Ando meio ocupado com os estudos (engenharia é foda...), mas assim que tiver tempo vou fazer o segundo capítulo. Então edito aqui mesmo.
Versão Imprimível
Ando meio ocupado com os estudos (engenharia é foda...), mas assim que tiver tempo vou fazer o segundo capítulo. Então edito aqui mesmo.
Capítulo 2
A grande cidade de Cardiff
Após a difícil batalha contra um ladrão perigoso e muito habilidoso os aventureiros continuam sua viagem em direção a Cardiff. Kcarlitus e Illidan acordam e vêem que Homac já estava sentado, fazendo uma espécie de meditação. Preferem não perguntar ainda e deixar ele se concentrar. Nisso os dois guerreiros começam a comer e tomar algo antes de terminar a caminhada, já que nesse dia eles sairiam da floresta e viriam os campos, e em algumas horas a cidade grande. E já tinham certeza do que precisariam além dos suprimentos. Cavalos. Nunca terminariam a viagem sem eles em tempo:
-Precisaremos de cavalos – Diz Illidan.
-Mas não temos dinheiro. O mais rico aqui é você e não carrega dinheiro o suficiente para comprar nem meio cavalo – Retruca Kcarlitus.
-Quem disse que precisamos comprar os cavalos?
-Se você pensa em roubar, nem pense nisso!
Illidan apenas estranha o comportamento do colega e volta a se concentrar em seu pedaço de carne. Homac termina sua meditação e se junta aos guerreiros, começando a comer.
Logo terminam de comer e voltam a andar com seu jumento. Andam um pouco mais que uma hora quando a floresta termina e já vêem campos verdes e plantações até o horizonte a sua frente. Ali a trilha havia acabado e dava lugar a uma larga estrada de terra que guiava em direção a cidade, de acordo com uma simples placa de madeira ao lado da estrada. Também era possível ver a cidade ao longe, parte dela, já que ficava em cima de uma colina. Em algumas horas chegariam na cidade e poderiam começar a arrumar o que seria a real aventura, já que agora existia um perigo de os orcs estarem em qualquer lugar.
***
Chegando na cidade de Cardiff eles avistam imediatamente grandes casas, um estábulo e uma taverna, para onde rumam. Percebem que diferente de Montreal, a cidade possuía a todo momento muitas pessoas andando pelas ruas. As pessoas dessa cidade, numa grande maioria, pareciam mais ricas que as pessoas do pequeno vilarejo. Usavam capas bonitas de variados tecidos finos, botas de couro, alguns guerreiros andavam com armaduras brilhantes de aço ou camisas de malha de ferro, e se viam feiticeiros com poderosos cajados e mantos que davam auras de diferentes efeitos. Andar naquela cidade deixava os aventureiros motivados pela riqueza e com uma vontade de simplesmente parar a aventura e começar a viver ali. Já conheciam o local, mas agora quando a situação não os deixa ficar muito tempo a vontade de deixar tudo para trás aumenta.
Os aventureiros entram na taverna e pedem uma cerveja cada um. Ficam lá conversando até acabar a bebida, então pedem uma sala reservada para o taverneiro, que cobra uma moeda de cobre e os cede uma sala nos fundos.
O assunto a ser tratado no momento era particular e de imperativa privacidade.
-Naquela bagunça da taverna eu fui o único que vi o cartaz? – Perguntava Homac.
-Que cartaz? – Perguntaram quase que no mesmo momento Kcarlitus e Illidan.
-Sobre um assassino. É oferecida a quantia de quatro mil moedas de ouro para quem conseguir detê-lo. Assombra essa cidade já têm meses.
-Acha que conseguiríamos pegá-lo? – Pergunta Kcarlitus.
-É claro, com meus músculos tudo é possível!
-Precisaremos principalmente de inteligência – Diz Homac, decepcionando Illidan – e contataremos o prefeito, que oferece a recompensa, para sabermos mais sobre o caso.
***
O prefeito os recebe bem, pois sabia que eram viajantes. Parecia muito caloroso até os aventureiros perguntarem sobre o assassino. Seu tom ficou frio e logo depois ríspido.
-Porque me perguntam? Pessoas como vocês nunca conseguiriam pegar o assassino.
-Precisamos saber – Diz Homac, de forma firme.
-Mas vocês não conseguiriam...
-Já chega! – Grita Illidan – Você coloca o anúncio e quando as pessoas vêm perguntar sobre o caso você simplesmente diz que elas não podem com o assassino? Exigimos informações! – Termina o guerreiro, irritado.
-Tudo bem. Não sei muito sobre o assassino, para dizer a verdade – Diz o prefeito, demonstrando medo em sua voz – Mas sabemos que ele marca um “X” vermelho na porta de uma casa. Em até um dia essa pessoa morre. Já tentaram fugir, mas os corpos são sempre encontrados. Hoje as pessoas simplesmente esperam em casa, passando o resto de seu tempo com a família. E ele mata apenas seu alvo. Mais ninguém da casa. E ninguém nunca o vê. Apenas um virote no pescoço da vítima e o assassino já fugiu. É apenas isso que posso informar, agora saiam, por favor.
Os aventureiros voltam à taverna para conversar. Se conseguissem as quatro mil moedas certamente poderiam comprar tudo o que precisariam para continuar sua aventura. Desde cavalos de guerra até os suprimentos. Apesar da relutância de Homac, decidiram aceitar a tarefa, pelo orgulho de Illidan e sentimento de vingança de Kcarlitus. Homac e Illidan não entendiam esse sentimento do outro guerreiro, pois não sabiam muito sobre ele, mas parecia estranho.
Começava a anoitecer, então os aventureiros deixaram o jumento no estábulo e encontraram uma hospedaria, onde passariam a noite.
***
Amanhecia e os aventureiros fizeram seu desjejum na hospedaria, Homac passou a concentrar-se, e então foram para a taverna. Não tinham muito a fazer até que aparecesse algum sinal do assassino. Pediram suas bebidas e ficaram conversando por um tempo, até que decidiram discutir a aventura. Solicitaram uma sala fechada e passaram a discutir alguns pontos importantes sobre mudanças de caminho, pois passar pelo reino dos anões ao norte poderia ser uma boa idéia e muito mais seguro.
Estavam conversando até que subitamente ouvem-se batidas na porta. Homac se assusta, mas decide ignorar. As batidas se repetem. Homac põe-se em pé e vai até a porta, abre com calma, mas a pessoa já estava forçando a entrada, e com a ação de Homac ela quase cai para dentro da sala. Era o dono do local. Ele gritava em desespero:
-Saiam por favor, por favor! – enquanto o feiticeiro colocava a cabeça para fora da sala e via o local vazio – Eu suplico!
-Porque deveríamos?
-Não acho que devo dizer, se ele souber vai sobrar para mim.
-Por acaso é algo sobre o tal assassino? – Pergunta o feiticeiro friamente.
-É! É! Foi avistado um sinal em uma porta! Agora rápido! Saiam daqui!
Homac rapidamente avisam seus colegas, e Illidan fica muito excitado, já se levantando e saindo rapidamente. Agradecem ao taverneiro, pedem uma saideira e saem. Vêem que o homem rapidamente trancou o lugar. Vêem também que a cidade estava deserta. Não sabiam para onde rumar, mas sabiam que deveriam pegar suas coisas. Não poderiam enfrentar o assassino sem espadas, lanças e armaduras.
Chegam à hospedaria e está trancada. Batem na porta e gritam, mas ninguém responde. Reparam no terror que assolava a cidade, mas não ligavam para isso. Decidiram manter sigilo sobre o que iriam fazer, ficaria muito mais fácil. Illidan dá um belo chute na porta e a derruba. O dono do hotel olhava para eles aterrorisado. Antes que pudesse fazer qualquer coisa Illidan já o segura e coloca uma mão em sua boca. Então diz:
-Só viemos buscar nossas coisas. Não iremos ficar aqui mais. Iremos viajar. Apenas nos diga onde está a maldita marca para que não passemos por lá.
-Tudo bem, tudo bem. A marca está perto da catedral, fácil de ver daqui, perto da saída leste da cidade.
-Obrigado.
Eles pegam seus pertences, seu jumento e saem. A catedral era a construção mais alta da cidade. Bonita, feita de pedras, diferente do resto da cidade, que tinha suas construções em madeira. Batia o sino indicando meio dia. O sol estava forte, mas eles levavam água. O sino contribuía para o clima aterrorizante que pairava sobre a cidade.
Quando chegaram perto da catedral viram que havia poucas casas, seria fácil de identificá-la, já que seria a única com uma cruz vermelha. Andaram e a uns cem metros da igreja estava a tal casa. Casa simples, de um só andar. Estrutura e telhado de madeira, uma cruz vermelha pintada com tinta simples. Nada parecida com sangue.
Illidan bate na porta. Silêncio. O guerreiro insiste. De nada adianta. Agora com sua espada ele a finca com força na porta. A arranca dali a força e vê três pessoas na casa com panelas na cabeça e facas na mão. “Que belo jeito de passar o último dia com a família”, pensa ele. Os moradores atacam, e os aventureiros sabem que não podem machucá-los. Então Illidan apenas defende, enquanto Homac já queria colocar fogo na casa. Mas pôs-se a pensar enquanto o guerreiro garantia sua segurança. Já sabia por que ninguém pegava o assassino. Todos os que tentavam conter o assassino acabavam o sendo por serem atacados. Eram presos, mas os assassinatos continuavam. Se conseguissem se controlar ele seria obrigado a agir, então seria fácil pegá-lo. Não tão fácil, mas não seria difícil como diziam.
Ficaram se defendendo até um sinal do matador. E esse sinal foi letal, realmente um assassino. Uma flecha, longe de qualquer um deles, mas que os aterrorizava, sabendo que a aventura poderia terminar ali. Não havia como a flecha ter vindo de trás da casa, pois não viam ninguém na janela. E isso aumentara a suspeita dos moradores. Tinham certeza que havia uma quarta pessoa com eles. Mas o susto os impedia de agir. Voltaram para atrás da mesa, embaixo da janela. Se fossem morrer veriam quem os matara. Mas os aventureiros não avançaram. Illidan entrou no quarto, que ficava ao lado de onde estavam, Homac e Kcarlitus saíram da casa. Já estavam preparados quando outra flecha passou por eles. O feiticeiro achava que o feiticeiro estava em algum telhado, e começou a andar em direção ä catedral. Illidan gritava de dor no quarto e se escondeu. Foi atingido por uma flecha. Kcarlitus estava dando a volta quando avistou o pequeno assassino. Era um Halfling. Era um pouco mais baixo que um gnomo. Grita para os companheiros sobre a localização do assassino, e Homac, que havia passado da esquina, muda sua trajetória e cerca o bandido na rua atrás da casa. Kcarlitus atira com sua besta e Homac atira mísseis mágicos, mísseis de fogo guiados, que machucam o halfling logo após ser atingido por um virote de besta. O feiticeiro, que não pode deixar ele acordar, finaliza o combate com sua lança. Todos pensam agora que eles cometeram o assassinato. A bagunça estava feita. Illidan desmaiado no quarto, Homac com a cabeça do assassino em mãos e Kcarlitus procurando o jumento e pegando o mapa. Todos olhando pelas janelas achando que eram os assassinos. Todos apontavam para eles quando chegaram os guardas. Seriam levados para a cadeia.
--------------------------------------------------------------------------
Depois de muito tempo, trouxe o segundo capítulo. Espero que gostem =D
Você mistura passado e presente de uma maneira totalmente não convencional. A repetição de algumas palavras, como "cidade" e "assassino", incomodou bastante. E a última parte do texto ficou um pouco confusa.
Eu ainda não consegui encontrar "identidade" nos seus personagens. Só sei que o grupo é formado por três pessoas, mas não seria capaz de reconhecer quem é quem. Talvez você esteja focando demais na aventura e esquecendo de atribuir características marcantes aos aventureiros.
O capítulo teve bons momentos, fluiu legal em algumas partes e ficou truncado em outras. Com uma boa revisão e algumas pequenas adaptações, ficaria muito melhor.
Frase confusa, precisei ler várias vezes para conseguir entender. Que tal adicionar algumas vírgulas?Citação:
Já conheciam o local, mas agora quando a situação não os deixa ficar muito tempo a vontade de deixar tudo para trás aumenta.
Já conheciam o local, mas agora, quando a situação não os deixa ficar muito tempo, a vontade de deixar tudo para trás aumenta.
Continua estranha, mas já melhora um pouco.
O segundo "feiticeiro" deveria ser "assassino", né?Citação:
O feiticeiro achava que o feiticeiro estava em algum telhado, e começou a andar em direção ä catedral.
Acredito que "ä" foi um erro de digitação.
Sim, feiticeiro era pra ser assassino, e ä foi erro de digitação mesmo. =D
Assim que puder posto mais um capítulo, e nele tentarei melhorar.