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Por motivos de força maior (internet filadaputa), não pude postar o RP ontem. Então, sem mais demoras, o capítulo 3!
Cap.3: Sobrevivência na floresta, a técnica de transfiguração!
Uma grande floresta surge de trás da porta. De onde Thovald estava, podiam-se ver vários pinheiros, eucalíptos, salgueiros, e algumas outras árvores de grande porte.
-Muito bem, estão todos aqui? – Pergunta Shawk.
-Sim! – Responde em coro a animada turma de alunos.
-Então é hora de seguirmos em frente. Com seu respectivo mentor, vocês deverão entrar na floresta, e atravessá-la, para chegar ao portão norte da cidade, onde estará aguardando um professor da escola. Ele lhes dará um pergaminho, e vocês finalmente poderão seguir em frente com seus destinos!
Thovald olha Shawk, e pergunta:
-O que tem nesse pergaminho?
Shawk, sem se virar, responde:
-Informações que serão muito úteis daqui a algum tempo. – Shawk se vira para o grupo de alunos e mestres. – Muito bem, meus amigos, hora de nos despedirmos... Usem o uhizem nayezok para adentrar na floresta com seus professores. – Ele olha para Thovald. – Está pronto?
-Sempre!
-Xuon, uhizen nayeok! – Diz Shawk, abaixando a mão, aberta, e olhando fixamente para um ponto na floresta. Uma aura vermelha cobre seu corpo, e ele corre numa velocidade absurda.
Pouco depois, Thovald imita o mestre:
-Xuon, uhizen nayeiok!
Thovald começa a correr em uma velocidade absurda, e logo alcança o mestre.
-Parece que você domina bem as técnicas básicas e algumas intermediárias. – Disse Shawk, olhando atentamente para a grente. – Você não é um garoto normal, e eu gosto disso.
-Você fala demais... – Responde Thovald, mexendo a cabeça em negação.
-Hoje ficaremos por aqui. – Shawk para. – Passaremos a noite na floresta. Será um primeiro teste para você.
Thovald para junto com o mestre, olha ao redor, onde se viam várias árvores altíssimas, algum arbusto, várias pedras e um fino fio de água que cortava a paisagem. Então, pergunta:
-E aqueles testes que fizemos na academia?
-Banalidades. – Shawk se abaixa, parecendo juntar algumas gramíneas no chão. – Nada se compara com o que vamos fazer hoje.
Thovald franze a sobrancelha, levanta os ombros e se abaixa para observar o que Shawk está fazendo.
-E, o que é que você está fazendo?
-Um bom dakk precisa, acima de tudo, saber como usar o ambiente à sua volta para seu proveito. Regra básica de sobrevivência número um, você já deve ter lido em algum lugar.
Shawk juntava alguns pedaços de grama e um pouco de terra em um pequeno amontoado, enquanto Thovald olhava atentamente. Então, Shawk para, olha pra Thovald e diz:
-Apesar de não sermos especialistas em Haes, é muitíssimo importante saber técnicas desse tipo, principalmente em ambientes inóspitos como esse. Conhece “Termus Wegonivak”?
-A técnica de transmutação do fogo?
-Exato. Essa técnica é capaz de mudar de ordem os elementos, trazendo resultados interessantes. Muita alquimia para conseguir relações realmente úteis. Use a técnica nesse amontoado, aparentemente inútil, de terra e grama.
-Qual é a seqüência de dança?
-“Vela” 1, 2 e 4, e “Queimada” 1. – Responde Shawk, enumerando nas mãos.
-Certo.
Thovald se levanta, e com os braços faz uma seqüência de movimentos, simbolizando primeiro a vela, e depois faz uma finalização simbolizando a queimada.
-Haes, Termus Wegonivak! – Thovald segura o ante-braço, e posta a mão em direção ao bolo.
Quase que magicamente, o bolo começa a se transfigurar, fazendo um movimento em espiral para cima, e depois se abrindo para os lados, formando uma espécie de tábua, de aproximadamente 5 metros quadrados. Após a formação completa, a tábua cai no chão.
-IMPRESSIONANTE! – Diz Thovald, de olhos arregalados e impressionado com o que acabou de fazer.
Shawk senta, e diz, calmamente:
-Você acabou de fazer a primeira parte da estrutura básica de um abrigo de guerra. Meus parabéns! Poucos foram meus alunos que conseguiram dominar a técnica de transmutação tão rápido.
-Legal, legal, legal, LEGAL! – Thovald começa a correr e pular de alegria.
-Mas, como você deve saber, uma parte só é inútil. Precisamos, agora, de vidro, para fazermos pontos de observação através da parede. Sabe fazer vidro? – Pergunta Shawk, virando a cabeça para uma grande árvore que tinha por perto.
-Não... – Responde Thovald, abaixando a cabeça.
-Muito simples. Está vendo aquela árvore alí? – Shawk aponta para a árvore que estava observando. – Use um kyok naquela árvore, e acerte precisamente o meio.
Thovald, confuso, pergunta:
-Eh, não seria melhor um vai nessa situação?
-Observação interessante a sua. Na verdade, você não irá derrubar a árvore, irá apenas acertar um ponto vital dela, de onde começará a escorrer a seiva. – Shawk se levanta e começa a andar em direção à árvore. – Usando um vai, você conseguirá menos do que 1 litro de seiva, enquanto usando kyoks bem colocados, você extrairá mais ou menos 10 litros, se for muito preciso!
Thovald começa a olhar atentamente a árvore, e estudar a situação. Então, começa a chegar perto, une os dedos da mão, fecha os olhos, e diz:
-Kyok Wezak!
Ele acerta um ponto bem no meio da árvore, de onde começa a escorrer um líquido amarelo-alaranjado transparente. O líquido escorria calmamente, parecendo não ter pressa.
-Vê agora? – Pergunta Shawk, apontando o líquido. – Pegue alguma coisa para recolher esse líquido, antes que ele escorra todo para o solo.
-Vai Kayash! – Thovald dá um soco em uma rocha que estava no chão, abrindo uma cavidade perfeita para guardar líquidos na pedra.
“Garoto interessante”, pensa Shawk, olhando o aprendiz recolher seiva da árvore.
-A natureza nos oferece tudo o que pode, e nós temos que ser gratos à ela. – Filosofa Shawk. – Você não pode sempre usar a força. Ela é útil em certos casos, sim, mas sempre que puder, use sua perspicácia e precisão para conseguir o que quer.
Thovald faz que sim com a cabeça, enquanto recolhe o precioso material.
-Pronto, tudo o que a árvore quis oferecer. – Thovald esboça um riso irônico, enquanto mostra para Shawk a pedra cheia de seiva, até a borda.
-Excelente. Usaremos, novamente, um haes de fogo para fazer o vidro, porém esse terá que ser mais forte. “Termus Filimunos” é o nome. Use a seqüência “Lava” 3 e 4, “Vulcão” 7 e “Sol” 1.
-COMO É QUE É? – Thovald dá um pulo, parecendo assustado. – QUE RAIO DE SEQÜÊNCIA É ESSA? NUNCA VI TANTA ENERGIA JUNTA!!!
Shawk ri, e diz:
-E você pensava que fazer vidro era fácil? Vamos lá, apenas faça!
-Ok, vou tentar... – Diz Thovald, colocando calmamente a seiva recolhida no chão.
Ele começa a fazer movimentos rápidos e enérgicos com o braço, simbolizando a lava escorrendo, depois o vulcão em erupção, e finalmente o sol em sua perfeição.
-Haes, Termus Filimunos! – Thovald mostra a palma das duas mãos para a seiva.
Quase que instantâneamente, a seiva fica branca, e começa a se expandir. Ela desce da pedra, e, logo depois, começa a subir no ar, parecendo fazer uma escultura. Depois, ela se compacta, formando uma placa de vidro, de mais ou menos 50 centímetros quadrados.
-Esse... – Começa a falar Shawk, apontando para a placa, que agora estava encostada na pedra. – ...é o famoso “Vidro de Madeireiro”, que recebeu esse nome por ser formado basicamente da madeira da árvore. Curioso não? – Ele se vira para o lado, e percebe que Thovald está, literalmente, de queixo caído.
-Pe-pe-pensei que haes serviam apenas para combate... – Diz ele, aparentemente surpreso com sua capacidade.
-Você ainda tem muito o que aprender, rapaz. – Shawk pega a placa de vidro, e a coloca em cima da grande placa formada anteriormente.
-Agora, deixe comigo! – Shawk começa a fazer movimentos rapidíssimos com o braço. – Wezo Cyonigaek Ryzuinav!
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...
Lol...
Ok, ok... Ainda não entendo muita coisa, mais já tenho uma noção do cenário!
Um híbrido entre Rag, Naruto e por aí vai?
Fora isso nada errado, gosto do estilo de leitura fácil e leve!
Jotinha
:) :) :)
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Muito legal mesmo :) mas eu só não intendi o “Lava” 3 e 4, “Vulcão” 7 e “Sol” 1, porque os números?
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Cara seu RP ta muito bom... Mas eu to achando as ações muito perfeitas... O Thovard (ou coisa parecida) acerta TODAS as magias... =/
É claro que isso serve para deixar a historia do Thovard mais importante e atraidora, mas se ocorresse algum erro com certeza ficaria mais dinamica. Por exemplo na hora de manda JBo´jÇLKIUy exatamente no centro da arvore ele poderia ter errado a primeira vez oO
Apesar de tudo ta muito perfeito o texto!
Abraço flwsss
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Antes de tudo, queria pedir desculpas pela qualidade do capítulo, porque eu estava muito pouco inspirado pra escrever hoje, e aconteceram algumas coisas aqui durante essa semana que não me deixaram escrever por partes. Bem, fica por isso, semana que vem (ou antes, talvez) tem mais!
Cap.4: A saída da floresta!
O chão começa a se mover, formando um pequeno terremoto, porém forte o suficiente para fazer Thovald se agarrar em uma árvore, enquanto via uma coisa que o deixaria marcado o resto de sua vida.
Começaram a sair pedras perfeitamente quadradas do chão, e dezenas delas. Elas iam voando até pouco acima da cabeça de Shawk, que observava atentamente e fazia alguns movimentos com as mãos.
Depois, começaram a se depositar formando 4 paredes, e crescendo. Chegaram à uma altura suficiente para alguem ficar escondido dentro, e continuava crescendo. Até que tudo para, Shawk olha para Thovald e diz:
-Tenho certeza que, se você treinasse, poderia dominar a técnica de construção com pedras...
Thovald não conseguia responder, estava surpreso demais. Quando Shawk olhou para as pedras que ainda estavam no ar (estas mais finas e largas), elas se encaixaram nas “paredes”, e formaram o que aparentava ser o telhado. Estava pronto um abrigo de guerra.
-Passaremos a noite aqui. Esta floresta é muito perigosa no escuro, muitos animais ferozes a habitam. – Disse Shawk apontando a mão para um dos lados do abrigo, enquanto um buraco do tamanho de um portal se abria nas rochas. – Entre, por favor.
Thovald obedeceu sem falar nada. Agora, finalmente conhecia o poder de um Ermitão.
Tudo estava muito quieto na manhã do dia seguinte. Fazia um sol típico de outono, não forte ao ponto de queimar, nem fraco ao ponto de não aquecer. Era um dia agradável.
Shawk se aproxima de Thovald, e fala, baixinho:
-Haes, marino yatini.
Um fio de água sai da ponta de seu dedo, e vai de encontro ao rosto do garoto, que acorda de súbito.
-Que está acontecendo? – Pergunta Thovald sentado na cama, aparentemente atordoado.
-Você dorme demais, precisamos chegar ao portão logo, temos muito o que resolver ainda hoje.
Menos de 20 minutos depois, ambos estavam fora do abrigo prontos para mais uma corrida. Shawk levanta os braços, olha a estrutura montada no dia anterior, e fala:
-Cancelar!
A estrutura imediatamente cai, formando uma grande pilha de pedras.
-O maior perigo numa espionagem é deixar esse... – Shawk aponta para o pequeno morro de pedras - ...tipo de rastro. Vou lhe mostrar um meio de esconder pedras, mas em outra ocasião. Vamos, não temos tempo a perder, são quase 10 horas! Xuon, uhizen nayeok!
-Xuon, uhizen nayeok! – Repete Thovald, correndo junto com seu mestre.
Após 10 minutos de corrida, ambos alcançam uma grande muralha, e um portão que a cortava. Esse portão era protegido pelo que pareciam ser 2 guardas. Então, Shawk para, com Thovald parando ao seu lado.
-Finalmente, chegamos! – Disse Shawk, a pouco mais de 2 metros do portão. – Mestre Tsuga Shawk e seu aprendiz Reepari Thovald marcando chegada.
-Muito bem, queira, por gentileza, marcar com sangue esse quadrado. – O guarda dá um papel com vários quadrados (e algumas gotas de sangue) e uma pequena faca que reluzia à luz do sol.
Shawk faz um fino corte no polegar, deixando escorrer uma gotinha de sangue, que marcou o quadrado com seu nome.
-Excelente, agora preciso-lhes dar instruções, especialmente para você, garoto. – Diz o guarda, olhando para Thovald, que parecia estar mais interessado nos grandes pinheiros que se encontravam atrás dele.
Thovald se vira, e responde:
-Sim sim, claro, vá em frente, estou ouvindo.
-Bom, – Começa o guarda, pegando um pequeno livro que estava em seu bolso – como você deve saber, vocês começarão agora um caminho que poderá ser longo ou curto, porém é, com certeza, árduo e perigoso. Vocês ficarão juntos até que o aluno tenha alcançado o nível do mestre. Vocês são dakk, certo?
-Sim. – Responde Thovald, aparentemente começando a gostar da conversa.
-Além de uma arma, que você já possui, você precisará de armaduras. Encontre o ferreiro Jank na cidade, ele faz as melhores armaduras de Gylluis.
-Jank é um velho amigo meu, vamos dar uma passada lá sim. – Responde Shawk, revirando sua mente com a imagem do seu amigo de infância.
-Bom, por hora é isso. Boa sorte na jornada de vocês! – O guarda dá um sorriso, e abre o portão.
-Até mais! – Shawk e Thovald passam o portão e se veem na cidade.
Era uma cidade pequena do continente de Wallgow. Muitas casinhas baixas, feitas basicamente de pedras e com telhado de barro queimado. Um ou outro prédio de três andares, e uma grande fortaleza vista quase ao horizonte.
-A loja de Jank fica descendo essa rua, mais ou menos uns vinte minutos daqui. – Fala Shawk, procurando a loja com os olhos.
-Mais caminhada... – Resmunga Thovald.
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Capítulo de Reveillon da história de Shawk e Thovald!
Cap.5: Jank e a Armadura da Pedra do Gelo.
A cidade de Gylluis era uma das mais importantes do reino, devido, principalmente ao comércio. As ruas eram, basicamente, feitas de pedras rusticamente encaixadas umas nas outras, assim como as calçadas. Torções eram frequentes quando se caminhava nas ruas.
Thovald e Shawk andavam juntos, indo em direção á loja de Jank, o ferreiro. Shawk na frente, impondo sua presença onde passavam. Curiosamente, as pessoas pareciam reverenciar aquela figura. Thovald não entendia.
Após um tempo de caminhada, Shawk para, olha ao redor, e diz:
-Parece que chegamos.
-Parece? – Pergunta Thovald, confuso.
-Sim. Jank gosta de pregar peças naqueles que o procuram, principalmente enquanto ele está trabalhando. É um homem interessante! – Exclama Shawk, virando sua cabeça em direção ao chão, parecendo procurar algo. – Aqui está! Prepare-se...
Shawk pisa numa pedra no chão, que afunda. Imediatamente ambos caem em um buraco que se abre no chão. Eles aterrisam, confortavelmente, no que parecia ser um amontoado de tecidos.
Era um salão grande e bem iluminado. Haviam várias tochas espalhadas pelas paredes, e algumas bolas pequenas, que emanavam uma luz azulada, em cima da mesa. Mesa essa que tinha vários acessórios de guerra, como espadas, machados, clavas, escudos, armaduras de malha e de placa, gorgetes e vários elmos. Ao chão podiam-se ver vários pares de botas enfileirados.
Ouve-se uma voz grossa:
-A senha!
-O guincho estridente do pato falesiano comanda tribos d’água.
Um homem baixo, gordo, de uma careca brilhante, traços largos e olhos grandes aparece de trás de um corredor.
-SHAWK, meu caro amigo, há quanto tempo!
-Você não muda nunca, Jank!
Ambos colegas se abraçam, e, então, Shawk diz:
-Assumi mais um aprendiz. – Ele chega perto do ouvido de Jank e sussura – Esse parece ser diferente, ele pode se tornar um lendário XSI!
Jank responde no mesmo tom de voz:
-Um lendário XSI? Você tem certeza? – Jank se afasta um pouco, olha pro garoto que estava observando, impacientemente, a conversa dos amigos, e exclama. – Ora, ora, suponho que você queira uma armadura, meu rapaz!
-Sim, preciso de todos equipamentos de guerra!
-Uh-oh, vamos com calma. Venha comigo. – Jank começa a andar em direção à um corredor.
Thovald o acompanha. Enquanto passavam pelo corredor, podiam ver vários portais bem iluminados, onde se encontravam dezenas, ou talvez centenas de kits de armadura completos. Shawk vinha logo atrás, contemplando igualmente os artefatos de guerra.
Pouco mais a frente, Jank para, e diz:
-Nessa sala encontrarão o que procuram. – Ele entra no portal, seguido por Shawk e Thovald.
A sala aparentava ser um pouco maior do que as outras. Tinha grandes luminárias no teto, que também era ricamente adornado com cenas de batalhas. Nas paredes podiam-se ver pedras quase que geométricamente encaixadas, formando a sala em formato circular. Tinham várias mesas, com kits de guerra cuidadosamente arrumados e esperando um dono. Thovald ficou maravilhado, e foi logo entrando com a intenção de achar um que lhe parecia perfeito.
-Calma garoto – Disse Jank, entrando calmamente na sala, ao lado de Shawk. – Precisamos fazer alguns testes com você para ver qual armadura se encaixa melhor no seu perfil. Mas não tema: tomas armaduras tem a mesma rigidez, e protegerão o mesmo tanto. – Jank abriu um largo sorriso.
-Gostei dessa aqui. – Disse Thovald, olhando uma armadura ciano, que parecia emitir um brilho próprio. – Acho que combina comigo.
-Armadura da Pedra do Gelo ein? Muito interessante. Deixe-me ver se ela serve para você...
Jank pegou o elmo com uma mão, e com a outra segurou no ombro de Thovald. Fechou os olhos, e, depois de alguns segundos, pareceu despertar de subito, e disse:
-Meu garoto, é a primeira vez que alguem acerta de primeira a sua armadura. Meus parabéns!
-Sério?! Maravilha. E, quanto vai custar o kit completo?
-Ah, não, não. Alunos do meu grande amigo Shawk não pagam em minha loja! – Disse com um ar descontraído. – É por conta da casa a armadura!
-Esse é o Jank que eu conheço! – Disse Shawk, aparecendo do lado do seu aluno, com um sorriso no rosto. – Satisfeito, Thovald?
-Sim, muito! – Disse o garoto, ainda contemplando a bela armadura.
-Muito bem, vou guardá-la em uma caixa especial. Vai ficar melhor de levar.
Alguns minutos depois, do lado de fora do atelier de Jank, os três estavam se despedindo.
-Espero ve-lo em breve, Shawk!
-Receio que vai demorar um pouco para eu aparecer aqui denovo, mas a gente se vê! – Shawk dá um grande abraço em seu amigo.
-Muito obrigado senhor Jank! – Disse Thovald, segurando a caixa de madeira onde estava contida dentro a leve armadura. – Finalmente posso começar o meu treinamento de verdade!
-Tenho certeza que se tornará um guerreiro magnífico, garoto. – Ele vira-se para Shawk, e lhe diz, ao pé da orelha: - Esse garoto é especial, espero que já tenha notado.
Shawk responde igualmente baixo:
-Tenho certeza que é.
Então, aluno e professor saem em direção aos portões de Gylluis, rumo a uma longa jornada que acabara de começar.
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Esta muito bom Onilink...
Li o primeiro capitulo a algum tempo
Mas so postei agora q ja i todos os que estao disponiveis.
Mas tbm quero lhe agradecer....
pois foi quando li o primeiro capitulo do seu RP que decidi criar um.
Agora que li o segundo, terceiro, quarto e quinto...
Já tenho feito 6 do meu e postado 4.
Obrigado cara e vc esta de parabens.
Passa la no meu plz... Porque aquela obra também é sua! :)
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Esta muito bom Onilink...
Li o primeiro capitulo a algum tempo
Mas so postei agora q ja i todos os que estao disponiveis.
Mas tbm quero lhe agradecer....
pois foi quando li o primeiro capitulo do seu RP que decidi criar um.
Agora que li o segundo, terceiro, quarto e quinto...
Já tenho feito 6 do meu e postado 4.
Obrigado cara e vc esta de parabens.
Passa la no meu plz... Porque aquela obra também é sua! :)
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Lol que loucura sairam dois comentarios!
eu posso apagar um??
Help plz!!
Sory Onilink... nao era minha intensao. :wscared:
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Pessoal, gostaria de dizer que estou muito chateado com o fato de várias pessoas lerem, e quase ninguém dar sua opinião da história.
Com o feedback de vocês, eu posso melhorar cada vez mais o meu conto, mas pra isso eu preciso do comentário.
Capítulo de hoje:
Cap. 6: Gal. Stock
Nossa história. então, dá um pulo. Dois anos inteiros se passam desde que Thovald formou-se na academia, e Shawk, o Ermitão, virou seu mestre. Muitas mudanças ocorreram nesse período.
O antigo rei de Gylluis foi deposto pelo exército da cidade, comandado pelo General Stock. Desde então, tudo se vê coberto em trevas, destruição e desespero. Nunca a cidade foi tão cinzenta e suja como enquanto Gal. Stock era o rei. A população estava desesperada, pois não havia alimento e nem dinheiro. Só restava a miséria.
O sonolento guarda, que, altas horas da madrugada, tomava conta dos portões de Gylluis, estava observando, como era costume o horizonte. Uma vista tenebrosa; um horizonte vermelho e cinza, onde não se viam esperanças. De tempos em temos, ele deixava escapar um estalo silencioso com a boca. Foi quando avistou dois vultos negros se aproximando rapidamente. Eram altos e esguios, mas à distância o guarda não reconheceu quem era.
-Alto! – Disse o guarda, levantando sua mão direita – quem vem lá?
Os vultos, que agora se mostravam encapuzados em robes longos e azulados, da cor das mais belas noites que Gylluis tivera, há muitos anos. Um deles falou:
-Então você ainda cuida de portões, nobre guarda. – O forasteiro tirou o capuz.
Para a surpresa do guarda, bem em sua frente aparece Reepari Thovald, o mesmo a quem ele dera instruções há 2 anos, quando passara pela floresta.
-O rapaz Thovald... – Balbuciava o guarda, mergulhado em surpresa e alegria. – E o seu bom mestre Shawk... – Ele olhou para o outro vulto, que também tirara o capuz. – Que alegria vê-los aqui!
-Nós também estamos contente de voltar à cidade natal. Soubemos, por meio de viajantes, tudo o que aconteceu, e posso dizer que ficamos muito surpresos com tudo isso. Mas, para tudo há concerto – Disse Shawk, abrindo um sorriso na cara.
-Sim, sim, tenho certeza que sim! – O guarda parecia cada momento mais radiante. – Vocês hão de salvar a cidade de Gylluis desse homem perverso, o Stock. A população está desesperada, enquanto ele e sua corte aproveitam todos os recursos da cidade.
-Ele terá uma agradável surpresa hoje. – Proferiu Thovald, virando-se para Shawk. – Acho que está na hora de mostrar um dos frutos de Gylluis, não?
-Tudo à seu tempo, Thovald. Mas concordo que é hora de entrar na cidade, e causar alguma surpresa, nem que seja pequena. Hora de vestir as armaduras.
Shawk e Thovald deixaram cair os grandes robes e revelaram suas modificadas aparências: Thovald estava mais alto, e aparentemente mais forte. Seu rosto mudara, estava mais afinado e sério do que há dois anos atrás, e apareciam várias cicatrizes pelo corpo, principalmente nos braços. Já Shawk estava visivelmente mais sábio; suas mãos estavam mais finas e seu cabelo estava curto e com um início de grisalho, entre os fios pretos.
Thovald carregava em sua mochila a armadura de Pedra do Gelo, que Jank havia dado-lhe dois anos atrás. Abriu calmamente o compartimento, e foi tirando pedaço por pedaço: Primeiro, as botas, que haviam se dobrando para não usar muito espaço (tinham o que pareciam ser dobradiças encantadas), depois, a canela e as coxas, que pareciam ser extremamente finas, porém resistentes. Mais tarde, tirou o peito, os ombros, os braços e os ante braços. Por último, o gorgete (peça da armadura que se encaixa entre o peito e o elmo), as luvas e o elmo. Este último era ricamente adornado, visivelmente feito com muito cuidado. Haviam entradas verticais na parte da frente, para os olhos.
Thovald vestiu rapidamente a armadura, enquanto Shawk fazia o mesmo, mas sua armadura era de um vermelho vibrante: era feita de Pedra da Lava, igualmente resistente. Então, o garoto pegou seu Machado Espectral (como ele costumava chamar) e o mestre, uma espécie de faca pequena, azulada, de lâmina curvada, que emanava uma fraca luz branca.
-Tenho certeza que Stock jamais esquecerá esse dia... – Disse Thovald, enquanto o guarda abria os portões da cidade, e acenava, desejando boa sorte.
A cena, já descrita, da cidade deixou Thovald e Shawk surpresos e ao mesmo tempo com ódio de Stock. As ruas estavam esburacadas e cheias de cadáveres humanos. As casas estavam com grandes rachaduras, e algumas mostravam-se extremamente frágeis, podendo ceder até mesmo ao mais leve toque. Tudo isso manchado de sangue podre, com poeira que teimava em voar.
Os dois entraram na cidade, e caminhavam lentamente, em direção ao castelo que agora pertence à Stock, enquanto observavam o ambiente. Foi quando, a distância, puderam perceber uma patrulha policial. “Seguidores de Stock”, pensou instantâneamente Thovald.
-Identifiquem-se! – Disse um policial que estava mais a frente, aparentemente o líder do grupo.
-Vai Kayash! – Disse Shawk, erguendo a espada e, em alta velocidade, desferindo um golpe mortal na cabeça do policial.
-Haes, Termus Hoyagen! – O machado de Thovald começara a pegar fogo, e tornara-se de um rubro extremamente brilhante.
Thovald correu em direção aos atordoados policiais, que estavam sem comando, pois perderam seu líder. Então, com golpes rápidos e certeiros, decapitou, um a um, todos os policiais. O pequeno grupo não durara mais que alguns minutos contra os dois guerreiros forasteiros.
-Se esse é todo poder de Stock, nossa visita será extremamente curta... – Disse Shawk, guardando a espada dentro de uma bainha azul-claro.
-É uma pena que a minha bela cidade esteja nesse estado. Vou matar Stock a qualquer custo! – Disse Thovald, com seus olhos voltados inteiramente para o castelo, onde provavelmente estava o inimigo a quem queria matar, custe o que custar.