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E com 6 votos, Um Zippo, um Marlboro e a rotina regada a fumo e café no meio do expediente é o grande vencedor da 1ª Justa Literária. Eu comentarei sobre ambos os contos mais tarde, quando eu tiver mais tempo - estou dormindo fora, fica difícil aqui. O post é só para indicar o vencedor, que é o...
Ldm.
Parabéns. Sua pena está em caminho.
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Primeiramente: parabéns pro Ldm, mereceu. Assim que comecei a ler pensei: "fudeu, perdi".
De fato, o vício de cigarro causa muito mais identificação com o público daqui do que o de maconha, e esse vício foi muito bem retratado. Eu fumo cigarro também, e esse texto me deu uma puta vontade de acender um. Muito bem escrito, com belas sacadas e um excelente final. Me amarrei muito no último parágrafo. Além de ter englobado outros vícios e tal.
Agora, responder às críticas né.
Tudo bem não causar identificação: entendo bem isso. Fui de certa forma "burro" por ter escolhido algo tão longe da realidade da maioria dos frequentadores do Literatura. Mas como o Thomaz bem defendeu, é verossímil sim, completamente. Tá eu e mais os maconheiros do posto 9 pra dizer que a situação do conto acontece toda hora, com bastante gente e apenas nomes diferentes, sem mais nem menos.
Os erros ortográficos são verdade, falta de capricho meu. Se bem que só reparei um.
Fiquei curioso em relação às cenas d'O Clone, mas na verdade tudo que tem a ver com vadiar na praia me remete à lembranças positivas, e não negativas. Enfim, cada um é cada um.
Obrigado pelos comentários e parabéns novamente pro Ldm, mandô mt.
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O que mais me surpreendeu nessa justa foram os comentários do pessoal, simplesmente porque todo mundo tem seus vícios e deu pra ver que muita gente aqui consome drogas, lícitas e/ou ilícitas.
É estranho, porque eu nunca tinha parado pra pensar nisso. Não que eu tivesse feito imagem diferente de ninguém; eu só nunca tinha parado pra pensar, principalmente na questão da identificação entre texto e leitor na hora de escrever.
Às vezes, pode acontecer na Internet. É como um mundo paralelo à vida real, e quando cada um entra nesse fórum, outra identidade é criada, não sei. Mas eu curti muito conhecer melhor o pessoal da seção.
Stevedjow, eu não sou carioca, não entendo as referências que você faz, mas uma roda de fumo é uma roda de fumo em qualquer lugar. Mas a maria joana ainda carrega um pouco de tabu, que felizmente está sendo quebrado aos poucos. De qualquer forma, é o típico conto seu: despreocupado, leve, verossímil, carioca. Meus parabéns a você também.
Como disse acertadamente o Dard, o meu conto é pretensioso demais, como eu mesmo cheguei a mencionar pro Martiny na MP de inscrição. No geral, eu gostei; acho que tenho essa facilidade em gostar do que é meu. Já vi escritores dizendo que não gostam dos seus próprios contos/poemas. Nunca tive problema com isso, amo meus textos.
Na interpretação, não houve muitos problemas. Foi isso mesmo que tentei retratar: que cada um é viciado em algo, seja em cocaína, música, filmes, sexo, literatura...
E, claro, a relação entre cigarro, café e rotina.
Obrigado a todos que votaram e parabéns a quem fez a pena (Bela~?), ficou muito bonita.
Abraços.