-
Postei tão inspirado na seção "outros", mas pelo jeito o pessoal não gostou da idéia, vou re-postar aqui pra não ir em vão.
A Quaresmeira
Trolie
Foi em um desses passeios ao parque, em uma linda manhã de primavera, aonde a brisa é suave e os cantos dos passaros lhe recebem na alvorada que resplandesce no horizonte aonde o sol repousa friamente a espera de que uma nuvem o liberte para as rosas contemplar. Pois foi em uma dessas lindas manhãs que me sentei em baixo de uma Quaresmeira, linda de flores amarelas feito ouro, que como tal brilhava ao receber a visita dos longos raios de sol.
E me lembrei então de Ana, seus longos cabelos loiros e a ternura de uma quaresmeira, ao feixar os olhos, parecia sentir seu rosto tocar nos meus, como um beija-flor que toca levemente uma rosa. Tão suavemente delicada, de tamanha fragilidade que me causava sensação de espirita. Ao abrir os meus olhos, contemplei então uma folha loura que caia lentamente tocando ao chão, tão leve de causar pavor. Arvore magica e espantosa, a qual me desejei afastar, amorosa mas de grandes espantos, assim era a Quaresmeira.
Passaram longos 3 meses, ja era verão em nossa terra, o Sol da meio dia pairava sobre nós e ardia como se estivesse próximo a nós. Caminhando pelo parque a unica sombra que eu encontraste, fora a da Quaresmeira. Estava agora com uma aparencia de grande vigor, a arvore parecia ter uma espécie de magia a qual me atraia para perto dela. Não resistindo ao calor enturbirtante, me rendi e me ajoelhei as grandes raises douradas. Fechei-me os olhos como alguem que busca repouso e encontrei novamente Ana, estava ali bem diante dos meus olhos, calorosa, necessitando uma intensa paixão e tamanha frieza para apagar tamanha chama que à circundava. Meus olhos não podiam mais ficar cerrados, conforme ela se aproximava os olhos iam se abrindo vagarosamente, sentindo os labios se racharem devido ao sol intenso.
Mais 3 meses e chegava então o Outono, mas este fiz questão de não passear no parque, a emoção não podia se repetir, tal magia poderia por meu coração em riscos e em longos pedaços de saudade. Mas eu sempre observava-a de longe vendo suas folhas caindo lentamente, como a minha esperança derradeira que se despedaçava a cada folha que tocava friamente o chão. Pois no ultimo dia de Outono era impossivel irresistir, a arvore estava completamente sem folhas, com aparência de quem buscava um ombro amigo para descansar. Mesmo quebrando a promessa, me sentei sobre as diversas folhas que ainda não haviam sido recolhidas e fechei os olhos com medo, medo de alguem que não deseja sofrer. Mas tal sofrimento parecia me ensinar que devia esperar, assim como uma quaresmeira espera pelo Inverno rigoroso. Ana não apareceu dessa vez, parecia distante assim como as folhas que agora voavam pelo campo sumindo de minha vista.
E chegara então a ultima estação, estava frio la fora e estava nevando, mas não pude evitar, pois Ana não me aparecera da ultima vez, a saudade ainda palpitava latente dentro de meu coração, como uma chama que quer se libertar da friedade do inverno. Me enconstei próximo a Quaresmeira, agora fria e solitaria e fechei os olhos com esperança. Mas nada vi novamente, somente uma pequena luz ao fundo, que me parecia uma fogueira, como um final de tunel a ser alcançado, mas dessa vez sombrio demais para mim. Abri os olhos ofegante e assustado, o inverno não me parecia fazer bem, mas a neve tocava meu rosto gentilmente, como se me lembrasse que Ana ainda existia.
Pois voltei então a primavera, a Quaresmeira agora havia retornado ao primeiro estagio, estava agora latejando com longos ramos de flores douradas que descansavam ao longo dos galhos. Sentei me vagarosamente e cerrei os olhos pela ultima vez, e Ana estava la , como alguem que chega de viagem a muito tempo, vinah correndo em minha direção como se eu finalmente existisse, se aproximando até tocar meus labios. Abri-me os olhos e dessa vez não estava sentindo uma flor, estava sentindo Ana e seus longos cabelos louros. A chama do amor incendiava tudo ao redor, e finalmente debaixo da bendita Quaresmeira eu havia encontrado o meu grande amor.
A esperança no amor não se acaba, ela apenas recomeça.
Trolie - 15/03/2006
-
Cara,
muito bom mesmo teu conto.
É um romance, e romances tamb´m são bem vindos aqui.
Sua redação está ótima, seu mode de dissertar também.
Esperoq ue você faça mais e poste-os aqui.
Flw
Seu amigo,
Euronymous
-
pronto, o Sigma foi banido :(, espero ver ele de nv algum dia :wscared:
Ps: Trolie eu acabo de imprimir esse texto e levar pra minha namorada :D
-
-
...
Lol...
Bom, pra não deixar o tópico morrer vou postar um conto curtinho... E peço que alguém faça o mesmo no tópico de poemas!
__________________
Dúvida
Ainda me lembro da noite em que minha família morreu. Não eu não estava lá. Pra falar a verdade, eu estava a milhares de quilômetros, em outro reino pra falar a verdade. Mais ainda sim testemunhei tudo como se estivesse lá.
Havia escutado as histórias sobre uma bruxa poderosa que vivia em uma torre nas redondezas daquele pequeno vilarejo. Diziam os aldeões, que ela constantemente sacrificava crianças oferecendo suas almas ao um de seus deuses negro. Ainda mais, diziam os aldeões das riquezas escondidas naquela torre. Riquezas que, como qualquer jovem aventureiro, eu almejava.
Nunca me concentrei tanto em um objetivo como naquele, talvez isso fosse um sinal que eu não tenha percebido. Me preparei por semanas, fiz incursões de rotina aos arredores da torre, comprei novos equipamentos e constantemente interrogava os aldeões em busca de novas informações. Até o dia em que me senti preparado.
Como já conhecia o caminho, a chegada à torre foi rápida. Atacaria ao alvorecer, provavelmente pegando a bruxa de surpresa. Quando os primeiros raios de sol tocaram meu rosto eu já estava na porta da torre. Arrombei a porta como se fosse minha casa. Espada e escudo em mãos, subi dois andares sem encontrar resistência. No terceiro andar, encontrei alguns servos que tentaram me impedir, mais não forma páreos para toda minha vontade e rapidamente foram ao chão. Depois, como se mágica os andares pareciam não acabar. Mais minha vontade era maior. Depois de algum tempo encontrei a bruxa. Foi a maior batalha da minha vida, por diversas vezes senti que era meu fim. Ela sumia e aparecia nos lugares mais inusitados, disparava rajadas de fogo de suas mãos e seus gritos mexiam com minha mente. Até que minha espada triunfou sobre sua mágica e ela foi ao chão. Antes de morrer, ela rolou no chão e apontou para um grande ovo vermelho que estava em uma das mesas da sala.
Era um ovo mágico, sua inscrição dizia que quem beber seu conteúdo terá conhecimento do futuro, e “conhecimento é poder”. Sem hesitar quebrei o ovo e ingeri seu líquido. Como se uma espada tivesse penetrado em meu ventre fui ao chão e pude ver minha mulher e minha filha serem mortas por homens vestidos de preto. E desde então uma pergunta ronda minha cabeça: Minha família morreria se eu não tivesse engolido o conteúdo do ovo ou teria eu sido o causador de suas mortes ao abrir o ovo?
__________________
Jotinha
... ... ...
-
Não está com gênero formal, porque é um adolescente que escreveu.
___
É gol!
Sala comum, num ta escuro, também num ta claro. Só vejo verde, cambiante, unido por amarelo. De repente um se levanta e diz com voz rouca:
- É gol! Se exaltou e começou a correr pela sala, batendo nas mesas... é gol – parou calmamente em minha mesa e me olhou – ta fazendo o que?
Não respondi só fiquei escrevendo parei a caneta na ponta do caderno e fiquei olhando a TV com o Replay. Tinha sido gol, Kaká aos 12 minutos, levantei num susto, berrando “é gol, é gol...”. Por cerca de dois segundos a turma toda ficou de olhos fixos em mim, os segundos iam me devorando aos poucos. “Que, que eu fiz?” pensei angustiado. A onda de vaias envolveu a classe.
- “Duh” Mongol...! – Gritou um cabeçudo no fundo – agende sabe que foi gol.
Fiquei a repetir aquelas palavras na mente, queria me enfiar em qualquer lugar. Queria minha mãe, ou sua saia pra me esconder. O sono dominou meu corpo, ou pelo menos eu queria que fizesse, queria desmaiar ali, pra verem meu medo, minha tristeza ao ser humilhado.
De relance saiu outro gol, a turma esquece as vaias e saem berrando “é gol”. Como eu queria abafar aquele “é gol”. Pega-lo e lançar ele na lixeira, depois cuspir nele.
- Lindo gol Zé! – escutei atrás de mim.
- Gol do Zé Roberto? Perguntei.
- Não, tou falando da sua crônica.
Pegou-a com carinho, vi que era uma menina, e colocou no colo como um bebê..
- Ta triste?
Fiz que sim com a cabeça. Ela sorriu e passou a mão no meu cabelo. “Fica não” e abriu um sorriso tranqüilo, me acalmou em meio aquele barulho de “é gol”. E todos ainda gritavam o “é gol”. Chegou próximo de mim outra pessoa, um menino que veio num passo largo.
- Que isso?
- Crônica, respondeu a menina.
- Aquilo que agente lê na aula de português?
- “Aham”...
Os dois ficaram ali conversando, flauteando e eu fiquei olhando de rabo de olho. Não podia me intrometer, tinha medo de ser vaiado de novo. Já até via todos caindo na minha pele, os dois ali rindo, balbuciando nomes. Eu era assim apanhava quieto, não me defendia. No estante vi no outro canto, um moleque que escrevia algo, quase me levantei para ver o que era, porém ele foi na frente, levantou. Ele tinha escrito algo do tipo “é gol”. Já tava irritado com isso e de súbito gritei.
- É gol.
- Pedro Augusto
___
Baseado em fatos reais.
Drasty
:cool::cool::cool:
Ps: Revivi, porque esse tópico devia estar fixo.