Sequestrar minha familia? é melhor eu continua intão.
Desculpem a demora, mas realmente tava sem tempo e sem paciencia pra escrever.
Espero que gostem desse capitulo.
__________________________________________________ _______________
Capitulo 4 - Chegada a Carlin
- Onde poderemos passar o resto do dia e a noite? - Perguntou Numu.
- Resto do dia? - questionou Ray.
- Claro, não podemos viajar na chuva. Seria imprudente de nossa parte, além do mais, poderíamos nos perder.
- Não sei se tem algum lugar aqui por perto para passarmos a noite - disse Lisadr.
- Tem de haver - eu disse.
- Mas se não houver? - continuou Lisadr. - Teremos que ir para o Monte Sternum?
- Não, claro que não. Tenho certeza que tem um lugar por aqui - disse Ray.
Andamos por muito tempo e encontramos: no alto de um rio, lá estava. Uma casa gigante, e pelo que conseguimos ver, havia um pouco de areia do outro lado do rio. O que seria aquilo? Um deserto e estávamos no oásis?
- Vamos ver se tem alguém nessa casa - disse Lisadr.
- Com licença, tem alguém em casa? - gritamos.
E uma pessoa apareceu. Uma jovem menina, com cabelos compridos, brincos de argolas, uma corrente com o que parecia ser um dente de dragão, mas trazia um escudo em forma da cabeça de um morcego, totalmente azul e com um símbolo avermelhado no centro.
- Identifiquem-se agora! - ordenou a garota, puxando uma espada de fogo, igual a uma que papai ia caçar leões. - Identifiquem-se.
- Desculpe, somos viajantes, estamos indo para as cidades de gelo e pensamos se poderíamos passar a noite aqui já que está escurecendo e o céu esta pra chuva - disse Lisadr.
- O que você acha que vai fazer com essa espada? Atacar-nos? - Caçoou Ray. - Lembro quando ia caçar lobos com você, estava sempre correndo para eles.
- Rayzeeck? - disse a menina. - Como pode? Você não ia ficar cuidando da guilda enquanto Eustacio estava fora?
- Ele já voltou há muito tempo.
- Ta, vocês podem continuar essa conversa depois? Está começando a chover! - Disse Numu.
- Ah! Entrem claro que podem ficar aqui, será um grande prazer para mim e para papai. Ele está louco para rever você, disse que na hora que você se tornar um grande guerreiro, ele desafiara você para uma luta - disse a menina conduzindo todos para dentro da casa.
A casa era imensa, havia seis andares e um subsolo. Nos cinco últimos andares havia quartos, no térreo era a sala, e o subsolo era onde tinha muitos objetos de treinamento guerreiro.
- Vocês chegaram na hora certa. Eu realmente estava precisando de alguém para ajudar Lucia nos treinos - disse o pai dela, pouco tempo depois de entrar na casa dele. - Estou velho e cansado de mais para isso.
- A senhor, desculpe, mas não poderemos ajudá-la em seus treinos - disse Lisadr. - Estamos indo para as ilhas de gelo para começarmos o treinamento de elite.
- Ah! Desculpe mesmo, foi burrice minha - disse ele constrangido. - Claro, tomara que ocorra tudo bem para vocês.
Fomos nos deitar em seguida do jantar, caminhamos muito, estávamos esgotados, só queríamos dormir.
- Acorde! - acordei com Numu me chamando. - Já está dia, Lisadr e Ray estão se arrumando.
Acordei e me aprontei, botei equipamento e arrumei minha mochila.
- Já vão embora? - perguntou o pai de Lucia no momento que entramos na sala com o equipamento pronto.
- Já sim, temos de andar muito, queremos chegar à Carlin ainda hoje. - disse Lisadr
- Ah! Sim, claro. Levem isto - e entregou um mapa a Ray. - Poderá ser útil.
- Muito Obrigado - agradecemos. - Pelo mapa, pela estadia e pela comida.
- De nada, voltem sempre que quiserem - respondeu Lucia.
E com uma ultima visão deles partimos pela estrada.
- Legais eles não? - disse Ray.
- É mesmo, de onde vocês se conhecem? - perguntou Numu, cheio de curiosidade.
- Ah! Ela esteve na guilda dos guerreiros há um tempo atrás.
Caminhamos durante algumas horas e encontramos uma ponte com alguns anões nela, dois de cabelos bem loiros, armados com pequenas espadas e escudos e outros dois cabelo bem ruivo e armado com um arco.
- Só deixaremos vocês passarem, se vencer-nos em uma luta! - disse um dos anões armado com espada. - Terão de nos vencer para passar, isso mesmo!
- Ah! É claro, a ponte dos anões - disse Lisadr. - Não são todos que passam por aqui, alguns têm medo, realmente eles são fortes e têm uma boa mira.
- Não há outra maneira de passar sem ser por aqui? - perguntei.
- Há sim, um lugar escuro, por aquele lado realmente ninguém vai - respondeu Lisadr.
- Ok, vocês querem briga, então terão briga! - disse Ray.
- Espere - começou Numu. - Acho que isto deve bastar.
E no momento seguinte, ele atacou os anões com uma runa vermelha, uma explosão de fogo acertou a todos, ficamos fracos, mas não tão fracos quanto os anões que haviam caído e não demonstravam menor sinal de vida.
- Eles estão... - comecei a falar.
- Não, só estão desacordados - disse Numu.
- Boa idéia. Agora todos estamos fracos - disse Ray de mau humor.
- Meu deus Numu, você realmente está forte! - admirou-se Lisadr.
- Exura gran mas res - ordenou o druida. Uma explosão aconteceu novamente, mas não de fogo nem nada, mas de cura. Todos recuperamo-nos com aquela magia.
- Wow, porque você não nos disse que podia fazer isso? - Perguntei.
- Vamos indo, não estou a fim de ver esses anões acordados outra vez, e receber aquela explosão novamente - disse Ray de mau humor.
Continuamos caminhando, e vimos uma estrutura gigantesca, maior do que Monte Sternum, com certeza era o dobro do tamanho, havia uma entrada por baixo dela, um túnel.
- Será que é seguro? - perguntei.
- Claro que é esta cidade é Kazordoon! - disse Numu.
- E o que é isso?
- Uma cidade, nunca ouviu falar?
- Não, só conheço Thais, Venore e Carlin - Continuei.
- Tem Kazordoon, Ab’dendriel, Edron, Darashia, entre outras - disse Numu.
Passamos por debaixo do túnel, e nos vimos em campo aberto.
- Não vi nenhuma entrada para a cidade.
- A entrada fica no túnel que você quase pegou, alem daquela, tem outra entrada pelo outro lado do monte - disse Numu.
Vimos-nos novamente em campo aberto, mas mais uma estrutura a nossa frente, menor do que Monte Sternum e Kazordoon.
- E o que é isso? - perguntei.
- Nada de mais, tem alguns lobos, ursos e ciclopes ali, alem do temido esqueleto demônio.
- Esqueleto...? - indaguei.
- Demônio, nunca viu? Um esqueleto todo vermelho, ele realmente é um demônio, pois toda vez que a pessoa que o derrotou sai dali, ele se reconstitui - explicou Numu. - Alem do mais, poucos tentam derrota-lo, é realmente forte.
- Teremos de dar a volta - começou Lisadr. - segundo o mapa, há uma ponte do lado que nos levara para as terras pertencentes ao rei de carlin, dizem que há duendes verdes guardando a ponte.
- São muito fortes? - perguntei.
- Nada que uma explosão não acabe com eles.
Contornamos o morro e então achamos à ponte, pequena, de madeira, apenas uma pessoa por vez podia passar.
- Não vi nenhum duende - falei.
- Espere quem são aqueles ali? - Perguntou Ray.
Realmente vinham vindo cinco duendes verdes, pequenos, com pesadas clavas.
- Ubaaaak Uchaaaak Goshaaaaak - disse um deles.
- Desculpe o que disse? - falei.
- Eles não falam nossa língua. - disse Numu. - Teremos de entrar a força. Posso usar a explosão?
- Tudo bem, vai - dissemos juntos.
KATABUM. Outra explosão idêntica a da ponte aconteceu. Mas desta vez não aconteceu o mesmo que não ponte. Os duendes continuavam lá, intactos.
- Exura vita - ordenei, e no momento seguinte me senti curado.
- Exura gran mas res - ordenou Numu curando os outros.
-Parece que teremos de lutar - disse Ray. - Perfeito.
Um duende havia ido para cima de Ray com uma clava e atacou-o, Ray bastante experiente apenas bloqueou-o com seu escudo. Lisadr correu para longe atirando flechas em um duende, mas ele apenas bloqueava as flechadas com sua clava. Numu atirava Mortes Súbitas em seu adversário, mas o mesmo se desviava delas. Então veio dois deles em cima de mim, ergui as mãos e gritei:
- Exevo flam hur - igual acontecera com a Amazona, saiu uma onda de fogo de minhas mãos que deixaram os duendes desacordados.
Fui correndo ajudar Lisadr no qual o duende estava espancando-o. Numu, com uma Morte Súbita perfeita, atingira a cabeça de seu adversário e fizera-o desmaiar. Ray conseguira desarmar o duende que o enfrentava e o deixou desacordado.
Continuamos o caminho pela trilha de terra que havia, caminhamos durante alguns minutos e avistamos a cidade