Capitulo Dois: "Hum... Estou fugindo... "
Aê.... demorei, mas postei... aqui vai o segundo capitulo de minha história...
Obrigado a todos que estão lendo... e principalmente aos que estão comentando... é gostoso receber criticas... mesmo que sejam negativas... =)
Boa leitura
Capitulo Dois: "Hum... Estou fugindo... "
A garota, resoluta, abriu o baú, pegou uma pequena bolsa, também azul, que ela já havia preparado para o dia que ela fugisse. Vestiu a capa e o capuz, que cobria seu rosto, que pegara mais cedo, e colocou também a bolsa. Saiu em direção da porta, a tampa do baú, que foi solta no ar desceu e fechou com tudo, fazendo um baque, a mãe gemia de medo.
Ao abrir a porta, a garota percebeu que o celeiro que havia a frente da sua porta estava em chamas, e que logo inflamaria sua casa, e mais uma vez, fechando os olhos e se concentrando soltou uma rajada de gelo para apagar o fogo, que teimou em tentar se manter aceso:
- Hei! – Uma voz vinda de sua direita fez suas mãos pararem de produzir o gelo, que não era bem produzido, e sim retirado da humidade do ar juntamente com a desaceleração das moléculas. – Olha só, que beleza! Hoje va-vamos ter festa. Hic.
Aquele homem que havia proferido essas palavras segurava com sua mão direita uma clava e com ela batia levemente na palma de sua mão esquerda, ele estava acompanhado por mais dois, tão barrigudos quanto ele, e um mais barbudo que o outro.
- Você está certo, vamos ter uma festinha... – falou a menina que tremia, mas mesmo assim tentava esconder seu medo com palavras ofensivas. Ela sempre fazia isso. Também sabia que teria mais chance se deixasse eles nervosos e menos racionais do que já eram. – Só quero ver quem vai se divertir.
- Não vamos machucá-la, é só carinho... – disse um que tomava a frente e segurava uma corrente que arrastava no chão e tinha cerca de dois metros.
- Pena que eu não posso dizer o mesmo – Nesse mesmo instante ela concentrou o máximo de gelo que podia, fechou os olhos mais uma vez e se concentrou, levemente ela proferia algumas palavras que só ela mesma podia ouvir, era como uma oração.
Até que ela lançou um raio de cerca de trinta centímetros de circunferência. O homem com a corrente colocou os braços à frente para proteger seu peito, e eles ficaram congelados, ele soltou um grito de dor e caiu no chão. Provavelmente estavam todos bêbados. Os outros ficaram com muito medo, acreditavam que ninguém ali naquela vila sabia lutar, mesmo sendo sutil a menina era um oponente que eles não esperavam.
- Maldita... – aquele que tinha a clava saiu correndo, meio desajeitado, mas furioso.
Antes mesmo que chegasse a menina deu um salto para o lado, e deu com o cajado na parte de trás do joelho, e ele também caiu no chão, não estava fora de combate, mas estava no chão, a menina olhou para trás e correu, mesmo sabendo que podia vencer, ela sabia que se ficasse ali por muito tempo os outros apareceriam e ela não teria a menor chance. O ultimo homem espantado, começou a correr atrás dela, era bem mais lento, sobretudo tinha esperança de alcançá-la:
- Se eu soubesse que ia lu-lutar num teria bebido um pouquinho... Hic. – falou o ultimo enquanto tentava arrancar e ao mesmo tempo ficar em pé.
A garota correu por uns cinqüenta metros, até que fez a curva na esquina com a rua principal, onde era a saída leste da cidade, já que do lado oeste ficava o mar, e o porto, depois de tantos ataques virou inútil, pois não tinha mais barcos capazes de boiar. Quando fez a curva trombou com um dos ladrões, mas aquele não era fora de forma como os outros, era alto, forte e muito bonito. Ela caiu sentada no chão, e olhou fixamente para o rosto do homem. Que tinha a pele bem clara, o cabelo preto meio cumprido e arrepiado, e olhos verdes levemente puxados:
- Aonde a linda garota vai? – perguntou ele estendendo a mão para que a menina se levantar. – Sabe que está mais segura dentro das casas do que aqui fora.
Aquele homem era diferente, não era velho como os outros, estava com uma armadura diferente dos outros, não era um colete de couro que cobria os antebraços e o peito, era semelhante à de um cavalheiro, toda de aço. Ele também falava doce, como uma pessoa educada e culta, diferente dos saqueadores arrogantes e ignorantes.
- Hum... Estou fugindo... – falou ela recusando a mão do homem e levantando com suas próprias forças.
- Não acha sensato fugir pela manhã, quando não tem um bando de velhos gordos e fétidos pra te atazanar? – o homem levemente deu um sorriso, não parecia ser velho, e sim um jovem de vinte e poucos anos.
- Ah... – ela suspirou, pensando na proposta do outro.
- Como é seu nome? – perguntou ele tentando olhar para o rosto da menina, que agora abaixava a cabeça e se escondia atrás da capa, do capuz e da franja.
- Sou Nika.
- Eu sou Isaac. – mais uma vez ele estendeu a mão, mas agora segurou a mão da menina, e curvando-se deu uma bitoca nas costas da mão de Nika.
- Você é o primeiro bárbaro que eu cumprimento. – depois de falar deu uma leve e tímida risada. – Mas porque você me cumprimentou e não está tentando me molestar?
- Bem, eu não sou bárbaro, sou sulista e acabei de sair da escola de soldados em Fafrons. Meu pai é um dos gordos saqueadores, e me falaram que ele estava pra cá...
- Ah... Então você não é bárbaro? – interrompeu a menina.
- Não, não mesmo. Só vim ver se meu pai estava bem e avisá-lo sobre minha permanência no reino de Fafrons. Não vou ser mais nômade, como ele. – falou o garoto com um sorriso e tirando o capuz que cobria o rosto da menina. – Porque estava correndo?
- Já disse, estou fugindo. – falou a menina olhando mais uma vez para Isaac.
- Mas está de noite. Vocês estão sofrendo um ataque. Você está sozinha, sem ninguém pra te proteger. Não acha que poderia haver condições melhores?- ele olhou nos olhos da menina e viu que estavam vermelhos e brilhantes. - Hei... Você está chorando – ele deu um passo e segurou o queixo da menina para olhar no fundo dos seus olhos.
- É... é por isso que estou fugindo – ela virou o rosto e se afastou novamente. – Briguei com minha mãe. E eu cansei de ser atacada por esses malditos saqueadores e perder tudo... Quero ir embora...
- Bem, posso te ajudar a sair daqui. Eu estou indo para o reino de Fafrons, se você quiser, pode ir comigo... – falou ele olhando para o chão e colocando as mãos atrás das costas.
- Tá... Só que antes você vai ter que me levar onde você foi pra saber em que lugar seu pai estava. – falou a menina tornando a olhar para o ele.
- Certo! – Falou ele com um grande sorriso balançando a cabeça em sinal positivo.
- Ou... Até que enfim achei você... – era aquele homem, que só podia estar muito bêbado, já que a menina não correu muito, ainda mais em linha reta.
- O que você quer? – falou Isaac que tomava a frente da menina para protegê-la e já segurava com uma mão a empunhadura e a extremidade da bainha.
- Ela machucou meus amigos, e agora ela vai pagar caro. – o saqueador tirou um machado das costas, parecia que estava pronto para luta.
E foi o que aconteceu, o ladrão partiu na direção do homem, com o machado levantado acima da cabeça e gritava para intimidar o inimigo. Porém Isaac não caiu nessa, sacou sua arma e com as duas mãos a colocou em frente do seu torso. Em questão de segundos ouviu-se um barulho de contato entre laminas. Isaac tinha defendido o golpe vertical do oponente colocando sua espada decididamente na direção horizontal. Rapidamente, com a sola da bota, empurrou a barriga do pobre saqueador que cambaleou dando uns três passos tortos para trás, e antes que o oponente recuperasse o equilíbrio desferiu um golpe firme na cabeça, com a parte chata da arma, para apenas deixá-lo inconsciente.
O barrigudo caiu no chão, e ao invés de desmaiar, parecia que começara a dormir. A garota começou a dar risada e ficou muito feliz, pois Isaac era bom e não era covarde, pois não matou um homem bêbado e fraco.
- É melhor irmos antes que apareça mais alguém. – disse ele guardando a espada e virando com um pequeno sorriso para garota.
- É... Além do mais ele tem uns amigos que eu já confrontei. – disse ela se gabando um pouco, os dois já estavam num clima bem amistoso, e ela estava bem mais segura de estar com um soldado treinado, e bonitão.
Os dois foram até o portão leste da cidade, e saíram. Lá no portão estava um cavalo grande e bem cuidado amarrado em uma oliveira:
- Você não achou que eu vim andando de Fafron para Basteron, não é? – disse o jovem com um sorriso enquanto desamarrava o cavalo.
- Claro que não né... – respondeu a garota também com um sorriso.
Os dois montaram no animal e foram seguindo a estrada em direção ao acampamento dos saqueadores.
Ahh... o Nome do reino Fafron se pronuncia Fáfirom...
Vlws aee... esperando os comentários... pois a proxima parte sai em breve...
Flwss