View Full Version : GRIM
Scholles
31-07-2008, 21:02
Índice:
Capítulo 1 - Morte (http://forums.tibiabr.com/showpost.php?p=3666216&postcount=2)
Capítulo 2 - Ódio (http://forums.tibiabr.com/showpost.php?p=3704940&postcount=16)
Capítulo 3 - Submundo (http://forums.tibiabr.com/showpost.php?p=3771240&postcount=22)Capítulo 4 - História, confusão e circo (http://forums.tibiabr.com/showpost.php?p=3826200&postcount=29)
GRIM é uma história que me surgiu ao assistir ao desenho As Terríveis Aventuras de Billy & Mandy, um desenho meio bobo, mas com um leve toque adulto. Creio que a palavra que melhor definiria GRIM com relação ao desenho seria Adaptação. Se eu não conseguir dar continuidade - o que não é tão difícil, afinal eu simplesmente não consigo continuar O Ladrão - podem encarar isto como um conto.
Espero que gostem, e acima de tudo, critiquem.
Scholles
31-07-2008, 21:04
CAPÍTULO 1:
MORTE
Kurt saiu do seu Ford Fusion, de cor preta, com um ar mais sério do que o normal. Os óculos escuros escondiam os olhos vermelhos e desatentos, e a cabeleira preta caía, hoje sem nenhum gel. O relógio do estacionamento marcava cinco horas da manhã, e pela camisa ao avesso, estava evidente que o homem tivera que chegar ao local às pressas.
Qualquer um que já tivesse convivido com Kurt saberia dizer que ele não estava em um bom dia; o gel era um componente característico de sua aparência, e quando não o usava, a ausência do topete o fazia parecer quase dez anos mais velho.
A construção de mais de dez andares à sua frente irradiava um verde-vivo, parecido com um neon. O hospital fora construído em um morro, e o desnível estava claramente perceptível; a estrada de acesso era cheia de curvas e lombas.
Kurt caminhou com velocidade até a escadaria. Muitos carros estavam pernoitando ali no estacionamento, que era coberto por árvores e arbustos naturais. Após subir os degraus, viu um segurança de terno com o walk-talk, falando apressadamente com seus superiores; continuou, e a porta de vidro se abriu à sua frente. Lá, tinha uma quantidade enorme de elevadores: Para os quartos, para enfermos, acesso privado, etc. Pegou o primeiro e se espantou com a suavidade do movimento. Geralmente hospitais tendem a economizar nesses aspectos, pensou.
Assim que saiu do elevador, o local era lindo: O piso de azulejos, um candelabro no teto, pinturas de cores vivas, o balcão de informações logo adiante, várias poltronas para esperar. Seguiu à direita e quase abriu um sorriso; o lugar estava com uma fraca iluminação, com vários buracos no teto. Ali, as paredes eram mais sujas e não aparentavam pertencer ao mesmo local do que o aposento anterior. (Aqui, o público geralmente não tem acesso, pressupôs). Várias portas tinham tecidos bordados e pendurados com o nome dos enfermos.
Ele parou no quarto setecentos e quinze. Hesitante, abriu a porta. Seu coração batia forte, e viu, com imenso alívio, que a mulher deitada ainda estava viva. Com um olhar de súplica, ela parecia lhe avisar que estava morrendo. Reclinada em uma poltrona, ela tinha removido o tumor do estômago fazia alguns dias, mas os médicos disseram que ela não viveria mais que alguns meses mesmo que a operação tivesse êxito.
Ela estava com um pano envolvendo o cabelo, com o braço estendido, onde um cano pequeno entrava em sua veia. Por algum motivo desconhecido pelos médicos, ela estava em estado de choque e não conseguia falar nada.
- Mãe, você ficará bem. Eu prometo - falou Kurt, enquanto uma lágrima solitária vertia sob sua face. '' Ou melhor, gostaria de prometer '', pensou novamente o homem.
- Pois, talvez, tu possas. - um sibilo agudo fez ouvir-se. Por alguns momentos, o homem achou que tivesse imaginado, até ver a cara de espanto de sua mãe. O som parecia vir de todas as direções e ao mesmo tempo de lugar nenhum - Queres tentar?
- Quem é que está falando? - Kurt falou, subitamente estremecendo de medo.
- Todas as tuas perguntas serão respondidas se você ganhar. Tudo o que tu desejas será cumprido, conforme o que eu possa oferecer. - A voz, apesar de amedrontante, estava carregada de sensualidade. A cada palavra proferida, Kurt se sentia tentado a escutar mais uma. - Encararei teu silêncio como confirmação. Escutará três estalos, e se até o terceiro não tiveres falado algo, começaremos a jogar.
O homem não sabia o que fazer. Confrontado, permaneceu quieto enquanto pensava. Um estalo soou, seguido logo após do segundo. Antes mesmo de cogitar se falaria, o terceiro ocorreu.
- Pois, bem. Há uma folha no criado-mudo ao lado da cama de sua mãe. Pegue-a e a leia. Sem perguntas. - acrescentou, ao perceber que Kurt ia logo indagar o que significava - Um dado de vinte faces irá cair do teto, não te espantes. Pegue-o e o atire; o número que se sobressair será o seu resultado, e o resultado será o que você deve cumprir da folha. - ao terminar de falar, deixara o homem com mais perguntas do que respostas.
Um dado caiu do teto, conforme o combinado. Kurt o segurou sem nenhuma firmeza, e deixou-o cair, esperando o resultado. O dado caiu no carpete e girou por alguns segundos, até parar. O número era claro: vinte; o homem sentia, apesar de não poder vê-lo, que o ser irradiava uma onda de triunfo.
Kurt ficou de joelhos e deixou cair a folha, que ainda estava na sua mão até aquele momento. '' Resultado: 20 - Mate a sua mãe '' eram as únicas palavras escritas. Da sua face escorriam pingos de suor, e o homem viu, aos poucos, uma faca se tornar mais nítida, logo ao seu lado. Associou à sua visão, que estava turva pelas lágrimas; segurou a faca tremulamente.
- Eu... Não posso... Como... O resultado foi... Vinte?... Não pode, não pode ser real... - balbuciou o homem, começando a falar alto, mas baixando a voz ao ponto de virar quase um sussurro no final. - Não... Não irei matá-la.
- Vamos lá... Ela vai morrer logo se tu não fizeres com que eu lhe dê mais tempo de vida... Está tudo em suas mãos, agora...
Kurt agora chorava, com os dentes trincados e a faca em mãos. Cenas de sua mãe, morrendo com uma faca encravada em seu corpo, não paravam de vagar pela mente confusa do homem. Ele sentia que a voz não mentia, e ao mesmo tempo tentava não acreditar.
- Os teus tempos de vício acabaram... Eu sou real! Precisas de provas?
Como ele sabia? Se estivesse em condições normais, certamente iria arranjar uma desculpa, uma fuga da própria culpa. Mas não estava. Mas mesmo assim, ela surgiu, talvez porque estivesse com medo do que se passava, talvez quisesse por um basta em todo aquele frenesi. Não sabia.
Estava sob efeito das drogas. Apenas tinha se esquecido que usara drogas novamente, apenas isso. Era mais uma das viagens loucas para o mundo da fantasia, estava apenas na corda-bamba que o separava da sanidade e a loucura. Era apenas isso, a voz
(quando temos medo, uma desculpa serve tão bem quanto uma luva, Kurt re-escutou o pai falar)
era por causa da cocaína. Mas no fundo, ele sabia que não, e estava ciente que tentava evitar procurar as brechas na '' sua luva ''; Estava completamente lúcido, aquilo nem de longe parecia com as alucinações da droga.
- Eu prefiro que minha mãe morra a que eu mate ela, mesmo que eu possa... Fazê-la viver mais. - Usando toda a firmeza restante no seu corpo, ele atirou as palavras para fora.
- Última chance. Três estalos.
Pensou no pai, e o que seu velho acharia disso tudo. Sem dúvida, preferiria que ela morresse por conta própria, mesmo que fosse morta e ressuscitada. Kurt sentiu um latejar na cabeça, enquanto vários conselhos do pai - psicólogo - não paravam de aparecer.
(por que diabos eu estou acreditando nessa voz?)
Kurt Vertell tomara sua decisão. Aliás, devia ser uma das poucas decisões de que ele tomara de total certeza.
Os três estalos ocorreram (um pouco mais lentos do que a primeira vez) e então a sala ficou em um amargo silêncio, que não foi interrompido por muito tempo.
- Tu ganhaste o desafio. - pela primeira vez naquela madrugada, a voz parecia hesitante.
Vertell ficou confuso com a afirmação. Por um momento, quase não viu as sombras bruxuleando e criando uma forma difusa no meio da escuridão; porém, era impossível não perceber o corpo esquelético usando vestes pretas e longas e segurando uma gadanha, a lâmina reluzente, o cabo de madeira bem-trabalhado, com frases impressas em uma língua antiga.
Melgraon I
31-07-2008, 23:40
Olha Elementals, eu ja vi situações muito parecidas com a que ocorreu na sua história. A mais recente seria a situação do último filme do Batman, onde, na cena dos navios com uma contagem regressiva para explodir, o cidadão coloca o detonador na caixa/o preso joga o detonador pela janela, e no final era tudo um teste - não matar "o outro" era a opção certa para o melhor resultado.
Felizmente, enquanto eu estava lendo esqueci desse detalhe, então por um breve momento o suspense fez efeito. Porém, ao terminar de ler lembrei da situação e sensação não foi boa, pareceu um "deja-vu". (EDIT: Eu estava com uma lembrança muito nítida de uma situação quase igual, mas não conseguia identificar essa lembrança. Agora lembrei: A cena final do filme "O Labirinto do Fauno", onde o dito Fauno fala para a menina protagonista usar o punhal para tirar sangue da sua irmã bebê. Ela se recusa a fazer isso e então ele diz que era um teste, e que ela tinha passado.)
([opinião pessoal] teria gostado mais se ele matasse a mãe, sentindo a faca perfurar na carne e morrendo por dentro a cada centímetro que a lâmina entrasse...[/opinião pessoal])
Acho que os escritores aqui do fórum têm que usar conclusões de cena tristes também de vez em quando, testar novas alternativas pra aprender a lidar com esse tipo de situação. Às vezes uma tragédia bem usada pode abrir um leque bem maior de possibilidades que uma resoloção benéfica pros personagens.
Algo pra pensar: "Quantas vezes eu usei uma tragédia bem feita pra ferrar com meus personagens (irremediavelmente) nas histórias que eu criei até agora?"
Até gostei em algumas partes, pelo suspense... Mas foi difícil não relacionar a tua história com outras coisas. Até o dado e a espécie de pacto me lembrou o Arauto da história do Emanoel, isso sem contar que a figura da morte foi a mais comum possível: esqueleto na capa preta segurando uma espécie de foice.
Bem, agora algumas partes que estão meio estranhas:
Os óculos escuros escondiam os olhos vermelhos e desatentos
Deu pra entender que os olhos dele estavam cheios de pequenas veias, mas a primeira impressão que eu tive foi que a cor dos olhos dele era vermelha, então pode ser uma boa idéia dar uma reformulada na frase pra tentar passar a informação com mais precisão.
O número era claro: vinte; o homem sentia, apesar de não poder vê-lo, que o ser irradiava uma onda de triunfo.
Essa parte não soou bem. Nâo estava claro que um "ser" estava presente na sala. até aquele momento o leitor apenas sabia que uma voz estava ali, vinda de todos os lados (e essa multi-direção da voz fez com que parecesse que um ser místico estava falando através de um poder seu, sem estar fisicamente ali.)
Kurt ficou de joelhos e deixou cair a folha
Tu esqueceu de descrever o personagem pegando a folha. Pulou uma ação e passou logo pra outra.
Kurt saiu do seu Ford Fusion, de cor preta,
Não sei como é um carro desses, e provavelmente vários outros leitores também não vão saber. Não deu pra imaginar.
Talvez muita da sensação ruim e dificuldade pra imaginar fossem resolvidas se tu tivesse explorado mais o capítulo, escrevendo com calma. No geral ficou uma impressão de que o texto foi escrito com pressa e deixou algumas ações um pouco incompletas ou pouco-desenvolvidas. De qualquer maneira, estou acompanhando.
Próximo Capítulo?
A.E. Melgraon I
Scholles
02-08-2008, 14:48
Nem queria ter que postar direto assim, mas o tópico já está afundado :/
Olha Elementals, eu ja vi situações muito parecidas com a que ocorreu na sua história. A mais recente seria a situação do último filme do Batman, onde, na cena dos navios com uma contagem regressiva para explodir, o cidadão coloca o detonador na caixa/o preso joga o detonador pela janela, e no final era tudo um teste - não matar "o outro" era a opção certa para o melhor resultado.
Bah, não me liguei que existia isso. Eu queria um jogo que a Morte faria. De imediato, pensei nesse teste. Mas eu discordo da parte do Batman. Não sei se tu se lembra, mas quando o Batman está lá lutando contra o Coringa, ele chuta o detonador da mão do Coringa ( ou seja, ele iria explodir os navios, só que perde a bomba ).
Felizmente, enquanto eu estava lendo esqueci desse detalhe, então por um breve momento o suspense fez efeito. Porém, ao terminar de ler lembrei da situação e sensação não foi boa, pareceu um "deja-vu". (EDIT: Eu estava com uma lembrança muito nítida de uma situação quase igual, mas não conseguia identificar essa lembrança. Agora lembrei: A cena final do filme "O Labirinto do Fauno", onde o dito Fauno fala para a menina protagonista usar o punhal para tirar sangue da sua irmã bebê. Ela se recusa a fazer isso e então ele diz que era um teste, e que ela tinha passado.)
Nunca vi esse filme :/.
([opinião pessoal] teria gostado mais se ele matasse a mãe, sentindo a faca perfurar na carne e morrendo por dentro a cada centímetro que a lâmina entrasse...[/opinião pessoal])
Putz. Fiz a escolha errada de teste :o
Acho que os escritores aqui do fórum têm que usar conclusões de cena tristes também de vez em quando, testar novas alternativas pra aprender a lidar com esse tipo de situação. Às vezes uma tragédia bem usada pode abrir um leque bem maior de possibilidades que uma resoloção benéfica pros personagens.
Acredite se quiser, mas eu teria escrito com muito mais facilidade Kurt matando a própria mãe do que ele desistindo. Foi, sem dúvida, o texto mais difícil de escrever pra mim. Sei lá, o desespero, essa coisa toda, nunca tinha feito nada desse tipo.
Algo pra pensar: "Quantas vezes eu usei uma tragédia bem feita pra ferrar com meus personagens (irremediavelmente) nas histórias que eu criei até agora?"
Infelizmente, eu tenho o grande problema '' desistência de história '', nunca consigo chegar a fundo nas histórias que escrevo. Brainstorm pra mim funciona tanto quanto ficar deitado esperando que um livro se escreva sozinho (lol)
Até gostei em algumas partes, pelo suspense... Mas foi difícil não relacionar a tua história com outras coisas. Até o dado e a espécie de pacto me lembrou o Arauto da história do Emanoel, isso sem contar que a figura da morte foi a mais comum possível: esqueleto na capa preta segurando uma espécie de foice.
Touché. Terminei de escrever, pensei no Arauto do Expurgo. Tentei até mudar, até fazer algo diferente, mas não consegui.
Não sei como é um carro desses, e provavelmente vários outros leitores também não vão saber. Não deu pra imaginar.
Nem esquenta. Não faria diferença se eu apenas falasse '' Saiu do carro preto ''. Apenas senti uma necessidade de falar o modelo :wscared:
Talvez muita da sensação ruim e dificuldade pra imaginar fossem resolvidas se tu tivesse explorado mais o capítulo, escrevendo com calma. No geral ficou uma impressão de que o texto foi escrito com pressa e deixou algumas ações um pouco incompletas ou pouco-desenvolvidas. De qualquer maneira, estou acompanhando.
Eu fiquei horas sentado escrevendo o prólogo, mudando, re-mudando, melhorando. Talvez devesse ter esperado mais uns dias para revisar de novo.
Melgraon I
02-08-2008, 16:31
Não te preocupe, que o fórum ta assim mesmo...
Vários usuários entram apenas para ver tópicos específicos que eles ja conhecem, e não se dão ao trabalho de olhar os outros. É impressionante como chove usuários de vez em quando na seção, mas se tu der uma olhada vai ver que eles só postam no mesmo tópico. É brabo. Isso sem contar os "anônimos", visitantes - estes sim me deixam frustrado: Eles aparentemente gostam da seção, pois entram e lêem as histórias, mas não estão nem aí se os tópicos morrerem por inatividade, e não postam em nada. Apenas aproveitam o que os tópicos têm a oferecer e não contribuem.
(Ta certo que eu não posto em histórias sobre Tibia, mas procuro acompanhar todas as que não são.)
Sobre tu demorar horas pra escrever o prólogo, de repente o que precisou foi esperar o texto "descansar" mesmo. Às vezes só em outro dia, quando as idéias iniciais tiverem parado de fervilhar, que o autor consegue ver o que ele escreveu com clareza.
Outra coisa: Pode ser melhor escrever aos poucos, sem ficar horas e horas a fio em cima de um texto. Mas aí depende de cada um e do momento.
E acho bem útil essa tua iniciativa em tentar fazer algo diferente do que tu sempre faz. Mesmo sendo difícil, vale como aprendizado. Não encare esse prólogo como uma "falha", um início de história onde tu escolheu mal o "teste". Na verdade esse recurso que tu usou seria bem interessante se não estivesse sendo usado também por outros autores recentes.
Não desanime ainda. Usuários como o Emanoel e o Dark Psycho andam sumidos, e eu tenho esperança que o movimento por aqui aumente quando eles voltarem.
A.E. Melgraon I
Então, voltou a escrever.
Bem, desculpe a demora. Vou falar sobre o Emanoel. Quanto ao Dark Psycho, não posso falar, mas quanto ao dito cujo anterior. Ele se mudou, e andava bem ocupado, não sei se ele vai demorar a voltar freqüentar por aqui, porém, eu falei com ele no MSN esses dias atrás.
Kurt saiu do seu Ford Fusion, de cor preta
Acho que não há a necessidade de citar o nome do carro. Primeiro, porque faz uma propaganda sem cobrar.:P
Segundo, como o Melgraon disse, nem todos conhecem o carro. Não há estritamente a necessidade de se focar no carro, mas apenas citar sobre o nível de ter um carro como esse. É de classe alta ou não? É nisso que você deve se focar.
Eu não pude deixar de notar uma semelhança com o Roleplay do Emanoel também, apesar de não ser muita, mas a primeira coisa que veio à mente com os dados foi isso. É uma coisa meio subconsciente, mas é a primeira coisa pra quem leu ele, vai pensar. Até mesmo você, subconscientemente pode ter pensado nisso.
Mas não tem muita relação com isso...
Eu só não gostei do final. Usar o estereótipo de morte, uma criatura vestindo preto, como um esqueleto com uma foice, foi uma grande falta de imaginação. Aquela coisa batida, sem graça.
(Eu teria bolado uma peça chave nesse enredo. Ao invés desse estereótipo, um homem, que seria o ponto chave do enredo, e ao final, o homem descobriria que era a morte. Mas, é você quem faz o enredo, não eu.)
No mais, eu gostei. Houve um aspecto muito forte e que eu gosto, o suspense. Você soube trabalhar bem com ele, mas mesmo assim, faltou explorar mais o capítulo. Mas, creio eu, foi a melhor coisa que tu já apresentou por aqui. Não creio que tenha sido uma falha.
Espero que continue com essa história.
Obviamente, acompanhando.
Hovelst
Teu jeito de escrever lembra muito Dan Brown, os parênteses para adicionar idéias paralelas e o itálico para trasmitir o pensamento de uma personagem... Não consegui deixar de lembrar.
Bom não gostei muito do nome em inglês "GRIM" apesar de eu achar "As Aventuras de Billy & Mandy" ou do inglês "The Grim Adventures of Billy & Mandy" muito bom! Não vejo também nenhum impace em você se basear no desenho, já que sempre temos que ter um algo a nos inspirar, ajuda muito a situar a história e quem sabe até as personagens. Não ficaria triste em ver um prospecto dos personagens na história, claro que com devidas adaptações.
Assim como o Melgraon, eu gostaria de ver ele matando a mãe a principio, entretanto pensando depois eu acho que ficaria ridículo, afinal ele perderia sem mesmo empatar, já que a morte não tinha apresentado nenhuma "multa" se ele perdesse, algo do tipo "você vai para o inferno", "você morrer" ou qualquer outra consequência caso ele perdesse o jogo.
Em contraste com o livro do Emanoel devo dizer que gostei muito mais dessa entrada com o jogo do que a do próprio Arauto do Expurgo, se o dado não existisse eu talvez até diria que ficou melhor que o do Emanoel. Dados são pra mim algo muito batido e que ficam cada vez mais usados. Penso porque não roxinóis ou bolas de bilhar...
Diferente do Hovelst eu gostei da morte clássica. Dá um tom sarcástico a história e também dá o prospecto do Puro-osso do próprio desenho que pode ser trabalhado. Acho que a única coisa que eu talvez trabalhesse com mais detalhes é na foice dela que eu achei bem batida nesse finzinho.
Esperando e gostando, não deixe essa morrer hein!
Abraços.
Scholles
03-08-2008, 14:11
Eu só não gostei do final. Usar o estereótipo de morte, uma criatura vestindo preto, como um esqueleto com uma foice, foi uma grande falta de imaginação. Aquela coisa batida, sem graça.
Eu acho bem legal a morte clássica. E, como o Drasty disse, é que nem o Grim Reaper do desenho. (Grim significa sinistro, e grim reaper significaria ceifador sinistro.)
No mais, eu gostei. Houve um aspecto muito forte e que eu gosto, o suspense. Você soube trabalhar bem com ele, mas mesmo assim, faltou explorar mais o capítulo. Mas, creio eu, foi a melhor coisa que tu já apresentou por aqui. Não creio que tenha sido uma falha.
Valeu. Realmente, foi a melhor coisa que eu já postei por aqui.
Teu jeito de escrever lembra muito Dan Brown, os parênteses para adicionar idéias paralelas e o itálico para trasmitir o pensamento de uma personagem... Não consegui deixar de lembrar.
Devo dizer que eu me viciei em Stephen King, e estou usando um estilo de escrita parecido com o dele, lá pelos anos 80 (O Cemitério)
Bom não gostei muito do nome em inglês "GRIM" apesar de eu achar "As Aventuras de Billy & Mandy" ou do inglês "The Grim Adventures of Billy & Mandy" muito bom! Não vejo também nenhum impace em você se basear no desenho, já que sempre temos que ter um algo a nos inspirar, ajuda muito a situar a história e quem sabe até as personagens. Não ficaria triste em ver um prospecto dos personagens na história, claro que com devidas adaptações.
Uma pequena correção, é '' As Terríveis Aventuras...'' (Terríveis seriam Sinistras). Eu pensei em fazer as coisas parecidas com o desenho, mas não acho que dará muito certo. Se tu assistiu o primeiro episódio d' As Terríveis Aventuras de Billy & Mandy, verá que meu prólogo tem uma semelhança.
Em contraste com o livro do Emanoel devo dizer que gostei muito mais dessa entrada com o jogo do que a do próprio Arauto do Expurgo, se o dado não existisse eu talvez até diria que ficou melhor que o do Emanoel. Dados são pra mim algo muito batido e que ficam cada vez mais usados. Penso porque não roxinóis ou bolas de bilhar...
Se tu me apresentar um jeito de mudar os dados para algo diferente, mudarei com prazer lol
Diferente do Hovelst eu gostei da morte clássica. Dá um tom sarcástico a história e também dá o prospecto do Puro-osso do próprio desenho que pode ser trabalhado. Acho que a única coisa que eu talvez trabalhesse com mais detalhes é na foice dela que eu achei bem batida nesse finzinho.
o/
Uma grande dúvida que me bateu que é a maior dificuldade para mim continuar: Existe apenas uma morte ou várias? Porque, tipo com o Billy e a Mandy, o Puro-osso meio que se ' aposenta '...
Esperando e gostando, não deixe essa morrer hein!
Abraços. Tentarei não deixar. Abraços.
Muito obrigado pelos comentários.
CRonaldo 10
05-08-2008, 22:24
Achei o prólogo um pouco extenso, e eu o nomearia mais como Capítulo I do que prólogo. Mas eu achei bem interessante. Me prendi bastante à história deste prólogo. A única coisa que eu sinto meio cansativo de ler é a linguagem na segunda pessoa formal, no caso tu. Eu acho um pouco cansativo, apesar de ser a forma correta de se escrever. No mais, vou continuar acompanhando, Elementals. Parabéns.
Manteiga
06-08-2008, 15:14
@CRonaldo
Discordo, o prólogo não precisa ser curto. Precisa introduzir e só. Um exemplo é o prólogo da obra "O Código da Vinci". Se me lembro bem, Brown escreveu umas três páginas ou mais de prólogo, alguém que tenha lido recentemente pode confirmar?
@Drasty
O modo itálico também me lembrou Brown xd
@Topic
Eu confesso que gostei muito do prólogo. Me envolveu e deu pra imaginar mais ou menos o hospital e o tal Kurt. Também gosto muito do desenho, o que ajudou a imaginar o "ceifador". Vou ver o rumo que vai tomar, mas pode certeza que irei acompanhar =D
Só fiquei com uma dúvida, ele matou ou não a mãe? o.o
Manteiga.
CRonaldo 10
06-08-2008, 15:20
@CRonaldo
Discordo, o prólogo não precisa ser curto. Precisa introduzir e só. Um exemplo é o prólogo da obra "O Código da Vinci". Se me lembro bem, Brown escreveu umas três páginas ou mais de prólogo, alguém que tenha lido recentemente pode confirmar?
Não. Dan Brown escreveu menos de duas páginas de prólogo, no livro que comprei recentemente. O que eu quis dizer é que eu estranhei, mas mesmo no livro, não é o mesmo tanto de coisas. Mas mesmo assim, o Elementals tem uma forma de escrita perfeita que prende certamente a atenção de quem passa por aqui.
Claudio Di Martino
06-08-2008, 16:34
bem, não tenho muito o que comentar, sou relativamente novo na sessão e é a primeira história sua que estou lendo. Confesso que apesar de grande eu gostei bastante pois como já disseram, prende a atenção.
Só vou dar uma opinião pessoal aqui que pode ou não ser considerada, mas que eu prefiro.
Tem uma parte em que ele encontra o dito quarto onde acontecem as coisas estranhas. Eu notei que você escreveu por extenso, mas vale lembrar que num texto, se você precisar escrever um número maior do que dez, pode fazê-lo em número mesmo sem escrevê-lo por extenso.
eu acredito que facilitaria pra quem ler, achar o "quarto 710", ao invés de achar o "quarto setecentos e dez". Com os numerinhos já imagina-se melhor o ambiente. Não que você tenha descrevido mal o lugar, pelo contrário, mas dá aquele up a mais que não é desprezível.
bom, é só, espero que você continue. Assim eu posso continuar a acompanhar :)
(eu imagino a porta com o númerozinho mesmo algum problema?:wscared:)
Bah...
Foi deprimente ler dois comentários aqui.
Achei o prólogo um pouco extenso, e eu o nomearia mais como Capítulo I do que prólogo. Mas eu achei bem interessante. Me prendi bastante à história deste prólogo. A única coisa que eu sinto meio cansativo de ler é a linguagem na segunda pessoa formal, no caso tu. Eu acho um pouco cansativo, apesar de ser a forma correta de se escrever. No mais, vou continuar acompanhando, Elementals. Parabéns.
bem, não tenho muito o que comentar, sou relativamente novo na sessão e é a primeira história sua que estou lendo. Confesso que apesar de grande eu gostei bastante pois como já disseram, prende a atenção.
O que importa se for grande? Joguei o capítulo no Word só para ver o tamanho e deu três páginas.
Não tem nada de grande. É um tamanho normal de capítulo. Desde quando prólogos precisam ser pequenos? Um prólogo introduz a história, e não necessariamente precisa ter no máximo uma página?
Álias, isso varia de autor para autor, mas não há nenhuma regra que diz: " Um prólogo precisa ser pequeno". Na verdade, conheço apenas um autor, que em um prelúdio escreve pouco, e esse é Dan Brown. Não vou comentar minha opinião sobre ele, mas esse tipo de introdução é para dar suspense.
Prólogos, normalmente são grandes e não pequenos. Eu achei muito engraçado esse comentário de vocês dois e não me contive quanto a vir aqui.
Tem uma parte em que ele encontra o dito quarto onde acontecem as coisas estranhas. Eu notei que você escreveu por extenso, mas vale lembrar que num texto, se você precisar escrever um número maior do que dez, pode fazê-lo em número mesmo sem escrevê-lo por extenso.
eu acredito que facilitaria pra quem ler, achar o "quarto 710", ao invés de achar o "quarto setecentos e dez". Com os numerinhos já imagina-se melhor o ambiente. Não que você tenha descrevido mal o lugar, pelo contrário, mas dá aquele up a mais que não é desprezível.
Eu gostaria de saber onde está escrito essa regra. Está em alguma gramática? Nunca vi.
Álias, a forma de escrever numerais também varia, dependendo de cada tipo de autor. Mas mesmo assim, nada muda na leitura se você colocar em números. Não muda nada na ambientação.
Essa última parte em negrito, acabei por dar risada. Desde quando escrever por extenso é desprezível? Nada muda. Continua na mesma merda.
Isso na verdade, quem decide é o autor, ou seja, o Elementals.
Enfim, eu não tive a intenção de ofender ninguém aqui, mas é que o comentário de vocês conteve uma opinião preciptada e "errada".
Sem mais,
Hovelst
Scholles
06-08-2008, 18:36
Achei o prólogo um pouco extenso, e eu o nomearia mais como Capítulo I do que prólogo. Mas eu achei bem interessante. Me prendi bastante à história deste prólogo. A única coisa que eu sinto meio cansativo de ler é a linguagem na segunda pessoa formal, no caso tu. Eu acho um pouco cansativo, apesar de ser a forma correta de se escrever. No mais, vou continuar acompanhando, Elementals. Parabéns.
Acho que você não viu, mas eu não usei completamente o '' tu ''... Apenas nas falas do ceifador. Isso é algo que será explicado depois, mas nem é muito '' mistério ''. (Sim, irei continuar!)
Não. Dan Brown escreveu menos de meia página de prólogo, no livro que comprei recentemente. O que eu quis dizer é que eu estranhei, mas mesmo no livro, não é o mesmo tanto de coisas. Mas mesmo assim, o Elementals tem uma forma de escrita perfeita que prende certamente a atenção de quem passa por aqui.
Muito obrigado *-*
@CRonaldo
Discordo, o prólogo não precisa ser curto. Precisa introduzir e só. Um exemplo é o prólogo da obra "O Código da Vinci". Se me lembro bem, Brown escreveu umas três páginas ou mais de prólogo, alguém que tenha lido recentemente pode confirmar?
@Drasty
O modo itálico também me lembrou Brown xd
@Topic
Eu confesso que gostei muito do prólogo. Me envolveu e deu pra imaginar mais ou menos o hospital e o tal Kurt. Também gosto muito do desenho, o que ajudou a imaginar o "ceifador". Vou ver o rumo que vai tomar, mas pode certeza que irei acompanhar =D
Só fiquei com uma dúvida, ele matou ou não a mãe? o.o
Manteiga. Os prólogos de Brown são normalmente de 1 página para menos. Muito obrigado pelo elogio. Sinto em ter deixado subentendido, mas ele deixou a mãe viva.
bem, não tenho muito o que comentar, sou relativamente novo na sessão e é a primeira história sua que estou lendo. Confesso que apesar de grande eu gostei bastante pois como já disseram, prende a atenção.
Só vou dar uma opinião pessoal aqui que pode ou não ser considerada, mas que eu prefiro.
Tem uma parte em que ele encontra o dito quarto onde acontecem as coisas estranhas. Eu notei que você escreveu por extenso, mas vale lembrar que num texto, se você precisar escrever um número maior do que dez, pode fazê-lo em número mesmo sem escrevê-lo por extenso.
eu acredito que facilitaria pra quem ler, achar o "quarto 710", ao invés de achar o "quarto setecentos e dez". Com os numerinhos já imagina-se melhor o ambiente. Não que você tenha descrevido mal o lugar, pelo contrário, mas dá aquele up a mais que não é desprezível.
bom, é só, espero que você continue. Assim eu posso continuar a acompanhar :)
(eu imagino a porta com o númerozinho mesmo algum problema?:wscared:)
Mais uma vez, agradeço os elogios. Olha, como o Hovelst falou, não há um padrão correto. É usado o que o autor prefere, mas geralmente é escrito por extenso.
Bah...
Foi deprimente ler dois comentários aqui.
O que importa se for grande? Joguei o capítulo no Word só para ver o tamanho e deu três páginas.
Não tem nada de grande. É um tamanho normal de capítulo. Desde quando prólogos precisam ser pequenos? Um prólogo introduz a história, e não necessariamente precisa ter no máximo uma página?
Álias, isso varia de autor para autor, mas não há nenhuma regra que diz: " Um prólogo precisa ser pequeno". Na verdade, conheço apenas um autor, que em um prelúdio escreve pouco, e esse é Dan Brown. Não vou comentar minha opinião sobre ele, mas esse tipo de introdução é para dar suspense.
Prólogos, normalmente são grandes e não pequenos. Eu achei muito engraçado esse comentário de vocês dois e não me contive quanto a vir aqui.
Eu gostaria de saber onde está escrito essa regra. Está em alguma gramática? Nunca vi.
Álias, a forma de escrever numerais também varia, dependendo de cada tipo de autor. Mas mesmo assim, nada muda na leitura se você colocar em números. Não muda nada na ambientação.
Essa última parte em negrito, acabei por dar risada. Desde quando escrever por extenso é desprezível? Nada muda. Continua na mesma merda.
Isso na verdade, quem decide é o autor, ou seja, o Elementals.
Enfim, eu não tive a intenção de ofender ninguém aqui, mas é que o comentário de vocês conteve uma opinião preciptada e "errada".
Sem mais,
Hovelst
Eu costumo fazer capítulos de 3~4 páginas. Também não considero muito, mas isso vai de cada um, já que eu tenho MUITO hábito de ler. O '' desprezível '' foi apenas um erro de interpretação sua, Hovelst. Ele quis dizer que não é ' desnecessário ' dar um ' up ' na história. Apenas disse que achava que a história aumentaria de qualidade se escrito 710... Mas, valeu por responder os outros comentários.
MUITO obrigado pelos comentários. E saibam que eu não hesitarei em visitar suas histórias assim que elas não forem de tibia hsuehsueh o/
Claudio Di Martino
07-08-2008, 10:21
@holvest
(definição de prólogo pelo Michaelis, pequeno dicionário da lingua portuguesa)
Prólogo: 1. Parte introdutória ou prefácio de um discurso, poema, obra literária etc. 2. Pequena parte musical que precede e prepara uma grande composição.
Em minha mente, o prólogo é exatamente o que o dicionário define, uma introdução.
Se for pra fazer um prólogo enorme, que seja um capítulo de uma vez ;)
E mais; eu disse em meu comentário que nunca li os textos dele, logo eu não tinha conhecimento de que ele costuma escrever como capítulo umas 4 paginas de Word (como ele disse em seu comentário um pouco acima). Também não me lembro de ter falado que prólogo grande é mau sinal. Pelo contrário, disse e reforço aqui: eu gostei.
A sua opinião sobre escrever numerais em extenso ou não, eu nem pretendo discutir pois é opinião sua, nem você deveria discutir o que eu disse, talvez por ser opinião minha.
Visite um hospital; quando encontrar um quarto escrito na porta: "setecentos e quinze", ao invés da plaquinha com "715"(95% dos hospítais), talvez entremos em consenso.
Em minha concepção é mais facil imaginar com número do que por extenso.
Opinião pessoal nunca foi sinonimo de opinião correta.
E você não me ofendeu, não se preocupe :P
@elementals
Fico feliz que vai continuar, tenha certeza que acompanharei :D
Scholles
14-08-2008, 18:14
CAPÍTULO 2:
ÓDIO
Centenas de pessoas estavam esperando fora da igreja, em um patamar onde duas escadas levavam até a entrada do local sagrado. Gente que tinha chegado mais cedo cumprimentava todos os que chegavam agora, e lágrimas escorriam pelos rostos de alguns poucos. Lentamente, a massa entrou na igreja e foi se acomodando nos assentos, logo aos lados do tapete vermelho estendido. Um murmúrio de excitação percorreu a todos com o começo da música orquestrada; cessou assim que o padre se ergueu da cadeira.
Os casais escolhidos pelos que hoje iriam se unir, no geral, grandes amigos, estavam em suas melhores roupas, todos espalhadas em volta do altar.
Os ouvidos mais atentos escutaram um único carro freando na calada da noite, e logo a noiva pisou no tapete vermelho, o vestido branco deslumbrante em contraste com sua pele negra. Minutos se passaram com as passadas lentas da mulher, acompanhada de seu pai; a música mudou para uma um pouco mais agitada, mas com uma batida ainda suave, e então o noivo entrou com sua mãe.
Quando ambos pisaram no final do tapete, subiram o altar, logo á frente de uma bela escultura de Jesus, que devido à umidade, formara pátina em alguns cantos. O padre fez um discurso breve (muitos estavam ostentando em suas faces o sono devido ao horário do casamento), logo lendo o trecho da Bíblia escolhido pelos noivos. Ao terminar, o noivo e a noiva disseram as palavras finais e se beijaram. Os que ainda não tinham chorado, o faziam agora, com exceção de alguns poucos.
***
A cerimônia já havia acabado e todos já estavam na saída, conversando fervorosamente, alguns já indo embora; porém um homem continuava sentado na primeira fileira de bancos.
O padre se dirigiu a ele, com os óculos minúsculos pendurados sob seu nariz engordurado, o cabelo branco caindo livremente em cima de seu rosto bondoso. Deveria estar beirando os sessenta e cinco.
- Senhor, tenho que trancar a igreja, poderia fazer o favor de se retirar? - falou, tentando não parecer hostil.
- Joe. Não me reconhece? - o homenzarrão falou, os cabelos negros e desgrenhados. Era alto, tinha uma caixa torácica forte e era magro (o que, porém, não o impedia de ser largo e pesado). Sua voz ressoou grossa e rouca.
O padre primeiramente não veio a se lembrar, mas após alguns segundos, arregalou os olhos e soltou uma exclamação, que por pouco não foi um palavrão. Falou, atônito:
- Johnny! Você voltou?
- Não, Joe. Estou de visita.
- E o que está achando da cidade?
Um estranho brilho pareceu perpassar os olhos de Johnny, que involuntariamente fechou a mandíbula. O leve sorriso que estava em sua face mudou rapidamente para um esgar de dor.
- Uma bosta. Uma bosta completa. Desde que você e o resto daqueles filhos-da-puta começaram a meter baboseira na mente dos turistas e dos moradores, a cidade não virou mais a mesma. Não é mais aquele local de gente inocente que era antes. E também virou um local rotulado como sendo a sede dos fanáticos. Antes, tínhamos menos de dez turistas por mês, e agora temos quase mil! - explodiu. Pareceu tomar fôlego, e ao perceber que Joe ainda estava chocado, continuou - Não há mais calma por aqui. Virou um inferno. As ruas estão lotadas e os carros enchem nossas estradas. Quando isso estava iminente, eu dei o fora.
- Não vou aceitar essa tamanha falta de respeito dentro da minha igreja! - Joe falou ríspido, mas ainda com a voz fraca - ainda estava abalado pela rajada de verdades que Johnny parecia saber.
- Sei mais do que você pensa. - E então, completou: - Devon. - como que se sozinha a palavra já tivesse um sentido completo, levantou-se da cadeira e deixou Joe boquiaberto. O coração do padre bombeava mais forte, enquanto ele maldizia quem quer que tivesse convidado o antigo morador para fazer parte do casamento.
***
O antigo galpão, que levava na memória várias festas e eventos, estava abandonado fazia já alguns anos. Empoeirado e desorganizado; conteúdos de caixas estavam esparramados livremente pelo chão; o cheiro fétido de anos sem pegar quase nenhum ar; a única janela, estilhaçada e deixando entrar uma pequena rajada de sol.
O homenzarrão, do lado de fora, deu mais um chute na porta. Ela desemperrou e o sol iluminou, finalmente, o local. Era ótimo, longe de qualquer intruso - no máximo, um turista se aventuraria ali, e sairia quando pedissem (caso contrário, poderia muito bem expulsá-lo à força).
Cautelosamente, abriu o fecho da jaqueta e pegou uma cruz de ouro puro de dentro do bolso interno (deixou o cinto visível, antes escondido pela vestimenta). A cruz não tinha nenhum retrato, porém tinha algo similar a um gancho na ponta. Ele encaixou este gancho com uma corrente, também de ouro, que tirou do mesmo local do objeto anterior.
Colocou-a ao redor do pescoço longo. Com a jaqueta aberta, cruz pendendo sob o peito, entrou no recinto. Um guincho fantasmagórico explodiu detrás de uma pilha de caixotes de cerveja.
- Como eu tinha pensado. - Johnny sorriu, falando mais para confirmar a si próprio do que qualquer outra coisa. Sentiu ondas de prazer percorrem seu corpo, enquanto a adrenalina era largada e ele colocava a mão atrás do cinto de couro, sentindo a superfície fria do revólver em contato com sua mão quente.
As cervejas foram empurradas, caindo da pilha organizada com um barulho desengonçado de estouro e formando uma espuma branca no chão. A espuma estava produzindo um barulho que lembrava vagamente um ovo fritando. Quem que tivesse empurrado, não estava mais á vista. Johnny levantou o revólver aos olhos, mirando cuidadosamente. Um vulto se mexeu, escondido nas parciais sombras que o lugar ainda conservava. O homem apertou o gatilho, acertando em cheio no peito; fez sem medo, mas suas mãos tremiam. O sangue jorrou da pessoa que agora caía, formando uma poça; o sangue mudando de vermelho para quase um laranja ao se misturar com a cerveja.
O homem andou cuidadosamente até o corpo, tentando ao máximo não sujar os tênis (caros, por sinal) para caminhadas, mas não conseguiu pelos líquidos no chão. A calça jeans ficou respingada e as meias, encharcadas. Sem cerimônia, colocou a mão sobre as axilas do cadáver e o levantou, sentindo bastante pressão sob os músculos. Carregou-o até a parede do lado oposto de onde tinha entrado e o deixou escorado, o sangue vertendo da boca. Os olhos fora de foco, a saliva escorrendo e a magreza sugeriam que ele tivera passado um tempo terrível.
Johnny pegou um pequeno celular preto do cinto e clicou em um botão vermelho. A tela foi preenchida com a mensagem ‘’ ENVIADO PARA TODOS OS CONTATOS ‘’ e então começou a produzir um bipe contínuo e irritante.
***
- Senhores, a maioria de vocês já me conhece. Grande parte morava comigo aqui, em Lake Dallas. Foram chamados neste galpão antigo, pois todos aqui têm, de alguma forma, ódio pelo que a cidade se tornou ou quem tornou a cidade assim. Creio que poucos sabem o que acontece por trás dos panos...
- Senhor Clander, aonde quer chegar? - interrompendo bruscamente Johnny, o homem falou - Não posso perder tempo aqui!
- Não sou senhor nenhum. Apenas Johnny. Então, voltando onde eu estava... Joe não é o velinho piegas que aparenta ser. - algumas risadas começaram tímidas, e logo irromperam em gargalhadas - É, é, velhos tempos. Bom, antes eu disse que estávamos em Lake Dallas. Alguns devem ter percebido que não estamos. Se bem me lembro, estamos em Oak Point ou algum outro local aqui do Texas. O lugar em que quero chegar é que há uma seita que Joe participa. Eles idolatram uma pessoa, ou um demônio, o que seja. O que eu fiz nesses dez anos que eu saí daqui foi reunir informações sobre essa seita, apesar de ter muitas pausas e vários meses em que não fiz nada. Muitos devem achar que é perda de tempo. Mas eu tenho uma pessoa que quer isso muito, e me paga os objetos que facilitam isso e me dá moradia e comida. - continuou: - Eu não sei direito porque, nem ao menos como acontece, mas algumas pessoas ficam com apenas uma parte de sua vida, como se fossem monstros. - muitos começaram a rir descontroladamente. Johnny, porém, franziu o cenho - Acham isso engraçado?
Johnny se virou e foi para trás de algumas caixas, deixando aquelas dezenas de pessoas esperando ansiosamente; voltou com algo tapado com um cobertor. O homem colocou-o no chão e puxou o cobertor. Um cadáver em decomposição, muitos presumiram. Mas logo notaram a podridão do ser e o buraco no peito, com sangue ainda manchando; a respiração ofegante.
- Ah! Isso ainda está vivo! - uma voz de mulher, fina e esganiçada, quebrou o clima.
- Descobri que estas coisinhas têm uma ligação muito forte com Joe. Encontrei dois desses zumbis dando voltas no quintal do padre. E ainda são resistentes pra caralho. Às vezes, três tiros não os abatem. São raros, muito raros os que saem de locais fechados. Tenho indícios de que a polícia está os caçando secretamente... Mas eu os chamei porque preciso de vocês. Quem não tem coragem o suficiente para segurar uma pistola e explodir os miolos de qualquer um que os atrapalhe, pode pegar se carro e voltar para suas casas.f
Gostei do visual sombrio do prologo, deixa muitos mistérios, e um visual tenebroso. Já o capítulo 1 é bom, mas apartir dele a história muda de rumo para uma ação, e deixa muito a desejar no ramo pscicológico, porem os leitores daqui devem gostar mais da ação. Não lhe conheço, mas teve um comentário que eu li, em que dizia que você não consegui terminar suas estórias. Eu tenho o mesmo problema, e acho que você colocou esta caracteristica no seu personagem Jonhy ao dizer "O que eu fiz nesses dez anos que eu saí daqui foi reunir informações sobre essa seita, apesar de ter muitas pausas e vários meses em que não fiz nada." bem talvez isso seja so ilusório. Não sei ao certo. mas em minha opnião gostária de personagens mais complexos.
Em termos de linguística seu texto é fantástico, bem abstenho-me por aqui, esperarei o próximo capítulo ^^
Então, espero que desta vez tenha enredo para seguir em frente.
Quando ambos pisaram no final do tapete, subiram o altar, logo á frente de uma bela escultura de Jesus,
Os que ainda não tinham chorado, o faziam agora, com exceção de alguns poucos.
Está fora da norma culta. O mais correto seria "faziam-no".
O padre se dirigiu a ele, com os óculos minúsculos pendurados sob seu nariz engordurado, o cabelo branco caindo livremente em cima de seu rosto bondoso. Deveria estar beirando os sessenta e cinco.
Bah, cara.
Achei desnecessário aqui você falar a idade do padre. Deixar apenas na descrição as marcas da velhice seria bem melhor. As rugas, as olheiras, os olhos cansados, são formas de mostrar isso mais veemente, e encobertar a idade da personagem, deixando o leitor imaginar. E não "induzir"-nos até uma imagem semi-pronta de um idoso de sessenta e cinco anos.
Além disso, acho que quando uma pessoa é idosa, os cabelos já não caem mais sobre o rosto.:P
- Joe. Não me reconhece? - o homenzarrão falou, os cabelos negros e desgrenhados. Era alto, tinha uma caixa torácica forte e era magro (o que, porém, não o impedia de ser largo e pesado). Sua voz ressoou grossa e rouca.
Aqui, existem partes que poderiam estar em outro lugar, onde ficariam com mais ligação/conexão em relação à outra. Além de existir uma repetição.
o homenzarrão falou, com uma voz grossa e rouca. Ele era alto, com cabelos negros e desgrenhados, e uma caixa toráxica forte contracenando com sua magreza.
Dei uma remodelada na frase e achei que assim ficaria melhor. Tirei apenas a parte entre parentêses, mas se quiser colocá-la, à vontade.
(caso contrário, poderia muito bem expulsá-lo a força).
à força...
Quem que tivesse empurrado, não estava mais á vista.
. O homem apertou o gatilho, acertando em cheio no peito; fez sem medo, mas suas mãos tremiam.
Na minha opinião, atirar não é questão de ter coragem ou medo, mas nesse caso, uma questão de impulso...Impulso e não medo.
Olha Elementals. A impressão que fica pra mim com esse capítulo é um enredo bem batido. Não sei o que vai ocorrer, mas esse chamado por pessoas para ajudá-lo é um clichê bem batido. Seitas, também é uma coisa bem velha e "zumbis" nem precisa comentar.
Você tem que tomar cuidado com esse enredo, porque se o ponto central dele foi o que acabamos de ler, vai ser clichê.
Creio que seja isso.
Hovelst
Scholles
18-08-2008, 18:29
Gostei do visual sombrio do prologo, deixa muitos mistérios, e um visual tenebroso. Já o capítulo 1 é bom, mas apartir dele a história muda de rumo para uma ação, e deixa muito a desejar no ramo pscicológico, porem os leitores daqui devem gostar mais da ação.
A história continuará priorizando o sombrio, porém acho que parará de ter o ' terror psicológico ' que teve no prólogo. Isso vale tanto a você quanto ao Hovelst, este capítulo não é a trama principal.
Não lhe conheço, mas teve um comentário que eu li, em que dizia que você não consegui terminar suas estórias. Eu tenho o mesmo problema, e acho que você colocou esta caracteristica no seu personagem Jonhy ao dizer "O que eu fiz nesses dez anos que eu saí daqui foi reunir informações sobre essa seita, apesar de ter muitas pausas e vários meses em que não fiz nada." bem talvez isso seja so ilusório. Não sei ao certo. mas em minha opnião gostária de personagens mais complexos.
Eu me referi ' não fiz nada ' ao sobre o que ele estava falando. Não, não deixei tamanha ruptura no capítulo, é apenas algo pouco trabalhado (que tenho quase certeza que irei destacar melhor futuramente).
Em termos de linguística seu texto é fantástico, bem abstenho-me por aqui, esperarei o próximo capítulo ^^
Muito obrigado pelo elogio e pelo comentário.
Bah, cara.
Achei desnecessário aqui você falar a idade do padre. Deixar apenas na descrição as marcas da velhice seria bem melhor. As rugas, as olheiras, os olhos cansados, são formas de mostrar isso mais veemente, e encobertar a idade da personagem, deixando o leitor imaginar. E não "induzir"-nos até uma imagem semi-pronta de um idoso de sessenta e cinco anos.
Além disso, acho que quando uma pessoa é idosa, os cabelos já não caem mais sobre o rosto.:P
Não costumo falar sobre os personagens, porém não possuo capacidades descritivas o suficiente para diferenciar as idades,ou seja, posso fazer os leitores acharem que uma pessoa com sessenta seja de oitenta e assim por diante. Sobre o cabelo, well, existem pessoas que mesmo velhas continuam tendo cabelo. Mas um implante de cabelo pode ser encaixado ali também :P
Aqui, existem partes que poderiam estar em outro lugar, onde ficariam com mais ligação/conexão em relação à outra. Além de existir uma repetição.
o homenzarrão falou, com uma voz grossa e rouca. Ele era alto, com cabelos negros e desgrenhados, e uma caixa toráxica forte contracenando com sua magreza.
Dei uma remodelada na frase e achei que assim ficaria melhor. Tirei apenas a parte entre parentêses, mas se quiser colocá-la, à vontade.
Obrigado pelo aviso. Já vou avisar que não vou mudar, pois prefiro levar como um 'ensinamento' futuro. Ainda mais que eu posso comparar as partes originais antigas com as que estou fazendo novas.
Olha Elementals. A impressão que fica pra mim com esse capítulo é um enredo bem batido. Não sei o que vai ocorrer, mas esse chamado por pessoas para ajudá-lo é um clichê bem batido. Seitas, também é uma coisa bem velha e "zumbis" nem precisa comentar.
Você tem que tomar cuidado com esse enredo, porque se o ponto central dele foi o que acabamos de ler, vai ser clichê.
Não, será como uma ' subtrama '. Porém, terá muita importância pro resto da história... Que não deve se parecer com isso.
Obrigado pelo comentário. Abraços para vocês =D
Manteiga
18-08-2008, 20:28
Bah, meu fórum pirouy esses tempos e parou de acusar os últimos posts, o que justifica meu balão no meu post em "Onda de Choque". Btw, cá estou com o mais que aguardado capítulo um. Como sou sempre o mais atrasado do grupinho dos prestigiadores de plantão da seção, não sobraram erros pra mim corrigir =( Se bem que eu mal arrumo os meus né >.<
Bem, antes de ser alertado pro flood (e outras coisinhas mais), preciso dizer... Wow, maligno. Gosto disso :p Claro, com o tom certo de suspense, anda meio óbvio, mas nem muito aterrorizador. Vou ver como vai esse sombrio. Bem, reuniões secretas, zumbis... Nada de inovador, mas porra, não posso falar nada sobre isso nesse primeiro capítulo. Vou esperar ver no que vai dar, mas acho bom você trabalhar isso bem. Eu confesso que gostei do capítulo, com as falas deu pra imaignar como foi a cidade e como é. Vou esperar o dois para ver se argumento mais, mas só lhe peço quie desenvolva bem o sombrio e não faça clichês plx ;-;
Manteiga.
Scholles
25-08-2008, 19:01
Valeu pelo comentário e pelo elogio, Manteiga.
Gente, segunda passada eu tava mal pacas... Terça e quarta tive que até faltar a aula, 39.5° de febre, puta dor de garganta, etc. Fiquei um tempão sem nem abrir o Word, e por isso não espero terminar o capítulo muito cedo, não. Como já falaram pelo fórum, postar sem terminar as histórias faz com que tu te apresse para não decepcionar os leitores e a qualidade cai... Vou decepcionar vocês mesmo =P
Uma semana pra mais até o capítulo sair, se eu estiver com inspiração.
Como o Stephen King diz, existe o escritor popular e o escritor pessoal. O escritor popular escreve para as pessoas, e o pessoal escreve para ele próprio. Eu escrevo para mim mesmo. O que não muda nada do que eu disse até agora, só acrescenta alguns pontos a mais...
Abraços e desculpem-me.
Scholles
08-09-2008, 20:19
CAPÍTULO 3:
SUBMUNDO
Um lúgubre tom arroxeado tomava conta do céu daquele lugar. Era um vasto campo de grama amarelada e sem vida, onde uma criatura asquerosa segurava um machado, ao lado de um objeto similar a uma guilhotina. Tinha o rosto inchado, a língua afobada pendendo da boca estraçalhada. Usava uma roupa que sugeria luto, apesar de os olhos azuis e o sorriso mostrarem sarcasmo profundo.
Com as duas mãos, o ser colocou o machado sob a lâmina do instrumento. Deixou a esquerda segurando a arma e com a mão direita apanhou uma pequena manivela, que girou com velocidade surpreendente, fazendo o instrumento rodar, afiando sua arma.
Após alguns instantes fazendo o trabalho manualmente, a criatura pareceu relaxar os músculos e deixou de lado os instrumentos que estava usando, e começou a observar um corte irregular surgir no céu, manchando de preto a coloração roxa. Dois dedos ossudos passaram pela pequena fissura e esgarçaram-na, revelando duas mangas espaçosas caindo e deixando a mão à vista. O resto do corpo estava coberto por vestes pretas e o rosto, por um capuz.
- Tenho ordens diretas. - falou o ceifador, pousando com incrível facilidade no solo, a voz sibilante se arrastando de dentro dele - O Plano Superior quer que tu executes ainda hoje, Carrasco.
- Hoje? - o carrasco pareceu achar aquilo muito divertido. - Não. Preciso de pelo menos um dia.
- Tudo bem, posso pedir para outro. - falou. Estendeu as mãos em um gesto tentador, pegando um frasco da cintura. O frasco estava cheio de uma coisa branca, meio esfumaçada. A criatura respondeu com um rápido movimentar de língua em volta de seu beiço, escondido pelo inchaço da cara.
- Eu preciso de pagamento adiantado.
- É uma operação difícil. Você pode fracassar.
- Eu sou o melhor, não sou? É por isso que me procuraram. Quem é? Um demônio? Sabe que meu machado tem tantos limites quanto sua foice.
- Vox acha que é um dos servos dos Procurados. Ele se rebelou e conseguiu matar dois guardas e quase levou um ceifador.
- Puta que pariu. Ele não é do Plano Inferior, é? - ao ceifador assentir, o ser soltou um grunhido. - Não, não posso. Eu não vou arriscar.
- Mas e daí? A maioria dos executados é do Plano Inferior.
- Mas aqueles lá não são perigosos! - o carrasco blefou.
- Com pagamento adiantado?
O carrasco, então, balançou a cabeça positivamente. A tampa foi aberta, e então a fumaça fantasmagórica deslizou até a criatura, que abriu a boca e soltou um inspiro rápido, sugando o material. A névoa, mais ou menos do tamanho e largura de uma criança, preencheu espaço na garganta do carrasco, enquanto ele fechava os lábios, com uma leve exclamação de prazer.
***
A cabeleira preta cobrindo parcialmente o rosto, os olhos com profundas marcas envoltas (que pareciam assustadoramente com maquiagem), a pele marcada - como um surfista que passou tempo demais no sol -, os olhos ameaçadores, o corpo nu e forte. Duas pesadas correntes de metal pendiam de seus braços, presas nas mãos de um homem, que com a ajuda de outro companheiro, cuidavam do prisioneiro.
Sob o olhar autoritário dos guardas, caminhou até sua cela. Estaria sorrindo, não fosse o terrível mal-estar que estava sofrendo. Era uma solitária. Foi jogado sem nenhum cuidado para o lugar que o aguardava, em uma rápida manobra em que as correntes foram retiradas.
Bateu na parede, fazendo um corte no ombro; um pouco de sangue escorreu do machucado, mas nem ao menos percebeu. A porta foi fechada, extinguindo a luz que ainda vinha. Havia agora apenas a escuridão. Fechou os olhos e esperou.
Sua visão estava falha, porém melhor do que na penumbra. Via tudo em um tom surreal, um verde-limão. Um cheiro muito forte vinha de um lugar que estava perto, mas parecia distante, impossível de ser alcançado. Ele repudiava o cheiro, porém um fio de baba escorreu dos seus lábios, tanta sua fome. Seu estômago parecia estar remexendo, quase dançando ao som de um barulho irritante, que vinha de sua própria boca; o corpo estava pesado demais para se levantar. Uma dor irritante, pontiaguda, não o perdoava, pinicando constantemente em suas paletas.
Percebeu que seu corpo havia se arrastado para a porta, que obviamente estava trancada. Uma das paletas emitiu um som de rasgo, e então o homem gritou desesperadamente, com todas suas forças, quando ambos os ossos pareceram se deformar e crescer para fora do corpo. O sangue quente escorreu por suas costas, enquanto ele se debatia, gritava, esperneava, soltando guinchos de terror. Seus ombros ardiam, mas ele não podia se virar e olhar para ver o que tinha acontecido. Exigia força demais, coisa que ele não podia abusar no momento. Absurdamente, sua respiração estava leve, mostrando que apesar do corpo mutilado, ainda estava bem.
Uma nítida e assustadora palavra ecoou pela sua mente: echo. Lembrou-se do antigo cântico de ninar que seu pai o contara uma vez, em um tempo longínquo:
Voe, pequeno sanguinário, voe pelo céu, voe como se tivesse que ecoar, como que tudo fosse acabar, voe, voe demônio!
Pelas terras distantes, o eco irá se espalhar. Voe, demônio, pois o tempo há de se acabar!
Na época ele não poderia entender, mas mesmo hoje, sabendo seu terrível destino, aquelas frases pareciam velhas besteiras. Seu pai havia tentado o prevenir, tentara até criar um portal para Terra. Mas os malditos ceifadores o impediram de lhe salvar. Disseram que o que tinha que acontecer iria acontecer.
O homem começou a chorar, pois sabia que, sim, o tempo se acabaria. E sabendo isso, não havia como não ficar triste. Porém, com lágrimas escorrendo, ele sorria. Sua pele começara a sangrar, dando a sensação de incômodas agulhadas perfurando cada centímetro do seu corpo. Sua mão começou a formigar e as unhas tiveram um início de crescimento. O processo seria longo e doloroso.
---
Por favor, não tirem conclusões precipitadas sobre os Planos. O próximo capítulo será bem diferente da temática que eu já abordei - se eu conseguir fazer o que pretendo.
Espero que gostem. Abraços.
Manteiga
13-09-2008, 10:42
A primeira parte foi bem legal. Bem descrita, deu pra imaginar um campo no meio do nada com o céu roxo... Seria mais ou menos assim? O ceifador saindo da fenda foi realmente bem clichê com os ceifadores que a gente vê da TV, mas não dá pra evitar usar portais e fissuras como transporte. É bem tentador XD Afinal, o que tinha no frasco? Maconha em vapor? XD Todo caso, esta parte me deixou curioso.
A segunda eu não entendi quase nada ;-;' Espero que seja melhor explicada futuramente, porque sério, não processei nada que se deu lá na solitária. Fora que o cara tava.. Sei lá virando um negócio o0
Lamentando a demora e esperando o próximo.
Manteiga.
Scholles
14-09-2008, 01:06
A primeira parte foi bem legal. Bem descrita, deu pra imaginar um campo no meio do nada com o céu roxo... Seria mais ou menos assim? O ceifador saindo da fenda foi realmente bem clichê com os ceifadores que a gente vê da TV, mas não dá pra evitar usar portais e fissuras como transporte. É bem tentador XD Afinal, o que tinha no frasco? Maconha em vapor? XD Todo caso, esta parte me deixou curioso.
Whoopie! Resultado alcançado o/!
A segunda eu não entendi quase nada ;-;' Espero que seja melhor explicada futuramente, porque sério, não processei nada que se deu lá na solitária. Fora que o cara tava.. Sei lá virando um negócio o0
Foi mais ou menos o que eu quis passar, porém não achei que ficou tão confuso... Mas a tua conclusão está certa :riso:
Lamentando a demora e esperando o próximo.
Manteiga.
Agradeço pelo comentário.
Eu mudei o prólogo para capítulo 1. Não tive um motivo muito forte e não foi pela discussão que fizeram aqui. É mais por uma questão de que... Well, descobrirão no próximo capítulo!
Bem, cara...
Eu não te prometo acompanhar a história mais, pois na situação em que a seção está, acabei me desanimando, como alguns outros. A seção está no verdadeiro fundo do poço, e acho que ela nunca passou por um momento tão critico assim. Eu duvido que ela volte a se reerguer - sem querer matar as esperanças de alguns:P.
É um beco sem saída que não tem mais volta, e é até por isso que parei de freqüentá-la.
Ainda visito-a esporadicamente. E nessas visitas, eu aparecerei por aqui. É até por isso que vou te passar meu MSN por MP. Apesar de não entrar muito freqüentemente nele, deixo a seu cargo para você mandar mensagens offlines, quando postar o próximo capítulo, se é que vai fazê-lo...
Carambola. Falei mais ali do que vou falar sobre o capítulo.
A história surgiu do clichê que parecia existir. Surgiu uma trama intrigante e que me deixou bem curioso quanto ao fato desses planos, e de como funciona isso. Ao que parece existem vários ceifadores e eles devem executar algum papel nesse lugar.
O capítulo está muito bom e mudo novamente minha opinião. A melhor coisa que já apresentou até agora. Só faltou talvez, trabalhar mais no conflito pessoal da segunda parte, de seja lá o que fosse aquilo.:P
Creio que seja isso.
Hovelst
Tardo, mas não falho.
No capítulo dois, tive a mesma sensação de muitos, a existencia de clichê. Isso porque você deu indícios de se tratar de uma história de zumbis (O que na hora me lembrou Resident Evil ou O Extermínio), entretanto gostei da idéia. Se bem trabalhada pode render uma boa trama.
Peço que tome cuidado com as personagens e que trabalhe mais o psicológico. Você passa muito rápida pelas impressões que as pessoas sentem ao ver/ouvir/sentir coisas.
O capítulo três me lembrou vagamente Death Note e o mundo dos Shinigamis (Que são nada mais nada menos que Os Deuses da Morte ou Ceifadores). Gostei como você trabalhou a cena, ficou bem curiosa e deixou várias perguntas no ar. A cena do homem também foi bem descrita e a confusão passada acho que deve ter sido proposital.
A única coisa que não gostei foi a perda daquela dose sarcástica que aparecia no primeiro capítulo. Acho que se você tivesse trabalhado em cima disso teria uma história ainda mais encorpada.
Abraços, continue!
Morozesk
29-09-2008, 17:27
[O capítulo três me lembrou vagamente Death Note e o mundo dos Shinigamis (Que são nada mais nada menos que Os Deuses da Morte ou Ceifadores). Gostei como você trabalhou a cena, ficou bem curiosa e deixou várias perguntas no ar. A cena do homem também foi bem descrita e a confusão passada acho que deve ter sido proposital.
E põe perguntas no ar nisso.
Está bem confuso, mas acho que é proposital...
Não tenho muito a dizer, tudo que eu queria falar já foi dito.
Apenas continue.
Scholles
30-09-2008, 18:34
O capítulo três me lembrou vagamente Death Note e o mundo dos Shinigamis (Que são nada mais nada menos que Os Deuses da Morte ou Ceifadores). Gostei como você trabalhou a cena, ficou bem curiosa e deixou várias perguntas no ar. A cena do homem também foi bem descrita e a confusão passada acho que deve ter sido proposital.
A confusão (aproveito pra responder para o Morozesk também) não foi totalmente proposital, porque ao menos grande parte do capítulo 3 é 'entendível', mas em partes eu queria deixar essa cena bem obscura.
A única coisa que não gostei foi a perda daquela dose sarcástica que aparecia no primeiro capítulo. Acho que se você tivesse trabalhado em cima disso teria uma história ainda mais encorpada.
As duas histórias apresentadas nos dois capítulos anteriores é mais séria, portanto reservei exclusivamente o sarcasmo para Kurt, que é bem mais leve que as duas anteriores.
Muito obrigado pelos comentários.
Scholles
30-09-2008, 18:52
CAPÍTULO 4:
HISTÓRIA, CONFUSÃO E CIRCO
A propriedade dos Vertell era uma grande e espaçosa casa colonial. Naquele tempo, Kurt tinha dezessete anos, e sua mãe passava as tardes cosendo junto com a própria irmã. Seus dois irmãos mais velhos - um com dois anos a mais e outro com cinco - e ele faziam trabalhos pesados na plantação, carregando sacos de sementes, cavando e plantando. O marido da tia costureira arava e irrigava a fazenda, tendo ajuda de mais dois homens, antigos amigos que foram despedidos da fábrica têxtil em que trabalhavam e que foram convidados a morar junto com a família.
Cinco outros homens que ali trabalhavam eram ex-mendigos. De boa-fé, a mãe de Kurt havia aceitado que eles viessem para lá, ganhando comida e moradia em troca de produzir. Apesar de desconfiados no início, os Vertell tiveram que admitir que dera certo. Outra mulher que ali morava era a cozinheira. Era uma ex-escrava negra, que apesar de liberta, não fora muito bem aceita nos EUA. A família a acolheu quando ela pediu emprego.
Todos sempre acharam engraçado em que a casa ficava no Texas, mas a fazenda ficava em Louisiana, apesar de estarem, literalmente, grudadas. O clima seco e quente de lá era confortável, e por estarem na divisa dos dois estados, aproveitavam o melhor dos dois mundos. Há três anos seu pai morrera com os pulmões em frangalhos e totalmente bêbado (ironicamente, ele era especialista em problemas com o alcoolismo).
Todo final de semana um caminhão de uma fábrica passava na fazenda Vertell e comprava quase todo o estoque. O dinheiro era administrado por um mexicano que havia cruzado a fronteira ilegalmente, que se mostrara muito competente para o assunto. Antigamente, a grande fazenda era muito rica. Porém, quando o caçula era apenas um bebê, pela tamanha boa-fé da família, fora feito um roubo que arrancara todo seu dinheiro. Os Vertell passaram por maus bocados até que a idéia dos mendigos surgira. Mesmo assim, nunca tinham um negócio estável.
Todo esse tempo, Kurt estudou em uma escola pública no Texas. Logo após completar dezoito anos, entrou na universidade de Louisiana, por jogar em um time de futebol da escola, ganhando uma bolsa. Cursou Artes. Sua família arranjou um substituto para as tarefas do rapaz enquanto ele morava no centro, dividindo a casa com Kevin, um colega e amigo.
O fazendeiro fazia desenhos. Um dia, Kevin viu um dos desenhos - uma caricatura de um político - e gostou. Como seu pai trabalhava em um jornal local, conseguiu arranjar um emprego para Kurt como cartunista. E ele se estabilizou nos quatro anos que se passaram, fazendo cartuns para revistas e jornais famosos, tirinhas, escrevendo matérias (acabou ganhando uma coluna própria em um jornal local), etc. Até que sua mãe foi diagnosticada como tendo um tumor no estômago... E daí coisas estranhas começaram a acontecer.
***
Kurt estava abismado. Com o colarinho aberto, suava muito. Os olhos arregaçados, a respiração pesada; tinha à sua frente um ser que tirava a vida das pessoas. Ou melhor, como o próprio dissera, coletava almas. E ele também dissera que, como ele havia perdido o jogo, ficaria na Terra com o homem até que fosse realmente necessário partir.
Vertell não sabia se realmente queria que o ceifador ficasse com ele (e nem pensava em como seria). Enojado, cuspiu um catarro para fora da janela do hospital. Soltou um suspiro.
O coração do homem bateu mais forte quando viu a maçaneta se abrir (é a polícia que veio prender essa coisa?, chegou a pensar em um momento).
A porta parecia se arrastar lentamente, dando uma ânsia terrível em Kurt(que neste momento estava em um estado de cagaço total). Um pé avançou...
Era uma enfermeira.
- Senhor, está tudo em ordem? Pensei ter escutado algum barulho aqui.
Ah, sim. Tudo está em ordem, menos o fato de que tem uma porra de um esqueleto vestindo preto e com uma foice na mão do meu lado! (e também não se esqueça do horário, menina! Já são 5:30!)
Então Vertell percebeu que ela não estava vendo aquela criatura. Ou não podia vê-la (e que provavelmente ela estava cumprindo sua função naquele horário da porra). Ela repetiu:
- Senhor?
- Ah, me desculpe, é que eu estou um pouco, hm... Abalado, sabe? Eu deixei cair a minha, ah... Maleta.
Obviamente, a moça percebeu que isso não tinha acontecido. O rapaz tinha feito um péssimo trabalho com aquela mentira. Não havia maleta naquela sala, e isso qualquer um podia ver. Porém, a enfermeira ignorou. Sabia identificar uma mentira tanto quanto sabia quando uma pessoa estava mentindo por uma necessidade ou por outras intenções. Saiu silenciosamente pela porta, fechando-a (apenas mentirosos sabem identificar uma mentira, por sinal.).
- Sabe, nos primeiros anos o trabalho até que é legal... Porém com o passar do tempo tu enjoas. Então os ceifadores fazem folgas, pertencendo á humanos. Geralmente isso acontece quando nós perdemos a aposta, como aconteceu contigo. Então, nós podemos bagunçar um pouco a Terra. - Boquiaberto, Vertell escutou as palavras da Morte, que interrompera o silêncio. - Opa. Tem algo que você gostaria de ver.
Subitamente, a mão ossuda segurou o braço de Kurt enquanto descrevia um símbolo no ar, que ia sendo preenchido por um brilho ostro. O homem preferiu não reagir e deixou que, com a foice, a criatura fizesse um corte no ar, no centro do símbolo. O ceifador abriu o corte e entrou, junto com seu carona, para dentro dele. Kurt, ao entrar, sentia como se estivesse flutuando em um abismo sem fim (o que era verdade), e uma estranha culpa fazia com que ele se inquietasse. Estava tudo negro, porém a brancura dos ossos expostos ao seu lado era fácil de identificar. Escutou o corte apático e seco do instrumento mais uma vez. E então uma luz, fraca, porém suficiente, saiu do portal.
O ceifador novamente segurou o braço do rapaz e o guiou até ele perceber que havia um chão sob seus pés, um céu acima dele. Era um parquezinho, com grama, fontes jorrando água e pássaros cantando. Porém um pequeníssimo detalhe passava despercebido por todas as crianças, adultos e cães do lugar: Uma imensa ruptura se abria aos poucos, como se ainda estivesse sendo escavada, ao lado de uma fonte em que um homem soltava água límpida pela boca.
O mais estranho naquela singular cena era que mesmo com um buraco sendo feito no meio da praça, as pessoas simplesmente passavam andando pelo ar, como se não houvesse nada de errado com o chão. Várias perguntas (e várias outras que ele tinha preferido esperar para expor por causa do cansaço do dia) pipocavam em sua boca, prontas para serem entregues à Morte. Como se lendo sua mente, a resposta veio:
- Apenas observe.
E então Kurt se deu conta de mais uma coisa: O Sol já tinha nascido?
Viu uma mulher com cabelos loiros crespos, estatura mediana alta, usando um vestido branco. Tinha os olhos cor de mel, o rosto delicado e bonito. Um sorriso ansioso, brincalhão, brotava do rosto dela. Os dentes bonitos, de uma brancura formidável. De alguma forma, ela parecia ser a única que olhava diretamente para o buraco.
De repente, algo começou a sair do buraco. No início parecia apenas uma massa branca, mas foi se acomodando e formou algo parecido com um circo. E então, tomou uma forma mais exata; uma faixa Parque Circense apareceu.
O ceifador colocou a mão na cabeça do homem. Kurt sentiu um sono inexplicável e fechou os olhos.
----
Espero que tenham gostado. A primeira parte é mais explicativa, pra não deixar o passado de Kurt no mistério.
Cya.
Kurama Youko Undead
30-09-2008, 20:32
Bem, gostei de ler, parece que subestimei um pouco a capacidade da história ao ler o primeiro capítulo. Entretanto, devo dizer que você lançou muitos capítulos desconexos, um atrás do outro. Além disso, alguns desses ficaram um tanto quanto confusos, como o final do quarto, eu não entendi o que se passou. Somando tudo, tens uma grande bola confusa no meio do texto.
Outra coisa, os comentários entre parenteses parecem ser totalmente aleatórios. Pode ser um bom recurso para enriquecer o texto, mas tente torna-los mais focados e direcionados pra história.
É isso, continue escrevendo!
;)
Yo, Elementals - kun!
Olha, eu achei bom, como tudo que tu escreve (baba-ovo mode = on)....
Mas também achei que já li coisa melhor tua.
Como ainda não fui com a cara do "Citar", eu vo transcrever o que achei ruim.
A parte onde Kurt quer perguntar ao Ceifador, você usa: "para serem entregues a Morte". Se não fosse a frase anterior, poderia jurar que era uma cena de dois amantes entregues a Morte. (lol, piada ruim, mas juro que me esforcei...), na minha opnião, um "serem feitas" ficaria mais simples e claro.
Outra parte que me chamou atenção foi o trecho: Cosendo com a própria irmã. O próprio da a entender que é a mãe de Kurt, mas a frase ficou ruim. "Com sua irmã" também ficaria mais simples e claro.
Sobre a empregada, cosendo e imigrantes... Eu saquei. Você se lembrou do texto do Carlos Durmond de Andrade, não é?
Então fica ai o comentário...Aguardando o "next chapter", que vou ler antes de todo mundo! (modo world dominator = on) MUHUAHUAHUAHAUAHUAHUAHUHWAUHWUHWAWHAUHAUWHUWA
Tah, falou ae, serio.
SHK
Gostei, tá pegando o rumo do desenho, cômico e surpreende. Não me assustaria em vir Billy e Mandy a qualquer momento. Entretanto, a escrita, em algumas partes, deixou a desejar. Você repetiu muitos "E então" e deu sensação de que você não estava conseguindo ligar bem as frases, procure não repetir muito esse "ligações".
O enredo parece cada vez mais intrigante e divertido, a alusão ao Puro-osso cada vez mais parecida, Kurt também cada vez mais misterioso pra mim. Gostei da parte que diz que ele era cartunista, é uma grande saída, principalmente levando em conta de onde você está adaptando.
Continue, estou ansioso. :)
Manteiga
30-09-2008, 21:11
Ah, desse eu gostei! 8D A leitura não me foi cansativa, bem pelo contrário, o estilo da escrita e a ironia empregada em alguns pontos tornaram mas... Gostoso? Bem, ficou mais fácil de leve ler. Se todos os capítulos forem assim, a história vai ter um clima legal.
Bom, já está cansado de ler, mas a segunda parte ficou confusa (omfg circos saem do chão 8O), mas histórias são confusas, logo, esperamos que futuramente dê pra entender melhor. Sobre escrita, nada a dizer, segue no memso padrão. Não muito complexa, de fácil compreensão, sútil e bem descrita. Só eu acho - pode ser mera impressão - que a emoção do Kurt ao ver a Morte não foi muito descrita. Eu não imaginei bem, claro deu pra imaginar o básico, mas se um ceifador aparecesse dum vórtice na minha frente eu sairia berrando e correndo em círculos por ai õ.o Mas cada um é cada um, então deixemos quieto.
O passado dele é um típico passado sombrio, não vou citar muita coisa disso. Mas é sempre legal citar o passado do personagem pra cituar melhor. Em suma, o capítulo ficou muito bom, esperando o próximo pra ver no que vai dar 8D~
Manteiga.
Scholles
30-09-2008, 21:41
Yo, Elementals - kun!
Rá, Seiheki! Não saia daqui de novo :mad:
A parte onde Kurt quer perguntar ao Ceifador, você usa: "para serem entregues a Morte". Se não fosse a frase anterior, poderia jurar que era uma cena de dois amantes entregues a Morte. (lol, piada ruim, mas juro que me esforcei...), na minha opnião, um "serem feitas" ficaria mais simples e claro.
É um jeito mais ''poético'' de escrever. Btw, não vejo problema em não usar essa frase nos próximos capítulos.
Outra parte que me chamou atenção foi o trecho: Cosendo com a própria irmã. O próprio da a entender que é a mãe de Kurt, mas a frase ficou ruim. "Com sua irmã" também ficaria mais simples e claro.
Tentei fazer com que não parecesse que a irmã era do Kurt :ninja:
Sobre a empregada, cosendo e imigrantes... Eu saquei. Você se lembrou do texto do Carlos Durmond de Andrade, não é?
Você sacou, mas eu não. :triste:
Baygos.
Gostei, tá pegando o rumo do desenho, cômico e surpreende. Não me assustaria em vir Billy e Mandy a qualquer momento. Entretanto, a escrita, em algumas partes, deixou a desejar. Você repetiu muitos "E então" e deu sensação de que você não estava conseguindo ligar bem as frases, procure não repetir muito esse "ligações".
Algumas velhas manias insistem em nos perseguir por muito tempo.
O enredo parece cada vez mais intrigante e divertido, a alusão ao Puro-osso cada vez mais parecida, Kurt também cada vez mais misterioso pra mim. Gostei da parte que diz que ele era cartunista, é uma grande saída, principalmente levando em conta de onde você está adaptando.
Bah. Fiquei pensando nisso. Não quero te desapontar, mas não usarei os personagens do desenho (não diretamente, porque se forem pensar bem eu já mostrei (talvez não muito claramente) dois personagens adaptados do desenho).
Ah, desse eu gostei! 8D A leitura não me foi cansativa, bem pelo contrário, o estilo da escrita e a ironia empregada em alguns pontos tornaram mas... Gostoso? Bem, ficou mais fácil de leve ler. Se todos os capítulos forem assim, a história vai ter um clima legal.
Caprichei um pouco mais no sarcasmo por pedido em um comentário do Drasty. =)
Bom, já está cansado de ler, mas a segunda parte ficou confusa (omfg circos saem do chão 8O), mas histórias são confusas, logo, esperamos que futuramente dê pra entender melhor.
Sei que está ficando chato tantos mistérios, porém é basicamente sobre isso que minha história se constrói.
Sobre escrita, nada a dizer, segue no memso padrão. Não muito complexa, de fácil compreensão, sútil e bem descrita. Só eu acho - pode ser mera impressão - que a emoção do Kurt ao ver a Morte não foi muito descrita. Eu não imaginei bem, claro deu pra imaginar o básico, mas se um ceifador aparecesse dum vórtice na minha frente eu sairia berrando e correndo em círculos por ai õ.o Mas cada um é cada um, então deixemos quieto.
Eu não deixei claro, mas há um espaço de tempo (que aparecerá futuramente como flashback) entre o capítulo 1 e o 4.
Bem, gostei de ler, parece que subestimei um pouco a capacidade da história ao ler o primeiro capítulo. Entretanto, devo dizer que você lançou muitos capítulos desconexos, um atrás do outro.
A história é feita de três sub-tramas. Talvez elas nem cheguem a ser muito ligadas.
Além disso, alguns desses ficaram um tanto quanto confusos, como o final do quarto, eu não entendi o que se passou. Somando tudo, tens uma grande bola confusa no meio do texto.
Como falei anteriormente, minha história 'funciona' sobre vários mistérios. Meu maior desafio é solucioná-los discretamente durante o passar dos capítulos.
Outra coisa, os comentários entre parenteses parecem ser totalmente aleatórios. Pode ser um bom recurso para enriquecer o texto, mas tente torna-los mais focados e direcionados pra história.
Isso é uma coisa que eu não vou mudar. É uma característica que já ficou presa à trama de Kurt. Comentários irônicos e talvez engraçados entre parênteses.
Muito obrigado a todos que comentaram!
Bem, a escrita está sem erros, a não ser por um, que é um furo bem grande.
Todo esse tempo, Kurt estudou em uma escola pública no Texas. Logo após completar dezoito anos, fora prestar vestibular. Entrou na universidade federal de Louisiana, cursando Artes.
Eu já comentei com o Elementals isso no msn. Mas vim falar aqui porque eu não tenho realmente certeza.
A primeira coisa, que eu tenho quase certeza, é que não há vestibular nos EUA. A admissão em uma faculdade é normalmente por análise de currículo.
E outro fator que eu apenas estou falando por cima é quanto às universidades. Senão me engano, elas são apenas particulares, então, normalmente, as pessoas dependem ou de poder pagar ou de ganhar bolsas.
Alguém sabe com mais certeza sobre isso?
Enfim.
Sobre o capítulo em si, não tenho muito o que comentar. Esses comentários irônicos em alguns momentos são inteligentes, mas nos outros, são apenas mais um. Falta você desenvolver melhor, mas acho que com o tempo, você consegue.
A história está bem confusa e misteriosa. Acho que a coisa mais interessante nisso tudo, para mim, é o Plano Inferior e tudo que tem ligação com esse.
Tudo está se desenvolvendo de maneira confusa e, esse capítulo, creio que foi o mais confuso de todos. Devido ao fato do capítulo 1 não parecer uma continuação do 4.
E pra que diabos um circo? Que ainda brota do chão?:P
Sem mais,
Hovelst
Scholles
01-10-2008, 18:11
Bem, a escrita está sem erros, a não ser por um, que é um furo bem grande.
Eu já comentei com o Elementals isso no msn. Mas vim falar aqui porque eu não tenho realmente certeza.
Fake. Tu veio aqui só pra poder zoar comigo. Mas ficou com medo de que tivesse errado e fosse humilhado enquanto humilhando. RÁ!
Hov :wub:
Erros consertados com a ajuda do ser acima.
A história está bem confusa e misteriosa. Acho que a coisa mais interessante nisso tudo, para mim, é o Plano Inferior e tudo que tem ligação com esse.
Tudo está se desenvolvendo de maneira confusa e, esse capítulo, creio que foi o mais confuso de todos. Devido ao fato do capítulo 1 não parecer uma continuação do 4.
E pra que diabos um circo? Que ainda brota do chão?:P
Sem mais,
Hovelst
Bom, nada a declarar que não vai ficar claro no decorrer da história. Mas, obrigado pelo comentário.
Cya. :rock:
Morozesk
01-10-2008, 20:25
Esse capítulo me tirou um pouco da confusão do texto, mas confesso que estou ansioso pra ver quando as histórias paralelas se entralaçarão.
Não tenho muito a dizer sobre a escrita. Fantástica. Bom mesmo.
Espero continuação.
Baygons
Lorofous
13-10-2008, 19:22
Rá, Seiheki! Não saia daqui de novo :mad:
Bah. Fiquei pensando nisso. Não quero te desapontar, mas não usarei os personagens do desenho (não diretamente, porque se forem pensar bem eu já mostrei (talvez não muito claramente) dois personagens adaptados do desenho).
Pelo que eu vi os únicos para mim, adaptados do Billy e Mandy foi: A Morte em si, representando o Puro-Osso; e a mulher loira olhando para o buraco, que poderia (acho eu) ser aquela Eris, Deusa do Caos e da Discórdia.
A história está muito boa kra. Boa mesmo. Eu me interessei por ela pelo título GRIM.
COntinue assim
Lord of Fowls
Pernalonga
29-10-2008, 18:38
Vamo lá, to lendo o capítulo agora e já vou comentar umas coisinhas que me chamaram a atenção, pra não ter que procurar depois. Não vou ler os comentários porque vai demorar muito, logo, se repiti coisas já ditas, perdão. E ah! Não se sinta ofendido nem me ache prepotente, pelamordeus. :)
Primeiramente, cuidado com a pontuação em certos períodos, faz entender algo diferente. Olha só: "Reclinada em uma poltrona, ela tinha removido o tumor do estômago fazia alguns dias, mas os médicos disseram que ela não viveria mais que alguns meses mesmo que a operação tivesse êxito." Não dá a entender que a própria mulher retirou o tumor de seu estômago? Claro que dá para entender corretamente, mas a pontuação nos leva a isso.
Há outros pedaços em que a pontuação atinge o contexto de maneira diferente, mas não de forma errada, só que de uma forma um pouco menos estética, como "
Assim que saiu do elevador, o local era lindo:"... Parece que o local só ficou lindo quando ele saiu do elevador. Saca? Não é erro, eu acho, até porque da pra entender, mas eu vejo como se estivesse faltando um verbo ali.
Outra coisa é evitar repetições de palavras, coisa que você já sabe mas que deixou escapar algumas vezes pelo texto.
Evite ficar chamando Kurt de "o homem". Use pronomes pessoais, até porque você ta narrando sobre ele. Em certas frases como "Kurt ficou de joelhos e deixou cair a folha, que ainda estava na sua mão até aquele momento. '' Resultado: 20 - Mate a sua mãe '' eram as únicas palavras escritas. Da sua face escorriam pingos de suor, e o homem viu, aos poucos, uma faca se tornar mais nítida, logo ao seu lado.", quando eu li pela primeira vez, deu uma pequena confundida em saber se era Kurt ou a voz, saca? Coisa banal ou eu que sou burro mesmo :)
Agora o capítulo dois... Well, no inicio tem um periodo que me deixou todo nervoso e naum aconteceu nada. Vê só: "Quando ambos pisaram no final do tapete, subiram o altar, logo á frente de uma bela escultura de Jesus, que devido à umidade, formara pátina em alguns cantos. O padre fez um dis...". Eu jurava que ia acontecer algo depois de "alguns cantos" ou que você ia dizer algo. Aliás, eu consideraria isso um erro, não sei. =/
"- Joe. Não me reconhece? - o homenzarrão falou, os cabelos negros e desgrenhados. ". Denovo aquele lance que eu falei sobre estética. Tipo, não muda o sentido de nada, mas parece que você não soube como encaixar a descrição do cara no texto, sabe? Deve ser frescura minha ou outra coisa, mas, bem, é a minha opinião né? :D
Bom, não vi mais nada...
Sobre os capítulos. Bom, me amarrei! Tá me lembrando um pouco o Arauto do Expurgo, só que com uma sociedade "espiritual" mais trabalhada, com hierarquias e etc. Vários mistérios e vários personagens. Tá bem legal até agora, mesmo... O problema é que não tem outros capitulos para ler e você demora pra postar. Não to te forçando, mas provavelmente vai demorar pra eu postar denovo aqui; vou esperar sair uns 3 ou 4 capitulos. :)
É isso cara, gostei. Tu tem um estilo legal, em que economiza um pouco nas descrições e também é menos subjetivo do que eu to acostumado... Só tem mais um detalhe. Tu tá usando MUITOS parentêsis. Tá certo que você economiza nas descrições e que os parentêsis, além de ajudarem nisso, ajudam e muito na hora de retomar coisas que não se encaixam legal no paragrafo; mas tenta encaixá-los e, caso não consiga, usa o velho "- ... -" que você já usou no texto. :)
Acabei :P
Espero os próximos capítulos e um desenrolar de história ótimo.
PS: Quando for ler os pontos que critiquei, faz um esforço de dá uma lida no capítulo para chegar nas partes que apontei com o ritmo de leitura imposta pelo texto, acho que vai ficar mais fácil de se notar o que eu quis dizer... Porém eu falo muita merda, então nem leve tão a sério também.
Scholles
29-10-2008, 19:29
Lord of Fowls, agradeço pelo elogio!
Grande Perna, que bom te ver por aqui \o/
Vou tomar um pouco mais de cuidado com a pontuação, mas não sou tão bom nisso, então me dar um toque sempre é bbom.
Agora o capítulo dois... Well, no inicio tem um periodo que me deixou todo nervoso e naum aconteceu nada. Vê só: "Quando ambos pisaram no final do tapete, subiram o altar, logo á frente de uma bela escultura de Jesus, que devido à umidade, formara pátina em alguns cantos. O padre fez um dis...". Eu jurava que ia acontecer algo depois de "alguns cantos" ou que você ia dizer algo. Aliás, eu consideraria isso um erro, não sei. =/
Gostaria de uma explicação mais profunda sobre isso. Se for aquilo de você ler, saber que está errado por estar tão normal e se decepcionar ao nada anormal acontecer, foi meio que proposital. Se não, me mande PM :P
Sobre os capítulos. Bom, me amarrei! Tá me lembrando um pouco o Arauto do Expurgo, só que com uma sociedade "espiritual" mais trabalhada, com hierarquias e etc. Vários mistérios e vários personagens. Tá bem legal até agora, mesmo... O problema é que não tem outros capitulos para ler e você demora pra postar. Não to te forçando, mas provavelmente vai demorar pra eu postar denovo aqui; vou esperar sair uns 3 ou 4 capitulos. :)
Opa! Ah, quando sair uns 3 ou 4 capítulos... Isso irá demorar bastante :(
Sei que é ruim ler e ficar curioso para o próximo capítulo, mas faz uma forcinha e lê cada capítulo novo postado :/
Vou atrasar bastantinho o próximo capítulo devido ao conto que eu acabei de terminar para o concurso e o próximo, que já tenho um pouco escrito. Mas o conto vai ser postado aqui e não ficará tanto mistério no ar, e poderá ser lido mais rapidamente, portanto não acho que prejudicará minha história. :~)
É isso cara, gostei. Tu tem um estilo legal, em que economiza um pouco nas descrições e também é menos subjetivo do que eu to acostumado... Só tem mais um detalhe. Tu tá usando MUITOS parentêsis. Tá certo que você economiza nas descrições e que os parentêsis, além de ajudarem nisso, ajudam e muito na hora de retomar coisas que não se encaixam legal no paragrafo; mas tenta encaixá-los e, caso não consiga, usa o velho "- ... -" que você já usou no texto. :)
Eu só estou usando os parênteses na trama Kurt, mas vou tentar dar uma reduzida neles. Vou também tentar ser mais descritivo, pois nunca me dei conta de que faltavam descrições - menos de casas, isso eu sou péssimo.
Abraços, Perna. E saiba que eu fiquei muito feliz de que tu passou por aqui :o. Valeu pela crítica elaborada, também!
Pernalonga
29-10-2008, 19:58
Gostaria de uma explicação mais profunda sobre isso. Se for aquilo de você ler, saber que está errado por estar tão normal e se decepcionar ao nada anormal acontecer, foi meio que proposital. Se não, me mande PM :P
O que eu quis dizer foi o seguinte: quando você colocou aquele "Quando" no inicio da frase, juntamente com o contexto, você deu uma deixa de que aconteceria alguma coisa, seja anormal ou não, mas que teria algo narrado no instante que o casal pisou no tapete. Tipo, esse "Quando" está funcionando como um sinônimo de "No momento em que...", ai, quando você não fecha essa 'expectativa', parece que você quebrou a frase no meio, entende? Como você falou que foi proposital, para dar aquele ar de que o casamento tem algo a mais e não tem nada de mais ao mesmo tempo - pelo menos eu acho que esse foi o sentido que tu quis colocar -, beleza, mas eu digo que da forma que você tentou passar isso não foi muito bem sucedida. Se no final do período, em vez de "formara alguns pátinos em alguns cantos. O padre..." fosse "formara alguns pátinos em alguns cantos, o padre começou um discurso...". Enfim, algo parecido com isso, essa sensação de frase inacabada iria sumir. Porém a tua intenção também. Mas de essa para a que está, ou prefiro esta, porque, como eu disse, eu acho que vc não foi muito bem sucedido =/. Mas tu pode reelaborar, tentar escrever de outro jeito que não deixe essa sensação e que passe o que vc quis transmitir.
Sobre os capítulos, o problema não é ficar curioso, isso eu sempre seja num livro completo ou incompleto, o problema é esquecer as coisas que aconteceram anteriormente e ter que reler tudo a cada capítulo, entende? Mas eu posso fazer uma força o/
E de nada pela crítica cara! Eu que fico feliz em saber que meus comentários não são repletos de merda. :P
Abraços.
Lorofous
09-11-2008, 15:03
Parou???:eek:
Scholles
09-11-2008, 15:46
Não, mas eu não vivo só para escrever GRIM, né :P
Tenho um conto em produção, estou revisando o que vai participar do concurso e ainda que eu demoro em média um mês a cada capítulo de GRIM :O
Se eu resolver parar, o que considero bem difícil a essa altura do campeonato, eu avisarei aqui no tópico.
Lorofous
09-11-2008, 16:53
Ahhhh... que bom!:riso:
Eu tô gostando muito do GRIM.
eeeu gostei da história, mas eu sinto que já a vi em algum outro lugar, um filme, livro, nãão sei.. mesmo assim ta legal :o beeeijo
Lorofous
15-11-2008, 17:12
eeeu gostei da história, mas eu sinto que já a vi em algum outro lugar, um filme, livro, nãão sei.. mesmo assim ta legal :o beeeijo
Eu tbm! ACho que é "As Terríveis Aventuras de Billy e Mandy":P
Zoa, zoa...
Eu nunca vi algo muito parecido com isso não. (tirando Billy e Mandy)
Abraços
kkkkkkkkkkk... concerteeeza! :o
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