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4 Anexo(s)
[BG] Mizqua
Anexo 5522
"[...]Mas se a Natureza clamar pelo meu nome,
sujarei a minha as minhas mãos com sangue fresco
quantas vezes forem necessárias."
- Crônicas do Guerreiro Druída
Anexo 5523
Anexo 5524
Mizqua Sunfell
Era uma noite sem luar quando Priyla decidiu visitar os seus filhos. Suas estrelas começaram a pintar os céus, aparecendo uma a uma, cintilantes e gentis. Quando a deusa pisou em terra, todos os animais da redondeza se aproximaram para adora-la. A divindade permaneceu entre eles por vários dias, reconhecendo cada um individualmente, admirando suas almas puras e cheias de energia.
Enquanto passeava pela floresta, ouviu fracos gemidos de dor, vindo de Crunor, a Arvore Pai. Priyla correu em direção aos lamentos e se deparou com um longo pasto queimado. No meio das folhas secas e negras, milhares de cervos brancos foram brutalmente assassinados. Seu sangue banhava o gramado chamuscado, e Crunor gritava e lamentava a sua perda. Priyla se jogou ao chão e chorou com ele, apagando suas cintilantes estrelas do céu uma por uma, por causa da enorme tristeza que agora transbordava do seu espirito.
Quando a noite ficou negra, Crunor percebeu sua irmã desolada, e seu abatimento se transformou em fúria. O grande deus da vida urrou com todo o seu furor causando um grande terremoto, que engoliu todo o campo em poucos minutos. Sua melancolia era tanta, que todo o seu amor pela vida humana agora se convertia em ódio mortal. Vendo isso, Priyla levantou a sua cabeça, com o rosto molhado pelas lágrimas, e se jogou nos braços do irmão. Tal conduta o fez parar de tremular a terra, mas o desastre já tinha começado.
A deusa então sugeriu, em sussurros, que resolvessem isto de uma forma mais branda e sábia. Conceberiam juntos um protetor para aquelas terras, para cuidar das almas puras que viviam na floresta, punindo apenas aqueles que fossem cruéis de coração.
E foi assim que Mizqua nasceu. Ou pelo menos é como os anciões contam a história para a jovem elfa. A verdade sobre o seu nascimento permanece um mistério.
Mizqua foi encontrada quando pequena no meio da floresta, rodeada por cervos brancos que não permitiam que ninguém se aproximasse da criança. Os elfos tentaram alcança-la, mas foram furiosamente atacados pelos animais, que a protegiam com as suas vidas. Encantados e maravilhados com tal acontecimento, vigiaram-na de longe até que a menina decidisse por si só se aproximar deles. Até então, a natureza nunca havia se revoltado contra os elfos, que são os defensores da vida desde a sua origem.
Quando a menina aceitou viver entre eles, ficou sob a tutela dos anciões de Ab’Dendriel, sendo ensinada até a juventude, dominando o druidismo com louvor. Nos dias de hoje, Mizqua está viajando pelo mundo para conhecer outras terras, estudar outras raças, e proteger aqueles que necessitam de proteção.
Anexo 5525