma humana, ambos estão descansando;
Sua cultura e criação não abrange o intelecto mago-espiritual Elus, mas vou tentar lhe explicar para te tirar das garras da ignorância.”
Naquele ponto já não sabia se ele estava me ofendendo ou me ajudando.
“Sou de uma raça de almas etéreas que vivem em um estado espiritual mais avançado que o seu atual espírito, vivemos acima das suas compreensões; Somos conhecidos como Eterianos.
Há anos atrás um mago, governantes dos sete reinos descobriu um modo de se comunicar conosco e pedir à nós ajuda para dificuldades em guerras, um auxilio em batalhas.
Nenhum Eteriano é passivo de sentimentos, como raiva, amor, medo etc. Fomos atraídos pela proposta deste Rei , somos, como posso lhe dizer. Fracos, à sexualidade humana.
Seu rei nos ofereceu dez mulheres virgens para cada guerreiro que o ajudasse a conquistar a vitória da guerra, tocados pela proposta decidimos aceitar.
Cem eterianos se uniram na causa de um rei que lutava contra sua própria raça.
Você já ouviu sobre este combate, é chamado de A guerra de uma noite, não levou nada mais do que uma noite para ganharmos, e uma manhã para festejarmos.
Cada Eteriano recebeu como recompensa de suas ajudas dez moças virgens, bonitas, entre mulheres de cabelos loiros, vermelhos e pretos. Todas se destacavam pela beleza anormal e carisma descomum em moças tão jovens.
No final da tarde um de nossos guerreiros se dirigiu ao rei exigindo mais mulheres para saciar sua ‘fome’ de prazer.
O pedido lhe foi negado. Não satisfeito o Eteriano rejeitado se desfez em poeira e desapareceu da sala real do trono.
O sol forte e radiante deu lugar a chuva e ao frio que se formou diante desta vila a quão conversamos;
Thas, o Eteriano líder das tropas de Nova éter foi rejeitado por um simples rei humano;
Como punição ao rei, Thas não o fez mal, não o atacou diretamente, mas sim ao seu orgulho.
Lançou maldições de diversos gêneros neste local e destruiu parte dele com um só golpe de seu Thu’ul.
Thu’ul é o que vocês chamam de Mana. Se desfez novamente em poeira e levou consigo todos os seus soldados de volta a Nova Éter.
O segredo da comunicação ficou guardado em algum local desta vila, cujo Ilheu o encontrou e começou a estuda-lo.
Este livro contém informações demasiadas a qualquer ser humano, Ilheu entrou em meditação profunda e nunca mais retornou.
Poleb ao tentar ajudá-lo, acabou fundindo sua alma com a dele e iniciando um ritual de invocação, cujo aqui estou.
Não se preocupe se minha fala não é totalmente compreensível a ti. Não falo tão bem seu dialeto.
Saiba que estou aqui para ajudar.”