Boas descrição, deve ser algo apavorante para um cidadão comum ver um monte de bichos estranhos invadindo o local onde o pessoal mora.
Cara aguardo ansioso o próximo capítulo. Já imaginou as descrições da guerras que se seguem.
Versão Imprimível
Boas descrição, deve ser algo apavorante para um cidadão comum ver um monte de bichos estranhos invadindo o local onde o pessoal mora.
Cara aguardo ansioso o próximo capítulo. Já imaginou as descrições da guerras que se seguem.
Capítulo I - Magos da Destruição
"Testemunhe os primeiros segundos da minha dominação mundial eterna!"
- O Senhor da Morte
Era de se saber que aqueles imbecis facilitaram tudo para mim. O mestre planejava esta batalha há anos, mas ele estava velho demais para lembrar-se desta luta e presenciá-la. Fraco, mal continha-se no poder daquela pequena e escrota cidade de cientistas malucos e magos esotéricos.
Eis que, andando calmamente por Yalahar, o tal Mago da Energia me aborda:
- É claro que queríamos que você fugisse. Deixar um Mad Scientist lhe vigiando era como mandar um rato cuidar de um gato.
- E eu com isso, rapaz? Aquele coitado morreu em três movimentos! Duvido que com você vá ser diferente.
- Quer pagar para ver? Esqueceu-se do "Mesmo um rato é um mago melhor do que você!"?
- Essas suas frases escrotas e sem noção não me rebaixam. Sinta o calor da batalha.
- Você realmente quer batalhar comigo? Já não duvido que seja um mago insano. Você com o fogo, eu com a energia. Eu já ansiei este duelo por anos, seu descendente meia-boca!
- Não venha com este papo de parentesco. Você veio do primogênito dele, e eu, de sua filha caçula. Não me interesso em desvendar estes mistérios, não tenho tempo para isto. Se você não percebeu, estive desenvolvendo poderes com o ar.
- Para de brincadeira. Nós não gostamos de intrusos!
Assim, o tal Mago da Energia começou a produzir uma esfera com raios flamejantes. Sim, o esburacador, rompedor, o que abre crateras em solo metálico. Soltando em direção ao Mago do Fogo, o mesmo lhe revidou, com uma esfera contínua e luminosa de fogo. Os poderes se chocaram e uma competição por força mágica começou a se iniciar. Com alguns minutos de batalha podia-se ver o acesso aos quarters do leste totalmente destruído, e nenhuma magia havia atingido o inimigo até então. O Mago da Energia provou-se levemente mais forte ao conseguir beliscar as mãos do inimigo.
A força mágica estava ao lado de um, mas a inteligência, do outro. Ao interromper o ataque de energia, o Mestre do Fogo escorregou levemente para a esquerda, abrindo um leque de possibilidades para ataque: ousou usufruir de sua mais nova técnica, com o ar.
Um leve movimento com seus dedos fora capaz de atirar o Mago da Energia uns vinte metros para trás. Eis que o mesmo, levemente ferido, ocasionou uma destruição massiva em metade da cidade: este mesmo, A Raiva dos Céus fez o mago produzir uma chuva de raios que acabariam com qualquer ser vivo desejado pelo invocador. Eis que, próximo de atingir o Mago do Fogo, um velho barbudo com uma manta preta e um cajado de fogo flamejante surgiu, incrivelmente evaporando os poderes invocados pelos magos.
- Qual é, crianças, todos aqui sabemos do lado de quem vocês devem estar não é?
- Claro, criador da morte. Estamos em vida para lutar por Fortinbrae! - Bradaram os dois, em clima de abstinência e louvor ao mago.
- Que Devovorga volte, ajude-nos a exterminar os Ruthless Seven e os humanos, e que dominemos o mundo para vivermos em constante luxuria e banhados de sangue e crueldade. Como sempre queríamos!
- Os Necromancers já se posicionaram à nosso favor. Assim como todos os Cientistas, Magos e criaturas mágicas! - Disse o Mago da Energia.
- Grande coisa, Necromancers. - Disse o Mago do Fogo, piscando para o Mago da Energia.
- Não acredito! Os faraós e... e... o demônio de mil faces estarão do nosso lado?
- Isto mesmo, Mago fraco. Meus escravos são muito mais fortes do que você pode imaginar.
- Caro Mestre do Fogo. Diga-me como fizeste para escravizar Zoralurk e os Faraós? Devo mostrar-lhe gratidão, pois embora eu seja o mestre dos mestres, há uma extrema dificuldade em escravizar seres tão violentos e fortes como estes.
- Lhe conto mais tarde. Depois do fim desta guerra, você saberá tudo. - Disse o Mago do Fogo, Infernalist.
Capítulo II - Realidade Controversa
- Meu Deus! Onde eu estou? Quem é você, rapaz que ousa interromper minha noite de sono?
- Meu nome é Lardor, senhor. E se o senhor não se lembra, esteve preso em uma realidade fictícia por mais de vinte anos, pois acreditava que o fim do mundo era imparável com o Dreamwalking nas mãos dos Ruthless Seven. Assim, não querendo ver o fim do mundo e evitando ser capturado por Apocalypse e ser obrigado a ajudá-lo, o senhor prendeu-se em um passado um pouco alterado: reinos, reis, essas coisas. Mas o laço sempre pendia para o mesmo lugar. Você, Apocalypse, prisão nos sonhos... E mesmo que você não quisesse, era impossível parar de viver os acontecimentos do passado se você ficasse se prendendo nesses sonhos.
- Mas de que porcaria você está falando?
- Cordae, Lybael, Vainky, tudo mentira. Tudo personagens fictícios figurados em pessoas supostamente importantes para você na vida real. Cordae, imperador de Kazordoon. Lybael, casta elfa Kuridai que vive nos subterrâneos e são conhecidos por suas habilidades em combate. Vainky, seu único amor em vida até então: Amarie, a bibliotecária de Ab'Dendriel morta por Hemor, guarda e general do imperador de Kazordoon. Todos estes nomes são fictícios e seguidos de uma correspondência. Era para não deixar evidências de que você estava voltando ao passado repetidas vezes. Então, em um pequeno leque, você ampliou a história, fazendo com que, a cada vez que a repetisse, você tivesse apenas uma vaga lembrança de que já esteve lá.
- Eu não consigo me lembrar de nada!
- Normal, mestre. Mas você lembra-se de nossa ordem, não é?
- De que estais falando?
- Nightmare Knights. A ordem dos cavaleiros protetores do portal demoníaco da Pits Of Inferno e também protetores do Dreamwalking.
- Como assim protetores do Dreamwalking? Ele não havia sido perdido?
- Teshial, muitas pessoas inteligentes nasceram no decorrer destes vinte anos. Uma dessas pessoas é Falnus, integrante da ordem, que estudou várias maneiras de pegar de volta o Dreamwalking, e uma delas funcionou.
Teshial sentiu-se incomodado, pois sua cama de madeira estava machucando-lhe muito. Entendeu que seria produto de vinte anos deitado, e que agora estava mais fraco do que nunca. O casebre em que se encontrava era em um solo verde e fértil, perto de uma grande torre. A tal da Knightwatch tower.
O Dreamwalking havia sido aperfeiçoado por este tal de Falnus, e agora a ordem dos cavaleiros se locomoviam principalmente usufruindo de tal aperfeiçoamento: o teletransporte.
A Ordem dos Caveleiros da Madrugada possuía seis membros no alto escalão: Camdrek, Taciror, Lardor, Krendorak, Falnus e por fim Teshial. O mundo estava menos aquecido desde a última vez que Teshial esteve em vida. Os Ruthless Seven haviam recuado um pouco, os humanos estavam retomando o controle, mas passaram a receber ameaças de um grande inimigo: Ferumbras e seus servos poderosos.
Cara, voltei a ler sua história. Li até o capítulo III e...
ADOREI!!! :awwyea: :awwyea: :awwyea:
Depois eu leio e comento mais. :sanguine:
Capítulo III - História e Eclosão
Era difícil ver um evento cataclísmico daquele naquela região. A Ordem dos Cavaleiros já deduzia que isto era uma premissa não tão boa, pois algo estaria para surgir das profundezas da terra. Lardor, sempre precavido, garantiu uma máxima proteção à Teshial, escondendo-o em um pequeno dormitório secreto abaixo da Knightwatch Tower, deixando-lhe comida e bebida para repor suas forças e mais tarde voltar à luta infinita contra os demônios.
Esta premissa abalou até mesmo os grandes e poderosos mestres demoníacos, até mesmo Apocalypse. Ninguém sabia a dimensão de seu poder, mas poderia ser abalado pelo que estava prestes a eclodir. E pelo jeito ele sabia muito bem o que estava por vir.
Os grandes magos começaram seus rituais, sacrifícios e orações para que a eclosão não demorasse tanto, afinal, vosso mestre os obrigara, ou virariam comida de caveiras ambulantes.
Mas, de quem estamos falando? Talvez do ser mais tenebroso de todos os tempos: a filha de Ferumbras. Cada tentáculo seu conseguiria despedaçar ilhas ao meio, tamanha a força adquirida por ela. Fortinbrae, como era chamada, era antes de sua monstruosa mutação. Agora ela se chamava Devovorga, e havia adquirido força enquanto permanecia adormecida no subterrâneo. Seus olhos vermelhos lacrimejantes são suficientes para paralisar humanos. Seus cabelos roxos e encaracolados dotavam de uma força como seus braços, assim como suas pernas e sua língua. Ela havia se transformado numa criatura mais bizarra que demônios, e, infelizmente, mais forte.
Talvez fosse a única criatura páreo para Apocalypse. Por isso os demônios estavam recolhidos e um pouco amedrontados. A derrota de seu líder resultaria em uma explosão de desorganização na raça dos demônios, ocorrendo outra eclosão: a erupção da casta demoníaca, o que significava o fim do mundo para estes bizarros.
Os indomáveis homens da neve, os escondidos homens das sombras, os manipuladores dos elementos, todos se tornariam espectadores de uma das batalhas mais revolucionárias desde os tempos de Banor, ou da Guerra de Mintwallin. Quem deveria temer quem nesta guerra que agora envolvia mais de cinco raças distintas?
As ordens investigativas, como TBI, CGB e principalmente AVIN, estavam muito longe de serem criadas, mas esta ideia partira da necessidade de ter um órgão investigativo para denunciar a posição e as ideias dos inimigos.
Nem mesmo Venore ainda havia sido criada. O rei de Thais sentia-se incomodado com as passagens dos Nightmare Knights por lá, pois eles recrutavam guerreiros para lutar ao lado deles com as supostas "teorias mirabolantes" assim designadas pelo rei, o que acabou incomodando as pessoas do alto-escalão governamental de Thais.
Carlin passava por maus bocados. Os constantes ataques de Orcs dissimulavam o medo nas pessoas, e as mesmas não queriam juntar-se à cidade para ajudá-la a prosperar. Com o fracasso de seus planos, o Rei Xenom debandou-se e deixou a cidade sem governo. Foi assim que, proposto pelo povo, os druidas dos campos de glória migraram para a cidade a protegeram. Embora governados pelos druidas, o Rei Tibianus não conteve-se e discutiu com os druidas para que Carlin continuasse a ser uma cidade colônia. E conseguiu.
Desse modo, o Rei de Thais usou de Carlin como uma espécie de exílio para pessoas opositoras a seu governo, assim como ladrões e pensadores livres, o que tornou a cidade um inferno por um bom tempo.
A situação estava fugindo um pouco do controle, o que o levou a fazer a Red Legion entrar em cena. Ordenou que o melhor exército fosse à Carlin protegê-la dos Orcs e impôr ordem à ladrões e pessoas indesejadas. Este capítulo ficou conhecido como "O Massacre Vermelho", pois várias pessoas foram mortas pela vontade do general. A cidade ainda não havia sido terminada, por isso embora cruéis, os Red Legion eram necessários, pois os orcs insistiam em atrapalhar a construção da cidade.
Foi como um acordo com segundas intenções. A maior parte dos ladrões eram enviados para trabalhar forçado na construção de um castelo, que mais tarde seria uma moradia para os Red Legion, mas os que escapavam migravam para a cidade para roubar.
Quem não gostou nada disso foi a irmã de Tibianus, que decidiu armar uma para exterminar a Red Legion.
Ela ordenou que seu leais druids e caçadores se disfarçassem de orcs da ilha próxima e atacassem a Legião Vermelha à noite seguidamente. O general da Legião do Sangue ficou irritado por causa dos ataques e revidou depois de alguns meses. Quase toda a Legião Vermelha foi para a ilha à noite. Os orcs não estavam preparados e morreram centenas deles sem quase nenhuma perda. Quando o ataque acabou eles voltaram satisfeito para o castelo.
Dizem que os Orc Shamans amaldiçoaram a Legião vermelha, ninguém sabe, mas um terço dos soldados da Legião Vermelha morreu no caminho de volta. Algumas de suas lápides podem ser vistas no Cemitério de Northport.
Os orcs queriam se vingar, e depois de alguns dias eles também revidaram. Os orcs e muitos aliados ciclopes e minotauros de todo o Tibia vieram para apoiar seus amigos, e mataram quase todos os trabalhadores e soltados do castelo.
A ajuda da irmã do rei chegou tarde demais. Ela tentou resgatar os trabalhadores, mas não havia mais tempo. Os orcs imediatamente começaram a atacar as tropas dela também, que voltaram para a cidade. A estratégia salvou a cidade. Usaram a mesma estratégia contra a Legião Vermelha e os orcs começaram a lutar contra seus aliados de outras raças. Depois de uma longa e sangrenta luta, os orcs para suas cidades. A cidade de Carlin foi salva.
Desde então, a irmã do Rei permaneceu com seus druidas em Carlin, tornando-se rainha e governante. A Rainha Eloise, anos mais tarde, buscou saber do paradeiro do Rei Xenom, mas pouco conseguiu descobrir. O que ela sabe é que Xenom foi para leste, até chegar à Ulderer's Rock. Descobriu também que Xenom era um ancestral seu, talvez seu avô perdido, que continuara perdido.
Teshial voltou gun power aahiahiuaha!
E aí povinho do fórum! Eu, em minhas indas e vindas, estou voltando! Para continuar minha história, também.
Capítulo III - Controle Mental
Devovorga estava ameaçadora. Seus tentáculos começavam a aflorar vindos do fundo da Terra. Seu corpo estava enterrado profundamente na região de POH, mas sua ascensão e a retomada de seu poder já começou a apodrecer a vegetação em Thais, Venore e até mesmo em Port Hope. O demônio estava retornando, impecavelmente.
Teshial manteve-se nas profundezas da Knightwatch Tower, onde Lardor o deixara. Ele sentia-se muito diferente, como se algo poderoso estivesse a seu alcance, mas que tinha um cadeado trancando este poder. Tentava lembrar do seu passado, mas só lembrava de seu mundo dos sonhos. Seu esforço foi recompensado: ele descobriu que, todo este tempo no qual ficara adormecido, conseguia ouvir as vozes das pessoas que ficavam diante dele.
Lardor sentia que Teshial estava diferente, mas não surpreendeu-se: deve ter sido uma surpresa ver que o garotinho Lardor era um rapaz de vinte anos no qual defendia uma torre com seu sangue para resguardar seu segredo. Teshial começou a sentir uma dor de cabeça tremenda, e vozes começaram a ecoar no seu cérebro. - Eu lembro dessa voz!
Camdrek, o encarregado de observar Teshial enquanto Lardor liderava uma operação para desvendar o evento cataclísmico, ouviu estranhos barulhos porta adentro. Teshial estava gemendo, aparentemente de dor. Rapidamente, este experiente guerreiro abriu a porta, e deparou-se com uma cena bizarra: Teshial parecia tentar abrir sua cabeça loucamente, pois cravava suas unhas na cabeça, arranhava-a, tentando abri-la. Em anos de luta, Camdrek nunca havia visto nada igual.
Subitamente, Teshial levantou-se. Seus olhos estavam com uma tonalidade diferente, e o sangue de seu machucado na cabeça começara a escorrer preto pela sua face. Camdrek assustou-se, recuando. A cor azul morto em seus olhos lembrou-lhe algo: empunhou sua espada e a apontou para Teshial. - Você morrerá aqui e hoje, demônio.
Teshial começou a encarar Camdrek, com um olhar demoníaco. O homem paralisou por alguns segundos, depois voltara, totalmente incontrolável. O elfo absorveu a Mind Domination de Apocalypse, mas ele estava com sérios problemas. Camdrek começou a caminhar em direção à saída, saiu das profundezas da torre e foi em direção à POH. Teshial o acompanhava. Em seu destino, Camdrek deixou ser abatido por uma Giant Spider.
Como Lardor havia dito, o acontecido em seus sonhos espelhava-se na vida real. Isso deixou-o extremamente perigoso, e muitas vezes, incontrolável.
Ele entrou na mente de Camdrek, levando-o ao "suicídio" em Plains Of Havoc. Quando a Giant Spider matou Camdrek, correra atrás de Teshial. Em dois movimentos ela estava morta. Um pulo e: Exori Frigo congelaram-na eternamente. O elfo desapareceu.
Lardor retornou com a ordem para a Knightwatch, pois já estava anoitecendo. Ao perceber o sumiço de Teshial e Camdrek, este preocupou-se.
- Teshial não está bem, pessoal. Ele sumiu, assim como Camdrek, o que pode ter acontecido?
- Não faço a mínima ideia. Mas tenho percebido que Teshial está muito diferente desde a última vez que lhe vi acordado. - Disse Krendorak.
Sendo noite, todos recolheram-se para os dormitórios e decidiram procurá-los amanhã. Com vossos segredos, do Dreamwalking, poderiam encontrá-los mais fácil. Nesta mesma noite, Falnus teve alguns sonhos estranhos e bizarros. Ele acordou subitamente, gritando e lacrimejando sangue, fazendo todos os guerreiros da ordem acordarem.
- Mas que diabos foi isso, Falnus? - Perguntou Lardor.
- Eu, eu, eu estava sonhando com...
- Com? - Perguntou Taciror.
- Com um ser grande e vermelho.
- Aparência de um demônio? - Perguntou novamente Lardor.
- Absolutamente.
Lardor levantou-se, e, muito depressa, sacou um livro negro empoeirado e muito grande. Nele estava escrito: Demônios: Simbologia e outros mitos. Procurou por um nome chave.
- Mantenham-se em alerta o restante da noite. Algo ainda pior do que o temido está para vir. Falnus recepcionou um sinal. Isto indica que uma cabala irá revelar-se.
A noite, então, passou lentamente. Todos os guerreiros ficaram em estado de vigília, cada um em uma parte da torre. Eles observavam, da parte de dentro, a escuridão lá fora, e temiam pelo que viria. Menos Falnus, que desapareceu.
Q historia boa sô! cuidado Izan vai perder meu trono!
Simplesmente épica a história e tu devia largar a profissão de DJ e ser escritor.
Poxa fazia um tempo que não lia sua história, realmente está está ótima, suas descrições sempre são impecáveis, vi que o poder de Teshial não parou de crescer nesse tempo todo, go go postar mais ai!
Olá galera! Quanto tempo! Mais de dois meses desde o último capítulo em?
Capítulo IV - Identidade
Falnus havia desaparecido, mas ninguém tinha dado falta dele, ainda. Lardor estava ajudando os guerreiros a vigiar a torre, com medo do ser que viria a emergir da escuridão, mas não seria esta noite.
Teshial também havia desaparecido, e uma aura de preocupação pairava e atordoava Lardor, fazendo-o pensar se o regresso de seu mestre fora realmente um benefício, ou se poderia prejudicar ainda mais.
O jovem guerreiro ainda vivia com os mistérios de seu passado em sua cabeça. Seus pais, sua família, seus ascendentes, não sabia simplesmente nada sobre eles. Teshial sabia, e ele ansiou o momento pelo qual seu mestre voltaria para lhe revelar estes segredos. Estava ficando decepcionado, também.
Um som ensurdecedor ao longe, muito adiante dos limites de sua visão, os espantou. Era um rugido tenebroso, como se alguém estivesse sendo esquartejado. Mas não era uma voz humana, é claro.
Eles não poderiam se arriscar, em hipótese alguma, em plena madrugada. Mas pelo conhecimento avançado e pelo seu talento instintivo de identificar e acertar nas suas suposições, Lardor sabia que aquele som vinha do leste, mais próximo a Venore.
- Talvez seja na Pits Of Inferno. Pensou, debatendo-se na possibilidade. Poderia ser um milhão de coisas: Devovorga emergindo, volta dos Ruthless Seven, ação dos Triangle Of Terror, Ferumbras agindo, outras espécies em guerra, tudo isso. Mas o que mais lhe deixava preocupado, nesse momento, era as futuras ações do Mago das Trevas.
***
Aquele som era de Falnus. Ele havia iniciado sua transformação. Não havia sido apenas um sonho estranho, mas um sonho revelador. Ele iria assumir o papel do qual nasceu para realizar, e, infelizmente, isso entrava em conflito com os ideais dos Guerreiros da Madrugada, o que o levou a fugir da ordem.
Ele estava estrondosamente mais robusto, mas ainda assumia uma forma humana. Sua pele estava esticada, sua pele estava mais morena, e ele possuía olhos vermelhos lacrimejantes. A espada que portava transformou-se em uma grande e afiada foice. Ele ficou com uma massa muscular muito maior, o que o levou a crescer poucos centímetros, e assumir uma forma mais larga.
E, nesta forma estranha, ele se encaminhou a Thais, onde iria liderar, junto de seus amigos malvados, uma invasão aos campos rurais, corrompendo e transformando os colonos em esqueletos, almas penadas e a pura essência do mal. Agora, ele era um monstro, e não se chamava mais Falnus.
Teshial estava à mercê de Apocalypse. Era tudo o que os Ruthless Seven precisavam para emergir novamente e seguir com seu plano demoníaco de dominar a Terra para Zathroth.
Sua mente tinha uma ligação com o senhor dos demônios, o que o levava a um conflito constante com os pensamentos e as intenções de Apocalypse. O sexto sentido: o Controle Mental.
Criado e evoluído pelo próprio mestre demônio, ele havia inserido esta informação no Teshial logo no primeiro contato entre os dois. Assim, dominando com maestria, possuía um conhecimento muito maior e aprofundado, superando assim Teshial. Embora a ligação era entre os dois, Apocalypse iria dominar o elfo por sua experiência com a técnica, mas o contrário também poderia acontecer. Somente se o elfo descobrisse como superar esta barreira, devolvendo-a a Apocalypse e mantendo-a apenas no demônio, podendo assim controlá-lo sem correr o risco de tomar o contra-ataque. Mas como faria isso? Bem, ele criou o Dreamwalking.
O Guerreiro da Madrugada, Falnus, foi corrompido, e já estava quase chegando em Thais, onde se encontraria com seu amigo. Em breve, ele se tornaria o maior Necromancer King de todos os tempos. Goshnar, agora era esse o seu nome.
O_O, Faunus virou Goshnar...
Passei a acompanhar sua história agora, bem escrita e feita. Talvez um errinho aqui e ali, mas nada que atrapalhe...
Enfim, continue :D
Capítulo V - Reorganização
Ele fez um Rei Necromancer sucumbir, diante de seus pés, em menos de quarenta minutos. Tinha a posse de um dos únicos exércitos capazes de derrotar os Nightmare Knights, e essa realmente era sua intenção. Entendia que para dominar o mundo precisaria destruí-los, e estava decidido a atuar como um desertor.
Lardor preocupava-se cada vez mais com o destino de Falnus e Teshial, que desapareceram na escuridão. Falnus, o maior mestre do Dreamwalking depois de Teshial, ainda não havia concluído a operação de proteção. Consistia em uma ilusão, uma armadilha bem manipulada pra que só quem merecesse pudesse encontrar a Knightmare Watch, camuflando-a de inimigos e prováveis destruidores. Em um teste minucioso, somente o merecedor escaparia da ilusão, provando sua fieldade e capacidade em usufruir do teleporte da Knightwatch Tower. Sim, um teleporte. Desenvolvido completamente por Falnus, através do Dreamwalking, consiste em um teleporte no qual somente detentores de determinadas pérolas, associadas ao objetivo específico do trabalho, poderiam levá-los a várias cidades em Tibia.
Associada à uma magia proibida, Lardor fora descobrir isto anos mais tarde, depois da longa guerra contra a Irmandade dos Ossos. O portal consumia, além de uma pérola associada a ele, parte da alma de seus utilizadores, tornando-os, com o passar do tempo, mais fracos e obsoletos.
Um grande grupo foi formado em Thais. Alguns bons homens entenderam que os Nightmare Knights falavam a verdade e que estavam passando por situações difíceis, decidindo ajudá-los. Assim nasceu O Legado Thais-Fíbula II. Formado por anciões, conselheiros, guerreiros e magos, o legado possuia até mesmo uma grande mansão, onde eles realizavam reuniões e se organizavam. Operando anteriormente em uma missão contra os Orcs de Carlin, o legado II contava prinicipalmente com descendentes, que entendiam agora as profecias de seus pais e avós. Poderiam ser uma peça fundamental na revolução que iriam presenciar muito em breve, e não aceitariam uma derrota de bom grado.
Obrandek, irmão de Krendorak, componente dos Guerreiros da Madrugada, ao receber notícias do irmão, tomara a iniciativa juntamente de alguns outros guerreiros. Determinados, começaram a recrutar jovens para lutarem ao seu lado.
Mais tarde, a iniciativa de Obrandek seria reconhecida como "O dia da Revolta". Vários escritos foram feitos sobre ele, sobre seu passado assim como sobre seu futuro, tornando-o, sem querer, uma pessoa mais reconhecida de que seu irmão.
Eles elegeram, em uma longa e demorada reunião do conselho, abater primeiramente a Irmandade dos Ossos, na tentativa de ajudar os Guerreiros da Madrugada a retomarem os alvos iniciais: os Ruthless Seven. Mas eles ainda não sabiam que Falnus, um experiente e magnífico mago, estava contra eles.
Lardor concedera a Krendorak, aprendiz de Falnus, a chance de terminar a grande armadilha, conhecida posteriormente como Dreamer's Challenge. A ele também coube a futura evolução do Dreamwalking, assim como tornar continuamente operante a obra de Falnus, os teleportes e afins. Como um simples aprendiz, não poderia chegar aos pés de seu antecessor, mas desempenhou bem as tarefas ordenadas. Clamou por ajuda na construção da armadilha, mas, sendo o único a entender bem o Dreamwalking, não pôde ser ajudado.
***
A alguns quilômetros dali, um ser em chamas coordenava seus subordinados, levando-os na direção da Knightwatch Tower. Sob o nome de Infernalist, garantiu que surpreenderia os Guerreiros da Madrugada.
Seguiam-no vários Bonebeasts e Lichs, todos sobre seu domínio. E muito longe dali, Warlock bufava, raivoso, esperando o dia em que ironicamente queimaria o Mestre do Fogo.
Quase 5 meses depois o.o...
Comecei a ler sua história há alguns dias, mas achei que estava abandonada...
Tá muito boa! Está sendo fiel aos pontos históricos já citados no jogo e dando respostas da mesma qualidade para os mistérios não mostrados in-game... parabéns!
Boa caracterização, poxa realmente é bem justificado isto para criação daquela missão, bem bolado mesmo ta de parabéns.
Capítulo VI - Não Há Esperança
À caminho da Knightwatch Tower, Infernalist era dotado da capacidade de ultrapassar as barreiras insignificantes criadas pela ordem. Tranquilo quanto à garantia de vitória, Infernalist enviou somente seus bonebeasts e lich's para "brincarem" um pouco com seus inimigos.
Eram apenas quatro cavaleiros contra uma horda gigante de seres malignos. Estava em sua biblioteca, lendo, quando percebeu que tremores ao redor de sua fortaleza ameaçavam a segurança de sua ordem. Lardor levantou-se, rapidamente, temendo que fosse o que ele esperava. Observando do topo da Knightwatch Tower, entendeu: dessa vez ele precisaria usufruir de sua ferramenta.
Não pretendia mostrá-la ao mundo antes de vencer os Ruthless Seven, mas agora era questão de sobrevivência. Ferumbras sabia que eles só poderiam vencer as hordas de Infernalist, em quatro guerreiros, usufruindo deste artefato. E desta vez, não poderia por à prova a segurança de seus irmãos.
Gritando para os guerreiros que desceria para pegá-la, alertou-os de que algo muito ruim estava para vir. Escondida um andar secreto abaixo da terra, depois de passar por um tremendo labirinto com vários quebra-cabeças, Lardor retirou-a de um ilustre ornamento: a Excalibur.
O senhor do fogo surpreendeu-se com a incapacidade dos guerreiros perante a chance de sucumbirem contra uma horda de criaturas insignificantes para ele. Possuía ainda, sob seu domínio, seis dos onze faraós destruidores. Por obséquio, havia trancado os mesmos, levando consigo criaturas um pouco mais fracas. Infernalist entendia que, depois dos Nightmare Knights, teria ainda de batalhar contra o Ruthless Seven e ainda, possivelmente, contra o Triangle of Terror. Não poderia usufruir tranquilamente destes seres com poder maciço para vencer simples guerreiros.
Entrando pela porta da frente da base dos guerreiros, viu-os, diante dele, formando uma frente armada. Um duelo iniciou-se, quatro guerreiros experientes contra um dos magos mais temidos. Em uma formação contínua, estavam Camdrek, Lardor, Krendorak e Taciror, da esquerda para a direita.
Lançando-se pela direita, Camdrek tentou acertá-lo com sua espada, na altura da cintura. Esquivando-se sem se desconcentrar dos outros, Infernalist atirou Camdrek contra a parede, movimentando seus dedos.
Na investida de Lardor, poucos segundos depois de Camdrek, Infernalist esquivou de seu golpe, embora tenha raspado em seu ombro. O mago do fogo desferiu-lhe um golpe com as mãos abertas em seu peito, causando um tremendo impacto e arremessando-o violentamente perto de Camdrek.
Logo em seguida, em uma sábia decisão, Infernalist jogou Krendorak para a direita, fazendo-o partir a parede. Krendorak apagou depois do choque, que levou-o até o dormitório.
Taciror foi paralisado por um instante. Pegando a espada do guerreiro, Infernalist atravessou-lhe na altura do estômago, fazendo-o sangrar até quase morrer. Ao avançar contra Lardor, Infernalist foi cegado por um clarão acompanhado de vários raios: não havia dúvidas, Warlock estava ali para matá-lo e depois roubar seus méritos de ter derrotado os guerreiros.
Assim iniciou-se outra batalha. Camdrek e Lardor assistiram os dois magos em um combate que quase destruiu a Knightwatch. Eles não ousaram interferir, temendo virarem alvos que seriam destruídos rapidamente.
Lardor estava enfraquecido depois do uso frequente do teleporte da Knightwatch Tower. Estava exausto, e desejava descansar um pouco antes de retomar seu treinamento. As investidas iminentes dos Ruthless Seven contra cidades Tibianas não deixou-o descansar, e ele teve, mesmo que contra sua própria vontade, romper a hibernação constante de seu mestre.
Uma batalha antes desejada finalmente teria seu fim. Warlock sempre mostrou-se promissor e mais forte que seu oponente, embora este viesse com alguns novos poderes. Um conflito abalado que já havia destruído uma cidade fora retomado.
Warlock enviou-o um ataque contínuo com raios, que mostrava-se inovador e indefensável. Infernalist, embora inferior, sempre surpreendia a todos. Antes de ser atingido, enviou ao inimigo, pela direita, um ataque também contínuo, mas de fogo. Ao esquivar-se do ataque de Warlock, atingiu-o em cheio, fazendo-o atravessar duas paredes e cair na floresta. A batalha agora mudava de cenário, e eles acabariam por devastar a floresta. Os guerreiros se reergueram e tentaram salvar Taciror, que milagrosamente sobreviveu. Krendorak, pouco tempo depois, acordou assustado.
Irritado, Warlock colocou suas mãos para a frente e disse: "Façam-se Golems de pedra!" Fazendo surgir, assim, dois Stone Golem's, que imediatamente foram na direção de Infernalist para destruí-lo. Em resposta, Infernalist criou dois Fire Elemental, e iniciou também uma batalha entre as criaturas invocadas.
Depois de uma longa e dura batalha, Warlock usufruiu, de novo e covardemente, de sua magia mais forte: Raiva dos Céus. Um estrondo pôde ser ouvido a quilômetros, e isso quase ensurdeceu os guerreiros, que estavam a poucos metros de distância. Infernalist apareceu, no alto, fritando pelos raios que o atingiram. Warlock assistiu a tudo isso impiedosamente, curtindo seu momento de glória e vitória ao melhor estilo vilão. Mantinha a mão aberta, para ver Infernalist sofrer. Depois de rir até cansar, ele fechou sua mão. Subitamente, Infernalist caiu no chão, em chamas. O fogo que deveria lhe fortalecer, acabou matando-o, e seu maior inimigo era o vitorioso.
Warlock enviou raios que desestabilizaram a base da Knightwatch Tower, fazendo-a desmoronar. Os guerreiros saíram de dentro, e Warlock eliminou Krendorak e Camdrek.
Outro combate havia sido travado, um contra um. Lardor tinha em mãos a Excalibur, que havia sido deixada de lado como elemento surpresa contra Infernalist.
Warlock enviou-o uma onda de raios, que foi revidada com o uso da Excalibur. O mago da energia se surpreendeu com o artefato em posse de Lardor, e mostrou-se interessado naquilo. Em um rápido combate físico, a Excalibur foi atirada para longe, e Lardor, exterminado.
Warlock não incomodou-se em entrar e matar Taciror, pois morreria sozinho se não recebesse um breve tratamento. Teria de convencer Ferumbras, agora que ele havia eliminado o homem que controlava os faraós. Warlock estava contente e seu ego estava altamente alterado. Agora haveria tempos de paz, até a próxima pronúncia dos Ruthless Seven. Os guerreiros haviam falhado na tentativa de impedir a dominação do mundo, e agora a batalha era pra descobrir quem dominaria o mesmo em seu total.
Ao fim, Teshial retornou à Knightwatch Tower. Ele se espantou com a única sustentação da torre: uma espada, bem no meio da torre, brilhava azul e sustentava a base dos guerreiros da madrugada. Teshial, por fim, foi ao dormitório, onde encontrou Taciror adormecido. Impiedosamente, quebrou-lhe o pescoço, exterminando, de uma vez por todas, a Ordem dos Cavaleiros do Pesadelo.
Boa noite, tudo bem?
Há séculos não te vejo aqui... Bem, passei para dizer que comecei a ler, e estou gostando bastante. Como estou meio entretida na leitura, não vou conseguir comentar de forma mais ampla. Comentarei depois com mais detalhes ao terminar a leitura.
P.S.: Estaria interessado de participar do Torneio Roleplay desse ano? Pretendo organizá-lo antes do "pega-para-capar" da faculdade...
Li toda sua história, bom até aonde você parou, e achei realmente incrível o método que você abordou o assunto, criando um "mundo" diferente, como os reinos élficos e talz, porque pelo menos o que eu saiba, elfos = ab'dendriel, estou esperando por mais. Antes que eu me esqueça, queria informar que irei usar como base, partes da sua história no próximo capitulo da minha história, claro que darei os seus respectivos créditos!
E aí cara, firmeza?
Bom, o que temos aqui é uma história excelente e incrível, que serve apenas para os mais atentos a leitura e que entendem situações sórtidas. É o que temos aqui.
Cara, parabéns pela excelente história. Você citou tudo num ritmo que já deu para captar: A origem de Teshial, seus estudos até a criação do Dreamwalking, a origem de alguns demônios de algumas cabalas e guerras incríveis, que mereciam ser citadas.
Você parece ter um pacto com Urgith, véio... Os personagens que mais ganhamos sintonia com eles sempre morrem :fckthat:, mas enfim, eu curti muito tudo que você fez. O pequeno conto da origem do Dreamwalking e das pessoas que o usam. O lado obscuro e ao mesmo tempo incrível do Roleplay do Tibia. Parabéns cara, e não se sinta desanimado e desmotivado por que você não recebe muitos comentários. Infelizmente, o pessoal novo sempre vai ler Dan da Cidade de Carlin e simplesmente ignoram as outras histórias da seção, isso me revolta, mas não há o que fazer com este problema. Gosto do criador daquela história, ele me motivou a fazer a minha, mas nem sempre ganhamos o apoio que precisamos e nem o triunfo que aquele conto recebeu. Como foi o caso daqui.
Olha amigo, estarei acompanhando a história e tentarei estar aqui até ela acabar. Sua história deu um pouco da motivação que eu estava precisando para pensar em como continuar minha história, e me informou de muita coisa que eu desconhecia até então, como as pessoas que faziam parte dos Nightmare Knights e seu fim.
Aguardo o próximo capítulo. Ah, a tradução de Nightmare Knight é Cavaleiros do Pesadelo. Pois pense bem: Eles dominam a arte do Dreamwalk, certo? Então, o que há além dos sonhos mas é igual? Pesadelos! Por isso o nome.
~Carlos
(Aproveitando para usar meu novo cumprimento final aqui :D)
Nossa bacana esse seu capítulo, parabéns por prosseguir com ela.
Seguindo as recentes alterações na história, onde separei os dois "livros" em eras, tornou-se necessário a criação de mais um prólogo: o da Era das Lembranças. Para isso, segue o prólogo no decorrer deste post.
Era das Lembranças
Seguindo as recentes alterações na história, onde separei os dois "livros" em eras, tornou-se necessário a criação de mais um prólogo: o da Era das Lembranças. Para isso, segue o prólogo no decorrer deste post.
Era das Lembranças
O pontapé inicial para um jogo de interesses foi dado. Seres malignos tomam conhecimento da existência do Dreamwalking e Teshial torna-se alvo majoritário em uma grande batalha. Seu maior medo sempre fora deixar o Dreamwalking cair em mãos erradas, e dessa vez, mais do que nunca, ele corre esse risco.
O envolvimento com questões anteriormente gravadas em seu cérebro leva Teshial a duvidar de sua realidade e, por vezes, acreditar estar em uma realidade paralela. Os mitos abordando o futuro lhe deixam atônito, e em algum momento ele deixa de separar realidade de sonho. Todos estão contra ele, até mesmo os mais amigos. São tantos obstáculos a serem superados que Teshial, sozinho, possuía a mínima probabilidade de vencer. Uma bela estratégia seria necessária para torná-lo vencedor.
Essa Era fora em um passado distante, e ela ficou gravada como a Era em que os maiores líderes demônios se levantaram, foram reconhecidos por sua brutalidade e tornaram-se vitoriosos nas batalhas mais sangrentas. Fora uma época de se esquecer, uma época de ascensão do mal. Tratada como Era das Lembranças por Teshial, fora reconhecida, por muitas vezes, como Era Frágil.
A luta estava longe de seu fim. Dessa vez o jovem elfo iria explorar vários limites de sua criação em busca da sobrevivência. Manter o Dreamwalking sob seu controle passara de difícil à insana, pois valeria muito mais que sua vida.
Opa, agora a chapa vai esquentar!
Apocalypse e sua cabala possuem o Dreamwalking, isso será muito perigoso para todos. Essa era do Tibia foi bem conturbada, retratada numa história a deixaria épica.
Teshial tá mesmo sem ajuda, ele fez o Dreamwalking e tudo aquilo e ele sabia que realmente aquilo ia dar merda, pois suas decisões ou escolhas eram arriscadas demais para ele e as pessoas ao redor. Agora ele viu o resultado, e terá que se virar pra conseguir o Dreamwalking de volta. Espero que ele consiga! :D
Só houve uma coisa no texto que acredito que esteja errada: Você citou Teshial como "jovem elfo" sendo que anteriormente ele já era considerado meio idoso, certo?
Aguardo o capítulo ;)
~Carlos
Então caro amigo CarlosLendario, como dito, esse prólogo foi criado da necessidade de separar a história. A parte 2 do livro I tornou-se Era das Lembranças, ou seja, logo depois da criação do Dreamwalking. Acredito que você já tenha lido essa parte, mas este prólogo foi criado para torná-la coerente (pois as outras eras já possuíam prólogo).
Espero ter desfeito esse mal entendido.
Ah, tudo bem, entendi. Está esclarecido! Então, continuo aguardando o capítulo. Será bem interessante essa parte! ;)
~Carlos
Devo fazê-lo esta madrugada ainda, estou sem sono e devo ficar acordado até umas seis horas da manhã...
Capítulo VII - Demônios na Minha Cabeça
Aos fracos e oprimidos
Deixo-vos meu bom grado
Aquele que lutar pela vitória
Para sempre será lembrado
Mesmo que este venha a perecer
Sua insistência para sempre o elevou
Deixaremos transparecer
O quão inesquecível ele se tornou
Se o medo lhe impedir
Não deixe se iludir
Venha a progredir
Prepara-se para o que vir.
Oração do Legado Thais-Fíbula II ante batalhas.
Uma voz ecoava na sua cabeça - ele deve vencer -. Confuso e transtornado, Teshial logo entendeu que Apocalypse selou parte de sua mente no cérebro do elfo. Acredita-se que desde o primeiro contato. Dominando o corpo do jovem, daria início a um plano praticamente infalível e já concretizado: eliminar os Cavaleiros do Pesadelo.
Acordando depois de longas horas dominado pelo demônio, Teshial viu-se em terras desconhecidas. Ao fundo, um monastério com uma decoração pouco comum - pilhas de ossos faziam dois montantes próximos do que parecia ser uma entrada. Obviamente confuso, entrou no local, atento. Ninguém estava lá. Tentou resgatar memórias sobre como teria chegado até ali, mas essas lembranças eram de uma parte do seu cérebro que não lhe pertencia mais. Longas dúvidas surgiram então em sua cabeça. O total extermínio de sua casta partiu de Apocalypse que, dentro da mente de Teshial, determinou o fim de todos os seus familiares. Tudo tornou-se tão claro de repente. Fraco e perdido, o jovem partia rumo as terras das aranhas gigantes. Sem armas para se defender, esse seria seu provável fim.
Atormentado novamente por estranhas vozes, foi induzido à seguir para leste. Reconhecia a voz que ecoava - era Lardor. Mentalmente contactado, seguiu na direção dita, logo chegando na Knightwatch Tower. Lá, fora informado por Lardor que, durante seu domínio pelo Apocalypse, acabou assassinando Taciror.
- Precisamos dar um rumo diferente a isso, Teshial. - Disse Lardor.
Exilando-se eternamente em um mundo dos sonhos trazido à vida real, Lardor jamais voltaria a ver o sol. A última invenção de Falnus concedeu aos Cavaleiros uma moradia dos sonhos em vida. Os propósitos eram os mais ambiciosos possíveis - e os limites, inexistentes. Assustado e isolado, Lardor somente contactava Teshial através da telepatia. Fadado a ter um fim assustador, o jovem perambulava as regiões dia após dia, alojando-se na destruída base dos Cavaleiros. Alimentando-se do que sobrara, pouco tempo teria para descobrir alguma coisa e, em uma vã tentativa, levar este conhecimento para o passado.
Ninguém jamais entraria no Dreamwalk, e Lardor estaria confinado a viver lá para proteger a criação de seu tutor. O futuro pertencia aos deuses e, é claro, a Teshial.
O Legado Thais-Fíbula II continuava suas investigações. Investidas rotineiras próximas do monastério da Irmandade dos Ossos irritaram os mesmos, que posteriormente travariam a primeira batalha desde a ascensão de Goshnar. O resultado, catastrófico. Poucos do Legado sobreviveram, e um deles incluiu Obrandek, pois seu futuro ainda resguardava "O dia da revolta" que, sob sua liderança, iria revolucionar a maneira como os reis governavam.
"Vou torcer para que tudo seja uma ilusão". Aos poucos, Teshial definhava. Sozinho, sua vida perdera o propósito. Cansado de sofrer e de viver, um dia, no dormitório dos Cavaleiros do Pesadelo, cortou seus pulsos para dormir eternamente. As últimas palavras que ecoavam na sua cabeça eram: ele deve vencer.
Capítulo um pouco pequeno, comparado as palavras. Sei lá, acho que ficou meio confuso ao meu ver.
Pelo que entendi, Teshial está com uma parte de sua mente dominada pelo Apocalypse, Lardor tentava falar com ele, mas na verdade era pelos sonhos. Não sei se você acelerou um pouco a história até o momento em que Teshial cortou os pulsos, ou talvez seja impressão minha.
Meu comentário ao capítulo é que ele ficou muito bom, apesar de eu ter entendido um pouco cada parte. Estranho o Teshial se suicidar justo agora, mas garanto que você irá nos surpreender /o/
Continue a história, estou acompanhando. Aguardo o próximo capítulo :D
~Carlos
Nossa agora sim a coisa ficou complicada, quando tudo está perdido sempre existe uma luz e onde há luz sempre há sombras:D fico imaginando que coisas que ele vai relembrar\descobrir nesse mundo de sonhos e ilusões.
Era de Escolhas
A habilidade desenvolvida por Teshial era ainda desconhecida - até para ele mesmo. A complexidade do Dreamwalking o fez se perder entre as dimensões, por algumas vezes. Sua capacidade surpreendente de criar novas possibilidades com sua técnica aumentou ainda mais, e agora ele experimentava a primeira premonição induzida. Isso lhe permitia ver, a qualquer hora, o que aconteceria se as coisas tomassem o rumo determinado pelo destino.
Sabia do trágico fim da ordem, e, além disso, de que seria controlado por Apocalypse. Essas visões lhe permitiram entender o que deveria ser mudado para que o destino fosse alterado. Sabia o momento exato em que Infernalist atacaria a Knightwatch Tower, sabia também quando poderia controlar e quando seria controlado. O que parecia ser o fim, agora era a maior ferramenta disponível para os Cavaleiros do Pesadelo.
Acordaria finalmente depois de longos anos. Vivera duplamente; na segunda e na terceira dimensão. O sonho e a premonição trabalham em dimensões paralelas, o que aumentava ainda mais a complexidade do ato. Seu cérebro não parou de trabalhar desde a criação do Dreamwalking, e Teshial nunca mais teve um sono decente. Sonhar tornou-se algo cansativo e isso lhe roubou as poucas horas de descanso que ele tinha. Sua realidade foi trocada por outra, e as lógicas, alteradas. Dormir tornou-se cansativo, ficar acordado tornou-se relaxante. Seu organismo foi virado do avesso, e as adaptações para essa rotina bizarra causariam malefícios severos à sua saúde. Hábitos mantidos por longos anos sofreram brusca alteração, e sua expectativa de vida decaíra em alguns algarismos.
Sabia, por fim, que Falnus os traíra, e sabia que a maior batalha da história poderia contar com uma vitória do lado mais fraco, o dele.
Ele voltou a ter controle de uma parte do cérebro dele? Ou voltou de um outro sonho, aquele donde ele cortou os pulsos?
Acho que seu jeito de escrever é bem diferente dos demais, o cara precisa ter uma boa experiência pra ler tal coisa pra entender. Eu, que acordei a uns 10 minutos, óbvio que nem vou entender muita coisa D:
E parece que vai começar uma nova era, e vai ser uma bem foda! To aguardando continuação! :)
~Carlos
A arbitratividade dos fatos narrados deixa um Q para a ambiguidade dos fatos a seguir, mas imagina ter o poder de prever e converter o futuro, a com apoio de um deus o sucesso é certeiro, mas e se ele for trapaceiro:hmm:
Só esperando para ver, ótimo capítulo.
Eu achei algo fantástico a reviravolta que a história tomou, mas eu tenho uma certa dúvida. Se o Teshial descobriu o futuro, e o Apocalypse está dominando metade de sua mente, não seria de grande valia a descoberta, já que apocalypse poderia mudar seus planos assim que Teshial descobrisse o mesmo, Confere?
Além do mais, o Archdemon ter muito mais tempo do que Teshial, que desde o inicio sofre com a sua debilitada saúde.
Quanto tempo, meus caros amigos! Demorei tooooooooooooodo esse período para encontrar inspiração para prosseguir a minha história! Bom, quando me empenho, o pessoal já deve saber que vem uma safra completa de capítulos por aí!
Vou deixar claro a todos que lerem ESTE CAPÍTULO que minhas histórias são e provavelmente sempre serão enigmáticas e interpretativas (ei de ser necessário reler por vezes para buscar o entendimento completo) então acostumem-se com isso! Tentem interpretar bem esse capítulo, pois ele será um dos mais dificultosos de se entender até agora (creio eu).
Espero que todos os antigos leitores da minha história retornem, não vou desapontá-lo mais. Assim como não correrei os capítulos (mais de um por dia) também não quer dizer que eu vá postar com tanta frequência como alguns outros autores (um capítulo de três a sete dias creio estar de bom tamanho) mas não desanimem, pois a história ganhará focos mais visíveis e provavelmente vocês verão capítulos maiores! Sem mais delongas, vamos logo com o mais novo capítulo de A Arte do Dreamwalking (história com três anos de existência)
Capítulo I - O Sol no Horizonte
Ele acordou. Assustado, refletindo, preocupado. Camdrek o observava, mas Teshial não o conhecia para saber quais eram suas intenções. O guarda assustou-se, correndo até Lardor e chamando-o. O elfo apenas pôde ouvir, no caminho, os berros de Camdrek: "Venha, venha logo! O mestre acordou!".
Ele deve vencer. Por que diabos essa frase ainda ecoava na sua consciência? Bom, ao menos Teshial sabia o que iria acontecer, e a primeira premonição induzida, que o fez ficar vários anos imóvel, mostrou-se efetiva mas demorada. O tempo que ele necessitava para prever o futuro era o tempo decorrido. Um ano deitado para um ano previsto, por exemplo. Isso tirava drasticamente a efetividade da habilidade, embora ainda fosse útil. Ao menos a hibernação atrasava sua decadência física, causando envelhecimento cerebral de modo normal, no entanto.
Lardor surgiu na portinhola à sua frente, repetindo as mesmas e longas frases que ele havia previsto. Teshial citava-as ao mesmo tempo em que o jovem falava. - Funcionou, então? Lembrou-se do nosso combinado de repetir minhas falas para provar que tudo havia saído como o planejado?
- Em partes, garoto, em partes. Apocalypse trancou-se no meu cérebro, isso enfraqueceu-o, mas permite saber tudo o que sei. Isso significa que sempre que eu pensar ou planejar algo, ele imediatamente saberá. Então ele já sabe da premonição induzida, dos novos potenciais do Dreamwalk. Adorou saber do futuro, aquele que nos extermina, e com certeza irá tomar medidas preventivas para assegurar que o previsto aconteça. Preciso ser guiado pelo meu sub-consciente, Lardor. É disso que preciso.
- Fácil, mestre, fácil! Espalhamos pistas por aí, coisas que você não saiba, bolando um plano desconhecido. Caberá a você encontrar as pistas rapidamente e assimilar as mesmas antes de Apocalypse. Enquanto isso ele provavelmente estará ocupado realizando suas investidas contra nós.
- Você sabe que ele pode ser onipresente viajando em dimensões. Não poderia me atacar, mas poderia atacá-los e tomar consciência sobre mim. Lembrem-se que ele foi enormemente enfraquecido selando-se dentro da minha mente, aproveitem enquanto isso nos trás vantagem física. Outra coisa, Lardor, não confio no meu sub-consciente.
- O que quer dizer com isso, elfo? Que não crê em si mesmo?
- Conscientemente sim, naquilo que eu mesmo controlo. Agora, Apocalypse pode ter feito um estrago no que não controlo, posso estar totalmente mudado.
- A sua essência está lá, aquilo que você preserva desde que nasceu. No fundo do seu cérebro estão as lembranças mais doces e puras que tens, deves crer que fará o certo sendo controlado.
- Eu tenho um plano que creio ser mais efetivo. Temos um tempo considerável até os primeiros ataques além das hordas inúteis de Orcs que estão por vir. Não posso lhe dizer o que planejo porque nem eu mesmo sei. Mas envolve o Dreamwalking, e tenho que fazer o quanto antes, pois se eu me der conta do que posso fazer, Apocalypse também saberá e irá bloquear. Apenas siga com o planejado, e me dê tempo, irei dormir novamente para trabalhar algo nos sonhos. Acredito que minha consciência sonhando torna-se mais lerda, com a redução da atividade cerebral. Talvez isso nos resguarde mais tempo até Apocalypse tomar ciência dos acontecimentos.
- Vá e faça o que achar melhor, mas faça, e rápido. Você mesmo sabe que Devovorga ainda representa um perigo mundial, e a fúria dela pode ajudar nos objetivos do demônio negro. Seu pai também está presente e provavelmente integra a união dos magos, nos consideram como inimigos e são rivais dos demônios. Para nós, mais inimigos não seria nada legal.
Teshial se alimentou, tomou um banho e descansou, dormindo sem entrar no Dreamwalk, algo que não fazia a tempo. No dia seguinte, acordou cedo, tomou um belo café da manhã, fez suas necessidades e deitou-se, fisicamente e psicologicamente descansado. "Agora, vou definir o destino do mundo" pensou, com entonação decidida em "vou".
Por fim recriou, em um espaço distante do Dreamwalk em si, um local em particular, para si mesmo, para refletir. Agora que não sabia mais quem possuía acesso àquele lugar, preferiu criar um novo, ao longe, para ficar sozinho. Logo, teve uma ideia genial: "Eu estou no Dreamwalk, sou eu quem mando aqui. Eu conheço os truques, os métodos para criar coisas, posso fazer qualquer coisa. Como não havia pensado nisso antes?" Imediatamente depois do seu pensamento, Teshial ordenou que a consciência de Apocalypse selada dentro de si se materializasse em sua frente, assim poderia destruí-la através de meios físicos.
Surgiu-se um demônio negro à sua frente, baseada na última lembrança que ele tinha. Corria um grande risco materializando tamanha força ali, até porque o demônio poderia ter agora duas consciências, podendo assim entrar no Dreamwalk e manter-se na vida real ao mesmo tempo, tornando-se uma arma absolutamente avassaladora. Assim, o elfo teria de pensar rápido e agir de imediato.
- Uma ideia genial para um elfo tão genial quanto. - Disse a consciência de Apocalypse. - Vamos, o que quer comigo? - Continuou.
- Estava pensando num paradoxo aqui. Quando você selou sua consciência na minha, o que acredito ter sido no primeiro contato, você passou a saber tudo o que eu sei. No entanto, o fato de eu estar no Dreamwalk me faz acessar uma segunda dimensão, totalmente conectada a meu sub-consciente também, o que torna praticamente impossível que você tenha acesso à minha mente enquanto estou conectado. Entretanto, se tudo o que eu agrego na dimensão dos sonhos é gravado na minha cabeça, através dessa ligação você consegue obter conhecimentos. Mas... se a ligação vai, a ligação volta. Isso significa que, se eu selar uma parte da minha consciência em você fisicamente, consigo entrar nela e saber todos os seus planos, truques... Se eu fizer exatamente contigo o que fizesses comigo, em uma determinada hora passaríamos a ser uma única entidade. Aí lhe pergunto, quem mesmo que criou o Dreamwalking? Quem sabe mais de consciência, dimensões e sonhos lúcidos? Então... Lhe apresento sua derrota, Apocalypse.
- Palmas, garoto, palmas. Apenas não consigo acreditar que você tentou me enganar a tal ponto. Acha que sou bobo o suficiente para cair em um jogo ridículo desses? Pois saiba que não tens como selar sua consciência em um ser onipresente, e caso conseguisse, não aguentaria tamanho poderio. Mas é óbvio que isso já era de seu conhecimento, não é?
- Estamos no Dreamwalk, e aqui não é a realidade, nunca se esqueça disso. - Nesse momento Apocalypse estremeceu. - O que houve? Ficou surpreso? Não precisa falar. Apenas fique aqui, materializado, preso nesse cubículo.
Teshial fechou os olhos e criou uma prisão com tremenda segurança. Materializou um colar, aquele seu antigo colar pelo qual obtinha acesso ao Dreamwalk, e com esse colar, colocado sob a maçaneta do lado de fora de uma porta que dava entrada a uma espécie de sala obscura, como uma solitária, garantia que o local estava selado e contra modificações. Caso o amuleto fosse retirado, aí sim, nesse caso, o demônio poderia alterar tudo. Ali, ficou trancafiada a consciência de Apocalypse, já que destruí-la poderia causar a morte do próprio elfo caso mantivessem alguma ligação mental ainda não descoberta.
Ele sabia que isso era o começo, o demônio negro, príncipe da destruição, é forte e inteligente demais para não possuir um plano B equivalente. Mas, na situação atual, seu ato corajoso já fora grande valia para o grupo de cavaleiros. Agora poderia se despreocupar um pouco com a espionagem constante de seu maior inimigo e, finalmente, se preocupar com as batalhas que estavam por vir. A próxima premonição induzida revelaria o quão por trás dos futuros ataques o demônio estava, podendo saber também se há alguma relação mais próxima entre ele e os magos que atacariam o mosteiro.
Estou no trabalho e tenho que sair já já, porém dou-lhe minha palavra que lerei todos seus posts posteriormente. Sua dedicação de divulgá-lo e implorar-nos para ler e comentar me contagiou.
Nunca li uma linha se quer de um texto seu, mas, acredite, como disse, lerei todos.
Abraços.
Ah, pode postar a continuação, não quero ler nada faltando pedaços, hehe.
Capítulo II - Intimidade
- Acorde, Tesh. Acorde agora, pare de viver no mundo dos sonhos.
E, com essa telepatia no Dreamwalking, Teshial acordou. Na mesma cama onde repousava para acessar sua dimensão. Assustado com as vozes, levantou-se e começou a raciocinar o acontecido. "Eu não quis acordar, tentei ignorar as vozes. O quê tem o poder de interromper minha viagem? Jamais ponderei a existência de uma força maior que Apocalypse. Tenho receio de que os deuses interfiram nesta batalha, dadas proporções".
Caminhava para um lago próximo à Knightwatch Tower, onde poderia lavar-se e refletir sobre o ocorrido. Avistando o lago ao longe, pôde perceber que uma pessoa, de costas, parecia estar lá esperando-o. Aproximando-se com cautela, ao chegar a uma altura de três metros de distância, a figura virou de supetão, surpreendendo e entristecendo Teshial ao mesmo tempo. "Algo realmente quer me torturar para tomar a forma dela".
Diante dele estava Vainky, a maior e única paixão de uma vida que ele abandonara e esquecera muito antes da possibilidade de uma guerra. - O que é você? Porque está aqui? - perguntou o perturbado elfo.
- Vejo que consegui cumprir o objetivo de impactá-lo. - Respondeu a entidade. - Adotar uma figura familiar e melancólica prende a atenção. É dessa atenção que eu preciso. - Complementou.
- Não sabes quanta tristeza e rancor acabou de criar em mim. - Disse Teshial, abrindo-se inconscientemente. - Também não aguentarei lhe ver por muito tempo, apenas diga o que é e o que quer.
- É tão difícil perceber assim, Tesh? Não consegue entender a intimidade que criamos ao longo desses perpétuos anos? Eu não tenho estado muito contente com você. Têm perturbado a ordem natural das coisas, o potencial de sua criação pode alterar o futuro, e eu controlo o futuro.
- Pretende esclarecer o que com isso? Onisciência maior que a dos deuses? Que diabos é você?
- O Dreamwalking está lhe enfraquecendo, meu caro amigo. Sou a personificação do destino, chame-me de Destiny, para ser mais exato. Eu quero lhe abrir a mente, mostrar-te o que esta guerra fará com o nosso mundo. Não notou ainda? A escala global dessa guerra irá decretar o fim dos tempos. E quero continuar existindo, quero continuar escrevendo o futuro. Você e Apocalypse deverão coexistir, inevitavelmente, ou ambos perderão.
- E não é mais fácil para sua onipotência derrotá-lo, apagá-lo, iludi-lo? Não é mais fácil do que tentar convencer-me de algo?
- É mais fácil pra mim possuir você e agir em seu corpo, do que mudar a consciência de um demônio. Não há semente a ser plantada na cabeça deles, a total corrupção do mal nunca muda de ideia, não importa o que seja feito. Estou conversando, tentando persuadi-lo com minhas palavras antes de agir contra sua vontade. E sabe que farei isso, Tesh. Vou lhe dar uma leve lição, agora. Acha que ninguém está acima de Apocalypse? Que ninguém o comanda? O poder dele não é o maior de todos meu jovem. Caso fosse, você já estaria morto há muito tempo. Nenhum humano conseguiria resistir, coexistir e compartilhar algo como o Dreamwalking com alguém superior a ele. Estou falando dos deuses de ambos os reinos, céu e inferno. E eles existem, só odeiam romper o livre-arbítrio.
- Nunca nada personificou-se na minha frente. Isso parece mágica demais pra mim. O que mais pode existir? Estamos num mundo onde tudo é possível?
- Eu dito o possível e o impossível, querido. Eu sou o futuro, o passado, o que escreve e o que escreveu. Não há ordem natural para mim, mas é exatamente por causa da ordem natural que existo. Tudo é um ciclo. Em breve você conhecerá meu filho, chame-o de Lúcifer.
- Qual será a participação dele quanto a mim? Qual a função dele diante da guerra desencadeada? E que nome é esse, que nunca tinha ouvido falar?
- Você terá de desvendá-lo. Possui enorme potencial, e é facilmente corrompido para o lado de quem persuadi-lo melhor. Terá ele como sua maior arma nessa guerra, e verá o quão bondoso o destino e a ordem natural das coisas podem ser. Quanto ao nome, ah, esse nome representa muito poder em outra dimensão...
Antes de qualquer palavra indagativa de Teshial, o destino esboçou um sorriso sarcástico e desapareceu. O elfo permanecia perturbado, talvez mais do que nunca, e passara a refletir constantemente sobre seus atos. Tesh entendeu que pensava demais e pouco fazia, assim, realojou-se na Knightwatch Tower procurando pelos membros da Ordem. Postou-se a dormir, mas pela primeira vez em muito tempo, dormir sem entrar no Dreamwalking. Sonhar, sem estar na outra dimensão. Coisa que poucos conseguem fazer.
Capítulo III - Ressurreição
Erguia-se das profundezas congeladas, com seu corpo bruto e de força maciça, um ser tão poderoso quanto os mais poderosos existentes. De extremidades longas, seu par de chifres inconfundíveis e jamais tocados, sua enorme cauda chacoalhava e derrubava cavernas inteiras. Um ser quase indestrutível, abrindo os eventos cataclísmicos que aconteceriam a seguir. Faltam poucos, mas todos despertarão. O senhor das lâminas despontava de sua caverna, os cultistas cumpriram sua missão.
Acordou também, alguém tão semelhante quanto o anterior desperto. Longos e intocáveis chifres, cauda vermelha e arrebatadora, aparência vermelho-escura, um cheiro de morte e podridão no ar. O vulcão queimava vagarosamente. Seria uma erupção vista no mundo todo. O tramador estava de pé, e planejava seus primeiros atos. Os cultistas de Goroma também cumpriram sua missão.
Paralelamente a isso, arquitetava uma batalha, o demônio mais poderoso que já surgiu. O destruidor, aquele que debilitava a saúde de Teshial apenas por existir. Apocalypse tinha o poder de destruir o mundo, mas ele queria estabelecer seu império em Terra para clamar o retorno de Zathroth e sobrepujar as criações de Fardos. O deus mais demoníaco que já existiu aprisionou sua metade, Uman, exilando-o pela eternidade. Esse fora considerado o primeiro grande triunfo do mal. Apocalypse convocava seus seguidores, os Sete Servos, comandados pela máquina de combate Madareth. Os outros seis comparsas do destruidor, que compunham os Ruthless Seven, ainda não estavam despertos.
O mago de longa barba branca, com seu cajado poderoso, convocava também seus servos, Warlock e Infernalist, pois com essa equipe, o grande e imbatível mago, ancestral no mundo tibiano, poderia despertar a mais nova arma sob seu controle. Uma arma forjada pelo mais alto escalão dos demônios, um conhecimento perdido dentre tantas batalhas, mas com um poder... implacável. Teríamos uma guerra mundial agora, e os seres mais poderosos ressurgiam. Junto do mago, teriam agora, Devovorga. O mal entraria em conflito, enquanto qualquer um destes seres seriam capazes de dizimar o pouco bem que restara neste mundo. Agora, os cavaleiros do pesadelo teriam de contatar a realeza para uma luta pela sobrevivência.
- Lúcifer, então esse será seu nome. Disse Teshial ao jovem menino que estava diante dele. - É, eu espero que seja você. De onde vêm, garoto? Sem resposta. - Vou te apresentar aos cavaleiros do pesadelo. Lá, estará seguro. Lúcifer, eu já ouvi esse nome antes.
Um aspirante a demônio gigantescamente forte erguia-se também. De aparência verde-amarelada, chifres laranjas e longa cauda, Omrafir também tinha pretensões nessa futura guerra.
Tornara-se tão forte a presença do mal na Terra, que os dias encurtaram em algumas horas, as noites eram, portanto prolongadas. Ouviam-se vozes, gritos e gemidos por todo o mundo, e isso servia de alerta. Eventos cataclísmicos começaram a acontecer também. O sol queimava mais, o frio acentuou-se os extremos de temperatura agora estavam indefinidos. As trevas entraram na mente de alguns humanos, elfos, e diversas outras espécies, ocasionando números grandes de suicídio e um caos total nas cidades. O planeta definhava, as vegetações apodreciam, tudo secava. Eram forças extremamente trevosas caminhando pela terra. Os neutros precisavam arquitetar estratégias de sobrevivência, para esperar a resolução das futuras guerras. Teshial indagava-se, ainda, o que deveria fazer com o Dreamwalking. Como deveria interferir. Fosse qual fosse o desfecho da batalha, viriam atrás de seu poder uma hora ou outra. Agora, era uma luta pela sobrevivência. A escuridão dominou a luz, mas agora ela lutaria entre si. Era uma oportunidade para a os luminosos se reerguerem.
Eis que, longe dali, em Thais, uma peça fundamental nessa guerra dava seus primeiros passos. Uma menina, nova, inexperiente, mal equipada, mas muito esforçada, participaria futuramente da primeira grande guerra, ao lado do bem. Bubble, esse era o nome dela.
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Situem-se temporalmente com esse capítulo.
AI MEU DEUS UMA DAS HISTÓRIAS QUE EU MAIS GOSTAVA NA SEÇÃO TÁ VOLTANDO!!!
Vou ter que reler tudo para poder avaliar melhor esse Capítulo; só de bater o olho, já gostei bastante e bateu uma SUPER NOSTALGIA ao ver o último nome citado. Ah, rapaz... Que emoção. Sério mesmo. Ganhei meu dia aqui hahaha xD
De qualquer maneira, lerei tudo novamente e já estou mais que ansiosa pelo próximo capítulo. Espero que você fique e continue a ótima obra que começou =)
Abraço,
Iridium.
Vixi, outra historia que eu ate tenho vontade de ler mas tem que ler desde o inicio para entender mas a preguiça nao deixa :fckthat:
Mas quando acabarem as olimpíadas eu vou ler essa aqui e a do Carlos Lendario (se a preguiça deixar) :awwyea:
Capítulo IV - Tibia
Não se fazem bons heróis sem bons vilões. Um código ético moldado socialmente ao longo dos anos perpetra por gerações e repercute em nós, ao ponto de nos questionarmos aqui e agora: o que é ética? Relembre agora, senhor leitor, em nosso querido mundo Tibiano, cujo nome, Tibia, deriva de sua mãe, a Tibiasula. Relembre portanto os primeiros super-heróis e super-vilões que tivemos em nossa gênesis tais quais o bom-deus Uman e sua contraparte divina Zathroth. Relembre também os heróis mortais, nosso querido Eternal Oblivion, nossa mitológica Bubble, perseguidos por vilões de má índole tal qual Lord'Paulistinha. Afinal, o que é ser herói, o que caracteriza um vilão? Esse mundo viu muito sangue, viu muitas batalhas, e continuará por vê-las. Nosso maior inimigo é a maldade, esse é nosso verdadeiro inimigo imbatível e imortalizado.
Não teria, Zathroth, suas razões? Lord'Paulistinha, suas motivações? O certo, o errado, trata-se simplesmente de opinião. Se Satã fosse pura maldade à todos, não teria doutrinadores. Ética, o que é ética para você? Em tempos de guerra (quando não estivemos em guerra?) levantam-se os mais brilhantes gênios estrategistas e habilidosos para, com força total, guerrear por seus anseios e motivações. O que existe no mundo, além de uma interminável lição de que serás derrubado a vida inteira para morrer como um insignificante humano que deixou um minúsculo rastro na existência dos vastos corações palpitando incansavelmente enquanto a vida puder encontrar meios de existir?
Quem é você, e por que está vivo? Fique aqui esclarecido o propósito de existir: buscar respostas, que nem sempre existem. Deus não precisa ser verdade para que a vida seja verdade. O big-bang não precisa de explicação para ter acontecido. Algumas perguntas jamais serão respondidas, e confiem na minha palavra: a Sword of Fury NÃO pode ser obtida em Rookgaard.
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Não se fazem bons vilões sem bons heróis. Uma sociedade molda ao longo dos anos um código de conduta que posteriormente nomearia a ética. Relembre agora, querido leitor, as atrocidades já cometidas por essa espécie imunda e devastadora com seu próprio planeta, com seu ambiente de sobrevivência. Relembre, então, as milhares de mortes por opção religiosa, por segregação racial, por opção sexual. Entenda, com isso, a podridão da tua própria raça, o que ela pensa e semeia. O que te motiva a viver? Por que está vivo? Fique aqui esclarecido o propósito de existir: nascemos, crescemos, batalhamos, e encontramos as respostas. Sim, encontramos! Ora essa, estaria você vivo se a vida toda fosse-lhe negado a resposta? Nascemos com sede de responder questões que nós levantamos. A vida não precisa ser verdade para que Deus seja verdade. O que nos motiva a viver é procurar a resposta, sabendo que nem sempre viveremos o suficiente para encontrá-las. O criacionismo não precisa de explicação para ter acontecido. Algumas perguntas jamais serão respondidas, e confiem na minha palavra: o que te prova que a Sword of Fury NÃO pode ser obtida em Rookgaard? Liberte seu espírito, lute pela resposta. Você conseguirá.
Lembrem-se da maldade, a nossa maior inimiga. Bubble dará seus primeiros passos em continuidade à eterna batalha que travaremos pela eternidade: a intrínseca vontade de ser o melhor, o mais poderoso, o reconhecido. Número um, esse é quem ele busca ser. Eu vos digo, caros leitores, preparem-se para aquele final que menos esperam, pois, de felicidade, temos o carinho e o apreço de e por nossos familiares. Mundo a fora, algumas leis não existem. Por que você existe, afinal? Para procurar ou para aceitar?
Tibia, a vinte anos você existe. Meus parabéns por inspirar tanta gente, por empolgar e entristecer. Me desculpe, mas jamais aceitarei as mudanças no PvP e nas magic walls. Knight sem UH? Jamais esquecerei. Enfim, amo aquela nostalgia, assim como no futuro outros amarão o hoje. Orgulhe-se do seu passado, mas enfrente o seu futuro. Quer respostas? Boa sorte na empreitada, todos nós queremos.
Os passos largos de Bubble em tornar-se uma bela e prestigiada guerreira começavam a emergir. Assim ela, poderosa e nostálgica, conheceria então grandes amigos e rivalizaria com outros. Bem-vindo, Cachero.
Saudações!
Ah, que lindo capítulo! Eu gosto muito do teu jeito de escrever, ele tem um quê machadiano que muito me agrada. E a caracterização do Lord'paulistinha, pra mim, foi a cereja do bolo :biggrin:preferia o Seromontis, não nego, mas ambos eram babacas kkkkk.
Apesar de bem curto, esse capítulo tem sua força. Sdds Cachero mas, principalmente, sdds Denis Tacador de Runa e Mateusz Dragon Wieiki, que me fizeram ter certeza de que Druid sempre foi uma escolha acertada xD
Aguardo o próximo!
Abraço,
Iridium.