Citação:
Prólogo –
Bianca não é nome de heroína romântica. Seu diminutivo, Bianquinha, não chega a ser tão amável quanto as Luciolas, Vidinhas e Capitus dos memoráveis romances e novelas. Na verdade não é minha vontade que esta historia se torne memorável, muito menos que seja publica e, quem sabe, analisada por um critico inútil e irônico. Escrevo obrigado, contra minha vontade. Não leitor, não a obrigatoriedade que imaginas; não aquela dos empregos infames, nem a das enfunadas tarefas escolares, muito menos de uma aparentada irritante, se assim fosse estaria feliz em ambos os casos. Porém a vida nunca foi destas coisas comigo mesmo.
Caso é que empaquei, sim, empaquei por causa, acho que de destino, explico-me. Sucedeu que um dia em casa tive a idéia de escrever este livro, porém não me acudiu com forças necessárias e dei de ombros. Mais dia, menos dia e outras idéias me acudiram e voltei-me a escrever. Duas ou três linhas foi o que consegui com muito esforço, porém de pouca utilidade, e o caso foi se repetindo. Um dia, uma semana, um mês, três meses! Sim, três meses e as três linhas inúteis de sempre, e essa a historia em minha mente, em minha consciência alertando sobre o meu dever amaríssimo.
Naufraguei, nadei, relutei e morri na praia. Sendo assim aqui estou, aviso-lhes que a historia não é muito boa. É a realidade chata e entediante, a minha realidade para ser mais exato. Essa é a historia do meu primeiro amor. Hoje em dia é comum encontrar esses temas em livros infanto-juvenis, uma coisa lamentável ainda mais para um sentimento tão complexo como o amor, lamentável realmente. Ah! Antes que me esqueça e termine esse capitulo concluo, como o leitor já deve supor (ou pelo menos assim espero), Bianca é o nome da amada, ou infantilmente Bianquinha...