Depois de muito tempo aí está, espero que gostem:
Capítulo 37 - Enfim, Paz!
Aikow estava paralisado contemplando a cena, Spiral e Rorc haviam caído na lava, e foram agonizando para dentro dela. Era o fim, não havia mais volta. Spiral morrera na sua frente e ele não pudera fazer nada.
No entanto foi pior que isso, Spiral tentou se salvar usando a magia de Escudo Mágico, mas ela acabou por não funcionar completamente, fazendo ele ficar em frangalhos, e Rorc conseguir ir à superfície, também num estado deplorável.
Spiral se agarrou na borda e lentamente subiu, Rorc conseguira dar um pulo para fora, Aikow e os outros ficaram sem ação, depois correram para ver Spiral. Este estava totalmente queimado, falando numa respiração lenta e pesada, o rosto e o cabelo cheio de cinzas e seus braços e pernas ainda queimando.
- Que piada...o grande e malvado Spiral Fire...protegendo a vida de um moleque...é o fim...he, he...
- Não, Spiral - falava Aikow num tom desesperado, era a sua chance, sua chance de salvá-lo, sua chance de fazer alguma coisa, QUALQUER COISA, pensava ele -
- É culpa sua e de seus amigos...- retomou Spiral, falando com suas últimas forças - Vocês acabaram me contagiando com seu coração mole...ma...mas você...você, Aikow...foi o único que me tratou como gente...
- Por favor, resista! - Avattak segurava o braço de Faramir como quem pede socorro, era sempre isso que Ava fazia quando precisava de proteção, sempre recorrera ao irmão, mas agora ninguém poderia fazer nada, nem ele -
- Não...foi nada mau ficar com você...estes últimos anos...fique vivo...Aikow.
A partir daí Spiral não falara mais nada, fechara os olhos e morrera.
- NÃÃÃO! - berrara Aikow - Maldito! VOCÊ ME PAGA! - uma grande aura o contornou, como se fosse haver uma explosão de poder no lugar - Avattak, Faramir, Coconute...levem todos os nossos amigos que estão aqui - disse apontando para o corpo inconsciente dos guerreiros da Nobelis, derrotados no combate -, conto com vocês...
- Aikow...você não pretende?! - Avattak pensou alto -
Aikow abaixou o rosto e um leve sorriso se fez no seu rosto, lágrimas e sangue se misturavam agora num rosto que antes de tudo isso era composto de alegria.
- Coconute...diga-me, se eu morrer irei ao menos me encontrar com Spiral?
- Não posso mentir pra você numa hora dessas...ele matou muita gente inocente...a não ser que você reverta essa situação e vá para o Inferno também...
- Entendo...peguem logo os corpos, então...
- Va...vamos fazer como quiser...- disse Coco -, mas por favor...não faça isso...
- O quê? - perguntou Ava - Isso o quê?
Faramir deixou escorrer um lágrima. Coconute se lamentava e Avattak esqueçeu suas perguntas momentâneamente, como se soubesse que era a última oportunidade de falar algo a ele.
- Desculpe...desculpe por deixar tudo sempre nas sua mãos...
Coconute e Faramir pegaram todos os corpos e os carregaram, rapidamente desceram a montanha enquanto Aikow e Rorc se encaravam.
- Ava...- começou Faramir -, você não deve saber pois era muito pequeno...mas um dia, quando um saqueador invadiu a festa de Natal da vila onde morávamos...esse homem feriu sua mãe, que estava com ele nos braços...ssso despertou sua raiva e fez um pequeno fenômeno nos céus...desde aquele dia todos temíamos que quando a raiva de Aikow fosse despertada ele pudesse causar algo mais forte...fiquei surpreso ao saber que não foi quando sua mãe e seu pai foram mortos...mas quando Spiral...
No topo do vulcão, Rorc encarou Aikow e lhe disse:
- Eu não fiz mais do que ele próprio pedira...ele cavou sua própria sepultura...mas você não sabe de nada, ainda...
Aikow pensou até em perguntá-lo do que ele estava falando, mas decidiu apenas acabar com todas essas memórias de uma vez.
- EU VOU PARA O INFERNO! MAS NÃO IREI SOZINHO!
A terra começou a tremer e o céu, apesar de ser à noite ficou ainda mais escuro, sem nuvens, mas sem lua. Uma claridade imensa era emanda de onde eles estavam e Faramir e os outros tiveram que descer a montanha o mais depressa que podiam. Ao chegar lá embaixo, em meio a muito fogo e destruição Coconute segurou o braço de Spiral, que estava no seu ombro.
- O corpo dele terá um velório digno...pena que não será assim com o seu...adeus, amigo.
- Não tinha mais porque, não é? Seu pai...sua mãe...Spiral...fora vários companheiros da Nobelis...só restou a nós e a Nad...espero que voc~e não se arrependa depois...Adeus, amigo. - despediu-se Fara -
- Aikow...não...- lamentava-se Ava -
Rorc estava sem entender:
- O que é isso? QUE DIABOS VAI FAZER?
- Só existe um meio de matar você...Adeus meus amigos...vivam na paz que eu proporcionarei a vocês...não a deixem morrer.
Uma grande luz brilhou intensamente e uma grande explosão ocorreu, nada mais de via, tudo brilhava como o Sol e o barulho parara como se eles estivessem surdos. O fim da Guerra era ali e da maneira mais trágica que podia ser.
Ao chegarem na cidade, desorientados, explicaram a todos o ocorrido. As pessoas choravam e lamentavam a perda dum herói. A notícia chegou à vila onde eles moravam e todos choraram junto com as únicas testemunhas do fato. Uma bela menina andou em direção a Avattak e revelou seu segredo. Ela teve uma relação com Aikow, e estava esperando um filho dele. Um pequeno menino que nasceria sem conhecer seu pai, graças a uma história na qual as únicas quatro pessoas que a conheciam, três estavam mortas. E essa história que seria dividida com eles num futuro próximo, mas tempo não será problema.
10 anos se passaram...
O filho de Aikow, um menino chamado Kamus, estava correndo pelo pátio brincando com o filho do seu amigo de seu pai, Avattak, e a amiguinha filha de outro amigo de seu pai, Faramir Ky, e um pequenininho, filho de Coconute.
Todos os amigos de Aikow ainda eram bem jovens, menos de 30 anos, mas a infância que eles lembravam ao ver os filho parecia tão longe. Nad sentou-se ao lado deles, com sua bela esposa e seu filho mais velho. Os cinco conversaram durante um longo tempo e quando as crianças chegaram perto Nad os chamou:
- Quem quer ouvir uma história?
Todos os meninos levantaram as mãos, Avattak deu-lhe um olhar de advertência, que ele logo respondeu com um "relaxe".
- De que ela fala, tio Ava? - perguntou Kamus -
- Ah...ela fala de uma época muito distante, da época de um guerreiro muito malvado e de um jovem muito corajoso...
Avattak falava isso sem Kamus saber que se tratava de alguém tão longe e tão perto, de alguém que fazia tanta falta, de alguém que um dia provou ao mundo o quanto era forte, de alguém chamado Aikow.
<Sniff>
Citação:
(...)graças a uma história na qual as únicas quatro pessoas que a conheciam, três estavam mortas. E essa história que seria dividida com eles num futuro próximo, mas tempo não será problema.
Continuem acompanhando...
··Hail the prince of Saiyans··