Adoção entre casais homossexuais
Sob a ótica de algumas culturas, carregada de preceitos, o sexo é considerado uma força negativa e perigosa, classificando todo comportamento erótico como “mal” na ausência de uma razão específica, sendo as mais aceitas, o casamento, a reprodução e o amor.
O instinto materno não é exclusividade da mulher, podendo ser aprendido pelo homem. Historicamente, o homossexual tem sido visto fora do padrão normativo, sendo possuidor de comportamentos e personalidade desviantes, o que o tem excluído da esfera da reprodução/filiação.
As decisões nestes casos não podem mais ficar à margem de uma evolução teórica que hoje prioriza que a criança e o adolescente sejam cuidados por pessoas que exerçam as funções materna e paterna, podendo estas serem desempenhadas por um casal e até mesmo por um só indivíduo, não dependendo diretamente do sexo biológico ou de sua orientação sexual. E é dentro das discussões que debatem o direito dos homossexuais à adoção.
No Brasil, não há uma codificação específica, colocando a mercê das interpretações legais situações em que nem sempre candidatos homoeróticos à adoção são favorecidos – variando conforme os valores de cada juiz. No caso da adoção, legalmente é possível obter este direito, o que demonstra que os impedimentos são morais, de uma sociedade que – na prática – ainda exclui o “diferente”.
Fonte: Tirei de um trabalho de psicologia de um amigo meu da UFSC.
E o que vocês acham sobre a adoção entre casais homossexuais?