Prólogo – Parte 2
- Senhor – disse Jones; um dos policiais na missão de pegar Vycthor Dramen; batendo continência.
- Vasculharam a casa? – perguntou Robert
- Sim senhor e acha...
- Antes de responder diga: como está o novato?
Jones baixou a cabeça e balançou. Inútil já que Robert estava de costas para ele. O silêncio foi o que Robert precisava
- Foi culpa minha. – disse Robert – Eu não tinha que ter deixado ele ter subido sozinho. Ele era só um novato!
Robert se virou para Jones com os olhos firmes e cheios de ódio e disse:
- Dramen?
- Na sala de interrogatório.
Vycthor Dramen estava sentado na sala de interrogatório com o seu típico olhar calmo e sonso. Ao seu lado direito tinha um grande espelho. O famoso espelho das salas de interrogatório. Todos sabem que tem alguém do outro lado te olhando enquanto toma um café.
Tirou a gravata vermelha e jogou em cima da mesa retangular e prateada. Deu três rápidas passadas com a mão em sua camisa branca, suja de sangue de um novato, por baixo de seu smoking preto.
A porta a sua frente se abriu. Um homem que o prendera estava ali. Era negro e tinha o formato da cabeça quadrada e seu cabelo era cortado ralo parecido com militares.
Outro homem veio por trás do policial. Ele tinha um grande bigode. Se não estivesse ali numa investigação policial, podia jurar que era Tom Selleck.
Qual será o tira bom e o mal? – pensou Vycthor
- So... – disse “Tom Selleck” – Vycthor Dramen... what a honor.
Esse aí é o bom – pensou sorrindo cinicamente
- What’s so funny? – disse bravo o policial que o tinha prendido
- No english. – disse calmo Dramen, mesmo sendo fluente em inglês
Tom Selleck riu.
- Look Bob! – disse – He is a joke too. Thief, killer and joker! – e terminou rindo
- Why so serious, Bob? – disse Vycthor olhando para Robert com um sorriso louco imitando o Coringa do Batman
- YOU KILLED MY FRIEND! – gritou Robert se apoiando com os dois braços em cima da mesa.
Vycthor limpou cuspe de seu rosto e disse impassível:
- I thought he was a newbie.
Robert jogou um copo descartável cheio de café no chão e saiu batendo a porta.
- WHY SO SERIOUS, BOB? – gritou para Robert no último minuto
- É IMPOSSÍVEL FALAR COM ESSE HOMEM! – Robert gritou pelos corredores
- Calma... – disse o de bigode para ele – Ele está tentando te irritar.
- Eu sei Will... – disse Robert passando os dedos nas têmporas – Mas você ouviu o que ele falou do novato?
- Sim, claro.
- Como ele ouviu? Ninguém pode ouvir aquela freqüência!
Entraram numa outra sala e observaram por uma tela de vidro Vycthor.
- Policial Bob. – disse ele para a tela – Pode me prender logo? Estou cheio dessa sala.
Um outro homem entrou na sala. Ele usava um óculos fundo de garrafa e era loiro.
- Oficial Robert – disse com uma voz nasalada
- Sim?
-Achamos isto. – disse estendendo um fichário preto
- O que é isso?
- Abri só a primeira página para ver do que se tratava.
- E...?
- É o diário de Vycthor Dramen.
- Obrigado.
Robert balançou o diário na frente de Will e disse:
- Isso aqui deve ser interessante.
Abriu e escrito numa letra de forma desenhada e numa caligrafia impecável lia-se:
As Crônicas de um Delinqüente
O Diário de Vycthor Dramen