New Cap.
Ta aí o novo capitulo. Espero que gostem:
Capítulo IV
Uma lágrima em meio a um oceano
Eu, Opall, vi aqui para terminar o que já foi escrito sobre minha visão. Hghaw e Fa’Diel estavam sentados na clareira, sem saber o que fazer e para onde andar, já que tinham sido expulsos da Torre dos Orcs. Sem conversa, Fa’Diel começou a puxar papo, também querendo esclarecer algumas coisas sobre ele:
– Mestre você tem alguma explicação sobre o meu poder de regeneração? Pelo que eu sei, humanos não tem esse poder, são até muito frágeis...
–... Olhe, meu pupilo, essa pergunta nem mesmo eu sei...
– Mas então eu não sou humano, mestre? O que eu sou, afinal de contas?
–... Fa’Diel, você é uma boa pessoa. As origens não importam, o que importa mesmo é o nosso coração. Desde muito tempo atrás, eu sempre o treinei ensinando-o ser uma boa pessoa...
– Mas você não é um orc? Você deveria me ensinar a fazer mal a todos! Orcs são maus!
– Eu não sou mau, meu filho. Alguns orcs apenas nasceram no corpo errado, servindo ao Deus errado e com um destino traçado errado. Esse é o meu caso – E, ao dizer isso, os dois se calaram e ficaram pensativos.
Foi então que eu vi alguma coisa se arrastando na vegetação que se encontrava perto deles. Tentei alertá-los do perigo, mas não podia interferir no rumo da história. De repente, então, dois arpões foram lançados por detrás daquelas folhagens, atingindo em cheio Hghaw. Dois orcs empunhando lanças saíram então de sua camuflagem e começaram a atacar Fa’Diel, que estava surpreso com o ataque. Vendo o mestre caído, o jovem sentiu uma raiva imensa sobre os orcs, atacando-os sem piedade com sua espada. Fa’Diel era habilidoso com espada, mas quando saísse de Rookgaard não queria ser um cavaleiro. Queria aprender as dádivas mágicas de feiticeiros ou druidas. Voltando a batalha, Fa’Diel matou os orcs e foi ao socorro do mestre que, muito velho, não conseguiu desviar das lanças.
– Mestre! Por favor, resista! Eu sei que você pode, tente lutar contra a morte! Não me deixe só, mestre, por favor! – Disse chorando o jovem pupilo, tentando reanimar Hghaw.
– Você... Não está sozi...nho...Fa’Diel... Eu sinto que... Chegou minha hora...Terei que ir. Lembre-se: Não importa o que os outros digam: Seja bom. Eu vou morrer agora, e não sei como irá se sair no decorrer de sua luta... Se você não sabe, você nasceu lutando, contra os deuses e contra si mesmo... Você... É aquele que veio trazer a verdadeira justiça... A verdadeira... – E, assim dito, Hghaw morreu.
Fa’Diel pegou o seu corpo e estendeu no chão. Começou a chorar. Sei o que se passava pela cabeça do jovem: muita tristeza e uma dúvida... “Sou mesmo aquele que veio trazer a verdadeira justiça?”. Estava confuso. Não sabia se ria ou chorava. Carregou o mestre nos braços até uma praia e lá o enterrou. Sabia que ele era um orc que deveria morrer sendo comido pelos vermes da terra, mas queria que ele fosse enterrado como a pessoa que ele realmente era: Alguém bom. Hghaw era alguém que havia nascido em um corpo errado. Será que Fa’Diel também era? E assim morreu, por fim, o Orc Cego. Ele era um fabuloso forjador, o melhor de Rookgaard, e costumava ajudar humanos que falavam sua língua a conseguir armamentos, porém em segredo, pois se os outros orcs soubessem da traição, sairiam atrás do velho. Tendo também algum contato com humanos, Fa’Diel aprendeu sobre muitas coisas do mundo dos homens, incluindo a sua linguagem.
Fa’Diel se encorajou e resolveu honrar o mestre. Ia para a Torre dos Orcs e lá, mataria todos que se opunham a ele. Pelo bem e pelos bons olhados, entraria no saguão principal e mataria Jumbalous. Porém, tinha uma idéia. Na batalha contra Jumbalous, também tentaria arrancar do lorde alguma informação sobre sua origem, pois foi Jumbalous que o deixou morar na torre. Sabia que o combate poderia esclarecer muitas coisas, mas para chegar no combate, teria que passar pela torre. E assim Fa’Diel foi caminhando para o lugar do duelo. Chegando lá, adentrou o portal de entrada, notando que não tinham orcs por lá. Estranho, ele pensou, eles deviam estar agitados devido ao ataque que havia ocorrido antes. Deixou pra lá e continuou. Subiu vários andares, até alcançar o último, o andar onde estava o lorde dos orcs de Rookgaard. Antes de sair da escada, averiguou se tinha alguém de espreita no corredor que ligava os demais andares à câmara real. Viu que não tinha ninguém e continuou. Porém, não esperava o bote.
Creio eu que cerca de sete orcs lançadores de arpões estavam apenas esperando as ordens para atacar. Sem chance de revidar, o jovem foi atingido por cerca de cinco lanças, que encravaram sem dó no seu peito, levando-o à queda. Os orcs então pararam e notaram que ele estava provavelmente morto (coisa meio óbvia). Aproximaram-se do corpo. Estava sangrando muito. Chegaram mais perto e quando chegou perto o suficiente, Fa’Diel sacou a sua katana e com dezenas de golpes em uma velocidade rapidíssima, fatiou os orcs em centenas de pedaços. Vendo que os orcs estavam derrotados, o jovem foi arrancando as lanças que estavam presas no seu corpo. Tenho que admitir que fiquei abismado com a vitalidade do rapaz, que de jeito nenhum morria. Vi que não tinham mais ferimentos nele, é como se Fa’Diel fosse imortal! Eu estava impressionado.
Assim, Fa’Diel viu que o portão para chegar na sala de Lord Jumbalous estava perto. Sem hesitar, continuou andando, frente a aquela porta enorme feita de madeira e coberta por plantas esquisitas que mais pareciam trepadeiras. Sim, uma grande batalha estava preste a começar. E não uma batalha qualquer! Essa batalha poderia revelar os mais obscuros segredos referentes à Fa’Diel. Sei que minha visão vai levar-me para algum lugar desconhecido. Só não sei eu qual lugar será esse.
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E tah aih... Leiam e comentem :)