olha cara ta muiot bom hein e gostei da iniciativa de vc explicar o sistema do seu rp!
flw cara!
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olha cara ta muiot bom hein e gostei da iniciativa de vc explicar o sistema do seu rp!
flw cara!
tah fikando legal.... vc escrev bem,quando aparece o marik?? :P
(Passa lah nos meus hehehehe) tah ai na minha assinatura
:riso:
Aaaaaaaah! =(
Não deixaaa morrerrr ;________________;
Eu gosto do teu RP =S
Nem que seja só pra mim ler, mas tu vai continuar sim ¬¬´
Continuaaaaa! >.<
Kissu =*
Ninfa~
sim sim, olha a ninfa! soh pq eu falei aquilo jah ta si achando? uahuauha brincaderaaa continuo sim ;)
blz galera, continuando ai mais um cap pra vcs.
soh pra avisa, jah toh escrevendo o final do rp, mas toh postando a metade +/-
hehehe
vlw galera!
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Uma cilada para Rolf
Malik caçava fervorosamente naquela manhã como outra qualquer, em sua corrida desesperada para se tornar o mais poderoso daquela ilha. Decidiu que quando superasse Rolf, partiria para o grande continente, onde se tornaria tão poderoso quanto os deuses, não importa qual o preço do poder...
Ele sabia que estava perto da prisão do Minotauro Mago, e podia ouvir seus gritos, amaldiçoando quem passasse por lá. Mas dessa vez, os gritos não pareciam de agonia, e sim de prazer. Resolveu investigar. Quando estava quase chegando, ouviu passos acelerados em sua direção. Levantou guarda e esperou o que quer que esteja se aproximando.
Viu um garoto, correndo desesperado, assustado e muito ferido:
_Fuja! O Minotauro Mago está solto! Eu vou até a cidade chamar Rolf, ele já derrotou um, e poderá matar de novo! Se esconda! –berrava o garoto.
_Bahh! Pois saiba que eu sou Malik! O mais poderoso de Rookguard, e que nada que exista aqui é páreo para mim! Vou até lá e esse mostro sucumbirá! –o orgulho de Malik era mais alto.
_Faça o que quiser, eu chamarei ajuda do grande Rolf!- dizendo isso, o garoto partiu para a cidade.
Malik levantou suas armas e partiu para a luta. O monstro era medonho. Um robe roxo cobria o corpo musculoso, e um bastão todo retorcido invocava várias serpentes, que lhe cercavam, impedindo-o de ser atacado. Enquanto Malik bolava alguma estratégia para se aproximar do minotauro, esse disparou de seu cajado um Míssil de Energia, que foi bloqueado pelo escudo do guerreiro, mas o impacto foi forte, e rachou o escudo.
Malik ficou impressionado com o ataque do monstro, e jogou o escudo, agora inútil, no chão. Empunhou seu machado com as duas mãos, e começou a destruir as serpentes com facilidade. Isso irritou muito o bicho, suas criações sendo eliminadas. Foi quando seu cajado brilhou e uma Explosão atingiu Malik, que foi violentamente jogado para trás.
_Nunca vencerei essa criatura! Terei de fugir vergonhosamente! – ferido pelo próprio orgulho, Malik começou a recuar, quando teve uma idéia maligna –Certamente Rolf virá para ajudar o garoto, e até mesmo ele terá dificuldades para derrotar o minotauro. Então, quando ele estiver enfraquecido pela batalha, eu o matarei! Só tenho que me esconder agora e esperar.
Aproveitando que tinha sido arremessado pela Explosão e estava fora do campo de visão do monstro, Malik se escondeu para fazer a cilada contra Rolf.
A cidade estava um caos com a notícia, e o garoto aguardava desesperado enquanto Rolf se preparava para ajuda-lo. O pequeno contou que tinha perdido sua irmã para o monstro, e que não sabia como ela tinha aberto a porta que o trancava. De certa forma, isso acalmou Rolf, já que a garota tinha morrido, ele continuava sendo o único que sabia como a porta era aberta. Mas uma vida tinha sido tirada, e talvez Cipfried ainda pudesse fazer algo pela garota. Correu para as cavernas.
Chegou lá e encontrou o minotauro deliciando-se com suas criações, as serpentes eram numerosas e cercavam seu mestre. Sem perder tempo, Rolf começou a eliminar as serpentes que estavam em seu caminho. Pego de surpresa, o minotauro afastou-se um pouco, esquecendo das serpentes, e lançou um Míssil de Energia contra Rolf. Este bloqueava habilmente com seu escudo, que não resistiria por mais muito tempo.
Quando não havia mais serpentes entre ele e o monstro, Rolf partiu para o ataque, desviando das rajadas de energia do minotauro mago. Seu golpe seria certeiro se o mago não tivesse esquivado-se rapidamente. Mesmo assim, foi atingido no braço. Empunhando o cajado com o outro braço, usou mais uma vez sua Explosão para jogar Rolf contra a parede. Enquanto ele se recuperava, o monstro transformou o chão debaixo do guerreiro, deixando-o eletrificado com uma magia de Campo de Energia. Muito ferido Rolf rolou para o lado e levantou-se, para mais uma vez investir contra o bicho.
O minotauro ria do esforço que o guerreiro fazia para se levantar. Num momento de distração que Rolf aproveitou para aproximar-se do monstro e golpeá-lo no peito. A expressão no rosto do minotauro mudou completamente. Agora ele estava sério e pensava numa maneira de não ser derrotado com mais um golpe. Encostou seu cajado em Rolf e usou mais uma Explosão. Dessa vez, à queima-roupa, fez os dois caírem para trás. Mas o minotauro caiu sobre seu braço, que já estava quebrado. A dor foi tanta que ficou alguns segundos rolando pelo chão, tempo suficiente para que Rolf, arduamente, desse um golpe de misericórdia, cortando a cabeça do monstro.
Rolf apoiou-se na parede, tentando vencer a exaustão, e juntando forças para carregar o corpo da menina desmaiada no chão, um pouco mais à frente. Guardou sua espada e olhou para o escudo. Estava muito danificado, acabou partindo ao meio depois de escapar da mão do guerreiro e cair ao chão. Com muita dificuldade, ergueu a menina e começou a caminhar na direção da saída.
Sentiu uma pancada no joelho, e cambaleou, a menina caindo por cima de Rolf. Era Malik, que esperava pelo fim da batalha...
_Muito bem, grande Rolf! Derrotou o monstro bravamente! –Malik rodeava o corpo exausto de Rolf. – Não acha que deveria procurar um inimigo à sua altura? Pois então, eu o desafio para um duelo, justo! –um sorriso sarcástico permaneceu no rosto da Malik por algum tempo, enquanto Rolf reunia forças para responder.
_Cale-se Malik! Você sabe que se me enfrentar nessas condições, não será uma luta justa! Armou essa cilada para me pegar? Diga-me de que maneira descobriu como abrir a prisão do minotauro? –Rolf tentou blefar, pois sabia que Malik era sujo o suficiente para ataca-lo mesmo deitado no chão.
_Na verdade, não fui eu. A garota abriu, eu só estava por perto e armei sim, essa cilada para você. Mas, já que não quer aceitar meu desafio por bem, fará por mal.
Malik empunhou seu machado com uma das mãos, e com a outra, puxou o braço de Rolf, tentando levanta-lo. Percebeu que ele não teria forças para nada, e escorou o corpo, sem energias, na parede. Levantou o machado a altura da cabeça e investiu contra o guerreiro, que nada podia fazer além de se jogar para o lado e cair de novo do chão. Sua espada, ainda guardada na bainha, bateu contra o chão, fazendo um barulho metálico ecoar pelas cavernas e espantar os morcegos. A queda enfraqueceu ainda mais o corpo do pobre homem.
_Vamos, grandioso Rolf! Reaja! Sua vida está em perigo agora! –Malik gritava, irritado, pois não teria a luta que tanto queria. –Se não puder mais lutar, vou acabar com seu sofrimento agora mesmo.
Dizendo isso, Malik encostou a lâmina do machado sobre o pescoço do adversário caído no chão, insinuando o que iria acontecer. A adrenalina subiu à cabeça do guerreiro, que num lampejo de energia, levantou-se, sacou a espada e se pôs em posição de combate.
_Muito bom! Agora tenho um adversário. Vamos ver se ele está a minha altura. –ironizou Malik, já que o cansaço era visível no corpo cansado de Rolf.
Ainda cansado apenas olhou quando o inimigo brandiu o machado com as duas mãos e partiu para o ataque. Tudo que podia fazer era esquivar os golpes e defende-los. Estava exausto, e não tinha velocidade para contra-atacar. Malik atacava freneticamente, irritando-se cada vez mais por não conseguir atingir um inimigo em desvantagem. Tamanha foi a força que ele usou para golpear Rolf, que quando o machado foi aparado pela espada, ela voou da mão do guerreiro, que não teve forças suficiente para mantê-la nas mãos.
_Agora acabou! Você é um homem morto! Reconheça, grande Rolf! É o seu fim, não terás escapatória! –um frenesi, misturando sentimentos de alegria e orgulho tomou conta de Malik, que atingiu o adversário, fazendo-o cair de joelhos em sua frente. Seu desejo se tornou realidade. Rolf estava ali, de joelhos a seus pés. Indefeso. Abatido. Ele puxou os cabelos do guerreiro, levantando seu rosto, pondo o pescoço à mostra.
_Tens algum último pedido?
_Malik, por favor, não conte para Arlen. Peça para que Seymour o faça. Não quero que ela fique sabendo pela boca de meu assassino. –um forte aperto no coração machucava ainda mais Rolf, pois sabia que Malik faria exatamente o contrário. -Não quero que minha esposa saiba que fui morto injustamente. Meu desejo é que ela pense que tive uma morte digna, de um verdadeiro cavaleiro.
_Seu desejo é uma ordem. –respondeu friamente.
Malik brandiu seu machado violentamente, atingindo o pescoço de Rolf. O grande Rolf morrera, decapitado...
¬¬
Sou metida sim! \o/
E qual o problema! \o/
To só me alugando aqui! =@
Hehauhaihaeih!
Haha!
Continua ae... =]
O Grande Kraig já era! \o/
Malik rlz! XD
Haeuhaiheaiuhae! =D
To de bom humor hoje u.u
Vou parar antes que eu fale mais merd* xDD~
Kissu =*
Ninfa~
meeee agora eu vi o qto vc presta atencaum no rp! qm morreu foi o Rolf! e vc fala do kraig... uauhauhhua brigado pela atencaum ehehhehe
;) bjo pra ti
e abraco pra qm mais ler
vlw!
sem muito tempo pra postar ( prova FODÌSSIMA da facu), mas eu li e gostei! flw
que gente sem animo... depois naum sabem pq luckaz, trasgo caolho, rebeld, fawetu e outros param de escrever...
Cap piquininho pra veh se reanima o rp...
A partida de Malik
Ainda fora de si, pelo frenesi que lhe tirou do sério, Malik correu para a cidade, e, chegando ao centro, fazendo muito gosto da cara de espanto que todos faziam ao ver a cabeça do grande protetor de Rookguard em sua mão, entre lágrimas e xingamentos, ele berrava, prazerosamente:
_Quem é o mais forte? Quem é mais poderoso aqui do que eu? Existe alguém? Onde está seu grande guerreiro agora? –Malik encarava cada cidadão na rua com um sorriso macabro no rosto. –Acabou! Seu defensor foi morto! Pelo mais forte nesta ilha! Malik! Guardem esse nome!
Toda aquela agitação e gritaria chamaram a atenção de Arlen, que não ouviu o que estavam berrando com clareza, e foi até a porta espiar. Quando ela se deparou com o arquiinimigo de seu marido, ostentando orgulhosamente a cabeça de seu amado, ela ficou paralisada por alguns instantes. Malik a avistou, e caminhou em sua direção:
_Aqui está bela donzela! É a cabeça de uma das criaturas mais perigosas do mundo!- palavras estas que cortavam o coração de Arlen. - Talvez a mais asquerosa que você verá!- Malik largou a cabeça, que pereceu com um sorriso no rosto, para tentar amenizar o sofrimento da amada.
Arlen caiu de joelhos e pôs-se a chorar desesperadamente. Seymour e Cipfried, que assistiam a cena amargamente, correram para consolar a moça. Mesmo com muita dor no coração, eles levaram-na para dentro para acalma-la, sabiam que ela sofria mais que eles.
_E agora, o grande Malik, pois é assim que serei chamado de agora em diante, partirá para o grande continente! Onde novos adversários esperam minha chagada para serem derrotados! Tornei-me o mais poderoso de Rookguard, e me tornarei o mais poderoso de Tibia inteiro, vocês verão!
Malik foi até sua casa, pegou outro escudo que tinha guardado e todo dinheiro que tinha juntado na ilha, que não era pouco, e correu até o Oráculo, sobre os olhares de ódio e dor de todos os moradores da ilha. Subiu as escadas rapidamente, e partiu ao grande continente, pedindo para se tornar um cavaleiro e seguindo para Venore.
Rookguard nunca mais foi a mesma, depois da morte do Grande Rolf.
Kra quase chorei com os dois caps. Não queria que o Rolf morre-se , mas tah bem
Continua ai, Malik vai morrer pelo Kraig eh isso ai=D
ps: passa nos meus plz
isso eh uma obra de arte, meu deus do céu, continue assin,
a morte de rofie me deu lagrimas nos olhos XD
bom, eu tinha desanimado de escrever, mas voltei a escreve hj pq faltam soh 2 cap. dai hj criei um personagem q eu achei mto massa e deu vontade de escreve otro rp, mas se eu fize isso ele n vai mto longe, intaum n voh prolonga o rp naum.... mas n se preocupem que eu ainda tenho MTOS caps prontos ate o final.
vlw gente!
gogoog, quero mais capitulos =O
A volta para Rookguard
Kraig andava cansado naqueles dias. Durante os dias, ele descansava em sua nova casa. Ao anoitecer, se encontrava com Eliot e Mai, que caçavam quase o dia todo. O monge auxiliava os amigos no começo da noite, sem usar suas habilidades, para que não fosse descoberto. Quando eles se retiravam para descansar, começava a caçada de Kraig.
Suas caças eram as mais variadas. No começo, ele passava a noite no cemitério de Carlin e suas redondezas, acabando com os trolls que lá habitavam. Depois ele descobriu que, nas ilhas geladas ao norte, minotauros tomavam conta das cavernas. E lá ele passou muitas de suas noites. Não fazia muito tempo que ele andava caçando Zumbis. Eram um pouco mais fortes, e asquerosos de se enfrentar, com seus corpos podres e cheiro de carniça. Mas carregavam muito dinheiro do tempo em que eram humanos ainda vivos.
Kraig despertou, ainda um pouco cansado. Mas tinha que partir logo, estava quase na hora. Vestiu sua armadura, pegou seus equipamentos, a corda, a pá, a vara de pesca, e foi até um rio para pescar. Pegou muitos peixes, até não conseguir mais carregar nenhum. No caminho até seu local de treinamento, encontrou com Eliot e Mai, vinham sorrindo, de mãos dadas, mas pareciam bastante cansados de sua caçada:
_Kraig! É uma pena que você esteja partindo só agora para caçar. Hoje resolvemos explorar os arredores de Carlin, e encontramos uma torre, bem ao norte, na beira do mar. Encontramos guerreiras Amazonas e Valquírias. Creio que será um bom treinamento para você.
O monge pediu mais informações de como chegar lá, e o amigo explicou detalhadamente. Mas não tinha nenhum segredo. Não haviam inimigos no caminho, nem obstáculos. Despediu-se dos colegas. Cumprimentou Mai respeitosamente, e partiu determinado para enfrentar um novo inimigo.
Kraig já avistava o pico da torre, e aproximava-se cada vez mais cauteloso. Viu uma luz, e a fonte da luminosidade era escondida por uma série de arbustos. Chegando mais perto, viu que se tratava de uma fogueira, e, se esgueirando pelos arbustos, já via duas guerreiras ruivas, trajando trapos verdes, e com várias adagas presas na cintura. Pareciam vigiar a torre atentamente. Kraig teria de ser rápido.
Pegou sua funda, armou uma pedra e atirou na direção oposta. Uma das amazonas ouviu o barulho, e foi verificar. Era sua chance. Correu contra a amazona, com os punhos cerrados. Seus passos eram silenciosos, e ela só percebeu o inimigo tarde demais. O primeiro soco atingiu seu braço, fazendo a faca cair de sua mão. Habilmente, ela sacou outra e golpeou Kraig, mas ele conseguiu esquivar-se antes do ataque. Segurou o punho da amazona, e com a outra mão segurou no ombro. Quebrou o braço dela com o joelho. A guerreira berra de dor, chamando a atenção da outra amazona, que devia estar vindo auxiliar a companheira. Um golpe certeiro na cabeça foi suficiente para derrota-la.
Kraig foi surpreendido por uma adaga arremessada pela outra amazona, que lhe atingiu a barriga, mas não foi forte o bastante para perfurar sua resistente proteção. Desviando as outras adagas arremessadas facilmente, ele recebeu a inimiga com um chute no estômago, seguido de uma seqüência de golpes numa velocidade incrível. Terminou com um golpe quebrando o pescoço da amazona.
Parou para respirar um pouco, e subiu as escadas. Nos andares seguintes, encontrou somente amazonas, e uma valquíria. Esta foi mais difícil de derrotar. Usava uma Armadura da Placas, e uma espada afiada. Tudo que a valquíria conseguiu fazer foi acertar a perna de Kraig. O golpe foi forte, mas o monge superou a dor e aproveitou um descuido da guerreira para derruba-la e chutar sua arma. Depois, somente finalizou a batalha, deixando-a jogada no canto da torre. Recuperou-se, e subiu mais um andar.
Logo que subiu, já haviam duas valquírias em cima dele, tentando acerta-lo. Ele defendia e contra-atacava com golpes rápidos, quando viu um Míssil de Fogo atingi-lo. Viu uma Bruxa no outro canto da sala, e pelo impacto que a magia fez, sabia que teria de matar a Bruxa antes. Apoiou-se sobre os ombros da valquíria e pulou sobre elas, partindo em direção da Bruxa. Quando pisou no chão, a Bruxa incendiou parte do chão com um Campo de Fogo, mas este nem atingiu Kraig, devido a velocidade com que corria. Uma das valquírias corria pelo campo que pegava fogo, e incendiava, berrando desesperadamente.
No combate próximo, a Bruxa ficou sem saber o que fazer, e foi rapidamente derrotada pelo monge, que chutava o peito da bruxa, até acabar com ela. Depois, a valquíria que restou viva, conseguiu atingi-lo no braço, mas Kraig usou novamente seus chutes para matar a guerreira.
E assim foi a noite do monge, subindo e descendo as escadas, matando amazonas, valquírias e bruxas, até ver os primeiros raios de sol, quando decidiu voltar.
No caminho de casa, passou pelo depósito, quase vazio, e decidiu verificar o correio. Fazia tempo que foi embora de Rookguard, e sentia saudades dos pais. Nunca tinha recebido uma carta, e alegrou-se muito quando Liane, a responsável pelo correio, anunciou que havia chegado uma carta para Kraig no dia anterior. Abriu impacientemente a carta, e começou a ler carinhosamente, quando viu que era remetida por sua amável mãe:
Amado filho Kraig,
Escrevo-te desesperadamente para avisar-te que Malik, o terrível inimigo de teu pai, armou uma cilada para ele, e assassinou-o. Foi horrível. Ele cantava sua glória em meio à cidade, e carregava a cabeça decepada de teu pai, mostrando para todos, querendo provar que era melhor que meu amado Rolf. Gostaria de mandar-te notícias boas, mas não tenho nenhuma.
Já fazem alguns dias da morte de teu pai, mas só pude tomar forças para escrever-te agora. Seymour e teu mestre, Cipfried foram muito importantes. Todos aqui me ajudaram a suportar a dor.
Tenho medo por você meu filho. Temo que Malik esteja atrás de você agora, já que ele partiu ao continente depois de matar teu pai. Eu não suportaria perder você também. Todas as noites choro a perda de teu pai e temo pela sua saúde.
Não estou pedindo que pare seu treinamento, apenas peço que mande notícias, que espero ansiosamente. Cipfried também aguarda.
Lamento meu filho... Atenciosamente sua mãe, Arlen.
Kraig não esperou mais um segundo sequer. Mandaria uma carta de seus amigos ao chegar em Rookguard, e pediu informações sobre como retornar. Sua mãe precisava mais dele do que ninguém agora. Foi até o porto de Carlin, e pegou um barco para a pequena ilha naquela manhã.
o.O simplesmente excepcional! fantastico! original! muuuuito boa a narração da sua luta! eu fiquei imaginando como seria a batalha do monge e me surpreendi! muito bom! continue assim
abraços
mto bom...a batalha contras as amazonas e as valquirias foi estupidamente incrivel.so axo que a mãe dele foi meio fria em descrever a morte do pai dele...é só continue com esse RP maravilhoso \o\
eh q sei lah... era apenas uma carta.. ela n tinha como ''por sentimentos'' na carta... hehehe
se fosse no cara a cara, seria bem mais melancolico
mas vlw e continuem comentando gente!
simplesmente Fod* cara!!! uma obra de arte, continue assin, e otra: pq soh 8 caps? a historia ta lindaa!!!!!!
8 caps? onde foi q eu disse isso cara?
No proximo cap vai começa a paulada uhauhauha
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O treinamento continua
Um ano se passou desde que Kraig voltou para casa. Rookguard continuava a mesma. Era um lugar pequeno, mas cheio de vida. As novas crianças correndo pelas ruas e os jovens aprendizes faziam Arlen esquecer por alguns momentos a falta que seu marido ainda lhe fazia. Os primeiros dias foram muito difíceis.
A moça chorava dia e noite, e Kraig tentava consolar, mas às vezes não conseguia. O treinamento do monge o tornara muito frio, e ele só chorou no enterro que seus amigos fizeram para o grande guerreiro. A imagem da cabeça do próprio pai foi muito forte para ele. Mas depois daquele dia, quando ele jurou vingança contra o assassino do seu pai, nunca mais chorou.
O rapaz realmente estava determinado a vingar a morte do pai. Ele treinava com Cipfried todos os dias. Este, já não tinha mais o vigor que teve em sua juventude, e muitas vezes deixava Kraig treinando sozinho. Suas habilidades já tinham evoluído muito, estava tão veloz, que alguns de seus golpes já não podiam ser defendidos por Cipfried, que muitas vezes acabou se machucando no treinamento.
Eliot e Mai mandavam cartas para Kraig freqüentemente. Mas o monge raramente as respondia. Estava obcecado com o treino, e não tinha mais tempo para escrever-lhes. Numa das últimas cartas, eles avisavam que estavam comprometidos, e haviam se casado. Foi a única fez que Kraig lhes respondeu, para prestar homenagens e dizer que voltaria logo. Seus amigos andavam preocupados com ele.
Kraig decidiu que estava pronto para retornar ao grande continente quando, numa manhã qualquer, o capitão do barco trouxe consigo a notícia que Malik havia derrotado o grande guerreiro que venceu o torneiro realizado todos os anos em Ankrahmun, por cinco anos consecutivos.
O sentimento de vingança brotou no coração de Kraig, e tomou conta dele. Ele não tinha mais nenhum desejo. E sabia que seria uma tarefa difícil. Mas nada o faria desistir depois do maldito ter levado seu pai.
Pediu a sua mãe se não teria problemas se ele partisse, pois ela ainda sofria, e ele tinha medo da mãe morrer de solidão, já que ela não tinha mais nenhum parente na ilha. Arlen ainda temia pela vida do filho, sabia que ele partiria somente com desejo de caçar Malik, mas ela não se sentiu no direito de segurar seu filho ali, onde ele não teria futuro. Deixou que partisse.
Kraig deixou boa parte do dinheiro que juntou em Tibia para sua mãe, para que ela não passasse por necessidades, e sempre mandaria mais dinheiro para ela, quando necessário. Na manhã seguinte, lá estava ele, de malas prontas para partir.
Kraig foi recebido com muita festa e alegria pelos amigos, mas pouco sorriu, pouco falou. A viagem havia sido cansativa para ele, e descansou a tarde toda, para, à noite, voltar a rotina de treinamentos. Eliot e Mai não gostaram nada daquilo, pois ainda não sabiam sobre a vingança que Kraig tanto aguardava.
Alguma noite Kraig passava na torre das valquírias, outras ele enfrentava os zumbis que costumava caçar antigamente. O casal quase não tinha mais contato com o monge, e resolveram conversar com ele para saber o que se passava:
_Kraig, o que há com você? –perguntou Mai, para começar o assunto.
_Isso mesmo amigo. Desde que voltou, você está muito mudado. Não sorri mais, não tem mais a mesma alegria de viver que tinha quando te conheci. Eu sei que perder um pai é bastante difícil, mas um dia, todos perderemos os pais, todos morreremos. –continuou Eliot. –Deves continuar a sua vida, e estamos dispostos a te ajudar no que precisar.
_Bom, acho que já passa da hora de saberem o que realmente aconteceu. Meu pai não morreu pelas mãos do minotauro mago, como lhes contei na carta que mandei para vocês. Malik armou uma cilada para ele, e o assassinou covardemente. – Kraig falava com um pesar no coração. –Naquele dia, jurei que vingaria a morte de meu pai. Malik morrerá pelas minhas mãos! E é por isso que tenho me comportado dessa maneira, tenho somente buscado me aprimorar e me preparar para acabar com o maldito.
_Agora entendo amigo. Por sorte, nunca me deparei com ele, mas já o vi, e pude perceber em seus olhos a maldade que toma conta dele. Pode ter certeza que terá minha ajuda na sua vingança. –disse Eliot, sorrindo para Kraig, e depois olhando para sua amada, esperando uma resposta.
_Eu também, estou com vocês. Não posso deixar que um homem sem honra como esse tal Malik continue sem uma punição. –respondeu a garota, reforçando o grupo.
_Muito obrigado, meus amigo. –respondeu o monge, meio sem jeito pela maneira como tratou seus amigos nos últimos tempos. –Quero lhes contar que tenho notícias sobre o paradeiro de Malik. Ouvi dizer que ele venceu o último torneio de Ankrahmun, e se formos até lá, certamente descobriremos onde ele está, para realizarmos nossa vingança. Proponho partirmos imediatamente para pegá-lo de surpresa.
_Estamos de acordo. –respondeu Mai.
_Isso mesmo. Vamos partir para Venore, de lá poderemos pegar o navio para Darashia, e depois ir até Ankrahmun. –completou Eliot, esperando a afirmação de Kraig.
Logo, puseram suas coisas nas mochilas, Mai e Eliot prepararam suas runas de cura, e algumas de ataque para Eliot, e partiriam ao amanhecer. Kraig já não tinha medo de lutar sob a luz do dia. Afinal, chegara o dia do mundo saber que os monges estavam de volta à ativa, pelo lado do bem...
Alguém ainda lê essa bagaça?
Eu ainda tenho muitos caps e já que vcs me deram o trabalho de escrever tudo aquilo, eu vou postar tudo aquilo tbm...
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Começando com pé esquerdo
Mal surgiram o primeiro olhar do Sol tibiano, e os três já estavam pegando a estrada. Caminhavam tranqüilamente, seguindo uma trilha, quando avistaram, ao longe, cinco figuras barbudas e de baixa estatura. O que vinha na frente, carregava um pequeno machado, não usava elmo, trajava roupas de couro e tinha barba loira. Três outros carregavam bestas de mão, e machados na outra mão, ostentando suas grandes barbas avermelhadas. Um último, logo atrás, tinha uma armadura dourada de aparência resistente, barba branca, um elmo, um grande machado e um escudo na outra mão.
Era incomum anões fora das redondezas de Kazordoon ou de sua cavernas. Desconfiando das intenções dos anões, Eliot subiu em uma árvore e sacou seu arco, antes que eles o avistassem. Kraig disfarçadamente preparou sua funda com uma pedra, e Mai levava sua Pudao na horizontal, para manter distância das criaturas, quando se aproximassem. O primeiro anão falou, em tom não muito amistoso:
_Quem são vocês, humanos de sangue fraco?
_Me chamo Yna. –respondeu Mai, blefando. –E vocês? Quem são?
_Nossos nomes não lhe interessam! Quero saber quem é seu amigo aí... –respondeu grosseiramente outro anão.
_Não vou mentir. Chamo-me Kraig. Por que querem tanto saber quem sou?
_Kraig? Pois então morrerás pela lâmina de meu machado! –berrou o primeiro anão, erguendo o machado e partindo já para o ataque.
Habilmente, Kraig arremessou a pedra de sua funda no anão, atingindo sua testa, deixando-o tonto. Surpreendeu-se com sua mira, mas não tinha tempo para festejos. Levantou a guarda quando viu um dos virotes da besta dos anões vir em sua direção, mas não conseguiu desviar. Porém, nem arranhou suas vestes. Vendo que os virotes eram inúteis, correu na direção do monge.
Uma flecha voou do arco de Eliot até o pescoço do anão que foi atingido pela pedra, matando o mesmo. O anão de armadura dourada e um dos anões, que ainda usava a besta, impressionaram-se, e passaram a procura pela origem da flecha.
Um dos anões também corria em direção da garota, que estava pronta para o combate. Os braços curtos da criatura e o comprimento da lança de Mai davam-lhe aparente vantagem. Ela o golpeou, passando a lâmina de raspão pela cabeça do alvo, fazendo o anão recuar. Sem saber o que fazer, ele arremessou a própria besta contra a garota, que se atrapalhou toda com o lançamento inesperado da arma. Aproveitando a brecha deixada em sua defesa, ele a golpeou atingindo o peito. O golpe não chegou a perfurar a armadura de Mai, mas a fez perder o equilíbrio e cair.
Kraig observou atentamente a aproximação do anão, procurando um lugar indefeso para um bom chute. E achou. Antes que o anão pudesse investir contra o monge, teve seu ataque desviado por um soco no braço, abrindo sua guarda, e foi atingido na chamada “costela flutuante” (do lado da barriga, debaixo do braço) e forçado a ficar gemendo de dor pelo chão. Kraig percebeu que dois anões procuravam por Eliot, e partiu para distraí-los.
Mas chegou tarde. Antes que o caçador pudesse sacar outra flecha, o anão o avistou, e sinalizou para que o companheiro atirasse um virote nele. Depois disso, partiu para o encontro de Kraig, brandindo seu machado.
Eliot foi atingido na perna, e perdeu o equilíbrio, despencando da árvore. O anão sorriu e preparou outro virote, enquanto o caçador tentava com dificuldade repor o arco e superar a dor em sua perna.
Mai, ligeiramente girou sua lança, atingindo as pernas do anão com o lado oposto à lâmina, derrubando-o também. Levantou-se antes do anão e bateu com a lança no machado do pobre coitado que ficou ali, jogado no chão, sem defesas. Sem olhar para o anão, ela perfurou seu peito, acabando com a vida do infeliz. Olhou em volta e partiu para ajudar seu amado.
O monge, vendo que o anão ergueu o machado acima da cabeça, passou uma rasteira no baixinho, fazendo-o cambalear alguns metros. Levantaram-se rapidamente e se chocaram. O machado atingiu violentamente a perna de Kraig, que caiu ajoelhado, e recebeu mais um golpe no braço. O anão sorria quando levantou o machado, preparando para cortar o adversário ao meio, mas o sorriso tornou-se pavor quando o monge proferiu palavras mágicas:
_Exura Gran Vita! –a cura suprema dos monges. A magia dos monges. Todos os ferimentos se fecharam, e um soco atingiu o queixo do apavorado anão, que tombou para trás.
Com muita frieza em seus movimentos, ele simplesmente pisou no pescoço do miserável caído no chão, que logo parou de respirar. O último dos anões, que ainda nem percebeu que estava sozinho, atirava virotes contra Mai freneticamente, impedindo a garota de se aproximar. Sorrateiramente, o monge se aproximou e, antes que o inimigo o percebesse, pôs as mãos na cabeça do anão e girou, quebrando o pescoço da criatura.
Mai, que ainda estava impressionada com a frieza e calma com que Kraig tinha matado seus inimigos, nem ouviu a aproximação de um dos anões, aquele que ficou gemendo no chão. Ele corria na direção dela, ostentando a arma e preparado para o ataque-surpresa. Mas Eliot, que via tudo, foi mais rápido. Habilmente sacou uma de suas machadinhas e arremessou contra o anão, atingindo a cabeça do barbudo, que caiu duro no chão.
Todos os anões mortos no chão. Kraig verificou para ter certeza:
_Alguém está me caçando. E sabe onde estou... –disse, em tom de suspense, olhando aqueles corpos deitados no chão, e o sangue esparramado pelo gramado.
Mai usou uma das magias armazenadas para curar a perna de Eliot, e seguiram viagem. O cansaço da batalha os pegou de surpresa, e tiveram que montar acampamento mais cedo do que esperavam.
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O próximo cap é um dos meus preferidos, principalmente pra qm gosta de magos, aguardem...
Que ninguém está lendo? sim eu sei... e daí? vou continuar postando, não\estou fazendo nada de errado... Vou postar até acabar essa merda de rp que eu perdi meu tempo escrevendo.
Agora, falando sério, se vc entrou aqui e leu, DIGA O QUE ACHOU! se entrou e não leu, diga pq não leu! mas pelo amor de Deus, diga alguma coisa!
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Vicktor, o mago sem rosto.
Enquanto ainda não anoitecia, Eliot passava seu tempo pescando num rio ali próximo, Mai vigiava o acampamento, e Kraig aproveitava o tempo livre para meditar e descansar o corpo e a alma. Logo mais, Eliot voltou e assou alguns dos peixes para ele e para a guerreira.Quando a escuridão já dominava o imenso céu tibiano, o monge despertou de seu transe, e montou guarda para que o casal pudesse repousar.
Kraig podia ouvir o som dos lábios se tocando, das mãos passando suavemente pelo corpo, ele sabia que o amor florescia entre os dois pombinhos. Para não parecer inconveniente, o monge resolveu dar uma volta.
Fazia um pouco de frio. Uma brisa soprava suavemente e atravessava até mesmo a mata fechada por onde Kraig passeava. Ele observava a perfeição da natureza. A beleza das plantas, a engenhosidade nas tocas dos pequenos animais da mata. Mas ali, naquela noite, o alvo principal era ele. Corujas o fitavam com seus grandes olhos, reluzentes à luz do luar. Ouvia o som do chiado delas, do vento balançando as folhagens ao seu redor. A paz reinava naquele lugar.
Percebeu então, que os arbustos chacoalhavam mesmo quando o vento dava tréguas. Não podia ser somente obra da natureza. Olhou para todos os lados, procurando alguém que o vigiasse:
_Quem está aí? –indagou o monge, espantando as corujas, que voavam grunhindo sons que faziam eco, madrugada adentro.
Não obteve resposta. O silêncio dominava o local, o monge já começava a acreditar que aquilo tudo era parte de sua imaginação. Pouco depois, ele voltou a ouvir o barulho vindo dos arbustos.
_Quem estiver aí, que apareça agora! –o monge estava preocupado.
Os arbustos abriram-se. Por trás dele, surge um semblante humanóide, com estatura mediana e corpo fino, cabelos curtos e levemente ondulados. Sob a luz da lua era difícil distinguir sua cor. Trazia uma escura capa presa às costas, que ondulava com a leve brisa. O rosto era coberto por uma máscara, e nada podia ser visto.
_Saudações Kraig, filho do grande Rolf. –uma voz suave e calma soava delicadamente daquela figura estranha.
_Como sabe quem eu sou? Meu nome? E o que sabe sobre meu pai? –Kraig imaginava como ele sabia tantas coisas.
_Perdão. Não me apresentei corretamente. Sou conhecido como Vicktor, o mago sem rosto. Para ser sincero, sou um mercenário. Vago o mundo oferecendo meus serviços para aquele que melhor puder me recompensar. Estava mesmo a sua procura. –aquela figura misteriosa intrigava o monge.
_E quem o contratou? Por que querem a minha morte?
_Bom, quanto a isso, lamento, mas não sou pago para lhe dar informação alguma. Sou pago para isso! – com um rápido movimento das mãos, ele apontando a palma para Kraig. –Adori Gran!
Uma rajada de energia na forma de Míssil de Energia surge na mão estendida de Vicktor e segue na direção do monge que é surpreendido. O ataque atinge o peito do jovem, que dá dois passos para trás, cuidando para não perder o equilíbrio. Não provocou estragos muito grandes, mas serviu para que Kraig percebesse a que o mago veio ao seu encontro.
Rapidamente, Kraig levantou sua guarda e partiu para o ataque. Correu em direção ao inimigo, que atacou novamente:
_Exevo Gran Vis Lux! –disse Vicktor, juntando as mãos que apontavam o monge mais uma vez.
Um Grande Raio de Energia partiu das mãos do mago e seguiram a uma velocidade incrível, sua força seria capaz de arrancar um membro de Kraig, mas este deu um grande salto, se livrando do ataque. O monge continuava sua investida, e quando estava perto demais para tentar outra evasão, foi surpreendido por mais um ataque repentino:
_Exevo Mort Hur! –berrou o misterioso mago.
Uma poderosa Onda de Energia, na forma de cone, brotou das mãos de Vicktor. O golpe foi rápido, não dando tempo para o monge sequer pensar numa reação. Atingido pela massiva rajada de energia, Kraig foi arremessado contra uma árvore, bateu as costas e caiu gravemente ferido no chão. Pôde sentir um forte cheiro de podridão no ar, provavelmente exalava do ferimento que a magia fez.
_Já sinto o cheiro da carniça, e o aroma de minha recompensa. –sussurrou Vicktor com um tom de voz empolgada. Caminhou calmamente na direção do monge, indefeso ali ao chão e apontou um dedo para sua testa. –Diga suas últimas palavras.
Kraig tentava reunir forças para usar seu poder de cura, mas vendo que olhos grandes e arregalados observavam tudo que ali acontecia, achou melhor avisar:
_Não estamos a sós aqui. Olhe à sua volta, pois estamos sendo observados.
Vicktor olhou em direção da floresta, que se estendia magnificamente ao redor deles, e identificou o cheiro de podridão a que se referia anteriormente:
_Orcs!
Dezenas deles adentraram a pequena clareira, que fora cenário da batalha entre o monge e o mago. Muitos Orcs Guerreiros, um Orc Beserker e um Orc Líder, provavelmente uma pequena tropa de orcs enviada em alguma missão. Devido aos últimos encontros de Kraig, ele esperava não ser alvo principal daquela tropa.
_Exura Gran Vita! –uma aura luminosa e azul percorre o corpo de Kraig, fechando seus ferimentos instantaneamente. O monge se levanta como se não tivesse levado nenhum ataque.
Vicktor ainda estava impressionado com a magia do monge, quando ouve um dos orcs gritar:
_Comida fresca! O banquete está servido! –o som das armas sujas dos orcs sendo desembainhadas misturou-se ao som dos passos pesados deles, que corriam loucamente contra o mago e o monge, se acotovelando entre eles mesmos para chegar na frente.
_Exevo Gran Mas Vis! –berrou Vicktor.
Tudo que Kraig conseguiu enxergar naquele momento foi um grande clarão que saía do mago. O monge foi arrastado por uma força imensamente maior que ele e jogado metros para trás. Pôde ouvir os gritos agonizantes e desesperados dos orcs, que se mesclaram aos seus.
Alguns segundos depois, Kraig abre os olhos, vê seu corpo todo ensangüentado, mas não podia definir se o sangue era seu ou dos corpos dos orcs mortos no chão. Fogo predominava em seu campo de visão. A noite tornou-se dia, iluminada pelo fogo que tomou conta do cenário. O gramado escureceu, algumas árvores queimavam arduamente enquanto outras já tinham despencado.
O Orc Líder levantava, com algum esforço, e vinha em sua direção, com as duas espadas em punho. Mais à frente, viu o Orc Berserker atacando Vicktor, que desviava de alguns dos golpes desesperadamente.
_Exura Gran Vita! –Kraig se recuperou, e quase vencido pela exaustão, levantou seu ainda dolorido corpo e começou a defender os golpes do orc, que avançava rapidamente.
O orc investiu com um golpe frontal, mas teve sua espada segurada pelo monge, que usou as duas mãos, fechando a espada entre elas. As mãos giraram, quebrando a lâmina ao meio. Mas a segunda espada o atingiu certeiramente, abrindo um grande rombo ao lado da barriga do monge. Kraig largou a arma e deu alguns passos para trás, e ainda com muita dor conseguiu abaixar-se rápido o suficiente para aplicar um chute rasteiro, que derrubou o orc, largando as espadas. Antes que o monstro esboçasse alguma reação, o monge chutou as armas longe, e caiu de joelhos sobre o peito do orc. Usando seu peso para pressionar o pulmão (se é que ele tinha algum) e as mãos para enforca-lo, sufocou o monstro, que em pouco tempo desistiu da vida e permaneceu ali, caído morto ao chão.
Vicktor não tinha a mesma sorte. Esgotado pela energia gasta em sua última magia, já não tinha forças para continuar lutando. Em combate corpo-a-corpo, levou muita desvantagem do furioso orc, que golpeava o mago, completamente fora de si. Vicktor estava caído ao chão, esperando o golpe de misericórdia do inimigo, que levantou o machado violentamente, quando Kraig aproximou-se:
_Exura Gran Sio! –disse o monge, dando novas forças ao mago.
Mas o orc não interrompeu seu ataque. Simplesmente mudou o alvo. Kraig ainda conseguiu parar o machado, da mesma maneira que fez com a espada do outro monstro. Mas não o faria por muito tempo:
_Vamos! Faça alguma coisa! –berrou o monge para Vicktor.
Ligeiramente o mago levantou e pegou a espada de um dos orcs, que jaziam sem vida no local. Meio desajeitado, o mago cravou sua lâmina pelas costas do orc na altura da barriga. A espada atravessou o monstro e quase atingiu a cabeça do monge, que estava ajoelhado em frente ao orc. O berserker soltou o machado e sentiu sua vida esvair-se de seu corpo, tombando inerte ao chão.
O cansaço tomou conta de ambos. Kraig apoiava-se no chão e respirava com dificuldade, buscando forças para falar. Vicktor deitou por alguns segundos no chão, mas logo se levantou e conseguiu falar:
_Vou-me embora agora, grande monge. Mas eu retornarei! –disse Vicktor, jogando a capa contra kraig, para cobrir-lhe o rosto. –Utana Vid!
Quando o monge livrou-se da capa, não via mais nem sinal do mago, tinha literalmente sumido. Kraig deitou ao chão para descansar, e alguns minutos depois, viu Eliot e Mai chegarem correndo ao local:
_Kraig! O que aconteceu? Ouvimos uma grande explosão e gritos, então vimos a mata em chamas. –dizia Eliot desesperado, com a situação que se encontrava o amigo.
Kraig apenas conseguiu sorrir antes de desmaiar nos braços da garota...
bom agora que meu pc votou ao normal eu vo le todos os cap que deixei de ler, mas num desanima , flw?
bom, agora que tive tempo de ler dinovo seu rp, eu achei que você esta melhorando muito, os ultimos dois cap foram muitos legais, especialmente o ultimo! ( vc disse pra quem gosta de mago, e olha QUEM veio viu seu rp!) muito bom mesmo, continua assim, e tenta implora pra entrarem no seu rp!
heheh , flw desanima naum hein!
Vlw pelos incentivos!
Continuando...
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Emboscada
Eliot e Mai começavam a entender a gravidade dos problemas em que Kraig estava envolvido quando este contou toda a história para os amigos. Seja quem estivesse atrás do jovem monge, estava usando de muitos artifícios, contratando mercenários para acabar com Kraig.
Eles cuidaram muito bem do monge naquela noite, que teve ferimentos graves. Quando ele conseguiu se recuperar, seguiram viagem. Estavam determinados para chegar em Venore o mais rápido possível, mas a viagem ainda levaria alguns dias.
Quase uma semana se passou, e eles tinham até ali uma jornada tranqüila, sem maiores problemas. No sexto dia, estavam eles atravessando a mata fechada, se aproximando já dos pântanos de Venore, quando se deparam com uma série de imensos troncos barrando o caminho:
_Será difícil escalar essa pilha de troncos carregando todos os nossos equipamentos. Acho que teremos que retornar e desviar o caminho. –observou o monge.
_Concordo. Mas o que acham de pararmos alguns minutos para descansar? –implorava Eliot. –O sol está se pondo agora, mas a temperatura ainda está elevada. Minhas pernas quase não agüentam mais.
_Eu também acho bom que esperemos o sol baixar para continuarmos. –dizia Mai, visivelmente tão cansada quanto o caçador.
Kraig enfim concordou, e aproveitou para meditar em seu tempo livre. Eliot e Mai namoravam para passar o tempo.
Repentinamente, ouviu-se o som de uma flecha cortando o vento, passou entre as folhagens e atingiu a perna de Eliot. Antes que algum deles pudesse reagir, ouviu-se um grito, numa voz rouca e grossa:
_Adana ani! –depois desse berro, por mais que a guerreira tentasse se mexer, não o conseguia. Mai tinha seus membros totalmente paralisados.
Kraig desperta de seu transe a tempo de ver dois homens de tamanho considerável saírem correndo da mata. Um deles tinha um Elmo de Guerreiro, Calças e uma Armadura de Cavaleiro, um Escudo do Dragão numa das mãos e um Martelo do Dragão na outra. Seus cabelos, ruivos e compridos, podiam ser vistos saindo do elmo, jogados em suas costas. Este correu na direção de Eliot.
Outro guerreiro, trajando um conjunto completo, com Elmo, Calças e Armadura da Coroa, e uma imensa Espada Gigante nas mãos, partiu contra Kraig. Este parecia não ter cabelos compridos.
Ainda pôde ver um outro homem, de mais idade, com longas barbas e cabelo branco, usava somente Calças da Coroa e um bonito Robe Azul. Surgiu com um sorriso no rosto, ao constatar que Mai não podia se mexer.
Eliot sacou suas machadinhas e correu para atacar seu inimigo. Foi mais rápido que o adversário, e atacou antes dele. Um dos golpes, o guerreiro defendeu com o escudo, e o outro foi aparado pelo seu martelo. Ficaram assim por alguns instantes, o martelo e uma das machadinhas, num embate de forças. Com uma das armas livre, o caçador tentou golpear o braço direito do homem, mas o guerreiro jogou Eliot para trás, a tempo de desviar do golpe.
Kraig realmente estava encrencado. Pensava numa estratégia, e sabia que não poderia tentar segurar a arma do oponente, pois sairia na pior. O guerreiro tentou um golpe lateral, forte o bastante para estraçalhar uma árvore de médio porte, mas o golpe foi mal sucedido. Kraig conseguiu saltar por cima da espada, e deu um chute do elmo do inimigo, que deu alguns passos para trás para equilibrar-se. Infelizmente, o golpe doeu mais no pé do monge que no próprio adversário.
Mai sabia que, pela magia que seu inimigo tinha soltado, tratava-se de um druida. Ao perceber que a guerreira logo se veria livre do encantamento, o druida preparou outra magia contra ela:
_Adevo Res Pox! –uma rajada ácida partiu das mãos inimigas, Mai sentiu uma forte queimadura em seu corpo, que continuava a arder intensamente.
Mai nada podia fazer, a não ser esperar o efeito passar e resistir a dor. Apavorou-se ainda mais quando, repentinamente, surgiu outra flecha vindo da mata densa. Tinham se esquecido que havia mais alguém ali. Atingiu seu estômago, que sangrava muito agora.
Eliot dessa vez resolveu esperar a investida do inimigo. Furiosamente, o adversário se aproximava, reunindo forças para um golpe massivo. O golpe foi violentamente forte, mas Eliot foi rápido o bastante para desvia-lo. O inimigo passou correndo por ele, que se esquivou de lado, e tinha agora a lateral do inimigo para desferir seus golpes. Um deles atingiu a armadura, que rachou bruscamente. O outro com um pouco de sorte, Eliot conseguiu atingir o pescoço do guerreiro, que estremeceu com a pancada. Quando o caçador retirou sua machadinha, jorrou tanto sangue que Eliot sujou-se todo. O guerreiro tombou ao chão.
Kraig, superando a dor em seu pé, investia contra o grande guerreiro, tentava acertar-lhe um soco. Mas o guerreiro, apesar do tamanho, também era bastante ágil. Girou seu corpo desviando o golpe. Kraig ainda tentou rolar para o lado, mas foi surpreendido pela estratégia do inimigo. Quando ele girou o corpo ficando de costas para o monge, ele acertou o peito de Kraig com o cabo da espada. O golpe foi bastante forte, fazendo o monge perder o equilíbrio e cair de joelhos.
Mai finalmente conseguiu livrar-se da magia. Mas estava muito dolorida e cansada. Usou-se das últimas energias para tentar um golpe no druida, que apenas a observara, rindo. Ele parecia se divertir com a dor da garota. Antes que a guerreira pudesse ataca-lo, mais uma flecha voou do arco, partindo do meio da floresta. A flecha atingiu o braço da Mai, que perdeu as forças. Largou seu Pudao, que se tornou pesado para o braço ferido repentinamente. Caiu de joelhos e segurou-se com os braços, para não cair de bruços. Sangrava muito, quando sentiu novamente as dores do envenenamento. Ardeu tanto, que ela não suportou, e apagou.
Eliot, vendo aquela cena que estraçalhava seu coração, com muita raiva dentro de si, virou-se contra o druida. Num impulso de fúria, arremessou uma das machadinhas contra o miserável, que não soube de onde veio o golpe. Foi atingido no meio do peito. Deu uns passos para trás, relutando em desmaiar, juntando forças para não cair. Vendo que o maldito resistiu ao ataque, jogou a outra machadinha. Essa atingiu o druida no meio da testa, pouco acima do nariz. Dessa vez ele não resistiria, e caiu morto no chão.
Duas flechas ainda foram miradas no caçador. Uma passou muito perto de sua cabeça, acertando a pena que Eliot trazia presa à sua faixa. A outra atingiu seu colete na altura da barriga, que não foi capaz de conter o golpe. Sangrava muito, mas ele estava tomado pela adrenalina, e não sentia dores. Conseguiu sacar seu arco e mirava a floresta, procurando o inimigo.
Kraig juntou os punhos, e bateu nas mãos do guerreiro. O homem não conseguiu segurar a espada, tamanho era seu peso. Ela caiu no chão, ainda próximo deles. Sem saber o que fazer, o guerreiro tentou recuar, mas o monge se jogou contra as pernas dele, tombando-o no chão. O homem virou de bruços para tentar, ainda no chão, alcançar a espada, mas Kraig foi mais rápido e saltou sobre o homem, aplicando-lhe um mata-leão. O guerreiro ainda tentou resistir, socando o monge, mas não podia usar de toda sua força, e o monge permaneceu agarrado. Quando ficou sem ar e desmaiou, Kraig quebrou se pescoço.
Eliot, depois de alguns instantes, avistou o inimigo. Ele usava um Elmo da Realeza, uma Armadura Nobre e uma Calça de Placas. Viu que ele preparava um tipo especial de flecha. Sem perder tempo, o caçador sacou duas flechas. Uma infelizmente acertou a alijava do paladino, mas a outra acertou seu braço. O paladino largou o arco, e depois de perder o equilíbrio, caiu do galho da árvore onde estava escondido, rolando de dor no chão. Sem piedade alguma, Eliot sacou outra flecha, se aproximou, mirou bem o adversário, e atingiu seu pescoço, acabando com a vida do infeliz.
Enquanto Eliot tinha um acesso de fúria, Kraig usava seus poderes para curar Mai. Teve de usar várias vezes, até se esgotar. O caçador ainda usou algumas das curas que tinha preparado antes de sair para a jornada na garota, e outras nele mesmo. Quando a guerreira acordou, usou uma das poucas magias que aprendeu, a de Antídoto e curou seu envenenamento.
Jogaram os corpos no rio, depois de coletar os equipamentos dos inimigos. Eliot pegou a Calça da Coroa que o druida usava, Mai pegou uma também, e o resto, que não teria utilidade para eles, venderiam em Venore. Montaram acampamento ali mesmo para descansar.
Durante a noite, enquanto preparavam alguma coisa para jantarem, conversavam ao redor de uma pequena fogueira que Eliot fez:
_Será que estes homens que enfrentamos hoje eram mais mercenários contratados para lhe matar Kraig? –perguntou Eliot.
_Pode ser que sim. –respondeu o monge, com calma. –Ou podiam ser apenas saqueadores. Eu realmente prefiro acreditar nessa última hipótese.
_Você tem idéia de quem seja? De quem está por trás disso tudo? –indagou Mai, aflita.
_Tenho sim. Quando eu ainda estava treinando, em RookGuard, encontrei com Malik. Foi a última vez que eu lembro de tê-lo visto. Ele disse que quando chegasse no grande continente, ele me caçaria, por ser um monge. E, na carta que recebi de minha mãe, pedindo para retornar, ela dizia a mesma coisa. Ainda lembro da carta, onde ela disse “Tenho medo por você meu filho. Temo que Malik esteja atrás de você agora, já que ele partiu ao continente depois de matar teu pai. Eu não suportaria perder você também. Todas as noites choro a perda de teu pai e temo pela sua saúde”.
Todos ficaram sem saber o que dizer, e permaneceram em silêncio.
Kraig teve um arrepio quando ouviu o som do vento, gelando suas veias. Chocou-se com a cara de espanto de Eliot e Mai, que arregalaram os olhos ao ver um homem aparecer misteriosamente atrás de Kraig. Quando o monge olhou para trás, desesperou-se.
Vicktor, o mago sem rosto, estava ali, em pé, em frente ao monge...