Um pequeno texto, que não é bem um capítulo, mas sim uma carta que se situa entre o capítulo um e o dois (provavelmente o capítulo dois seja postado amanhã de manhã, ou de tarde.):
Edit: 29/5 (23:49)
Bem, pessoal... Eu não posso colocar o capítulo dois logo depois da carta, sem nenhum comentário entre um texto e outro... Vou esperar mais então.
A Carta de Umêgar – ou “Sobre falhar com eficiência”
O solo chamuscado ainda coberto de cinzas e grama amarelada dá testemunho da eficiência com que o ataque a Utol se deu.
Porém, foi um dia inútil para nós todos, mas especialmente para você. O objetivo não foi alcançado, e eu lamento – como verás. Já tomei as providências cabíveis para que os olhos da região não se voltem para nós – o de sempre, não se preocupe.
Continuando, você deverá receber um pacote junto com esta carta. Note que o envelope vermelho contido nele já estava com o selo lacrado quando o encontramos, o que é digno de atenção. Não consegui identificar a marca do selo, entretanto, e duvido que alguém consiga – está muito danificado. O conteúdo do envelope é uma carta que lhe será útil, eu espero, mais ainda sim é muito pouco resultado considerando o esforço de meses que teve como ponto alto a noite de ontem.
Como o senhor deve saber, essa falha, embora eficiente, terá conseqüências. Uma delas é que a minha participação nos assuntos presentes acaba aqui. Os homens estão inquietos e curiosos, logo meu controle sobre eles não será mais suficiente para manter a ordem. - Mas eu não posso simplesmente me ausentar, as medidas precisam ser mais sérias - sei que você não esperaria menos de mim.
Portanto, no mesmo pacote que contém a carta rubra também envio meu cachimbo – que entre outras coisas prova o remetente – e este objeto deve ser entregue ao meu filho pelas vossas próprias mãos, visto que vós sois meu comandante, e assim manda a tradição da minha família. Que fique claro: só o filho da minha carne pode provar do fumo que ainda está dentro do fornilho, pois essas folhas foram embebidas no meu próprio sangue.
Essa é a minha herança, meu amigo, meu senhor. E eu declaro: Que o sabor do fumo seja tão amargo para ele quanto o luto, e que a cada tragada que der durante a sua vida ele se lembre de não cometer os mesmos erros que eu. Assim ele aprenderá, tendo nos lábios a essência de seus antepassados...
Foi esse o gosto do cachimbo para meu pai, para mim, e que assim seja por incontáveis gerações...
Assim são as últimas palavras de Eliomel Umêgar, patriarca da casa dos Umêgar do Norte, seu leal servo e conselheiro.
A.E. Melgraon I
