Desculpe pela demora; em meio à tantos textos dos mais diferentes gêneros e autores, acabo esquecendo de alguns.
O que mais me chamou atenção nos dois capítulos (nem comentarei sobre a primeira parte, não entendi porra nenhuma) foi o fato de eles não possuírem relação aparente.
O primeiro capítulo foi bem escrito, e surpreendeu o leitor justamente por não possuir nada eletrizante ou macabro; a simplicidade, por si só, surpreendeu. Foi tão casual, e estranho ao mesmo tempo — estranheza esta causada próprio clima —, que chegou a assustar.
As cenas foram muito bem criadas, com descrições consistentes e diálogos competentemente estruturados. Tive alguma dificuldade de entendimento no trecho da sala dos fios, mas nada que algumas releituras pudessem superar.
Citação:
Duvidavam da sua integridade, ficou muitos anos ali servindo de passatempo aos funcionários. Teve seus grandes momentos entre quedas e derramamentos de café.
Considerei este trecho o melhor do primeiro capítulo. Foi tão bom que...
Só sugiro você arrumar a primeira interjeição do texto (hei); embora seu texto possa ser baseado em um enredo americano (ou, no caso, canadense), acredito que um "ei" cairia melhor.
Quanto ao segundo texto: também houve alguma confusão, desta vez com os nomes. A princípio, não consegui perceber que Trudy era uma mulher; podia jurar que era uma criança (masculina).
Citação:
E somente, SOMENTE, Deus pode permitir isso.
Não me agrada quando os autores utilizam de caixa-alta para indicar uma fala acentuada ou um berro. Me parece um recurso mal-avaliado e soa infantil; não que você precise mudar, ou algo, só digo que não me agrada.
Citação:
Ela enfiou a outra mão na bolsa e sacou uma nota de cinqüenta dólares.
Abro aqui um parêntese para perguntar-lhe: haveria alguma possibilidade de ter adaptado esta história para o Brasil? Digo, mudar os nomes, enfim, ambientá-la aqui; não por nada (mudar agora seria um equívoco), é só que noto nesta seção uma incrível relutância com personagens ou ambientes brasileiros. E, por fim, registro a minha surpresa de a mulher oferecer cem mangos para um velho.
Citação:
Observou que um pouco distante de onde estava dois seguranças haviam pego o velho pelos braços. O dono do mercado gritava palavras horríveis e apontava o dedo gordo para o inválido que nesse momento já não tinha mais forças para falar. Após uma calmaria, os dois seguranças arrastaram-no para fora. Trudy sentiu-se mais tranqüila, apesar de sentir mal pelo velho.
Belíssimo e comovente; e real, ao mesmo tempo. O sentimento que Trudy sentiu foi impressionante, tamanha sua verossimilhança.
Citação:
– Ah, me desculpe. Distrai-me lendo a revista – respondeu, embora já tivesse percebido que era sua vez.
Amei; e, por mais que grande parte dos leitores tenham julgado ela como falsa, hipócrita, enfim, este trecho foi tão real que me surpreendeu.
Quanto ao desfecho, foi bastante impactante, embora não tão imprevisível. Acabei criando certa simpatia pela personagem.
Quero ver quando estas histórias começarão a, de fato, fazer algum sentido. E, por favor, dê uma revisadinha nos textos. Seus erros são tão bobos... Olhe:
Citação:
homem sacou a lanterna e a coloco entre os dentes.
Primeiro capítulo.
Citação:
O carinho foi posicionado atrás de uma fila com outros.
Segundo capítulo.
Até mais. E desculpe se o post saiu grande; adoro seus textos, dão aquele gostinho para comentar...