Kda capitulo melhor que o outro é o melhor rp q ja li o.o
xD continue assim xD que ta ficano lgl o seu rp xD
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Kda capitulo melhor que o outro é o melhor rp q ja li o.o
xD continue assim xD que ta ficano lgl o seu rp xD
Eu ia postar a outra parte, só que o fórum caiu e não deu para eu postar. Mas aqui vai outra parte da história ;) .
A garota atirou a espada para o garoto. Ele estava pasmo com o comportamento de Flamareon. Sentiu que não devia tê-lo aborrecido.
- Não vai me dizer que está com medo?
- Não! - Kalindir disse maquinalmente, mas o seu íntimo estava dominado pelo medo.
- Ao menos uma atitude corajosa de sua parte! Devo confessar que essa resposta me surpreendeu. Agora vamos as regras da casa... Ambos usaremos floretes para o duelo e ele começará quando cada um de nós dermos dez passos em direção oposta do centro do salão, após brandirmos a espada em frente ao rosto. Ganha quem acertar o coração ou a cabeça primeiro. Ah, e não se preocupe. Ninguém vai sair ferido.
Foi em direção a um armário no canto do salão e de lá retirou duas sacolas.
- Tome. - e nisso, atirou uma das sacolas ao jovem.
Ele a abriu e encontrou lá um traje de esgrima.
- Vista se não quiser morrer tão cedo. - disse, enquanto vestia um traje esgrima da sacola que permanecera com ele.
Kalindir e Flamareon acabaram de se vestir e colocar a proteção para cabeça, aproximaram-se do centro do salão. Ambos brandiram espadas em frente ao rosto com grande determinação.
- Boa sorte... você irá precisar - disse Flamareon com ar de deboche.
Ambos deram dez passos em direção oposta e a irmã de Flamareon anunciara o começo do duelo. Flamareon estava indo em sua direção, enquanto que Kalindir sentia-se completamente petrificado dos pés as cabeças... jamais havia duelado esgrima e nunca fora muito bom de briga.
Em frações de segundo Flamareon estava em cima do jovem e tinha lançado a espada de encontro com o coração de Kalindir, que rapidamente desviou a lâmina com seu própria espada.
- Ah, agora isso vai ficar interessante! - riu-se Flamareon.
Deu um grito de rancor e quase acertara a cabeça de Kalindir que se abaixou. O duelo agora estava acirrado. As espadas cruzavam-se no ar e logo ecoava no salão o barulho de espadas batendo uma na outra. Ambos estavam compenetrados, até que com um violento golpe com a espada, Flamareon arrancou a espada da mão de Kalindir.
- A vitória está em minha mãos. Vai se render ou aceitar a derrota?
Kalindir olhou seu florete cintilando ao longe, como se lhe chamasse.
- Eu nunca desisto.
E nisso correu em direção a sua espada, mas Flamareon havia erguido a espada, pronto para desferir o golpe da vitória, mas Kalindir deu uma cambalhota e esquivou-se da lâmina. Imediatamente pegou o florete e defendeu-se do golpe que Flamareon desferia enquanto ele estava agachado com a espada. E novamente retomou-se o ritmo frenético da batalha, com o brandir metálico das espadas e a cortar velozmente o ar. A mínima distração de Flamareon foi suficiente para Kalindir acertar em cheio o coração do jovem.
- Tuchê!!! HAHAHAHAHAHAHA. - Ria o jovem orgulhoso da vitória sob o veterano. - Ganhei!
- Nada mal para um iniciante, huh? Acho que a arte da esgrima flui no seu sangue desde o dia que você nasceu. Afinal de contas, Lolindir de acordo com as lendas era um exímio espadachim. Decapito com sua espada muitos servos da escuridão. Sua vitória será recompensada... Venha.
Nisso, retirou-se do salão. Kalindir ia segui-lo mas foi barrado pela jovem Luciana.
- Não é qualquer um que vence o maninho em um duelo de esgrima. Meus parabéns... mas é uma pena que você se deixe levar por truques tão baratos. Pelo menos é bom em batalha, já é um avanço.
Kalindir agradeceu com um gesto de cabeça e seguiu o amigo até um outro salão.
A porta estava ladeada por duas esguias armaduras feitas do mais puro diamante e ao adentrar o salão, viu ao fundo três grandes baús e Flamareon repusava ao lado de um deles.
- Abra.
Kalindir foi em direção ao baú que Flamareon indicava com um aceno e o abriu... E lá repousava o tesouro mais belo que os olhos de Kalindir enchergara. Uma espada com a lâmina banhada a ouro e o cabo finamente ornamentado com rubis, safiras e opalas.
- Essa espada era do seu ancestral Lolindir. Reza a lenda que ela demorou 50 anos para ser completamente forjada. Após a espada ser abençoada por Deus, Lolindir batizou-a de Torak, a espada áurea. Seu poder de corte é tão surpreendente que mesmo sem atingir o oponente, é capaz de corta-lo. Resistente, inquebrável e leve como o ar. Experimente-a.
Kalindir empunhou a espada. Parecia que estava segurando o ar, tamanha era a leveza dela. A espada reluzia radiante à luz do grande salão.
- Não use-a aqui, somente no campo de treino. Essa espada tem um poder fora da imaginação humana.
- E esses outros baús, de quem são?
- O do centro é meu e o da esquerda é da Valkiria. Já peguei o meu tesouro, veja!
E retirou de dentro do baú outra espada, ou quase isso, só o cabo da espada.
- Onde está a lâmina?
- Diante de seus olhos mas não ao alcance de sua visão. - disse Flamareon, erguendo o cabo de espada orgulhosamente. - Sinta-a. A lâmina existe, mas ninguém pode encherga-la.
Kalindir aproximou-se e tocou próximo ao cabo. Sentiu a lâmina gélida, porém era estranha a sensação de estar tocando em algo invisível.
- Esta meu caro, é a Kalaha, a espada invisível!
- E qual é a espada de Valkiria?
- Isso é algo que você irá ver só na hora que ela chegar. Não quero estragar a surpresa. - disse ele com um sorriso. - Bem, por hoje é só. Agora vamos nos deliciar com o banquete porque eu estou faminto!
- Ambos saíram do salão e desceram em direção ao hall de entrada e se dirigiram ao portão à direita, onde um suntuoso banquete os aguardava.
kda hora q passa fika mais interessante os capitulos >:]
Ambos comiam avarentamente enquanto que a bela irmã de Flamareon comia educadamente e com todo requinte esperada de uma dama da aristocracia. Depois de terem se deleitado com o banquete, permaneceram em silêncio até que Kalindir resolveu quebra-lo.
- Flamareon, conte-me mais sobre sua vida. Foi tão pouco tempo para tão poucas palavras!
Flamareon olhou para o amigo, um pouco surpreso. Então limpou a boca com um guardanapo, pigarreou de leve e disse:
- O que você quer saber a meu respeito? Não há coisas que posso julgar como sendo interessantes em minha vida,
- Onde estão seus pais?
- Mortos.
Kalindir sentiu-se visilvemente incomodado com a resposta. Tratou logo de se desculpar e oferecer condolências.
- Eu sinto muito mesmo cara...
- Há alguns anos saíram de casa e foram assasinados por um bando de criminosos.
- Seguidores da Maleficus? - disse ele em visível em tom de curiosidade.
- Sinsceramente, não sei. Mas eles tinham poderes sobrenaturais o que reforça minha tese de que os assasinos são eles. Tenho mais motivos que pensa para destruir eles.
- Não se preocupe irmão, iremos vingar a morte de nossos pais. - disse a garota que sentava-se solitariamente na mesa. - E você terá o meu auxílio.
- Eu vou, você fica. Antes de morrerem eles me fizeram jurar que lhe protegeria a todo custo, e eu não vou desaponta-los.
Sem dizer mais nada, Luciana levantou-se da mesa, visivelmente desapontada com a resposta do irmão e se retirou da sala de jantar.
- Creio que você me compreenda. Mulheres nunca vão para a guerra e essa não vai ser uma exceção. Ela permanecerá aqui.
- Valkiria é uma mulher, se esqueceu?
Flamareon olhou com ar de concideração em direção ao jovem mas mesmo assim respondeu com firmeza:
- Sim, é uma mulher mas ela é uma das escolhidas, se esqueceu? Sem ela, um ponto a menos para gente. Essa é uma infeliz excessão.
- Essa "infeliz excessão" me soou um tanto machista. - disse Kalindir em ar zombeteiro.
- Eu não sou machista, mas caso não tenha percebido, minha irmã é a única família que me resta. Agora, boa noite.
Jogou com violência o guardanapo na mesa e, assim como a irmã, abandonou o salão com passos largos em direção ao seu quarto.
Kalindir parou, pensativo, pensando o quanto aquele garoto tinha sofrido com os estigmas do passado...
Capítulo 8
A grande responsabilidade
Vários dias haviam se passado e Kalindir agora dominava uma série de técnicas que jamais imaginara obter: visão apurada, invisibilidade, atirar esferar de energia luminosa e agilidade extraordinária. Tudo isso depois do árduo treinamento que teve com Flamareon, após conseguir desenvolver sua aura através de longas meditações. E o garoto ficara maravilhado a saber que os poderes podiam alcançar proporsões inimagininavelmente humanas. Poderia regredir e avançar no tempo, voar em uma velocidade acima da luz e até mesmo explodir todo o universo. Mas para isso era necessário um poder extremo, algo que Flamareon chamava de o Nirvana, o estágio pleno e absoluto da mente.
Era um dia frio de novembro, quando Flamareon, no jardim da mansão, explicava as responsabilidades que ele teria com o seus poderes recém adquidiros.
- As vezes ter um poder tal como esse é uma benção, mas pode se tornar uma maldição irremediável. Daí a importância de dizer que você deve saber medir seus poderes e usa-los corretamente. Não se deve abusar dosm poderes que tem, primeiramente devemos agradecer a Deus por sermos portadores de tamanha dádiva. Mas somente cabe a nós usa-la para o bem ou para o mal. Saiba, que até mesmo o menor dos males pode retornar de forma avassaladora em sua direção e até mesmo acabar lhe destruindo. Por isso, respeite e seja humilde para com o próximo. Seu poder é para o bem, e não para o mal. Você deverá ter total controle sobre si, e esse é um dos maiores desafios que alguém pode superar meu caro. Controle absoluto. Não é algo fácil, eu admito, até hoje não consegui ter controle absoluto sobre mim, mas vou me livrando ao pouco das emoções e instintos que me fazem perder o assenhoramento de mim.
Flamareon fez uma pausa em deu diálogo e olhou ao longe o nascer do Sol. Estava frio e impassível como sempre, com a face firme e resoluta e seu impecável terno, dando-lhe um ar de um jovem que tornara-se maduro precocemente. Tudo era silêncio, exceto pelos cantos chilreantes dos pássaros e da leve brisa que carregava consiga as folhas que o impetuoso inverno havia derrubado. Finalmente retomou a palavra.
- Kalindir, meu rapaz, eu sinto uma certa culpa em tê-lo metido nessa baita enrascada. Temo sobre o seu destino e ainda não tenho certeza se você está forte o suficiente para encarar o que há por vir. De fato, nem mesmo os mais sábios teriam certeza. Um herói que se preze, corre o risco de sofrer muitos estigmas que jamais cicatrizarão. É um grande poder o que temos, portanto, nossa responsabilidade deve ser proporcionalmente grande. O caminho de um herói é um caminho torto e pedregoso, mas esse caminho é que irá tornar suave a caminhada de muitos. É algo altruístico, compreende?
- Algo altru o que?
- É algo que você faz por amor ao próximo.
- Compreendo... mas o que está em jogo aqui é mais que a vida dos outros, é a nossa vida e das pessoas que amamos.
Ambos pararam e contemplaram o raiar do Sol, que emitia seus primeiros raios da aurora, dando cor e vida ao jardim Illuminati.
Capítulo 9
Assalto à mansão
Após uma longa conversa sobre as novas responsabilidade que teria, foram tomar o café da manhã no salão de janta. Luciana estava sentada na ponta da mesa, entretida com o noticiário matinal.
A campainha da casa tocou. Prontamente, Flamareon levantou-se da mesa e foi atender a visita. Nesse meio tempo, Kalindir sentiu-se ligeiramente desconfortável sozinho com Luciana, mas nenhum dos dois trocaram palavras ou olhares. Flamareon voltara com um sorriso no rosto.
- Tem uma visita para você Kal. - disse Flamareon, solicitando a entrada dos visitantes no recinto.
Era o seu pai. Não conteram a emoção e logo os dois estavam abraçados, transbordando em lágrimas. Depois de meses de telefonemas, finalmente ele o visitara. E logo Kalindir tratou de mostrar orgulhosamente ao seu velho, todos os seus novos poderes, enquanto olhava extasiado aqueles "efeitos especiais" dignos de Hollywood.
- Kal, a quanto tempo! - dizia o pai, com as mãos no ombro do filho, olhando-o orgulhosamente. - Você amadureceu muito!
E logo iniciaram uma conversa animada. O pai olhava agora Flamareon, com outros olhos, e agradeceu ao jovem por ter sido o mentor do filho.
- Não sei como lhe agradecer Flamareon... e me desculpe por ter desconfiado de você.
- Não se preocupe senhor Hernandez, qualquer um teria feito o mesmo. - respondeu o jovem com renovado ânimo esculpido no rosto.
- E essa jovem é a... - disse Hernandez com um que de curiosidade na voz, olhando atentamente a irmã de Flamareon.
- Esta é a minha irmã senhor Hernandez, Luciana. - disse Flamareon, que olhava a irmã, esperando dela alguma reação. Mas como não veio nenhuma, interpôs. - E então, não vai cumprimentar o moço?
- Não. - disse ela com ar resoluto e tratou-se de levantar e se retirar do salão.
Flamareon, ainda espantado com a conduta da irmã, deixou escapar um longo assobio, que foi seguido de um silêncio desagradável. Finalmente, ele retomou a palavra.
- Erm... - pigarreou ele. - Não se preocupe, ela é apenas uma jovenzinha com alguns probleminhas de rebel...
Flamareon parara de falar abruptamente.
- Mas que merda é essa... - disse ele lentamente cada palavra.
Kalindir não demorou a perceber. Um frio incomum se apoderara da sala e um medo inexplicável tomara conta de seu corpo. Um silêncio sepulcral pairou no ar e tudo escureceu.
*ARGHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!!*
Um grito feminino quebrou o silêncio, mas logo parou. Flamareon levantou-se em um espasmo de desespero.
- LUCIANA! - gritou ele, insano e fora de si.
E correu loucamente escada acima. Kalindir pediu ao pai estarrecido que não saisse do salão e seguiu Flamareon.
Chegou no quarto da garota e tudo que encontrou foi um desesperado Flamareon chorando e esmurrando o chão. Levantou o rosto banhado de lágrimas e urrou loucamente. O garoto sentiu-se triste ao ver o desespero de Flamareon, e logo tratou de consola-lo.
- O que houve? - indagou Kalindir.
- Eu... não pude... não consegui... - gritava desesperadamente Flamareon e cada palavra sua era pontuada por lamúrias. - Quando cheguei aqui... ela... ela... não estava mais.
E mais uma vez abaixara a cabeça, o mármore branco era gotejado pelas lágrima amargas do jovem.
- POR QUE? POR QUE? - berrava loucamente ele, enquanto esmurrava o chão com todo ódio. - Se eles querem a mim, que me matem, mas que deixem minha irmã em paz!
A essa altura, tudo havia voltado ao normal, e o dia mais uma vez mostrava seus raios de Sol. Kalindir resolveu verificar mais atentamente o quarto, quando notou uma carta preta em cima da mesa da garota. Apanhou-a e a abriu, enquanto Flamareon continuava ao chão, chorando pela sua irmã. Correu os olhos pela carta e iniciou a leitura da mesma. Perplexo e tremendo furiosamente, chamou Flamareon e leu a carta em voz alta com a voz trêmula.
Saudações heróis!
Como podem ver, atacamos o ponto fraco de vocês: o coração. Flamareon, se quiser ver sua irmã viva mais uma vez e Kalindir, se quiser ver seu pai vivo mais uma vez, compareçam na boate Dark Vegas, 20 de novembro, meia noite. Tragam Valkiria junto. Vamos nos divertir um pouco.
E logo após falou entorpecido.
- Eles seqüestraram o papai também...
Logo em seguida Flamareon tomou a carta e iniciou uma leitura frenética. Guardou-a no bolso do terno, olhou para Kalindir e, se sem hesitar, disse:
- Chegou a hora. Temos que buscar Valkiria.
E logo Flamareon sacou o celular do bolso e providenciou um vôo de urgência para a Tailândia. A viagem fora marcada para o dia seguinte, pela noite.
o.0
O seu Roleplay está muito bom cara , continue assim e também continue escrevendo seus capítulos heim ??
Flw
Os dois passaram a noite em claro, pensando no que poderia estar se passando com os seus entes queridos. Foram horas de agonia que duraram uma eternidade, até que finalmente a noite deu lugar ao dia.Citação:
Obrigado pelas congratulações Archer, são comentários como esses que me encorajam a continuar a história. Sem mais demoras, a continuação do capítulo 10.
Saíram da mansão e dirigiram-se para o aeroporto. Ao longe, ouvia-se a voz da aeromoça solicitando o embarque dos passageiros. Logo os dois ocuparam seus assentos e em seguida o avião havia decolado deixando o Brasil para trás e rumando em direção as longínqüas terras da Tailândia.
Capítulo 10
A maldita
A longa viagem foi o refúgio que os garotos precisavam para contemplar os seus pensamentos. Kalindir pensou em tudo que havia se passado desde o dia em que aceitara carregar sua sina. A tentativa de assasinato que sofrera, o brutal assasinato de Liana, o árduo treinamento que tiverá que passar e agora o seqüestro de seu pai. Na verdade, a única coisa que lhe motivava a continuar era saber que se nada fosse feito, não haveria chance alguma de impedir o novo holocausto. Se tentasse, ao menos podia haver alguma chance, embora Kalindir sentia-se extremamente debilitado e cansado de todas aquelas provações que passara, sendo que sequer havia enfrentado cara a cara o inimigo. Flamareon não parava de pensar em sua irmã. A promessa que havia feito aos pais era algo de muito valor para ele, e jamais contrariaria a última vontade deles. Contudo, o jovem pensava em coisas terríveis tais como tortura ou até a morte. Mas podia-se esperar mais do que isso dos seguidores da Maleficus. Tentou usar telepatia para se comunicar com a irmã, mas sua mente estava sofrendo algum bloqueio externo, e isso o fazia sentir-se mais desesperado. Após horas de contemplação mental e emocional, o avião havia pousado e os dois desembarcaram no aeroporto internacional. Passaram horas sem trocar palavras, até que Kalindir resolveu quebrar o duradouro silêncio:
- Você sabe onde ela está?
Flamareon interrompeu a caminhada e dirigiu-se ao jovem.
- Sim, consegui linkar minha mente com a dela. Está em uma casa colonial antiga, a leste daqui. Contudo, o que mais me espanta é que mesmo sem ter sido treinada, a mente dessa garota está próximo de atingir o Nirvana.
Mas a voz de Flamareon parecia preocupada ao invés de contente. De qualquer forma, perguntou:
- Isso é algo bom, não? - indagou Kalindir com uma expressão de incerteza na face.
- Não. É péssimo. Você tem noção do estrago que essa garota pode fazer se não tiver plena conciência do poder que ela tem?
(CONTINUA...)
O jovem então teve o relapso, porém nefasto e indesejável pensamento de todo o universo explodindo em mil pedaços.
- Não, o poder dela não chega a ser tão assombroso assim. - continuou o jovem, que visivelmente conseguira ler os pensamento do garoto. - Mas pessoas desse calibre tem olhos de basilisco... conseguem matar a vítima com um mero olhar.
E Kalindir engolira em seco. Tinha a ligeira impressão que iria infrentar um demônio arredio antes da hora.
Caminharam apressadamente pelo aeroporto em direção a saída.
Flamareon ia na frente, mas subitamente tombou no chão e começou a se contorcer convulsivamente.
- Flamareon! Flamareon o que está acontecendo? - Kalindir correu em direção ao jovem enquanto que os transeuntes do local olhavam espantados para a cena.
Mas era inútil, ele estava de bruços para o chão e Kalindir logo tratou de virar o amigo para que pudesse respirar com maior facilidade. Se arrependera de ter feito isso. O jovem viu a face mais horrenda que poderia ter visto em toda sua vida. Uma face insana, com um filete de saliva escorrendo descontroladamente pela boca, olhos vermelhos, dentes arreganhados, as veias saltando sobre o pálido rosto, contraído de raiva e ódio.
Flamareon estava posseso. Puxou Kalindir violentamente para o chão e sussurrou peçonhentamente em seu ouvido.
- Deixe-me em paz ou aracarão com as conseqüências!
E logo depois atirou Kalindir com tal força que parou metros de distância do local onde o amigo estava. E mais uma vez deu-se início a convulsão seguido de gritos estridentes do jovem. A essa altura, todos os transeuntes haviam se debandado, aterrorizados com o acontecido.
E então Kalindir chegou cautelosamente perto do amigo e perguntou titubeante:
- Fl-Flam-Flamareon... está tudo ok?
O jovem levantou-se com grande esforço e começou a cambalear, mas logo foi amparado por Kalindir. Olhava para o amigo querendo dizer algo, mas era encapaz de conseguir falar.
-Calma, você está muito cansado. Descance, nós iremos para o hotel mais próximo.
E então Flamareon poupou as palavras e caminhou cambaleante, amparado pelo amigo.
Acordou na cama do hotel. Seu corpo e mente estavam fracos, como se tivesse feito tal esforço que culminou com uma exaustão que quase beirou sua morte. Mas se lembrava de tudo o que se passou e estava melhor do que antes. Olhou para o lado e viu o amigo ao lado.
- Kalindir...
- Não... você precisa descançar.
- Eu já estou bem, só um pouco fraco. Quero lhe contar o que aconteceu... escuta... essa garota é diabólica, ela conseguiu me possuir só com o uso do poder mental dela. Ela é extremamente perigosa. - disse ele, entoando pausadamente a última sentença.
- Mas como?
- Fui fazer contato mental com ela para saber o que se passava com ela. E foi aí que eu senti a mente dela penetrando a minha e a consumando por completa. Foi aí que eu soube que estava sendo vítima de possessão. Mas era tarde de mais e acordei aqui... não me lembro de nada o que ocorreu. Mas você sabe e agora e minha vez de perguntar. - Pegou no braço do amigo e pergunto. - O que aconteceu comigo?
Kalindir deu um profundo suspiro e iniciou o relato do que havia acontecido ao amigo, enquanto que este ouvia atentamente e perplexo cada palavra.
(CONTINUA...)
From the Dark ...
Não tive tempo de ler todos os capítulos, mas pelo que eu li está muito bom.Bem escrito, com a ação nas horas certas, personagens bem descritos.Um dos melhores textos que já li aqui.
Boa sorte,
Drasty :thumb:
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA AAAAAAAB
SISSAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA AAAAAAAA