"Masmorras e Explosões"
Tudo estava estagnado em Rookgard desde que um grupo de Minotauros havia saído de suas cavernas e destruído a ponte, e o que chocou a todos foi a organização do atentado. Eles saíram da caverna com kilos de uma espécie de pó negro, e destruíram a ponte, a única pela qual se tinha acesso para fora da cidade.
Dallheim, que sempre ostentou conseguir cortar um Ciclope em duas partes com sua espada, estava atônito, nunca vira tamanha violência por parte dessas criaturas, como ele tinha visto.
Cipfried estava em desespero, correndo pelas ruas da cidade e anunciando que era o fim, o Apocalipse Tibiano, e os jogadores, estavam sem nada a fazer, além de organizar defesas, e esperar pelo mal que de fato, aconteceria a eles.
Criaturas estavam invadindo a cidade pelos esgotos, e não apenas os ratos de sempre, como também minotauros e Orcs, mas antes que isso tomasse proporções catastróficas, todas as entradas foram bloqueadas com pedras e barras de metal.
***
Era pra ser apenas mais um dia de caça para Azlion, Gadmetiil, e Brahgna, porém, enquanto diviam o loot de sua caçada, eles ouviram um barulho, e quando retornaram a superfície, todas as entradas para a cidade estavam bloqueadas, na maior parte, por pedras. Devido a ponte estar quebrada, eles foram caçar os ratos, que eram a única opção para os guerreiros, mas agora era tarde para arrependimentos, eles estavam presos ali, e o único modo de sair, era encontrado os túneis que os próprios Minotauros e Orcs haviam cavado. Eles logo começaram a andar, e descobriram uma galeria que originalmente, não pertencia ao subsolo de Rookgard, então com suas tochas em mãos começaram a caminhar, haviam buracos secundários, pelos quais, apenas uma pequena criatura conseguiria passar, e desses buracos vinham gritos e ruídos estranhos, familiares, só que devido ao tamanho dos túneis, não podiam identificar os monstros que o provocavam, então, entregues ao descaso, a única coisa a se fazer era continuar andando.
Após algumas horas de caminhada, eles já podiam enxergar a luz, longínqua, porém forte e brilhante, mas ao se aproximarem, identificaram a presença de duas criaturas, eram Orcs, e estavam de guarda, só que para a sorte dos aventureiros ambos estavam dormindo. Eles conseguiram passar por eles, e seguir viagem. Tudo estava diferente, as florestas haviam cortadas, e a Bear Cave, que estava há 200 metros deles parecia ser um tipo de base, ou fábrica das criaturas. De vez em quando vinham dois Orcs, vestindo armaduras que cobriam todo o seu corpo, e jogavam um tipo de pó negro, em umas caixas que se localizavam fora da caverna. Azlion e Gadmetiil subiram em cima da caverna, enquanto Brahgna ficou parado em frente a sua porta, e quando os dois Orcs saíram, ele chamou a atenção deles, e esse período de tempo foi mais que o suficiente para que os dois saltassem de cima do montículo, e caísse em cima dos dois Orcs, que desmaiados, não ofereciam mais nenhum perigo a eles. Eles trajaram as suas roupas, e ocultaram seus corpos, e assim, Azlion e Gadmetiil seguiram viagem, enquanto Brahgna foi incumbido com a missão de encontrar um jeito seguro de voltar para Rookgard. Os dois entraram na caverna escura, a fumaça não os deixava enxergar muito a sua frente, então eles simplesmente começaram a caminhar, passaram pelo pátio subterrâneo principal, aonde os Orcs cavavam enormes buracos e retiravam uma espécie de Enxofre, então misturavam com Salitre e Restos de arvores queimadas, e aquele pó negro se formava, mortal e eficaz, era uma arma potente, que logo seria usada para explodir a cidade de Rookgard. Eles conseguiram pegar um pouco desse material, e quando subiam a escada para voltar para o Pátio Principal, desciam alguns Orcs, gritando e munindo alabardas, espadas e lanças, o plano deles, foi por água abaixo. Em cima de um dos tanques aonde se depositava esse material, havia um tipo de buraco, que levava a superfície, o mesmo buraco pelo qual a fumaça saia da caverna, eles logo começaram a subir nele. Os Orcs eram criaturas persistentes, e começaram a escalar logo atrás deles.
Quando eles alcançaram a superfície, começaram a arremessar pedregulhos nos Orcs que subiam, e conforme os eles caiam, a caldeira aonde se misturavam os ingredientes daquele pó já os esperava. Quando eles constataram que os Orcs não estavam mais subindo, eles jogaram a tocha pelo buraco, apenas para iluminar o buraco, assim eles conseguiriam ver se haviam mais inimigos tentando alcançá-los, só que quando eles jogaram a tocha, tiveram uma surpresa, um grande barulho aconteceu, e como que em um efeito dominó, toda a caverna estava desmoronando, e os barulhos não cessavam. Os barulhos chamaram a atenção dos Orcs que vigiavam o local, e por não estarem dentro da caverna haviam sobrevivido. Azlion e Gadmetiil começaram a correr, e após algumas jardas, viram Brahgna, correndo bem a frente deles, então eles começaram a segui-lo esperançosos de que ele havia encontrado um caminho de volta para Rookgard. Eles logo avistaram oceano, e assim, viram o barco da Amber, Brahgna já havia içado as velas, então eles apenas pularam a bordo, e os Orcs ficaram as margens do rio, gritando e praguejando contra os heróis. Em poucos minutos, estavam na margem que fica na parte ao Sul de Rookgard, eles rapidamente levaram uma amostra daquela substancia ao Cipfried, e assim eles puderam organizar as defesas, mas com uma tática mais eficaz para o tipo de inimigo que eles enfrentavam.
***
Horas depois, as hordas de Orcs e Minotauros já estavam apostas diantes do muro principal de Rookgard, dezenas deles, prontos para a batalha, e no meio de cada um dos destacamentos de Orcs, havia uma grande caixa com rodas, similar a aquelas nas quais os Orcs depositavam o pó negro, então quando Dallheim deu o sinal, os guerreiros em cima das muralhas, molharam suas flechas em óleo e fogo, e mirando nas caixas, efetuaram o disparo. Era a visão mais bela que qualquer guerreiro poderia ter visto, as caixas explodiam, e suas labaredas entravam em contatos com as outras caixas, e isso aconteceu até que a última caixa estivesse no campo de batalha. Os Orcs eram arremessados, e os que estavam longe das caixas eram feridos pelos estilhaços, pelos restos mortais de seus companheiros, ou pelas armas dos Orcs mortos, que mesmo não estando nas mãos de ninguém, eram arremessadas pelo impacto. Tudo ali estava um Caos, após as explosões, os Orcs que haviam sobrevivido, corriam desesperados, assim como os Minotauros, corriam para as cavernas, da onde eles jamais ousariam sair novamente.