ta bom meu =)não é só pq te msó dialogo que fico cansativo, tava interessante a conversa ^^, esperando pela continuação =)
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ta bom meu =)não é só pq te msó dialogo que fico cansativo, tava interessante a conversa ^^, esperando pela continuação =)
Comparando aos outros..foram os dois piores sim..mas ainda tá legal...
Continua com o RP, tem bastante gente gostando (eu acho :eek: )
Bom kra...Abraços e espero o proximo :D
Oi, oi. Bem, foi bem escrito apesar de alguns errinhos básicos de digitação.
O enredo é interessante, a trama é envolvente. Eu gostei da mudança de narrador. Faz você ficar ansioso esperando pra ver o que vai acontecer com a outra pessoa que estava narrando. Confesso que no capítulo 4 eu me perdi, e só me achei no "levando-o para um hospital", aí eu percebi de quem se tratava.
Achei o capítulo 5 o melhor até agora. Me deixou cheio de teorias. Os primeiros me apresentaram os personagens e a vida deles (juntamente com uma pitada de mistério), os últimos já encrementavam ação e me apresentavam os fatos (juntamente com uma colher de sopa de mistério).
Agora o último... Ficou bom sim, mas... o problema é que... se a fala do João Carlos estiver certa... minha melhor teoria vai descarga àbaixo... e isso também é bom, porque me deixa com um gostinho de quero mais...
He he. Aguardo os próximos capítulos...
Inté~
Legal, mas ler 2 capítulos pra comentar é um saco.
A trama é boa, mas não gosto da mudança de narradores. Apenas quando usada poucas vezes, no seu quase sempre tem!1!!!1!!111!!!
Continua ae pra mim ler. :rolleyes:
Foi de propósito, não queria de forma alguma dizer o nome dele no capítulo todo XD...Citação:
Postado originalmente por Tyrus the Knight
Capítulo 7 – O Encontro - Parte 1
Um mês atrás...
- Tchau amor, tenha um bom dia...
- Tchau – E dou um beijo no rosto daquela linda mulher, que era minha esposa – Vê se não estoura o limite do cartão nas compras de hoje, hein!
- Pode deixar, deixarei uns dez reais sobrando – E sorri, um bonito sorriso que exibe seus dentes perfeitos em sua boca carnuda. Respondo sorrindo também.
Vou em direção ao meu carro. Usado, velho, mas agora com o bônus que ganharei no meu emprego conseguirei comprar um melhor, conseguirei, finalmente, dar o estilo de vida que minha mulher e minha filha merecem, meus dois maiores “bens” que possuo...
- Mas, o que é isso? - Cacos de vidro espalhados pelo chão da garagem, que tivera a porta arrombada – Mas da onde... – Reparo no meu carro, com o vidro de uma das portas quebrada – Mas como? – Chego perto, vejo um papel, dobrado ao meio em cima do banco do motorista, e o pego. Um bilhete, um pequeno bilhete. Leio:
“Último aviso. Esteja hoje à noite no local marcado anteriormente, se não quiser que sua filha sofra um “acidente” junto com a babá em casa, enquanto você estiver trabalhando e sua bela mulher fazendo compras...”
Mas então, não era um simples trote? A pessoa no telefone estava falando sério? Meu Deus...
Limpo tudo, não quero que Paula saiba de algo, não por enquanto. Não enquanto eu não descobrir do que se trata esse “encontro” com esta pessoa...
Antes de chegar no banco passo em um mecânico, e deixo meu pobre carro para ser arrumado, o quanto antes para ninguém ver e saber o que aconteceu. Agora tenho que percorrer o resto do caminho até o trabalho de ônibus, droga...
Enquanto fico em pé em um ônibus apinhado de pessoas desagradáveis e mal-cheirosas, penso no que iria fazer:
Ir à polícia?
Contar à minha mulher?
Ficar calado?
Todas as opções pareciam ruins, mas algo eu tinha de fazer, e rápido...
Finalmente chego no banco. Comporto-me como se estivesse tudo normal, cumprimentando e sorrindo à todos...
- Oi Vanessa.
- Oi... - Responde ela com um ar de desdém...
Trabalho há um ano aqui e ela não sabe nem meu nome, mal olha na minha cara...
O tempo passa. Meio-dia, horário de almoço. Decido ir à polícia, acho que é o melhor, e mais sensato, que posso fazer por hora. Vou em direção à um distrito que ficava à dez minutos do banco...
Chego ao distrito. Paro, na frente dele. Indeciso, receoso, me pergunto se estou realmente fazendo a coisa certa. Penso, penso, penso... Decido entrar de uma vez, é mesmo o melhor a se fazer. Chego perto da entrada, meu celular toca. Maldita hora para alguém ligar. Atendo...
- Alô?
- Rafael, sua filha é linda. Está nesse instante brincando no quintal, com a babá, Maria... Incrível como que com apenas um ano de idade ela seja tão esperta, não é?
Algo “entala” minha garganta. Não consigo falar nada, não sai nada...Demoro a responder...
- O-o-olha aqui seu cretino...
- Olha aqui você! Se envolver a polícia no meio não verá mais sua família hoje. Não viva...
Não agüento o choro, tento conter as lágrimas, tento parecer forte...
- Ah Rafael, chore à vontade, todo homem chora, mesmo às escondidas. Só não tente chamar a atenção da policial que está do seu lado esquerdo...
Fico mais apreensivo. Onde ele está? De onde me vigia? Olho para todos os lados, norte sul, leste, oeste... Só vejo prédios, lojas, centenas de pessoas em volta, impossível achá-lo, mesmo por que não sei quem procuro...
- Procurando algo, Rafael? Não adianta, estou mais longe do que você pensa, mas no lugar certo para ver cada passo seu. – E dá uma gargalhada, maldosa – E, mesmo se nos achasse, o que faria, afinal?
- "Nos” achasse ? Quer dizer que não é só você?
- Chega de conversa! – Diz, ou melhor, grita, com uma aparente raiva que poderia ser notada pelo tom de sua voz, raiva de si mesmo pelo deslize que deu – Vá ao endereço indicado, na hora indicada, oito da noite.
- Cer... Certo.
- Agora, volte logo ao trabalho. Não pode perder seu emprego, não agora... E vá ao local com o seu carro, ele já está arrumado...- E desliga, sem deixar eu dizer mais nada.
Não sei o que fazer. Porém eles estão me vendo, estou “preso”, incapacitado de fazer algo sem a vigilância deles... O jeito é voltar ao banco, continuar minha rotina de sempre...
Mas é impossível, não consigo parar de pensar no que ocorreu... Tento trabalhar, mas...
- Rafael, está tudo bem? Está pálido, meio suado...
- Não, Sr. Augustus, estou bem, é só uma gripe.
- Sei... – Diz meu chefe, aparentemente desconfiado pela resposta que dei.
Quase no fim do expediente, tenho uma idéia, uma idéia que talvez funcione, talvez me ajude. Ligar para meu velho amigo, João Carlos, e pedir ajuda, pedir que contacte a polícia e contasse tudo que estava acontecendo...
Vou ao banheiro, que ficava no segundo andar do banco, ninguém vai lá. Entro nele e ligo para João pelo meu celular. Chama uma vez, duas... Na quinta, finalmente atende...
- Alô, João?
- Rafael, é você? Que bom falar contigo rapaz!! O que...
Não ouço mais a voz dele, a ligação subitamente cai...
- Alô, João Carlos?
- Ah, Rafael, você não aprende mesmo. Parece que não pensa no bem-estar de sua família, parece que acha que tudo isso não passa de uma brincadeira que vai acabar no fim do dia... O que foi, o gato comeu sua língua? Ta quieto, não fala nada...
Não sei o que dizer. Deixo ele continuar falando, só...
- Bem, só para você saber, podemos interceptar qualquer ligação de seu celular, então nem pense, melhor, nem TENTE ligar para alguém pedindo ajuda. Tudo bem?
Não sai nada, perdi a voz...
- Hum, seu silêncio mostra que deve ter entendido. Okay, até mais... – E desliga.
E agora? definitivamente não posso fazer nada, estou com as “mãos atadas”...
Droga...
Sete horas. Fim do expediente. Ligo para Paula, com a desculpa que teria uma reunião urgente, mas não entro em detalhes para não me enrolar...
- Tudo bem amor, mas, que horas você volta?
- Sinceramente, não sei, não me espere acordada... – Não me sinto bem mentindo ao amor de minha vida, mas é para o próprio bem dela, para sua segurança...
- Tudo bem, a janta vai estar na mesa, tchau.
- Tcha... – Desliga o telefone, desliga antes de deixar eu me despedir. Parecia triste, decepcionada, mas um dia ela iria entender, um dia iria explicar tudo...
Pego meu carro no mecânico, estava mesmo pronto, como ele havia me dito. Dirijo ao local de encontro, no bairro Jardim Ângela, bairro pobre, violento, como muitos outros de São Paulo... O endereço era o de uma casa que parecia não ter ninguém morando nela, feia, sem vida, numa rua mais feia ainda, escura, com quase todos os postes apagados ou quebrados; deserta, sem nenhuma alma viva por perto, ao menos de vista não...
Entro na casa...
Dard* :)Citação:
Bem, achei "mediano esse, mas digam sua opiniões...criticas, sugestões, elgios, xingos XD, tudo bem vindo o/...
Dae!
Esse definitivamente ficou melhor q os dois ultimos..
Mas me paraceu exagerado uma parte...a q o cara tava vigiando ele de longe e talz...sl...eu achei meia estranha...
Continua q tá mto bom...<espero ele entrar na casa> !
Citação:
Postado originalmente por Dard Drak
Celular grampeado? Tem que colocar um plugzinho pra grampear... eu já li uma reista sobre isso, geralmente se grampeiam telefones convencionais.
E não gostei muito, ficou corrido demais, poderia detalhar melhor, mesmo que ficasse grande você dividia em mais partes...
fico massa o/
aguardando continuação
Terminei de ler tudo hoje.. Agorinha \o/
Ta muito bom! Muito bom mesmo!
O gênero é diferente de tudo que se vê por aqui, as descrições... Pessoas, paisagens, locais, tudo muito bom, da pra imaginar como é!
Ao contrário de outros romances (Não necessariamente amorosos), este prende o leitor, as narrativas (Outro ponto muito criativo, gostei muito da 1ª pessoa, sempre se alternando) e também as falas das personagens não se tornam cansativas! Consegue prender o leitor...
Parabéns! Continue assim, não se apresse!
Grato, Wakka H.
Capítulo 7 – O Encontro - Parte 2
Uma residência sem luz, sombria... Uma casa gélida, arrepiante... Não vejo nada, ando a esmo pelo domicílio, com medo... Chego em um cômodo, uma cozinha talvez, só com a pia, mais nada. Ouço passos. Passos atrás de mim. Viro-me, tento enxergar algo no meio daquela escuridão, mas nada vejo... Continuo a andar, não sei para onde.
Mais passos... Fico apreensivo, fora de si, e saio correndo para fora da casa... Não olho para trás, só saio correndo tentando encontrar a saída. Acho a porta por onde entrei, vou em direção a ela... Onde está a porta? O medo me domina... De repente, vejo um vulto do lado de fora, que pude enxergar pela janela do cômodo. Entro em pânico, não sei o que fazer... Saio mesmo assim? Talvez se eu correr bastante chego ao carro a tempo... É, farei isso. Abro a porta, preparo-me para sair... Tento, mas... Mas...minha cabeça, dói... Algo, ou alguém, me atinge na cabeça. Ponho minha mão nela, sangue escorrendo... Caio no chão, desnorteado. - O que foi isso? – Digo, quase perdendo a consciência - Antes de desmaiar por completo, vejo dois homens, não, quatro, vindo em minha direção... Dois me pegam pelos braços, enfiam algo em minha cabeça, um capuz, não sei, e o prendem em meu pescoço... Sou levado para fora, acho, sinto mais frio do que antes... Ouço o ruído de um motor, motor de carro, e me colocam dentro dele...
- Oi, Rafael, vamos dar um pequeno passeio...
Desmaio...
...
Acordo, com os solavancos que o carro dava pela estrada. Várias perguntas se passavam pela minha cabeça: Para onde estavam me levando? Quanto tempo fiquei inconsciente? Mas a principal, e mais importante: Minha família, será que estão bem? Queria saber...
Tento falar alguma coisa. Minha voz sai fraca, mas consigo perguntar:
- Aonde estão me levando? E minha família, o que fizeram com elas?
- Um pergunta de cada vez, Rafael. – Reconheço a voz, foi com quem conversei no celular – Sua família nesse instante está jantando, de acordo com Ícaro, que está os vigiando. Depois você saberá quem é... O lugar para onde está indo não é de seu interesse, mas é um lugar bem... Tranqüilo. Mais alguma pergunta?
- Não... – Minha cabeça ainda latejando de dor me impede de continuar a falar qualquer coisa.
Uma hora depois, o carro pára. Me tiram de dentro dele, e em seguida arrancam-me o capuz que cobrira minha cabeça durante todo o trajeto. Só mato se via pelo local, até onde a vista poderia alcançar. Vejo apenas um casarão, uma fazenda talvez, ou sítio, não sei, só tinha noção de que não era mais São Paulo, não a capital...
- Bem, vamos entrando – Diz aquele homem. Finalmente vejo sua face: Era calvo, com um nariz de tamanho desproporcional...
Um homem aponta uma arma em minha direção, mostrando o caminho que tinha de seguir. Não sei que arma era, nunca tinha visto uma de verdade, só em filmes... Idiota, não importa que tipo de arma é, mas sim que está apontada para você!
Adentramos no casarão. Escuro, como sempre... Mas acendem as luzes do lugar, mostrando que ninguém morava lá há tempos... Tudo empoeirado, quebrado... Vão para uma sala, enorme, bonita se fosse bem cuidada, e me jogam em um sofá, sujo e todo rasgado...
- Bem, antes de tudo, deixa eu dizer nossos nomes, por que afinal, podemos ser bandidos mas somo educados – Diz o tal homem careca, que parecia ser o líder do grupo. – Meu nome é Marcos. – Aqueles dois ali são Rodrigo e Júlio, ou Júlio e Rodrigo, não sei, sempre confundo – E aponta para dois homens, corpulentos, gêmeos, que estavam bloqueando a saída da sala – E esse é Arthur – E seguindo a direção para onde sua mão apontava vejo um homem de cabelos longos, que iam até metade de suas costas, e vestia uma camisa do Iron Maiden, junto com uma velha calça jeans... Um típico roqueiro.
- Ainda tem o Ícaro, rapaz formidável, um gênio em computação. Mas está ocupado nesse instante, vigiando sua bela casa...
Sinto raiva de suas palavras, mas seria insano de minha parte fazer algo a respeito...
- Bem, chega disso. Vamos direto ao que nos interessa. Já deve ter descoberto o que queremos, não é?
- Querem... Dinheiro? – Chuto, mas parecia ser o mais óbvio.
Isso! Rafael, é mais esperto do que pensei!! Mas sabe que dinheiro queremos?
- O-o meu? – Respondo, assustado, enquanto que ele levava tudo na brincadeira, me olhando como se fosse uma criança...
- Não, não, meu jovem. Você pode ter uma boa vida, mas não é para tanto. O banco em que você trabalha, ESSE é o nosso alvo.
- O banco? Vocês vão assaltar o banco?
- Sim! – Responde, com euforia – E você irá nos ajudar, fará “parte” do grupo.
- Mas, mas eu não posso ajudar ou fazer nada!
- Rafael, larga de bancar o idiota, não minta. Acha que não sabemos muito bem que você é o gerente do banco, e assim tem parte da senha do cofre principal? Acha que tivemos a idéia desse assalto agora, do nada? Há meses planejamos tudo, lhe vigiamos, descobrindo cada horário seu, cada hábito, cada lugar que vai, você e sua família. Enfim, sabemos de tudo sobre vocês!
- Mas por que eu ajudaria vocês a assaltar o banco onde EU trabalho? – Digo, tentando por firmeza na voz, querendo dar a impressão de não estar nem um pouco surpreso, o que não era verdade...
- Ah Rafael, você ama sua família, não seria trouxa a ponto de colocá-las em risco por causa de um dinheiro que nem seu é. Seria? Eu sei que não.
- Bem, tem razão...
Do que estou falando? Estou concordando com ele?
- Eu sei que tenho. Por isso que vai nos ajudar no serviço, depois disso, nem nos verá mais, nunca mais. E pode até sair ganhando um pouco no meio disso tudo.
- Na-não sei, não está certo... – As palavras somem de minha mente.
- E o que é certo hoje em dia, Rafael? Tem apenas vinte e três anos, não sabe nada da vida. A quantia em dinheiro que você poderá ganhar nos ajudando é mais do que receberia em anos de trabalho na merda daquele banco. Pense bem. Além disso, sua família não ficaria sabendo de nada, nem “sofreria” nada.
- Mas...
- Mas mais nada, rapaz. Te darei um prazo para pensar bem no assunto. Se aceitar, lhe diremos como será o plano. Se não...
- Marcos, meia-noite já, cara... – Avisa Arthur ao chefe, que fungava algo, um cigarro ou outra droga qualquer, interrompendo seu falatório.
- Pois é, Rafael, hora de voltar para casa, não queremos que você brigue com sua mulher, né? – E ri, seguido pelos demais comparsas – Vamos, Rodrigo, Júlio, peguem-no de volta.
Os dois me levantam do sofá, e põem de novo aquele horrível capuz sobre minha cabeça. Saímos do casarão, me colocam no banco de trás do carro, no meio dos dois gêmeos. Fazemos o caminho de volta, em silêncio, a não ser pelos dois irmãos, que hora ou outra discutiam sobre algum assunto fútil...
Duas horas depois, chegamos ao local de partida, Jardim Ângela. Tiram o capuz de minha cabeça, um alívio, e me jogam grosseiramente para fora do carro.
- Bem Rafael, espero que faça a decisão certa. Se bem que, ao mesmo tempo em que você tem a escolha de aceitar ou não o “serviço”, caso recuse, já sabe o que vai acontecer com você e sua família.
- Eu sei...
- Sei que sabe – Replica, com um tom irônico – Bem, vamos indo, entraremos em contato com você em breve. E cumprimente Ícaro quando chegar em casa, você o verá direto...
Ligam o veículo, e vão embora. Nem a placa do veículo pude ver para anotá-la, estava pichada...
Entro em meu carro, estava do mesmo jeito que eu havia deixado, incrível como ninguém roubou ele num bairro como esse. No caminho, penso, ou tento ao menos: “E agora?”. Não sabia como eu poderia sair dessa enrascada, não sabia como poderia pedir ajuda tendo alguém em meu encalço, me vigiando o tempo todo. Não sabia se, mesmo que eu os ajudasse no assalto, deixariam eu e minha família vivos depois. Não sabia.
De nada.
Chego em casa, todos dormindo. Comida em cima da mesa, como Paula havia dito. Deixo de lado, não tenho fome depois de tudo que aconteceu. Minha cabeça rodopiava, com pensamentos incessantes em minha mente que eu não conseguia tirar... Vou direto para cama, com Paula dormindo profundamente, vestindo um robe rosa, que a deixava magnífica, sexy. Pela janela do quarto vejo um carro parado do outro lado da rua, talvez seja um deles. Canalhas...
Tento dormir, Amanhã é outro dia. Amanhã, arranjarei um jeito de sair disso. Amanhã...
Dard* :)Citação:
Não tenho opinião sobre essa parte, pra mim ficou "mediano", mas...sugestões, criticas, e bla bla bla...são bem-vindos o/. Só não sei quando continuarei, vou ficar sem PC por um tempo, ele tá todo ferradão =x...
É caro amigo..Fico Mediano..mas tá mais realista doq o anterior..
Gostei..só q teve uma hora q qndu eles foram pro casarão levou 1 h e qndu voltaram levaram 2h..eu sei q pode haver diferença de horas e talz...mas 1h de diferença eh mto =X
E...cade o Ícaro? ;o
Esperando o Proximo (vixi pc ferradao é ;/)
Mas tio...na ida ele não tava desmaiado e acordou na metade do caminho?¿Depois, na volta, ele tava acordado o tempo inteiro, por isso a diferença de horário...Citação:
Postado originalmente por Farias Bk.
<usando outro PC, que diga-se de passagem é uma merda, mas marcando a opção 'não mostrar avatares e signs' dá pra navegar pelo fórum até bem>
Dard* :)
Ae, após tanto tempo finalmente li. xD
Eu gostei. E você sempre parando na melhor parte também.
||KaRtElEr||
gratz ;)
Olha... eu gostei, gostei muito.
Só uma coisa, que achei um pouco estranho... Mas sei que você deve ter algum motivo. Se eles só queriam falar para a personagem que queriam-no como "membro" da quadrilha, porque o levaram a um local localizado a 2Horas da cidade? Não seria mais fácil nocautear a vítima e dentro daquela casa o prenderem e logo falaren?
Não leve a mal, e sinceramente... BEM melhor assim, criou um clima de suspense no meio do capítulo, como sempre, prendendo o leitor.
Grato, Wakka H.
No no, que isso...se não foi com a cara de alguma coisa, ou, se não gostou da mesma, diga, xingue, critique, comente XD (coisa que coloco sempre nos post dos capitulos ^^)Citação:
Postado originalmente por Wakka Hill
Sim, seria mais facil fazerem isso que vc ta falando, mas...qual seria a graça?¿Nenhuma, sinceramente...além do que, foi uma forma de já mostrar onde eles ficam (os bandidos) e dar mais tensão ao texto...e outra coisa que não contarei agora ^^
Toda história tem partes que se vc ver, nem tem sentido com o resto, mas tão ali por estar, só pra "encher linguiça" e deixar o texto mais interessante...
Eu o original tava até mais longo a cena no casarão, mas essa parte ja estava muito grande então encurtei...
Dard* :)
Citação:
Postado originalmente por Dard Drak
Poutz, eu vi o tópico "Última mensagem por Dard Drak" ja queria Cap. novo!
Sim, eu entendi, é o seguinte, eu li e fui comentar, ai eu escrevi aquele monte de blablabla, só que quando eu li denovo, vi que tinha falado besteira xD mais pra não perder o fio eu me contrariei no finalzinho ali ó.
Eu disse que foi beeeeeeeem melhor você ter levado eles pro casarão, por inúmeros motivos, como você mesmo disse, o QG dos bandidos talvez, e também serviu de introdução a um novo cenário que poderá aparecer novamente num futuro próximo[?]
Enfim, parabéns. E não escute muito o que eu falo, eu sou só um "Novato".
Grato, Wakka H.
Não se "rabaixe", qualquer um aqui pode fazer uma boa história, só se esforçar, e pode criticar o que não gostou ou não entendeu...como tu fez ^^...Citação:
Postado originalmente por Wakka Hill
Por que não adianta eu escrever, escrever, escrever, e mesmo estando ruim ou tendo algo errado ninguem dizer nada, não ajuda...
E novo capitulo...data indefinida...PC pegou diversos virus aqui e terei que comprar alguns DVD's para copiar arquivos importantes dele e formata-lo...e esses virus me impedem de usar Word, Excel, WMP, MSN, uma pá de programa =/...
Mas tentarei resolver isso rápido...
Dard* :)
lí seu rp todo agora,mt bom...continue assim...lendo rps assim é que da vontade de escrever...
Eh isso ae.
Citação:
OMG, Dard Drak está doente?¿ Não deu nem uma semana e já está postando novo capítulo!!
Esse foi dificil de fazer...não de escrever, mas por causa do PC mesmo...reiniciou 4x enquanto eu passava pro Word (que trava depois de uma hora de uso), então foi chato pra caramba =/...
Capítulo 8 – O Plano
As palavras ditas por João Carlos soavam como um trovão em meus ouvidos. Assaltar, o banco?
- O que... Mas, onde o livro entra na história? – Pergunto, ainda pensando em suas últimas palavras...
- É aí que ele entra! Foi um modo que Rafael achou para entrar em contato comigo, dias atrás...
**********
Duas semanas se passaram desde aquele fatídico “encontro”.
Ficam rondando minha casa, me vigiando, e nada posso fazer... Paula não suspeita de nada, só Maria, que estranhou ver sempre o mesmo carro dando voltas pela rua, mas a conveci que estava trabalhando demais, e que precisava descansar um pouco...
Não tenho mais privacidade. Não consigo conversar com ninguém sem eles estarem ouvindo e vendo tudo. Depois daquele dia não falei mais com João Carlos, mas precisava de sua ajuda, já que não podia ir à polícia. Mas, como pedir seu auxílio sem eles saberem? Impossível...
Mais um dia de trabalho. Pego meu carro, saio para a rua e logo atrás vem ele: Ícaro, rapaz franzino, que nem de longe se parecia com um bandido, me seguia, dirigindo um Corsa branco, ficando sempre à pelo menos dez metros de distância de mim.
Todo dia faz isso. E todo dia tenho que me conformar com a situação. Talvez seja melhor aceitar logo o que eles pedem...
Sinal vermelho, paro. Observo as pessoas ao meu redor: Em um Gol vermelho, vejo um homem, de aparentemente uns trintas anos, falando no celular enquanto dirige, que idiota... Do outro lado, observo um corcel azul, e uma bela mulher ruiva no volante, em companhia de um jovem rapaz no banco de trás, lendo um livro... Mal sabem pelo que estou passando... Demoro para conseguir ver a capa: Um livro de poesias, de Mário Quintana. Lembro-me de João Carlos, fã fissurado de Ezra Pound e seus magníficos versos. Ia dar um livro desse poeta em seu aniversário, há um mês atrás, mas ele acabou viajando, e não consegui dar o presente... Mas ainda tenho o livro, o deixo no carro, e todo dia leio um poema à caminho do trabalho...
Mas hoje, como ontem, e talvez amanhã também, não estou com cabeça para ler nada. Pego o livro, abro-o em uma página com algum poema qualquer e o marco, tentarei vê-lo mais tarde...
Sinal abre, continuo o meu caminho.
Dez longos minutos passados, chego ao banco. Como rotina, cumprimento todo mundo. O dia passa normal, calmo, sem graça. Rápido...
Sete horas, hora de ir embora, voltar para casa. Deparo-me com um trânsito infernal, estressante. Vinte minutos andando mais devagar que uma tartaruga. Pego o livro, melhor ler um pouco, não vou chegar tão cedo em casa mesmo... Mas quando o pego, meu celular toca, me assusto por alguns segundos, e deixo o livro cair no banco de trás do carro...
- Alô?
- Oi Rafael. Reconhece minha voz?
Era Marcos. Fico preocupado, em choque, desde aquele dia não falava com ele.
- Sim, sem quem é...
- Ótimo! Olha, liguei para perguntar se já decidiu o que irá fazer, se nos “ajudará” mesmo. E então?
- E-eu não sei ainda...- Esqueço que estou dirigindo, quase bato numa Lotação que estava logo à frente...
- Ô Rafael, me decepcionou. Os dias estão passando, e o tempo acabando. Mas não sei o porquê da demora de dizer sim a uma proposta cuja qual se você recusar, se arrependerá, e muito, disso...
- Ligue... Ligue amanhã, conversaremos amanhã.
- Não é você que dá as ordens aqui, que fique bem claro. Mas está bem, tem até amanhã, se passar disso será pior para você. – E desliga repentinamente, grosseiramente.
Suado. Fico suado. Um suor frio, de medo, de pânico. Até amanhã, só amanhã... Só mais um dia...
Onde está o livro? Preciso me acalmar, pensar em outra coisa. Relaxar. O acho, e vejo que com a queda vários papéis, pequenos, saíram de dentro dele. Anotações... Paula... Números de telefone, listas de compras, endereços... Uma foto de nossa filha, Jéssica. Realmente, um bom lugar para se guardar esses tipos de coisas... Um bom lugar...
Um bom...
Isso! Uma boa idéia, boa não, ótima, me vem à cabeça. Uma idéia que, se der certo, poderei falar com João Carlos sem eles perceberem, e assim pedir ajuda.
Extasiado pela idéia que tive, nem reparo que já estava chegando em meu lar. Sou recebido calorosamente por Paula. Jantamos calmamente, conversamos harmoniosamente. Brincamos com Jéssica alegremente, a colocamos para dormir. Fazemos amor, coisa que não tínhamos á semanas. Coisa que não conseguia fazer depois que tudo ocorreu. De um jeito que desconhecíamos há meses. Sinto-me culpado, ela está feliz. Feliz, mas não sabe de nada do que está acontecendo. Não sabe, e, se Deus quiser, jamais precisará saber... Durmo, pela primeira vez, em paz.
Novo dia. Porém, esse não será como os demais. Será diferente. Porei em prática meu plano, ou ao menos, tentarei.
- Tchau querida, já vou indo, pegarei ônibus hoje.
- Por que não vai de carro?
- Sem gasolina – Minto, omito.
- Ah...
Carrego o livro de poesias, de Ezra Pound. Pego também um pedaço de papel e escrevo nele um recado. O coloco dentro do livro e este dentro de minha jaqueta preta, escondendo seu volume.
Saio de casa. Vejo Ícaro, estacionado do outro lado da rua, esperando eu entrar no carro e assim começar a me seguir. Passo direto pela garagem, surpreendendo o rapaz, e vou em direção ao ponto de ônibus, que ficava a uns cinqüenta metros de distância. O vejo pegando um celular...
- Marcos, ele não vai de carro, parece que vai pegar um ônibus.
- Droga! Segue ele, dentro do ônibus!
Meu celular toca. Já até sei quem é...
- Sim?
- Porra, o que é que você está fazendo? Vá pegar seu carro!
- Desculpe... Marcos, está sem gasolina. Vai querer que eu falte ao trabalho?
Silêncio. Pela primeira vez ele ficava sem palavras, não eu...
- Filho da mãe... Se acha que assim não será seguido, está enganado, Ícaro entrará junto com você no ônibus.
- Tudo bem.
Desliga indelicadamente o telefone. Por enquanto, tudo indo bem.
Entro no ônibus. Ícaro senta dois bancos atrás, olhando constantemente em minha direção. Se eu não estiver errado, e espero que não, João Carlos pegará este coletivo para ir trabalhar, já que ele tem um serviço de motoboy em uma firma da Avenida 9 de Julho, pelo menos era o emprego dele há um mês atrás, em nossa última conversa... Antes dono de uma firma, agora empregado, coitado...
Torço também, para, caso seja mesmo esse ônibus que ele costuma pegar, que não se atrase e o perca, senão terei que esperar até amanhã, mas não tenho tempo.
Tempo algum.
Vinte minutos depois, chega no ponto no qual ele deveria ficar. Mas não o vejo. Merda, deve ter se atrasado ou pego outro mais cedo.Terei que fazer isso de novo mesmo, porém não sei como me explicar com Marcos...
Inconformado, decepcionado, sinto o veículo partir. Mas, olhando pela janela do meu lado esquerdo, vejo um homem, correndo de um modo desajeitado, tentando alcançar o veículo... João Carlos! Por pouco...
Consegue entrar. Ainda não me viu. Olho para Ícaro, lendo uma revista, INFO... No instante em que João Carlos passa pela catraca e paga sua passagem, repara em mim, sentado em um banco, junto com uma mulher idosa. Dá um sorriso, um sorriso amigável.
Vem em minha direção. Entro em desespero, não sei como não falar com ele, como ignora-lo, para Ícaro não suspeitar de nada...
Finjo que vou trocar de banco, e vou em direção a ele. Ícaro olha, observa. Vou me aproximando de João Carlos, que levanta a mão direita para me cumprimentar. Olho para o chão, disfarçando que não vejo nada. Esbarro nele, e rapidamente tiro o livro de minha jaqueta e o derrubo no chão.
- Opa, desculpe senhor, estava desatento.
- Mas Ra...
- Tome aqui seu livro – Falo o mais rápido possível, para não deixa-lo dizer nada – Desculpe pelo esbarrão.
Olho em seus olhos. Com uma face séria, chego perto de seus ouvidos e sussurro “Não fale comigo” e entrego o livro, mostrando a página que continha o bilhete.
Confuso, olha para mim. Vejo que não está entendendo nada, mas não o culpo, eu na mesma situação ficaria sem ação também... Mas mesmo assim, obedece o que digo:
- Ah, é... Obrigado rapaz, não foi nada...
Ícaro parece ter desconfiado de algo, mas logo depois ignora João Carlos e volta a ler o artigo de computadores da revista, mas me olhando de vez em quando... João Carlos senta no fundo do ônibus, e lê o bilhete...
Deu certo...
Dard* :)Citação:
Esse pode estar meio chato, mas os próximos melhorarão...e também falem o que achou dessa mudança de narrador no começo do capítulo =x, tipo, se ficou estranho e talz...
ta bom =), realmente vc chegou ao ponto do inicio de tdo xD, o que vai esclarecendo nossas duvidas, sei la foi normal msm o narrador, continua ;)
Graaaaaande Dard \o/
Olha, eu gostei do cap.
Assim como da história inteira.
O conto vai subindo um degrau de cada vez, e você ta conseguindo fazer isso sempre, assim você não pula nenhuma parte e o leitor não se perde.
Eu não achei chato, muitas vezes é necessário que os capítulos não tenham ação por eles tendem a ligar os capítulos.
Cap. PERFEITO. Mais uma vez, parabéns!
Grato, Wakka H.
Dae Dard!
Tá mto bom o Cap. kra!
adorei!
Achei legal a parte do buzão =D
Tá cada vez melhor o RP cara...e sobre a mudança de narrador naum ficou estranho não =D tá mto bom!
Abraços.
Ae, parabéns. Para mim esse foi o melhor de todos os caps.
Só achei uma coisa estranha. O Ícaro, como estava vigiando ele, deveria ter sentado do lado dele, assim, poderia vigiá-lo melhor ou até impedi-lo de levantar a ir ao encontro de João Carlos.
Mas por outro lado, poderia chamar atenção demais. Bem, foi só para constar.
[ironia=on]Lol, ele ainda tem coragem de pegar ônibus em plena São Paulo? xD[/ironia=off]
||KaRtElEr||
Capítulo 8 – O Plano – Parte 2
- Foi esperto.
- É, Rafael sempre foi um rapaz formidável...
- Mas, esse bilhete que ele lhe passou, é este que eu achei? – Indago. Mesmo ele tentando esclarecer tudo, ainda tinha dúvidas, e muitas...
- Não, esse que eu falei foi no ano passado, dois dias antes do ano novo. Foram em torno de cinco trocas de bilhetes, sempre com o mesmo livro. Deixava no canto de um banco, mudava de lugar e depois eu o pegava, e aos poucos ele ia contando tudo que estava acontecendo. Eu fazia a mesma coisa, para poder falar com ele. Rafael aceitou ajudá-los no assalto, mas depois voltou atrás, e mandou esse bilhete aí que você achou...- Dá uma pausa, meio deprimido – E... E, depois disso, não o vi mais no ônibus. Pensei em ir na casa dele, ver o que houve, mas não fui, poderia piorar a situação... Mas há dois dias Paula entrou em contato comigo, desesperada, perguntando se eu sabia onde Rafael estava, mas não disse nada, fingi que não o via há tempos. Rafael queria que eu não contasse nada a ela, em nenhuma circunstância, e fiquei calado...
- E depois?
- Não me interrompa, calma. Depois, fui com Paula à polícia registrar o desaparecimento dele, e não disse nada, sobre os assaltantes, o banco, os bilhetes, nada... Fiz errado, eu sei, mas Rafael não queria que mais ninguém soubesse. Só tinha levado, como já disse, o bilhete que ele achou dentro do carro, no qual ele me passou por um livro, mas a polícia ignorou, disse que não devia ser nada sério. Idiotas...
- É, tanto os policiais quanto você.
- Já disse que me arrependo muito disso...
- Isso não resolve. Mas, o que de importante os outros bilhetes diziam?
- Depois que ele aceitou fazer o serviço, contaram como seria o assalto e também a data que seria realizado o assalto.
- E, será quando?
- Dia vinte e cinco... Vinte e cinco de janeiro, feriado, aniversário de São Paulo. Será mais fácil para o roubo, e além disso, haverá, como Rafael citou...
- Mais dinheiro no caixa-forte – Completo, como se tivéssemos ensaiado...
- Sim.
- Mas hoje já é dia quinze, só faltam dez dias, temos que fazer algo, e rápido!
- Mas o que? Rafael está sumido, não sabemos onde os bandidos estão ou quem são, e eu já fui à polícia, mas nem ligaram, e prometi a Rafael que não diria nada a ninguém, mas fui obrigado a lhe contar tudo, depois de você me ajudar, e também por achar o livro e esse bilhete...
- Droga... Mas ainda não entendi, por que ele?
- Disse que o principal motivo era por ele possuir e saber parte da senha do caixa-forte principal, tornando assim mais fácil o assalto.
- Então o Sr. Augustus, dono do banco, corre perigo também. E...
E...
Não! Sua idiota, você agora também possui parte da senha! Submersa pela história, pelo que João Carlos contava, nem se lembrou disso... Idiota! Mas, quer dizer que... Davi! Gustavo!
- Não...
- Vanessa, que foi?
- Minha família, corre perigo!
- Mas, por quê?
- Agora eu tenho parte da senha do caixa-forte! Rápido, enquanto ligo para meu marido, você vá à polícia, com Paula, e leve os outros bilhetes, e conte tudo o que sabe.
- Mas prome...
- Esquece isso! Por sua causa ele já pode estar morto!
Não devia ter dito isso, o deixo magoado, se sentindo culpado. Sua burra...
- Bem... Tá bem, eu vou. Mas, e você?
- Eu irei com meu marido, e pedirei proteção para minha família, eles não vão poder recusar depois que souberem de tudo...
- Certo, até mais...
Pago a conta, saio correndo para um lugar mais calmo do shopping e ligo para Gustavo, que deveria estar ainda no hospital, trabalhando:
- Alô, Gustavo?
- Querida, ta ofegante. O que houve?
- Não dá tempo de explicar. Preciso que pegue Davi na escolinha e...
- Mas, ele só sai daqui a duas horas, e é você quem sempre pega...
- Me ouça! Pegue Davi na escolinha, o leve para casa, e me esperem lá.
- Mas, por quê?
- Meu bem, apenas faça isso e depois nos falamos. Tchau.
- Tchau...
**********
Mas, o que foi isso? Ela liga para mim e me diz para fazer coisas sem sentido, sem ao menos se explicar? Que desrespeito foi esse? Que loucura foi essa? Querendo ou não, a contragosto, farei o que ela pede, mas depois terá que me explicar tudo!
- Ângela, terei que sair mais cedo hoje, Diga ao doutor André me substituir, está bem?
- Claro, Dr. Gustavo.
O dia passou e acabei me esquecendo do tal sujeito que rondava o quarto de Rafael. Desde que entrou no banheiro não o vi mais. Deixo pra lá...
Antes de sair, visito uma paciente. Uma garotinha, de apenas dez anos. Tem uma grave, e fatal, doença, e a cirurgia para curá-la é muito cara, infelizmente os pais não têm dinheiro suficiente para paga-la.
Sinto pena, mas, não é uma coisa rara de se ver, triste... Cuidarei disso depois, não tenho tempo para pensar nisso agora, minha querida... E louca... Esposa, me espera.
Ligo meu carro e vou em direção à escolinha de Davi. A maior parte do caminho transcorre normalmente, porém... Curiosamente, um carro, uma pick-up, para ser mais exato, parece me seguir. Pega as mesmas ruas, para nos mesmos pontos. Coincidência em fazer o mesmo caminho, só pode...
De repente se distancia de mim, some. Paranóia minha mesmo. Dados dez minutos, chego onde Davi estuda, tendo que tira-lo no meio da aula.
Entro na escola, ando a passos rápidos pelo corredor até a diretoria, para depois pegar Davi em sua sala, que no momento estava desenhando alguma coisa que a professora pedira.
- Mas, senhor Gustavo, por que está levando ele mais cedo hoje?- Pergunta a professora de Davi, uma velha, chata e rabugenta...
- Médico... Dentista, marcado – Invento.
O levo pro carro e seguimos caminho, desta vez para casa, onde teria que esperar por Vanessa, sem nem saber o por quê...
- Papai, pó que tenhu que ir no médico?
- Você não vai não filho, vamos para casa. Lá sua mãe nos espera....
- Espera po que?
- Não sei filho, não sei...
Finalmente chegamos em casa. Só que, parece vazia, sem ninguém...
- Filho, espere aqui no carro, jájá volto com a mamãe.
- Ta.
- Querida...Vanessa! – Grito por ela, sem resposta...
Porta da frente aberta, escancarada. Entro em casa, grito novamente – VANESSSA! – Mas só ouço minha voz, mais nada...
Vou à sala. Que coisa, toda bagunçada, com almofadas espalhadas pelo cômodo, tapetes desarrumados, abajur no chão... Quem fez isso?
- PAPAI!
Meu filho, gritando! O esqueci no carro, sozinho... Seu irresponsável!
- JÁ VOU DAVI!
Corro para fora da casa. Tropeço no abajur, me machuco, mas não foi nada... Está um vento, um vento forte, incessante. Vejo Snoopy, preso, latindo feito doido, mas só faz assim quando tem estranhos por perto... Vou em direção ao meu carro, vejo, do lado dele, aquela pick-up, a que eu achava que me seguia... Droga, eu estava certo...
- Davi? – Carro vazio, ele não está mais lá. – DAVI! – Grito por seu nome, mas não adianta... Viro-me para ver a pick-up novamente, só que dessa vez a porta do motorista estava aberta, mas anteriormente quando as vi na primeira vez estavam todas fechadas...
Hã, que foi isso? Ouço barulhos vindo de dentro da casa, talvez seja ele! – Davi? – Porta entreaberta, passo por ela, não vejo ninguém... Ouço um barulho atrás de mim, vindo da porta, o que...
**********
- Um momento senhor João Carlos, um oficial virá lhe atender em breve.
- Obrigado.
- SEU CANALHA, POR QUE NÃO ME DISSE NADA?
- Paula, compreenda, foi o que Rafael pediu, que eu não contasse nada. Entenda, foi para seu pró...
- SAI DE PERTO DE MIM!
Saco. Que pessoa é essa que faz a mulher de seu melhor amigo chorar aos prantos? Tudo minha culpa... A deixo sentada numa cadeira qualquer, precisa ficar sozinha, absorver os fatos, compreender tudo, não tem como falar com ela agora, está fora de si... Mas, cadê esse oficial que não vem logo?
- Boa tarde, senhor?
- João Carlos.
- Senhor João Carlos. Sou o capitão Cláudio, desculpe-me pela demora, fui visitar minha filha. Bem, soube que você tem informações sobre um possível assalto a banco e seqüestro, então, no que posso lhe ajudar?
Dard* :)Citação:
Não sei se foi por que o dia todo ficou chovendo ,ou se por que morri no Tíbia XD, sei lá.. Mas, não fui muito com a cara desse '-.-... Mas ta ai o/
Fala Dard!
Você não foi com a cara do cap.?
Eu gostei (novidade HAHA ;x) e muito!
Que saco, eu queria alguma coisinha, algum errinho pra me fazer de crítico, mais só que você é muito mal e não me da oportunidades!
Cara, eu gostei muito desse narrador em primeira pessoa, mesmo sendo mais complexo que os outros narradores, a disposição do texto evita que o leitor se perca.
Parabéens!
Vo torcer pra você morrer mais vezes no Tibia! ;x
Brincadeira.
Grato, Wakka H.
Depois de um tempinho sem entrar aki..resolvi da uma passada e recebo um presente!
Nada melhor doq ir dormir, sem antes ler um historinha ahuah fico meio gay isso mas azar XD
Bom cara..curti mto o cap. fico um dos melhores...(bom a maioria ficou otimo)
Chuva, sempre faz agente pensar na vida, ou em coisas do passado, ou em coisas triste, mas esse trouxe uma coisa boa..um ótimo cap. =D
Continua assim...escrevendo cada vez mais cap. com tipos diferentes de narrador..e MORRENDO NO TIBIA HAHAHAH!! Tibia faz mal pro cara..para de jogar isso ai ;P
flw.
PS: Como vai teu PC? ;o
davi .-.
gostei do cap o.o faz otro logo >=(
mio dios, othemo capitulo, agora só no proximo para sabermos u.u
cya
Capítulo 9 – Justiceiro
Sete da manhã. Ainda está cedo, só entro no trabalho as onze hoje. Volto a dormir...
...
Nove horas, antes adiantado, agora atrasado. Porcaria...
Minha mulher, Ivone, já não está mais em casa, talvez tenha ido visitar nossa filha mais cedo hoje. Também queria ir vê-la, mas o dever me chama.
Pego meu uniforme, e o visto o mais rápido possível, muito atrasado estou. Olho-me no espelho, ah, como você ta ficando velho, esse trabalho está lhe matando, dia após dia... Estando pronto, todo arrumado, vou para o meu serviço, a pé, não tenho carro, nem dinheiro para tal, no que eu trabalho o salário não é lá essas coisas, mesmo sendo um serviço muitas vezes perigoso, até para a minha família...
Trinta minutos mais tarde, chego ao meu destino: 35º Distrito da Polícia Militar de São Paulo, lugar onde trabalho à quase vinte e cinco anos, minha segunda casa, praticamente...
- Bom dia, capitão – Cumprimenta Bruno, meu parceiro de trabalho, um jovem rapaz no qual admiro muito seu esforço para se tornar alguém nesse lugar sujo, imundo...
- Bom dia, Bruno.
- O senhor tem um recado, da sua mulher. Quer que ligue urgente para ela.
- Ah, obrigado, depois ligo – Fico preocupado, tenso... Será que tem a ver com nossa filha?
- PORRA MEO, eu não fiz nada, nem sabia que era de menor! - Meus pensamentos se esvaem de minha mente com o grito de um delinqüente que acabara de chegar, algemado em companhia de um policial.
- O que foi que ele fez? – Pergunto.
- Estava em um motel junto com uma jovem de dezesseis anos, e ainda por cima com cinqüenta gramas de cocaína.
- Pode deixar que eu falo com ele – Interrompe outro policial. Seu nome, Guilherme. Violento, ele batia, para depois bater mais ainda, para depois começar a perguntar o que aconteceu. Corrupto, tinha tratos com os bandidos mais influenciáveis da cidade, na qual dava proteção a eles e informações sobre operações e investigações policiais. Era assim que ele conseguia seu segundo “salário”. Muitos do departamento sabiam de suas ações, mas provas, não tinham, não existiam...
- Okay Guilherme. Mas cuidado para não deixa-lo “fugir”, hein?
- Engraçadinho – Responde, com certo desgosto.
- DROGA, mas ela falou que tinha vinte anos!
Continua berrando o infeliz. Jovem, vinte e cinco anos, mas com quatro passagens pela polícia, por roubo e assalto à mão armada. Será solto em instantes, faz parte de uma gangue na qual o líder é “amigo” de Guilherme. Ficará livre como se nada tivesse feito...
Mas, apesar disso, é um dia comum no departamento. Um lugar feio, barulhento, mal-cuidado. De um lado vejo uma mulher fazendo um B.O. de seu marido que a espancara mais uma vez. Não irá adiantar nada, e semana que vem estará aqui novamente. No fundo, passando por algumas portas trancadas com grossos cadeados, tem os presos, que ficam aqui até um camburão vim pega-los e leva-los ao presídio mais próximo, e cheio. Vejo também um policial dormindo em sua cadeira de seu escritório, outro lendo um jornal, outro juntando as pistas de um homicídio que ocorreu na noite anterior. Que milagre, alguém trabalhando...
Reparo em um novato, perdido em seus afazeres, cumprindo à risca as regras que aprendeu no treinamento, e que todo mundo esquece ou ignora tempos depois. Ainda é inocente, com a ilusão de que ser policial é que nem nos filmes americanos, aquelas merdas...
Um dia ele verá e sentirá a verdade, e será tão trabalhador quanto o dorminhoco do meu lado...
Devo ser um dos únicos que ainda sabe de cor as regras, os artigos, as penas, os códigos, tudo. Devo ser também um dos mais velhos que ainda trabalha nas ruas. Quarenta e cinco anos, mas mais rápido e efetivo que muitos de trinta. Prendi mais de mil e quinhentos bandidos em toda a minha carreira, mas pelo menos metade estão por aí, soltos, livres, protegidos...
Atualmente, estou em um caso de assaltantes de banco, e isso já faz dois anos. Começaram com pequenos bancos do interior, mas nos últimos anos assaltaram quatro grandes bancos do estado. Quase os peguei uma vez, mas fugiram, por pouco... São liderados por um tal de Marcos, já fora preso uma vez, por assassinato. Ele eu conheço bem, já os outros integrantes do grupo, nem tanto... Mas um...
- Capitão, sua mulher, esqueceu? – Indaga Bruno, me fazendo deixa de lado o que estava pensando.
- Opa, vou ligar logo, deve ser importante... – Procuro meu celular, uma “coisa” na qual ainda não me acostumei...
- Alô, Ivone? O que houve?
- Por que demorou para ligar?
- É que...
- Deixa pra lá ! Venha logo no hospital, é urgente!
- Mas, o que houve?
- Nossa filha, Cláudio, está morrendo, está morrendo! Vem logo! – E desliga subitamente o celular, mas pude ouvir ela começar a chorar...
Não penso em nada, só corro instintivamente para fora do departamento, afim de pegar um ônibus e chegar logo ao hospital.
- Capitão, o...
Não ouço ninguém, só corro. Pego um ônibus, dez minutos até chegar ao hospital. Trânsito. Tudo parado. Saio e vou a pé mesmo. Demoro, chego exausto, mas não ligo, tenho que ver minha filha!
Chego no balcão, pergunto pra atendente:
- Por favor, onde está internada Sophia, Sophia de Oliveira?
- O senhor é algum parente?
- Pai – Cansado, mal consigo falar...
- Quarto 12B, terceiro andar, no fim do corredor, Mas tem que as..
Não presto mais atenção. Saio correndo novamente,em direção ao elevador. Espero, espero, e espero. Ahhhh que droga, Demora demais, vou pelas escadas mesmo, três andares apenas...
Enquanto vou subindo degrau por degrau sem descanso, me pergunto no que pode ter acontecido de tão grave com Sophia. Será que o estado dela piorou? Meu Deus, dez anos, tão jovem, tão nova, uma criança... Não sei o que faria sem ela...
Ando depressa pelo corre... Ai... Meu coração... Meu peito, dói demais... Será que vou ter um enfarte, de novo? Se sim, pelo menos já estarei no lugar certo e serei atendido logo...
Ah, to quase lá, 4B, 5B, 6B, banheiro... Mas o que...Vejo alguém familiar saindo do banheiro, lembro do rosto, cabelos longos, mas quem... Não, que se dane, não deve ser nada. Continuo a procurar o quarto. Nove B, 10B, 11... Doze B, aqui!
Abro a porta bruscamente...
- Sophia!
- Não grita! Ela está dormindo! – Replica minha querida Ivone. Olhos vermelhos e marejados, deve ter chorado até não agüentar mais...
Realmente ela dormia. Dormia como um anjo, escondendo seus belos olhos verdes herdados da mãe. Vestia apenas uma roupa, um vestido, do hospital, de um branco puro, dando um ar angelical maior ainda a ela. Não tinha mais seus cabelinhos cacheados, estava calva, devido à doença...
- Senhor... Cláudio, certo? – Entra no quarto um médico. Nunca havia falado com ele, mas o já tinha visto, cuidando de minha princesinha.
- Sim, sou eu...
- Dr. Gustavo, prazer. Esperei o senhor chegar para falar para ambos sobre o caso de sua filha.
- Bem, cá estou, diga.
- Como sabem, a filha de vocês tem tumor no cérebro e...
- Sim, sabemos faz uns dois meses, doutor...
- Deixe-me terminar, por favor. Mas já faz quatro meses que ela está com essa doença. Se tivesse sido descoberta antes Sophia já poderia estar melhor de saúde. E ela não tem um só tumor, têm três, que tem que ser tirados o mais rápido possível, com cirurgia.
- Sim, sim, o plano de saúde vai cobrir os gastos, certo?
- Infelizmente, esse tipo de cirurgia, não. Vão ter que pagar por ela separadamente.
Não...
- Como? E quanto é?
Bem, contando a cirurgia de quimioterapia, radioterapia, entre outras, mais a parte dos médicos, mais o transporte e estadia dela em outro hospital, no Rio de Janeiro, por que aqui não poderemos fazer, entre outros gastos, ficará em torno de cem mil reais.
- Meu Deus...
- Mas, não temos tudo isso! Minha mulher está desempregada e eu recebo só dois mil por mês! – Falo, grito, irritado, perplexo, pasmo...
- Sinto muito, mas tem que pagar pelo menos quarenta mil antes da cirurgia, e, tem que ser feita rapidamente.
- Por que, para quando?
- Duas semanas, isso dá até dia 29 de janeiro. Se demorarmos muito, ela pode...
Ele pára de falar, titubeia por alguns instantes...
- Pode o que doutor? Não enrole!
- Morrer senhor Cláudio, morrer. Ela não aguentará mais do que três semanas, e então terá morte cerebral.
Ivone não se contém, e começa a chorar, sem parar. Tento consola-la, mas em vão...
- Bem, quando acordar tentem não fazer ela se esforçar muito, deixe-a em paz. Se me dão licença, tenho que sair mais cedo hoje. Qualquer coisa chamem Ângela, minha assistente...
- Tudo bem doutor...
Ele vai embora, e eu e minha mulher ficamos lá, olhando para a nossa adorável filha. Queria ficar mais tempo, mas recebo um chamado pelo celular, estão me procurando no departamento... Mas antes, fico mais alguns segundos observando minha doce Sophia dormir como se estivesse em plena saúde. Observando um pequeno ser que pode deixar de viver por causa de dinheiro, ou a falta dele. Malditos gananciosos, maldito plano de saúde... Mas, não importa como, farei de tudo para conseguir o dinheiro!
Dard* :)Citação:
Malz pela demora, mas PC fd...Desse capítulo nada tenho à reclamar, só acho que o dexei muito rápido =x
Citação:
Postado originalmente por Dard Drak
Não seria tratamento de quimio/radioterapia?Citação:
Postado originalmente por Dard Drak
Primeiro a ler este capítulo!?
Parabéns! Uma obra prima como sempre!
Grato, Wakka H.
PQP! Post Triplo...
Perdão Dard.
Edit.
Citação:
Postado originalmente por Wakka Hill
Bem, isso que da escrever à uma da manhã ^^...
Quanto à "careca", tá certo, não fica bem em se tratando da garotinha...Se fosse falando dele, por exemplo, até ia...
Quanto aos "cabelos", sei lá, eu coloquei em diminutivo pra enfatizar o amor e o carinho que ele tem pela filha XD...
E sim, é "tratamento", li um texto falando disso mas nem reparei na hora que passei pra história '-.-...
Oras, obrigado pelas correções =D...
Mas...não acha que o desenrolar do capítulo não foi meio rápido demas =x?¿
Dard* :)
Não sabia se resondia por aqui ou por MP, espero que não esteja floodando.Citação:
Postado originalmente por Dard Drak
Só uma coisinha, uma correção do meu post, a parte dos "cabelos", eu postei e li denovo o capítulo, e vi sua intenção ao colocar no diminutivo, tentei editar, mas pelo mesmo motivo do post triplo, não arrumou...
Quanto o desenrolar do capítulo. Acredito eu que não, se fosse em outra situação ficaria rápido demais, mas olhe meu ponto de vista...
Uma vez que não ficou tãaaaaaao corrido assim, e sendo que o enredo tratado no capítulo é um enredo tenso. O ritmo do capítulo combina com a situação da personagem, acho que ficou ótimo, colocou o leitor no mesmo ritmo do RP, talvez tenha sido intencionalmente mas fez ambos (leito e história) entrarem na mesma expectativa.
Não sei se ficou claro o que escrevi...
Mais uma vez, parabéns.
Grato, Wakka H.
lol agora sei como essa historia ta ganhando la no melhor rolepllay de agosto
ta manera a historia GRATS :)
nao to mais entrando direto mais aqui mas tenho que passar para ver essa frustante historia =P, creio eu (espero que nao seja estraga prazeres) que deu para descobrir uma coisa interessante nesse capitulo =P.... e o que o wakka falou é verdade, deu um clima tenso na historia, era como se vc estivesse correndo junto com a personagem... então, continue o/
ps: e o tuto de Thais não sai mais nao T.T?
Capítulo 10 – Conhecendo o Inimigo
Droga, onde estou? Meu corpo se contorce em dor... Ai, lembrei..Invadiram minha casa, me pegaram... Eles... Gustavo! Onde está? Davi! Onde estão? Não enxergo nada, esta escuro como o breu. Tento me levantar, mas... Meus braços, minhas pernas, estão presos! Estou amarrada, numa cadeira... Onde eles me colocaram? O que fizeram comigo?
- Minha cabeça, como dói... Vanessa, é você?
- Gustavo! Meu amor, você está bem? Cadê Davi?
- Eu não consigo vê-lo, mas sinto-o aqui do meu lado, desacordado.
- Ai, graças a Deus, estão todos bem...
- Por enquanto senhora Vanessa, por enquanto...
Alguém adentra no lugar. Não reconheço a voz, não sei quem é... No instante seguinte, a luz do recinto é acesa, e vejo o sujeito: Pela aparência, não conheço mesmo. Segurava uma arma, prateada e pequena, em sua mão direita, mas a manuseava como se fosse de brinquedo, a girando e fazendo manobras em sua mão, e depois a prendendo na cintura, dentro da calça... O lugar que estávamos não era dos mais bonitos: Não tinha nenhum móvel nele, a não ser as velhas cadeiras em que eu e Gustavo nos situávamos, era sujo, com paredes descascadas e cheias de manchas. A única saída daquele lugar disforme era a porta por qual passara o tal homem da arma. Estávamos enclausurados, como animais... MEU FILHO! Davi, minha criança, estava do lado de Gustavo, dormindo, desmaiado, não sei. Parecia calmo, parecia que, para ele, era mais um dia normal...
- O que fez com Davi?
- Seu filho? Nada, não sou um monstro, como aparento ser. Só passamos um pouco de clorofórmio nele, estava chorando e esperneando demais, e isso irrita, sabe? Daqui a duas horas ou mais ele irá acordar, Vanessa...
- Seu cretino...
- Doutor Gustavo, ninguém lhe chamou na conversa. Porém, sua cabeça ainda dói? Nem deve ter visto o sujeito que te acertou, Rodrigo. Um homem de atos rudes, exagerados, igual ao irmão... Logo, terá o “prazer” em conhecê-lo melhor.
Meu marido fica quieto, não diz mais nada. Porém, nessas horas, é bom, e também inteligente, ficar calado, sentir medo... Mas, eu não queria ficar quieta, queria explicações:
- Mas, o que vocês querem? Quem são vocês? – Mas, sei quem são, sei o que querem...
- Senhora Vanessa, sem fingimentos. Sei que você conhecia, mesmo que vagamente, o Rafael, ex-companheiro seu de serviço. E agora você está no lugar dele, e tem parte da senha de um cofre cheio de dinheiro das mais diversas nacionalidades. Pensa um pouco Vanessa, pensa: Por que queremos você?
- Rafael...
- O que o senhor murmurou aí, doutor Gustavo?
- Hã? Nada, não foi nada...
- Hum... Bem, continuando, antes de seu querido marido nos interromper novamente, queremos que você, Vanessa, nos “ajude”. E se não...
- Vou ajudar... – Cedo, que escolha eu tinha, afinal?
- Mas, você foi muito rápida em sua decisão... Mas esperta. Ao contrário de Rafael. Rapaz ingênuo, achou que poderia nos enganar...
- O que ele fez? – Como se eu já não soubesse, também...
- Bem, poderia dizer tudo o que houve, mas não é da sua conta. Rafael é passado. Mas, por que tantas preocupações com alguém que você mal conhecia? Por que essa curiosidade com uma pessoa que você sempre ignorava no serviço? Ignorava-o porquê? Inveja por ele possuir um emprego melhor que o seu? Inveja da vida dele? Por que, Vanessa?
Realmente, nunca parei para falar com ele. Só o cumprimentava, friamente, porém...
- Isso... Isso não é da sua conta também. – E nisso ele dá uma risada forçada, idiota, ridícula...
- Ah, Vanessa, gostei mais de você do que de Rafael. Você não demonstra medo, nem parece ter, mesmo estando amarrada numa cadeira em um lugar que desconhece totalmente. Está calma, até demais... Será que sabe de algo que eu deveria saber?
- Não, não sei de nada...
- Vanessa, não me desafie, não me desafie... Bem, preciso falar a sós com você, então seu marido e o pirralho irão para outro lugar. RODRIGO ! JÚLIO!
Entram no quarto dois gêmeos, musculosos. Estavam no carro em que me trouxeram pra cá; Um deles pega Davi, ainda desacordado, e o carrega no colo. O outro vai em direção a Gustavo, o desamarra da cadeira e o pega pelo braço, perto do ombro, o levando para fora da sala:
- Meu bem...
- Fique calma querida, vai dar tudo certo...
- Não pode prometer o que não tem certeza se irá cumprir, doutor Gustavo.
- Não falei com você, seu desgraçado!
Por que foi falar isso meu bem, por quê? Vejo o homem da arma prateada tirar a mesma da cintura, a destravando, e apontando em direção a Gustavo... Não pode ser...
- NÃO!
**********
- Bem, e isso é tudo, policial.
- Hum, isso é tudo o que tem a dizer, senhor João Carlos? Não tem mais nada a falar, não escondeu nenhuma informação, novamente? – Ajo com ignorância na pergunta, eu sei, mas ele merece, ocultar informações assim, tão importantes...
- Sim, mas... Eu já tinha vindo aqui uma vez, mas recusaram o bilhete que trouxe e também o depoimento que dei...
Já tinha vindo? Mas não soube de nada, e eu que comando o caso! Eu que estou no encalço desses malditos há longos dois anos! Eu que deveria saber de tudo que ocorre! EU! Quem foi à pessoa desinformada que fez isso?
- Mesmo assim, seu João Carlos, mesmo assim... Além disso, cadê essa tal Vanessa? O senhor disse que ela já viria com o marido...
- É, ela falou que ia passar aqui, mas, não sei o que houve, tão demorando demais...
- Bem, de qualquer modo, com Vanessa ou não aqui, o senhor ficará detido até encontrarmos esse Rafael. E reze para que isso aconteça, senão ficará preso por um bom tempo por um ato tão tolo...
- Preso? POR QUÊ?
- SENHOR JOÃO CARLOS! Não grite, ou posso incluir na sua ficha também desacato à autoridade! O senhor está, a partir de agora, e até a resolução do caso ou fechamento do mesmo, preso por ocultação de informações de possível seqüestro e assalto a banco!
- Mas, Rafael me fez prometer...
- Que amigo esse, por causa dele ficará preso – Pego um par de algemas da gaveta de minha escrivaninha e coloco nos pulsos desse homem, que mesmo sendo inocente, que, mesmo que tenha feito algo errado para ajudar um amigo seu, para o próprio bem dele, tem que ser preso. É a lei, coisa que muitos esqueceram por aqui...
- Bruno, leve-o para alguma cela...Vazia. Depois, fale com aquela garota que não pára de chorar, Paula, deve ser esse o nome, e diga para ela ir pra casa, deixar seu número de telefone e qualquer coisa entraremos em contato. E, em seguida, volte aqui.
- Sim capitão...
Espero ele sair. Ligo para a casa dessa Vanessa, João Carlos me fornecera o número, mas ninguém atende, droga. Terei que ir ao banco onde ela trabalha para conseguir informações. Seis horas já, e ele fecha às sete. Meu Deus, já não basta os problemas que já tinha, agora mais esse. Desgraçados, dessa vez não escapam!
- Capitão?
- Sim? – Absorto nos dilemas de minha vida miserável, mal vejo o jovem Bruno entrar no escritório...
- É que o senhor falou pra eu voltar pra cá e...
- Ahh... Vamos no banco Santander, onde Vanessa trabalha. E você, pare de me chamar de senhor, não sou tão velho, e já trabalhamos juntos à quase seis meses.
- Sim se... Cláudio.
- Isso mesmo...
Antes de sairmos, pego dois de meus mais valiosos acessórios: Meu belo distintivo, na qual me sinto honrado em ter, e que faço muito esforço para merecer usa-lo, enquanto muitos não são dignos de nem por os pés nesse lixo de departamento... E minha fiel escudeira, protetora, guardiã... Minha glock 19, pistola padrão da polícia usada para combates de curto alcance. Já foi minha “heroína” diversas vezes.
Entramos em nossa viatura, uma lataria, para ser sincero. Mas, não podemos reclamar... Ligo o carro e partimos em direção ao banco. Malditos, voltaram à ativa, justo agora... Tenho que ligar para Ivone, ver se tem alguma novidade sobre Sophia. Miseráveis, já roubaram quatro bancos, quando será que ficarão satisfeitos? Quantas vidas ainda irão prejudicar? Droga, cem mil reais, meu Deus, como arrumarei tudo isso? Quantos problemas, são tantos, mas nenhuma solução, nada...
- Ca... Cláudio, ta tudo bem? Está estranho hoje...
- Ah sim, normal, só estava pensando... – Arranjo um assunto qualquer, não quero envolver Bruno em meus problemas pessoais – Em quem poderia ter recusado provas de um assalto e até seqüestro, em nosso departamento. Não se pode ignorar provas, assim, por mais que pareçam fúteis...
- Foi Guilherme...
- O Q... O que?
- Foi Guilherme quem falou com aquele homem na primeira vez que esse João Carlos veio, há alguns dias atrás. Você estava fora, patrulhando o bairro de Santo Amaro... Ele disse que poderia ser apenas trote de algum vagabundo. Por quê?
- Ah, nada não, apenas curiosidade. – Maldito...
**********
Um barulho ensurdecedor repercute por todo o quarto. O tiro foi disparado. Havia fechado os olhos, não vi nada. Abro-os, com medo do que poderia ser visto. Olho em direção ao lugar onde Gustavo estava, com o coração palpitando: Ufa... Está bem, sem ferimentos, com os braços escondendo o rosto, em pânico. O desgraçado havia atirado na parede, a poucos centímetros do abdome de meu marido. Meu Deus...
- Que fique bem claro que eu mando aqui! EU! Mais um desrespeito desses e não errarei o próximo tiro!
- O que houve aqui? Quem atirou? – Repentinamente entra no quarto um rapaz franzino, de óculos. Deveria ser o tal Ícaro.
- Foi o Marcos. – Responde um dor irmãos gêmeos. Ahh, então esse é Marcos, líder do grupo...
- É, mas foi na parede. – Replica o outro irmão, se intrometendo.
- Marcos, por que fez isso? – Pergunta novamente Ícaro. Pareciam crianças discutindo...
- Mas que MERDA! Chega de conversa, e não devo satisfações a você, Ícaro. Continue lá fora vigiando! E vocês dois, levem logo o garoto e o doutor para o outro quarto. Vão!
Todos obedecem, como se fossem cães treinados. Ficam apenas eu e Marcos no local, sendo que eu ainda permanecia amarrada na cadeira, com meus braços e pernas pulsando de dor...
- Bem, senhora Vanessa, finalmente estamos a sós. Vamos conversar sobre a “ajuda” que dará...
Dard* :)Citação:
Tentei melhorar esse, mas não consegui...Sei que devem estar de saco cheio de só diálogos e talz, mas, acalmem-se x)
Ufffa, achei grande esse O.o
Conversas..mto conversas, mas ta certo cara..tu naum pode mudar mto coisa...tem q ter conversas :D
Qro ver a hora da ação Policia atras deles e eles indo roubar o Banco : D
Bom acho q eras isso..até!
descukpe a demora pra comentar xP continue que ta bom =D~~