Citação:
Capitulo II - O instituto e as idéias tolas
Pensando bem acho que não fora ela que começou essa historia, fora eu mesmo com aquelas piadinhas infames, sorrisos e depois os cumprimentos nominais dos respectivos lados. Sorriso lindo, diga-se de passagem. Aquele sorriso gracioso, feminino, misterioso, daqueles que te iludem nos quadros de molduras ornamentais, tanto que me perco nela mesmo sem enxergá-la, sem senti-la.
O instituto era grande, com várias janelas que dão para as altas arvores que o rodeiam e com uma mescla de cores frias e quentes das construções e do calor. As aulas eram normais e incrivelmente chatas, principalmente as aulas técnicas à tarde, elas sim, me tiravam o sossego e a paciência. Quanto aos amigos eram na época três da minha sala de aula, cada um com seu jeito mais que me divertiam muito, porém dentre todos ela era minha preferida, dividindo e conhecendo coisas novas, lembrando que até este momento era apenas uma amizade recíproca, uma coisa qualquer sem intento, apenas admiração mutua e somente. Mais me aconteceu de pensar, pensar nela e pensar de outra maneira, daqueles jeitos que o homem idealiza sem raciocinar. Os jeitos, os gostos, nem tudo era perfeito, há de ser dito, porém ainda assim me convinha. Custa-me dizer isso, mais não nego, ela parecia-me fácil o suficiente para tal investida solidaria. E essa mistura de ansiosidade, disposição ingênua e falta de orgulho próprio me fizeram fazer uma das maiores burradas da minha vida, se não a maior.