Mesaros - E a Varinha das Estrelas
Olá galera!
Já disse em meu outro tópico que faria uma segunda história na seção. Se o Secret Facts tem duas, por quê não posso ter duas também? :coolface:
A cada semana postarei um capítulo novo. E para completar, essa história conta quase toda a minha história no Tibia. Por isso, quero compartilhar com vocês.
Citação:
Indice:
Capítulo 1 - O nascimento(Logo abaixo)
E vamos ao prólogo!
Prólogo - Livro 1, A Varinha das estrelas
Tibia estava virando uma terra de caos novamente. Os elementos de Tibia resolveram se revoltar. E o começo foi justamente quando o poderoso titã do elemento terra chegou ao mundo... E depois expulso por dois corajosos magos. Magos que se tornaram respeitados. Porém, desaparecidos.
A baia da liberdade estava tremendo em fúria. Dois guerreiros se confrontavam perto do bar da cidade. Muitas pessoas fugiam desesperadas, evitando ser atingidas pelos seus poderes extremos.
Tudo tremia... Como parar aqueles destruidores? Era assim que o batalhão de soldados da cidade pensava. Em coro, gritavam:
- Nossa terra é rebelde. Mas não permitimos mais rebeldia. Que esta se destrua nas profundezas do inferno, pois isto não é rebeldia, é pior!
Hannay. Descrito à dez anos atrás como um dos amigos de Mesaros, o feiticeiro, e Ivan, o druida. Hoje é um paladino corrupto do porto esperança. Mas hoje estava naquele bar imundo da baia.
E o misterioso velho amigo do paladino... Seu nome nunca dito. Nem por Hannay. Se forem velhos amigos, porque se confrontavam?
O batalhão parava sua marcha ao local da batalha. Perto do centro da cidade, os soldados ainda com medo, viam tornados de gelo acompanhados de Ankhs divinas saltando sobre o chão. Era admirador ver tal batalha. Mas era assustador ver tanto poder junto do outro. Não podiam se ver os dois rebeldes, então como para-los? Os soldados não podiam entrar naquela tempestade de magias e golpes sem coordenação. "Precisamos de uma solução... Uma esperança!" era o que o líder das tropas pensava. Felizmente, o sinal veio. Era o céu cheio de nuvens, trovoadas intensas, combinando-se a fúria no chão da cidade. Seu ultimo raio a cruzar o monte de nuvens amontoadas dá espaço a outro que cai em direção ao centro da cidade. Hannay se distrai... E recebe um golpe de gelo em seu rosto, sendo atirado ao chafariz no centro da cidade, o espatifando.
Sua situação piorou... Como sair daquela enrascada? Estava no meio dos soldados, que também perceberam o paladino ser lançado ao chafariz. Apontaram espadas e arcos para sua direção, mas também tinham que se defender... O raio se aproximava... Com uma monitoração sobrenatural. Acompanhava o brilho intenso da morte. Só restou a Hannay fechar seus olhos e esperar o seu descanso eterno.
Obs: Esse prologo é uma pequena continuação do conto que escrevi na minha segunda disputa, Carloslendario X Mirundah!
Comentem aí, se possivel...:D
Capítulo 1 - O nascimento
Citação:
Postado originalmente por
Gabriellk~
Uou, sem falas de script de teatro! Já ganhou um milhão de pontos por isso.
Achei bom que criou uma nova história, pelo menos movimenta a seção. Isso aqui tá muito parado.
Sobre o prólogo, não muito o que falar sobre. Sempre é difícil se comentar algo muito completo quando ainda só se tem o prólogo. O primeiro parágrafo ficou clichezaço (titã das terras) (monstro que é expulso pelos magos), mas depois foi para o embate em Liberty Bay.
Uma coisa que achei curiosa, se me permite dizer: o nível da escrita está superior ao da sua outra história. Não sei o que acontece, parece que as pessoas se esforçam mais quando estão começando algo novo. Gostei muito de quando você descreve o raio, e a cena em geral dos soldados assistindo a luta.
Nada muito concreto a se falar, realmente. Estou esperando o próximo capítulo. (:
Por isso que gosto de você: O único mais atencioso e mais experiente no momento na seção. E também o único que comentou. :(
Obrigado pelos elogios, Gabriellk~. Acho que não curti muito a minha mudança de nomes em caixinhas para travessões, estou mais acostumado com as caixinhas, geralmente até são mais faceis de fazer quando se está acostumado a faze-las...
Eu escrevi o prólogo quando eu parei minha história por alguns tempos no capítulo 20, investi tudo o que sabia sobre uma escrita elevada(Vide Iridium :P) e deu nisso. Fico feliz que saiu ótimo. E também já percebi o esforço de certas pessoas quando iniciam outra história, gostam de mostrar que estão em nivel mais elevado para os leitores. Enfim, acho que foi meu caso, e nem precisei contar. Aliás, não fazia ideia disso, sérião :fckthat:
Valeu cara, espero que continue acompanhando! :y:
Bom galera, este é o primeiro capítulo, é curto, mas é legal. Ele vai dar um flashback do momento em que Hannay ia ser atingido pelo raio, até o nascimento do personagem principal: Mesaros.
Espero que gostem! :smile:
Capitulo 1 - O nascimento.
(Narrado por Mesaros)
Era 16 de abril de 1509. Meu pai me contou que aquela era uma noite tumultuada na cidade das amazonas, Carlin. Meus pais, desesperados, fugiam com minha mãe grávida e quase me colocando no mundo. Meu pai a carregava, correndo para o sul da cidade, chegando perto das águas do golfo dos reis. Meu pai encontrou um estábulo, a esquerda dele. Ele me disse que tinha corrido com todas as suas forças para dentro da construção para se refugiar. Carlin estava sendo invadida não por amazonas, mas sim por Diabretes de fogo, que espalhavam muito fogo por onde andavam. Eram muito fortes e numerosos.
Meu pai deixou minha mãe num canto do estábulo, ficando bem escondidos. Minha mãe agonizava, sentia muita dor. Meu pai a ajudava a controlar sua dor, enquanto ela tentava dar a luz. Eu imaginava uma cena emocionante. Mas não se comparava ao que já ouvi do meu pai, sobre suas aventuras. Mas voltando ao assunto, minha mãe estava muito perto de me ter, eu estava muito perto de chegar ao mundo. Meu pai já via minha cabeça debaixo do vestido verde-claro meio ensangüentado dela, e tentava ir me pegando aos poucos. Lentamente eu saia do ventre de minha mãe. Eu estava em Tibia agora.
Meu pai me pegava devagar, levando-me lentamente à perto de seu semblante. Logo ele me deixava aos braços de minha mãe, emocionada. Ela deixava seus cabelos ruivos mais para trás, e se encostava mais perto da parede, até me receber a seus braços. Ela chorava de alegria em me ver. Eu era bebê pequeno, branquinho. Não havia muita comparação de minha coloração à de meu pai, um moreno bonito e em forma. Mas ele não era um homem oriental. Era moreno por viver pelo menos um ou dois anos em Darashia, fazendo missões para o governador da pequena cidade. Ele me contava que eu chorava muito, mas o som não era tão forte em relação aos sons vindos de dentro de Carlin.
A alegria de me ter não durou muito. Um homem de cabelos negros e de aparência magra, com sua armadura quebrada e cheia de sangue chegava correndo no estábulo abandonado. Ele gritava que quatro diabretes o seguiam jogando bolas de fogo na direção do sujeito. Ele viu que minha mãe acabou de me ter, e se contraiu. Parecia até esquecer que tinha crias do inferno o seguindo.
- Mas que... Cena linda... - Disse o sujeito, emocionado comigo nos braços de minha mãe. Mas foi a ultima palavra que o pobre coitado mencionou. Duas bolas de fogo explodiram na face do homem, fazendo sua cabeça virar uma ameixa torrada e queimada. Ele cai no chão poeirento do estábulo, dando um aviso à mente de meus pais: Tinham que fugir.
Meu pai pegou com todas as suas forças minha mãe e logo já a carregava nos braços dele enquanto minha mãe ainda me carregava, e começaram a fugir rapidamente para os fundos do estábulo, buscando uma saída. Partes do estábulo começavam a pegar fogo, mas nada que chegasse perto deles. Conseguiram achar a saída dos fundos e correram para perto do mar. O estranho é que tinha uma balsa ali, com um homem de capuz sentado numa parte dela.
- Ajude-nos senhor, por favor! - Gritava meu pai, desesperado.
O homem se levantou. Mostrando um pequeno brilho de seus olhos refletidos pela metade da lua no horizonte escuro, ele andou com cuidado para perto da corda que segurava a balsa.
- Os ajudarei... Entrem. Rápido!
Meu pai, ainda com um tanto de força, deixou minha mãe perto do fim da balsa, sentada com dores e ainda me carregando firmemente. Meu pai entrou na balsa perto do sujeito. O homem cortou as cordas com uma faca pequena, pegou dois remos, lançou um pro meu pai e o que ele tinha começou a remar, dando um sinal para que ele fizesse o mesmo. Em silencio, os dois remavam para o grande golfo dos reis, fitando o estábulo em chamas. Que coisa terrível... Eu imaginando aquela cena, meus pais quase mortos...
Mas agora, um novo sinal é dado pelo homem. Ele para de remar. Meu pai faz o mesmo.
- Fique em silencio... Temos que fazer de conta que não estamos aqui, para que as criaturas sumam daqui.
Meu pai não o respondeu. Fez um sinal para que minha mãe ficasse em silencio, mas era muito complicado... Eu ainda chorava, mas baixo. Na versão de meu pai, eram como gemidos.
Era possível ver as criaturas de fogo saindo dos fundos do estábulo. Olhavam para os lados para buscar algo na escuridão, algo que os chamava. Não sei o que meu pai sentia, mas a atração das criaturas parecia por mim. Mas parecia que ele tinha certeza disso, pois um dos diabretes se aproxima da água e a toca com um dos seus dedos. Inútil. Eles odiavam água. Era como um veneno contra o fogo. Os bichos desistiram e voltaram pra dentro do estábulo, buscando retornar para dentro da cidade. Meu pai e o homem suspiraram aliviados. Então o homem continuou a remar, junto de meu pai. Ele disse que não se lembrava de onde estávamos indo, mas era um longo trajeto.
~~*~~
Logo de manhã, meu pai me contou que havia acordado numa pequena cabana. Ele via minha mãe do outro lado, dormindo normalmente. Eu estava no meio, coberto por um pano azul com manchas vermelhas. A visão dele, eu estava limpo, sem alguma gota de sangue.
Ele saiu de dentro da cabana, e viu que estava ao extremo leste de Carlin, perto donde algumas amazonas expulsas de seus locais de resistência viviam. Do lado de fora estava o homem que salvou meus pais, ainda estava com um capuz em sua cabeça. Estava sentado num tronco, parecia comer alguma coisa. Meu pai tentou se aproximar dele, mas o sujeito percebeu seus movimentos. Ele não se virou para trás, apenas disse:
- Belo dia, não é?
- Quem é você?
O homem se virou e revelou sua face. Meu pai se assustou e deu alguns passos para trás, não acreditando no que via.
- Capitão lagarto do mar! Você está... Vivo!
- Sim... Exatamente. – Disse se levantando e tirando seu capuz, mostrando seu rosto com varias cicatrizes, porém pequenas, e seu cabelo negro com vários fios brancos representando velhice. – Sei por que se assusta. Por anos fui considerado morto. Muito pelo contrario...
- Entendo perfeitamente, capitão!
- Não me chame de capitão, meu jovem. Sou apenas um aposentado da sociedade.
- Imagina... Você ainda é respeitado...
- Na mente dos outros. Mas muitos me queriam morto. Aposto que muita gente comemorou quando souberam que meu navio naufragou perto das ilhas proibidas. Errei o trajeto para a baia da liberdade e... Bah, o resto você já sabe.
- Entendo. Mas agora, queria realmente te agradecer por me ajudar, capitão!
- Cassete! Já te pedi para não me chamar de capitão! Chame-me apenas de Jackie.
- Então, muito obrigado pela ajuda, senhor Jackie lagarto do mar!
- Há. Não há de que.
Meu pai dá alguns passos pra frente, para apertar a mão de Jackie. Mas algo veio a sua mente e foi direto pra sua boca.
- Mas porque você estava perto daquele estábulo, com aquela balsa? Não sabia que poderia morrer ali?
- Jovem...
- Me chame apenas de Tommy Colth.
- Ok. Voltando ao assunto... – Coçava sua cabeça. – Eu estava ali mesmo para... Morrer. Não queria mais viver. Estou ficando velho, inútil, excluído da sociedade por causa de uma morte que não aconteceu. Vocês apareceram e percebi que ainda há muito para fazer no resto de minha vida...
- Jackie! Não devia pensar assim. Você não está tão velho! Está certo que parte de seu cabelo está ficando branco, e sua energia sumindo, mas isso não é nada! – Disse com um ar confiante. – Você conseguia driblar o navio dos fantasmas, tinha um navio mais rápido do que os outros e mais habilidade para pilotar um, cobrava pouco, e você ainda levava as pessoas para todos os locais que podia! Carlin sempre foi o melhor local para se viajar de navio por causa de você!
O velho capitão se sentia admirado pelos seus feitos. Ele fitava o horizonte azul-claro do amanhecer, lembrando-se de tudo que já fez. Depois de um tempo ele voltou seu olhar para meu pai, e disse:
- Você já deu um nome para seu filho?
- Não... Ainda não.
- Dê o nome de Mesaros. É uma palavra que lembra alguém especial.
O capitão ia pegando suas coisas e indo para a balsa no sul. Já ia partir.
- Aonde vai?
- Vou para Thais. E de lá, vou para a baia da liberdade. Obrigado pela conversa e pelos agradecimentos, Tommy. Cuide de sua mulher.
- Mas e Carlin? Não vai voltar pra lá?
- Não. E não se preocupe. A cidade está tranqüila. Os invasores já foram embora. Mas chame muitos soldados para ir para o norte. De manhã quando acordei e sai da cabana – Começa a murmurar – Eu vi uma criatura vermelha, malhada e gigante caminhando para as florestas no norte. Talvez seja o responsável pela invasão de diabretes.
- Pelos Deuses... Tudo bem, pode deixar que irei avisar.
Jackie entra na balsa e corta as cordas, coloca suas coisas num local seguro da balsa e pega um remo. Começa a remar, despedindo-se de meu pai.
Meu pai me disse que após ter se despedido do capitão, entrou na cabana e viu minha mãe ainda dormindo, e eu estava perto dela, ainda dormindo como um anjo. Meu pai me pegou nos braços e disse baixinho:
- Você terá um grande futuro... Mesaros Lion de Colth.
É só isso. Comentem... Senão cabeças vão rolar! :rageguy:
Até mais!(Adição de indice no começo do tópico õ/)