Capitulo 3 - Segredo ou traiçao?
Depois de serem ajudados por esse vulto misterioso, eles limparam seus olhos de sangue e viram que não era ninguém mais que um dos grandes amigos que tiveram.
-Vítor! - exclamou Aikow -, então é você?!
- Vitor não - falou o garoto -, Coconute Warrior, esqueceu?
- Ah, lógico! - falou Fara que o abraçava o garoto chamado Coconute Warrior - Como é que vai Coco amigão? Faz três meses que não nos vemos!
- Vocês sabem o motivo - falou ele baixando a voz - a morte de meu pai fez eu me isolar um pouco.
- E por quê resolveu voltar? - perguntou Ava num temendo que ele respondesse que...
- Minha avó que morava comigo morreu também - falou ele agora num som quase inaudível -
- Sentimos muito - Falou Fara, que sabia que de todos aqueles garotos, de apenas 14 anos Aikow agora era o único que ainda tinha uma das avós vivas -
- Realmente - falou Aikow num tom muito sincero -
O silêncio reinou durante alguns minutos naquela caverna; eles concordaram que deveriam levar o corpo do menino para seus pais. Fizeram tudo isso silenciosamente, e quando chegaram a cidade ao verem o pai do menino desesperado Coconute estava quase caindo no choro também.
Passou-se uma semana desde a volta de Coconute, uma semana de muito treino e dedicação, até que saíram da caverna dos orcs com as mochilas cheias de dinheiro e o corpo cheio de ferimentos. Iam voltando para casa, sabiam que as suas jornadas em Rookgaard estavam próximas do fim, porém Aikow viu algo que fez seu estomago revirar... Sua casa estava em chamas! Ele correu o mais rápido que suas pernas feridas agüentaram e viu cinco vultos saírem do fogo.
Reconheceu dois desses vultos logo de cara, seus pais; sua mãe ia sendo carregada por um homem alto e corpulento enquanto seu pai vinha travando uma batalha com um homem de cabelos longos e com uma aparência de ser muito forte, o outro homem, o mais baixo e o mais velho do grupo fechava a corte.
O homem corpulento soltou a mãe de Aikow e ela foi correndo em prantos abraçá-lo
- Não!!! Seu pai não fez por mal! Ele fez o que seu era certo! E esta é a prova de que estava certo!
Entretanto ela logo se calou, e da pior maneira possível, o homem que duelava com seu pai brandiu sua espada contra ela, perfurando sua barriga.
Pouco depois disso foi a vez de seu pai ter o corpo perfurado pelo mesmo homem que lutava excepcionalmente bem, num último suspiro ele falou para Aikow:
- Rorc... Tentou... Rei...Dei...Outro...Príncipe...Áurea - e morreu nos braços do filho -
Capítulo 4 - O continente de Tibia
Aikow passou a morar com Faramir e Avattak, procuravam não mencionar o que havia se ocorrido há quatro meses, e ao decorrer desse tempo os aniversários de Faramir e Coconute aconteceram, dois jovens de 15 anos e dois de 14, que agora já estavam prestes a sair da ilha de Rookgard.
Os pais de Fara e Ava eram muito bons para Aikow, o pai deles era um ótimo lutador e gostava de passar algumas tardes ensinado aos quatro garotos algumas técnicas de luta. Aikow aprendera a jogar a sua clava para cima, pegar com a mão do escudo e dar um ataque de cima para baixo, Ava melhorou muito sua mira, Fara sua força física, e Coco sua concentração.
Depois de passarem por esses treinos foram caçar orcs e já esperavam o resultado. Aikow deu um pulo para frente, se abaixou evitando o que seria um murro frontal e estraçalhou o queixo do orc, que rodopiou para o lado e recebeu uma pancada nas costelas com a clava de Coconute, quando Faramir ia dar o golpe fatal ele o deu um coice, porém sua espada entrara na perna do bicho, o qual urrou de dor; contudo parou abruptamente, uma vez que teve sua garganta dilacerada por uma das lanças de Ava. A prova de que eles já estavam suficientemente preparados para ir para o grande continente de Main.
O dia da despedida deles foi duro, pois muitas pessoas não conseguiam apagar da memória o assassinato dos pais de Aikow. Já os pais de Fara e Ava e a mãe de Coco, resolveram que não iriam para o continente, com isso os quatro garotos se direcionaram para o oráculo. Haviam combinado de que iriam para a cidade de Carlin e apesar de estarem tensos tentaram mostrar tranqüilidade, fosse aos espectadores daquela viagem, fosse para os pais, fosse até mesmo para o oráculo.
- Eu primeiro. - disse Aikow, com a voz um pouco vacilante - Tio, tias (referindo -se aos pais de Ava e Fara e a mãe de Coconute), muito obrigado por tudo.
- Boa sorte, Aikow! - falou a mãe de Coconute
- Tudo de bom! - os pais de Ava e Fara falaram emocionados -
Com um breve aceno de cabeça ele se voltou para o oráculo.
- Olá - ele falou hesitando -
- Aikow, você está pronto para enfrentar seu destino? - falou uma voz rouca e alta, que não saia do oráculo, mas se espalhava por toda a sala.
- Sim.
- Para qual dessas cidades você quer ir? Carlin, Thais ou Venore?
- Carlin.
- Qual dessas vocações você gostaria de seguir? Cavaleiro, Druida, Paladino, ou Mago?
- Druida.
-Tem certeza? Essa decisão é irreversível?
Uma lagrima escorreu pelos seus olhos.
-Sim.
E no segundo seguinte viu-se num templo, numa cidade totalmente diferente de sua vila em Rook; Carlin.
Capítulo 5 - Recepçao Inesperada, Conhecendo Spiral Fire
Citação:
Postado originalmente por Tibiano Iridiano
faço minhas as palavras de sacul, historia legal a sua, mas clama, naum poste um cap a cada 10 minutos, eu dei uma saidinha e quando vi ja tava com 2 caps!
passa la no meu
FLWss...
lol, eh pq eu vo viajar amanha e vo passar 3 dias longes de um pc
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O templo era um lugar bem iluminado, paredes brancas e pisos variando entre branco e preto, havia um monge no lugar e uma escada atrás deles, levando a um lugar que Aikow não fazia menor idéia do que seria. A cidade tinha muitas casas grandes, a do lado do templo parecia um prédio de três andares, também haviam vários itens sendo exibidos nela.
Um a um seus amigos foram aparecendo ao seu lado, cada um com uma expressão diferente.
- PALADINOOOOOOO! - berrou Ava, com uma grande alegria, Aikow sabia que ser paladino era seu sonho -
- Cavaleiro! - Falou Fara, com um sorriso que misturava alegria e emoção, de fato ele parecia prestes a chorar, Aikow só não sabia de que -
- Mago! - falou Coco, assim que foi teletransportado, Coconute parecia indiferente e de fato estava mais preocupado com a cidade de que com sua nova vocação -
- O que foi Coco? - as palavras de Ava ainda eram entusiasmadas -, algum problema?
- Bem, hum, - ele hesitava olhando pela janela do templo - bom, o pessoal daqui não é tão "gentil" como lá na nossa vila. O pessoal daqui - retomou ele com uma careta - pode nos atacar sem motivo aparente, eles não gostam de recém-chegados como nós.
Realmente aquele era um motivo com o qual se preocupar, e até mesmo Avattak se calou, mas numa tentativa de aumentar um pouco o ânimo, Aikow disse:
- Bom, essas mochilas estão realmente pesadas, aqui tem um depósito, que tal se nós fôssemos lá?
Apesar do medo inicial eles foram andando em uma longa rua de paralelepípedos, até chegarem ao depósito; uma imensa construção mal iluminada com vários andares para cima e um para baixo. Estava lotado e havia varias caixas onde os pertences eram guardados; subiram ate o terceiro andar, que estava vazio e tiveram uma dúvida:
- Existe um armário para cada pessoa? - questionou Fara -
- Não - respondeu Coco prontamente - esta vendo os botões ali? São acionados por um meio de reconhecimento incrivelmente avançado, baseado em...
Mas eles nunca chegaram a saber em que se baseava os meios de reconhecimento do depósito, pois no momento exato um tremor fez com que eles corressem para as janelas.
Lá estava um Dragão Vermelho de aparência jovial e extremamente feroz, atacando todos que se encontravam pela frente; achando que o andar subterrâneo seria um abrigo, caso ele atacasse o prédio, os quatro correram, descendo as escadas, pulando os degraus. Até que, quando estavam no térreo, o dragão parou abruptamente em meio a uma pilha de cadáveres, ele começou a diminuir, diminuir, até virar um humano.
Capítulo 6 - Amigo ou inimigo?
Esse estranho homem sorrira maldosamente para todos que se encontravam no depósito e falou num tom de voz muito alto:
- Saibam que isso é o que acontecerá a todos que se aliarem a Citadel, como esses infelizes aqui. Palavra de Spiral Fire.
Dentro do depósito murmúrios não pararam de acontecer e os quatro se juntaram para perguntaram a mesma coisa:
- O que vem a ser a Citadel?
No momento seguinte um forte baque ocorreu; O homem chamado Spiral Fire fora jogado contra a parede, um vulto de cabelos compridos e aparentando uma força muito grande surgiu da fumaça que se formou com o ataque, na mesma hora houve um grito:
- RORC!
Aikow teve que pensar duas vezes para seu cérebro digerir a mensagem e lembrar das últimas palavras do pai "Rorc...Tentou". Então eis que surgiu o assassino dos seus pais, atacando furiosamente, desferindo golpes mortais, botando toda sua força em golpes que foram barrados com um grito
- Utamo Vita!- gritou a voz de Spiral Fire -
Um campo de força azul protegia-o dos ataques impiedosos de Rorc e logo após algo inesperado fez com que os dois parassem. Aikow havia largado o depósito e partia para cima de Rorc, esquecera que só tinha quatorze anos e que estava desarmado contra o maior lutador que ele já ouvira falar, de repente sentiu a gola da sua armadura ser segurada por Avattak, tentando puxar o amigo pra dentro este também saiu do depósito.
Rorc parecia não acreditar no que vira e desembainhou sua espada o mais depressa que pôde, Aikow sentiu Spiral Fire pegá-lo e os defender do ataque de Rorc com um escudo cinza-metálico com o desenho de um pentagrama. Spiral os atirou para dentro do depósito, pegou um anel preto colocou no dedo e gritou as palavras:
- Utani Gran Hur!
Foi como se Spiral estivesse sendo arrastado por um furacão, pois numa fração de segundos ele já se encontrava a no mínimo dois quarteirões de distância.
Todos pararam olhando para Aikow, enquanto uma pergunta vinha a sua cabeça e obviamente a de todos presentes:
- Por que um assassino em massa salvara sua vida?
Capítulo 7 - Perguntas e Respostas
Ainda confuso e desnorteado, Aikow achava que a única coisa que podia melhorá-lo agora era uma boa noite de sono. Ele logo descobriu que abaixo do que ele considerava o último andar do depósito, existia mais um, quando ele desceu as escadas ficou surpreso ao ver um ambiente imenso e com apenas luzes de poucas tochas em lugares estratégicos. Centenas de camas enchiam o local. Ava e Coco foram para uma que se achava no fundo e fizeram sinal para Aikow e Fara os acompanharem, contudo eles não conseguiam dormir com frases ecoando na suas cabeças como "O que é Citadel?" ou "Quem era aquele Spiral?", porém depois de todas as tochas serem apagadas o sono invadiu o ambiente e todos seus ocupantes dormiram.
No dia seguinte, para surpresa de Aikow, nada de estranho aconteceu. Eles caçaram alguns bichos e tudo parecia tranqüilo, apesar de que por onde ele passasse fosse apontado e havia cochichos em toda a parte.
Depois de quase duas semanas em Main, novamente aquele homem apareceu, entretanto agora ele estava acompanhado de um outro, aparentando ser igualmente jovem, porém com cabelos curtos e levemente grisalhos, mas ainda assim, jovem.
- Aikow - chamou o homem de cabelos curtos - poderia vir aqui?
Os quatro amigos se entreolharam e ficaram apreensivos.
- Se não vier agora eu te mato! - falou o homem que se chamava Spiral Fire -
- Relaxa, ele não vai fazer isso! - tranqüilizou-os o homem de cabelos curtos, estendendo a mão para Aikow - Olá, meu nome é Nad, Nad II (Nad 2).
- Hum, oi. - Aikow apertara sua mão tremendo um pouco -
- Poderia vir conosco até um lugar? - perguntara Nad II calmamente -
- Rápido, seu imbecil! - Rosnou Spiral ao ver uma certa hesitação em seu olhar-
- Pra onde vamos? - Aikow perguntou tenso -
- VOCÊ vai para minha casa - rapidamente Spiral falou -
Aikow estava com tanto medo que nem sequer perguntou onde era a sua casa, mas depois de uma hora de caminhada avistou uma imensa construção, que era a casa de Spiral Fire, por dentro toda de madeira, muito bonita e muito bem mobiliada, haviam escudos pendurados na parede como brasões, no centro uma grande mesa farta de comida e bebida, uma escada levando a um andar superior em que se podia ver inúmeros, do que Aikow supôs, dos melhores equipamentos existentes.
Spiral pegou três cadeiras, reuniu-as em volta da mesa e se sentou juntamente com Nad II.
- Sente –se! - ordenou Spiral -
- Oh, certo... - e se sentou com cuidado com medo de que fizesse alguma besteira e Spiral o matasse -
- Sirva –se! - Nad II o ofereceu -
Ele timidamente pegou um pouco de leite
- Pergunte. - Spiral disse com relutância -
- O que? - Aikow respondera confuso -
- O que quiser. - Nad II disse tranqüilamente -
Uma chuva de perguntas veio a sua cabeça e Aikow decidiu rapidamente organizá-las por importância.
- Por que Rorc matou meus pais? - perguntou tomando um gole de leite -
- É uma longa historia - Nad II começou -, Você pode não saber, mas seu pai era o rei, o rei de todas essas terras.
Aikow que havia tentado beber o leite agora cuspira tudo em cima da mesa
- Então... - continuou Spiral - ele resolveu abandonar esse cargo, morar em um pequeno vilarejo em Rookgaard, por isso deu a coroa para uma pessoa que era seu amigo, mas que depois ordenou que cada cidade tivesse seu próprio imperador e não um rei único e absolutista, apesar de que gostavam muito de seu pai.
- Quem? - perguntou Aikow curioso e quase sem acreditar -
- Tideus - disse Spiral com um leve ar de irritação, mais acentuado do que o normal -, porém Rorc esperara que a coroa fosse para ele, não admitiu a "derrota" para Tideus.
- Então, Aikow... - concluiu Nad II – já que Tideus não tem herdeiros, você continua legalmente sendo o príncipe de todas essas terras.
Aikow não achava realmente que aquilo passasse de um sonho, mas ao se beliscar viu que era a pura realidade, ele era um príncipe.
Essa frase fez com que houvesse bem uns dez minutos de silêncio, Aikow incrédulo se levantara e fora até a janela, olhou o sol se pôr e a noite chegar trazendo um azul-marinho, seguido de um preto-azulado com algumas gotas de chuva.
- Mas por que Rorc não me atacou naquele dia em Rook? - Aikow perguntou, ainda sem acreditar na frase que ouvira antes -
- Tideus ia para lá naquele momento, então, ele achou mais prudente fugir.
- O que é Citadel? - Aikow ainda desnorteado e confuso perguntou -
- A guilda de Rorc - disse Spiral -
- Aikow - falou Nad II muito veloz como se para ele se Aikow soubesse de tudo mais rápido seria melhor - eles estao...
- Te procurando - completou Spiral -
Agora Aikow desmaiara.
Capítulo 8 - Noticia repassada
Aikow passara aquela noite na casa de Spiral, porém na manhã seguinte se achou jogado em um banco da praça como se alguém o houvesse largado ali - Aikow imaginara que só poderia ter sido Spiral Fire -, ele então caminhou apressadamente para o depósito e viu que aquele dia estava diferente; havia poucas pessoas e as que estavam tinham uma aparência que demonstrava muita palidez e medo, camas foram postas em todos os andares e muitos pareciam doentes e machucados. Aikow subiu até o terceiro andar e nem sinal dos amigos, desceu ate o subterrâneo e eles também não estavam lá, até que viu de relance a sombra de Faramir e saiu correndo atrás dele, dando empurrões nas pessoas que estavam na frente.
- Fara! EI, FARA !!! - berrou ele -
- AIkow !!! Até que enfim, estamos no templo, vamos!!
Os dois correram e chegaram no templo onde estavam Ava e Coco, deitados em duas camas que mais pareciam macas duras e desconfortáveis e se perguntando por que não estavam no depósito, foi falar com os dois.
- Por que a gente não vai pro DP?
- NÃO - berraram os dois em resposta -, cara aqui temos o Fried para nos ajudar caso eles ataquem de novo.
Sem se importar com o que seria Fried ele perguntou a coisa que mais importava
- Eles quem? Quem os atacou?
- Não só a nós - eles pareciam assustados que Aikow não soubesse o que se passara -, eles atacaram a todos.
- ELES QUEM POR...- Aikow agora berrava, porém não chegou a terminar o palavrão, já que os três falaram em conjunto:
- CITADEL!!! ELES ATACARAM A CIDADE!!!
- Calma - falou Avattak -, ele não sabe o que é Citadel, olha esse e o nome da gui...
- Já sei - interrompeu Aikow -, Spiral me contou, aliás, ele me contou também que...
Depois de falar detalhadamente o que Spiral contara a ele os colegas precisaram de alguns minutos para digerir aquela informação:
- PEARE - berrou Coconute -, não vai me dizer que... PUT
- Cala a boca, a gente esta num templo - lembrou Aikow -
- Cara, você só pode estar brincando - Avattak falava com o queixo caído -, você??!! Príncipe de tudo isso aqui?! NOSSO príncipe?!
- Mas não espere que nós façamos reverências - Faramir falou calmamente -, bom, eu, ufa, tsc - Fara hesitava - cara eu...sabia... ouvi meu pai falar com o seu, porém não sabia que eles estavam atrás de você, mas não deve ser prioridade, afinal o que a Citadel quer, a Citadel faz.
Essa notícia também fora seguida de varias exclamações e surpresa geral, um grande silêncio penetrara naquele espaço e os amigos olhavam para Aikow constantemente, como se esperavam que ele caísse morto a qualquer momento.