Continua muito bom, Isaac.
To adorando a tua história, meeeeeeeeeeeeeesmo.
E pare de postar esses tópicos pequenos, eles são torturantes, mesmo esse sendo maior.
Poste a continuação. =D
Com amor,
Bruno. ;D
Versão Imprimível
Continua muito bom, Isaac.
To adorando a tua história, meeeeeeeeeeeeeesmo.
E pare de postar esses tópicos pequenos, eles são torturantes, mesmo esse sendo maior.
Poste a continuação. =D
Com amor,
Bruno. ;D
Não gostei d'As Conversas.
É impossível ignorar os constantes erros de concordância, acentos desaparecidos, palavras mal encaixadas e toda aquela coisa que já foi falada. Pode até não parecer, mas não costumo considerar tanto a gramática, afinal nós erramos o tempo inteiro; só existe problema quando esses desacertos atrapalham a leitura e consequentemente prejudicam o entendimento e qualidade da obra.
Os novos personagens soam como intrusos típicos de novela, daqueles que só aparecem para criar (ou se aproveitar do) atrito entre o casal. Todo aquele envolvimento lírico incitado pelo narrador caiu por terra e deu lugar a informações dispersas, jogadas no texto sem nenhuma preparação emocional, como a frase descontextualizada de Carlyle e os desentendimentos injustificados entre Bianca e o protagonista. Enfim, nesses últimos três capítulos, o enredo tem seguido por um caminho desinteressante, pouco carismático, cada vez mais incenso poético e menos focado em sentimentos palpáveis; ainda é crível, mas muito menos sensível.
Tentei ser mais coeso como as pessoas pediram, mas infelizmente não posso mudar muito a forma de como escrevo as coisas agora.
Citação:
Capitulo VIII – O tempo e o caso perfeito
A noite no escuro do meu quarto pensava se de manhã acordaria pensando no sorriso dela e no jeito como ela ajeitava os cabelos para detrás da orelha, entretanto as manhãs de sol vinham com o pesar da sentença de que ela não estava nem perto do fim proposto, nem o meu travesseiro estava com seu perfume. E o sol sacrificante me enojando com sua presença pacifica e brilhante, aquilo sem duvidas não era o meu habitat natural. O verão não era para mim.
Os dias e as noites foram passando ultrajantes e em passadelas, provocando novas amizades, conhecendo novas pessoas, abrindo novos caminhos, encontrando novos vícios e pensando em apenas um quase-velho amor que ficou esperando carona de uma menina que nunca para no lugar certo. Caiu de numa destas noites ultrajantes eu arrumar algo em passadelas para fazer, seria ótimo ir à casa de Carlyle, não acham? E seria se não encontrasse com Camilo na casa. O jeito era ser condescendente e fazer tudo o que se faz numa situação como está, sorrir o mais normalmente possível.
Compramos algumas coisas para comer e sentamos na fachada da casa, uma linda fachada de azulejos amarelados e antigos com lírios desenhados nas bordas. Seria então momento de começar os jogos.
- Está tarde... – disse olhando para o relógio que ficava na sala à frente – acho que vou indo Carlyle.
- Fique aí mais um tempo “man”- disse Carlyle já pensando o que aquele encontro proporcionaria. Ele queria ver no que daria o encontro em eu e Camilo, e sabia que não demoraria muito para que algo interessante acontecesse. Pelo entusiasmo do que aconteceria não se agüentou e resolver começar a brincadeira.
- E Camilo, como vai a Bianca? – disse sorrindo de lado.
- Tá lá Carlyle. – falou observando o meu olhar baixo para tentar não atentar para o que seria dito ali, mas como devem saber, seria impossível. Camilo não era tolo, nem mal, apenas um cara que se achava um pouco mais que o normal. Tanto que pensou no impensável– Isaac?
- Que foi Camilo? – disse já esperando pelo pior, mas não tão pior.
- Você gosta mesmo da Bianca? – disse seriamente.
Fui pego desprevenido. De todas as coisas que já me passaram na cabeça essa sem duvida era a que eu menos esperava e a mais surpreendente, porque ele estava perguntando aquilo afinal? Mais que maldito plano era aquele? Fato é que me retive a afirmar com a cabeça, porém olhei nos olhos de Camilo, algo quase heróico. Esqueci-me de tudo, ela valia o preço mesmo que comprasse um inimigo.
- Si... Sim Camilo. – disse meio arredio, porém seguro de minha decisão.
Com certeza ele também não esperava por isso. Senti-me um kamikaze, um louco por saber que era jogo perdido, mas que acima de tudo nunca iria desistir até meu próprio fim. E enfim senti que Camilo não era exatamente o muro impenetrável, na verdade consegui enxergar nele eu mesmo e assim pensar que no final as coisas podem dar certo.
- Isaac. Eu te acho bem bacana, mas quero que saiba que não vou desistir da Bianca por sua causa. - disse Camilo com mais respeito.
- Digo o mesmo – disse engolindo seco e voltando ao meu mundo de olhos no chão e de azulejos antigos. - Só... só não a machuque Camilo, ou... – parei naquele instante, o que seria melhor a dizer? Intimidá-lo? Não, pessoas como Camilo se sentiriam atiçadas a fazer o que outros proíbem. Certo é que emudeci. Fiquei em meus pensamentos. Nos pensamentos loucos que perguntavam: como seria matar os dois com uma trinta e oito enquanto estavam na cama? Riem, porque como eu sempre digo, esta historia é de um menino tolo, e que graça teria se tudo fosse romanticamente perfeito?
Ficamos mudos por mais algum tempo até mudarmos de assunto. Sorrisos, piadas e desinformações, tudo junto e no mesmo lugar como se nada tivesse acontecido. O tempo passou e tive penosamente que ir embora pensando que sem duvida eu estaria em mesa quando saísse, e Camilo sem duvida escolheria seu caminho naquela noite. Porém por algum motivo eu não me senti pressionado, fora a primeira vez que havia mostrado realmente o valor do meu amor a alguém que valesse a pena. O tempo e o caso perfeito.
Este capítulo ficou fantástico ao meu ver.
Bons e simples diálogos, uma história que me prendeu. Queria ver no que ia dar, e consegui ver eu mesmo há alguns anos atrás nessa situação.
Um excelente capítulo, Isaac. Cumprindo com o trabalho.
Sem erros, pelo que vi.
Parabéns.
A história tá ficando boooa cara. To curtindo muito.
Continue nesse ritmo! Poste toodo dia!
Os capítulos estão aumentando, ótimo. Caaara, tá MUITO bom mesmo.
Canhotaço.
Gostei da execução do capítulo, seguiu uma tomada bem levada. No entanto, detestei o desgosto com que você tratou as palavras, nos capítulos anteriores elas encaixavam melhor e pareciam ser mais elaboradas. Nesse capítulo me pareceu uma história comum, adolescente. Os diálogos, podiam ter sido melhor elaborados também, gostei da simplicidade, mas não gostei de como ela foi tratada. A tentativa de imitar a oralidade com elementos como "man" não ficaram tão naturais.
No demais, cuidado com os errinhos. Vírgulas, palavras erradas, achei algumas, nada que venha a comprometer.
Esperando o próximo.
Esse último me deixou dividido. Por um lado, se saiu bem por finalmente ter desenvolvido os novos personagens em uma situação capaz de alimentar o interesse pela parte mais ativa do enredo. Por outro, cada vez parece menos com a história que se desenrolou durante os quatro primeiros capítulos; no momento, apresenta um lirismo contido, muito mais simples.
Acabou me deixando certo de que não é necessário destroçar os acontecimentos para atingir o emocional do leitor. E, por fim, renovou minha curiosidade pelo destino da trama.
Até.
Um capitulo que eu não sei se deveria postar, mas sou muito naturalizado pra isso, ou seria romantico?
Citação:
Capitulo IX – Declaração de Amor & Batida de Laranja
Romantizado ou naturalizado? Amor ou ódio? Colher ou plantar? Vodka ou suco de laranja? Ah! Quantos paradoxos e pretextos para no fim saber que a escolha não importa em nada. Porque se a vodka não compreende a complexidade do momento o suco de laranja não dá os ares precisos para aqueles instantes que eu os descreveria como esperados.
Já era esperado que eu acabasse virando amigo de Camilo, mas do que até eu mesmo imaginaria. Porque se os amigos devem estar pertos, os inimigos devem estar pertíssimos para assim poder compreender o que realmente se passa na cabeça de alguém como Camilo e saber seus erros e problemas, porém eu não consegui enxergar nada além de um amigo cordial. Pena, a confusão mental de um apaixonado é maior até que o tempo e mesmo com o passar dos dias ele acaba conhecendo nada. Culpo também, pelo meu amor, um remédio para espinhas. Na bula estava explicito alguns casos de depressão e suicídio, acho que fora isto que me deixara mais e quase loucamente deprimido. Parecem tolices, mas não são. São fatos que sem duvida me levaram a minha situação atual, portanto merecem apenas algumas memórias. Se for servir para algum propósito eu não sei. Sei apenas que tudo é vaidade de vaidades.
As vaidades me deixaram cansado debaixo da terra, e minha alma só encontrava conforto no descanso noturno que aos poucos ficavam mais curtos e leves. O que realmente eu precisava? Da presença de Bianca? Não mais, porque no final descobri que sou um amante dos maus momentos e das depressões solitárias, das tristezas de poetas e das musas inalcançáveis. Porém não faço isso com propósitos masoquistas, faço pelo simples fato de saber que sofrendo estou aprendendo, a ao aprender acabo sendo mais sábio e melhor do que já sou. O quanto eu não ganhei com tudo isso. Quantas mulheres, diversões e astucias não ganhei porque soube aproveitar tal momento.
Um dia Bianca perguntou-me, muito depois do tempo em que todas essas coisa acontecerem se eu era triste pelo fato de nunca ter ganhado o que eu realmente queria dela. Se eu me sentia triste por ser um perdedor. Minha resposta foi que não. Eu nunca havia sido triste por achar-me um perdedor, coisa que nunca achei que fosse. Eu só fico triste porque meus planos para ela são longos e demoram muito tempo para se concretizarem da forma como eu quero, me deixando cansado e dando-me ares de deprimido. Fato é que se um dia tu, Bianca, leres esse livro saiba que nunca vou desistir de ti. Estar com você é muito mais fácil do que imaginas, mas seria pra sempre se fosse agora? Tudo terá seu tempo, eu respondo. A eternidade poderá fazer isso conosco no formato desse livro e provarei a mim mesmo que por desistir das vaidades conheci a verdade mais que absoluta.
Amarei-te... Amarei-te pra sempre e em totalidade nos tempos dos tempos.
Um texto complementar, eu acho, mais direcionado aos sentimentos.
Sem histórias, mas igualmente bom.
Bem, gostei das descrições do sentimento e de certa forma, do meio sombrio do qual sua mente vivia. Pensamentos tão turvos que criam um quadro lindo de abstrato.
Bom, eu gostei.
Achei o capítulo tão necessário e enriquecedor quanto aquelas faixas ambient de três minutos em álbuns de new prog. :P
Falando sério, teve o aspecto positivo de explorar sentimentos e opiniões, mas não trouxe nada de novo, começou e acabou dando voltas em tudo que sabemos e esperamos. Por sinal, cada vez concordo menos com o ponto de vista do protagonista, mas isso torna a leitura mais instigante.
O próximo é o décimo? Amém.
Tu me fez entrar no fórum e responder a um tópico, ainda por cima no board de histórias, coisa que eu não faço a que, anos?
Muito bom Bianca, cara. Está de parabéns pela história.
Só ficou meio estranho a mudança do jeito como tu escrevia, deixou de ter tanto aquele ar de ironia, deboche.
mas ainda assim está muito boa, continue assim Isaac.
(ainda quero o livro quando for publicado ok? U.U)
Paradoxos são ideias contrárias que estabelecem um absurdo intelectual; não creio que tão denominação se encaixe no que você citou no início do capítulo.
Demorei porque não sentia pronto para continuar, agora voltando pra realmente continuar e quem sabe, com sorte, terminar...
Citação:
Capitulo X – Sentir Pena
Mas chega de rodopios sentimentais, a historia não é grande, mas não é tão curta assim para esse tipo de enclave. Chegamos então ao um momento que por pouco não se perdeu em minha memória paupérrima. Era uma manhã chuvosa se bem me lembro, lá no instituto. As horas já pareciam cansadas de passar e eu realmente estava sozinho. Amigos? Colegas? Bianca? Ninguém além do meu eu que observava a chuva de uns dos corredores abertos próximo da grande rampa de acesso ao segundo andar. De lá observava também as pessoas lá embaixo. Um grande vazio sobre o nada, para mim apenas frutos ditos complexos de átomos. Seria bom rodopiar por essa teoria, mas uma energia sonora me chamou a outra situação.
Não tive tempo de reagir, nem pude me preparar.
- Camilo... – disse Bianca num gemido enquanto Camilo subia a rampa carregando-a nos braços.
Na verdade na hora o choque foi simples e coeso, uma batida certeira e seca que me fez olhar para o chão. E então as perguntas começaram a me rodear, me procurar com suas indagações e minha alma gemendo gritou a tudo e a todos, agüentaria. Na verdade numa grande fuga desesperada pela verdade fingi que podia ser apenas o começa de uma amizade entre os dois, que era uma coisa sem medida a qual ela se entregou por ser astuta e que mostrou que ele teria que se esforçar mais pra realmente tê-la da forma como desejava. Sim, eu costumo mentir em situações de grande constrangimento.
Constrangimento era esta situação e o sobrenome era vergonha, porém já não era mistério a ninguém tudo sobre meus sentimentos. E num movimento de surpresa todos que olharam Bianca também olharam a mim, olharam com pena, talvez rindo de tanta pena daquele ser indiferente, sem reação e que aparentemente perdia, e feio. Só pude olhar o chão mudo e com os olhos já acostumados a aquelas situações já não marejavam.
Era hora de fazer algo, tentar algo, pensar em algo concreto. Pode ser que não desse certo, mas seria minha tentativa, pra quem sabe um dia alguém realmente olhasse como deveria ser. Perdedor sem pena, porque a pena é realmente o sabor mais amargo que um poeta pode receber de alguém... Não me façam sentir pena dos meus desgostos!
Bem, Isaac, o que posso dizer?
Obrigado?
Sinceramente, muito obrigado por lembrar-me de sentimentos tão horrendos que já havia esquecido.
Vejo na personagem do conto, minha própria vida, os sentimentos que deixavam-me amargurado. Tudo.
Sorrio de tristeza, podendo agradecer aos céus por não ter mais de sofrer; mas sorrio também por ter a oportunidade de ler estas lembranças tão semelhantes às minhas.
Um parabéns seria válido, mas prefiro ainda assim dizer:
Muito obrigado.
Se for engraçado, se for triste será... Ah! Como eu sofro pra escrever esse merda lirica...
Citação:
Capitulo XI – Dialogo Divino
Pensei em mim mesmo e me vi na situação em que precedia minha hora. Um dia inimigos, agora amigos sinceros. Como o mundo parecia conspirar contra mim, porque agora Camilo era mais que simples colega, era alguém necessário e de quem eu já aprendia como pupilo as artimanhas das coisas que não aprendi na vida, nem nos interiores desta. Sabia que tínhamos um pacto, conquistar a Bianca sem desistir. A honra superava essas coisas em palavras, entretanto na prática as coisas mudavam bastante. Não fora poucas as vezes que ele quis realmente beijar Bianca na minha frente, talvez até a pedido dela para que eu quem sabe me afastasse, ou a permitisse psicologicamente fazer o que bem entendia, mas ele não conseguia.
Lembram-se dos primeiros passos de Camilo? Acho que esta dor antiga, esta magoa de águas passadas davam a ele sempre a memória de outro que sofre o mesmo. E esta dor que não permite magoa também nos unia de forma que o próprio Camilo se sentia na obrigação de me ensinar a não agir de tal maneira na frente dos amores, e eu a obrigação de realmente acreditar que me ajudava.
E realmente ajudava-me, agradeço-lhe pelo que aprendi. Mas seria necessário mentir em nome de amor e enfim contra um amigo? Seria necessário ser sacana como foram um dia comigo pra ter o que preciso ou será que a grandeza esta necessariamente no contrário destas idéias?
- Deus? – disse olhando para o teto do quarto – Sei que nem sempre é o que peço, mas o que tu queres, mas mesmo assim ajude-me.
Oração pequena, guardada com pouco sentido em minha memória. Nem sei exatamente porque a tenho na memória, talvez porque a memória me guardou a resposta, a resposta divina da maldição. A resposta de que ela não era pra mim, e que o futuro ele já sabia que era trágico. Também disse que bastava ficar afastado, mudar de atitude e tudo se extinguiria no vapor das emoções do coração.
- Este sentimento fajuto não me engana... – disse Deus – Eu bem te conheço, e também sei dos teus preceitos, então procura algo que seja por inteiro e não pela metade. Pena não vai te ajudar a ser melhor.
- Digo que farei o que bem entendo se não aceitas então farei a minha maneira, do meu jeito. A terei seja contra a terra ou contra o céu.
Amém.
Muito bom, Isaac. Eu estou ouvindo Evanescence, e acho que isso me fez gostar ainda mais do texto.
Infelizmente o 'Dialogo Divina' me deixou meio confuso, eu re-li e nao entendi, ainda.
Senti um sentimento estranho lendo o 'sentir pena', e não foi pena.
Canhotaço.
Dois capitulos, novidade.
Citação:
Capitulo XII – Vergonha da honra
Divinas intromissões não se fazem mais necessárias, os olhares estão cansados e o medo enxugado na alma. Já sentiu o poder da falta de medo? É incrível, é único e totalmente agradável. É um sentimento tão cheio que até parece que pode segurar o poder com as mãos, senti-lo ao pressionar os dedos no pulso, e a individualidade cresce.
Eu que antes me sentia deprimido e sozinho agora estava poderoso e sozinho. Ninguém do meu lado, nenhuma ajuda, todos do outro lado da linha de batalha e até Deus estava do lado de lá, mas eu me senti mais que aquilo tudo, venceria na vontade dos séculos. Derrubaria um por um até o fim do propósito, Bianca. Camilo, onde estás agora? Perguntava-me orgulhoso.
- Isaac... – disse numa voz baixa e meio condescendente – Sim, eu estou namorando a Bianca. Desculpas, mas...
Engraçado como as coisas mudam, de um momento mais que deus, de outro um apaixonado sem sua musa, escrevendo o que já não chora. Culparia a Deus se fosse necessário, sentiria um complô divinal, mas sabia que a culpa era minha e que eu devia ter feito algo.
Eu sabia, havia perdido a batalha. A guerra também, mas como se deve morrer? Morrer como vergonha, ou como honra? Desistir ou insistir até o final? O leitor acostumado a essas novelas deve imaginar que me perdi aí, porém o sagaz sabe que eu insistiria. E insisti, era obrigação. Acho que isso se deve a um fato antigo. Sim, sim, deve ser isto. Acho até que merece um capitulo.
Capitulo XIII – Você será insistente, Isaac.
Tinha próximo dos meus doze ou treze anos. Um dos meus tios por parte de pai andava comigo de carro. Eram comuns nessa época meus tios me levarem para conversarem comigo, acho que gostavam de opinar, aconselhar e enfim rir de alguma piada infame ou mulher que passasse na rua. Lembro-me que mesmo nesta idade já não achava tanta graça e até preferia (se pudesse) recusar tais incursões, mas acho que fora desta vez um desses dias onde não tinha opinião necessária nem cara para recusar o passeio.
Estávamos a caminho acho que do shopping. Ele falava talvez de mulheres, sim, deveríamos estar falando de mulheres e caiu numa daquelas outras frases que se guardam na nossa memória como pequenos mantras.
- Insistir é o necessário. Uma mulher pode não te achar bonito, rico ou inteligente, mas se insistir consegue a mulher que quiser. – disse ele pra depois pigarrear mais outra pilhéria de historias e enfim acabar insistindo. – Insistir é o necessário, Isaac.
Como mudam os casos. Para Bentinho ficou o “Você será feliz, Bentinho.”, porém a mim foi arrumado uma destas fadinhas modernas, com novas teorias de amor e me deu “Você será insistente, Isaac.”. Riu destas coisas porque no final de tudo continuam sendo uma verdade única. Insisto então como um dia meu tio e uma fadinha me informaram.
Dez, onze, doze e treze, achei uma bela sequência.
O enredo chegou a um ponto em que fisga o leitor pela sensibilidade. O vocabulário não é impecável, algumas metáforas saem travadas, mas a vontade de acompanhar provém da identificação com a história. É o valor de um tema recorrente sendo tratado com sinceridade e algumas pontadas de delírio.
Na minha opinião, Bianca teve altos e baixos, mas nunca chegou tão perto de atingir seu ponto. De vez em quando, acho que o projeto é pessoal demais para ser lido por outra pessoa que não seja a própria Bianca... aí eu penso, o que essas palavras realmente significam? Nem ela deve saber.
ei ta muito comico e meigo pow ta massa