Realmente a história esta boa mesmo, o jeito que você conseguiu transferir as coisas que costumamos fazer no tibia para uma historia ficou ótima, enfim, aguardo novos capitulos
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Realmente a história esta boa mesmo, o jeito que você conseguiu transferir as coisas que costumamos fazer no tibia para uma historia ficou ótima, enfim, aguardo novos capitulos
@Darksael
Obrigado... E pode deixar que eu vou me exforçar ao máximo em cada capítulo!
@Sombra de Izan
Hehehe, dá um ar diferente, esqueletos você lembra de coisa de terror, não aquele bixo irritante in-game :P
Não foi uma invasão, foi um grupo de amigos que estavam explorando a ilha e cairam nesse buraco com os mortos-vivos, que os aprisionaram.
@Magic Iceheart
Ahh, mais um leitor!
Obrigado pelo elogio e não vou te deixar desapontado com os capítulos, vou fazer o meu melhor :y:
Demorei um pouco, mas tá ai o capítulo.
Esse será dividido em 2 partes. Espero que gostem
Capítulo V: Missões? - Parte I
Aquele dia estava congelante em Rookgaard, não queria sair de baixo das cobertas. Olhei os telhados dos prédios pela janela, estavam todos brancos de neve. De repente, Kandy apareceu repentinamente na porta do quarto.
[Kandy, sorrindo]: Bom dia Canik!
Eu a olhei de cima a baixo, ela estava com volumosas blusas, luvas e uma touca.
[Canik]: Bom dia. Está disposta hoje, não!?
[Kandy]: Ah, se estou!
[Canik]: Está tão frio assim lá fora?
[Kandy]: Muito frio e ventando. Estava nevando agora a pouco, mas já parou.
[Canik]: Pelo menos... Vou colocar algumas blusas e procurar algo para comermos.
Vhe resmungava entre as cobertas, certo que não dormiu o bastante essa noite. Deixamos ele dormindo e fomos.
Bem agasalhado, abri a porta de madeira da casa e de cara recebi uma bolota de neve no nariz. Aquilo ardeu muito. Eram crianças que brincavam na neve e acabaram me acertando. Não fiz conta e limpei a neve do meu rosto e segui.
Decidimos buscar carnes nos lobos, mas não sabíamos onde encontrá-los. Se você fosse um lobo, onde seria sua toca? Em alguma caverna afastada e quente... Nós procuramos em quase todas as cavernas, encontramos aranhas venenosas, ursos e afins, mas nem sinal de lobos, até que vimos uma entrada numa península, escondida atrás de uma árvore. Entramos ali, era bem quente aquele lugar.
[Kandy]: Acho que é aqui.
[Canik]: Com certeza.
Adentramos um pouco mais e vimos um pequeno lago. Não estava gostando do lugar, estava muito quieto. Até que, rapidamente, pula um lobo na nossa frente uivando, provavelmente chamando os outros. Vieram mais e mais lobos e nos cercaram.
[Canik]: Prepare seu escudo, rápido!
[Kandy]: Vamos acabar com isso logo.
Kandy tenta golpear um lobo, mas ele desvia e pula em sua perna. Com toda minha força, cravei minha espada nas costas do lobo, que cai. Outro veio por trás de mim e pulou em meu pescoço. Rolei no chão e consegui tirá-lo, passei minha espada da mão direta para a esquerda e golpeei o lobo no tórax. Ele grunhiu de dor e correu. Outro lobo se entrelaçou entre minhas pernas, perdi o equilíbrio e cai, até que ele rola para outro lado e vem com toda sua fúria para cima de mim. Rapidamente pego meu escudo e coloco entre eu e o lobo, que chega e bate a cabeça forte no escudo. Kandy estava cercada, haviam três lobos em sua volta. Um deles investiu contra ela e a mordeu no braço. Sangrando, ela empurra o lobo para cima dos outros dois, pega seu machado e acerta todos de uma vez só, depois disso, ela toma uma poção de vida e que cicatriza seus machucados.
[Canik]: Essa foi por pouco. Agora vamos tirar as carnes.
Kandy pega em sua mochila uma espécie de faca, e começa a cortar as suculentas carnes de lobo. Eu a ajudei a cortar e fomos embora, curvados de tanta carne que levávamos.
Chegado à casa de Vhe, deixamos boa parte das carnes para secar, e outra parte para assarmos. Só agora nosso amigo acorda, ainda meio desnorteado.
[Vhe, sonolento]: Bom dia para vocês...
[Kandy]: Bom dia. Já é quase meio dia, levante-se!
Vi um ar materno vindo de Kandy nesse momento, mal a conhecia direito, mas percebi algo diferente nela.
Já pronta a carne, Vhe deixa de lado o sono e segue o cheiro. Comemos muito bem e fomos para o centro da vila. Lá haviam mais crianças brincando com a neve, e fazendo bonecos. Nós ríamos com as cenas, até que Vhe teve uma idéia para tirar a monotonia dali.
[Vhe]: Que tal fazermos algumas missões?
[Kandy]: Legal! Que acha da idéia Canik?
[Canik]: Boa... Vhe, você sabe de alguma?
[Vhe]: Ouvi falar de uma, a missão para conseguir um escudo de cobre.
[Kandy]: Vamos então?
[Vhe]: Antes temos que comprar mais poções de vida.
[Canik e Kandy]: Certo!
Fomos até a loja de poções, compramos mais algumas para garantir e fomos até a saída norte.
Já do outro lado, Vhe foi em frente e entrou numa caverna, fizemos o mesmo. Lá era abafado como o covil dos lobos. Ouvi um rugido e me virei. Era um grande urso vindo em nossa direção. Chamei a atenção de Kandy e Vhe para o urso e fomos ao encontro dele. O atacamos e ele caiu rapidamente.
[Vhe]: Estamos perto!
Depois de dizer isso, ele desceu um buraco no chão e nós o seguimos novamente. Lá, Vhe nos deu algumas instruções.
[Vhe]: Agora a coisa é séria. Devemos passar por esses campos de fogo, até chegar à recompensa. Vocês devem agüentar o máximo que puderem até tomar uma poção de vida, certo?
[Canik e Kandy]: Certo!
Vhe foi o primeiro a passar pelo fogo, depois fui eu. Quando passei, minhas roupas começaram a pegar fogo e eu me desesperei, o fogo estava me consumindo por completo, gritei de dor e passei por mais um campo de fogo. Não agüentava mais, usei uma poção de vida e tudo voltou ao normal, até passar novamente por inúmeros campos de fogo e bebendo poções loucamente. Depois de passar por todos, abri os olhos e vi o corpo de um Dragão morto.
[Kandy, assustada]: AAAAAH! O que é isso?
[Vhe]: Aqui está a recompensa, peguem em baixo do Dragão.
Vi Kandy com uma cara de nojo, ou medo. Ela virou o rosto e pegou o escudo, reluzente em baixo do Dragão. Fiz o mesmo e peguei escudo feito de cobre maciço.
[Canik]: Agora é voltar, tomara que essas poções resolvam.
[Kandy e Vhe]: Sim...
Fizemos a volta, tranqüila até. As poções deram conta do estrago do fogo e não haviam mais ursos na caverna. Até que Kandy pergunta:
[Kandy]: E agora, vamos a outra missão?
Nossa muito legal essa quest, já ajudei muita gente a ir e voltar nela, muito massa ter incluido ela na história;)
Oi pessoal, estão com muito frio ?! :fckthat:
Mesmo que estiverem, ai vem mais um capítulo saido do forno agorinha \õ/
Capítulo V – Missões? – Parte II
Vhe novamente nos leva a outra missão, dessa vez, um pouco mais perigosa. A missão da espada Katana! Lá existem Rotworms, minhocas mutadas, mais precisamente. Mas antes, nosso amigo nos indicou comprar poções anti-veneno.
Tudo certo, saímos da vila e fomos até a planície leste da ilha.
[Vhe]: Vamos para o nordeste, nos túmulos.
[Canik]: Certo!
[Kandy]: Túmulos? Grrrr...
Acho que Kandy não gostou da palavra túmulos. Mas mesmo assim todos nós fomos até onde era à entrada da nova missão.
Chegando lá, haviam três túmulos, entramos no do meio, com uma placa dizendo: Kendram Benson.
Vhe pegou sua pá e começou a cavar, eu o ajudei fazendo o mesmo. Depois de terminar a escavação, descemos. Lá, nós três corremos o olhar por toda a caverna, estava escuro e frio lá dentro... Nada à vista, até quando pula uma aranha estranhamente grande comparada às outras, de trás de um canto mais escuro. Sem ver quase nada, Vhe é atacado pelas costas e agarrado pela aranha, que o pica.
[Vhe]: AAAAH! COMO ODEIO ARANHAS, ARG!
[Kandy]: Se acalme, vou te ajudar!
Vhe fez um estardalhaço todo, mas não era de menos, aquela aranha tinha o tamanho de duas normais, e deixava a vítima envenenada. Quando Kandy se deu conta disso, foi logo ao ataque. Ela deu uma machadada numa das pernas da aranha, arrancando-a, que fez um som quase imperceptível aos nossos ouvidos. Vhe se virou de costas para a parede, e se jogou com toda sua força, esmagando totalmente a aranha.
[Vhe]: Eca, minhas costas estão sujas com essa gosma agora, aarg...
[Kandy, rindo]: Vamos, depois você se importa com isso.
Então, Vhe se dirigiu para o oeste, e descemos mais um buraco. Lá, dessa vez, haviam esqueletos, mas nós já os conhecíamos e não tínhamos o mesmo medo de antes. Não eram muitos que estavam por ali, mas eles quase me cercaram. No justo momento que um deles ia me golpear com um soco, me lembrei que estava com um elmo resistente, e abaixei minha cabeça, esperando o morto-vivo dar o golpe. A mão dele se fincou no chifre do capacete. O bichano tentou tirar, mas o máximo que conseguiu foi arrancar o antebraço da mão e deixá-la lá. Então, pequei minha espada e dei um pequeno giro, acertando ele e mais dois que estavam me intimidando, na coluna. Kandy e Vhe deram conta de mais alguns que estavam por lá e seguimos para o leste. Lá havia um buraco no teto, que se podia entrar usando uma corda, e foi o que fizemos. Vhe foi primeiro, eu em segundo e Kandy em terceiro. Quando terminei de subir, me deparei com vários bichos todos com a pele marrom e enrugada e Vhe com sua espada em punho. Aquilo seria o chamado Rotworm? Acho que sim. Eles tinham a forma de cone, meio curvos e com uma boca cheia de dentes na extremidade, eram extremamente feios e fedidos.
[Kandy]: AAAAAH! Que bichos feios são esses?
[Canik e Vhe]: Kandy, sem escândalos!
[Vhe]: Eles são os rotwor...
Vhe nem teve tempo de falar quando uma minhoca daquelas atinge ele na perna, tentando-o morder. Ele bate com a espada na cabeça do bicho, mas quase não sortiu efeito, a pele dos Rotworms é quase como uma armadura, são muito resistentes. Eu e Kandy fomos ajudar nosso amigo, enquanto mais e mais minhocas mutadas chegavam. Eram mais de cinco que estavam nos atacando. Vhe fez um movimento estranho com um deles, e gritou:
[Vhe]: Descobri o ponto fraco deles! Os empurrem para o chão com o escudo e golpeiem seu pescoço!
Fizemos isso. Esse mesmo é o ponto fraco deles! No segundo Rotworm que o atinjo no pescoço, um dos outros pula sobre meu escudo para me atacar, e deu certo. Eles eram bastante roliços, não agüentei seu peso sobre o escudo que segurava e caí para trás. No mesmo instante, o Rotworm que eu atacava morde minha canela, e o outro, pula sobre meu peito e começa a morder meu rosto. A dor que senti era muito grande, insuportável. Rolei no chão, derrubando-os de cima de mim, pararam de ponta cabeça, e com muita raiva, golpeei cada um com uma grande força, quase os partindo ao meio. O sangue voou alto, atingindo Kandy que gritou novamente.
[Kandy]: GRRRR... Que sangueira é essa?
Kandy olhou para mim e para Vhe, me viu cheio de sangue no rosto e na perna.
[Kandy]: Canik, rápido, tome uma poção de vida!
Olhei meio atordoado em meu cinto, que estavam presas os frascos de poção e tomei uma. Meus ferimentos não se curaram totalmente, mas não estava tão ruim quanto antes.
[Vhe]: Kandy, você é muito escandalosa...
[Kandy, envergonhada]: Desculpe-me...
[Vhe]: Agora vamos descer novamente. Ali, naquele buraco.
Era perto onde aconteceu a luta, então descemos e logo vimos um tipo de gás, era perceptível pela sua cor esverdeada. Vhe nos disse que aquilo era tóxico e tinha efeito como veneno de cobra.
[Vhe]: É aqui, temos essa e mais outra cortina de gás tóxico, vamos usar uma poção de anti-veneno na ida e outra na volta, tudo bem?
[Canik e Kandy]: Tudo certo.
Passamos por ali e milésimos depois já estava me sentindo estranho, tudo estava se deformando em minha volta. Tossia muito, até que me lembrei da poção, e a tomei rapidamente. Sacudi minha cabeça e quase tudo voltou ao normal. Kandy me puxou pela mão, vendo que estava meio desorientado. Ela tinha a palma da mão tão macia quanto um felpudo tufo de algodão... Mas de repente me puxou com tanta força que não podia acreditar que uma garota tão amável e doce tinha tal força.
– Amável – Repensei eu, na mais quietude do lugar.
Acho que ainda estava sob efeito daquele gás. Só depois me dei conta que os dois foram buscar tal chave, para abrir certa porta. Estávamos num túnel sem saída, cheio de corpos jogados no chão, provavelmente, um deles continha a chave. Um “achei a chave” dito por Vhe, virou “a vecha cheia” em minha mente. Novamente senti um tranco e fui levado até outro lugar. Escutei o barulho de uma fechadura e um ranger de porta.
[Vhe]: São se faça de bobo Canik, precisamos de você agora.
Ouvi ligeiramente um “Cani” breve e percebi que tinha que acordar daquele estado. Sacudi a cabeça novamente e quase caí. Já acordado, tínhamos de descer uma escada, lá estaria a recompensa. Vhe foi primeiro e praticamente me joguei escada a baixo, sem pensar. Ainda não estava bem... Só fui acordar quando vi mais um Rotworm e dois esqueletos na sala. Dei um salto mirabolante, subi no cangote de um esqueleto e que desmoronou com meu peso. Pacientemente, Kandy atacou outro esqueleto que ruiu chão à baixo também, e fomos ajudar Vhe com o Rotworm.
Dado tudo certo, Vhe puxou uma alavanca meio escondida atrás de um pilar da sala para abrir a porta da recompensa, num ranger tremendo.
Entramos lá, só haviam corpos também, e logo me pus a procurar pelo que havia dentro a espada. Kandy foi a primeira a achar e retirou da cintura de um corpo, a grande e reluzente espada, que logo atraiu meus olhos. Eu e Vhe pegamos uma de cada.
Mais uma missão havia completada por nós. A volta foi bem tranqüila, não haviam tantos bichos chatos como antes. Estávamos ansiosos para subir a superfície, não existia referência nenhuma de que horas eram de baixo da terra, eu não gostava disso.
Chegando a superfície, respirei fundo e me deitei sobre o vasto tapete verde da ilha. Estava esgotado. Mas, naquele final de tarde, tudo estava muito bonito. O sol estava se ponto junto ao mar, numa aquarela de cores; amarelo, vermelho, azul. Tudo isso se mesclava com o cheiro salgado vindo do oceano e o adocicado das flores. A natureza é bela por aqui...
[Kandy, sorrindo]: Bonito, não é?
[Canik]: Sim, muito.
Vhe e Kandy se sentaram ao meu lado, e ficamos juntos ali, admirando o que se tinha de mais bonito para ver. Mas já anoitecendo, voltamos à vila e fomos nos aquecer numa fogueira, feita pelos próprios habitantes ali no centro da cidade mesmo, para se proteger do frio da noite na ilha. Lá se conversava, se contava histórias e cantavam músicas. Havia comida para quem estivesse com fome e suco de Blueberries para quem estivesse com sede.
Esse dia foi um dos mais marcantes para mim, enquanto ainda estive por lá.
Li os dois ultimos capítulos.Estão PERFFEITOS.
De verdade gostei mesmo, o ultimo capítulo, no finel, quando ele assiste ao por do sol, me fez relembrar algumas cenas da minha infancia, cenas que tinham se perdido na minha mente e sua historia conseguiu acha-las.
Muito bom mesmo parabens.
É Canik, sua história evoluiu muito bem cara, a narrativa está excelente e deixando o canik mais humano deixa um ar de espectativa, gostei muito mesmo continue assim:y:
Para você, meus parabéns. Gostei muito da história, continue assim! :)
@Izan
- Essa quest é a simples forma de se mostrar o quanto a pessoa é bondosa, porqe quase não há bichos no caminho, então é relativamente fácil, e mostrar como se faz é um ato que eu admiro; ajudar. :y:
- É que nesse meio tempo da parte I e II eu andei lendo dois livros de uma boa narrativa, e tomei como exemplo aqui. Ah, em que situação eu deixei o Canik mais humano? :hmm:
@Darksael
Obrigado Darksael, eu tentei deixar essa parte bem tipo final de alguma coisa super fodástica, que os cara tão mnt cansados e tals, e acabei te relembrando que alguns momentos da sua infância... Muito legal, mesmo. xD
@Ianeak
Obrigado, e continue acompanhando, tem muita coisa ainda por vir. Aliás, como eu deixei um boooom tempo sem postar caps, já estou bolando o VI e provavelmente vou botar aqui lá pelo sábado.
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ATENÇÃO!
A história já está com quase 1000 visualizações!!! Estou muito feliz por isso. Pra mim, é uma vitória por que eu não tenho experiencia alguma em histórias, hehe.
OBRIGADO A TODOS! Pelos erros corrigidos, pelas observações, pelos acertos, POR TUDO!