Bem, meu pc tah de volta, gente! E juntamente com a historia de fa'diel!! ;)
Well, gostaria de remendar o capitulo que eu fiquei devendo para v6 postando dois capitulos hj, o 10 e o 11... Espero que gostem, afinal, a historia finalmente toma um rumo e sai daquele lenga lenga e daqueles misterios desconhecidos. Acho que a partir daqui a historia realmente tende a melhorar mais e mais. Como jah disse aqui, espero que gostem e que comentem.
Capítulo X
Somente por minhas flechas
– Uh... Onde eu estou?
Assim disse Fa’Diel, enquanto acordava em uma espécie de cabana. Ela era feita de madeira e possuía alguns simples cômodos. O jovem estava deitado em uma cama, aparentemente, e estava coberto por uma colcha feita de retalhos coloridos, todo misturado, mas que transformavam o cobertor em algo bem aquecedor. Ah... Esqueci de me apresentar. Eu sou Opall e vim aqui para terminar o que já foi iniciado sobre as minhas visões. Fa’Diel levantou-se da cama e notou que ao lado dela havia um criado-mudo com alguns frascos de remédios vazios. Provavelmente ele havia tomado. Ele andou um pouco até se aproximar do que se pareci à porta de saída do chalé, abrindo-a e foi saindo.
Um grande brilho apareceu em sua frente, causado pelos raios do sol da manhã, obrigando-o a colocar sua mão na frente para ocultar um pouco a luz da alvorada. Ele andou um pouco e olhou para os lados. Estava em um vilarejo. Espere, eu lembro já ter estado alguma vez na vida nesse vilarejo. Ah, sim. Esse é o vilarejo de Northporth, pequena aldeia localizada ao norte da cidade de Carlin, famosa pela alta produção de peixes. Nos tempos de exorcista, eu tinha vindo aqui para expulsar uma alma de algum enviado de Urgith, o deus dos mortos-vivos. Eu lembro que usei uma magia que Toth me concedeu para destruir aquela praga, mas isso não vem ao caso. O que importa mesmo é que, enquanto Fa’Diel fazia sua observação, um homem se aproximou dele e começou a falar:
– Olá, que bom que tenha acordado.
–... Obrigado... – Disse, meio sem noção de com quem falava.
– Você foi encontrado por uma família de camponeses desmaiado no cemitério de Carlin. Eles não sabiam o que fazer e eles o trouxeram até aqui, o vilarejo de Northporth!
–... O quê? Northporth?
– Sim. Você foi trazido pra cá porque é aqui que vive uma das pessoas mais especializadas em artes da cura que você poderia encontrar em toda essa face da terra. Essa pessoa de quem eu estou falando é... Shion, o elfo! – E, ao dizer isso, apontou para um homem sentado em um banco. O homem sentado possuía orelhas grandes e pontudas, além de um queixo fino, o que lhe revelava traços élficos. Ele usava óculos e lia um livro. Parecia concentrado.
Fa’Diel então começou a aproximar-se do elfo e de sua leitura. Ele sentou no banco e ficou lá, olhando para o nada, como se esperasse alguma iniciativa de conversa. Não dizia um “Olá, bom dia!” Pois sabia que estaria atrapalhando a concentrada leitura do elfo. Claro, estava me esquecendo de algo meio que essencial: A vestimenta de Fa’Diel. Ele estava com uma roupa surrada, camisa de algodão marrom-avermelhado, com uma jaqueta de couro fresco por cima. Vestia calças de couro também, juntamente com botas de couro. Uma roupa simples e que podia ser destruída ao primeiro ataque de um inimigo. Porém, Fa’Diel era muito mais do que essas roupas e seus poderes não se limitavam a isso... O elfo, então, notou que tinha uma pessoa ao seu lado, fechou o livro e começou:
– Você deve ser o paciente, correto?
– Sim, eu sou Fa’Diel. Prazer.
– Ora, o prazer é todo meu. Chame-me de Shion – E deram um aperto de mão. O elfo era ligeiramente mais alto que Fa’Diel (e olha que esse era bem alto) – Você teve uma compulsão de forças, ou seja, utilizou demais sua mana e suas dádivas mágicas. Porém isso é muito estranho, pois para fazer isso, você deveria usar muita energia e isso é muito difícil para alguém que obviamente acabou de sair da ilha dos novatos Rookgaard. De onde surgiu tanta força, feiticeiro?
– Sinceramente, não sei, Shion.
– Eu também, Fa’Diel. Às vezes não sei de onde surge tanta força em mim. Sabe, como é que é. Desde que fui expulso de Ab’Dendriel...
–... Ab’Dendriel, a cidade dos elfos? Conte-me mais sobre isso. Sempre fui fascinado pelos acontecimentos élficos! – Disse Fa’Diel, impressionado.
– Bem, vou lhe contar... Há algum tempo atrás, o rei dos elfos morreu em ação e seu filho, Kirök, assumiu o trono. Kirök, porém, era um tirano e começou a pregar a religião élfica ao pé da letra, desprezando a ciência e a magia que fazíamos com o apoio dos outros deuses. Assim, ele modificou tudo e os elfos começaram a desprezar todos os deuses humanos, até mesmo Crunor. Eu, porém, sempre fui admirado pelas forças mágicas de Crunor e Uman e as utilizava em experimentos alquimistas e químicos, para criar poções mágicas e, principalmente curativas. Apesar de ser um paladino-arqueiro, sempre adorei magia, feiticeiro. Bem, o que importa é que um dia eu fui pego fazendo esses experimentos científicos durante o regime de Kirök e fui expulso de Ab’Dendriel. Desde então, vim morar em Northporth e vivo ajudando os doentes e aflitos com minhas inúmeras poções onde, aqui, tenho liberdade – Assim disse Shion.
– Ora, isso é inadmissível! Como um elfo pensa que pode isolar toda a cultura de seu povo assim? Eu não posso permitir que isso aconteça! – Disse Fa’Diel, com ar de profunda intolerância.
– Mas você não pode fazer nada sozinho, feiticeiro. Se você for para Ab’Dendriel, perderá a vida e... – Tentou retrucar o elfo, mas viu que Fa’Diel estava mesmo decidido, andando com determinação. Observou, tomou coragem e continuou –... Espere, Fa’Diel! Eu vou também! Não posso deixar alguém levar todo o crédito por isso sozinho, se me bem entende.
E assim os dois saíram do vilarejo e seguiram rumo à Ab’Dendriel para destronar Kirök. Finalmente essa história está tomando rumo, não é mesmo? Espero que continue assim. E sobre Fa’Diel? Ele conseguirá derrotar de vez seu terrível destino de ser o Príncipe das Trevas? Não, até mesmo eu sabia que ele ainda tinha muito a lutar contra si mesmo. Mas quem se importa, agora estava na companhia de alguém, finalmente. Fa’Diel e Shion, uma boa dupla. Espero que ele não morra como os outros que se envolveram com Fa’Diel.
Capítulo XI
Chuva por dentre os raios de sol
Chame-me de Opall, pois eu serei seu anfitrião e mostrar-lhe-ei a continuação do que eu iniciei aqui sobre as minhas visões, pode crê. Quanto ao titulo desse capítulo, não pense que estou falando sobre cruzadas. Não tem nada a ver, o que significa é mais uma batalha entre religiões. Coloquei assim o título, pois Fa’Diel e seu mais novo parceiro, Shion, estavam indo para Ab’Dendriel para derrotar Kirök, que por sua vez desprezada a ciência e queria colocar a religião élfica acima de tudo.
Era um dia lindo, pelo menos parecia, pois minha visão sempre fora confusa. O sol brilhava no horizonte e rebatia nas nuvens, dando uma singela cor alaranjada no céu, algo típico dos fins de tarde. Em meio àquele lindo dia, caminhavam seguindo uma estrada de terra dois homens: Fa’Diel e Shion. Fa’Diel era um homem de estatura mediano-alta e possuía cabelos castanho-claros e olhos vermelhos. Sua pele era branca e ele usava uma roupa surrada, camisa de algodão marrom-avermelhado, com uma jaqueta de couro fresco por cima. Vestia calças de couro também, juntamente com botas de couro. Uma roupa simples e que podia ser destruída ao primeiro ataque de um inimigo. Porém, Fa’Diel era muito mais do que essas roupas e seus poderes não se limitavam a isso... Shion, por sua vez, era um elfo alto, com cabelos claros, orelhas grandes e pontudas e olhos verdes que se viam por detrás de uma armação de óculos, além de pele alva e uma roupa comum entre elfos-arqueiros: Uma espécie de jaqueta e calça verdes, além de uma sandália surrada nos pés. Em seu ombro (no de Shion) havia a sua bolsa com suas flechas e seu arco, todos reluzentes e aparentemente fortes. Shion era um guerreiro experiente e sábio, entendedor das forças do passado. O elfo sempre fora muito calmo e paciente, e mesmo no calor da batalha mantinha o sangue correndo na direção correta. Sempre dava uma de “superior”, corrigindo os erros de português e de historia dos companheiros com quem viajava. Fa’Diel tinha como arma uma espada fraca de uma mão embainhada e presa à cintura. Ele não gostava de usar escudos, já que tinha a tola crença de que isso refletia em seus poderes mágicos (Sei que já tinha descrito a aparência deles, mas vale sempre relembrar). Fa’Diel era quieto, não falava mais do que o suficiente, porém em batalha se tornava um verdadeiro monstro. Apesar de quieto, ele era corajoso e odiava a injustiça. Ele também era aventureiro e topava quaisquer missões que lhe foram designadas.
Os dois caminhavam rumo à cidade dos elfos quando de repente uma faca voadora foi lançada sobre eles. Logo mais da primeira esquiva, mais adagas foram lançadas, revelando um ataque de três amazonas, ao longe. Shion avançou um passo, pronto para liquidar as cretinas, porém Fa’Diel colocou a mão na frente do elfo, impedindo-o de seguir em frente e disse:
– Essa é uma boa hora para lhe revelar o meu poder, Shion. Deixe-me com elas.
– Hum... Tudo bem, mas tome cuidado. Amazonas são muitas vezes perigosas para novatos.
– Ora, não diga bobagem – E, ao dizer isso, Fa’Diel posicionou uma runa de Morte Súbita à frente do corpo e, com um impulso, tacou uma magia devastadora sobre a amazona, que caiu sem nem se mexer.
– Nossa... Nada mal, além do mais, uma magia de Morte Súbita para um novato é bem esquisito...
– He, he, he... Você ainda não viu nada! – Assim, as duas amazonas restantes saltaram sobre Fa’Diel, ficando em uma espécie de fila. Isso deu chance de Fa’Diel gritar – Exevo Gran Vis Lux! – Assim dito, um raio de energia foi disparado sobre as amazonas, que foram praticamente desintegradas. Shion não podia deixar de se admirar com aquilo. Nem eu.
– Como você conseguiu usar uma magia dessas com essa experiência? Isso foi estupendo! – Assim dito, Shion não recebeu resposta.
Os dois andaram por mais algum tempo até, finalmente, avistarem a fortaleza de Ab’Dendriel. Eu, Opall, não reconheci a cidade. Tinha se transformado em uma verdadeira fortaleza! Não tinham mais flores, plantas e árvores encobrindo solo. Se pudesse comparar Ab’Dendriel com qualquer outra fortaleza élfica dos tempos passados, ela seria igual ao Vilarejo dos Elfos, ao sudeste de Venore. Realmente o tempo acabou com aquela cidade, mas isso é normal, afinal, essa visão ocorre cerca de 80 anos depois do presente atual. Bem, voltaremos. Os dois estavam frente-a-frente com a fortaleza.
Lá, apareceu do nada uma linha de frente em cima da muralha do forte. Os elfos que apareceram possuíam flechas poderosas e, com elas, começaram a atacar Fa’Diel e Shion. Os dois, que estavam no solo, se protegeram atrás de árvores e começaram a atacar: Shion com flechas de fogo que ele tirou de sua mochila e Fa’Diel com tiros do Potente Míssil Mágico. Foi então que aconteceu. Em um vacilo, Fa’Diel deixou-se acertar por três flechas, que cravaram no seu peito e uma que atingiu seu pescoço, obrigando-o a cair.
– Fa’Diel! – Assim gritou Shion, preocupado com o amigo ferido.
– Abatemos um deles, senhor! Falta apenas o traidor – Assim disse um soldado elfo no alto da muralha – Deseja que continuemos o ataque, sua majestade?
– Não... Creio que já está na hora de parar. Vamos deixar Shion socorrer o amigo. Ele é um novato, mas me é interessante. Veremos o que vai acontecer. Enquanto isso se escondam para ele pensar que paramos com o ataque de vez – Disse um elfo forte, robusto e bigodudo que estava lá. Ele possuía uma coroa e vestia uma roupa nobre, juntamente com um manto real. Notei que ele era o Rei Kirök.
Logo Shion viu que os elfos tinham parado de atacar. Desesperado, ele foi socorrer o amigo, segurando-o. Olhou para os ferimentos e procurou em sua mochila algum remédio que poderia ser usado. Não, não tinha nada. Sem nada a dizer, ele insistiu e disse:
– Droga! Eu disse para ele ficar no vilarejo... Fa’Diel, sinto muito...
Porém, uma grande surpresa envolveu Shion. Do nada, Fa’Diel abriu os olhos e levantou-se lentamente, retirando as flechas de seu corpo. O elfo ficou arrepiado. Como um humano conseguira sobreviver a aquela chuva assassina de flechas? Era constrangedor, realmente.
E lá Shion ficou, observando aquela incomum cena. Vi que uma óbvia pergunta estava brotando no coração do elfo: Quem seria Fa’Diel? Milhares de suposições sinuosas devem ter passado na cabeça de Shion e, me admito, na minha também. Fa’Diel olhou para o amigo que fixava os olhos perante suas chagas e notava e desvendava todo o seu segredo. Os dois calaram e se encararam.
E tah aih.... o nascimento de shion, o elfo. Aguardem o proximo, nao demorarei a postar.