Merda²... ¬¬'
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Merda²... ¬¬'
Bom, primeiramente quero pedir desculpas por ter demorado tanto em postar, assim como aos moderadores, por reviver um tópico tão antigo. Mas para assustar esta crise, eu resolvi dar uma olhada nos tópicos do passado e decidi continuar com este aqui; afinal, a ressurreição de tópicos com o fim de adicionar conteúdo aos mesmos é permitida pelas regras do fórum. ^^
O Sangue como Poder
Nesta parte do tópico, abordaremos uma questão muito peculiar, onde podemos criar novas idéias ou destruir outras. O sangue é, sem dúvida, a principal ‘mágica’ vampiresca. É através dele manifestado todo o poder destas criaturas sombrias; mas não teria, em si, o vampiro, uma essência poderosa por si mesmo? Digamos, uma destas criaturas desprovida de sangue, perderia seu poder? Nesta parte da nossa análise conflitaremos algumas opiniões como as de “Vampire: The Mascared” e Anne Rice.
Em Vampire, os vampiros não teriam poder algum sem sangue. Até mesmo os mais poderosos matusaléns* e antediluvianos apenas poderiam viver sem tirar sangue de seres vivos por já terem uma reserva absurdamente ampla do mesmo em si para seu uso – o que não os deixa independente.
Neste jogo, um vampiro que fique totalmente sem sangue entra em torpor* (pode ser que ele seja destruído, encontre sua morte final, mas não tenho certeza disso), e fica no mesmo estado até receber uma quantidade de sangue suficiente para despertar. No mesmo cenário, caso não possua sangue, o vampiro não poderá usar boa parte de suas disciplinas (dons sobrenaturais), o que o deixaria em bastante desvantagem. Ele também não poderá se curar, apesar de conservar alguns dos seus poderes.
Em Anne Rice, o sangue é mais visado como um capricho de um espírito morto para sentir-se mais vivo. O espírito que possuiu a Rainha do antigo povo precursor dos egípcios sugava pequenas quantidades de sangue de suas vítimas, e foi pelo sangue que ele possuiu sua hospedeira. Nela, ele desenvolveu poder, concedendo-lhe através do sangue, espalhando-se através dele. O poder do espírito é visto como uma grande teia, que passa entre todos os vampiros, como uma ligação entre eles. Pessoalmente encaro isso como o próprio espírito, que é dito não ter tamanho; vejo isto como sendo ele mesmo espalhando-se pelo mundo criando uma ligação entre todos os vampiros que o alimentam, tendo como centro a Grande Mãe, onde ele está hospedado.
Com o tempo, eles ganham poderes. Alguns se demonstram rapidamente, outros demoram séculos, e ainda outros, milênios. Sabe-se que estes poderes estão ligados a idade, mas a idade refina o sangue, e eles refletem-se nele. O sangue de um vampiro mais antigo é muito mais poderoso, porém não quer dizer que ele tenha poder. Estes “dons” manifestam-se diferentemente em cada um dos vampiros, alguns sequer chegam a possuí-los, mesmo com grandes idades; mas isto não deixa seu sangue menos poderoso.
Nestas histórias, um vampiro que beba o sangue de outro mais antigo sentirá a diferença imediata. Seu sangue nunca mais será o mesmo, e caso o processo se repita por algumas vezes, ele terá tanto poder quanto o outro primeiro, mesmo que não tenha sequer uma década, e o antigo tenha milênios; mas como já foi dito, o poder mostra-se de diferentes formas. Por isso, antigos não criam novos vampiros, para não dar tanto poder a criaturas tão jovens e imaturas.
Contudo, em Anne Rice, apesar do sangue ser importante, a essência do poder não está tão focada nele, mas sim no vampiro. Ele é mais visto como uma necessidade, um meio e uma ligação. Nós não poderíamos levantar uma pedra sem nos alimentar, assim como eles não poderiam voar sem sangue. É apenas uma fonte de energia, que com o tempo, refina-se, e passa a produzir mais.
Quanto à transferência deste poder, sempre é bom lembrar como vampiros são transformados em tais. Se apenas o ato do beijo os transformasse, haveriam inúmeros vampiros nas histórias; incontáveis. O vampiro pode até dar seu sangue a um mortal e apenas criaria um vício e uma dependência anormais. Para um humano ser transformado em vampiro, precisa receber seu próprio sangue das veias do vampiro, ou seja, ele precisa ser beijado antes; alguns dizem que até o limiar da morte.
Agora, ao final, vejo que em ambos os exemplos citados o sangue é mais visto como energia, mesmo. O vampiro é mais importante que o sangue, embora este possa mudar o primeiro.
*
Matusaléns: Vampiros lendários com milênios de anos.
Torpor: Estado de sono profundo, como um coma.
Obrigado aos que leram,
Espero ter ajudado.
Euronymous
da Crueldade.
:cool: :cool: :cool:
Aff... que omplicação foi agora pra postar isso aqui ¬¬'
Cara. Eu não consegui para de ler desde o início. Eu ficava lendo pedaços de livros de RPG sobre vampiros. Eu sempre adorei. E aqui tu mostrou várias maneiras de como um vampiro pode ser.
Eu sempre fui bastante puxado à coisas darks :D
No aguardo do próximo capítulo. Se possível, gostaria que tratasse sobre os Poderes. É o que eu estou mais esperando.
Abraços.
Gostei, apesar de um tremenda confusão (sou extremamente leigo nesse assunto). Fiquei um pouco confuso em relação aos vampiros novos e sobre como eles são transformados em tal. Pelo que entendi, eles precisam ser beijados duas vezes. Uma vez, tendo seu sangue roubado e depois recebendo seu próprio sangue alterado. É isso mesmo?
A outra confusão foi em relação aos poderes dos novatos. Depende de cada pessoa a forma que o poder irá se manifestar, não do sangue deste segundo o texto. Dessa forma leva-se a concluir que quem tem características que se adaptam melhor a condição de vampiro tem os poderes manifestados em maior intensidade.
Em fim, se puder responder minhas dúvidas ficaria grato.
Frizo que está é MINHA opinião sobre vampiros.
Acho que o poder se manifesta de acordo com suas características físicas e psicológicas. Por exemplo, um corredor que foi transformado em vampiro correria mais do que um normal. Um psicólogo saberia melhor a arte da sedução e saberia prever melhor os movimentos de suas presas; saberia como as pessoas agiriam em momentos inusitados, etc.
Mas isso leva à uma série de fatores psicológicos. Nway, o Dark deve ter uma opinião diferente.
Saudações Dark e a todos q passarem por aqui :)
Venho aqui pra te elogiar por trazer esse bom tópico de volta, nesse momento de crise dessa seção, creio q ele será fundamental pra atrair algumas pessoas pra cá :)
Peço q continue, jah q esse assunto eh muito bom na minha opinião e tenho ctza q outros gostam tbm :thumb:
Abraços.
ps: Gostaria q vc falasse sobre as fraquezas dos vampiros e dos lobos, seria bem legal ;)
Os poderes ^^Citação:
Postado originalmente por EleMenTals
Este capítulo falou superficialmente deles,
Mas foi uma boa sacada.
Eles são exenciais.
Apesar de variarem muito pelo cenário,
mas eu vou tentar fazer uma boa avaliação.
Na verdade, Drasty, no segundo passo eles não são beijados, eles literalmente dão o seu primeiro beijo ^^Citação:
Postado originalmente por Drasty
Eles têm seu sangue retirado do seu corpo, para depois tirá-lo de volta; como sangue do vampiro, agora.
Drasty...Citação:
Postado originalmente por Drasty
Isto, como já disse, depende muito do cenário.
No caso de Vampire, é muito dependente do sangue.
POis o poder do vampiro depende muuito da proximidade dele com Caim, o primeiro.
Um vampiro de milênios que não tenha uma geração - proximidade com o pai - menor do que 8ª, nunca conseguiria desenvolver algumas disciplinas, pois elas são realmente dependentes do sangue para sua "ativação".
Assim como algumas disciplinas são "passadas" pelo sangue, como a viscissitude, que é encarada como uma doença contagiosa. Se um vampiro bebe o sangue de um portador, ele provavelmente a adquire.
Já no cenário das Crônicas Vampirescas, de Anne Rice, isso depende mais do vampiro.
Alguns vampiros conseguiriam ler a mente de um mortal poucos anos depois de ser transformado, enquanto Luis, um vampiro de mais de dois séculos, não o faz, simplesmente por não simpatizar com sua condição não viva e querer ser humano.
Mas é claro que o poder do sangue influencia, alguns poderes não poderiam ser ativados simplesmente por não haver poder suficiente no sangue do imortal.
Há uma frase em um dos livros de Anne Rice, o qual eu não me recordo agora, em que Marius - se não me engano - diz a Lestat: Nós não mudamos, apenas nos tornamos melhores no que somos.Citação:
Postado originalmente por EleMenTals
Isso é a mais pura verdade.
Obrigado pelos elogios Guilherme.Citação:
Postado originalmente por Guilherme Bastos
E pretendo falar sobre defeitos tbm.
Seria um bom ponto ^^
Obrigado pela dica.
Sem mais,
Euronymous.
:cool: :cool: :cool:
Eu gostaria de perguntar se eu posso colocar algumas coisas que eu sei sobre vampiro ou se vai ficar estranho colocar dois "trabalhos" (que com certeza irá ser extenso) sendo expostos ao mesmo tempo.
Seria melhor então fazer outro topico sobre o assunto?
zack746, esse é o tópico do Dark. Se tu quiser postar um trabalho seu, é melhor que crie um tópico para ele =D
Olá, pessoal...
Bom, ressuscitando o tópico com o fim de adicionar novas informações xD
Primeiramente eu gostaria de informar que não me lembro totalmente do que foi escrito aqui antes, então, provavelmente eu posso repetir alguma coisa. Bom... Como o plano inicial era falar agora da “Força da Lua”, eu irei continuar nesta linha.
Bem, e isso, então...
Aí vai... ^^
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A Força da Lua
A lenda dos Lobisomens não é uma das mais simpatizadas pelo público que gosta de histórias góticas e obscuras cheias de criaturas sobrenaturais. Eles foram, por muito tempo, tidos como seres cruéis e perversos pelas pessoas que escreviam este tipo de conto. Mas eis que algumas coisas mudaram com o tempo, e, convenhamos, a história tornou-se muito mais interessante.
Antigamente, lobisomens eram humanos infectados por outros lobisomens e amaldiçoados a tornarem-se criaturas perversas, descontroladas e cruéis quando a lua cheia aparecia no céu. Essa maldição acabava por degenerar também sua mente humana, e eles passavam a ser cruéis mesmo quando não estavam sob a influencia da lua cheia.
Bom, era realmente uma maldição. Não no sentido dos vampiros, algo que vem com um preço, tem aquele peso psicológico, mas conta com algumas vantagens. Lobisomens eram realmente desprezíveis, e sua existência era algo intolerável. Eles não deveriam viver, eles não deveriam ser mocinhos de histórias, eles nasceram para serem vilões, e pronto!
Mas eis que a Storyteller chegou e mudou um pouco o quadro. Endcorporando as lendas norte americanas dos Shapeshifters, eles criaram uma nova linha de lobsomens. Seres do bem, protetores de gaia, com controle sobre sua transformação, não limitados pela lua, mas influenciados por ela. Então, a lenda tornou-se mais interessante, mocinhos passaram a ser possíveis.
A lenda da White Wolf (editora de RPG da Storyteller), é bem simples:
Lobsomens não são mais criaturas completamente malditas. Eles carregam um peso em suas costas, mas isso é preciso por um bem maior. Eles têm de proteger Gaia, a mãe terra, toda a vida que existe no mundo. Algumas criaturas são anomalias em Gaia, não deveriam existir, elas degeneram a vida e matam a Terra aos poucos, então, os lobos precisam destruí-las, entre elas, os vampiros.
A Lua passa a ter um papel importante na personalidade do lobo. As fases onde ele nasceu indicam seu temperamento, alguns mais calmos e sábios, outros guerreiros furiosos que tendem a perder o controle, e serem perigosos para os que ama.
Estas novas criaturas poderiam transformar-se sempre que quisessem. Quando um perigo fosse iminente, eles estariam prontos para assumir sua forma sobrenatural e defender-se, ou defender aos outros. Isso torna a lenda muito mais interessante, já que, como humanos, os lobos ainda são seres normais.
Mais eis que, quando Stephen Meyer escreveu sua versão da história, ela fez algo muito interessante. Além de permitir a mudança da condição humana para a sobrenatural livremente, como a White Wolf, ela adicionou novos conceitos, como o da matilha, muito interessante, e ainda criou uma ligação extremamente boa com as antigas lendas: Lobisomens continuam sendo lobisomens! Como? Eles ainda são criaturas perversas e amaldiçoadas que ninguém quer ter por perto, matando todo mundo... Mas daí, os shapeshifters, passam a ser... Lobisomens por acaso. E tornam-se apenas uma conveniência para adaptar uma lenda antiga e desinteressante, com algo novo e que conquistaria o público, criando novos heróis para sua história.
Então, não se trata de copiar uma idéia, mas de adaptar um conceito. Você não precisa retratar os lobos igual a determinado autor, mas criar sua própria versão da história. Pense bem, como um lobo gigante e cheio de traços antropomórficos seria interessante na sua história? Como encaixá-lo nela? O público não se agrada em ler algo e ver que para o autor, era simplesmente aquilo ali! Ele quer razões, ele quer background, ele quer poder ver como aquela coisa bizarra foi parar no papel, e, assim, entender porque aquilo é interessante.
Boa sorte a todos em suas criações, desculpem pela demora e, pior, o leve desvio do tema central. Até mais.
Ahh...
E não vejo porque o zack não poderia postar seus estudos aqui, é um tópico para discutir o assunto. E, sinceramente, desculpe não ter visto sua msg antes :/
Até mais,
Euronymous.
;) ;) ;)