Bem, depois de fazer a digestao das 2 pizzas de aniversario que eu comi ontem vou postar o proximo capitulo...
Alias, vou postar dois hj pq andei olhando e percebendo que o roleplay está tendo bastante comentarios e que muitas pessoas estao lendo, o que eh mto bom. Por esse caso, vim para postar dois de uma vez pra felicidade de v6... hehehe, tah aí.
Capítulo XII
A Guerra das Cruzes
Eu sou aquele que você sabe o nome, Opall, e vim aqui para terminar o inacabado.
– Como você fez isso? – Indagou Shion para com Fa’Diel, enquanto esse não tinha absolutamente nenhuma ferida em seu corpo – Você é muito estranho... Primeiro seu poder inigualável, agora isso... Como um novato pode fazer isso?
–... Eu... Eu não sei, Shion. Também tenho minhas dúvidas quanto a mim mesmo – Eu também, pensei eu. E os dois se olharam por mais alguns instantes tentando processar as informações. Era difícil, não acha?
Foi então que uma nova chuva de flechas começou a ser lançada por elfos que surgiam no alto do forte. Em um súbito, Shion se virou e fora atingido por duas flechas que cravaram, cada uma, em uma perna. Este caiu e Fa’Diel correu para socorrê-lo. Rapidamente, ele segurou o elfo nos braços e o carregou-o até um lugar localizado detrás de uma pedra, onde eles podiam ficar seguros. Chegando lá, ele estendeu Shion no chão e o elfo disse-lhe:
– Dê uma olhada em minha mochila. Lá você vai encontrar algumas poções – Assim dito, Fa’Diel abriu-lhe a mochila e retirou duas poções e as deu para o elfo. Esse, num pique, bebeu-as e retirou as flechas da perna sem esforço e sem temor algum.
– Viu? Não sou só eu que tenho um poder árduo de regeneração...
– He, he, he... Eu não seria nada sem as minhas poções. Duvido que, sem elas, eu continuaria vivo até hoje, sobrevivendo a tantas batalhas. Mas você, Fa’Diel, como faz para se regenerar tão rápido?
– Bem, se eu pudesse responder essa sua pergunta com facilidade, não seria tão confuso assim, sabe... Nem mesmo eu sei, pode notar! Nasci com esses dons a mais e venho tentando descobrir para que devo usá-los.
– E já tem alguma pista de onde vai usá-los?
–... – Não respondeu, simplesmente não respondeu, pois não deu tempo, porque uma rajada de setas começou a chover sobre o local onde eles estavam protegidos.
Assim, eles se encostaram paralelamente à pedra e lá ficaram até algo imprevisível acontecer. Do nada, um terremoto começou a fazer chão tremer e tremer tanto que nada na terra não se curvava diante de tamanho abalo sísmico. Foi aí que Shion caiu e rolou para fora de lá, se tornando alvo fácil para os elfos atiradores. Ele encolheu-se todo, pensando que seria atingido por mais de dez flechas, mas notou que nada lhe feriu, nada lhe tocou. Foi então que ele abriu os olhos e viu alguém caminhando em sua direção. De início não reconheceu quem era, mas logo viu que aquele que vinha em sua rota era o Kirök, o rei dos elfos. Ele era um alto, forte e robusto elfo, que caminhava como um soberano senhor de terras que era. Possui orelhas pontudas (obviamente), um queijo não tão pontudo e uma barba não tão extensa. Em sua cabeça, uma coroa se acomodava confortavelmente em meio a cabelos loiros que alcançavam o pescoço sem esforço. Ele vestia uma roupa nobre e calçava uma bota cheia de adornos. Em suas costas se prendia um manto de veludo vermelho que descia até o chão e em sua cintura ficava um cesto cheio de flechas. Ali também tinha um arco poderoso digno de um rei. Sem dúvida ele era o rei Kirök, o rei que desprezava os deuses e queria propagar pelo Tibia a religião dos elfos.
Ele caminhou até chegar perto de Shion que, caído, foi lançado longe por um chute vindo do rei. “Seu maldito”, gritou o elfo-guerreiro, se atirando para cima do rei em uma investida furiosa. Este caiu no chão e recebeu alguns socos nervosos, que lhe feriram um pouco o rosto. Depois de dar-lhe alguns socos, ele parou e olhou para rosto do rei. Kirök abriu os olhos e, sorrindo, deu em Shion uma porrada muito forte bem no meio do nariz, fazendo-o sangrar e cair em uma distância adequada.
– Há, há, há! Continua o mesmo fraco de sempre, não é mesmo Shion? Prefere destacar as mãos em um combate a distância? – Disse Kirök, zombando do elfo.
– Você... Continua o mesmo também, não é? Arrogante, ignorante, gozador e cabeça-dura, não é Kirök?
– Ora, não me chame de Kirök, seu insolente! É sua majestade para você! Já se passaram os tempos de infância quando você me chamava assim.
Foi então que veio a minha cabeça uma recordação. Shion era filho do braço-direito do antigo rei dos elfos, mas desde que esse morreu, o pai de Shion fora morto em combate durante uma batalha por religião e, como sempre fora fiel à coroa, obedecia todas as ordens. Como o pai de Kirök e o pai de Shion foram dois bons amigos, esses também foram bons amigos de infância. Porém apenas de infância, pois depois que Kirök assumiu o trono e tentou fazer essa revolução, Shion se tornou um traidor dos elfos (pelo menos da coroa). Como eu, Opall, sei disso? Não sei, deve apenas fazer parte da visão, pois surgiu de repente na minha cabeça.
– Por que você faz isso, Kirök? Era tão bom nos tempos de seu pai. Nós, elfos convivíamos em harmonia com as outras espécies e guerras não eram tão comuns quanto nos dias de hoje. Por quê? – Perguntou em súplica, Shion.
– Porque quero honrar meus deuses, Shion. Como posso permitir que elfos acreditem em outros deuses que são, na verdade, deuses falsos e fracos? Não! Apenas a nossa religião deve prevalecer. O que faço aqui é apenas tentar fazer com que as outras raças adquiram a salvação e a glória assim como nós. Pessoas que se opõe a isso, como você, devem morrer!
Assim dito, os elfos posicionaram suas flechas em seus arcos, prontos para atirar. Ao longe, Fa’Diel observava tudo. Ia começar o que eu (ou nós, com você) chamo de “Guerra das Cruzes”.
Capítulo XIII
Coroas e muralhas
Eu, Opall, estou aqui para terminar o que já foi iniciado sobre as minhas visões sobre o fim. Gostaria de ressaltar e relembrar que o que eu escrevo aqui é uma visão enviada para mim de uma estrela que me mostra o fim dos tempos (Ainda não tenho certeza). Bem, voltaremos ao ponto cume desse capítulo: A batalha de Shion contra Kirök.
Os dois estavam ali, empunhando seus arcos e com suas flechas apontadas um para o outro, de modo que o primeiro que atirasse ganharia o troféu de vitória, mas o outro poderia utilizar um contra-ataque, colocando tudo a perder. Naquela tensão toda Shion deixou o seu dedo escapar da flecha, fazendo-a atirar em Kirök que, em reflexos reais, desviou-se da flecha e se posicionou para um novo ataque. Shion até tentou ser mais rápido, mas acabou levando uma flechada no ombro, fazendo-o ajoelhar-se no chão, sangrando.
– Desgraçado! – Falou Shion, em um impulso devido aos males que o cercava.
– He, he, he. Seu lerdo! – E, dizer isso atirou mais uma flecha em Shion, agora no outro ombro. Este soltou um melancólico grito de dor.
– Ah! – Gritou, tentando se manter em pé.
– Você fala demais, Shion – E, assim, lançou uma flecha bem na direção do peito do elfo, que conseguiu desviar-se por milagre – Tenho que admitir. Incrível ter escapado de um ataque veloz como esse. Porém sua onda de sorte está acabando.
Assim dito, Kirök atirou mais duas flechas que por milagre (de novo!) não acertou o elfo, que se desviou em uma destreza incrível. Naquele momento, eu olhei para os lados e vi que, escondido detrás da pedra, Fa’Diel também se impressionara com a agilidade do amigo. Shion, depois de sua estupenda esquiva, se posicionou atrás de uma árvore e surgiu novamente, atirando em Kirök uma seqüência de três flechadas cheias de energia. Apesar de três serem lançadas, apenas uma acertou o rei, que gemeu de dor por um instante e no outro arrancou a flecha do peito e manteve posição séria por algum tempo. Em um salto incrível, ele pulou do chão até a muralha como se tivesse asas. “O que achou disso? Venha me pegar”, disse ele para o elfo que estava lá embaixo, observando-o. Este, em desafio, saltou também para cima da muralha e iniciou novamente a luta. Todos nos admiramos com tal ato.
Os dois então começaram a atirar flechas um no outro, esquivando-se de todas e lançando cada vez mais e mais flechas, como verdadeiros elfos-arqueiros. Naquele momento, pude notar que a magia poderia fazer a diferença e vi que Shion também notara isso. Retirando rapidamente da mochila uma runa de Explosão, ele atirou-a contra o rei, que foi lançado para a parede, quebrando-a. Ao ver que a magia surtira efeito, ele rapidamente retirou mais uma runa de Explosão e a atirou contra Rei Kirök, derrubando-o finalmente. A explosão gerada conseguira gerar uma força mágica tão grande que pareceu expelida por um feiticeiro, não é a toa que Kirök caiu. Ele disse:
– Você pensa que está ganhando, não é mesmo, Shion? Vou lhe mostrar de onde vem o verdadeiro poder de um elfo! – E, ao dizer isso, uma aura divina começou a envolver Kirök – Que os deuses élficos venham a mim! Há, há, há, há, há!
E, ao contrário do que você pensou, nada aconteceu. Sim, nada veio ao corpo de Kirök. “Mas pra onde diabos foram esses espíritos?”, indagou o rei para o nada. “Era óbvio”, Shion começou. Os deuses não queriam que os elfos propagassem o caos pelo mundo, muito pelo contrario, eles querem que os elfos comecem a combater a maldade e defender a paz, ou seja, totalmente o oposto do que Kirök estava fazendo. De nada adianta plantar a roseira sem colher a rosa.
Foi então que Kirök reconheceu: estava mesmo errado, ao final das contas. Seu orgulho por ser elfo havia chegado aos limites e ele não tinha encontrado o que aquele ser de orelhas pontudas realmente procura: a paz. Vendo que estava derrotado emocionalmente, Kirök ajoelhou-se e começou a chorar.
– Jamais imaginei que poderia encontrar a felicidade se procurasse mais perto de mim, e não na inveja dos outros e das outras espécies. Cada qual acredita no que quiser, pois ao final das contas, o que vale é se essa pessoa seguiu o que lhe foi designado – Chorou por mais um tempo e continuou –... Shion... Perdoe-me, por favor.
– Pode deixar, está perdoado.
– Ótimo, mas ainda não por completo...
– Huh? O que está dizendo?
– Essa muralha, eu a construí simbolizando a soberania e a firmeza da cultura élfica. É a hora dela ser derrubada, juntamente comigo e meu regime. Shion... Partirei para junto dos que acredito. Deixarei para ti meu trono e minha guilda, para lá você criar o que eu realmente comecei a desejar: um mundo melhor.
– Kirök... Espere! – Porém não havia mais tempo. Em uma aura poderosíssima o rei se envolveu, destruindo a muralha que havia a sua volta e caindo em um precipício que se formara debaixo de seus pés.
Em um súbito, Shion segurou o amigo que estava preste a cair no abismo e este celebrou com um sorriso, deixando-se cair nos espinhos e na morte. A mensagem foi passada. Shion foi coroado novo rei dos elfos, pois Kirök não possuía filhos e agora a fé élfica estava retornando aos trilhos. No trono, o elfo prometeu liberar a alquimia e a ciência, além do uso de magias humanas. Passou-se a coroação e ele era finalmente o novo rei, governante geral de uma raça. Porém, via aos seus olhos que Shion continuava bom amigo de Fa’Diel e eles partiriam para nova aventura, pela fé e por outras coisas mais.
Mesmo ausente, apesar de tudo, o lado sombrio ainda não tinha deixado esse lugar. Ainda há sombra, mesmo em uma linda praia. Sem sombra, talvez morreríamos queimados e estilhaçados por deuses e males e por isso um equilíbrio é necessário, mesmo o preço sendo alto. Paguem e sejam felizes.
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E é isso aí :)
Sobre o proximo capitulo que irei postar (quevai, alias, se chamar "O verdadeiro herdeiro do trono") pedirei para que v6 nao percam pq ele vai ser excenssial para o decorrer da historia, contando a verdadeira historia sobre as origens de Fa'Diel e etc. Brigadao e flw's
Caboom
:mad2::mad2::mad2: