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Capítulo 4
Os refugiados e os mantimentos já estavam todos dentro de quinze pequenos barcos. Seymour desatracava o último deles, e pulou em cima do mesmo enquanto o azul escuro da água o cercava silenciosamente.
Os viajantes acendiam vela, e conversavam entre si. Seymour juntou seu barco, através de uma corda, com outro barco à esquerda. Conversou com um dos cavaleiros, olhando bem este parecia o que tinha morrido! Mas estava vivo, apenas ferido. Seu nome era Zerbrus. O rei o mandara para ser um guarda na ilha. Sua função seria proteger a cidade dos monstros e de eventuais invasões.
Um alvoroço de vozes surgiu mais a frente. O barco principal retardou-se para ir ao encontro de Seymour e Zerbrus. Era Dalheim, um rapaz afincado a seu trabalho de guarda.
- Ei, mantenham vigia! Eu e Willie avistamos uma embarcação misteriosa a leste de nossa caravana. Não sabemos se é amigável.
Um velho que estava recostado sob um lençol no barco de Seymour de repente entra na conversa:
- Já avisou Amber e Billy?
- Sim Tom, falei com Billy, que foi avisar Amb--
- Ajudem! O barco de Amber tombou! - Willie chegava com seu barco, em direção contrária à caravana. - Parece que o outro barco jogou um projétil no casco do barco!
A medida que iam se adiantando ouviam mais o chacoalhar de pessoas que não sabiam nadar. Amber estava junto a elas, salvando-as de um afogamento, sempre agarrada ao barco, que apesar de furado ainda flutuava duvidosamente. Após salvar algumas crianças e duas mulheres, Amber viu que não poderia aguentar e gritou para que a puxassem para o barco. Mas nada pôde ser feito. Outro projétil atingiu o braço de Amber, e ela desmaiou, sem largar do barco com seu braço ainda sadio.
Os barcos da caravana e o de Amber se afastavam, e o inimigo já não era mais visível.
Cerca de dois dias de navegação levaram os heróis a aportar na ilhazinha de Rookgaard. Só havia um monastério precário naquele pequeno pedaço de terra.
- Sejam bem-vindos, amigos de Thaís! Cipfried os saúda! - um monge com uma expressão bem alegre se aproximava dos recém-chegados.
- Olá, somos enviados do Rei, o castelo foi atacado e trouxemos alguns refugiados para serem treinados, entã--
- Eu já sei de tudo, amigo, recebi uma mensagem de seu amigo Bozo.
- Não temos nenhum amigo chamado bozo...
- Estranho. Ele disse que estava com vocês durante a viagem... mas bem, voltando ao assunto da fuga, temos que montar uma cidade aqui, eu e Loui, meu pupilo, separamos algumas rochas para que se fassa um abrigo por enquanto. Amanhã já estarão descansados e poderemos construir um pequeno vilarejo. Então, quero que Billy e Willie me ajudem com... - mas Seymour não prestava mais atenção. Quem poderia ser Bozo? Talvez o atirador da noite passada? Será que ele era algum ajudante de Ferumbras? Onde estaria Amber?
Fim do capítulo 4.
Leiam um pouco do que os próprios NPCs contam sobre si mesmos neste tópico que criei a um tempo. Não comentem lá, para não revivê-lo.
