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View Full Version : A hora do lobo


Wu Cheng
13-11-2008, 20:44
A hora do lobo

CERTA noite, na hora do lobo, o imperador sonhou que havia saído de seu palácio e que, na escuridão, caminhava pelo jardim na sombra da lua pálida, entre árvores frondosas. Alguma coisa pegajosa enroscou-se em seus pés e lhe implorou ajuda.

VENCENDO o primeiro impulso de esmagar um verme, consentiu em ouvir suas queixas. A criatura suplicante disse que era o espírito de um dragão e que os astros lhe haviam revelado um destino trágico: no dia seguinte, antes do cair da noite, Wei Sheng, vizir do imperador, lhe cortaria a cabeça. No sonho, o monarca jurou protegê-lo, arrependido de ter caçado tantos dragões em sua juventude já perdida.

AO despertar, o imperador perguntou por seu vizir. Disseram-lhe que não estava no palácio, então mandou buscá-lo e tratou de mantê-lo ocupado o dia inteiro, para que não matasse o dragão. Vários jogos de guerra e exercícios marciais foram travados, porque o imperador estava curioso sobre as habilidades do vizir.

PARA grande surpresa e também infelicidade, o ministro, um famoso orador e burocrata, era tão bom com a espada como era com as palavras. Pensando em cansá-lo, fez Wei Sheng lutar com cada general de seu exército, e a cada elogio destes veteranos à habilidade incomum do vizir, mais se entristecia o coração do soberano.

ASTUTO, o imperador resolveu mudar de estratégia.

AO entardecer, após farto banquete, propôs que os dois jogassem xadrez. A partida foi longa, o vizir estava cansado de um dia de exercícios pesados e acabou dormindo. Feliz, o imperador deu como realizada a promessa feita ao espírito.

ESTAVA o soberano tão perdido em seus devaneios que não percebeu uma precipitação de nuvens negras que praticamente tornou noite aquele final de tarde sonolento na capital do reino. Foi quando um estrondo perturbou toda a terra.

POUCO depois chegaram dois oficiais que traziam uma imensa cabeça de dragão empapada de sangue. Jogaram-na aos pés do imperador e gritaram:

_Caiu do céu!

WEI SHENG, que acabara de acordar, olhou-a perplexo e comentou:

_Que estranho, sonhei que estava matando um dragão exatamente igual a este.










Haverá mais. Ou não... vocês decidem.

Legendary Claus
13-11-2008, 21:12
O.O...

Estranhooo... Hauaheae...

Não entendi a parte sobre "Na hora do Lobo", que hora seria esta? Você poderia me dizer ou vai dizer na própria história?

E, o louco, pelo que percebi o WEI matou o dragão sonhando? UHauheuaeh

To brisando aqui veio, doidera...

Bom, se for ter continuação, virei ler ^^..

Abraço!

Wu Cheng
13-11-2008, 22:52
Mei Wang

QUEM falava era Mei Wang e todos na classe a escutavam, inclusive o imperador, que aparecera para fazer uma surpresa à esposa.

_Os antigos chamavam de Hora do Lobo o pequeno intervalo de tempo que não é mais noite mas ainda não se tornou dia. É aquela trepidante hora que antecede o amanhecer, onde tudo acontece, os doentes morrem e os bebês nascem.

O silêncio toma conta da sala de aula. Pequenos meninos e meninas que se preparam para matar e morrer pelo seu imperador se dão conta que estão mais próximos da vida adulta, ainda sem entender o que sua bela e rigorosa professora quis dizer.

NESTE momento o soberano interrompe a aula para citar um mantra sagrado:

"Indeciso entre uma longa noite de espreita
e uma aurora sangrenta, o predador
esfomeado ainda hesita em saltar sobre suas vítimas,
em dúvida se será caça ou caçador."

TODOS olham para o monarca, que recita clara e precisamente os antigos versos da Ode aos Dragões, texto tão antigo que fora escrito em uma língua que já não é mais conhecida dos homens comuns. Alguns dizem que era a língua das feras antes do domínio dos homens sobre a terra.

WEI SHENG, amigo e braço direito do jovem imperador, também se sentia espirituoso neste dia e completou a aula.

_A insônia é conhecida como a Hora do Lobo. É quando ouvimos o uivo que nos cobra tudo o que devíamos ter feito e nada parece ter solução. No silêncio da madrugada, nossos fantasmas crescem, rodeiam nosso leito e o coração dispara, com medo do dia seguinte, de todos os outros dias, com medo da vida.

DÁ uma pausa, para que sua pequena platéia tenha tempo de absorver aquilo que acabara de falar, e conclui.

_Quando acordamos, após horas de angústia e medo, vemos que o mundo não é tão mau assim. E que o nosso fracasso não é real.

O imperador e Mei Wang estavam junto à porta, olhando a última folha de outono cair, ouvindo Sheng soprar uma brisa de esperança nos jovens corações.

Esperança...

TODAS essas são memórias de fatos passados muito tempo atrás, numa época em que o imperador e Wei Sheng eram jovens afoitos e aventureiros e Mei Wang ainda estava entre eles.

AQUELE dia preguiçoso que passara com o amigo lembrava o imperador dos seus dias felizes de juventude.

_Exatamente como antigamente, jogando xadrez e sonhando com dragões_ murmurou o monarca, enquanto seu amigo dormia e roncava.

A bela figura de Mei Wang povoava seus pensamentos quando surgiram os oficiais do reino com a notícia de que havia caído uma cabeça de dragão do céu e as doces lembranças deram lugar ao pesar e ao medo.










Continua... Ou não.

Pernalonga
14-11-2008, 11:32
É sério, tu aparece do nada e posta uma histórinha dessa - muito foda, por sinal - que parece mais lenda oriental e fala que talvez não continue? Uma pena. =/

Tá legal mesmo.
:)

Lorofous
14-11-2008, 11:40
Eu tbm não entendi muito bem não. Talvez seja alguma coisa que tenha lição de moral, ou sei lá...
Como disse o Perna, parece uma lenda Oriental, tpw o do "Queimem os livros de matemática". É uma história com uma lição de moral no fundo.
Bem vindo a seção e abraços do

zack746
14-11-2008, 14:44
Bem vindo ao forúm.

Eu particulamente não gostei das fontes e da cor da letras, prefiro as tradicionais, mais é a minha opinião. Tipo, parece as lendas orientais, mais só uma coisa que eu queria falar e que os orientais acreditavam que Dragões traziam sorte, por isso não se tem historias de guerras nem de mortes desses animais, por isso tô meio com o pé atrás na sua historia, mas não se preocupa não, se o seu texto for melhorando eu tenho certeza que vou olhar seu texto com outros olhos.

Ahhh... Coração de dragão II(filme) - é parecido e tem orientais no meio, então me trás a mais ou menos essa época (outro motivo pra eu ficar com um pé atrás no seu texto), me lembra também o livro "Eragon".

Sei lá, historia de dragão tá meio enjoado pra mim. Se quiser impressionar o pessoal do forúm tente ler muitas coisas sobre dragões e tente mostrar uma nova ídeia sobre esses repteis mágicos, vai ficar muito mais legal.

Wu Cheng
15-11-2008, 00:20
Wei Sheng

WEI SHENG sonhava:

_YHWH (fala-se Yahweh, Yehowah ou Yud-Hêi-Vav-Hêi) criou o homem a sua imagem e semelhança e por isso somos perfeitos como o criador_ a voz feminina falava com docura.

_Se o homem é perfeito, por que existe a doença e a maldade no mundo? Por que o homem torna sua vida miserável? _desafiou Wei Sheng.

ELE tinha 8 anos e sua mãe lhe tomava as lições do dia. Estranhamente o rosto dela parecia com o de Mei Wang e isso o alegrava muito.

A mãe, que no sonho era também Mei Wang, respondeu carinhosamente com beijos e alguns versos infantis:

"O homem nasce perfeito. Uma folha em branco
pronta para ser escrita pelo mundo

Se tiver boas experiências será um livro de fadas
Se tiver experiências ruins será um livro de bruxas

Como enxergar a tinta branca neste papel de arroz
ou escrever com carvão numa pedra negra?

Fadas e bruxas são uma coisa só."

NÃO lhe agradava ouvir versos de crianças, então fechou-se de cara amarrada e resistiu aos carinhos dela, que nesta hora pareciam insultos à sua maturidade.

DECIDIU partir para conhecer as terras fora do palácio, e assim o fez.

SE pôs a caminhar pela trilha norte da capital do reino. Alternava o olhar ora para o palácio, cada vez menor na paisagem, ora em direção aos cumes brilhantes e nevados da montanha que iria escalar para se tornar sábio.

NO caminho encontrou um dragão que lhe perguntou:

_Para onde vai, pequeno homem, com tanta pressa?

_Fugir do castelo e das coisas ruins deste mundo.

_Então suba nas minhas costas que nós viajaremos juntos. Também estou fugindo de um destino terrível.

E seguiram viagem conversando, rumo aos picos gelados da montanha do norte.

À criatura alada ele também fez a pergunta que o afligia, no que esta respondeu:

_Atingir a perfeição não é fácil, é um estado de espírito.

_É uma espécie de estado de comunhão com sua força criadora original_ e completou seu raciocínio:

_Pode chamá-la de Dagda, Danu, Druantia, Angus ou simplesmente de Deus... Não importa, nenhum destes é o verdadeiro nome, não é possível pronunciá-lo, mesmo para os dragões.

NESTE momento o espírito do menino iluminou-se e ele exclamou para si mesmo, ignorando o companheiro:

_Então Deus está no equilíbrio! Se a cada ato de bondade corresponder um desprezível estarei no caminho do centro e mais próximo da perfeição original.

_Você não sabe que Deus está morto?_ retrucou o dragão, achando que o pequeno não deveria estar se preocupando com estas coisas.

FOI a última coisa que pensou antes de ter sua cabeça arrancada por um golpe tão preciso que sua boca não resistiu e, mesmo perdida para sempre de seu corpo, agradeceu ter presenciado arte tão nobre.

O garoto não escutou a enorme cabeça que caía das alturas, jorrando sangue aos quatro ventos. Seguia montado no corpo sem vida que voava por instinto, como os pombos correio do palácio, rumo ao cume da montanha prateada.

_Matei quem me ajudava e aniquilei uma criatura ancestral. Realizei o feito mais terrível que qualquer mortal poderia sequer imaginar. Agora já posso viver uma vida justa e compensar com o bem esta minha escabrosa vilania.

A cabeça decepada tocou o chão com grande estrondo... Acordou.

OLHANDO para a fisionomia desconcertada do imperador, Wei Sheng comentou:

_Que estranho, sonhei que estava matando um dragão exatamente igual a este.










Fim do prólogo... Talvez não.

Pernalonga
15-11-2008, 06:31
Como eu disse antes, muuuito legal. :D

Dark Heru
15-11-2008, 09:03
bem vindo a sessão de RP!!!
cara não entendi nada!!!
vamo ver os proximos post!
olha vou te dar uma dica, evite postar todos os dias, pois o seu texto vai ficar cansativo, posta um vez por semana ou 2 vezez por semana pra não ficar enjuativo!!!
sem mais!!! flow!!!

Wu Cheng
15-11-2008, 12:14
_Mas, e Mei Wang? Não há nada a se falar de Mei Wang?_ os estudantes perguntavam ao seu tutor.

Estavam numa sala de aulas exatamente como aquela onde Mei Wang lecionou um dia, há muito tempo no passado.

_Parece que Wei Sheng e o imperador gostavam dela_ riu uma garotinha.

_Deixem-me continuar a história, que não é sobre Mei Wang_ falou, paciente, o professor.

_O que está escrito na capa deste antigo volume, vocês são capazes de ler?_ Levantava uma grossa encadernação de couro para que todos tivessem a visão das suas letras gravadas em ouro, na antiga língua das feras.

Os alunos leram em coro:

_"A cabeça do dragão"_ alguns bem alto, outros meio desanimados.

O mestre tinha uma idade indefinida, não era velho o suficiente para ter visto tudo, nem novo demais para se surpreender com qualquer coisa.

_Mas vocês não estão completamente enganados_ falou, provocando propositadamente a curiosidade de seus pupilos.

_Mei Wang terá papel fundamental nesta história.

O professor caminhava entre altas e longuíssimas estantes repletas de velhos livros, acompanhado de perto por todos, quando achou o que procurava e conclui:

_É justo que falemos um pouco da bela e misteriosa dama. Assim tem início...


A história de Mei Wang

MEI WANG cresceu numa ilha, criada por seu pai, um nobre homem decaído, conhecedor das ciências e magias ocultas.

EXPULSOS de suas terras pelo próprio irmão e tio, pai e filha foram abandonados no mar à própria sorte, quando a providência divina arrastou sua pequena embarcação para um pedaço de terra no meio do oceano infinito.

NENHUM rastro de civilização naquela ilha, nenhuma esperança de encontrar navios passando por ali e muito menos qualquer vestígio de outro pedaço de terra até onde a vista alcançasse.

VIVIAM numa caverna, onde o velho homem instalou o que ele chamava de laboratório. A natureza era generosa e a menina passava os dias pescando, nadando e estudando ciências sobrenaturais com seu pai.

NÃO passavam necessidades pois o ancião encontrara velhos espíritos aprisionados em árvores mortas. Aquela ilha fora lar de uma cruel feiticeira que caçou e matou toda criatura viva, encarcerando assim as suas pobres almas penadas apenas para seu divertimento. Ao que parece, quando nada mais havia para matar e torturar, abandonou a ilha.

DEPOIS de libertos, muitos fugiram, como é próprio dos pássaros e pequenas criaturas, mas outros se afeiçoaram ao seu libertador, jurando lealdade enquanto fossem necessários ao seu mestre. Com seus espíritos, o pai de Mei Wang controlava o tempo e as ondas, e isto se revelou muito útil.

MUITO tempo passou quando, num dia de terrível tempestade, finalmente avistaram um navio lutando contra as ondas incrivelmente altas.

_Veja, pai! Não vão conseguir evitar os rochedos_ E Mei Wang não pensava isto porque queria voltar para casa. Ela genuinamente se preocupava com a vida daqueles pobres homens que nunca vira.

_Por favor, faça alguma coisa_ suplicou.

O velho nobre, que já perdera as esperanças de retornar à civilização e não confiava nos homens, hesitou em ajudá-los.

_Está bem_ disse ele à sua filha em prantos_ Mas não será possível salvar tantos de tal fúria dos céus. Veja as ondas como se levantam por cima do navio, arrancando do convés suas velas e suas almas.

_Muitos já se perderam no mar profundo, outros encontrarão igual sorte nas pedras se não interceder por eles. Que assim seja_ concluiu o mago. E sua vista se turvou em direção ao nada e a ninguém.

CHOVIA e relampejava e os trovões eram como canhões de mil navios. Um velho louco se lavava nas águas lançadas pelo mar bravio e que caíam do céu.

_Ariel, Pilon, Brunell, é hora de provar sua gratidão! Acordem de suas tocas! Levantem de seus covis!_ Mei Wang nunca havia visto seu pai conversando com os espíritos, pois ele se envergonhava disso e o fazia escondido.

PARECIA um lunático falando com o vazio, articulando braços e pernas, levantando seu cajado e por pouco não atigindo a filha em seu estado de transe.

_Invoco todos os espíritos fracos e fortes desta ilha para cumprir sua obrigação! Fafnar, Feodor, até tu, pequeno Mirandir... Onde estão aqueles que devem a mim a liberdade!!! Chamem os outros, chamem todos porque o trabalho é grande e o tempo urge.

MEI WANG não ouvia os espíritos conversando com seu pai. Uma hora ele erguia as mãos para o céu murmurando palavras arcanas, e as ondas tornavam-se mais altas. No momento seguinte se voltava para a direção oposta aos rochedos, e o navio parecia conseguir escapar do perigo iminente. De longe a moça via admirada um poder que nunca imaginou existir.

A calmaria chegou de repente, mas o navio sumira. O pai de Mei Wang caído de joelhos na beira do mar falava sozinho.

_Morreram todos, eu avisei que não haveria tempo. Fafnar, aquele imprestável... até o pequeno Mirandir esteve aqui_ Mei Wang abraçou seu pai.

_Espere! Um homem chegou à praia. Não foi em vão nossa luta afinal!_ Mei Wang e o pai correram em direção ao corpo desfalecido do náufrago. Estava desalinhado, com a roupa em farrapos e quase morto, mas o velho reconheceu nele a linhagem nobre.

_É o príncipe regente. Será imperador um dia.

_É o homem mais belo que jamais vi_ Mei Wang dizia isto com sinceridade, pois o único homem que conhecera em toda a vida fora seu pai, já bem adiantado na idade.









Continua... com Mei Wang

AmyStar
15-11-2008, 16:39
a história tá leegal, mas a vejo como uma cópia, não sei o porque e o título o que ele tem a ver com a história ? sinceramente ainda não consegui entender nada! . mesmo assim ela tá legal. beeijo :o

Wu Cheng
15-11-2008, 19:48
Obrigado a todos, pelas boas vindas e pelos comentários.

Como a maioria não está entendendo nada, nem mesmo o nome da história, vou fazer um parêntese e sair do clima fantástico.

Finjam que este post é um libreto de ópera, aquele resumo distribuído antes do espetáculo e que explica tudo o que vai acontecer para quem está assistindo.

Sobre a cópia, é verdade, nada do que escrevi até agora é original. Mas também não está escrito em lugar nenhum, não com este propósito ou cronologia.

Para evitar as acusações de plagiador ordinário, uma vez que sou um plagiador requintado, estas foram minhas fontes (até agora):

A tempestade - Shakespeare
A sentença - Wu Cheng'en
Assim falava Zaratustra - Nietzsche
Bhuda - Jorge Luis Borges
O anel do nibelungo - Wagner
Matemática Contínua - Derivadas
Um homem chamado cavalo - filme
A viagem de Chihiro - filme
Torah
Bíblia


Um pequeno libreto

1. A hora do lobo é o período entre a madrugada e manhã onde, dizem, a ordem natural das coisas é alterada. É um ponto crítico de inflexão.

2. Em nossa história a queda da imensa cabeça de dragão vai mudar para sempre o triângulo amoroso entre Wei Sheng, Mei Wang e o imperador, além de reformar para sempre o mundo como os personagens o conheciam.

3. Seguirão as histórias dos 3 personagens principais, bem como suas origens. Será explicado como o imperador é o filho de um deus, e de como esse deus foi rejeitado e morto por seus pares.

4. Wei Sheng seguirá o caminho da razão, buscando a sabedoria no isolamento da civilização, enquanto o imperador será declarado sucessor de seu pai retomando uma antiga religião.

5. Mei Wang auxilia seu esposo nas ciências sobrenaturais, quando surge Wei Sheng muito tempo depois de abandonar o palácio, se tornando vizir.

6. Era uma época de decadência do reino. O surgimento de Wei Sheng trás um sopro de esperança ao povo e planta uma semente de rancor no coração do imperador.

7. Esta história é contada muito tempo depois de todos estes fatos acontecerem. O futuro pode interferir nos acontecimentos do passado, através de um professor que pensava ser a reencarnação de Wei Sheng.

8. Mei Wang, Wei Sheng, o imperador trocarão seus papéis no decorrer da história, que se repete infinitamente desde o nascimento da terra até seu ocaso.

9. Mei Wang foi um dragão, o imperador foi pai de Mei Wang, Wei Sheng foi o deus pai do imperador, enquanto o imperador foi o poderoso mago pai de Mei Wang.

10. No final Mei Sheng descobre que matara Mei Wang, sua amante, quando estava transformada em dragão. Amargurado, enlouquece e rasga seus olhos de vergonha para não ver mais as coisas belas que lembravam sua amada.

11. Existe uma moral na história, que é o sentido da vida. Cada personagem entendeu de uma maneira: Wei Sheng buscava o equilíbrio, Mei Wang adotou o sacrifício e o imperador almejava a transcendência.

Mas a verdadeira moral é que não há importância no homem, este é apenas o meio para os macacos se tornarem super-homens.










Fim do libreto. Segue a história... ou não.

Lorofous
15-11-2008, 21:38
Continuo entendendo chongas...:triste:

Dark Heru
16-11-2008, 08:16
Continuo entendendo chongas...:triste:

2
______________

eu li tudo 2 vezez e continuo no vacuo!!!
e vou pedir mais uma vez... almente o intervalo de postagem..

Wu Cheng
16-11-2008, 11:42
Não entendi no que vai mudar se postar rápido ou lentamente. Valeu o comentário, de qualquer forma.

Coloquei um resumo da história no último post, talvez dê pra ter uma noção do conjunto da obra.

Além do que já esquematizei acima, ia fazer uma cosmogonia do mundo onde se passam estes acontecimentos, com 3 eras distintas: a era dos macacos, que não falei ainda; a era dos homens, onde estão Wei Sheng e Mei Wang; e a era dos super-homens, o professor e seus alunos.

Os marcos divisórios entre as eras são diversos pontos de inflexão, que mudam radicalmente o curso da história, na "hora do lobo" do título. Um destes marcos já apareceu, que foi a cabeça do dragão. Os outros surgirão no desenrolar dos fatos e personagens.

Os dragões, como criaturas míticas, navegam entre as três eras, que se sucedem infinitamente.

Como histórias secundárias, haverá uma guerra no reino de Wei Sheng, um deus macaco que se transformará em homem e uma busca arqueológica por seus ancestrais feita pelo professor da última era dos super-homens.

Descobriremos o poder dos nomes e porque o imperador nunca teve seu nome revelado. Será chamado apenas de imperador e, depois da guerra, de Xuan Wu (a tartaruga preta), porque se torna um dos 4 guardiões celestiais.

Um deus humano desce à terra na forma de um velho sábio e é morto a pauladas por uma multidão enfurecida de ignorantes.

Mei Wang sonha com um elefante de seis presas lhe perfurando o ventre e despedaçando o corpo em mil pedaços e sabe que dará à luz uma criança incomparável.

A história irá se desenrolar assim... ou não.

wicht'druid
16-11-2008, 13:56
Cara, estive realmente lendo...
Ao Dark Heru quero simplismente lembrá-lo que uma história desse porte não pode vir a ser postada 2 ou 3 vezes na semana, é uma história de difícil compreensão e o dilatamento do prazo entre post só virá a fazer os leitores se perderem completamente...
Ao autor, confesso que grande parte das obras que você está se baseando, eu não conheço, outras, já li e me indentifico quando você as toma como base de escrita.
A história está bela, de escrita perfeita, envolvente, curiosa e acima de tudo nebulosa.
Espero que esse clima continue, as inflexões são faceís de serem indentificadas, mas confesso que está tudo muito obscuro, o que me faz ter mais vontade de ler.
Esperando o próximo.
O iluminado. As luzes as vezes são vistas em outras mentes afinal...

Pernalonga
16-11-2008, 17:18
Cara, estive realmente lendo...
Ao Dark Heru quero simplismente lembrá-lo que uma história desse porte não pode vir a ser postada 2 ou 3 vezes na semana, é uma história de difícil compreensão e o dilatamento do prazo entre post só virá a fazer os leitores se perderem completamente...
Ao autor, confesso que grande parte das obras que você está se baseando, eu não conheço, outras, já li e me indentifico quando você as toma como base de escrita.
A história está bela, de escrita perfeita, envolvente, curiosa e acima de tudo nebulosa.
Espero que esse clima continue, as inflexões são faceís de serem indentificadas, mas confesso que está tudo muito obscuro, o que me faz ter mais vontade de ler.
Esperando o próximo.
[b]O iluminado. As luzes as vezes são vistas em outras mentes afinal...
É, concordo com o witch em partes. A obra está magnífica! Li todos os capítulos agora e achei sensacional. Mesmo sendo um pouco de plagio, você realmente é um plagiador requintado, meus parabéns!
Bom, como no quote, as inflexões são muito fáceis de entender, assim como o que está se passando no texto. As descrições estão perfeitas para o estilo e o ritmo rápido, também... O que pode estar causando confusão, e é o que eu acho que o witch falou, foi o enredo. Não seria uma confusão plena, e sim uma falta de informações "vitais" - tendo em vista que poucos capítulos foram postados. O texto não é díficil de entender, a compreensão é até um pouco simples. É só ler com um pouco mais de afeição, estudando as palavras ao invés de só assimilá-las.
Anyway, não li os posts explicativos e acho péssimo você, autor, tê-los postados. Mas enfim, escolha sua.

Continue postando, mas vai num ritmo mais devagar... Esse seu texto é para ser apreciado e lido mais de uma vez.
:)

Abraços!

zack746
17-11-2008, 18:14
Eu concordo com o Perna, você não deveria postar essas explicações. Tava meio "legal" se assim eu puder definir. As pessoas do forum não entenderam muito porque no seu texto tem que ler nas entrelinhas. O grande problema e que como você escreve mais ou menos por capitulo e o texto não segue uma linha unica de pensamento então o melhor seria as pessoas lerem ele de uma vez, sem os comentários, no final você poderia enfim explicar e as pessoas iriam fazer:
-Ahhh... entendi!!!
Tudo de uma vez, mais agora você vai ter (ou não) que ficar explicando cada capitulo.
Muito chato olha, eu não queria tar na tua pele (Maior motivação), mesmo assim, Boa sorte ai.

Wu Cheng
18-11-2008, 00:08
A flauta sibilante

FAFNER foi e será para sempre um dragão, ainda que apenas esta vaga lembrança, como a imagem nublada atrás de um vidro embaçado.

ERA o único espírito que o pai de Mei Wang não libertou depois que retornaram ao continente e às suas terras. Por isso vivia de maus bofes, tramando pequenas crueldades pelos cantos.

VENDO nas estrelas que Mei Wang seria responsável pela destruição do reino e a morte do imperador, alegrou-se.

PENSOU em convencer a rainha a abandonar seu corpo e assumir a forma de um dragão, voando rumo aos confins da terra e evitando assim seu destino trágico. Dessa maneira conquistaria o respeito de seu velho mestre e a liberdade.

A bela dama estava sentada em seus aposentos e escutava a tudo impassível, mais pálida do que de costume. Então ergueu a voz límpida e gelada, ecoando pelos corredores do castelo.

_Porque se importa, fantasma? Está condenado a vagar por toda a eternidade pelo vale da morte, em um reino abissal que é só uma sombra desbotada da realidade_ Havia provocação na voz da rainha, que falava com os olhos úmidos de raiva. E continuou.

_Seja o que for que aconteça, sua forma vil sobreviverá para testemunhar.

FAFNER percebeu o veneno nas palavras, mas engoliu seu orgulho ferido. Ele tinha um plano a cumprir.

_Ainda que não compreenda as intensões deste espírito, o futuro do seu povo e do mundo depende das escolhas que fizer_ o dragão tentava parecer agradável, sem sucesso.

_Não há o que decidir. Minha história miserável está escrita e já me condenou_ Mei Wang não conseguia mais se conter e desabou em prantos:

_Que estranhos planos têm estas estrelas, manchando mãos inocentes com sangue. Por que os deuses me permitiram tantos momentos felizes? Apenas para a dor da perda ser mais forte.

O fantasma não estava interessado nas suas queixas:

_Escute com atenção. Durante um sonho irei visitar o monarca e o alertarei do perigo iminente que corre_ Fafner falava e da sua boca saíam meias verdades, cinzas e fumaça negra. Os olhos brilhavam antecipando suas artimanhas, mas a rainha estava perturbada demais para perceber tais sutilezas.

_De que adianta alertar meu esposo se sou eu a causa de sua ruína?_ perguntava ela, num fio de esperança de surgir outra solução, a voz era apenas um sussurro.

_Nada falarei sobre sua partida ou destino, mas é importante que o imperador não tire os olhos de Wei Sheng _ o espírito de Fafner voava e circundava o corpo da rainha, atravessando seu peito e congelando seus ossos como uma lufada de vento frio. E continuou.

_Na primeira hora do dia, entre o sono e a vigília, invoque meu nome 3 vezes. Trarei um óleo mágico, que passará primeiro na fronte, depois nos pulsos e finalmente no ventre. Não dirija a palavra a mim, nem desvie o olhar do seu objetivo. Vê aquela alta sacada, de onde a janela se abre para um abismo profundo? Aquela alta sacada será a rota de fuga do seu cruel destino.

NADA mais foi dito e assim aconteceu.

O sol raiava quando Mei Wang se lançou no espaço vazio. Caindo pela janela, sua pele já não era mais a delicada pele de uma rainha, mas duras escamas azuis, seus braços e pernas se tornaram garras e a vasta cabeleira negra era agora a cauda de uma serpente alada que cruzava o céu.

NA fuga, a rainha encontrou um menino que caminhava em direção às fronteiras do reino. Apesar da aparência monstruosa, Mei Wang ainda era a mesma criatura delicada que costumava encantar a todos.

OFERECEU ajuda ao garoto e escutou, intrigada, as suas dúvidas. Era bom falar com um jovem aprendiz novamente, como na época em que lecionava filosofia e história na escola marcial do império.

SORRIU lembrando do dia em que apareceram por lá o imperador e Wei Sheng, lhe fazendo uma agradável surpresa. Mas logo lembrou que Deus estava morto e se entristeceu.

APÓS algumas palavras, a rainha sente duas lâminas frias rápida e precisamente lhe cortando músculos e tendões do longo pescoço de dragão.

SEU enorme coração bestial continua bombeando um sangue quente e espesso, que agora se perde no vazio do ar, rodopiando em um esguicho. O sangue jorra para fora das veias, soltando um silvo agudo, e Mei Wang ainda balbucia:

_Lindo! O golpe da flauta sibilante... é uma honra morrer assim.








Muito pouco foi dito até agora...

wicht'druid
18-11-2008, 11:59
Intrigante, o texto começa a tomar sua forma mais compacta. Não há muito a dizer, só a re-ler o texto e esperar o próximo capítulo.

Iluminado