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View Full Version : Piratas de Vandura - A Maldição do Tesouro das Ilhas Laguna


Manteiga
23-10-2006, 18:01
Índice
Capítulo I - Rumo ao Norte - Pág I
Capítulo II - O Homem no Navio - Pág I
Capítulo III - A Deixa de Eleonore - Pág II
Capítulo VI - Simplesmente Loucura - Pág III
Capítulo V - À Deriva - Pág III
Capítulo VI - Cartas na Manga -Pág IV
Capítulo VII - As paredes tem ouvidos - Pág IV




Bem, antes que me acusem, não é plágio à Piratas do Caribe. Só tomei a pirataria como enredo, pois é um assunto pouco abordado e que eu gosto.

PRÓLOGO

Eleonore Silverhand era apenas a filha do governador da Baía da Liberdade.

S. Riddle era um réris mercenário.

Ambos tinham algo em comum: Uma tripulação comandada por um pirata destemido e maluco, uma assassina letal e decidida, um tesouro exilado, uma tropa de zumbis e uma guerra socioeconômica explodindo em Carlin.

Isso da uma história, não acha?

== Piratas de Vandura ==

Coming Soon in the next november

Kamus re
23-10-2006, 19:39
Hã?
Só isso?!

Bom...achei...ah, sinceramente! Eu achei que ficou muito igual a Piratas do Caribe.

··Hail the prince of Saiyans··

Seith Moro
23-10-2006, 19:57
Escreveste algo?

Manteiga
24-10-2006, 12:51
Jura, ficou parecido???

Se pensas na Eleonore ela é uma NPC em Liberty Bay. Filha do governador.

Tá, admito... É parecido... Mas os piratas NÃO são os zumbis....

Esperem pra ver!

Manteiga
24-10-2006, 13:02
- Levantar âncora marujos! – Disse O Capitão Cuttroath. Ele era um homem alto, usava sempre seu “uniforme” azul com listras amarelas. No lugar de uma das pernas, tinha uma perna de pau, e no lugar do braço direito, um gancho. Na cabeça tinha um chapéu triangular, também azul. Tinha uma longa barba acinzentada, tal como seus cabelos. Sempre estava com Elizabeth, sua confiável espada de Carlin. O Capitão Cuttroath era o capitão do Vingança, um enorme navio pirata cor de vinho, com belas velas negras com caveiras e espadas cruzadas. O navio tinha aspecto limpo por fora, e por dentro mantinha esse aspecto. Tinha belos quartos luxuosos e suítes chiques. O Vingança navegava pelo Oceano Nórdico fazia vinte anos.
Logo que ouviram o chamado do Capitão, os demais piratas começaram a trabalhar. Em questão de segundos, a negra âncora do Vingança estava no convés presa por uma corrente.
- Marujo! – Gritou Cuttroath para um jovem alto, de vestes azuis, calças e botas negras e bandana vermelha. O jovem virou sua cabeça para ele – Você, quem és?
- Sou Edd – Respondeu o garoto olhando fixamente para o rosto do Capitão – Eddward J. Coll.
- Não é mais! – Disse o capitão – De hoje em diante, seu nome é Mamãe Já-Bu-bu. Agora vá limpar o convés sua moçinha!
Edd saiu escarlate dali e se dirigiu ao convés.
- Capitão!Capitão! – Gritou uma voz familiar vinda do estibordo – Temos problemas!
- Que foi agora Aduam?
- O estoque de rum sumiu! – Disse o homem chamado Aduam. A escuridão daquela tempestuosa noite não permitia que Aduam fosse visto.
- Mas como isso foi acontecer? – Disse rispidamente o Capitão - Não podemos ir até Porto do Norte sem rum! Volte até Baía da Liberdade e pegue mais um pouco.
- Sim senhor!
Aduam correu até uma pequena ponte de madeira estendida no bombordo. Ela ligava o vingança à um pequeno porto construído naquela enseada natural na Ilha de Vandura, no arquipélago das Ilhas Devastadas. Aduam atravessou o porto e começou à correr em direção à uma pequena vila feita de madeira, simples por sinal. A Baía da Liberdade. Aquele lugar tinha três faces principais: A parte pobre, chamada Favela da Maré, um lugar deplorável construído de uma madeira vagabunda; a cidade em si, construída de madeira, pedras e palha; e a Alta Sé, o palácio do Governador, um lugar impecável. Aduam mal podia imaginar o que estava por vir...

Dentro das límpidas paredes do palácio do governador, Eleonore Silverhand estava sentada sobre sua luxuosa cama rosada, admirando seu quarto: Uma enorme sala, cheia de troféus de caça, criados-mudos, tapetes, obras de arte e armários. Ela estava abraçada à um ursinho de pelúcia marrom.
- Raymond... – Disse Eleonore em voz chorosa – Onde está você Raymond?
Ela parou de se lamentar ao ouvir um estalido. Aproximou sua cabeça da janela e viu um vulto coberto por um pano marrom, conversar com uma pessoa irreconhecível pela escuridão.
- Então, vai zarpar hoje Lissy? – Pediu o vulto.
- Ainda não – Respondeu uma voz feminina – Vou esperar o Vingança ir para o Porto do Norte. Aí começa a diversão...
Eleonore olhava as duas pessoas pela janela. O nome Lissy lhe era familiar. Tinha uma vaga lembrança de já ter ouvido esse nome antes.
- Droga, já tenho de partir - Disse Lissy - O Assassino Silencioso precisa de mim!
Lissy saiu correndo da escuridão. Passou tão rápido que Eleonore nem pôde vê-la.
Eleonore virou-se e passou a olhar novamente o quarto. Correu até seu armário e pegou um livro negro de lá. Era um presente de seu amado Raymond. Ela abriu o livro e folheou-o até encontrar o que procurava.
- Sabia - Ela murmurou ao passar os olhos pelo artigo intitulado "Letal Lissy".
Precisava correr até o cais. O Vingança não podia partir.

O capítulo ficou pequeno, eu sei. Mas era apenas o que eu tinha a dizer. Só vou adiantar, não me perguntem nada. Quero manter o clima de suspense na história, que será bem grande por sinal.

Lady Lacaster
24-10-2006, 23:19
eu estou elaborando um rp no oceano tambem
dicas:

1)pre-climax, climax, anti-climax sempre.. escreva com um objetivo em mente...
2) de vida aos personagens... ''oh raios, como pode o estoque de rum estar sumindo assim, alguem o rouba isto eh claro, ei marujo busque 10 barris de rum na cidade,maldicao,com mil demonios.'' ficaria bem melhor que um "- Mas como isso foi acontecer? – Disse rispidamente o Capitão - Não podemos ir até Porto do Norte sem rum! Volte até Baía da Liberdade e pegue mais um pouco.''
a sua descricao eh boa mas e sem vida e sabor..

tenho que sair.. mas voltarei depois com mais dicas..
de sua.
LADY JOSEFINA LACASTER.

Draconian
25-10-2006, 09:13
tah ficando boa cara!!
piratas do caribe??
pelo menos o 1 cap n tah parecido =D
só tenho 3 pralavras pra vc
CONTINUA! CONTINUA! CONTINUA!

Blarow
26-10-2006, 18:06
Ficou ótimo!

Veja lá se não vai parar heim!

Manteiga
03-11-2006, 18:32
Demorei pra atualizar aqui, mas tava meio ocupado!

Um capítulo curto e simpático pra deixar o dia mais felixxxxxxxxxxxxxx!

Lol!

Capítulo II
O Homem no Navio

- já chegamos? - Reclamou o impaciente Riddle, com seu ânimo depressivo instigantemente mais alto. Estava com uma enorme ância de vômito e seus membros haviam adormecido.
- Ainda estamos há uma distância considerável de Fibula! - Disse o Capitão Waverider - Acalme-se Riddle, só está tornando as coisas piores!
- Piores? Piores do que estar morto de sono e com vontade de lançar vômito no mar?
- Sim.

O Capitão Waverider Widdebonne era o senhor das ágas do sul. Navegava com o seu navio, o Tropicalla, havia uns dez anos. Pelo menos ele era o senhor de certo ponto. Do jeito dos piratas, ele era um inseto.

O Tropicalla cotumava sair das Ilhas Devastadas e partir até o Porto do Norte transportando passageiros e suprimentos. Não era sempre que fazia escalas no caminho. Mas Riddle, velho amigo de Waverider, o conveceu de deixa-lo em Fibula.

O único problema, é que Riddle detestava qualquer transporte fluvial que existisse. O deixava enjoado, o mar. Se ele pudesse, se apoiaria no "cercado" do navio e acabaria com toda sua vontade.

E foi isso o que fez. Menos pela parte das náuseas. Se apoiou no "cercado" do navio e passou a admirar o próprio reflexo na água. Era um homem alto, com pele clara e cabelos negros, tais como suas vestes, uma calça e uma camisa de manga longa. Tinha sapatos negros novos nos pés. Usava ainda um chapéu roxo berrante com uma pena lilás na cabeça e uma mochila roxa nas costas.

Em seguida passou a olhar o Tropicalla. Era um navio enorme. Colossal. Feito da mais cara e duradoura madeira que Waverider pudera encontrar em Baía da Liberdade, sua cidade natal. Tinha velas brancas como a neve de Senja no inverno e estava muito bem organizado. O Capitão adorava causar boa impressão.

Todo o carregamento estava bem guardado no depósito, no andar -3 do navio. Os passageiros estavam todos em suas cabines ou alí, no convés, admirando o mar calmo da Baía do Sangue.

O Capitão também não era de se jogar fora. Era um homem alto, de cabelos castanhos encaracolados. Usava uma blusa preta e calças azuis. Caindo por seu corpo, um sobretudo enfeitado com medalhas e bordados em ouro. Na cabeça exibia um chapéu vermelho sangue com detalhes dourados.

Ninguém podia negar que Waverider era um bom homem. Comandava sua tripulação de maneira limpa e os tratava muito bem. Sem a típica escravidão que se vê nos mares por aí.

Apesar de tudo isso, Riddle odiava aquele cenário. Capengava de um lado para o outro, como se fosse vomitar ali mesmo. Ia se apoiando em tudo que podia. Lutava contra sua displiscência em "liberar".

O que ele odiava mais que o mar? O horrível clima "caliente" dos trópicos. Sentia uma completa repugna em sentir aquele calor nojento, que o fazia suar como uma porca no sio.

E o pior, estariam passando por Baía da Liberdade para descarregar os suprimentos. Era obrigatório fazê-lo primeiro. Afinal, Waverider era sério com seus negócios em alto mar.

Waverider, por sua vez, ria da cara de Riddle. Só por mancar por aí. Ele achava a maior graça em tudo, desde que não fosse com ele.
- Cuidado aí marujo! - Dizia ele rindo de Riddle.

Mas suas risadas se calaram. O navio começou a balançar. O mar ficou violento e o céu negro como breu. O chão tremeu e Riddle teve que esquecer todo neu nojo. O substituiu por completo por medo. Apreensão.

Eis o maior temor de Sir S. Riddle, o mercenário: Piratas. E aparentemente, esse era o caso de tanto nervosismo. Surgindo no horizonte, estava um enorme navio negro. Em seu casco havia uma inscrição em branco. "Assassino Silencioso".

- Impossível - disse Waverider.
- Eu acho bem possível. Eu estou vendo - Disse Riddle olhando a silhueta se aproximar.
- Não! Esse navio pertence à Letal Lissy! - Disse Waverider olhando navio intrigado.
- E?
- E daí, que ela está morta há cinco anos - Disse o Capitão Sombriamente.
- Isso, definitivamente, é estranho.

A chuva começou a cair. Os sons dos relâmpagos no céu negro ecoavam pelas paredes imaginários de um mar.
- Homens, para o convés, preparar velas, alçar cordas! Preparar os canhões! - Disse Waverider - Riddle, têm experiência em rapel?
- Um pouco...
- Serve, vá ate o bombordo e alçe as cordas do ponto G-9 no norte, para ganharmos força.
- Como se faz isso?
- Só puxa as cordas!

Waverider se preparava para contra-atacar. É, isso mesmo. É que os piratas pareciam não gostar de companhia. Estavam lançando canhões contra o Tropicalla, sempre errando.

Riddle estava simplesmente pasmo. Estava no bombordo procurando o ponto G-9.
- Mas que diabos é esse G-9?

O Assassino estava se aproximando e os piratas se preparavam para uma pilhagem. Ao julgar pelo tamanho do navio, o saque seria bom. Mas Waverider não se entregaria sem luta! Já estava lançando tudo que podia contra o casco do Assassino.
- Não vão me pegar dessa vez!

O Assassino veio pra cima. Colidiram com o casco do Tropicalla e se preparavam. Lançaram uma pone de madeira que uniu os dois navios.

- Mudança nos planos homens! - Disse Waverider - Vamos à luta!

Waverider ergueu sua espada alto, e todos os seus homens o seguiram. Os piratas do Assassino cruzaram a ponte e iniciaram uma pesada luta de espadas.

O tilintar estressante das espadas fez Riddle correr até o estibordo.
- Você deve estar brincando! - Disse.

O Assassino não estava nem com 1/6 dos tripulantes ali, no Tropicalla. Enquanto Waverider estava com todos os seus homens.

A situação piorou definitivamente quando o Assassino colidiu mais forte com o Tropicalla. O navio se aprumou e todos passaram a cair no mar azul. Lentamente, o Tropicalla foi para o fundo do mar.

Blarow
03-11-2006, 20:46
Muito bom o capítulo, mas tipo, vê se poste mais rápido =D

Sir Curioso
08-11-2006, 20:42
hum...para falar a verdade,está muito bom,bom mesmo.
Só acho que você deveria dar mais atenção as lutas,foi meio chato eles tarem lutando e depois todos irem para o fundo do mar,isso em questões de linhas.

previsão para o proximo capitulo??

Manteiga
09-11-2006, 10:25
hum...para falar a verdade,está muito bom,bom mesmo.
Só acho que você deveria dar mais atenção as lutas,foi meio chato eles tarem lutando e depois todos irem para o fundo do mar,isso em questões de linhas.

previsão para o proximo capitulo??

Vou analisar e tomar cuidado com isso então, sou péssimo em detalhar batalhas!

O forum requer que você espere 120 segundos para postar uma mensagem. Tente de novo em 5 segundos.

lol!

Dard Drak
09-11-2006, 10:54
Eu quase parei de ler logo de início por que sinceramente tá muito ruim o primeiro capitulo, com diversos erros de grafia, repetições de palavras, texto tudo junto o que deixa meio chato de se ler, etc... Mas esse segundo que você postara, teve uma melhoria considerável, só achei que tudo ocorria rápido demais, sem muitos detalhes...

Também não achei bom o título, muito "paga pau" ao filme você sabe qual, mas...

E já que to passando aqui, o convido a ver alguma de minhas duas histórias o/...

É, merchan básico...

Dard* :)

Sir Curioso
09-11-2006, 18:29
bem...isso eu esqueci de dizer,o Dard tem razão,embora tenha disfarçado com uma historia tibiana,as coisas que você coloca é muito parecido com o filme "Piratas do Caribe"...
@Dard: Quanto ao acontecimento rapido demais está só na ultima batalha,no ultimo capitulo e ao detalhismo eu não achei,está bom.

Manteiga
11-11-2006, 11:02
bem...isso eu esqueci de dizer,o Dard tem razão,embora tenha disfarçado com uma historia tibiana,as coisas que você coloca é muito parecido com o filme "Piratas do Caribe"...
@Dard: Quanto ao acontecimento rapido demais está só na ultima batalha,no ultimo capitulo e ao detalhismo eu não achei,está bom.

Bem, eu me inspirei em "Pirats do Caribe - A Maldição do Pérola Negra" ra escrever esse rp.

Mas tive o cuidado de modificar o nome e o enredo, a única coisa que tem de parecido é o nome e que tem uns zumbis...

Mas nada a ver com piratas que viram zubis e que querem recuperar um tesouro, e sim com uma pirata que quer um tesouro e terá que enfrentar zumbis!

Já falei de mais...

Kamus re
11-11-2006, 12:43
Por mais que você fale, não há como negar um parentesco com "Piratas do Caribe"!
Lógico que você não copiaria tudo igual, mas ainda há traços do primo famoso do seu roleplay. Fora um clichêzin básico.

Mas está melhor do que eu esperava. Tente distanciar os laços de Vandura-Caribe e detalhar mais as cenas de ação, que nessa batalha ficaram meio fracas.
Vi uma boa melhora do 1° pro 2° capítulo, e espero que você continue progredindo.

Convido-o a dar uma passadinha em Ferumbras, ou no Príncipe, lógico ^^

Continuarei lendo!

··Hail the prince of Saiyans··

Manteiga
12-11-2006, 08:52
Vou atualizar agora e desculpem a demora, ok!?

Capítulo III
A Deixa de Eleonore

Eleonore guardou, com o desespero de uma garotinha de seis anos, o livro em seu criado-mudo e correu em direção à porta de seus aposentos. Abriu-a e começou a atravessar os corredores do palácio rapidamente, sem se preocupar com a bela arquitetura do século XIII.

Ela ia aos tropeços pela escadaria de mármore puro, um presente do Rei Tibianus. Ao ver a silhueta de seu pai sentado em uma cadeira estofada, pisou em falso e cai de bunda na escada, produzinho um baque alto que ecoou pela sala.
- Querida - Disse o governador Silverhand, um diplomata amigo de Tibianus, que o convenceu a governar Baía da Liberdade - O que fazes fora de seus aposentos?
- Eu... - Eleonore ficou muda. Se falasse para o pai que estava correndo contra o tempo para impedir que um navio cheio de piratas partisse, certamente iria para a forca - Eu vou ver Charlotta, é!

Isso não deixava de ser verdade, mas não era a idéia inicial.
- Filha - O governador parou de ler seu jornal - Você sabe que...
- Sei, sim eu também te amo, tchau - Respondeu Eleonore se erguendo da escada e correndo até a porta, a qual abriu e saiu sem fechar.

Eleonore estava atraindo mais olhares intrigados do que de costume, e isso talvez se devesse ao fato de estar correndo de camisola rosinha com babados e desenhos de borboletas. Eu podia pelo menos ter trocado de roupa!Pensou Eleonore ao ver seu reflexo em uma possa d'água. Seus longos cabelos negros batiam em sua face e atrapalhavam sua visão.

Ela parou de correr ao chegar no centro da feira de Vandura, onde comerciantes desesperados e mulheres de programa ganhavam a vida. Até podia ser um lugar legal, se não fedesse a mofo e urina de gato.

Do nada, Eleonore ouviu um ruído. Um som forte, de madeira quebrando, como se alguém tivesse pisado na madeira do...
- Cais! - Gritou Eleonore atraindo vários olhares alheios. Ela começou a correr e chegou ao cais em tempo de ver um de seus tripulantes carregar um carregamento de rum no navio e zarpar. Ela o reconheceu, Aduam, um velho amigo de Raymond...

- Nem se estresse amiga - Dizia Charlotta, enquanto "degustava" suas maçãs vermelhas. Estava com Eleonore, que desolada voltara correndo para a feira e sentou-se em frente a sua "lojinha" de frutas e verduras.
- Como não? - Respondeu Eleonore à feirante, com cara de séria - Aquele navio é minha única esperança de reencontrar Raymond! Se ele for pro fundo desse mar, eu nunca mais vou poder reencontrar meu amado...
- Isso está muito meloso pro meu gosto... - Comentou Charlotta, palitando os dentes com as unhas.
- Você tem que me ajudar! - Falou Eleonore quase gritando.
- Pra quem quer discrição, você não esta nada discreta - Riu Charlotta.
- Você tem contatos secretos em Meriana, não tem?
- E o que você quer com eles? Preciso de Waverider pra entrar em contato com aqueles vagabundos.
- E onde ele está?
- Partiu com o Tropicalla e já devia ter voltado...


Enquanto isso, quilômetro mar à dentro, os destroços do Tropicalla boiavam na água e o Assassino Silencioso partiu lentamente em direção ao norte. Um homem boiava agarrado à um pedaço qualquer do navio. Riddle ficaria à deriva por pelo menos algumas horas, até chegar em Vandura.

Lady Lacaster
15-11-2006, 18:04
seculo XII..
tibia num eh..
caribe tambem nao..
onde diabos eh a historia marujo..
ta quase bom...
tente dar menos espacos o texto fica disperso e dificulta a leitura..
tente nao perder o rumo marujo..
MELHORA ESTE PROLOGO PELO AMOR DE SAO JORGE...
thau

Manteiga
15-11-2006, 18:09
Lady, observe bem que é uma história de Tibia, passada na Ilha Vandura, não no Caribe.

Constando que é uma história passada na idade média, eu cooquei o século XIII (treze) pois a Idade Média foi aproximadamente nesse período, correto ou muito me engano?

Lady Lacaster
15-11-2006, 23:26
Lady, observe bem que é uma história de Tibia, passada na Ilha Vandura, não no Caribe.

Constando que é uma história passada na idade média, eu cooquei o século XIII (treze) pois a Idade Média foi aproximadamente nesse período, correto ou muito me engano?
tibia eh na idade media.. portanto a decoracao do palacio eh atual.. nao do seculo XIII pois tibia muito provavelmente esta no seculo XIII

Luco
18-11-2006, 10:53
veiu seriau... curti muito... to poco me lixando se e meio parecido com piratas do caribe so sei q ler essa historia esta semdo um bom passa tempo pa uma vagau q nem eu XD
mas tah loko continua escrevenu ai, e esses caras ai q tau te zuando e pq as hisrtorias deles e umas merd@ liga naum ( algumas soh, mas tem outras q sau bm rox tnb ) :10:

Kamus re
18-11-2006, 13:18
Desse eu gostei!
Mas algumas coisas eu não entendi direto...

Eleonore guardou, com o desespero de uma garotinha de seis anos, o livro em seu criado-mudo e correu em direção à porta de seus aposentos. Abriu-a e começou a atravessar os corredores do palácio rapidamente, sem se preocupar com a bela arquitetura do século XIII.

Primeiro: Como é o desespero de uma garotinha de seis anos? Você podia ter achado algo melhor...

Segundo: Ela deveria se preocupar com a arquitetura? Há algum motivo para ela parar e ficar olhando as paredes se estava com pressa? E se a história se passa no século XIII para que botar que era a arquitetura do século treze?

Ah, e quase me esqueço, a época retratada não está muito pro século XIII, e sim pro XV ou XVI.

··Hail the prince of Saiyans··

Manteiga
18-11-2006, 17:51
Vlw pelos cpomentários e estou gostando de ver q gostaram do capítulo!

Queria pedir que lessem minha outra história e postassem coments nela também!

Talvez eu poste outro cap hj!

Manteiga
22-11-2006, 11:53
Demorei pra atualizar, mas semana de prova é fogo... ¬¬'

Capítulo IV
Simplesmente Loucura

Ficar à deriva, como muitos devem imaginar, é um tanto quanto... Repulsivo. Principalmente na porcaria das águas quentes Vandura. Droga, vocês conseguem imaginar como é ficar boiando naquela água quente agarrado à madeira podre?

Pois é. Por mais estranho que seja, eu tive que aturar horas nessa água fervente, sem sentir as pernas e com uma senhora dor de cabeça. Pudera, o navio em que eu estava afundou como uma pedra, não foi?

Pois bem, pelo que dava para ver no horizonte, eu era o único que dera essa incrível "sorte" de se agarrar a um toquinho e sair boiando que nem fezes de animais. Quer dizer, Waverider não estava por aqui, e os outros tripulantes desapareceram. Pra falar a verdade, eu não vi necas enquanto pocurava o maldito G-9. E se servir de consolo, eu ainda não faço a menor idéia do que é essa peste.

Bem, mas vamos encarar os fatos. Eu estou perdido. As chances de boiar até um lugar seguro, são... Hum... Minimas. Ei. Espere, eu estou vendo a silhueta de alguma coisa. É terra firme! Deixa eu ver... Tem areia, água, coqueiros... Pera aí? Eu disse água? Bem, água tem por tudo mas... Meu Deus! Se tem água por tudo significa que estou chegando em uma ilha! Devo usar a corda... a corda... a corda... a corda...

- Acorda! - Gritou uma voz atrás de mim. Eu lentamente abri meus olhos até o céu limpo de verão entrar completamente em foco. Eu me sentei na fofa areia da praia em que estava, aparentemente deitado por um bom tempo. Olhei ao meu redor e pude ver, sentado logo atrás de mim, o Capitão Waverider, parecendo cansado.

-Até que enfim você se deu ao trabalho de acordar...
- Onde estamos? - Eu falei preocupado.
- Riddle, estamos em Vandura! - Falou Waverider, pouco animado - No final das contas, viemos parar no lugar certo!
- Lugar certo? Waverider! Isso aqui é um nojo! O clima me causa repugna, os habitan...
- Riddle, me faz um favor. Cala a boca. Sugiro que não reclame e venha comigo até o centro de Baía da Liberdade. Você está um lixo.
- Não fala muito, impecável você não está.

Waverider me levou até o centro do inferno, digo, Vandura. O calor insuportável era um convidativo ao bar do lugar, só que eu não ia me meter com gente nojenta como as que já vira. Acabei por sentar-me em um banquinho bem surrado, no centro de uma feira cheia de prostitutas e bêbados. Olhei ao meu redor e vi apenas estandes, pessoas, corpos... Corpos?

Definitivamente esse lugar não era nem um pouco chamativo.
- ...Então podemos ir.... Meriana... Waverider? - Pude ouvir uma jovem falar. Fui me movendo em direção à voz e pude ver uma mulher com... Uma camisola um tanto quanto ridícula. Ela conversava com uma outra mulher, uma feirante.
- Meriana - Eu sussurrei - A ilha dos piratas... Ei, você - Eu gritei para a mulher de camisola de borboletinhas - O que quer em Meriana?

- Te conheço? - Respondeu a mulher com um tremendo bom humor de inicio de segunda-feira.
- Ouvi você tocar no nome de Waverider - Eu falei, me erguendo - Que quer com ele?
- Não te interessa - Ela falou - Onde ele está?
- Com o Tropicalla, lógico - Interviu a feirante.
- Errado - Eu disse me aproximando - O Tropicalla naufragou à algumas horas. Eu sou um sobrevivente.
- Mas... Como? - Disse a feirante, pasma.
- Quero respostas. É o que todos querem, não? Primeiro, o que quer em Meriana?
- Não devo explicações à você. Como o Tropicalla afundou?
- Fomos abatidos - Disse uma voz vinda da multidão. Waverider apareceu - Pelo Assassino Silencioso.
- Era o que eu temia - Disse a mulher - Estão atrás do Vingança. Pra que lado eles foram?
- Norte - Eu respondi.
- Merda - Praguejou a mulher - Waverider, temos que impedir o Assassino! O Vingança corre perigo!
- Eleonore, calma! Não posso ajudar você. O Tropicalla afundou!
- Podem ir com o meu barco - Falou a feirante.
- Charlotta, obrigada - Disse a mulher que se chamava Eleonore - Vamos Waverider. Temos que nos preparar.
- E eu? - Pedi.
- Se quer sair dessa ilha. Sugiro que nos ajude - Disse Waverider.
- O que é isso afinal? - Pedi desanimado.
- Simplesmente loucura - Falou Charlotta, se despedindo.

Kamus re
22-11-2006, 12:28
Bom, antes de avaliar, quero fazer algumas considerações.
Seu jeito de escrever não é ruim, sua simplicidade faz com que queiramos (pelo menos eu) continuar. A leveza da escrita é boa.
O problema é que você comete alguns erros bem bestas, coisa de descrição, falta de detalhes e tal. Meu conselho é que você escreva os capítulos maiores, pois nesse as coisas ficaram muito corridas.

Outra coisa que devo levar em conta é que você escreveu esse em primeira pessoa, quando antes escrevia em 3ª. Devo adverti-lo que nesse novo modo você pode omitir coisas que não são importantes no ponto de vista do personagem, mas todos seus sentimentos, emoções e desejos terão que ser passados. É mais trabalhoso.

Tirando esses erros que são moles de serem corrigidos, tenho pouco a acrescentar, mas no momento nada além disso. Tenho que esperar um pouco para ver como a história vai se comportar.

No mais, eu gostei.

··Hail the prince of Saiyans··

GOD Kakaroto
22-11-2006, 16:27
ja vi que esse ai eh mais um viciado em Piratas do Caribe,uma merd@ igual jogos mortais,os caras gostam de qualquer coisa,so nao sei pq num gostam das minhas historias,pelo menos elas ajudam boi a dormir =P

Manteiga
22-11-2006, 16:47
ja vi que esse ai eh mais um viciado em Piratas do Caribe,uma merd@ igual jogos mortais,os caras gostam de qualquer coisa,so nao sei pq num gostam das minhas historias,pelo menos elas ajudam boi a dormir =P

Viciado em piratas do Caribe? Eu nem sequer conheço essa história! Vi o um e ponto. É legalzinho e talz, mas isso não é uma cópia fiel da história. Toda semelhança é pura coincidência. Eu simplesmente peguei um enredo inutilizado aqui neste fórum, a nova área implantada pela CipSoft nesse último update como tema desse roleplay.

E ninguém gosta de suas história pelo seu patético tom de "Qro ação tipow DBZ plx!" em cada história. Sua falta de leitura não permite que suas história virem alguma coisa além de peso para os olhos.

Leia mais.

E obrigado por criticar, você me ajudou a ver que pessoas sem argumento partem direto para a ignorância de fazer comentários sobre a vida pessoal de pessoas que nem conheçem.

Blarow
22-11-2006, 16:52
Viciado em piratas do Caribe? Eu nem sequer conheço essa história! Vi o um e ponto. É legalzinho e talz, mas isso não é uma cópia fiel da história. Toda semelhança é pura coincidência. Eu simplesmente peguei um enredo inutilizado aqui neste fórum, a nova área implantada pela CipSoft nesse último update como tema desse roleplay.

E ninguém gosta de suas história pelo seu patético tom de "Qro ação tipow DBZ plx!" em cada história. Sua falta de leitura não permite que suas história virem alguma coisa além de peso para os olhos.

Leia mais.

E obrigado por criticar, você me ajudou a ver que pessoas sem argumento partem direto para a ignorância de fazer comentários sobre a vida pessoal de pessoas que nem conheçem.

Calma, ele tem 10 anos só ^^

PS: Bom capítulo, mas veja se aumenta o tamanho dos capítulos.

Manteiga
22-11-2006, 17:05
Calma, ele tem 10 anos só ^^

PS: Bom capítulo, mas veja se aumenta o tamanho dos capítulos.

Sorry, me empolguei dessa vez!

=D

E quanto ao tamanho esse é um pequeno problema meu... ¬¬'

Mas eu estou trabalhando para aumentar os caps das duas histórias!

E pra aproveitar, passem na outra história também =D

Hail Merchan!

Manteiga
03-12-2006, 07:57
Eu sei que demoro pra atualizar, mas dane-se, eu atualizei, e também, pelo "grande público" que lê essa história, acho que ninguém se importa ¬¬

Um capítulo com a narrativa em outro lugar que não é Vandura =D

Capítulo V
À Deriva

O oceano. As águas do oceano costumam lavar todos os males da terra. Existe uma lenda do mundo da pirataria, que diz que o legendário Demônio de Olho-Tonto havia se perdido após uma tempestade, que havia destruido seu saque perfeito. O mar, com pena, fez ele boiar com o resto do navio até Meriana, são e salvo. Assim, que pirata que não iria querer dar uma de mocinho?

Mas não era só o oceano que encantava os piratas. Já apreciaram a beleza de um bom rum? Bebericado em uma boa taça de cobre, contrabandeada, é claro. E o rum, tal como os bons vinhos, era mantido em barris de carvalho, para conservar o gosto. Sabe se lá que diferença fazia, mas se a alta sociedade apoiava, que mal podia fazer? Mas não pense dos piratas como um bando de bêbados sedentos de sangue.

Mas existe ainda algo mais sublime do que a própria via, para um pirata. Seu navio. Todo bom pirata, com ar de lenda, precisa de um navio. Que deve ser respeitado. Com uma tripulação honrrada e muito estoque de rum. Disposta a tudo por uma pilhagem que pagasse os gastos com munição de canhões ou coisa parecida.

Se todos esses elementos fossem combinados com perfeição, criando um elo de igualdade entre si, o Capitão de um navio poderia fazer tudo. Teria a força do mar, a delicadea do rum e a imponência de sua frota. Mas curiosamente, era justamente isso que faltava à Cuttroath e ao Vingança enquanto navegavam no oceano Nordico.

Mas como poderia faltar o oceano? Bem, depois dos convenientes "encontros" em alto mar com o Assassino Silencioso, os navios piratas costumavam baixar velas e seguir o mar. Isso ao cair da noite. Só por segurança. Mas nessa noite, justamente nessa, o mar estava calmo. Sem correnteza.

E o rum? Bem, o estoque havia acabado. Aduam fora até Vandura mas conseguira pouco. E ainda era o rum de baixa qualidade. Pelo jeito, o velho espírito festeiro havia terminado junto com o elixir dos deuses...

Mas e o navio? A tripulação? Sem espírito de pirataria, tripulação era apenas o nome dado à um grupo de cães do mar miseráveis.

Mas antes de começar a reclamar, é importante compreender o que diabos o Vingança ia fazer rumo ao norte. Bem, todos os anos, a SE - Sociedade Exploradora - fazia uma espécie de concílio com seus principais colaboradores. Os piratas. Pagar para um bando de navegadores para navegar e mapear o oceano era um negócio interessante. E de quebra o governo de Carlin, o ponto de encontro, protegia os piratas ali. Perfeito.

Mas é claro que todo tipo de sem-vergonha dava as caras neses concílios, que na verdade eram uma tentativa de confraternizar o mundo. Sempre em vão. Por exemplo, na última reunião, Ron, o fio de navalha quase assassinara Ajax, um civil que passava por ali e que parecia ser o amante de sua namorada.

Mas dessa vez seria diferente. Ron sumira, Lissy tava morta, e o lendário Olho-Tonto estava desaparecido desde que Tibianus III se entendia por gente. Mas tudo tem seu lado negativo. Afinal, o Vingança estava e poderia ficar à deriva por muito tempo

- Capitão! - Gritou Aduam de seu dormitório.
- Que foi agora Aduam? - Respondeu o Capitão, que admirava as águas paradas.
- Tem uma aranha aqui! Estou com medo!
- Deixe de ser maricas e mate-a - Gritou Cuttroath, cansado das trapalhadas de Aduam.
- E se ela me morder? E se tiver filinhos?
- Aduam, mata logo!

A noite passou lentamente. Aduam fora dormir no depósito porque descobriu que a aranha era uma caranguejeira e porque seu quarto tinha cheiro de esterco. Cuttroath não durmiu nem um pouco e até sorriu ao ver o belo sol da manhã esquentar sua face e despertar a tripulação. Era hora de tirar o navio dali.

- Içar velas! - Gritou Cuttroath - Preparar cordas!
- Sim senhor - Respondiam os marujos.
- Preparar canhões, limpar convés, levantar âncora!
- Sim senhor - Reponderam novamente os marujos.
- Capitão Cuttroath! - Gritou Aduam olhando pasmo para o horizonte - Temos companhia!
- É o Assassino?
- Pior - Falou Aduam em tom sinistro apontando um enorme navio branco vindo na direção do Vingança - É o Épico!

Eu to sem tempo de corrijir agora então apontem erros plxxx =D

Eu sei q ficou tosco, sem nexo, curto e não acrescentou nadica à história, mas eu precisava postar ese capítulo.

Blarow
03-12-2006, 12:09
Humm, bom capítulo =]

Fora algumas coisinhas bobas, mas não deixa de ser bom ^^

Manteiga
07-12-2006, 10:13
Estou muuuto decepcionado mesmo :triste: Se vocês acham que eu devo parar falem.... Não me torturem assim!

¬¬'

Zuação, mas sério mesmo, comentem! Se ninguém gosta eu nem vo poder postar as duas continuações (explico outra hora)

Coments plx! O capítulo 6 está mais próximo do que se imagina >=D

Manteiga
30-12-2006, 12:36
Sorry double post, mas é com tristeza, e muita que aqui venho postar o capítulo 6.

Tudo q tinha a ser dito já foi dito.

Capítulo VI
Cartas na Manga

- Eu vou tentar processar a informação, e assim que conseguir eu aviso, tudo bem? – Comentou Riddle, irônico como sempre, praguejando enquanto caminhava pelas laterais de madeira surrada do cais.
- Você não sabe o que é uma estrutura dupla de S-4? – Riu Waverider erguendo-se de sua cadeira – Deixe-me cuidar disso.

Estavam no cais, uma enorme estrutura de madeira surrada extraída da selva de Goroma, construída ao sul do litoral de Vandura. Havia três “vagas” separadas por píeres, um de cada lado de cada um dos navios. As estruturas já estavam muito danificadas, mas ainda podia suportar algum peso.

No entanto, Waverider não estava guiando Riddle e Eleonore para um dos três enormes navios atracados. Os guiava até um pequeno bote comprido, porém não muito largo. Tinha três “buracos” cavados em seu centro, que serviam de banco. Em cada lado do barco, estavam distribuídos três remos. Por fim, um enorme mastro com uma vela branca se erguia no centro da embarcação.

- Bem-vindos ao Rocha Negra! – Disse Waverider animado exibindo o pequeno navio de Charlotta. Era simples, e, aparentemente fraco. Já estava um pouco ralo, mas contanto que boiasse, já era alguma coisa. Waverider embarcou cuidadosamente no barco, e sentou-se na abertura próxima à extremidade norte.

- Eu não entro nisso aí! – Protestou Riddle.
- Sugiro que não reclame – Disse Eleonore cética.
- Calma – respondeu Waverider com tom de tranqüilidade. Estranho, para alguém que acabara de perder o amado navio – Não vamos fazer nada ainda. Só estou testando. Precisamos de equipamentos.

- Por exemplo? – Questionou Riddle, cada vez mais “animado” com a expedição.
- Velas reservas, madeira, equipamento de construção, picaretas, tochas, cordas, pá, suprimentos... Esse tipo de coisa. Não sabemos quanto tempo ficaremos em alto mar – Disse Waverider sério.
- Deveríamos esperar até o amanhecer – Gaguejou Riddle.
- Capitão – Protestou Elenore – Trazer mercadoria pra cá e sair sem mais nem menos não seria contrabando?
- Sim – Respondeu por fim – Mas aprecie o álibi – Completou apontando para a sombra do enorme navio ao lado.

***

Enquanto isso, nas ruas escuras e infestadas de rum de Meriana, uma figura caminha apressadamente em direção ao barzinho local. As sombras da noite ocultam a face da malévola criatura que esta a esvoaçar como um fantasma nas ruas. É agora que as coisas vão melhorar. Eles nem perdem por esperar

***
Riddle esgueirava-se pelas ruas de Baía da Liberdade. A luz da lua refletia nas paredes e nos corpos das pessoas que resistiam ao sono e já preparadas, partiam para sua árdua jornada de trabalho na vida noturna. O calçamento das ruas era primitivo, pedras simples. As paredes das casas, ocultas na penumbra, eram de madeira simples, no estilo thaiense.

Nas partes baixas da cidade, o solo era de terra pura, com poucas áreas de vegetação rasteira. As casas eram feitas de madeira e palha, verdadeiras choupanas, que não iriam resistir à primeira tempestade.

Riddle caminhava apressado em direção aos canaviais. Os campos verdejantes e longos atrapalhavam sua caminhada, mas ele não iria desistir. E pensar que estou fazendo isso tudo só por uma carona!

Finalmente chegou ao seu destino. As casas de equipamentos. Ali, havia moinhos que trituravam a cana e produziam o tão amado rum. Mas não era isso que Riddle procurava. Aproximou-se de uma das cabanas.

Tinha um péssimo estado. Paredes de madeira vagabunda, simples tabuas presas por sipós em todas as direções. No teto, um monte de palha suja de terra, caindo pelas paredes e fazendo montes no chão. A porta, feita de madeira podre, rangia incessantemente e parecia prestes a despencar.

A cabana situava-se sobre uma superfície enlameada, sem qualquer vegetação ou resto vegetal. Não haviam janelas nas frágeis paredes, que dava a impressão de intensa sufocação dentro da cabana.

Cautelosamente, Riddle pisou pé ante pé nos mínimos portos seguros naquele monte de barro. Pequenas pedras ainda existiam, mas mesmo assim o acesso à porta era bem difícil.

Uma vez ou outra, Riddle escorregava nas pedras cobertas de limo, mas conseguiu chegar são e salvo à porta do casebre. Bastou um toque para que o portal desabasse, e ele pode entrar procurar os equipamentos que precisava.

***

Eleonore caminhava disfarçadamente nas calçadas da cidade, que a pouco fora palco da “corrida” de Riddle. Ainda sentia-se uma idiota por estar usando aquele pijama de borboletas, mas não iria parar para trocar de roupa em uma hora tão crítica.

Sua missão era simplesmente conseguir comida para pelo menos um mês. E ela sabia exatamente como fazê-lo.

- Olá Charlotta, pode me ajudar outra vez? – Murmurou à feirante.

***

Duas horas se passaram, e Waverider estava cada vez mais preocupado com sua equipe. Riddle já deveria ter voltado com o equipamento, e Eleonore, com os suprimentos.
Waverider deveria simplesmente ficar assim, esperando. Mas já estava farto de aguardar. Uma sombra distante chegou, e pareia brava, pronta para o ataque. Waverider estava pronto para sacar sua espada, até ouvir a voz da figura.

- Assim que você retribui? – Riu Riddle chegando com uma pesada caixa cheia de quinquilharias – Então nunca mais te faço um favor!
- Você me assustou. Cadê Eleonore?
- E eu que sei?
- Estou mais perto do que vocês esperam – Disse uma mulher com um caixote aparentemente cheio. Se não fosse pelo pijama, Eleonore estaria irreconhecível – Então, vão me ajudar ou não?

Manteiga
07-01-2007, 12:11
Esse capítulo ficou bem pequeno, e é meio inútil no momento. Sem comentários, sem atualizações.

Capítulo VII
As paredes tem ouvidos

Nas ruas de Meriana, Lissy caminhava calma. Seu plano estava funcionando perfeitamente. Johann já estava à postos naquela hora, e só faltava seu sinal para que Silverhand fisgasse a isca. Nada poderia a impedir de obter sua recompensa final.

***

Charlotta abriu um enorme bocejo e coçou as costas enquanto tentava disfarçar sua cara de sono. Se cobrira com um sobretudo verde-esmeralda para se proteger do frio que fazia na noite de Vandura.

Estava em sua cabana improvisada no centro comercial, madrugando como sempre fazia, só para juntar um lucro. E pensar que não era a única louca ali a essa hora da madrugada.

Sua tenta era simples. Uma estrutura de madeira forte coberta por palha e um pano azul. O pano cobria toda a estrutura, e estava preso por um barbante na entrada. Bem em frente ao portal, ficava uma mesa coberta por frutas. Frutas que se amontoavam em caixotes no interior da tenda.

No interior da tenda, havia uma rede branca presa às paredes de madeira, dois criados mudos imundos e escondidos em um montinho de palha, um fogão desligado ao lado dos criados mudos, uma mesa e uma cadeira, e caixote de mercadoria empilhada de qualquer jeito em qualquer canto da tenda.

Charlotta caminhou lentamente pelo chão de terra de sua tenda e ligou o fogão. Sentou-se em sua rede e passou a admirar a entrada. Há essa hora, ninguém costumava comprar muita coisa. Mas alguém poderia querer frutas ou informações.

E se Charlotta estivesse dormindo? Quem atenderia o nobre freguês? E quem impediria que roubasses suas coisas? Por essas e outras ela preparava um bom café para manter-se acordada por um bom tempo.

Desligou o fogão e derramou o líquido cristalino que estava em uma panela de latão amassado em uma caneca de madeira com café moído. Misturou com uma colher e tomou um bom gole do café. Caminhou até sua mesa de madeira e sentou-se em sua cadeira estofada vermelha, roubada de um navio nos tempos de pirata.

Puxou um pergaminho escuro e coberto de pó do sobretudo e botou sobre a mesa. Passou a checar os lucros daquela noite. De repente, ouviu um ruído lá fora. Uma voz fria murmurava alguma coisa.

Charlotta se ergueu lentamente de sua cadeira e caminhou, passo por passo na ponta dos pés, até sua rede. Pode ver, através da sombra no manto sobre sua tenda, um velho sentado recostado à estrutura de madeira.

Charlotta pode ouvi-lo dizer qualquer coisa. Pegou sua panela de latão e saiu da tenda. Caminhou calmamente ao lado de sua acomodação e chegou ao local onde deveria estar o mendigo. Mas não havia ninguém lá.

No momento seguinte, a mesma voz falava mais alto, saindo de algum lugar próximo.
- Ela... Mares... Ilhas... Tesouro... Vandura... Fim... Profecia...
Charlotta largou a panela e viu um vulto nos campos a sua frente. Trajava roupas velhas e rasgadas e tinha um longo cabelo branco empoeirado. Sua expressão facial não podia ser vista pela distância, mas era uma visão sinistra.

Charlotta correu na direção da imagem. Essa começou a correr no sentido contrário.
- Ei espere! – Gritou Charlotta – O que você disse?
A figura sumiu. Charlotta se virou e se surpreendeu ao ver o mendigo a sua frente.
- Ela vai reinar os mares, ela quer chegar às ilhas, ela terá o tesouro, e o fim de Vandura proclama com essa profecia. Esteja preparada.

A figura se virou e correu ao centro da cidade. Charlotta a seguiu. Mas ele desapareceu.
- Quem é ela? – Gritou Charlotta.
A resposta veio com os ventos. Cortando as paredes dos prédios ao seu redor, sussurrando... Lissy... .

***

Enquanto isso, em Meriana, um pássaro vermelho com um bilhete voou até Lissy e pousou sobre seu ombro. Lissy pegou a carta e leu.

Cara Lissy.

As coisas estão indo muito bem, fiz a feirante cair na minha armadilha. Já pode dar o sinal, ou prefere que eu o faça. Creio que a parte dois já possa começar.

Johann.