CAPÍTULO VI-- DE CRIANÇA A HOMEM
A primeira coisa que veio em sua mente foi comer um pouco, Portius estava faminto da viagem. No entanto ele descobre uma coisa: sem dinheiro, sem comida. Não havia modo de se conseguir uma refeição sem algumas moedas de ouro em sua bolsa, mas ele não era um menino mimado, ele era um decendente dos bárbaros de Senja, ele sabia que caçar era preciso. Portius então caminha até os bosques que se encontravam dentro dos limites urbanos e sai atrás de comida. A caça era farta, haviam ovelhas, coelhos e cervos para servirem de fontes de alimento. Só havia um pequeno contra tempo: ele nunca havia caçado antes! Foi um "deus nos acuda", correndo atrás de coelhos e cervos, tentando acertá-los com sua clava, mas sem muito sucesso. Após cinco horas de cassada portius estva exausto e não havia conseguido muito, apenas um coelho magro e algumas frutas. Acendeu uma fogueira e colocou o coelho para assar. Enquanto olhava para a fogueira se lembrava muito de sua vila, de seu pai, da quela visão terrível quando a tribo se encontrava como a fogueira diante de seus olhos. De repente ele foi retirado do seu mundo de lembranças:
_Fala ae Portius, como foi seu primeiro dia?
Quando portius se virou viu Arion e, atrás deles a bela Amara, ambos carregando comida farta.
_A, são vocês. Eu estou indo muito bem sozinho.
_Não é o que parece não..._Diz Arion olhando para aquele coelho magro na fogueira.
_E o que você sabe! O que você está ensinuando?!_Disse Portius em um tom sério e exaltado.
_Nada, ele não está insinuando nada. Nós apenas gostariamos de nos juntarmos a você, estamos sem uma fogueira para preparar nosso jantar._Diz Amara tentando apaziguar as coisas.
_Tudo bem, podem se sentar aqui, eu não me importo.
Portius não adimitia mas estava mais do que feliz. Agora ele teria comida para satisfazer seu voraz apetite. Todos comeram muito e , com suas barrigas cheias, foram dormir. Mais uma vez os sonhos estranhos fizeram uma visita Portius, desta vez ele percebeu um detalhe, um dos dragões brigando era o mesmo que havia destruido sua vila, Lughsor o Dragão vermelho.Com um susto Portius acorda, todo suado, como se tivesse se exercitado durante horas. Ainda estava escuro, devia ser madrugada agora. Pensando em não ter que dar desculpas para partir sozinho, Portius arruma suas coisas e sai, antes que seus "amigos" acordem. Em sua cabeça, Portius não queria companheiros dos quais pudesse sentir falta, não queria ter de sentir a dor da separação novamente, como havia acontecido com seus amigos do clã. Era melhor que continuasse sozinho, era ruin mas era o único jeito.
O objetivo era caçar, ja que tinha de ficar forte o melhor método era começar de uma vez. Foi até os esgotos da cidade procurar alguns adversários para praticar suas artes de combate. Dentro dos esgotos da cidade o ambiente era pobremente iluminado, algumas tochas presas às paredes eram a única fonte de luz no local. Para melhorar sua visibilidade, Portius empunhou sua tocha e a acendeu. Agora sim, sua visão era boa da situação, e que situação. Um rato grande vinha em sua direção, babando e mostrando seus dentes. Ele grunia frenéticamente enquanto avaçava: "Meep". Portius sacou sua clava e gritou de volta:
_Morra!!!!!!!!!!!!!!!!!
A criatura desferiu o primeiro golpe, mas Portius conseguiu desviar no último minuto, rasgando apenas sua camisa. Em seguida ele aplicou uma pancada, acertando a criatura duramente. O rato se levantou e, mais uma vez, investiu contra seu adversário. Desta vez a mordida foi certeira, arrancando um grito de dor de Portius. Com raiva do rato, ele joga o rato no chão e com um movimento feroz ele esmaga o rato. Era o fim da batalha, seu braço sangrava mas nada sério. Chacando os arredores ele encontra o ninho do rato que guardava algumas moedas de ouro. "Meu primeiro tesouro" pensou Portius, então uma gargalhada foi proferida atrás dele. Portius se virou e encontrou nínguem menos que Sarthan. Ele ja vestia equipamentos melhores que os iníciais: uma armadura de pregas, uma calça de couro, um escudo de madeira e uma clava mais poderosa, com espinhos na ponta. Sarthan vem correndo na direção de Portius e diz:
_Como não posso acabar com você com minhas mãos fedelho, vou deixar que as criaturas famintas do esgoto dêem um jeito em você. Até nunca mais garoto! Huahuauhahahauhauhauhauh.
Falando isto Sarthan sobe as escadas que estavam à alguns metros na frente de Portius. Ele não havia entendido o que aquilo significava, mas a explicação se deu alguns segundos depois. Uma batalhão de ratos grandes e famintos, maiores dos que ja havia enfrentado, estavam agora na sua frente, correndo para atacar quem estivesse em sua frente. Portius gelou, estava perdido. Tentou se defender como pôde, correu para um corredor estreito para enfrentar apênas dois por vez, já que a escada estava agora bloqueada pelos monstros. Portius lutava ferozmente por sua vida, esmagando os ratos como podia, mas sua força diminuia a cada minuto, a cada golpe. Após meia hora de batalha Portius estava exausto, não conseguia nem mesmo erguer seu braço e estava terrrívelmente ferido. Olhava em volta e ainda haviam muitos ratos. Maldito Sarthan, ele morreria naquele lugar fedorento e sozinho, nunca mais veria sua mãe ou seus amigos. Quando todas as esperanças acabavam assim como a luz de sua tocha que estava quase apagando, uma surpresa acontece, um rato atravessa o corredor e estora na parede.
Ao fundo Portius viu seus amigos: Arion e Amara. Eles lutavam violentamente com os ratos, atacando com tudo que tinham. Vendo uma chance de sobreviver Portius se empolga e em um último esforço começa a atacar também. Com a ajuda de seus amigos Portius consegue matar a todos os ratos, mas de tanto apanhar ele cai exausto ao chão, desmaiando.
Qundo ele acorda se encontrava no templo, Cipfried estava cuidando de seus ferimentos. Arion e Amara estavam ali também, rezando por seu amigo. Portius finalmente se levanta com suas forças lentamente voltando ao seu corpo. Cipfried fala:
_Foi uma sorte garoto, se não fosse por estes dois você com certeza teria tombado. É muito perigoso cassar sozinho quando se é iniciante, principalmente com gente maldosa andando por Rook.
_Aquele maldito Sarthan vai me pagar!_Diz Portius.
_Cipfried, não é contra as leis de Rookgard "lurar" monstros assim, com o intuito de matar outras pessoas?_Diz Amara.
_Sim, mas não há provas o suficiente para condená-lo. Vocês mesmos me disseram que não viram ele "lurar" as criaturas. Sem testemunhas ou provas, é apenas a palavra de Portius contra a dele.
_Canalha e covarde. Oeio quando eles saem impunes assim!_Diz Arion.
_Bom, vou deixá-los por um tempo, tenho que cuidar de outros aventureiros machucados._Diz Cipfried saindo do quarto onde eles estavam.
Quando Arion e Amara se viraram para falar com Portius ele estava de pé, arrumando suas coisas. Arion fala indignado:
_Onde você pensa que vai?
_Vou caçar, um ferimento não é motivo para parar minha jornada._Responde Portius.
_Seu ingrato! Não aprendeu nada? Após ter quase morrido você ainda não aprendeu que todos precisam de amigos?_Diz Arion.
_ Não é isso, eu apenas gosto de ser solitário ok? Talvez vocês não devessem se preocupar tanto comigo.
_Você se julga melhor do que nós, é isso não é?_ Diz Arion Furioso.
_Não, é apenas..
_É apenas um medo infantil que você carrega Portius._Diz Amara.
_Anh? Como você sabe?_Diz Portius assustado.
_Eu sei de muitas coisas Portius Lokkan, eu sou filha de Ludrin.
Portius estava abismado, então ela era a filha de Ludrin. Ele viajava de vez em vez para Ab'dendriel para "negócios pessoais". Então este devia ser o motivo.
_Sim, pela sua cara vejo que acredita em mim. Eu também sofri muito a perda de meu pai!
_Então você deveria entender o porque eu não quero companheiros._Diz Portius.
_Não! É tolice. Você deve deixar de ser criança Portius. A vida é assim mesmo, não podemos controlar o que irá acontecer, o que podemos fazer é apenas usar o melhor possível o tempo que nos é dado. Se fechar do mundo não é um modo de evitar trágedias! Apenas com amigos leais é que podemos aguentar as maiores "barras" que podem surgir em nossa vida. Pare de ser criança, assuma a postura de um homem Portius, pois é apenas fazendo isto que poderá se torar o novo líder do clã!
Ouvindo estas palavras Portius se cala. O que Amara dizia era verdade, seu coração lhe dizia isto. Então, se virando para os dois ele diz:
_Você está certa. Me desculpem por agir desta maneira egoísta e infantil com vocês meus amigos. Se ainda quiserem minha amizade estou disposto a compartilhar meu sangue, minhas aventuras, meus medos e minhas vitórias com vocês.
_Claro que sim cara, dexa de bobagem, estarems com você sempre!_ Diz Arion
_Sim Portius, sempre estrei disposta a te ajudar como puder, em nome da alinaça de nossas famílias._Diz Amara.
Todos se abraçam e finalmente. Cipfried olhava escondido por uma fresta. Ele fala baixo para si mesmo:
_Finalmente o garoto está amadurecendo, se tudo continuar assim, talvez tenhamos uma chance real de empedi-los. Finalmente ele está se transformando em um homem, deixando de ser criança. Se cuide Portius, os testes estão apenas começando, mas com a ajuda de seus amigos talvez seja possível ver uma luz no fim do tunel.
Dizendo isto Cipfried se afasta da porta. Seu espírito está mais alegre agora, ele iria acompanhar de perto os progressos de Portius e sua turma.
Enquanto isto, no continente principal uma coisa terrível tem início. Uma sombra paira sobre o deserto de Darama. Dentro de uma tumba, em algum lugar desconhecido, uma criatura se levanta de seu sarcófago. Uma criatura terrível, com poderes além da compreenção mortal. Ela se levanta, pega seu cajado dourado e diz:
_Finalmente eu voltei, graças ao sangue da Irmandade. Agora é a hora do meu domínio.
Falando isso todos os monges vermelhos da sala começam suas invocações profanas. Tem início aqui o pior dos pesadelos. A ameaça renasce...
