View Full Version : Wolf Creek
Manteiga
18-09-2006, 12:37
ÍNDICE DE WOLF CREEK
Cap I - Para Longe (http://www.forums.tibiabr.com/showpost.php?p=1568796&postcount=4)
Cap II - Salvando-me (http://www.forums.tibiabr.com/showpost.php?p=1569422&postcount=8)
Cap III - O Corpo do Dragão (http://www.forums.tibiabr.com/showpost.php?p=1610467&postcount=14)
Cap IV - Olho por Olho (http://www.forums.tibiabr.com/showpost.php?p=1633776&postcount=19)
Cap V - Um adeus mais que bem vindo (http://www.forums.tibiabr.com/showpost.php?p=1659319&postcount=22)
Cap VI - Este Amor (http://www.forums.tibiabr.com/showpost.php?p=1684428&postcount=27)
Cap VII - Era uma vez (http://www.forums.tibiabr.com/showpost.php?p=1691087&postcount=29)
Cap VIII - Encontros e Desencontros (http://www.forums.tibiabr.com/showpost.php?p=1712421&postcount=35)
Cap IX - Cavaleiros Sombrios (http://www.forums.tibiabr.com/showpost.php?p=1735442&postcount=38)
Cap X - Um pouco de peste (http://www.forums.tibiabr.com/showpost.php?p=1760383&postcount=41)
Cap XI - Verdade seja dita (http://www.forums.tibiabr.com/showpost.php?p=1771307&postcount=44)
Cap XII - Dias Melhores (http://www.forums.tibiabr.com/showpost.php?p=1832045&postcount=45)
Cap XIII - Cartas, papéis e livros (http://www.forums.tibiabr.com/showpost.php?p=1977158&postcount=52)
Cap XIV - Doce Lar - Parte 1 (http://www.forums.tibiabr.com/showpost.php?p=2012575&postcount=56) - Parte 2 (http://www.forums.tibiabr.com/showpost.php?p=2040069&postcount=59) - Parte 3 (http://www.forums.tibiabr.com/showpost.php?p=2061167&postcount=64)
Cap XV - Faxina de Inverno (http://www.forums.tibiabr.com/showpost.php?p=2119683&postcount=68)
Cap XVI - Um Natal muito gelado (http://www.forums.tibiabr.com/showpost.php?p=2142511&postcount=72)
Cap XVII - O Retorno de Ama (http://www.forums.tibiabr.com/showpost.php?p=2159516&postcount=80)
Cap XVIII - Teia de Sentimentos (http://www.forums.tibiabr.com/showpost.php?p=2207089&postcount=85)
Cap XIX - Vendo e Ouvindo (http://www.forums.tibiabr.com/showpost.php?p=2228095&postcount=89)
Cap XX - Com Certeza (http://www.forums.tibiabr.com/showpost.php?p=2248006&postcount=95)
Cap XXI - Prova de Fogo - Parte 1 (http://www.forums.tibiabr.com/showpost.php?p=2267175&postcount=102) - Parte 2 (http://www.forums.tibiabr.com/showpost.php?p=2293986&postcount=106)
Cap XXII - Informações (http://www.forums.tibiabr.com/showpost.php?p=2344462&postcount=112)
Cap XXIII - Só Ida (http://www.forums.tibiabr.com/showpost.php?p=2361051&postcount=122)
Cap XXIV - O Sumiço do Rei (http://www.forums.tibiabr.com/showpost.php?p=2385169&postcount=141)
Cap XXV - A Onda de Crimes (http://www.forums.tibiabr.com/showpost.php?p=2417768&postcount=152)
Cap XXVI - Pouco de seu Tempo (http://forums.tibiabr.com/showpost.php?p=2436181&postcount=155)
Cap XXVII - A Fugida de Zeffyx (http://forums.tibiabr.com/showpost.php?p=2486286&postcount=161)
Cap XXVIII - A Falha no Plano (http://forums.tibiabr.com/showpost.php?p=2555034&postcount=167)
Cap XXIX - Ser Humano (http://forums.tibiabr.com/showpost.php?p=2606331&postcount=171)
Bem decidi escrever esse rp recentemente, porém, venho bolando a história antes mesmo de conhecer os forums. Se vc não gosta de histórias de Tibia, dê meia volta...
APRESENTAÇÃO
"Wolf Creek" é um roleplay tibiano sem quaisquer semelhança ao filme que leva este mesmo nome. Em consideração, o nome caiu como uma luva no decorrer da história.
Essa históia se baseia em um sanguinário vilão que age às escondidas. Ele assombra as ruas da cidade de Thais e é capaz de tudo para concretizar seus planos, até mesmo matar e torturar pessoas inocentes.
Uma certa guilda guarda-costas, conhecida como "Cavaleiros Sombrios" acaba sendo vítima do jogo deste assassino bárbaro. Então, explode uma guerra nas ruas de Thais, em uma dramática luta pela sobrevivência.
----------------------
Prólogo editado
WOLF CREEK
Viagem ao Inferno
Coming Soon...
---------------------------
Comentem, e espero que gostem!
Nota: A história começa podre, mas melhora com o tempo. A escrita também. Leia e comprove =D
Por uma visão superficial e neutra, não ficou bom.
Não parece um prólogo e sim uma resenha.
Mesmo sabendo que não é um prólogo, um Trailer? Não entendi a intenção.
Em todo caso...
Agora, por uma visão interna e com a minha opnião, não gosto de prólogos assim.
Para que escrever algo que não se entende nada?
Porque, eu pelo menos, só entendi que tem algo haver com Thais, o resto...
Trailers são bem entendidos porque trazem essas frases perdidas com imagens. Eu só vi frases perdidas.
Vamos ver o primeiro capítulo então.
Sem mais;
Asha Thrazi! ;)
Manteiga
18-09-2006, 14:01
Por uma visão superficial e neutra, não ficou bom.
Não parece um prólogo e sim uma resenha.
Mesmo sabendo que não é um prólogo, um Trailer? Não entendi a intenção.
Em todo caso...
Agora, por uma visão interna e com a minha opnião, não gosto de prólogos assim.
Para que escrever algo que não se entende nada?
Porque, eu pelo menos, só entendi que tem algo haver com Thais, o resto...
Trailers são bem entendidos porque trazem essas frases perdidas com imagens. Eu só vi frases perdidas.
Vamos ver o primeiro capítulo então.
Sem mais;
Asha Thrazi! ;)
um costume q tenho....
faltaram as "imagens" que seria escritas... E era pra não entender mesmo, aguça a curiosidade pra entender, creio eu...
Manteiga
18-09-2006, 14:39
Capítulo I
Para Longe
Onde Drago vive e revive alguns momentos de dor
- É Drago... – Suspirou Tom, sentindo sua dor no abdome crescer a cada segundo – Parece que já era...
- Não! – Eu retrucava, sentindo a dor sentimental, um peso na consciência de nada ter feito para salvá-lo – Não pode terminar assim!
- Mas acontece que já terminou mesmo... Eu lhe dei o meu melhor... – Dizendo isso, Tom expirou. Vi meu melhor amigo dar seu último suspiro naquele instante. Olhei para frente em busca do agressor, mas já era tarde demais. Desmaiei em seguida, sentindo uma latejante dor em meus ombros.
***
Aquela noite de outubro ficaria marcada por sangue eternamente na minha vida. Eu Drago Aaril, vi a morte cara a cara por duas vezes e temi. Temi muito. Temi por mim, pelos meus amigos, por Tom...
E por mais que surpreenda, era para ser uma noite de pura alegria. Era aniversário de Tom Sawier, um grande amigo meu, na verdade, um irmão! Ele faria dezesseis anos naquela noite. E eu tinha apenas onze.
Eu e Tom já nos conhecíamos há mais ou menos uns cinco anos. Conhecemos-nos em Carlin, onde vivi até os dez anos, quando vim para Rookgaard. Desde então, nunca nos separamos. Fazíamos tudo juntos.
Mas acontece que tudo aquilo acabara naquela maldita noite de quinze de outubro! Chegava até a ser irônico. Tom morrera no mesmo dia em que nascera. Mas essa ironia, por mais cômica que parecesse, não traria Tom de volta. Traria?
Ainda me lembro bem do ocorrido. A festa de aniversário no subsolo da biblioteca havia acabado. Tom, eu, e nossos amigos, havíamos partido para a planície principal para fazer a “caçada de comemoração”. E eu quis aproveitar para treinar minhas habilidades com meu machado de cabo curto.
Corremos até a ponte dos ursos, onde Tom ficava rindo da minha cara enquanto tomava vários olés dos ursos. Os outros relaxavam e pescavam tranqüilamente.
Mas o momento de nostalgia coletiva durara pouco. Enquanto estávamos distraídos, um jovem tolo que passava por ali tentara chegar na ponte, mas vendo que estava cheia, seguiu para além da torre das vespas, o “território proibido”, segundo o sábio Hyacinth, um druida velho e eremita que vivia em uma montanha distante.
Não demorou até que aquele fulano voltasse, em alta velocidade. E o pior: Não voltava só! Seguindo o cara, imponentemente, estavam dois ogros, três vespas e o temível ogro lanceiro.
Lembras sobre essa besta narravam que ele era capaz de matar um homem em apenas um ataque. Ele costumava habitar as terras além da torre das vespas, por isso aquelas terras eram conhecidas por “terras proibidas”.
O rapaz apanhava muito para as criaturas. Caiu no chão em prantos, sangrando muito. Tom viu e resolveu ajudar. Maldito senso de ajuda o dele! No que ele saiu, fiquei muito preocupado e fui ajudar também.
O rapaz rastejava para longe enquanto eu matava facilmente aquelas vespas ridículas e Tom massacrava os ogros. Nisso, o ogro lanceiro tentava acertar nossas cabeças com aquelas lanças vagabundas dele. Era ridículo.
Mas em um golpe de sorte, aquele maldito acertara em cheio o estômago de Tom. Tive consciência de sentir um jorro quente de sangue em minhas pernas. Cai de joelhos ao lado de Tom o amparando. Mas eu sabia que não havia esperanças. Depois, o ogro me atingira, eu desmaiei.
Desde então, jamais tive coragem de retornar para além da ponte das aranhas. O máximo que eu saia da vila era para visitar Hyacinth. E mesmo assim era muito. Logo fariam dois anos de óbito. E por causa desse óbito, nunca sai da ilha.
Lembro-me vagamente de acordar na casa de Hyacinth. Todo enfaixado. Nas semanas que se seguiram, todos os meus amigos me abandonaram. Saíram um a um de Rookgaard. E Drago ficara lendo na biblioteca.
Enfim, o dia chegou. Alguns poucos conhecidos foram até o cemitério prestar homenagens a Tom. Eu não tive coragem. Fiquei na casa de Hyacinth.
- Você me deprime – Disse Hyacinth para mim enquanto cozinhava alguma coisa viscosa – Muito. A culpa não foi sua...
- A não? Se toca! Eu estava lá, eu podia ter... Sei lá, matado o maldito ogro...
- Ficar se lamentando não leva a lugar algum.
- Criticar os outros também.
- Retrucara igualmente. Mas se for para ficar assim, cala-te. Não sabes o que diz.
- Vai à merda – disse me retirando.
Depois daquele dia, jamais tive coragem de retornar para aquelas montanhas. Era apenas mais um lugar para evitar. Nada muito difícil para mim. Enquanto eu caminhava em direção a ponte de Dalheim, este me atacou e disse:
- Aonde vais?
- Pegar trigo ora. Algo contra?
- Sabes que me enoja não?
- Pra ser sincero, não sabia. Mas tudo bem, eu dou nojo pra todo mundo mesmo...
- E sabes por quê?
- Prefiro nem saber...
- É porque dois anos atrás via você correr como um bobo alegre nessa ponte fantasiando sobre seu futuro. E veja só. Agora você tem medo da própria sombra.
- Cala a boca!
- Acha que Tom ia gostar de vê-lo assim? Ele te treinou para ser um pé-rapado?
- Não mas... Sei lá se vou poder... Não estou pronto e...
- Se dois anos não o prepararam, desista de viver.
Desci da ponte rumo ao celeiro e tive uma surpresa ao notar que pensava nas palavras de Dalheim. Cheguei ao trigal e praguejei ao ver o trigo cortado.
- Bosta – Era isso que eu queria? Esperar o trigo crescer ou um pouco de emoção? Creio que a emoção era melhor. Virei-me e parti para a ponte correndo. Pulei a escada de três em três degraus animado, atravessei a ponte e as pastagens e cheguei a planície, admirando a brisa vespertina.
Decidi ir até a torre dos tragos. Era compacta, mas repleta de trasgos e bons equipamentos jogados ao chão. Era perfeito para juntar algum lucro. Atravessei os pântanos repulsivos do sul, exalando aquele hás tóxico e cheguei.
A torre estava deserta, exceto por alguns corpos de trasgos e equipamentos velhos. Subi ao segundo andar e fitei a parede por alguns segundos até a ficha cair.
- A não! – Praguejei vendo a forma – De novo não!
Sir Curioso
18-09-2006, 17:43
mto loko..tava cansaduh de historia do tibia e em especial de noob começando em rook tendo amigos morrendos e outros...essa historia é mto comum mas faz um tempinho desde(pó,o heenett ñ lança o proximo cap.0.o)q ñ sentia emoção mesmo sendo poka
o "trailer" foi mto perdido e sem emoção... foi sem graça..
previsão para o prosimo capitulo?
Porque você não se concentra em uma história só cara?
Fora isso, não gostei =)
Manteiga
18-09-2006, 18:43
@Sir Curioso
Sei q o trailer fiko um c*... E espere e veja o q acontecerá... xD
Próximo cap hj talvez, ou assim q tiver 5 coments...
@Blarow
Sei não...
Manteiga
18-09-2006, 19:12
Capítulo II
Salvando-Me
Onde Drago tem algumas experiências com salvamentos.
- De novo não! - Disse Drago sentindo as pernas fraquejarem.
Ele olhou novamente para a parede. Jogada ali, rodeada de sangue, estava uma garota. Uma adolescente, na verdade. Tinha cabelos loiros e trajava uma armadura negra. Toda negra, menos suas botas, que eram vermelho berrante. Havia também um pouco de sangue abaixo da escada, como se ela tivesse caído e rolado até aí. Drago, definitivamente nunca mais voltaria pra esse lugar. Outra morte. Porém, a garota dobrou lentamente um de seus dedos. Estava viva. Ele não sabia o que dizer, mas não devia deixá-la ali. Se aproximou dela e passou seu braço esquerdo por seu ombro e a ergueu. Estav aainda desmaiada.
Após algum tempo, eles cruzaram a ponte das aranhas. Drago olhou novamente para ela. Estava com um forte batida na cabeça. Olhou para o horizonte e viu uma pequena torre. Sabia o que tinha que fazer. Não era hora para uma inimizade. Era um caso de vida ou morte. Ele a levou até lá a com uma certa dificuldade, a puxou para o alto da torre.
- Hyacinth, está aí?
- Esses ferimentos foram graves - Disse Hyacinth olhando para ela. Ela estava em sua cama, e ele sentado ao seu lado. Drago estava fora da cabana.
- Hyacinth... - Começou Drago - Você... Eu... Me desculpe.
- É preciso se perdoar algo de que não se necessita perdão?
Drago ficou pensando. Era uma pergunta retórica. Estava na cara. Significava que não ofendera ele. Pois Hyacinth sabia que ele estava transtornado.
O resto do dia transcorreu normalmente. Ele se encorajara à ir até a caverna da aranha venenosa, onde fez a quast do salmão. Ao voltar, evitou a torre dos trolls. Chegou até um pequeno campo com lobos.
- Socorro!
A voz eccoou na mente de Drago até perceber que estava em frente a um montinho de pedras.
- Eu não tenho uma pá! - Disse ele. Alguém estava preso lá dentro. Caíra no buraco e estava sendo torturado pelos besouros.
- Aaaaaahhhh - Gritou a voz, Era masculina e jovem. As pedras se mecheram. Uma mão empoeirada surgiu. Drago a agarrou.
- Vou te puxar!
- Ok!
Mas ele foi puxado. A mão foi bruscamente puxada, e fez Drago bater o rosto no chão. Ele sem querer soltou a mão. Seu nariz começou à sangrar.
- Nãããããããõoooooo - Gritou a voz - Me ajude!
A voz estava chorosa. Drago não sabia o que fazer. Não tinha tempo de comprar uma pá. Por fim, agarrou as pedras e passou à retirá-las. Uma a uma. Até ver algo. Ou melhor, alguém. Um jovem, de vestes azuis estava ali. Estava empoeirado e cheio de sangue. Lutava ferozmente contra um grupo de insetos. Aparentava ter doze anos.
- Tome - Disse Drago jogando uma corda. O garoto a pegou e ele o puxou.
- Obrigada - Disse ele sorrindo - Te devo essa...
--
Nota: Capítulo a ser editado 8D
O garoto na qual Drago salvou era homo-sexual? "Obrigada". E não use palavras como "quest", no caso do texto, "quast", pois se não daria no mesmo que isso;
"Era uma manhã muito lindo em rook, até que um newbie encontrou um level 3 na saída de cidade, e assim foram matar uns troll's, mas antes disso o level 3 perguntou os skills do tal newbie, mas ele respondeu que era 10/10, e não iria conseguir matar os trolls."
Exemplo horrível, eu sei, mas deu pra intender, né?
:notme:
Li os capítulos e decidi plantar umas críticas aqui.
Cara, você esta indo demasiadamente rápido com a história! Tudo acontece tão rápido; as mortes, os encontros, as explicações... Tudo! Vai com mais calma amigo, se não a história fica um lixo.
Descrições, faltam descrições dos locais, personagens e tudo mais.
E o vocabulário podia melhorar um pouco.
Só um aviso! Cuidado com o Clichê, aqueles assim, Morreu uma pessoa próxima, agora vou me vingar!
Grato, Wakka H.
Dard Drak
19-09-2006, 00:10
"exceção", "mexeu"...
E se traduziu Ocr=Ogro, fizesse o mesmo com Troll=Trasgo (é trasgo né ^.-?¿)
Quest, hum...Poderia dizer que ele se aventurou em algum lugar perigoso e achou um item valioso e raro, mas quest, fica esquisito...
Também descarte a escrita "fulano disse" "ciclano responde", como fez na primeira parte ali. Se era um diálogo entre apenas duas pessoas, já dava pra se saber quem falava o que, não necessitava dizer quem era...
O enredo, tá até bom, porém você conta tudo rápido demais, sem detalhes, descrições, emoções, etc...
E não poste tantas partes seguidas, cansa quem estiver acompanhando ler tudo de uma tacada só...
Mas continue tio, já que você tem o rp todo "bolado" mesmo o/
Dard* :)
Manteiga
19-09-2006, 12:33
"exceção", "mexeu"...
E se traduziu Ocr=Ogro, fizesse o mesmo com Troll=Trasgo (é trasgo né ^.-?¿)
Quest, hum...Poderia dizer que ele se aventurou em algum lugar perigoso e achou um item valioso e raro, mas quest, fica esquisito...
Também descarte a escrita "fulano disse" "ciclano responde", como fez na primeira parte ali. Se era um diálogo entre apenas duas pessoas, já dava pra se saber quem falava o que, não necessitava dizer quem era...
O enredo, tá até bom, porém você conta tudo rápido demais, sem detalhes, descrições, emoções, etc...
E não poste tantas partes seguidas, cansa quem estiver acompanhando ler tudo de uma tacada só...
Mas continue tio, já que você tem o rp todo "bolado" mesmo o/
Dard* :)
Troll é trasgo é? não sabia... xD
E eu não bolei tudo, só o enredo principal.
PS: Thais e os mistéris dela só se enquadram no final, no "vamo ver". Antes, vou me concentrar em contar a vida dos personagens.
Draconian
25-09-2006, 22:00
tah ficando lehal, so deve descrever mais, tipo, tente falar como era o local que eles estavam, as afeiçoes de fulano, como a cor de pele, se tinha barba ou n, e etc...
so n coloque mt tb, tipo, quantos pelos ciclano tinha no braço, quantos tijolos tinha na casa e etc..
axo q deu pra entende né? vai la, q o enredo tah ficando bom...
Manteiga
07-10-2006, 11:39
Capítulo III
O Corpo do Dragão
Onde Drago descobre coisas em comum perante Jack e Alia e percebe que fumaça não faz bem a saúde.
- Sparrew - Disse o garoto tomando um grande gole de chá quente - Jack Sparrew.
- Belo nome - Disse Drago o fitando. Perguntara-lhe o nome - Sou Drago. Drago Aaril.
Jack abriu sua boca para falar e começou logo a contar sobre toda a história de como caíra no buraco. Estavam em uma sala apertada. No subsolo da biblioteca principal. Era um lugar compacto, com algumas camas distribuidas em colunas. Tinha aspecto limpo e era construído com a melhor pedra da região. A ''proprietária" do lugar, Amber, saíra para fazer suas compras. Como ele e Jack passavam por ali, ela os colocou para vigiar o lugar.
- Garanto que você nem me ouviu! - Disse Jack sério.
- Não, não... - Mentiu - Continue...
- OK...
- Você não deveria fazer isso! - Disse Hyacinth sentado em uma cadeira de madeira fitando o chão - Não se recuperou por completo!
- Eu preciso ir! - Disse a garota. Ela olhou nos olhos do velho druida e viu compreensão. Ela se retirou rapidamente.
- Então? - Falou Jack com uma bela voz esperançosa - Vamos?
- Ah, o que...? - Pediu Drago a ouvir o som da voz de Jack.
- Você quer ir comigo na Caverna do Dragão Morto?
- Pode ser... - Falou Drago se recordando dos antigos tempos.
- Ótimo! Vamos, quero conheçer o lugar antes do nível oito!¹ Tem dinheiro né?
- Sim, por que?
- Oras, precisamos de fluidos vitais né?
Fluidos vitais... Vital... Cura... Druida... Hyacinth... Garota...
- Meu Deus! - Gritou Drago ficando em pé. Estava sentado em uma cama fofinha por sinal - Quase esqueci da garota!
- Garota?
- Vem comigo - Disse Drago agarrando Jack pelo braço e o arrastando pra fora dali - Te conto tudo no caminho!
- Como ela saiu daqui? - Gritou Drago.
- Com os pés talve? - Ironizou Hyacinth - Francamente, seu estado não era bom, mas ela podia sair andando, matando e falando!
- Não seja hipócrita Hyacinth!
- Querem calar suas bocas! - Gritou Jack - Pra onde ela foi?
- Ela disse algo como Dragão...
- Nossa, que coisa! - Ironizou Drago descendo as escadas. Jack o seguiu.
O calor no interior da Caverna do Dragão Morto era insuportável. Segundo lenda Rookgaardianas, um dragão teria espalhado o caos pela ilha em tempos remotos. O herói Banor teria magicamente retornado do mundo dos mortos e matado a besta, espalhando fogo inacabável pelo local. Era necessário ser forte para atravessar aqueles campos e sobreviver. Poucos conseguiam. Alguns diziam que se você sobrevivesse, receberia um Escudo de Latão.
- Tem alguém aí? - Gritou Jack desesperado.
Rec... Rec... Rec...
O som de algo sendo arrastado era sinistro. O som se tornava cada vez mais alto...
Rec... REc... REC... REC! Plaft!!
um corpo feminino muito conheçido pr Drago caiu aos seus pés. Ainda conservava vida e segurava em uma de suas mão uma bolsa.
- Alia! -Gritou Jack de repente - Alia, você está bem?
- Vocês se conheçem? - Pediu Drago enquanto Jack ajudava Alia a se erguer.
- Sim - Respondeu Alia.
- Ela é uma membra da guilda² do meu irmão!
- Seu irmão?
- É. Meu irmão entrou em uma guilda criada pela Ders de Candia. Eles são amigos. Ele me deixou entrar. Alia é prima de terceiro grau de Ders!
- Ah... claro... - De repente uma luz se ascendeu na mente de Drago - Jack, você disse que me deve uma né? Que tal me deixar entrar na guilda?
Drago mal sabia que essa seria a pior decisão de sua vida.
--
Nota: A ser editado.
- Transmição iniciada
Cara, de uma vez por todas, pare de usar nomes de personagens famosos de cinemas em suas histórias!
Primeiro era o Bond, Chuck Norris, Jack Sparrow ( você só mudava o finalzinho do nome e dizia que não era à ele que você estava se referindo ).
E sinceramente, as suas outras histórias são bem melhores, ( não porque essa seja de Tibia ).
PS: Eu imploro, pare de escrever essa história e volta a escrever uma das outras duas que eu esqueci o nome, mas uma é aquela que tem o título copiado de Nárnia, o leão, a feiticeira e o guarda roupa ( não sei a ordem certa \o/ ).
- Fim de transmição, câmbio, desligo.
Manteiga
08-10-2006, 10:06
- Transmição iniciada
Cara, de uma vez por todas, pare de usar nomes de personagens famosos de cinemas em suas histórias!
Primeiro era o Bond, Chuck Norris, Jack Sparrow ( você só mudava o finalzinho do nome e dizia que não era à ele que você estava se referindo ).
E sinceramente, as suas outras histórias são bem melhores, ( não porque essa seja de Tibia ).
PS: Eu imploro, pare de escrever essa história e volta a escrever uma das outras duas que eu esqueci o nome, mas uma é aquela que tem o título copiado de Nárnia, o leão, a feiticeira e o guarda roupa ( não sei a ordem certa \o/ ).
- Fim de transmição, câmbio, desligo.
Procure por Jack Sparrew no Tibia.com e me diga se existe. Eu o conheço no level 6 em rookaard no mundo Candia e viramos amigos. Uma vez, sei lá por que, dei look nele e vi que ele tinha uma guild. Eu pedi para Ders on Candia, leader da guild, para entrear e ela deixou.
NÃO FALE DO QUE NÃO SABE!
Ownei
---Edited----
As crônicas não estão agradando, então parei. Só continuo se chegar alguém e falar: Plxxxx continua! ou coisa parecida.
A outra eu deixei bem claro, estou RETIRED DELA. Vou continuar assim que recuperar a história original, que perdi. Pois estava salva em uma pasta que veio a ser deletada.
Feliz agora?
Não seja por isso, ele imitou o nome então.
Pois bem, então, qual será o próximo ator (a) na sua história?
Ermmhh... Deixa eu adivinhar... O Rambo! sim, ele mesmo, se não for ele a próxima deve ser... hmm... Lara Croft? Já sei! quando eles chegarem em Main o Eternal Oblivion irá aparecer! ou não, talvez o Cachero!
( Isso que eu chamo de criatividade, então ao menos bole nomes que não sejam imitações )
Procure por Jack Sparrew no Tibia.com e me diga se existe. Eu o conheço no level 6 em rookaard no mundo Candia e viramos amigos. Uma vez, sei lá por que, dei look nele e vi que ele tinha uma guild. Eu pedi para Ders on Candia, leader da guild, para entrear e ela deixou.
PS: É uma história comovente. < enxuga as lágrimas >
Dard Drak
08-10-2006, 16:20
Não gosto de usar onomatopeias, que nem vc fez com "rec, rec, rec...". Prefiro descreve ro som...
Não sei qual das histórias sua eu acho melhor, por que vc escrev bem um capitulo mas depois abusa no outro, caindo de nivel... E tbm escrever um monte ao mesmo tempo não é aconselhável, vc fica todo perdido e o resultado final não pode não sair do jeito que se espera...
Bem ,mas continue, enredo ficou mei oesquisito mas quero saber como fica...
Dard* :)
Manteiga
16-10-2006, 18:54
Capítulo VI
Olho por Olho
Onde Drago conhece alguém que vai aprender a amar.
Drago estava radiante. Como não poderia? Converssara com Jack sobre a guild e ele disse que pediria para o irmão conversar com Ders. Um novo raio de esperança surgia na mente de Drago. Nem tudo estava perdido. Ainda podia recuperar o tempo perdido.
Sorte que Drago tinha bons reflexos. Vinda do nada, uma lança rápida como o fogo cruzou o aminho de Drago. Se não tivesse se abaixado a tempo, sua cabeça ganharia o prêmi de arremesso. Olhou para o horizonte, em busca do lançador. Estava parado em um campo. Em frente à Torre norte dos Trolls. Temia que fosse um Ogro Lançador.
- Mas ogros não vivem nessa região! - Pensou alto.
Um som alto foi ouvido. Um grito. Não um grito de horror. De ódio mesmo. O som ficou próximo. Quem o lançava era mulher, pelo tom. O som ficou estupidamente alta até que...
Drago abriu os olhos. Sentia uma dor forte na cabeça. Parada ao seu lado estava uma garota. De sua idade. Usava uma blusa roxa e uma saia ocre. Seus cabelos castanhos encaracolados caíam pelas suas costas. Ela tinha olhos azuis e um nariz curiosamente reto.
- Me desculpe, confundi você com um ogro!
Drago olhou para si mesmo. Usava uma camisa marrom com calças verdes. Um robe verde oliva caía sobre seu corpo. Tinha cabelos castanhos lisos e olh os verdes. Decididamente não era parecido com um ogro. Maldito gosto por verde.
- Não pareço droga nenhuma!
- Bem, de longe parece sim!
- Só se você for vesga, hã...
- Ama. Meu nome é Ama. Mas gosto de pensar que uso o pseudônimo de Amazonator. E não, não sou vesga.
Que ótimo! Mais uma pirada...Pensou Drago ficando em pé. Estivera caído no mato durante algum tempo.
- Eu não sei seu nome! - Disse Ama revoltada.
- Drago! Drago Aaril!
- Que nome gozado...
- Olha só quem está falando...
- Vem cá, por que está sendo tão ríspido comigo?
- Não sei... TALVEZ PELO FATO DE VOCÊ TER TENTADO ME MATAR!
- Foi sem querer!
- Sei... Agora sai daqui!
Drago passou por Ama e correu para o nordeste. Precisava caçar. Ouvia estalidos bem próximo. Se virou lentamente pensando estar sendo seguido por um lobo e viu...
- Ama! Dá pra parar de me seguir?
- Não. Eu estava aqui antes. Lembra?
- Ok... Mas não roube minha caça!
- Ok...
Ouviu-se um rugido alto. Um lobo estava totalmente enrraivecido enquanto arrancava a pele de um cadáver no chão. Drago se aproximou lentamente e ergueu sua maça.
- Esse é meu!
No momento seguinte, Ama lançou sua lança que perfurou o lobo, o matando na hora. Ela lançou o corpo no mar e começou a procurar ago. Tirou a mochila do corpo e a abriu.
- Sua vaca! O lobo era meu!
- Que se dane, olha isso! - Disse Ama jogando uma katana para Drago. O corpo tinha duas.
- Se eu não usasse clavas ficaria com isso...
- Legal, eu uso lanças! Vem, vamos vender!
Contra a própria vontade, Drago foi até o centro da cidade com Ama e esperou.
- Compro Katana! - Gritou um vulto na multidão.
- Eu vendo por 100 moedas de ouro! - Gritou Drago. O hmem apareceu com o dinheiro em mãos.
- Eu vendo por 85... - Disse Ama. O homem se virou para ela e lhe entregou o dinheiro. Ela lhe deu a espada.
- Eu te odeio - Disse Drago por fim.
===Edited===
Credo....
Quando escrevi o capítulo parecia grande ,mas aqui... Ficou nanico...
Outra coisa:
Sem comentários, sem atualizações.
Reclamam quando posto cedo ou tarde mas nem se dão ao trabalho de comentar.
Grato
Dard Drak
24-10-2006, 19:09
Nem tudo estava perdido. Ainda podia recuperar o tempo perdido.
Repetição de palavras em curto periodo de tempo, evite...
Poderia usar algum sinônimo no lugar pra evitar isso...
Traduziu orc pra Ogro, mas deixou troll ainda, ficou meio estranho...
Teve bastante errinhos de digitação, uns.. Quatro XD.
E gostei da mulher...
Dard* :)
Draconian
24-10-2006, 20:54
tah legal a historia!!!
continua!!!
e, como o Dard, eu tb gostei da mulher =D
Manteiga
27-10-2006, 15:10
Capítulo V
Um adeus mais que bem vindo
Onde Drago e os outros se metem numa encrenca e a dor do adeus volta a assombrar
- E você dizia que seria simples né... - Disse Jack, sarcastico como sempre.
O curioso, é que talvez pela primeira vez em sua vida, estava certo. Alia fora quem dara a brilhante idéia de descer até os túneis da Caverna da Aranha Venenosa. Ela sugeria tentarmor atravessar o Inferno de "Minos" e ver o lendário Minotauro Mago. Jack tentou de tudo para não vir... Mas pra ele, Alia tinha um "Q" a mais...
Além disso, ela o convenceu dizendo que seria simples. Aliás, convenceu a todos. Eu, Jack, uns amigos deles, e infelizmente, Ama. Estavamos em uma caverna escura e repugnante. Fedia a urina e tinha um solo acidentado. Era fracamente iluminada por tochas presas às paredes. Havia em seu centro, uma longa mesa de madeira. O certo era dizer que aquilo era uma galeria. Grande por sinal. Havia um buraco depois de um túnel mais à frente. Ou à direita...
Estava tão escuro que nem eu sabia direito... A respiração gélida e assustada de meus amigos era o suficiente para explicar a situação. Aproximadamente uns dez ogros vagavam pela "caverna". Seus urros se deviam ao seu olfato. Sentiam nossa presença.
Estavas ocultos em um dos cantos da caverna. Só esperando uma chance de voltar, se achassemos o caminho. Sabiamos, interiormente, que teriamos de matar os ogros. Mas eramos um número maior. Porém, muitos inexperientes. Vários mal conquistaram a glória de passar da ponte de Dalheim.
Tinhamos na equipe uns doze membros. Metade nem sabia o que fazer direito. Dois eram paladinos, contando com a Ama. Senti algo roçar em minhas vestes e percebi que era Jack se ajeitando. O conheçendo bem, estava morrendo de medo. Tinha uma fobia de cavernas e besouros...
Os passos abafados dos ogros se tornavam cada vez mais próximos. Seus urros podiam assustar qualquer um. As chamas das tochas tremiam e formavam sombras nas paredes. Era uma situação difícil. Muitos morreriam. Eu só pensava em juntar lucro.
- Podiamos atacar pelo norte - Cochichou Átila, um dos amigos de Jack.
- Se soubessemos onde é o norte... - Sussurrou Jack sarcástio.
- Calados - Disse Alia com desdém - Não chamem a atenção deles!
- Eu podia distrai-los - Comentei. Era ágil o suficiente para os enganar e correr na direção oposta à eles.
- Não sei... - Respondeu Alia, preocupada.
- Não vou te deixar ir só - Disse Ama - Eu também vou!
O meu ódio psicótico por Ama crescia silenciosamente. Estavamos andando calmamente pela caverna. Na ponta dos pés. Não queriamos atrair as feras. Não agora. Estavamos muito perto dos outros. Passados pesados minutos, avistamos uma silhueta escura se mecher. Soltou um urro de aviso. Ama se preparou para o sinal. E eu para o ataque.
Foi tudo bem rápido. Ela jogou um elmo de viking longe e este colidiu com a parede, liberando um estrondo alto e metálico. O sinal. Ouviram-se os passos dos outros. Enquanto isso, eu matava silenciosamento o ogro que avistamos com a maça. Infelismente, ele tinha amigos. Vários, por sinal. Nos atacaram impetuosamente e nós corremos muito. Achamos a saída daquele lugar, e escapamos.
- Da próxima vez, não erre o caminho - Disse Jack para Alia, já fora da caverna.
- Me desculpe! Não sou perfeita...
Só estavamos eu, Jack, Ama e Alia. Os outros seguiram seus caminhos. Subimos as escadas da ponte e a atravessamos. Iamos descer, mas Dalheim nos abordou.
- Sr. Drago Aaril - Ele disse - Fico feliz em dizer que você passou ao nível seis!
Eu fiquei radiante. Meus amigos gritaram e ficaram felizes por mim. Eu já estava quase pronto pra Main. A notícia a seguir me atingiu como uma bala.
- Sr. Jack Sparrew e Srta. Alia Cloudtower, meus parabéns. O oráculo me informou qu eestão prontos. Vocês chegaram ao nível oito.
- Não podem me deixar assim! - Gritei para eles. Estavamos sobre a biblioteca. Na sala do oráculo. Ama sumira e eles estavam prontos para ir pra Carlin.
- Você ficará bem aqui! - Disse Alia.
- Em breve nos veremos por aí!
- Mas...
Antes que eu pudesse terminar, eles disseram um simplório "Olá" para o oráculo.
- Bom dia! Estão prontos para a face do seus destinos?
- Claro - Respondeu Alia.
- Sim - Disse Jack.
- Hum, que cidade vocês querem ter para viver? Carlin, Thais ou Venore?
- Carlin - Responderam juntos.
- E que vocações você escolhem? Druida, Mago, Cavaleiro ou Paladino?
- Cavaleira - Disse Alia.
- Mago - Completou Jack.
- Estão certos disso? Essa decisão é irreversível!
- Sim - Disseram. Uma forte luz negra os envolveu. E eles sumiram.
- Que Banor os proteja - Disse uma voz rouca. Me virei, escondendo as lágrimas, para ver Ama.
Draconian
27-10-2006, 19:18
Hum..
legal
gostei do capitulo =D
entao, ficaram em Rook Guard apenas ele e Ama....
Fico feliz em dizer que você passou ao nível seis!
Não coloque niveis... isso deixa a historia meio ruim de se ler...
um exemplo:
Caraca mano, vc ja esta no lvl 6, q rox!
sim, eu ja to indo pra main, e meus skils ja estao 15/15 =D
aff,, os meus tao 10/10 ainda, sou mt noob...
sei que o exmplo tah horrivel, mais tah valendo, procure colocar assim:
Fico feliz em dizer que você ja esta quase pronto para ir a Main!
assim ficaria bem melhor!
Manteiga
27-10-2006, 20:03
Hum..
legal
gostei do capitulo =D
entao, ficaram em Rook Guard apenas ele e Ama....
Não coloque niveis... isso deixa a historia meio ruim de se ler...
um exemplo:
Caraca mano, vc ja esta no lvl 6, q rox!
sim, eu ja to indo pra main, e meus skils ja estao 15/15 =D
aff,, os meus tao 10/10 ainda, sou mt noob...
sei que o exmplo tah horrivel, mais tah valendo, procure colocar assim:
Fico feliz em dizer que você ja esta quase pronto para ir a Main!
assim ficaria bem melhor!
Caham!
Vc lê minhas notas de autor?
Creio que deixei claro em uma delas de que o nível que estou falando é algo tipo karatê:
Exemplo:
Uau, hj eu pidi fri itans!!11!!!!shift+1111oneone!!!!!
Isso qr dizer q vc é lvl 3!!!11!1!!1shift+11!!1!!oneone
o exemplo ta um cocô mas a idéia:
Fiz isso e sou tal nível
Mas tudo bem, só vou por isso na fase em Rook. Mais dois caps e adeus ilha nojenta!
bernardofcs
28-10-2006, 22:03
Pena q o ritmo que você está fazendo o RP está muito lento...Podia ser um pouquinhu mais rápido né xD Mas está muito boa a história
Draconian
29-10-2006, 22:30
cara...
desculpe
li sim as suas notas do autor
mais esqueci que o nível que vc estava falando é tipo o de karatê
entendi então....
desculpas mais uma vez...
Manteiga
06-11-2006, 11:24
Desculpem o atraso para a atualização!
Capítulo VI
Este Amor
Onde perante o medo humano da morte, o amor se manifesta...
Pra quem passava por ali, essa cena era no minimo tosca. Tosca. Uma palavra vulgar, mas que descreveria muito bem o que se passava no globo ocular de Tom naquele momento.
Drago estava sentado em um banco de madeira na loja de Tom, o caçador. Chorava rios de lágrimas. Tudo bem, seus amigos saíram da ilha, mas em questão de tempo ele também sairia, pra que chorar? Mas por uma infeliz armadilha do destino, ele sofrera muito no passado. Crescera só.
Eu estava logo em frente a loja de Obi, no poço. Não dentro dele, lógicamente. Segurava em minhas mãos um frasco vazio. Puxei as cordas e trouxe o balde cheio te água até a boca do poço. Mergulhei o frasco nele e em questão de segundos, estava cheio de água. me virei e passei a correr em direção à loja de Tom.
Entrei e não demorei a avistar Drago. Estava com uma aparência repulsiva. Estava todo marcado por suas lágrimas e sua tristeza. Me aproximei e sentei-me ao seu lado e lhe entreguei o frasco d'água.
- Tome - Eu disse - O fara sentir melhor.
- Nada pode me fazer sentir melhor! - Ele bufava com a voz fraca, sem me encarar.
- Não seja patético. Tome de uma vez e pare de chorar!
- Você não manda em mim!
- É, talvez sim. Mas posso lhe aconselhar.
- Pode ser fácil - Ele falava erguendo a cabeça, mas ainda sem me encarar - Para você. Não viu seu melhor amig ser ass...
- Chega! - Eu falei. Isso era petético - Estás esquecendo que ainda estou aqui? Não que seja muita coisa, mas é melhor que nada!
Dessa vez ele me encarou nos olhos. Abriu um sorriso e passou a rir. Animadamente. Isso era um bom sinal. Eu estava o deixando feliz. Isso o faria esqueçer o resto.
- E então - Eu falei, ficando em pé - O que acha de irmos caçar por aí?
- Sabe de uma coisa - Drago falou para mim - Você é um mistério para mim.
Sua voz ecoou pelas paredes acidentadas da caverna da aranha venenosa. Adoravamos passar horas ali com os outros. Estavamos no nível dos esqueletos nesse momento.
O lugar cheirava a mofo. Haviam ossos espalhados pelo chão junto com equipamentos rejeitados e tochas, que iluminavam a caverna tortuosa. Ouvimos um som. Uma respiração gélida se aproximava, como quem não quer nada. Mas na verdade queria nossas almas.
Ele ergueu sua clava e eu preparei minhas lanças. A criatura apareçeu e ele saltou sobre o dito cujo. Com alguns ataques, vários ossos saltavam por aí. Eu joguei uma lança contra as costales do esqueleto, e ele tremeu.
Ele agarrou Drago e o lançou contra a parede da gruta.
- Drago! - Eu gritei - Você irá pagar!
Agarrei um machado do chão e corri contra ele. O ataquei com tudo. Meu corte fora preciso. Cirúrgico. Fatal. A cabeça do morto vivo rolou no chão.
Drago ia lentamente abrindo seus olhos. Ia se movendo com dificuldade. Erguia-se com ajuda das rochas ao seu lado.
- Que bom que está vivo - Eu falei
- Por que está me ajudando?
- Me sentiria culpada se você morresse...
- Só isso?
- Bem - Eu falei constrangida me afastando - Na verdade eu gosto de você...
- Como? - Pelo tom com que ele falou, dava pra se perceber que estava perplexo.
- Aquele dia - Eu revelei - Não te confundi com um ogro... Só queria chamar tua atenção...
A verdade dói. Muito. Ele se calou. Tentei o ajudar par asairmos dali, mas ele se ergueu totalmente só e falou.
- Na verdade, eu também gosto de você
E ele foi se aproximando. As tochas se apagaram com o repentino movimento.
Juntos, crusamos toda a caverna e saímos na Clareira Principal. Caminhamos um pouco até chegar na ponte de Dalheim. Subimos, mas novamente ele me abordou. Eu fiquei nervoso.
- Não para mais né Sr. Aaril? Acaba de alcançar o nível sete!
Eu me aliviei. Mas foi por pouco tempo.
- E Srta. Ama, parabéns, nível oito!
Draconian
06-11-2006, 20:46
todos saindo de Rookgaard e o coitado ainda está la...
sera que Ama esperará ele passar pro "nivel oito"?
é o que espero...
aqui estão alguns erros bobos de digitação, creio eu
Não viu seu melhor amig ser
amigo certo?
costales
costelas correto?
preste um pouquinho mais de atenção antes de postar aqui, assim pode evitar estes erros, ou ate mesmo o Word pode te ajudar nisso, pois ele ira sublinhar em vermelho as palavras que ele achar incorretas, vc concerteza a virá e a arumará
capitulo normal, não adicionou muita coisa a historia, apenas que Ama gostava de Drago e vice-versa (coisa meio notavel) e Nào achei nenhum erro de grafia, ou de concordancia...
po, o Drago tem que ir caçar um pouco sozinho, todos estão passando o coitado ^.-
Sem mais, Draco
Manteiga
09-11-2006, 11:06
Bem, estou aqui pra dar uns avisos em relação à esta história.
1º Esta será uma grande história, prevista para ter mais de 50 capítulos (talez menos, mas de 60 não passa)
2º Em virtude de eu ter inscrevido esta história para o Concurso~, vou me afastar um pouquinho de Piratas de Vandura, pelo menos até começarem as semifinais.
3º Será uma história confusa em grande parte, por isso prestem muita atenção em qualquer detalhe.
Mas também estou aqui pra postare o sétimo capítulo!
Capítulo VII
Era uma vez
Onde Ama se despede e Drago encontra uma razão para viver na morte
- E ela se foi.
Se foi para o nada, para o vácuo. Para longe, mas não tanto quanto eu. Definitivamente era de cortar o coração. Mas acho que Drago exagerou ao arrancá-lo pela boca, ao cortar sua alma.
Isso tudo se assemelha a um epílogo de novela. Onde a mocinha é levado e o mocinho sai procurá-la. Mas era diferente. O mocinho estava sentado em um banco, parado. Fazia isso à pelo menos trezentos e sessenta e cinco dias.
Talvez ele já pudesse ser considerado um "rooker", como o pessoal da Ilha chamava os jovens que abandonavam o sonho de ir para o Tibia. Tantas gerações já haviam passado por aquela biblioteca. E um adolescente de quatorze anos não tinha coragem de fazê-lo.
Era justamente o que eu dizia pra ele, há três anos atrás.
O amor é incerto, injusto, surreal. Não há amor sem dor. Não há dor sem amor
Eu achava que isso havia o feito resistir às tentações sentimentais humanas, mas sua mente desestruturada o negava a força da persistência, desligava seus sentidos sempre que aquela perua passava.
Mas ele simplesmente ficava babando perante ela feito um cachorrinho sem dono. Há apenas uns anos atrás, éramos grandes amigos. Nem mesmo as mulheres podiam interferir em nossa amizade.
Mas pelo jeito, bastava eu morrer para ele sair por aí "caçando". E era por essas e outras que eu nunca amei ninguém. Pelo menos não pelo desejo. Apenas fraternalmente.
O que eu mais queria agora era gritar do meu vácuo. Direto dos pulmões. Gritar para ele ouvir minha voz. E perceber que o que eu mais queria era ajudar.
Tudo bem, eu detestava a "tipa" pela qual ele se apaixonara, mas que poder tinha eu? O máximo que eu podia fazer era afastá-los. Mas isso o faria ficar triste. E essa era a última coisa que eu queria.
Pena que eu não podia falar com ele. Avisá-lo dos perigos que o aguardam em Tibia. A vida dele será difícil. Mas eu não tenho poder para interferir na decisão e Uman. Ele quer testar Drago.
Então, cabe a mim testar também. Testar seu amor. Era patético, mas fugaz! Eu já havia feito Ama entender seus rumos. Era sua vez. E apesar de eu não poder falar com ele, eu podia entrar em contato. Através do incerto. Do inanimado.
Eu podia vê-lo sentado na loja de Tom, onde tudo começou. Mas ele não podia me ver. Uma pena. Apenas um impedimento momentâneo. Em breve um de seus "amigos" falaria comigo. De perto.
Era de minha vontade sentar-se ao seu lado. Mas era hora de entrar em ação. Hora de agir. Eu, bem, meu espírito, flutuou transparente e parou ao seu lado. Eu o olhei e ergui meu braço esquerdo e movimentei do leste para o oeste rápido. Uma brisa atingiu seu rosto, e o fez virar-se pra mim. Dava pra ver que estava intrigado pelo vento repentino.
Eu flutuei para cima de sua cabeça e passei em alta velocidade sobre seu corpo. Sentiu um calafrio. Ficou em pé e passou a olhar em volta.
- Quem está ai? - Ele pediu assustado. Era noite ainda.
- Ninguém - Eu falei, sabendo que não podia me ver.
- Pare com isso agora!
- Não pode falar com o nada, está doente? - Eu falei deprimido.
Flutuei fazendo vento. Ao seu redor, por tudo. Era um sinal. Olhei pra mesa de Tom e vi a cabeça de urso que ele usava. Ergui e a botei em minha cabeça, fazendo ruídos inaudíveis. Tudo que ele podia ver era a cabeça flutuando.
- T-Tom? - Disse ele trêmulo. Ele havia se lembrado da brincadeira que eu fazia pra animá-lo quando éramos crianças. Uma lágrima correu por sua face - É você?
Eu concordei com a cabeça de urso.
- O que você quer me dizer?
Eu ergui minha mão e passei a manipular os ares. Faziam ruídos como um ogro.
- Sua morte? O que tem ela?
Flutuei pela sala e ergui os ares para separar as botas de couro de cima da mesa. Uma estava só.
- O que isso quer dizer?
Eu peguei o facão de Tom e lasquei a parede.
- "Eu o deixei, não os deixe ser assim" - Ele leu - Com sua morte você me abandonou?
- Sim - Eu falei. E me surpreendi ao ver que ele compreendeu. Ele podia me ouvir! - Nossa história acabou! Não se prenda ao passado!
- Não posso ir, não tenho forças!
- Você quer viver assim, acabado, podre?
- Tom, eu...
- Pense nisso!
Eu falei isso e me ergui para o teto. Joguei a cabeça do urso no chão e atravessei o teto.
- Não! Não me deixe!
Eu me sentia sujo por dentro ao enviá-lo para sua vida no Tibia. Mas era o meu dever. O preparar para o que estava por vir. Ele saiu da cabana e olhou o céu. Ele me olhou, ou pelo menos olhou onde eu estava. Ele se virou e começou a caminhar em direção ao oráculo.
- Por você - Eu o ouvi dizer.
Atravessei as paredes da biblioteca e pude ouvi-lo dizer "Oi", "Druida" e "Venore".
- Está certo? Esta decisão é irreversível! - Disse o oráculo.
- Sim.
Dard Drak
09-11-2006, 11:21
Você comete muitos erros de grafia do tipo trocar z por s, ou o contrário...
E também, na pressa de escrever, faz bastante erros de digitação, coisa que deixa o texto meio feio esteticamente...
E os dois falando que um gostava do outro, no penúltimo capítulo, achei bem superficial, sem emoção alguma...
Porém, tirando alguns errinhos de concordância desse último texto, de longe eu achei o melhor... De certa forma, conseguiu passar os sentimentos de ambos...
Dard* :)
Draconian
09-11-2006, 18:44
capitulo estranho...
finalmente ele saiu de rookgaard!!! =D
"a mocinha é levado"
não seria "levada"? um erro de digitação creio eu...
capitulo bom, pelo enredo, só achei que teve muitos erros de digitação como esse citado a cima...
tente prestar um puco mais de atenção no proximo, ficará melhor
Sem mais, Draco
Manteiga
11-11-2006, 10:59
capitulo estranho...
finalmente ele saiu de rookgaard!!! =D
não seria "levada"? um erro de digitação creio eu...
capitulo bom, pelo enredo, só achei que teve muitos erros de digitação como esse citado a cima...
tente prestar um puco mais de atenção no proximo, ficará melhor
Sem mais, Draco
Eu não entendo! Digito os capítulos no Word e ele devia arrumar isso...
Vou prestar mais atenção de hoje em diante!
Dard Drak
11-11-2006, 16:03
Eu não entendo! Digito os capítulos no Word e ele devia arrumar isso...
Não confie demasiadamente no Word, ele é burrinho...
Se vc repara que está errado, no seu senso, só por que o Word diz que não ta vc deixa quieto?¿No...
Dard* :)
Draconian
12-11-2006, 16:26
Eu não entendo! Digito os capítulos no Word e ele devia arrumar isso...
Vou prestar mais atenção de hoje em diante!
o Word arruma apenas palavras erradas, não frazes...
nesse caso, a palavra "levado" esta correta, o que esta errado é que para ela se encaixar corretamente na frase, teria que estar no feminino, entào o correto seria "a mocinha é levada"
Agora entende?
Sem mais, Draco
Manteiga
18-11-2006, 09:01
Capítulo VIII
Encontros e Desencontros
Onde Drago tem uma bela surpresa, mas acaba notando que nem tudo são flores.
Se eu soubesse que "viajar" de teleporte fosse tão ruim assim, teria ficado por lá mesmo...Eu pensei logo que a maldita luz negra do oráculo me libertou, deixando que o belo e simples templo de Venore entrasse em meu globo ocular. Era um lugar compacto, sem nenhuma saída. Continha pilares de pedra pura segurando as estruturas das passarelas acima do templo. Sem esses pilares, tudo viria a baixo.
Sentado logo atrás do altar logo a minha frente, estava Yberius, o monge venoriano. Ele parecia entertido lendo a biblia do Tibia, enquanto arrumava suas vestes de monge, o tipico manto marrom esfarrapado, e como Alia diria, "demodê".
- Seja bem vindo meu jovem, à bela e suntuosa cidade de Venore! - Falou Yberius erguendo a cabeça lentamente e fechando a biblia. Ele se levantou e caminhou em minha direção - Em que posso ajudá-lo?
- Erm... - Eu começei. Nem sabia o que falar! Oi, o senhor viu uma garota, uma maluca e um medroso passarem aqui hoje? Decidamente isso é que não era... - Eu preciso de ajuda! Não conheço nada dessa cidade!
- Bem, vá até o depósito, o centro da cidade. De lá, obtera as respostas que quiser!
- Ah... Claro, obrigado, tchau! - Falei isso e corri em direção à uma escada. Eu a subi e quase cai para trás com a bela vista.
No horizonte eu podia ver o pântano do lodo verde, o mar, a silhueta de um continente, que devia ser Darama. Ao meu redor, pessoas e mais pessoas atravessavam a cidade planejada por suas passarelas de pedra, que interligavam lojas, casas e centros de diversão. Sem nenhum minuto a perder, começei a procurar o depósito. A julgar pela grande movimentação perto de uma montanha não muito longe do templo, deduzi que era ali.
Caminhei na direção da montanha, vendo mais e mais pessoas conversando, comprando e vendendo coisas. A cidade comercial, humpff!Caminhei até a base da montanha e desci uma escada localizada em uma ponte de madeira. Lá embaixo, eu vi um enorme lago, as estruturas da cidade e o depósito, lotado de pessoas. Entrei nele e admirei suas formas. Fora cavado dentro de uma montanha! Vi as pessoas nas mesas trocando mercadorias e decidi alugar um cofre.
Me apromixei de uma mulher, que estava atrás do balcão cetral. Tinha cabelos castanhos e uma blusa azul, que combinava com sua saia azul-turquesa e seus belos olhos azuis.
- Olá - Me diriji a ela.
- Bom dia, jovem aventureiro, sou Dove, em que posso ajudá-lo?
- Eu queria alugar um cofre.
- Claro - Disse ela me passando um formulário - Preencha.
Preenchi e devolvi a ela. Nisso, ela guardou a papelada debaixo de sua mesa e me entregou uma chave.
- Número 369 - Disse ela.
- Obrigado - Eu falei me afastando, indo em direção à um grupo de mesas de depósito, marcadas com o número 300. Cheguei em uma delas, marcada com o número 360. Era um sistema interessante. Era feito um agrupamento de dez em dez cofres em uma só mesa! Abri a número 360 e vi dez caixas de metal, marcadas com números de 360 a 369. Abri esta última com a chave e coloquei algumas coisas ali. Tranquei e sai do depósito, para explorar Venore!
Sai pela escadaria norte do depósito e caminhei rumo ao norte, sempre. Caminhava pelas plataformas fascinado com a geometria perfeita da cidade. Casas e mais casas pareciam resistir muito bem ao lodo do pântano. Pessoas andavam por toda a cidade, bloqueando a passagem pelas estreitas passarelas. Em um grupinho de pessoas, pensei ter visto uma jovem de cabelos louros e vestes negras.
- Alia! - Eu gritei. A jovem foi indo na direção oposta à minha e eu corria atrás dela. Cheguei bem perto dela, em frente ao mercado - Alia?
- Drago? - Disse ela se virando e me encarando - Drago! Como é bom ver você! - Disse ela me abraçando.
- O que está fazendo aqui? Não estava em Carlin?
- Muita coisa pode mudar em um ano Drago... Eu e Jack viemos pra cá pra tentar ter uma vida melhor, e encontrar uma pessoa...
- Jack está aqui?
- Sim, na taverna no subsolo do depósito, e eu estou indo pra lá. Vem comigo, quero te apresentar uma pessoa!
Ela foi me guiando de volta para o depósito, onde entramos e descemos uma escada de madeira, fora da montanha. Após descer várias ecadas, ela me arrastou até um barzinho, onde um jovem de azul estava sentado.
- Jack? - Eu perguntei.
- Drago? - Ele respondeu se virando e correndo em minha direção - Pensavamos que estava morto!
- Mas o importante é que não está - Disse Alia com um olhar de repreensão.
- É...
- Tocante - Disse um homem saindo da escuridão, batendo palmas lentas, com um ligeiro tom de desgosto na voz - Muito tocante.
Ele saiu das sombras. Era um homem alto. Usava branco. Um terno simples branco. Tinha cabelos grisalhos e usava botas pretas. Tinha um ar de maléfico no olhar e uma voz muito fria.
- Não enche Mi - Disse Alia.
- Mi? - Eu perguntei confuso.
- Na verdade, me chame de Dr. M. Eu sou o representande oficial da guilda Cavaleiros das Sombras. Suponho que seja o jovem Drago Aaril?
- Como sabe meu nome?
- Sparrew me contou - Ele falou, sentando-se - E também que queres entrar na guilda.
- Mas quem deveria ver isso é... - Eu começei falar, mas ele me interrompeu.
- Ders. Eu sei. Mas ela está muito ocupada em Thais. Então, como o vice-líder está com ela, cabe a mim te iniciar aqui.
Ouvi um estalido distante. Um jovem que usava vestes azuis escuras e tinha cabelos beges saiu das sombras. Segurava em uma mão uma espada de fogo, e tinha um ar superior.
- Samuca - Disse o Dr. M - Que bom vê-lo por aqui. Precisava justamente de sua ajuda.
Eu to sem tempo de corrigir por que tá chovendo aqui. Apontem os erros pra mim, ok?
Draconian
18-11-2006, 09:32
Contiha
seria "continha"?
estva
"estava"?
diiji
"diriji"?
huardou
tntar
"tentar"?
bom, creio que todos aqui são erros de digitação, vc não escreveu no word? Ou não deu tempo de corrigir mesmo? Bom, capitulo que não adiciona muita coisa a historia, mas bom capitulo, esplica que ele entra na guilda, e encontra seus amigos...
tenta postar mais rapido =D
e podia ter descrevido um pouco mais o templo não? ;D
Sem mais, Draco
Manteiga
18-11-2006, 09:34
[/B]
seria "continha"?
[/B]
"estava"?
[/B]
"diriji"?
[/B]
[/B]
"tentar"?
bom, creio que todos aqui são erros de digitação, vc não escreveu no word? Ou não deu tempo de corrigir mesmo? Bom, capitulo que não adiciona muita coisa a historia, mas bom capitulo, esplica que ele entra na guilda, e encontra seus amigos...
tenta postar mais rapido =D
e podia ter descrevido um pouco mais o templo não? ;D
Sem mais, Draco
vlw mesmo!
Tá um toró aqui e eu tinha que desligar o computador, ai fiz na pressa!
Mas tá passando, vo editar agora msm!
Manteiga
27-11-2006, 13:38
Capítulo IX
Cavaleiros Sombrios
Onde os ritos de iniciação da guilda começam
Por uma visão superficial da cena, eu até que poderia dizer que estava em casa. Mas eu nem sequer sabia quem era esse tal Samuca, só pra começar... Então, eu creio que isso me fazia um desorientado por completo. Sabem, alguém que veio ao mundo a passeio. Mas eu ainda acho que essa história toda vai acabar bem no final. Eu acho. Estou supondo.
Mas vou parar com toda essa mania de pensar sobre cenas absurdas e partir logo para a ação. Mesmo estando confuso, tentei arrumar a cena em minha mente:
Estávamos eu, Jack, Alia, um cara pirado e um tal de Samuca parados no subsolo da montanha central de Venore nos encarando e pensando. Á julgar pelo seu estado, diria que Jack estava cansado. Alia aparentava preocupação e desanimação. O Dr. M, porém, era um mistério. Ele tinha um controle admirável. Não consegui entender o que se escondia por trás daqueles olhos cinzas e sem emoção, que encaravam tudo, mas nada viam. E por fim, Samuca estava impassível. Um estranho. E eu? Nem eu me entendo...
Meu único consolo, talvez fosse que eu não era o único que pensava. Mi aparentava pensar quando, indicou uma mesa de carvalho com um gesto mudo. Todos entenderam que era para sentar. Fomos andando em silêncio até uma mesa distante o suficiente do bar e nos sentamos. Eu de frente para Samuca, ao lado de Jack. Mi estava ao lado de Samuca e Alia em uma das pontas da mesa, ao meu lado e ao de Samuca ao mesmo tempo.
Pela primeira vez em minutos, pude admirar a paisagem não muito agradável que era a taverna. Uma construção miserável, escavada na rocha, cheia de mesas e cadeiras de carvalho polido, porém muito desgastado. A fraca iluminação era feita por tochas espalhadas pelas paredes. O lugar era definitivamente sombrio. Perfeito para uma reunião às escuras. Ali, eram tratados desde encontros amorosos, até assassinatos e crimes de elite. Era um lugar ótimo para se ter privacidade.
Eu me sentia pouco confortável, mas não podia reclamar da "hospitalidade" de Mi. Claro, negar que ele tinha seu tom azedo era uma omissão à verdade mais plena desse mundo, mas toda moeda tem duas faces. E a outra face de Mi eu teria desejado jamais conhecer...
- Bem - Começou Mi, quebrando o silêncio de forma espontânea, sem medo de escolher um momento inadequado para conversar - Suponho que queria compreender o porquê de eu estar aqui.
Eu percebi que ele se dirigia a mim, então refleti e falei sinceramente.
- Não muito. Não quero saber do passado.
- Ai que se engana garoto - Ele disse num tom estranhamente afável. Parecia ser muito cordial - O passado pode responder muitas perguntas. Lembre-se disso.
- Pode deixar - Eu falei parando de encarar aqueles olhos frios.
- Samuca, por favor, pode pegar os pergaminhos? - Pediu Mi sem tirar os olhos de mim, como um leão que ataca a presa.
- Claro - Respondeu Samuca, tirando alguns rolos de papel de sua mochila. Ele os entregou à Mi, que os desenrolou na mesa.
- "Decreto Estadual Setecentos e Onze - Guilda" - Ele começou a ler em voz alta - "Está de acordo com a ordem real setecentos e dez, que a criação de uma sociedade fraternal - guilda - seja de total acesso à população thaiense e de toda e qualquer colônia externa, sendo que com autorização real e administrativa da diplomacia de tal cidade." Consegue entender?
- Mi, por favor, creio que... - Alia começou a falar, mas parou abruptamente ao ver os olhos de Mi a fitando ferozmente.
- Sr. Aaril, esse decreto pode ser resumido em "pode-se fazer guildas". Sabe por que te li isto?
- Não faço a menor idéia.
- Para perceber onde se meteu - Riu Samuca.
- Basta - Mi falou, ainda calmamente - Quero que compreenda. Isso não é um jogo.
Eu sei seu lesado...Pensei em dizer, mas voltei atrás.
- É só isso? - Eu pedi confuso.
- Não. "Decreto de guilda vinte e sete - Cavaleiros Sombrios” - Ele passou a ler outro pergaminho – “Segundo o decreto estadual setecentos e onze, este mandato é entregue às mãos de Sir Hailux de Candia, líder do clã agora conhecido por 'Cavaleiros Sombrios'. Seguem os nomes.” Não é necessário ler os nomes. Esse foi o documento que o Rei da época, Tibianus II, entregou ao Sir Hailux. Sabe quem ele foi?
- Líder da... - Passei a falar. Mas Mi me interrompeu.
- Sim. Foi o líder da "Cavaleiros Sombrios". Nossa guilda.
- Começou... - Sussurrou Jack.
- Sr. Sparrew, cale a boca - Falou rispidamente Mi - Precisa saber disso, Sr. Aaril. Hailux jurou defender Thais a todo custo, pois nessa época o temor era grande. Ferumbras havia aparecido. Sabe disso. Então, criou uma guilda para ajudá-lo a fazer isso. E ela passava hereditariamente. Hoje a líder é Ders. Tetraneta de Hailux.
- Espera um pouco - Eu falei ficando em pé e tentando por os pensamentos em ordem - Quer dizer que isso é...
- Uma guilda guarda-costas - Completou Samuca.
Desmaiei instantaneamente.
Abri meus olhos lentamente com um ar de preocupação. Nem foi necessário me preocupar. Mi e Samuca haviam saído e eu estava ainda na taverna, com Jack e Alia.
- Aleluia você se deu ao trabalho de acordar - Falou Jack, que estava sentado.
- Jack, vai plantar batatas - Falou Alia - Drago, está bem?
- Estou - Eu falei me erguendo do chão - Pelo menos eu não assinei o documento pra entrar na guilda e...
- Erm - Falou Alia olhando pra Jack - Mi fez você assinar enquanto fazia uma espécie de voodoo pra você virar sonâmbulo.
- O que? - Eu gritei - Ah, mas essa vai ter troco!
Enquanto isso, no navio de Venore, Samuca e Mi conversavam animadamente. Samuca contava sobre suas caçadas e sobre sua espada. Mi pensava em alguém...
Sr. Aaril. A peça que faltava. O jogo pode começar.Ele encarou o horizonte. Vai precisar de sorte...
Plagued Anubis
29-11-2006, 21:20
Bom, não terminei de ler, pois postei um capítulo do meu e me envolvi com a gincana. Mas por enquanto a história não está bem desenvolvida e você tem alguns erros... Bom achei legal, mas não entendi o final dos Cavaleiros Sombrios, a ultima partezinha ali >.<
ASuashuAHSUahus
tah legal e não desanima kra!
go go go escrever! não é so fica filmando antonia não! Tem que escrever tambeM!
-=|Anubiss|=-
Draconian
30-11-2006, 06:19
Cara, ta bom, eu estou gostando!
só achei que vc pecou na descrição, não descreveu os cenarios muito bem...
quando conseguir descrever corretamente, tua historia vai ser uma das melhores do fórum!
e tem alguns errinhos, mas acho que eu não sou o melhor para corrigilos corretamente, depois o Wakka passa aqui e faz isto.
Sem mais, Draco
Manteiga
06-12-2006, 08:17
Capítulo X
Um Pouco de Peste
Onde as forças da natureza se mostram minimas perante a vontade do homem, Ele dá as caras e Jack descobre o chão.
- Só me deixe cinco minutos a sós com ele em uma salinha trancada – Falei para Alia, enquanto ela me puxava como se eu estivesse tendo um ataque psicótico – De preferência com um porrete.
- Sério Drago, você está pirando! – Reclamou Jack que nos acompanhava – Mi é um pouco estranho, mas é um cara legal!
- Pois esse cara legal vai morrer e ninguém nunca mais vai achar os restos dele... – Protestei novamente.
Estávamos andando pelos corredores de Venore apressadamente, em direção ao depósito. Alia nos convencera à sair caçar, e íamos pegar nossos equipamentos. Ao chegarmos ao depósito, Alia teve um ataque de histeria ao ver uma garota de sua idade, alta, de cabelos louros e olhos castanhos. Trajava uma saia alaranjada e uma armadura de combate dessa mesma cor.
- Pessoal esta aqui é Zynara! – Falou Alia empolgada ao rever sua melhor amiga.
- Olá – Disse Jack se aproximando de Alia – Sou Jack Sparrew...
- Jack cala a boca – Retruquei ao ver a cara de bobo dele – Sou Drago Aaril, muito prazer.
- Vejo que já conheceu novas pessoas, não é Zynara? Como vai Alia? – Disse um homem atrás de nós. Era alto, tinha cabelos castanhos e parecia ser muito forte. Usava uma manta alaranjada sobre o corpo. Parecia muito sério.
- O-oi Zeffyx... – Gaguejou Alia ao ver o irmão de Zynara. Aparentemente ela não gostava dele apenas como amigo...
- Zé! – Falou Zynara surpresa – Não esperava te ver aqui hoje!
- Até que enfim achei vocês – Falou uma voz atrás de Zeffyx, subindo a escadaria. Viramos-nos para ver Samuca com olhar penetrante – Mi quer ver vocês agora na taverna.
Decididamente, a taverna me chamava nesse dia cheio de surpresas. Desci a escada de mármore junto com os outros até chegarmos ao andar da taverna, que estava bem diferente do normal. Várias cadeiras de madeira comum haviam sido espalhadas pela sala, um grande palco fora armado com um painel atrás. A taverna, lotada de pessoas, mais parecia uma sala de reunião. Sentamos-nos em uma fileira bem no meio.
- Caros irmãos e irmãs – Falou uma voz muito conhecida. Repentinamente, Mi subiu no palco, carregando vários pergaminhos – E com grande desprazer que os chamo aqui hoje. Mas infelizmente, nossa líder, Ders, me enviou uma carta, revelando sua situação em Thais.
Demorei em entender que era uma reunião dos Cavaleiros Sombrios. Mi continuou com um olhar sinistro.
- Segundo essa carta, escrita por aquele que conhecemos como “Druid”, Thais estaria sendo vítima de um ataque. Uma peste, na verdade. Uma peste de ratos.
O salão explodiu em risos. Mi nos chamara para isso? Para sair caçar ratinhos?
- Calem-se! – Gritou Mi – Esses ratos são diferentes de tudo que já vi. Eles parecem ter um estranho veneno poderosíssimo. Ao receber uma mordida, o veneno penetra em sua pele. E não para até você morrer. Ders precisa de ajuda em combate. Peguem suas coisas. Vamos caçar.
Com um grupo de mais de vinte pessoas, partimos em direção à Thais. Levávamos runas, suprimentos, equipamentos, e acima de tudo, medo de morrer. A viagem a pé duraria dias. Poderíamos jamais chegar em tempo. Mas não iríamos desistir.
Depois de três dias de caminhada sem parar, chegamos a Thais. A cidade estava repulsiva. Esgoto por tudo que é lado. Corpos atirados em todas as direções. Sangue na estrada. Estávamos em frente à loja de Xodet, perplexos com o que uma simples invasão de ratos poderia fazer.
Ouvimos um ruído. Pegamos runas de bolas de fogo e nos preparamos para o combate. Dividimos-nos em grupos e saímos analisar a situação. Eu, Alia, Jack, Zeffyx e Zynara caminhávamos em direção ao depósito, quando um grupo de dez ratos saiu das sombras dos prédios e partiram para o ataque. Nos pegaram desprevenidos. Do nada, uma bola de energia azul engoliu os ratos e os desintegrou.
- Se não fosse eu – Disse um homem alto. Usava um robe negro que lhe cobria todo o corpo. Tinha cabelos negros e uma expressão acolhedora.
- Mano! – Disse Jack ao ver Druid, seu irmão – Onde está Ders?
- Na loja de Gamel. Os ratos parecem estar saindo de lá. – Ele disse – Que bom ter reforços. Ei, quem é você? Nunca te vi antes! – Disse Druid olhando pra mim.
- Sou Drago. Drago Aaril. Entrei na guilda... Hoje...
- O druida... Sei. Bom saber que temos mais druidas por aqui... – Ironizou Druid.
Druid era apenas um pseudônimo. Seu nome verdadeiro ninguém sabia. Ele nos levou até a loja de Gamel, que ficava em frente ao depósito. Dentro da loja, estava uma mulher muito bonita. Usava uma armadura roxa e branca, calças rosa e botas cor-de-vinho. Tinha cabelos rosas e uma expressão de cansaço. Ders de Candia, a líder da guilda Cavaleiros Sombrios parecia cansada de tanto lutar.
- Tentei... Parar... Ratos... Fortes... – Falava ela respirando com dificuldade.
- Foi mordida? – Pediu Druid preocupado.
- Claro que não, não sou burra! – Reclamo Ders recuperando o fôlego – Alguém tem que descer e ver a situação!
- Eu vou – Falei instantaneamente. Nem sei porque – Em Rook eu sempre descia primeiro nas cavernas.
- Drago, não sei se é uma boa idéia... – Protestou Alia.
- Alia, eu quero ir. Quero ser útil. Quero fazer a diferença dessa vez...
- Alia – Disse Druid olhando para a escadaria que levava ao subsolo – Ele sabe o que quer. Cuidado Drago. Não deixe que te mordam!
- Ok.
Eu desci a escadaria com um pouco de temor. Acendi uma tocha para iluminar o local, que estava muito escuro. Podia ouvir os ratos caminhando pela escuridão. Se esfregando nas paredes. Esperando o momento certo para pular em cima de mim e dar o bote. Qualquer movimento brusco que eu fizesse, pior seria para mim. Para coroar, pude ouvir passos atrás de mim.
E a pessoa que produzia estes passos falava. Sussurrava. Logo que começou a falar, pude reconhecer aquela voz. O que ele fazia ali? Estava pondo em risco nossas vidas. Ouvi os ratos se aproximarem. Merda! Eles e preparavam. Senti algo roçar em minhas pernas.
Era peludinho e parecia ser macio. No momento seguinte, tudo veio abaixo. Ouvi um som de roupas rasgando. Pude ouvir um grito de dor e senti um jorro quente de sangue voar contra minhas pernas. Girei os calcanhares e gritei antes mesmo de ver Jack cair.
***
Não muito longe dali, na biblioteca de Thais, um homem encapuzado abria a porta que levaria à sacada. Havia outro homem ali. Ambos passaram a olhar o desespero na loja de Gamel.
- Saiu como planejado - Disse o homem que acabara de chegar.
- Suspenda o ataque - Disse o outro.
- Sim, meu senhor.
Plagued Anubis
06-12-2006, 10:49
OMG! Quem será que está por trás disso? O.o
Fico bem legal, está melhorando na escrita. Achei esse um dos melhores capítulos já escritos aqui no seu roleplay. Alguns poucos erros.
Poste logo o próximo capítulo! Vamos ver o que acontecerá :rolleyes:
:D
-=|Anubiss|=-
Draconian
07-12-2006, 07:30
Cara, ótimo capitulo
Um dos seus melhores, poderia dizer.
Sem muitos erros, pelo menos, eu nõa notei importantes.
Bom, o que eu vou atacar aqui em tua historia, é a descrição.
Descreva mais, e descreva bem, tu não descreveu quase nada em sua historia, tente ir descrevendo, que irá melhorar a tua historia.
Quer um exemplo de como descrever bem? olhe isso aqui:
"Na sala tinha um criado mudo, em cima dele um abajur, com uma luz vermelha de tão velha, e um guarda-roupa velho'
agora veja este daqui
"Na sala, tinha um criado-mudo, em um tom arrom bem claro, ele continha em cima um bleo abajur, mas parecia estar velho, pois estava bem surrado, e sua lampada já havia ficado avermelhada. Tinha também um belo guarda-roupa no mesmo tom do criado-mudo, aparentava ser velho, pois já estava bem surrado."
Qual ficou melhor? O segundo com certeza, os dois se tratam do mesmo lugar, mas o segundo, descreveu bem melhor do que o primeiro, certo? Bom, está é a minha dica, descreva mais e melhor, pois assim tua historia pode ficar ótima!
Sem mais, Draco
Manteiga
14-12-2006, 15:30
Capítulo XI
Verdade seja dita
Onde conheçemos Zivrid, Drago reconheçe um ombro amigo e o clima no ar fica pesado
A noite. Aquela obscura noite na cidade de Thais era a mais longa para qualquer alma que vagasse na escuridão. O manto de veludo negro que cobria o sol, não tinha furos para que a luz passasse.
A escuridão, porém, podia ser combatida pelas lamparinas ainda inteiras, acesas para iluminar as ruas da cidade e facilitar o trabalho dos voluntários, que colaboravam na limpeza do sangue, do lixo, e dos corpos.
Mas, na cidade baixa, nenhuma medida era tomada. A cidade baixa, um agrupamento de imóveis que ocupava duas ruas abaixo da rua do templo, era a parte negra de Thais. Ali, criminosos se reuniam e prostitutas faziam seu negócio. Nesta noite, porém, todos os gângsteres estavam em casa.
Mas ainda havia uma pessoa que desafiava a escuridão. O bispo Sivrid caminhava em passos largos na direção do barco de Thais. Sua roupa típica de um monge, uma batina em tons de marrom, esvoaçava a cada passo apressado do bispo. Ele se aproximou da subida do cais, de madeira simples, mas segura.
Caminhou pelo cais até achar uma enorme construção naval de três andares. O Barco de Thais. Era feito da melhor madeira de toda a região, mas já estava velho, e certas placas de madeira de seu acabamento já rangiam e tinham vontade de cair. Os detalhes de madeira no casco do navio também estavam bem surrados.
O bispo caminhou pé ante pé até se aproximar de uma escada de madeira vagabunda, forjada com sipós dos piores carvalhos das Planícies do caos. Desceu a escada, já frágil, e chegou ao depósito. Era vazio. Tinha o mesmo chão de madeira imundo do resto do navio, paredes de carvalho grossas e adornadas e dois pilares, também de madeira, cheios de detalhes e cordas no meio do salão, que serviam para sustentar o resto do barco.
Sivrid se esgueirou pelas paredes grossas do navio e chegou ao seu carregamento. Uma pilha de caixas de madeira comuns, quadriláteras. As caixas simples eram o grande tesouro daquela noite. Sivrid retirou um pé de cabra de sua batina com cuidado. Colocá-lo ali fora um grande problema.
Ele arrombou uma das caixas e admirou seu conteúdo. Um grupo de frasquinhos verdes com um líquido negro dentro de cada um. Estavam muito bem empilhados, e ocupavam todo o espaço da caixa. Poções de Pústula Negra. As mesmas usadas por Sivrid para poluir o esgoto.
Isso que ele havia feito era imperdoável, mas o que faria seria ainda pior. Mas seu mestre o recompensaria muito bem. Sivrid pegou um dos frascos e o jogou no mar através de uma janelinha na parede mais próxima dele. Era hora de se livrar das evidências
***
O dia seguinte raiou com um sol com medo, calmo e claro. Aquela manhã do último mês do ano, nunca vai esquecer, foi a mais triste que já tive o desprazer de ver. A animação era pouca quando levantamos. Havíamos-nos hospedado nos quartos acima da loja de Frodo, por enquanto.
Alia estava sentada em sua cama, ao lado da parede. Segurava sua cabeça com os braços, que estavam apoiados à suas pernas. Seus longos cabelos caiam em seu rosto e escondiam suas lágrimas. Alia estava de luto.
Relutante, eu entrei no quarto. Estava usando roupas negras, à pedido de Ders e pela ocasião. Caminhei com calma, lentamente até chegar à cama de Alia. Fitei minha amiga, chorando em silêncio e se torturando por dentro. Não podia condená-la por isso.
- Está na hora de ir – Eu falei com simplicidade me ajoelhando em frente à cama de Alia – Se torturar assim não vai fazer a dor passar.
Alia nada disse. Apenas se levantou, soluçando, e caminhou com dificuldade até chegar perto de mim. Abraçou-me e apoiou sua cabeça em meu ombro. Eu apenas apoiei minhas mãos em suas costas.
***
Caminhávamos em silêncio. Cada lembrança feliz que aparecia em nossas mentes era como uma tortura interna. Caminhamos até chegar à igreja de Thais. A igreja tinha pisos e paredes feitos de mármore branco, um altar coberto por um pano de veludo vermelho com bordados de ouro, já desfiado.
Suportando o teto, haviam pilares de mármore, também brancos. Um tapete de veludo, no mesmo estilo do pano do altar fora posto em linha reta de fronte ao altar.
Ao lado direito do tapete, dezenas de cadeiras foram espalhadas. Do lado esquerdo também. Eram cadeiras estofadas vermelhas, feitas de madeira, porém já sem qualidade, por excesso de uso. Várias pessoas, usando preto, sentavam-se nas cadeiras. Eu e Alia sentamos-nos ao lado de Zeffyx e de Zynara.
O cenário até poderia ser bonito, se não fosse um último detalhe. Apoiado sobre uma mesa de madeira, estava um caixão. De mármore, dessa vez negro. Tinha alças prateadas e fora forrado com veludo azul-marinho. Tinha adornos em ouro puro, como faixas e anjos. Usando negro, descansava no caixão, meu amigo Jack.
***
Em uma choupana de palha simples, oculta no meio de uma densa floresta, um homem usando um terno negro e capuz falava com um bispo.
- Se livrou das poções? – Pediu o homem encapuzado.
- Sim, meu mestre – Respondeu o bispo Sivrid.
- Ótimo – Falou o homem erguendo-se da cadeira em que estivera – Siga para a próxima etapa.
***
Passos puderam ser ouvidos na igreja, Uma mulher loira, que usava um vestido negro apareceu, subindo uma escada atrás do altar. Carregava um livro negro e o abriu sobre a mesa. Acendeu um candelabro ao seu lado e fitou a igreja com seus olhos azuis. A sacerdotisa Lynda estava pronta, como sempre.
- Irmãos e irmãs! – Começou Lynda, erguendo seus braços. Eu não prestava a mínima atenção. Estava pensando em Jack. Em tudo que acontecera no subsolo da loja de Gamel.
- Psss! – Sussurrou uma voz atrás de mim. Discretamente virei minha cabeça e vi Samuca apoiado à minha cadeira com os cotovelos – Preciso conversar com você!
- Agora não – murmurei em resposta. Isso era hora de bater um papinho?
- É sério! – Sussurrou, dessa vez mais alto. Ele não pareceu satisfeito ao receber um gesto obsceno meu em resposta – Ei!
Vendo que não havia jeito, me levantei discretamente e caminhei em direção à porta da igreja. Sai e me apoiei a parede do lado de fora, que dava de cara com a delegacia. Samuca saiu em seguida.
- Que você quer? – Perguntei a ele.
- Desculpe.
Levei alguns minutos para processar o que ele me falara. Não compreendi de imediato o porquê do pedido de desculpas.
- E por quê?
- Por ter sido mesquinho. Sabe, ontem de manhã... Eu não sabia que se importava tanto com Jack...
- Tudo bem; Nunca tive uma vida fácil mesmo... Perder alguém é sempre duro... Mas mesmo assim chorar não o trará de volta. É culpa minha...
- Não! – Ele protestou – Como você poderia saber que ele ia descer? Era pra ser assim. É desse jeito que eu encaro a vida... E, aliás, achei muito nobre aquele seu gesto. De descer lá.
- Era pra eu descer – Respondi ironizando.
- Já vi que essa conversa vai ser longa... – Ele respondeu com um soriso.
É isso que vou fazer, só pra deixar vcs na vontadeeeee!
No próximo capítulo: Samuca e Drago se aproximam, e com a proximidade do Natal, decidem tirar um dia de caça. Mas, sempre tem que ter um metido no meio. Mas acima de tudo, esse promete ser um Dia Ruim
Manteiga
06-01-2007, 11:09
Depois de semanas sem atualizar, aqui está o capítulo 12, não muito importante.
Capítulo XII
Dias Melhores
Onde ocorre uma caçada muito instigante em Monte Sternum
Depois do inquieto velório de meu grande amigo, o corpo foi levado até o cemitério de Thais. Pessoas e mais pessoas caminhavam ao lado do caixão jogando flores e chorando, dizendo coisas como “Ele era tão jovem” ou “Por que senhor?”.
Mas eu não conseguia entender o porquê de eu não chorar. Seria pela perda de Tom, no passado? O repentino sumiço de Ama? Bem, eu nem sei por que estou pensando assim... Mas a verdade, é que quando uma porta se fecha, duas se abrem.
E a primeira era a companhia de Samuca. Mesmo não sendo um “amigo”, tentava me animar, me alegrar. De uma hora pra outra, passei a entender que ele estava preocupado. E me surpreendi. Mas me surpreendi mais ainda com o sumiço de Mi.
Decidi não queimar meus miolos pensando no que aquele maníaco psicótico estaria fazendo naquele momento. Simplesmente caminhei ao lado do caixão cabisbaixo. Segurando um buquê de rosas vermelhas.
Chegando ao cemitério, mais uma cerimônia fora realizada e o corpo fora sepultado e encoberto por um montinho de terra, ao lado de tantos outros.Olhei por um segundo na lápide, e não agüentei terminar de ler.
As pessoas iam se retirando e eu recostei-me à uma árvore próxima e fiquei observando o vento. O chacoalhar das folhas nos galhos, o coaxar dos sapos, o canto das aves, a luz do sol...
Até que alguma coisa bloqueou a luz solar. Era uma sombra. Era Samuca.
- Hum... Parece cansado... – Ele disse me olhando de cima a baixo. Agarrou minha mão e me puxou pra cima – Precisa se animar!
- Samuca eu não... – Tentei protestar, mas ele me agarrou e começou a me arrastar para o norte – Pra onde vamos?
- Para uma boa caçada!
Eu fiquei meio confuso, mas depois, pasmo. Olhei para frente e vi nada mais nada menos que o imponente Monte Sternum. Gelei a alma e tentei me soltar, mas foi inútil.
- Não vamos pra lá! Vamos morrer!
- Nós vamos sim – Disse Samuca. Soltou-me e tirou nua espada da bainha – E eu vou bloquear os ciclopes. E nós vamos sobreviver.
- Eu não entro lá de jeito algum! – Gritei.
- Não confia em mim? Três velórios no mesmo dia seria demais né? Não vamos morrer...
- E se morrermos serão quatro velórios – Disse uma voz atrás de nós. Nos viramos e vimos uma adolescente da nossa idade, usando preto, é claro.
- Zynara! – Protestou Samuca com raiva.
- Calma Drago – Disse Zynara – Caçar com Samuca é muito bom. É sossegado!
- Ninguém te chamou – Disse Samuca.
- E precisa? Vamos, dois atiradores são melhores que um.
Mesmo contra minha vontade, caminhamos nos campos verdes durante alguns minutos até ver a imponente montanha acinzentada chegando as nuvens. Pedras caídas quase bloqueavam um pequeno túnel na orla da montanha.
- Bem-vindos à Caverna da Árvore Morta! – Disse Samuca alegre.
- Que Crunor nos abençoe... – Falei assustado.
- Sem frescura, vamos – Reclamou Zynara.
Adentramos na caverna. Não se via nada, apenas era possível sentir um leve clima de umidade no ar. O chão enlameado fazia ruídos esquisitos, e as paredes cobertas de limo deixavam o lugar com um leve cheiro podre.
- Utevo Gran Lux – Murmurou Zynara. Sua Varinha do coração de Dragão se iluminou e revelou o caminho.
A trilha era esguia. A caverna era tortuosa, com subidas e descidas íngremes. Porém, os túneis eram altos, devido aos moradores daquele lugar bem desagradável.
- Dizem que os próprios ciclopes ergueram as cavernas – Disse Samuca – Muito cuidado, vocês podem se perder aqui.
- E o lucro? Como vamos dividir? – Disse Zynara.
Suas reclamações se calaram imediatamente quando a terra tremeu. Pequenas pedras despencaram do teto e eu quase escorreguei na lama. Felizmente, me agarrei a algo duro. Olhei para cima e vi certo olho me encarar...
- CICLOPE! – Gritei desesperado – CORRE!
Samuca bloqueou o primeiro ataque da besta com sua espada. Impedia os ataques fortes com seu escudo e fazia incríveis movimentos para bloquear o caminho da enorme e musculosa besta de um olho só.
- Ataquem! – Ele gritou desesperado.
- Siga meus passos – Disse Zynara. Ela recuou e ficou à uma distância segura, mirou sua varinha e passou a disparar. Uma bola de fogo foi lançada com cajado e atingiu o peito do ciclope que urrou de dor. Eu a imitei, e lancei uma esfera de energia com minha varinha do brilho lunar. Em poucos segundos, o ciclope estava morto.
- E então? – Falou Zynara.
- Ele tinha poças moedas... Drago ainda preocupado?
- Sei lá... – Olhei pra mim mesmo. Estava tremendo. Mas acho que daria pra agüentar.
Caçamos ali durante horas. Samuca tivera alguns problemas com os ciclopes, mas nada que umas runas de cura intensa não resolvessem. Ele era um ótimo cavaleiro. Zynara tinha levado algumas bolas de fogo, e usava sempre que preciso. Eu só atacava.
- Não consigo trabalhar desse jeito – Reclamou Samuca – Preciso obter meu próprio lucro.
- Que quer dizer? – Eu falei preocupado.
- Vou caçar sozinho um tempo – Ele disse e se recolheu por uma rampa a minha frente. Virei-me para ver Zynara pescando em um laguinho dentro da gruta onde estávamos.
- Nem estresse – Disse Zynara rindo – Eu posso bloquear os ciclopes pra você!
- Ai, meu Deus...
Andamos pelas cavernas de Monte Sternum em busca de comida. Afinal, ninguém é de ferro. Caminhávamos conversando pelas cavernas até que o chão tremeu. Um gigante musculoso, de cabeça pequena, com apenas um olho e um saiote marrom na cintura apareceu e parecia irritado.
Zynara correu ao encontro da besta e começou a correr em círculos em torno de seu imenso corpo. O ciclope ia ficando confuso e errava qualquer ataque que tentava lançar. Ele socava a parede, o teto, o chão, mas nunca nem arranhava Zynara.
- Agora! – Ela gritou. Mirei minha varinha e disparei vários tiro seguidos. O ciclope percebeu e virou-se para mim.
Ele correr em minha direção e acertou um soco em minha frente. Zynara deu uma cambalhota entre as pernas da criatura e lançou um ataque por debaixo da saia. Acertou em cheio a virilha do gigante.
A criatura caiu. Agonizante. Eu subi sobre seu peito e mirei a varinha em seu olho.
- Até mais, caolho - Disse. Lancei um único tiro e matei o ciclope.
Depois de muitos episódios parecidos, Samuca nos reencontrou. Quando percebemos, havia se passado toda uma tarde. Saímos da montanha, pelo mesmo caminho da entrada.
Ver a luz do sol me animou um pouco.
- Eu nunca mais volto aqui – Disse animado com minha saída de cena.
- Não diga isso – Falou Zynara – Talvez agente possa programar de novo né?
- Duvido – Disse Samuca me olhando e rindo.
Sanguinatis
07-01-2007, 00:38
Haha comecei a ler ontem e hoje consegui ler tudo, eu não gosto de rookgard (motivos pessoais), mas quando eles chegaram em main a história fluiu legal, a hunt de cyc foi bem legal, espero que continue a escrever.
Aguardando o porx. capitulo
Até! _o/
Li a historia td hj. Tou gostando, so acho que voce tem muitas historias, podia se concentrar em uma só >de preferencia essa<
Sobre esse capitulo, ah! Hunt de Cyc em Mont Sternum, que saudade de meu tempo de tibia! Mas no rp parece mto melhor, nao tinha ngm pa dividir o respaw \o/. Sobre o loot, tipo, um barbaro com moedas fika estranho. Voce poderia dizer que juntou as armas dele e depois vender, assim a historia ficaria um pouco mais real. É isso que eu faço em Venore. Ah, por falar nisso, visite meu rp!
Espero a continuação,
AK
Lupo Skiner
16-01-2007, 12:57
a historia tah muito boa!! comecei ontem e gostei bastante, mas vc podia prestar mas atenção aos erros d digitação, e eu acho q jah vi o nome do cap. VIII antes em algum lugar...:)
Manteiga
26-01-2007, 11:10
Olá a todos! Por uns problemas que surgiram, vocês podem perceber que estou retired, não é?
Pois bem, eu decidi continuar com o rp, que tinha pensado em abandonar por falta de público u.u...
Mas percebi que tenho um compromisso com vocês aqui, que leram esse rp e que aguardam mais um capítulo até hoje, 20 dias após a última vez que postei nesse fórum...
Então, foda-se o retired, hoje mesmo eu escrevo o capítulo 13 e posto aqui! E também, a pedidos, vou escrever apenas esse rp, ok?
Detalhe: Tópico ñ foi revivido, última postagem foi feita a 10 dias xD
Grato :)
Lupo Skiner
07-02-2007, 19:12
pois esta sendo revivido agora!!:riso:
eu, como todos os outros aki, gosto bastant da sua historia e não quero q ela acabasse d maneira tão ruim:wscared:
por isso, falando por todos, volta a escrever o rp plz!!!!!
espero q continue, ate mais...
Draconian
08-02-2007, 22:04
Olha eu aqui denovo!
Desculpa por demorar a postar aqui, mas eu fui viajar, e dei um retiredzinho também, ai fiquei um bom tempo lonje do fórum.
Mas, continue sim, essa historia merece um final, e eu espero isso!
Ainda não estou muito ativo pois vou ficar um tempo sem net, mas logo logo eu volto
Sem mais, Draco
Manteiga
12-02-2007, 18:23
=D Eu estou de volta minha gente! Depois de revirar o escritório de casa em busca dos capítulos da trama, um retiredzinho básico, e pouca vontade de escrever pela falta de publico, eu voltei com mais um capítulo! Viva! Aleluia! Milagre! \o/
PS: Entre o capítulo doze e o capítulo treze houve uma passagem de cinco anos. Esse capítulo é narrado por Ders.
Capítulo XIII
Cartas, Papéis e Livros
Onde entre xícaras de leite se discute sobre negócios que vão afetar muita gente
A gélida chuva da noite em Carlin castigava os belos bosques da cidade, que já estiveram repletos de flores, mas agora estavam enlameados e repletos de impurezas típicas de sujeira: vermes, ratos e outras coisinhas nojentas.
Aquela chuva fina escorria pelos telhados das humildes casas da cidade das mulheres, que nunca enfrentara um vendaval como aquele. Os ventos chegavam a arrancar flores e galhos de árvores, que eram carregados violentamente pela brisa pelos ares, e pousavam com a sutileza de um tijolo nas águas do oceano nórdico.
Pelo tal tempo, as pessoas nem saíam de suas casas. Os poucos que se aventuravam nas molhadas ruas da cidade, ou eram levados quilômetros de seus destinos pelos ventos, ou chegavam parcialmente inteiros em áreas seguras, já que era grande o número de coisas jogadas ao relento.
Assim, uma reunião ao ar livre ali seria basicamente um suicídio. Logo, para os típicos encontros de amigos, era preciso encontrar locais seguros, a maioria abaixo da terra. O único problema era que estes estavam simplesmente lotados.
Mas felizmente, eu consegui encontrar um local para minha reunião de última hora. Onde? Bem, a taverna da cidade, é claro. Com aquele tempo louco, ninguém se atreveria a descer até o litoral oeste beber alguma coisa na taverna. E sobretudo, o pessoal que fora se encontrar comigo tinha poder o suficiente para barrar a entrada de qualquer um. Menos da rainha, é claro.
Naquela noite escura de inverno, eu estava em uma reunião de negócios. Depois de muito esforço, consegui marcar uma reunião com alguns representantes do conselho Carlinense de imobiliária.
Eu estava sentada em uma cadeira de madeira simples. Apesar de sua aparência, o móvel estava em péssimas condições. Repleto de poeira e com uma das pernas menor que a outra. Era decididamente um convidativo à ficar ali ou sentar-se no chão mesmo. Apesar de esse estar pior ainda...
A taverna era uma acomodação bastante limitada que ficava no subsolo de Carlin. Consistia eu um monte de cadeiras e mesas de madeira empoeiradas espalhadas sobre um chão de pedra em frente à um balcão de carvalho simples. E quem comandava a taverna era Dane, uma mulher incrível que além de servir vinho e cerveja, conseguia um leite quente puro e delicioso. E naquelas condições climáticas, bem, o leite era a melhor opção.
Sentados em cadeiras a minha frente, ao redor de uma mesa simples, estavam três corretores de imóveis. Aparentemente sem experiência, mas com minha influência, foi o melhor que pude conseguir. Trajavam um terno negro, com calças e botas dessa mesma cor. Um deles era loiro, tinha cabelos curtos e “lambidos” para trás. Tinha cara séria e uma verruga grotesca no nariz. Outro era moreno, tinha longos cabelos presos em um coque e um olhar vazio em uma cara debochada. O último, ruivo, tinha cabelos desarrumados e cara de sonso.
O moreno segurava um livro grosso amarelo, a lista de todos os imóveis o mundo. E ao invés de passá-lo para mim, eu percebia que ele encarava meus seios com uma cara safada. Dava-me vontade de quebrar uma cadeira em sua cabeça naquele momento, mas me contive pela necessidade de sua ajuda naquela hora.
- Barnaby, entregue o livro para a srta. Por favor – Disse o loiro. Tinha uma voz forte e sedutora, que causava boa impressão.
O homem moreno me passou o livro com a mesma cara malandra. Peguei o livro e o puxei de modo que o safado batesse o peito na mesa e se sacudisse de dor.
Abri o livro e comecei a explorá-lo página por página, em busca de algo que me agradasse. O pior era que aquilo não interessava apenas a mim. Logo, eu teria que escolher, em nome de pelo menos cinqüenta pessoas, qual seria o primeiro Salão de Guilda da Cavaleiros Sombrios.
- C-como p-p-pode per-c-c-ebberrr – Gaguejou o ruivo – T-t-t-t-em-o-os v-vá-ri-as o-o-pções de s-salõ-õ-es d...
- O que meu colega quer dizer é que temos inúmeras opções de Salões de guilda vagos para sua escolha, mas se pudesse nos dizer a cidade de sua preferência, facilitaria o processo – Disse o moreno com uma voz de cafajeste.
- Como? Ah, sim, claro – Eu falei vasculhando o livro – Eu prefiro Thais...
- Página 45 – Disse o moreno me encarando com malícia.
- Humpff... Obrigado – Falei com cara de “se manca mané” encarando o moreno – Ah, sim. Já escolhi o Salão da Guilda!
- Mas já? – Comentou o loiro voltando a ativa – Bem, poderia nos passar o livro?
Entreguei o aberto em uma página com uma enorme planta para eles. Pareceram se surpreender com a escolha.
- Tem certeza de que quer este? – Pediu o loiro encarando os colegas.
- Absoluta.
- Bem... O Salão Sangrento não é muito escolhido, mas se insiste...
- E porque ninguém o escolhe? É básico, tem biblioteca, sacadas, sala de reuniões, é perfeito!
- T-t-al-v-v-ez o no-o-me s-se-já-a b-b-em su-su-ges-ges-tivo. – Falou o ruivo com dificuldade.
- Salão Sangrento? Bem, eu achei muito boa a arquitetura do local... Bem localizado... Calmo...
- Calmo? – Falou o moreno – Pelo jeito não conhece a reputação do Salão Sangrento... Sabe... Dizem que existe uma maldição ali!
- Sou indiferente a isso. Quanto ele custa?
- 60.000 ouros – Falou o Loiro fechando o livro.
- Como? – Falei me aproximando – 60.000?
- É. Lembrando que estes 60.000 são apenas de entrada. O aluguel é de 35.000 ao mês. Mas é claro que este será dividido pelos habitantes.
- Hã... Claro...
- Perfeito – Disse o loiro. Em seguida, abriu uma maleta de couro de crocodilo sobre a mela e retirou um maço de papéis e me entregou – Assine em todas as linhas pontilhadas.
Depois de algum tempo assinando, devolvi a papelada à ele.
- 60.000 ouros serão extraídos de sua conta bancário no próximo mês, e à partir dali, 35.000 mensalmente. Muito obrigado por fazer negócios com a gente.
- Carlo, creio que a chuva tenha terminado, podemos ir – Disse o moreno, que se chamava Barnaby.
- Hei onde pensam que vão? – Gritei ao vê-los se levantarem das cadeiras.
- Em bora!
- Ah não! – Falei tirando uma enorme lista e um maço de cartas do bolso do meu casaco púrpura – Vão me ajudar a escrever algumas cartas antes.
Não ficou muito bom, eu sei, faltou descrição, eu sei... Mas era necessário pra fatos futuros :O
Apontem erros!
E no próximo capítulo... As cartas de Ders são enviadas para todos os membros da guilda, e os interessados correm para Thais para tentar conseguir um quarto na casa
Lupo Skiner
13-02-2007, 20:09
otimo vc voltou a escrever!!!
gostei do cap fikou legal e tal, mas... cade o nosso bom e velho... ih, esqueci o nome do cara
poe ele no proximo cap plz
vamos descobrir como ele tah:cool:
ate mais...
.:editado:.
o nome do cara eh drago eu tinha esquecido!
Manteiga
14-02-2007, 09:56
otimo vc voltou a escrever!!!
gostei do cap fikou legal e tal, mas... cade o nosso bom e velho... ih, esqueci o nome do cara
poe ele no proximo cap plz
vamos descobrir como ele tah:cool:
ate mais...
.:editado:.
o nome do cara eh drago eu tinha esquecido!
hehe sim, o Drago volta no próximo capítulo acompanhado de Samuca e reencontra o resto da turma no gh da guild em Thais :)
A partir daqui a trama vai se desenvolver mais...
Aguardem >:]
Lupo Skiner
21-02-2007, 11:11
estou esperando os próximos
e, jah q esotu aki, vamos aos erros...
leite quente puro e delicioso
o certo seria "leite quente, puro e delicioso"
Trajavam um terno negro
o certo seria "Trajavam ternos negros", eu axo ne ;)
tambem tem uma parte la em q ao inves d "claro" tem "calro" ou algo assim :)
são erros bobos, mas q fazem diferença.
bom eh isso, como jah disse, ESPERANDO PRÓXIMO CAP!
até mais...
EDITADO
otimo!! aprendi a fazer quote!! hehe
Manteiga
21-02-2007, 17:03
Nenhum comentário a mais? :triste: desanimei legal agora...
Novo capítulo, narrado pelo Drago...
Capítulo XIV
Doce Lar
Parte um
Onde voltamos a ver Drago e Sam, e eles recebem a visita de um estranho alguém em meio a mata
Sim... A Estranha chuva de ontem a noite havia se acalmado... O que era bem estranho, pois aquele temporal chegar do nada com aquela potência e desaparecer sem mais nem menos? Bem, não vou quebrar minha cabeça com isso, mas que foi estranho, ah, isso foi.
Mas, em todo caso, a vegetação já começava a se recuperar daquele vendaval. E Carlin agora já parecia uma cidade... Claro, o dia ainda estava nublado, mas não quieto. Porém, preservava sua melancolia. Algumas famílias haviam saído de suas casa para fazer o reconhecimento dos corpos no necrotério, outros ajudavam na reconstrução da cidade, e outros, como eu, seguiam sua rotina.
Eu havia me levantado consideravelmente cedo naquela ocasião, já tomei um café da manhã reforçado, e também já tomei um bom e relaxante banho. Estava me vestindo quando Samuca arrombou a porta simples que levava ao meu quarto.
- Santo Banor, esconde isso – Disse ele cobrindo os olhos com alguns papéis que carregava – Ninguém merece ter uma visão do inferno a essa altura da Manhã!
- Muito engraçado – Falei sarcasticamente enquanto colocava uma cueca que deixei sobre a cama – Você que entrou sem bater...
Estávamos em um apertado apartamento num condomínio ao lado do depósito. Estávamos no primeiro andar, no meu quarto. Era muito bagunçado, feito de pedra, com portas e janelas de madeira simples, como o chão. Ao lado da janela havia uma cama simples de madeira, com um travesseiro branco sobre um colchão dessa mesma cor. Uma coberta azul-safira estava esparramada sobre a cama junto com algumas roupas amarrotadas.
Ao lado da cama, havia um criado mudo de madeira, com duas gavetas e completamente empoeirado. Havia uma lâmpada à óleo sobre ele, que iluminava fracamente o quarto. Uma mesa circular com uma cadeira estofada verde estava em um canto escuro do quarto, com alguns papéis e mochilas de runas.
A porta do meu quarto dava em uma passarela quadrada, que ligava todos os quartos do primeiro andar. Havia duas escadas nesse andar, uma que levava ao segundo andar, um barzinho, e outra que descia ao térreo. Ambas eram de madeira polida.
- Que seja! Falha minha... Mas poderia pelo menos vestir calças? – Ironizou Samuca. Ele havia amadurecido muito naqueles últimos cinco anos. Aprendera a hora certa de fazer piadinhas infames, ficara mais esperto, e é claro, mais bonito.
Ele usava uma camisa azul escura com uma calça negra, como seus sapatos. Seus cabelos negros estavam muito mais rebeldes naquele dia, não que ele se importasse. Vesti uma calça azul-turquesa e uma camiseta branca de manga longa, pois fazia frio naquele dia. Coloquei um gorro preto na minha cabeça, para esconder meus cabelos castanhos, que realmente estavam horríveis hoje... Coloquei luvas de couro e me cri com um casaco de pele de urso marrom. Peguei uma mochila marrom socada em algum canto do quarto e me virei para Samuca.
- Que é isso na sua mão? – Falei apontando para os papéis.
- Cartas. Da Ders, por sinal. Nem li. Pegue, esta é sua – Disse ele me entregando uma das cartas – Ah, e precisa mesmo de tudo isso?
Olhei para minhas roupas e decidi por fim tirar o casaco de urso.
- Feliz agora? – Ironizei – Vamos ver o que temos aqui...
Caro Drago
Fico realmente feliz em anunciar que consegui fechar negócio com uma imobiliária. Enfim vou poder adquirir o primeiro salão de guilda da Cavaleiros Sombrios! Estou muito animada!
Caso esteja interessado em um quarto, pode vir para Thais conversar comigo no “Salão Sangrento”. O aluguel é de dois mil ouros mensais.
Assinado, Ders.
- Nossa, um salão de guilda... Parece interessante... – Falou Samuca amassado a carta – Você vai?
- É... Sabe que seria interessante... Estava querendo me mudar daqui mesmo. E creio que tenho dinheiro suficiente para pagar algum tempo de aluguel. E além do mais, seria legal voltar à Thais.
- Hum... Eu vou, eu acho. Assim que tiver um tempinho talvez.
- Eu vou já.
- Mas já? É uma longa viagem, é preciso que se planeje tudo!
- Ah não é não. – Ironizei – E caso queira ter a esperança de achar um quarto vago, você vem comigo agora.
***
Claro, seria muito mais prático viajar por barco, mas seria também muito caro. Era muito mais interessante ir por terra, o acesso não era difícil. O único problema seriam os desgraçados dos anões soldados da Ponte dos Anões. Mas nada que uma forcinha do destino e de uma cadeira quebrada na cara deles não resolvesse.
Eu e Samuca já andávamos a umas doze horas. Já haviam chegado no legendário “Único gigante antigo”, a montanha que abrigava a cidade de Kazordoon. Como estávamos muito cansados da viagem, e resolvemos armar um acampamento.
Havíamos acendido uma fogueira em um montinho de folhas secas improvisadas no meio de um matinho ao lado da Montanha. Mais adiante chegaríamos às minas dos anões, o que poderia ser perigoso.
Improvisamos camas com alguns trapos esfarrapados que encontramos por ali. Escondemos nossas mochilas e objetos de valor em uma árvore e estávamos quase caindo no sono quando ouvimos um ruído distante. Eram gravetos se quebrando, como se algo caminhasse em nossa direção.
Os sons ficaram mais altos a cada momento, o farfalhar das folhas das árvores era sinistro naquela ocasião, naquele escuro. Uma leve e gélida brisa passou por nossos corpos e apagou a fogueira. Agora só podíamos ver vultos. Algo roçou na minha perna.
Uma sombra, não muito nítida, pareceu se materializar ao meu lado, sinistramente. Colocou a mão em meu ombro e disso com uma voz fria:
- Olá de novo.
Fim da primeira parte
Lupo Skiner
22-02-2007, 15:12
olha eu dinovo!!
bom, gostei do cap, apesar d não ter muita coisa
quem sera a pessoa misteriosa q aparece no final???:eek: :confused: :triste:
vamos esperar pra ver!:riso:
ate mais...
EDITADO
edita o índice lá no início, tah sem o último cap
EDITADO²
COMENTEM A HISTÓRIA!!!!!
Thulio Santos Almeida
23-02-2007, 12:12
Caro Drago
Fico realmente feliz em anunciar que consegui fechar negócio com uma imobiliária. Enfim vou poder adquirir o primeiro salão de guilda da Cavaleiros Sombrios! Estou muito animada!
Caso esteja interessado em um quarto, pode vir para Thais conversar comigo no “Salão Sangrento”. O aluguel é de dois mil ouros mensais.
Assinado, Ders.
ninguem estranhou o nopme desse salão 0.o
bom como to começando a commenta nesse topico agora vo loogo dando os parabens, nos primeiros caps num sabia se ria o chorava, mas agora ta bem melhor ^^.
vamos as observações, vc poderia detalhar(não dizer nomes ^^) das armaduras, exemplo era uma armadura grande e forte, com uma coloração vermelha e com adornos em ouro(crown armor) não precisa dizer o nome senão fica muito tibiana ^^.
outra coisa é que foi muito bom vc ter deixado de falar a prévia do prox cap, isso tiraria toda a curiosidade de quem está lendo ;).
uma coisa que vc mesmo se critica são os detalhes, não so do ambiente(não sei como era o acampamento) mas tbm das pessoas, como está Drago, já se passaram cinco anos; ele está de barba ???????
lembre-se disso quando for detalhar:
1º- como o lugar aparenta ser:
cor
objetos
forma
forma dos objetos
a história(se tiver a ver com a história do rp)
entre outros que não me ocorrem agora :P
2º- na falta de visão:
no caso de falta de visão use os outros sentidos, podem ser
audição: ouvir um barulho
tato: sentiu algo
olfato: sentiu um cheiro ruim(bom de se usar se ele for aos esgotos)
mas isso pode ser usado não só quando se não está com visão ;) use sempre
3º-pessoas
como elas são
tamanho(apenas grande ou alto, ou com alguma referencia ^^)
aparencia facial
como é o corpo(gordo magro forte musculoso)
e se na hr vc quiser se comprometer dê a psicologia do personagem(isso não pode ser mudado, uma vez ditoé assim para sempre :P)
e até mesmo cheiro(bafo fedorento
_________________________________
pronto é só, ufa :P bom continue assim e que venha o prox cap espero ter ajudado ^^
edited.: esqueci de dizer, nem sempre use tudo, ou vai ficar muito detalhado e difícil de ler ^^(realmente a parte dos detalhes é a que eu acho mais difícil :P )
Manteiga
01-03-2007, 14:15
Segundo parte pwnz, olha eu aqui de novo =D
Ah, outra coisa:
Mensagem Original de Wolf of Night
Comentar não faz dedo cair
Não comentar faz pipi sumir 8D
Outro comentário adicional: Vocês só vão descobrir que rumos toma essa história lá pelo capítulo 35, se não me engano...
0
Capítulo XIV
Doce Lar
Parte 2
Onde depois de perseguições macabras, chega-se ao Salão Sangrento
A noite tenebrosa envolvia nossos corpos enquanto andávamos em círculos por uma floresta negra, feita do mais puro medo. Já fazia algum tempo que Samuca e eu havíamos nos separado, correndo cada um para um lado nesses bosques infernais.
Os passos de alguém ecoavam na minha mente. Já não era mais possível ver nosso acampamento, aliás, não era mais possível ver nada. A névoa da noite caíra do nada, renegando aos nossos olhos a capacidade de ver. Parei de correr. Olhei ao meu redor. Nada. Porém, de repente, uma gélida respiração clamava pelo meu sangue.
- Mais uma vez nos vemos – A voz rouca, que insistia em me atormentar, falou. Direto das sombras – Pare quieto!
Comecei a recuar. Com medo. Eu andava para trás, de costas. Sem ver o meu caminho. Continuei até colocar meu calcanhar e cair para trás. A queda me fez bater a cabeça, e eu só tive consciência de vê-la se aproximar.
***
Abri meus olhos com um profundo desespero. Estava todo suado, deitado sobre um montinho de palha socada no canto de uma caverna tenebrosa. Uma fogueira contida por pedras estava logo em minha frente, no centro da caverna. Ao lado da fogueira, um urso morto repousava recostado às paredes de pedra da caverna, projetando sombras sinistras em minha frente.
A única saída da caverna era uma passagem não muito distante. Exatamente em minha frente. Dela era possível ver os campos e as árvores com um leve tom esverdeado, coisa que era impossível de se distinguida antes. Olhei para os lados em busca de respostas. O que eu fazia ali? Fitei o chão da caverna por um momento. Pude reconhecer um chão repleto de cascalhos e folhas secas, presentes do vento. Ergui a cabeça para encarar o teto e ver suas formas. Rochosas e abstratas como uma mente confusa.
Lentamente ergui-me da cama improvisada em que estive, aparentemente, por um tempo considerável. Senti uma dor insuportável no crânio, e cai de dor. Ajoelhei-me com as mãos na cabeça, tentando lembrar da batida que me causara aquela dor.
Contive minha queda ao chão com as mãos, suando muito. Respirava com dificuldade, e isso só piorou ao ver as sombras de algo entrar na caverna. Recuei até recostar-me ao monte de palha e gritei dos pulmões:
- QUEM É VOCÊ? O QUE VOCÊ QUER?
- Eu quero a sua alma – Disse a voz. Já não estava mais tão rouca. Nem fria. Mas sim meiga, afável. – Brincadeirinha.
E foi então, que pela primeira vez naquela noite, pude ver com nitidez as formas daquele que me perseguira durante toda a noite. Na verdade, daquela. Era uma mulher. Alta. De cabelos ruivos compridos, chegando à cintura. Usava uma saia alaranjada rasgada em vários trechos, revelando suas formosas pernas. Uma toga estava lançada sobre seus ombros, na tentativa de ocultar seus braços, seus ombro, seus seios...
E o rosto da dona daquele belo corpo me olhava através de belos olhos castanhos. Tinha uma expressão meiga, sem perder o charme. Tinha belos lábios, provocantes. Simplesmente, Ália.
- Ália? – Falei com uma ligeira dificuldade – É você?
- É sim... Ah! Olá para você também, senhor simpatia.
- Erm... Desculpe-me – Falei. Não que ela tivesse levado a serio – Olá.
- Bobo – Falou ela rindo – Vem, deixa eu te ajudar, de novo...
Ela me colocou na pilha de palha atrás de mim e jogou algumas folhas secas no fogo para não se apagar.
- Por que fez aquilo? – Pedi me sentando com calma.
- Aquilo o que? A perseguição traumática? Eu só queria falar com você e o Samuca, mas já que vocês saíram correndo em desespero, tive que incorporar o personagem.
- Cadê o Samuca?
- Nos separamos em uma trilha já faz um tempinho... Ele foi buscar comida e eu vim aqui ver você.
Olhei para o urso imaginando o que estaria fazendo ali, se não estava servindo de jantar.
- Mas afinal, o que vocês faziam por lá?
- Estávamos acampando. Estamos indo pra Thais ver...
- A proposta da Ders? Eu também! Podíamos viajar juntos!
- Tanto faz...
Pela segunda vez naquela noite, outra sombra se projetou na entrada da caverna. Conforme se aproximava, era possível ver melhor seu corpo. Samuca apareceu e sentou-se ao meu lado.
- Vejo que já está melhor – Ele disse para mim – Estávamos preocupados...
Por um momento, o silêncio reinou. Mas Ália o mandou embora, com uma observação singela, daquelas que apenas ela sabe fazer.
- Como vocês mudaram... – Ela me encarou – Ambos estão mais fortes... Bonitos... Ai, se não fossem meus amigos...
Tivemos que rir. E dessa maneira, fazendo observações fúteis e rindo à toa, a noite foi passando, passando e passando...
***
Logo que o sol raiou naquela manhã, continuamos nossa jornada. Atravessamos a grande montanha dos anões e sua ponte, que era um dos únicos meios de atravessar o continente. Não tivemos problemas em seguir a grande trilha de terra que levava até as terras do Rei Tibianus, e as únicas criaturas vivas que encontramos caminhando por aqueles campos foram alguns lobos.
Depois de muita caminhada, entramos nas terras de Thais, na verdade, nas terras da Caverna da Árvore Morta, o Monte Sternum. Paramos nossa caminhada ao lado da loja de Lubo, uma humilde casinha de madeira coberta por palha, onde o velho Lubo vivia com seu querido cãozinho. Alguns viajantes cruzavam nosso caminho, nos relembrando da agitação de nosso doce lar.
Caminhamos por mais alguns minutos na direção dos grandes pântanos do sul, atravessando agrupamentos de florestas e matilhas de lobo. Tudo para chegar ao nosso destino.
- Sim, o Salão Sangrento deve estar por aqui – Disse Ália parando e encarando a incrível metrópole de Thais no horizonte.
- Mas o salão não é dentro das muralhas? – Pediu Samuca, confuso. Afinal, não visitava Thais à um bom tempo...
- Não, na verdade ele deve estar... – Disse Alia de virando para encarar a simplicidade, porém imponência da grande construção não muito distante de onde estávamos. – ...Bem aqui.
Ficou pequeno, mas ´prometo que vou tentar aumentar com o tempo =D
Ficou meio sem sal, mas o melhor ainda está por vir
Bom, nesses quase 2 meses que estive fora ao meu ver você melhorou bastante xD
Parabéns.
A história está boa, começou a ficar melhorzinha do Capítulo 5 pra cá xD
Veja se não para de escrever = )
Lupo Skiner
01-03-2007, 19:25
Agent so vai saber o rumo da história no cap. 35??!!:eek: :eek:
bom, sobre o novo cap., ficou bem legal, num sei porque mas tava axando q era a mininazinha mesmo!:P
bom, esperando novo cap.
ate mais...
Manteiga
01-03-2007, 20:33
Agent so vai saber o rumo da história no cap. 35??!!:eek: :eek:
bom, sobre o novo cap., ficou bem legal, num sei porque mas tava axando q era a mininazinha mesmo!:P
bom, esperando novo cap.
ate mais...
Tecnicamente, só os finalmentes po lá =/
O desenvolvimento em si já está ocorrendo.
Lupo Skiner
07-03-2007, 19:51
vc ainda escreve esse RP???:confused: :confused: brincaderinha...:riso:
agora eh sério: quando eh q sai o proximo cap???:confused: :confused:
esperando proximo cap... cara 1(tah demorando:triste:) cara 2[q cara exigente:mad:] cara 3{concordo com vc:cool: } cara 2[q bom!!!:P ] cara 1(o cap continua demorando, não importa o opinião d vcs!!:mad:) cara 2[OH!!:eek: ] cara 3{Hupf!!:mad: } cara 1(posta logo plz!!!:rolleyes: ) -----viajei legal:) -----
até mais...
CARA 1: fãnzão do RP q quer mais o tempo todo.
CARA 2: gosto do RP mas não gosto do CARA 1, por isso fala mal dele.
CARA 3: um 'maria vai com as outras' q segue o CARA 2 em tudo.
Manteiga
08-03-2007, 15:25
A pedidos do meu incrivel público de um só, atualização =D
Comentar não faz dedo cair
Não comentar faz pipi sumir 8D
É melhor que eu pare de pedir comments antes que o Dard venha me dar o mesmo sermão que deu pro Plagued... u.u
Capítulo XIV
Doce Lar
Parte 3
Onde a vida no casarão passa a se desenvolver
Das inúmeras visões esplendidas que é possível se ter na vida, o Salão Sangrento era uma das poucas que conseguia manter em seus traços simplórios a pureza de um prédio inocente e belo, não de apenas um punhado de concreto empilhado de modo que pareça algo habitável.
Agora dava pra se perceber exatamente a razão de Ders ter comprado aquele salão de guilda, apesar do nome macabro e lendas sinistras de estupro e torturas psicológicas envolvendo sadomasoquismo. Bem, quanto a essa última parte, talvez eu esteja exagerando.
Mas o fato é que, mesmo com alguns índices de mortes e berros sinistros no meio da noite, o Salão Sangrento era uma obra arquitetônica simples, porém imponente. Bem ao estilo estranho de Ders.
O Salão Sangrento era uma construção bem larga. Eu chutaria uns vinte metros de comprimento por vinte de largura. Tinha algo em torno de quatro andares, contando o teto e o térreo. Havia também um outro andar, o subsolo.
Tinha uma estrutura simples. Era quadrado. Nada muito inovador, mas era na simplicidade que o salão era belo. Era feita da ais resistente pedra mineirada da cidade de Kazordoom. Tinha uma porta de madeira polida e reluzente logo a nossa frente e janelas, também de madeira, espalhadas pelo prédio.
E não era apenas o prédio em si que era lindo. Seus arredores também. Afinal, precisavam ser dignos de tal beleza. Algumas árvores cercavam a construção, abrigando cobras e lobos. Pouco distante, no horizonte, era possível ver um campo de rosas do paraíso embelezando a paisagem.
Logo atrás do salão havia um riacho de águas cristalinas que adentrava no mais puro mar. E a grama então. Verde e exuberante, bem aparada e com traços de orvalho matinal. Definitivamente, era um bom lugar para se viver.
- Já da pra ver que gostaram do lugar – Disse uma voz vinda de uma janela no segundo andar – Venham, entrem! A porta está aberta.
Reconhecendo a voz de Ders, concordamos. Levemente, abrimos a porta do lugar. E não nos decepcionamos com a vista.
A porta dava direto em um hall de entrada simples. Á esquerda do hall se localizava uma porta de madeira trancada, que dava acesso a um quarto. Na porta se lia em um pedaço de papel preso na madeira “Quarto de Druid”.
Andando um pouco para frente chegávamos à uma parede com uma porta, também de madeira, como todas da casa. Atrás daquela porta se localizavam a biblioteca e a cozinha. E se seguíssemos para a direita, encontraríamos uma escada que dava acesso ao primeiro andar e outra que descia para o subsolo. Subimos a escada e encontramos uma bela visão.
Logo á nossa frente havia uma porta com a inscrição “Sala de Reuniões”. E ao lado, outra, que levava ao banheiro. E outra escada que subia para o segundo andar. Subimo-la, e logo vimos os dormitórios. Para o sul havia vários quartos fechados, paralelos a uma suíte enorme, propriedade de Ders. Ela abriu a porta e saiu. Bela como sempre. Seus cabelos rosados caídos nas costas estavam totalmente lisos. Ela usava um vestido roxo berrante com luvas e um sapato vermelho. Estava esplendida. Como tudo ali.
- Olá! – Disse ela nos abraçando – Quanto tempo! Espero que tenham gostado, ainda faltam móveis e decoração, mas isso fica pra depois.
- Se eu gostei? – Falei para ela – Eu simplesmente adorei!
- Sim – Comentou Alia – Cada detalhe é perfeito. Não há dúvidas.
- Claro – Interrompeu Samuca, tomando espaço – Mas veremos o mais importante. E os quartos?
- Nesse andar temos mais cinco quartos vagos. Simples e com uma cama cada. No subsolo temos mais alguns quartos, uns quinze creio eu. Estão todos juntos. Muito confuso... E mais dois quartos no telhado.
- Nossa, e a guilda inteira cabe aqui é? – Falou Samuca apreciando a vista de uma janelinha.
- Obviamente não. Quem pagar, fica. Se tiver espaço – Disse Ders séria – Algum de vocês se interessou pela oferta ou vieram ver o lugar apenas?
- Todos viemos atrás de um quarto – Falou Alia – E todos trouxemos o dinheiro.
- Ótimo então. Escolham seus quartos e me passei o dinheiro.
- Só isso?
- Só isso.
Creio que no momento seguinte pegamos Ders de surpresa. Jogamos sacos e sacos de ouro em cima dela e saímos correndo. Cada um pegou um dos quartos desse andar. Eu o em frente à escada, Alia estava ao meu lado, e Samuca ao lado dela.
Entrei em meu quarto e dei uma olhadinha. Havia uma cama recostada na parede imediatamente em frente à porta. Uma janelinha sobre a cama e uma tocha de madeira presa ao lado da porta. E só. Mais decoração ficaria ao meu critério. Joguei minha mochila ao chão e deitei-me na cama macia, me enrolando com os cobertores azuis.
Era um lugar perfeito.
***
Passamos aquela noite ali mesmo. Não dormimos nada, pois havíamos descansado a tarde inteira. Logo que acordamos, pudemos perceber uma maior agitação pelo salão. Mais alguns membros da guilda se acomodaram em quartos por ali. Zeffyx e Zynara pegaram os quartos restantes nesse andar, Mi os dois do teto, e um monte de gente estranha ocupara parte dos quartos do subsolo.
Agora o lugar estava diferente. Tapeçarias de várias cores cobriam as paredes de pedra, tapetes vermelhos com bordados amarelos ocultavam o chão de granito, criados-mudos de madeira rala haviam sido espalhados pelos corredores sustentando arranjos florais e vasos raros.
Muita animação parecia vir da biblioteca. Resolvi descer e verificar. E o que vi era toda a guilda que morava ali comemorando essa data histórica. O dia em que a guilda “Cavaleiros Sombrios” adquirira seu primeiro salão da guilda.
Estavam todos dispersos em cadeias estofadas vermelhas, retiradas da sala de reuniões, ao redor de uma longa mesa de carvalho forte e limpo. Taças e copos de vinho e cerveja haviam sido divididos para todos junto com doces.
Alguns poucos arriscaram cantorias e tentaram até tocar alguns instrumentos musicais, com alguma dificuldade. Fizemos um grande brinde em homenagem a Ders e mergulhamos na folia pela madrugada à dentro. Pude ver todos os meus amigos de novo, mais crescidos e maduros. E ainda pude agradecer a Jack por ter me ajudado a fazer parte dessa grande família. E pude senti-lo próximo. Como se comemorasse conosco.
Ficou bem simples, mas era apenas pra complementar os outros capítulos. =)
Lupo Skiner
08-03-2007, 15:58
muito massa, tah d parabéns!!!!:enaccord1
tah cada vez melhor a história!!!!
tem alguns errinhos d digitação, q eu vou (esperar poder, jah q o povo num passa mais aqui :wscared: )deixar isso pra outra pessoa;)
até mais...
Lupo Skiner
15-03-2007, 21:49
bom, meu primeiro post com avatar novo será aki. VIVA!!!:riso:
bem, não tenho o q falar, so uma coisa: cade o novo cap???:confused:
to esperando ha um tempão!!:mad: e vou continuar esperando...:rolleyes:
bom eh isso, espero q vc veja isso e poste logo
espero tbm q as otras pessoas vejem e comentem (sem coment num da ne pessoal, poxa...)
até mais...
Manteiga
23-03-2007, 13:29
a oe de novo =D
Desculpem por esse tempo (duas semanas contadas) em que estive off...
Tava sem net -.- off do forum sux...
Mas creio que vou atualizar aqui esse fim d semana, só esperar
ps: gz pelo avatar skiner =D
Manteiga
28-03-2007, 15:44
Ao contrário do que meu reloginho de atualizações indica (não escrevo de quarta, educação fisica me desmotiva u.u) vim lhes presentear com esse meu lixo atômico enquanto tramo uma seita macabra pro meu próximo roleplay, que não há de demorar. =D
Ficou grandinho até =o
Capítulo XV
Faxina de Inverno
Onde ocorre uma fraterna festa de faxina, Ele volta a aparecer e Druid passa por momentos de crise de meia-idade
Eu odeio acordar cedo. De sério mesmo. Não há nada mais tedioso do que levantar-me de minha caminha, interrompedo meu merecido descanso para descer escadas e sentar-me com um monte de gente estranha, para comer. Que tosco isso não?
Mas na verdade nesse dia em especial, eu realmente não tinha a menor vontade de sair daquele bolinho confortável em que me encontrava. Acontece que na noite anterior, esqueci a janela aberta, e o desgraçado do sol me deu o ar de sua graça. Mais precisamente direto na minha cara...
Mas bem, cama não foi feita para morar (pois devia), mas sim para descansar. Então, ora ou outra, eu teria que erguer-me desse pecado tão bom. Decidi fazê-lo rápido, antes que entrassem com panelas e colheres de madeira para acabar meu conforto.
Já faziam duas emanas que eu estava morando no Salão Sangrento, e mesmo assim ainda não me adaptara inteiramente à rotina do lugar. Na verdade, creio que ninguém o fizera. Mas mesmo nesse meu humor matinal, era preciso continuar os rituais das segundas-feiras. Levantar cedo e correr para a cozinha receber as tarefas da semana. E seguir o cronograma de trabalho.
Levantei-me melancolicamente e cambaleei até um canto do meu humilde aposento (nem quarto era). Despi-me lentamente e joguei o pijama em algum canto sinistro que no momento não me recordo qual, e cheguei a uma cadeira ridícula para apanhar meu roupão e vesti-lo. Pronto para o massacre.
Colidi com aquela porta maldita, enganchando o roupão no trinco e caindo para o outro lado. Recompus-me e desci as escadas feito uma lesma em fuga, e me deparei com certo elemento com cara de quem comeu e não gostou.
- Hmm... Oi Samuca – Disse entre um bocejo e outro.
- Olá – Respondeu ele secamente – Já soube das últimas?
- Últimas? Acabo de levantar seu taipo!
- Erm, bem. Ders pirou de vez.
- Que que ela fez dessa vez?
- Não é bem o que ela fez – Samuca fez uma pausa – Mas sim o que ela há de fazer.
- Como assim?
- Parece que deu a louca nela. Ela está tentando organizar uma espécie de faxina da primavera.
- Mas estamos em pleno inverno!
- Diga isso para ela – Disse samuca fazendo cara de nojo e indo na direção das escadas – Não se demore – Completou.
***
Depois de melancólicas horas no banheiro, fazendo minha higiene, cheguei até a cozinha, ainda meio sonolento, e pus-me a sentar em uma das poucas cadeiras de madeira suja remanescentes. Todos os habitantes do casarão estavam reunidos em torno da enorme mesa de carvalho da cozinha, emburrados, esperando Ders falar.
Algumas pessoas mal haviam se vestido. Tinha gente de camisola, pijama, roupão (eu já me vestira). Mas de fato, todos estavam sonolentos e com um pouco de aflição perante o que iriam ouvir.
Ders não demorou a sair do bolinho de pessoas, usando uma camisola de seda vermelha, com os cabelos presos em um rabo-de-cavalo. Tropeçou nas próprias vestes enquanto caminhava, mas logo retomou a pose, e subiu, num salto, na mesa.
- Seus fracos – Gritou ela com entusiasmo – O advento já esta ai juntamente com as festas de fechar as estações. E não podemos saudar os deuses nessa imundice só, não é?
Alguns ruídos puderam ser ouvidos entre as pessoas. Levei aquilo como um “Sim” ou um “Cala a boca e vai dormir”.
- Diante dessa afirma... – Começou Druid.
- Quieto – Sussurrou Ders – Eu falo aqui lembra? Você manda nessa pinóia? Não! Eu mando? É! – Ders fez uma pausa e bocejou – Como eu ia dizendo. Diante dessas afirmações, é óbvio que temos que arrumar as coisas não? Não quero dizer decoração! Mas sim limpeza dessa zona. Por isso, me dei ao trabalho de organizar uma lista de tarefas para cada morador hoje. Até o nascer da lua, quero tudo feito!
Algo como uma onda de horror e pânico invadiu a sala. Ninguém estava com vontade de trabalhar. Ders percebeu e pulou para sua lista.
- Tarefas – Gritou.
- Aí vem bomba – Disse Samuca, que estava ao meu lado – Espero não ter que trabalhar com a Jess Brinks.
- A ranhenta?
- Ela mesma.
- Samuel Hunter – Gritou Ders observando nossa conversa – Você vai limpar os banheiros com Jess Brinks
Samuca praguejou alto e não pude conter meu riso. Ders pareceu ter notado, e prosseguiu.
- Drago Aaril. Você vai varrer as folhas de todo o perímetro do jardim casa. Juntamente com Galeth Lemmengo.
- O que? – Gritei alto.
Galeth Lemmengo era simplesmente a pessoa mais nojenta que eu já tive o desprazer de conhecer. Ele era uma verdadeira pedra no sapato, enchia meu saco pra valer. Eu tinha vontade de cortar as tripas dele. E ainda por cima, eu teria que varrer folhas com ele. E eu detesto varrer folhas.
Druid se aproximou de Ders e cochichou algo em seu ouvido. Ela confirmou com a cabeça e continuou a ler.
***
O sol já estava muito forte, e ao que tudo indicava o trabalho na casa não parava. Parecia que ninguém ia comer naquele dia. Minha única sorte daquela manhã era que, como todos os dias naquela mesma hora, eu e Druid saímos da casa e nos dirigíamos para o riacho próximo para treinar. Fazíamos isso há umas três primaveras.
Quando cheguei lá, Druid esperava-me com uma caixa de madeira marrom, quadrada e não muito grande cheia de coisas estranhas. Encarava-me com uma cara de riso, como todo santo dia, simplesmente por me humilhar nos testes que aplicava.
- Hoje – Disse quando me aproximei um pouco – Vou te mostrar a arte do uso das clavas.
- E isso vai me ser útil?
- Possivelmente. Principalmente quando tiver experiências com o ato de caçar no corpo-a-corpo, para economizar poder mágico para usar nas runas, não nas varinhas mágicas. Ou, como vulgarmente dizem, na hora de “runar”.
- Claro que sim – Falei ironicamente – Vou usar o quê? Um martelo do trovão? Um cajado dos arcanjos? Ou uma clava?
- Não, não e... Não – Disse Druid rindo. Ele abriu a caixa e retirou de lá um pedaço de madeira estranho, fino, com uma enorme bola de ferro repleta de espinhos conectada a ele por uma corrente forte, mas enferrujada – Isto Drago, é uma estrela da manhã.
***
Como era de se esperar, o mal não para. Afinal, para os planos de certo alguém, todo tempo era crucial. E seus servos sabiam perfeitamente disso. Afinal, o plano da mutação dos ratos não fora feito da noite para o dia. E falando em planos, alguém tramava mais um golpe naquele dia, aproveitando a ausência dos únicos que poderiam o impedir.
- Mande Zifrid entrar – Disse gelidamente para um de seus guardas, que abriu a porta e chamou alguém.
O bispo Zifrid entro, arrastando sua batina como de costume. Andou pelo enorme saguão negro da mansão e cambaleou no tapete de pele de urso. Curvou-se perante o vulto e o fitou penetrantemente.
- Tevês noticias de Bruno? – Perguntou o vulto com pouca tolerância na voz.
- Naturalmente. Soube que está planejando algo com Aquarius. Devo alertá-lo?
- Não. Sabes que Bruno não é tolo. Deve ter algo em mente.
- Assim espero. Mas então, já desenvolveste a próxima etapa do plano?
- Obviamente. Ao que tudo indica, estou sempre um passo a frente. Mas necessito das influências de Bruno! Achas que tem como contatá-lo?
- Claro – Disse Zifrid – Mas e o plano? Conte-me a respeito!
- De tempo ao tempo Zifrid, na hora certa saberá. Apenas fale com Bruno.
- Como quereis – Zifrid fez outra reverência e se retirou.
***
O treino já levava algumas poucas horas, e eu, naturalmente, encontrei o desprazer da derrota nas habilidosas mãos de meu mestre. Já havia me acostumado com a derrota, mas mesmo assim, sentia-me humilhado.
- Vamos Drago, sei que sabes mais!
- Como sabes?
- Eu te ensinei tudo que sabe.
- São meros detalhes – Ri enquanto brincava com a estrela da manhã.
- Atitude! Nunca vai ser alguém se não fizer nada direito! Seu fraco!
Nesse ponto me irritei. Me ergui e caminhei até Druid que sorriu.
- Vem pro papai – Disse ele.
Corri até ele fazendo movimentos esguios e rápidos, resvalando na grama feito um louco desembestado. Ele preparou a defesa dele. Mas peguei-o desprevenido. Deixei-me cair de bunda na grama humida e deslizar até passar por debaixo de suas pernas. Nesse ponto, enrolei a corrente da estrela no tornozelo de Druid e puxei com força, saindo de baixo dele no momento da queda.
- Quem é o papai agora? – Falei me levantando.
Druid riu. Achei estranho. Porque ele riria? Mas de repente notei que o riso passou a choro. Um choro tímido. De saudade.
- Estas bem?
Ele se ergueu. Exibia nos olhos lágrimas. Me abraçou com força e disse-me.
- Faz-me lembrar de Jack. Ele adora brincar assim. Comigo. Hoje fazem cinco anos...
Olhei para o horizonte. A terrível cena de cinco anos atrás voltara à minha mente. Senti um aperto rápido no coração, abafado pela queda de Druid, que apertava o peito com força.
- Druid! Calma! Socorro! – Gritei desesperado, temendo pela vida de meu amigo. Ders acudiu e veio correndo em nossa direção, felizmente já vestida. Segurou Druid e o ergueu.
- Druid... De novo! O que aconteceu?
- Estávamos treinando... Mandou atacar... Derrapei e fui... Ele caiu... Jack... Cinco Anos e... – Não pude prosseguir.
- Sim... Compreendo. Não se preocupe, eu cuido desse vovozinho aqui.
- Não sou tão velho – Praguejou Druid.
- Viu, ele está bem – Falou Ders – Foi só um susto. Drago, Galeth está esperando. Vá logo.
***
O tempo correra enquanto eu e Lemmengo varríamos as folhas caídas das árvores na frente do Salão Sangrento. Galeth lutava inutilmente contra o vento, que teimava em arremessar as folhas de seu monte a longas distâncias. Não pude conter o riso. Este foi sufocado quando um lobo saindo da floresta pulou sobre meu monte de folhas e passou a brincar com elas, acabando com tudo.
- Miserável! – Gritei. Agarrei minha vassoura de madeira e pulei sobre ele nas folhas, em uma luta pela honra. Galeth ignorou o vento e passou a rir da minha cara. Com razão.
***
Enquanto isso, no telhado, Ders e Druid viam tudo, rindo um pouco, numa fútil tentativa de animar o clima. Parece que Ders encontro as palavras certas justamente a me ver lutar com o lobo.
- Vê? Jack pode ter ido. Mas estamos em uma nova vida! Tens uma família aqui. Não se sinta mal. Jack não gostaria de vê-lo chorar.
Druid encarou a cena no jardim e falou cabisbaixo – Sim, é verdade. Tenho uma família aqui. Uma grande e louca família. – Ele e Ders se recolheram comentando coisas sobre folhas, druidas bobos, e lobos curiosos.
Lupo Skiner
28-03-2007, 18:10
como eu disse, olha eu aki!!:P
bem, mais um ótimo cap, mas catei uns errinhos...:wscared:
-De tempo ao tempo
"Dê tempo ao tempo";)
na grama humida
"na grama úmida";)
mais nada a dizer, exceto uma pergunta: vc fez algo terrível para os outros usuários do forúm não comentarem aki???:confused:
bem, eh isso
esperando próximo cap
até mais...
Manteiga
28-03-2007, 18:43
Aham, fiz um voodoo da macumba macumbera na muvuca *.*
Ta sério, acho que todo mundo se traumatizou com o capítulo 1
(to doido pra chegar o capítulo 20, putaria on =D)
FelipeBK
02-04-2007, 17:34
vo se o segundo a posta aki dps do cap XV
go go go continuar
Manteiga
05-04-2007, 13:22
Quinta-feira, dia de atualização :D
Capítulo XVI
Um Natal Muito Gelado
Onde se narra sobre uma vasta comemoração no primeiro natal no Salão Sangrento.
E pela milésima vez naquela tarde, a neve que estava naquela maldita árvore veio a despencar na entrada do salão. Isso simplesmente me irritava muito. Muito mesmo. Afinal, era eu que tinha que varrer a neve da entrada. Sempre.
Eu abri cuidadosamente a porta de entrada e senti meus tornozelos gelarem quando a neve encostou-os. Sai de casa, enfrentando o frio do inverno para fazer meu odioso serviço. Para resistir ao frio, eu usava um longo sobretudo negro, um cachecol azul-marinho e um gorro cinza ridículo que Druid me emprestou.
Usava também uma calça preta e nas mãos luvas verdes feitas de lã. E finalmente botas de couro nos pés. Estava fardado para o combate, literalmente. Afastei-me alguns metros da casa para avaliar a situação.
Havia neve até metade da porta de entrada! E a neve quase ocultava totalmente os troncos das árvores do jardim. Dei um longo suspiro e segurei firmemente a pá de neve que estava em minhas mãos. Agradeci por ainda estar vivo perante aquilo tudo e parti para o combate.
Pulei em meio a neve e passei a coletá-la com a pá, lançando-a metros de distância. Ora ou outra eu tropeçava em raízes ocultas na neve e cai de cara naquele monte de sei lá o que fofinho. Ergui-me, já quase completamente branco e pude ouvir alguém rir da minha humilhante situação. Virei-me para a névoa gélida e vi uma sombra aparecer.
Era a pessoa que eu menos desejava ver. Mi. Ele usava um casaco de pele de urso branco, combinando com suas calças e seu capuz. Nos pés tinha botas negras como as luvas de couro em suas mãos. Estava decididamente muito diferente.
- Lutando contra a natureza Sr. Aaril? Não é uma atitude muito sábia.
- Olá para você também – Respondi já acostumado com os estranhos cumprimentos de Mi – Vejo que deu o ar de sua graça este ano.
- Sim, ao que tudo indica. Mas cá entre nós, creio que esta seja a melhor festa de fechar as estações que esta guilda desprezível já fez.
- Se detesta tanto nossa guilda, podia se retirar.
- Não lhe darei o prazer de comemorar.
Mi caminhou com aquela lentidão de um retardado e juro que tive vontade de acertá-lo com a pá. Decidi me conter, já que Ders abrira a porta para ele entrar. Virei-me e terminei o serviço. Ainda cheio de neve, abri porta e entrei
- Pelo menos tire essa neve daí – Protestou Ders.
Depois de remover qualquer floco de neve do meu casaco, guardei a pá de neve em um quartinho no subsolo, onde ficava o material de limpeza. Espreguicei-me e caminhei até meu quarto, e encontrei Samuca e Alia rindo alto no quarto dela. Mesmo não sendo uma atitude correta, eu entrei e me surpreendi.
Nas paredes havia tapeçarias rosa-choque com flores penduradas. Na cama estavam dispostas roupas e mais roupas. E sobre a cama, Samuca e Alia estavam sentados.
- Estávamos esperando você – Disse Alia animada – Sente-se.
Olhei ao meu redor por uns poucos segundos e percebi uma almofada vermelha na forma de coração. Ri por um segundo e sentei-me no chão sobre ela.
- O que fazem aqui afinal? – Perguntei
- É natal! Estamos trocando presentes oras – Riu Alia – Pega – Disse me entregando um ursinho de pelúcia marrom e ridículo – Sam que me deu.
- A que lindo - Quase vomitei quando devolvi aquela coisa para Alia – E o que você deu pra ele?
- Um amuleto de platina – Ela disse – Como ele é um cavaleiro, creio que armadura a mais seria bom.
- Mas Drago – Interrompeu Samuca – O que você tem pra nós?
Por um instante me esqueci do natal.
- Ah sim.
Sai do quarto momentaneamente e retornei com duas caixas de presente nos braços.
- Esse daqui – Disse verificando o peso do pacote – É seu Samuca. É uma mochila de runas de cura final que eu fiz um dia desses. Espero que seja útil.
Ele abriu o pacote e retirou as runas. – Maneiro. Vou usar com certeza. Salvou minha vida literalmente.
- E para você – Virei-me para Alia lhe entregando o pacote mais leve. Ela abriu e tirou um urso panda de pelúcia de lá.
- Meu Deus! Isso é muito difícil de conseguir! Da onde tirou isso?
- Tenho minhas maneiras.
- Obrigada – Ela disse colocando o panda junto com uma montanha de outras bonecas sobre a cama.
Percebi que Alia se preparava para entregar-me meu presente, mas Ders nos chamou para a ceia natalina. Levantei-me da almofada e a joguei sobre a cama, saindo do quarto.
***
Estávamos todos reunidos ao redor de uma mesa de carvalho na cozinha, Ders em uma ponta e Mi na outra. Ao lado esquerdo de Ders, estavam Druid e tantos outros fulanos.
E do lado direito, eu, Alia, Sam, Zeffyx e Zynara.
Ders estava em pé, ao contrario de todos os outros. Tomou um gole de vinho e preparou-se para falar.
- Estamos aqui hoje para celebrar a festa de fechar as estações! Fico muito feliz em perceber que estamos unidos aqui hoje. – Nesse ponto ela brincava. Quase toda a guilda havia saído para passar o Natal com a família – É bom saber que esse foi um grande ano para a guilda, pois afinal, conseguimos comprar uma morada! Gostaria de propor um brinde, em homenagem ao Salão Sangrento e aos deuses anciãos!
Erguemos-nos segurando taças de vinho e brindamos alegres. Sentamos e passamos a apreciar a ceia. Sobre uma toalha branca de seda, haviam pratos com talheres de vários tipos, taças de vinho, pratos com saladas diversas, dede de verduras até frutas, dispostas ao redor de um grande porco sobre uma bandeja no centro da mesa. Servimos-nos primordialmente com calma, depois partimos para a luta corporal em busca das últimas costelas de porco. De sobremesa tivemos pudins de Natal, biscoitos e doces, acompanhados de um bom leite quente, ou como Sam costumava dizer, “leite quente que dói o dente da gente”. Rimos alto, coletivamente. Nem imaginávamos que seria uma das últimas risadas que teríamos como guilda.
***
Quilômetros dali, Dane recolhia o frasco de leite e o prato repleto de migalhas de biscoito sobre a mesa perante sua cliente. Observou-a pegar seu casaco pendurado próximo a escada de saída da taverna.
Ama estava se dirigindo para o depósito de Carlin, onde recolheria seus últimos pertences antes de partir para Thais. Uma fonte lhe dizia que precisava encontrar alguém lá.
---
Ficou curtinho e sem sentido porque era apenas para ligar o capítulo quinze ao dezessete. Comentem e Feliz Páscoa para todos :D
Maneiro, e vê se não demora a postar xD
Manteiga
07-04-2007, 23:38
Bom, hoje eu estive pensando nisso, mas resolvi pedir a opinião de vcs antes.
Eu deveria reformular os primeiros capítulos? Se sim, quais deles? Eu pretendia deixá-los assim como uma prova da minha evolução como escritor, mas acho que eles tão espantando o público u.u
Ston Hargus
07-04-2007, 23:42
Massa teu rp, muito bom mesmo.
Olha, se puder da uma passada no meu, postei outro capitulo, vê se não é caso perdido >:)
agradecido...
Ston :)
Manteiga
07-04-2007, 23:47
Massa teu rp, muito bom mesmo.
Olha, se puder da uma passada no meu, postei outro capitulo, vê se não é caso perdido >:)
agradecido...
Ston :)
Bom ver mais público por aqui :D
E já passei lá sim :)
Lupo Skiner
09-04-2007, 16:56
olha eu denovo aki!!:P
bom, mas um ótimo cap
hmm, parece q a Ama vai voltar à história!!:) bom...
sobre reformular os primeiros caps, sei la, eh muito controverso, se vc mudar há probabilidade d virem mais pessoas para lerem o RP, mas desse jeito fika como uma mostra q vc evoluiu sua escrita... mas uma mostra pra quem, se ninguem vier ler??!!:riso: então, pronto, muda os primeiros caps!:happy:
esperando proximo cap
até mais...
Manteiga
09-04-2007, 19:42
Capítulo um editado! Espero que gostem das mudanças :D
Vou editar apenas os capítulos dois três, mas isso amanhã.
Lupo Skiner
10-04-2007, 17:05
o cap 1 editado fikou melhor,:) , apesar d ter alguns vários erros!!:wscared:
bom, so isso...
esperando proximo cap
até mais...
Manteiga
12-04-2007, 13:08
Novo capítulo:D
Capítulo dividido em várias cenas, e ainda, para facilitar o horário exato que expressamos em horas (17h, por exemplo) vou usar a marcação em horários canônicos:
Matinas: Inicia das 2h da manhã e vai até o nascer do sol.
Laudes: De 7h da manhã até 7h e 30min.
Primeia: Das 7h e 30min até 9h.
Terceira: Das 9h até o meio-dia.
Sexta: Do meio-dia até as 2h da tarde.
Nona: Das 2h as 3h da tarde.
Vésperas: Das 3h as 6h da tarde.
Completas: Das 6h da noite até o anoitecer
Noite: A partir da 9h, indo até as mtinas e recomeçando o ciclo.
Capítulo XVII
O Retorno de Ama
Onde todos se surpreendem com algo que pode ser explicado pelo nome do capítulo.
A ventania vespertina no deserto de Jakundaf erguia as areias em direção ao infinito céu psicodelicamente, de maneira que formassem espirais de areia que confundiam a vista de qualquer aventureiro que desbravasse o local.
Em meio à tempestade de areia, apareceu a silhueta de uma mulher em seus vinte e poucos anos, cabelos castanhos carregados pelo vento, um turbante roxo cobrindo-lhe o rosto e vestes brancas de leves, para que permitissem melhor mobilidade.
Literalmente, Ama nadava contra a correnteza. Não sabia exatamente como chegara no deserto, mas tinha a nítida impressão que dali não sairia. Procurou qualquer vestígio de civilização e não demorou a localizar uma construção inteiramente negra, protegida por estátuas de cavaleiros de aço.
O templo do deserto . Pensou Ama admirando o prédio. Analisou ao seu redor e lembrou-se de que a entrada da fossa conhecida como Garganta do Diabo ficava exatamente na diagonal do templo.
Vasculhou as areias quentes do deserto e logo localizou o que seriam as ruínas de um templo erguido sobre a fossa. Uma vez nas ruínas, precisava seguir ao norte para reencontrar o caminho certo para Thais. Enquanto ela se virava, ouviu um grito em meio a tempestade.
- Dê-me todo seu dinheiro.
***
Apesar do oficio das completas estar próximo do fim, o Salão Sangrento não parecia disposto a calar-se. Vestígios de luz podiam ser claramente vistas pelas janelas, e urros de comemoração eram ouvidos desde as muralhas da cidade de Thais.
Eu, Ders, Sam, Alia e Druid éramos os únicos membros da guilda que ainda batalhavam contra o sono. Estávamos na cozinha, acomodados ao redor da mesa de carvalho, conversando em meio ao vai e vem de um jogo de canastra em duplas. Menos Druid, que parecia empolgado lendo um livro.
Jogávamos amigavelmente, claro. Mas sem alguma aposta, o jogo não teria graça. Agora estava em jogo um pacote com tapeçarias variadas que uma maluca deixara na porta da casa na noite anterior. Eu e Sam perdíamos humilhantemente para Ders e Alia.
- Vocês são muito competitivos – Disse Alia pescando a carta correspondente ao seu três preto – Bati.
- Mas o que? Já? – Praguejei – Sam, você é muito podre!
- Você é que é.
- Meninos acalmem-se – Disse Ders – Que tal um tudo ou nada pelo bule de ouro de Druid?
- Nem me meta nisso – Reclamou o Druida – Já passa da noite, hora de dormir crianças!
***
Uma vez que as Matinas se iniciavam, o bispo Zivrid dava outra de suas aparições na tenebrosa baixa Thais. Grupos de meretrizes preparavam-se para entregar seus corpos para qualquer marginal que passava.
Zivrid sofria com o peso dos olhares de canto de olho dos criminosos que planejavam seus atos. Não que estivesse ali por estar, precisava encontrar alguém. Para um crime perfeito.
Chegou ao extremo da rua e fitou o bueiro por alguns instantes. Olhou para os lados a procura de curiosos e aliviou-se a se ver só. Retirou a tampa do bueiro e desceu, afundando seus pés na sala do esgoto.
Caminhou alguns metros naquelas caverna enlameadas que cheiravam urina e ratos podres. Cobriu o rosto com a manga da batina para resistir ao cheiro e chegou a frente da parede petrificada. Novamente olhou para os lados, ativou a senha e entrou. Sem fazer qualquer som. Ele havia sido bem claro.
***
Entre laudes e a primeira, o Sol humildemente se mostrava no horizonte, iluminando o dia. Resvalando no orvalho da grama de Monte Sternum, Ama seguia seu caminho. Ainda repugnava o cheiro de sangue presente em sua espada.
Logo que saia do deserto, fora atacada por um Guerreiro Selvagem interessado em seu dinheiro. Obrigada a reagir, Ama cravou sua espada no ventre do homem e esmagou sua cabeça com uma pedra. Limpou o sangue da lâmina na própria capa do morto e saíra rapidamente.
Agora já estava próxima a cabana de Lubo. Distante no horizonte, a silhueta do Salão Sangrento já era visível.
***
O Sol da terceira iluminava todo o meu quarto. Como eu odeio essa luz! Retorci-me na cama e deixei que o cobertor caísse ao chão. Me espreguicei e coloquei o típico roupão de sempre, cambaleei até a porta e desci para o banheiro, como em todas as manhãs.
Entrei no cômodo e fiz minha higiene matinal. Estranhei o silêncio na casa. Ainda não tinha visto ninguém. Ouvi ruídos vindo do térreo. Preocupei-me de ser algum assaltante tateei até localizar um candelabro.
Desci ao hall apreensivo verificando o caminho a cada volta. Cheguei a cozinha e vi, um bolinho de pessoas socadas ao redor de algo ou alguém. Ouvi Sam comentar algo sobre e afigura e Alia sair correndo desembestada do grupo para falar comigo.
- Não sabes quem está aqui!
- Pelo movimento, só pode ser o Rei Tibianus...
- Não seja tolo – Disse pegando minha mão e me arrastando na direção do grupo. Abri caminho com os cotovelos e deixei o candelabro cair ao ver quem era.
- Ama?
***
Nem mesmo eu acreditava no que estava acontecendo. Depois de seis anos eu havia reencontrado Ama! Já não era mais aquela garota ingênua que conheci em RookGaard. Era uma mulher bela e sedutora. Externamente não parecia a Ama pela qual me apaixonei.
- Drago! – Disse ela erguendo-se da cadeira onde estivera. Corri para perto dela e abracei-a, como se nunca tivesse o feito antes. Joguei seu turbante no chão e comprimi meus lábios contra os dela, em um beijo completamente repentino e apaixonado.
- Senti sua falta – Disse ao fim do beijo.
- Eu também! Não sei como agüentei tanto tempo – Ela disse com lágrimas aos olhos. Fez uma pausa – Sabe que eu te amo não é? Muito!
- Eu sei – Disse. A beijei novamente, me esquecendo com o fato de cinqüenta pessoas estarem olhando.
***
O dia passara rápido. Depois daquilo, tomamos café da manhã reunidos, jogando conversa fora. Depois da sexta fomos ao cemitério, colocar flores no tumulo de Jack. Passamos a tarde caminhando em Thais, e finalmente após as completas, todos se retiraram para seus quartos.
Eu tentava dormir, mas não conseguia! O dia passava em minha mente como se estivesse ocorrendo novamente. Ouvi a porta do quarto ranger e me virei assustado. Virei-me e vi Ama chegando perto de mim.
- Oi – Ela sussurrou – Vem cá.
Ela disse e me puxou para fora da cama. Me equilibrei e quase cai junto com ela. Ela me levou até a parede e me imprensou contra ela, beijando-me. Passou as mãos pelo meu corpo e tirou minha camisa.
- Ama, espera...
- Quieto – Ela me calou com o dedo.
- Tem certeza que quer fazer isso?
- Nunca estive tão certa.
Apesar de termos nos reencontrado apenas a dez horas atrás, eu e Ama já tínhamos provado que queríamos ficar juntos. Para sempre. Mas eu não me sentia pronto para fazer aquilo. Dei um voto de confiança para Ama. Ela se despiu por inteiro e eu também. A beijei novamente, sabendo que pelo menos desta vez ela seria minha.
Lupo Skiner
12-04-2007, 20:57
toma cuidado, Drago hehe!!:riso:
bom, mais um otimo cap, Manteiga!!:)
bem, num tenho mais o q falar, a não ser:
ESPERANDO PRÓXIMO CAP
até mais...
PS: viva, consegui entrar no forum. esqueci a antiga senha! :/
Ótimo capítulo ! ^^
- Esperando próximo capítulo.
=;]
Lordaeron
26-04-2007, 04:30
Cara, gostei muito da sua história.
Bem escrita, com um enredo bem interessante.
Boa sorte, e parabéns.
wicht'druid
27-04-2007, 10:17
opa é manteiga axo que o destino me fez novamente mais uma de suas estórias<nen vo comentar a tirada em meu ultimo post em elementalis>
adorei como sempre passei 2 dias para lê-la completamente mais te digo ganhaste um novo leitor \0/
15 dias sem nada de novo capitulo :(
Manteiga
29-04-2007, 13:47
Lamento o atraso =D
Capítulo XVIII
Teia de Sentimentos
Onde brevemente se narra sobre longas horas de confusão.
A brisa gelada das calmas manhãs de inverno se tornara uma nevasca assassina no meio da cidade. A neve que cobri as ruas agora era uma montanha branca! E a chuva fina que lavava as dores das pessoas agora. Literalmente, as lavava...
E tudo isso combinado com o stress gerado pela festa de fechar as estações criava um clima tenso no ar. E isso não era diferente no Salão Sangrento. Como poderia? Ders estava doida com os preparativos para a festa. Qualquer um que cruzasse seu caminho ela botava trabalhar.
Mas todo esse esforço estava valendo a pena. O casarão estava cada vez mais belo e ornamentado. Um colírio para os olhos. Mas Ders não se acalmava. Pelo contrário. Cada nova tapeçaria pendurada na parede era sinônima de mais stress para a próxima.
Por isso eu e Ama saímos de fininho no meio da tarde para correr até Thais. E também porque não estávamos com a mínima vontade de limpar os banheiros com um leve odor de fezes. Com certeza, Ders já notara e a essa altura já devia estar tiririca da vida...
Eu e Ama estávamos no “parque” da cidade. Se é que dava pra chamar uma porção de grama com uma ou outra árvore ao lado do salão de jogos um parque. Sentamos-nos em um banco simples de madeira em frente a um caminho de cascalho que atravessava o parque. Bem em nossa frente, havia a bela visão de uma fonte de pedra com água. Água congelada. Tudo isso combinado com a neve criava um clima romântico que eu adorava.
Eu estava usando meu típico uniforme “antifrio”: Aquele sobretudo verde e as luvas verdes como o gorro. Coisa simples. Já Ama estava irresistível! Trajava um casaco amarelo sobre um suéter rosa com desenhos de corações vermelhos. Também usava uma calça de lã rosa como o gorro em sua cabeça.
Olhei em seus olhos e a beijei. Não pude me conter. Mas depois do beijo, ela riu. Muito. Até demais. Ela estava se estourando de tanto rir!
- Que foi? Eu sou tão feio assim? – Perguntei ligeiramente preocupado.
- Não seu besta! Você é lindo – Ela disse entre uma risada e outra.
- Então está rindo de que?
- E eu sei lá! É sua companhia... Faz-me ao bem que me da vontade de rir – E ela continuou a rir.
- Ahh... Vou considerar isso um elogio... Eu acho... – Falei, entrando nesse clima de risos.
Estávamos tão distraídos que nem percebemos a forma sorrateira descer ao esgoto.
***
A Sala da Nova Thais era um abrigo subterrâneo construído na época da guerra contra Ulderek e serviu de esconderijo para as maiores mentes de Thais. Hoje, o maldito lugar era apenas uma sala escondida com entulho pra tudo que é lado. Mas ainda servia de abrigo.
O bispo Zivrid sabia bem disso. Por isso estava ali. Eu devia ser pago pra isso! Pensou Zivrid. Sua batina se arrastava pela lama repulsiva dos esgotos.
- Toda essa falta de higiene só para um mapa! – Zivrid praguejou alto, assustando uns morcegos que dormiam por ali.
Depois de um tempo, ele chegou até a costumeira parede acidentada. Tateou nos arredores em busca da chave. Logo a encontrou e quebrou o código. Se não fossem as reformas que a TBI fez, seria impossível entrar ali.
A sala era circular. Tinha um piso de madeira podre, paredes repletas de mofo e um leve cheiro de ratos mortos. Recostadas às paredes, havia enormes estantes de bambu carregadas de livros com formas e cores diferentes. No centro da sala, sobre um tapete de pele de urso branco, havia uma enorme mesa quadrada e quatro sofás verdes.
- Espero que esteja aqui – Zivrid pensou alto.
***
Quilômetros e quilômetros dali, Ele arrastou sua capa pela sala. O cheiro de sangue era insuportável. Virava-se em todas as direções, preocupado. Onde estaria Zivrid com o mapa?
Ele nem podia acreditar. O caminho para a cidade! O maldito caminho estava no maldito mapa na maldita Sala da Nova Thais. Mas Ele confiava em Zivrid. Principalmente depois que Zivrid enviou aquela carta para a garota. Agora ela estava em algum canto de Thais.
O frio penetrava pelas janelas. Ele precisaria sair logo. Tirou sua capa e tateou as cegas pelo casaco. Depois, desceu as escadarias e saiu pela porta, para o campo. Virou-se e viu a placa de madeira que indicava seu esconderijo até então.
CASA DA ROSA VERMELHA
***
Ders estava uma pilha de nervos. Dava até pra ver a nuvem negra soltando raios sobre sua cabeça. Druid tentou acalmá-la com uma xícara de chá de capim cidreira fumegante. Depois ele que teve de limpar os cacos da xícara no chão.
Eu e Ama já tínhamos retornado ao Salão, e estávamos escondidos no quarta de Alia com ela e Sam.
- Eu vou me matar – Recitava Alia – Se aquela doida me puser lavar pratos de novo, ela morre!
- Calma – Dizia Sam – Ela até tem razão... Isso aqui está uma zona.
- Até você se uniu com a jararaca? – Praguejou Ama – Esse mundo está perdido!
- Gente sem neura! – Eu disse me sentando na cama. Algo pinicou ao meu lado. Peguei e vi um bilhete.
- Me dá isso – Sussurrou Alia para mim ao ver o bilhete em minhas mãos.
- Por quê? – Eu disse rindo. Desdobrei o bilhete e passei a ler em voz alta – “Querido Zeffyx...” Nossa! Que apimentado...
- Me devolve – Gritou Alia corando.
- Parece que você tem umas fantasias com ele... Alguém aqui é de menor? – Comentei checando linhas à frente.
- Seu merda! – gritou Alia emburrada.
- Calma, é só brincadeira!
- Não achei graça nenhuma!
- Problema seu... – Disse lhe devolvendo o bilhete – Vá falar com seu “Zeffyxinhu”.
Alia corou fortemente e saiu porta a fora. E eu mal imaginava que aquele forte sentimento que ela sentia por ele iria salvar minha vida no futuro.
***
Em meio a penumbra, Zivrid tateou na mesa. Suas mãos tocaram um pergaminho enrolado e ele sorriu.
- Utevo Vis Lux – Ele murmurou. A sala se encheu de luz. E ele desdobrou o pergaminho. Sorriu mais ainda.
Não ficou lá essas coisas, mas e importante :)
A role playing está muito boa...Espero que continue...
Depois de uma passada na minha...Só entrar no link da minha assinatura...
Lupo Skiner
04-05-2007, 18:55
muuuuuuuito massa, Manteiga!:D
muitos mistérios agora, bom...
bom, esperando próximo cap
até mais...
Manteiga
06-05-2007, 13:58
Atualizando minha gente =D
Capítulo muuuuuuuuuuuuuuito importante! Graças a ele, ocorre uma coisa que desencadeia uma coisa muito maior e cretina u.u
Capítulo XIX
Vendo e Ouvindo
Onde Ele arma seu próximo golpe, Bruno reaparece e Ders ouve mais do que deveria...
O clima de tensão ainda permanecia no ar. Mas isso se devia ao fato da festa de fechar as estações estar próxima. Pra falar a verdade, ela seria amanhã. E quando se tem menos de 24h para fazer algo, é de costume colocar um esforço sobre-humano nas suas atividades.
Pois é, parece que Ders de Candia não foi avisada disso. Apesar de ser noite, penúltimo dia da estação e um dia que prometia nevascas intensas, a doida deu um jeito de reunir os três novamente. Como sempre.
Ders estava sentada em um banco da Praça de Thais. Quieta. Pensativa. Se encolhia em seu casaco púrpura, na fútil tentativa de escapar do frio. Um ruído discreto chamou sua atenção. O ruído ia ficando mais contínuo e forte à medida que se aproximava. Definitivamente, eram passos.
- Já achei que não iria vê-lo aqui hoje – Disse Ders, brincando com o cabelo – Então Mike, como vai?
- Em primeiro lugar, meu nome é Mi! – Praguejou ele, tornando-se nítido em meio as trevas – Vou bem, obrigado.
Ders encarou Mi. Ele parecia procurar alguma coisa. Virava-se para todos os lados em busca de algo.
- Druid ainda não chegou. Se é isso que você procura Mike.
- Pare de me chamar assim. E onde ele se meteu?
- Pra falar a verdade, eu estava aqui bem antes de vocês – Disse uma voz vinda do bar do Frodo, do outro lado da rua. Druid de Candia saiu pela porta e sorriu em frente aos amigos.
- Devemos ser breves.
- Naturalmente – Disse Ders. Virou-se e passou a encarar Mi – Então, conseguiu alguma coisa nessa sua viagem?
- Claro! – Disse Mi, animado – Sabe, tenho algumas poucas informações sobre o bispo.
- O bispo? – Falaram Druid e Ders ao mesmo tempo, pasmos – Fala!
- Parece que seu nome é Zivriddinoes Khraktônios Ptalohwe – Disse Mi consultando uma folha em seu bolso – O bispo Zivrid. Ele é visto perambulando por Thais a noite. Com freqüência.
- E daí? – Pediu Druid.
- E daí que da última vez que ele foi tão visto assim houve uma praga de ratos mutantes – Terminou Mi – Temo que ele esteja tramando alguma...
- Não me venha com asneiras Mi – Disse Ders, ficando em pé – Até onde sabemos, Zivrid obedece a alguém. Fala-se em Venore que cinco primaveras atrás ele foi visto na taverna com um homem todo de preto. O “mestre” dele, ao que tudo indica.
- Que seja.
- Temos que ser rápidos. Precisamos pegar esse cara antes que faça sei lá o que ele quer – Disse Druid – Só sei que se ele concretizar seus objetivos, coisa boa não vai acontecer!
- Tudo bem – Disse Ders – Mi, tente encontrar uns dados desse Zivrid. Druid continue com buscas na procura desse cara. Eu vou vigiar essa cidade - Ders encarou diretamente uma janela no segundo andar do bar do Frodo e piscou.
***
Escondido atrás de uma janela em um quarto no segundo andar do bar de Frodo, Zivrid observava os três vultos conversarem. Não podia ouvir o que diziam, só sabia que não era nada bom.
Zivrid correu até a escadaria e a desceu. Uma pontada de luxúria tomou conta de seu corpo e ele não resistiu. Tirou o pergaminho da batina e o leu. Certamente seu mestre ficaria muito feliz com aquilo. Zivrid guardou o mapa e saiu pela porta dos fundos, com destino à Baixa Thais.
***
O dia seguinte amanheceu ensolarado. O dia prometia ser perfeito! Eu estava doido para correr até os campos caçar, correr, aproveitar esse Sol. Mas para minha alegria, Druid tinha programado uma seção de treino para hoje.
Ele estava recostado à parede sul do Salão segurando um mochila que parecia levemente pesada. Eu caminhei até ele, lutando contra a neve. No que fiquei a uns dez metros de distância dele, Druid me jogou a mochila que atingiu-me a cara. Caiu um tombo lindo.
Pude ouvir Druid rindo alto.
- Vamos seu molenga – Ele gritava – Quero ver sua mira!
- Mira?
- É seu lerdo – Ele apontou para um boneco de panos, sujo e remendado suspenso no ar quinze metros sobre a cabeça dele – Atinja o boneco e o faça cair! Quero ver seu poder.
Minha vontade era de atirar nele, não no boneco. Encarei aquela coisa flutuante por um momento e cai na gargalhada.
- Esse boneco foi feito com as almofadas do quarto da Ders?
- Claro que não Drago. Agora apura.
Bom. Se aquelas não eram as almofadas de Ders, qual seria a explicação do nome “Ders” rosa bordado em uma delas?
Mas já era hora de acabar com aquilo. Abri a mochila e tirei uma runa vermelha, com um circulo negro marcado. Uma grande bola de fogo. Mirei o tiro bem nas fuças do boneco e disparei. E nem me toquei da grande bosta que eu havia feito. A bola de fogo passou rente à cara do boneco. Mas não o atingiu. Atingiu o quarto de Samuca. Que estava exatamente atrás dele.
***
- SEU IRRESPONSÁVEL! – Gritou Ders, fora de si – DRUID SUA BESTA! QUE IDÉIA FOI ESSA?
- Mas é que eu... – A voz dele parecia um sussurro
- POR CULPA DESSA SUA IDÉIA DE GERICO EU ESTOU SEM ALMOFADAS E TODAS AS COISAS DO SAM FORAM CARBONIZADAS!
- Na verdade eu tirei tudo quando limpei – Cochichou Alia no meu ouvido.
- COMO VAI SER HEIN? ESSA REFORMA VAI CUSTAR CARO, SABIA? E O SAM, ONDE VAI DORMIR?
- Ders, calma – Druid falou tranquilamente – Como foi o Drago que disparou, acho que o Sam podia dormir no quarto com ele, sei lá...
- ÓTIMO ENTÃO. Agora vamos descer e comemorar o fim das estações CIVILIZADAMENTE.
***
Nas entranhas da Baixa Thais, Zivrid escolheu certa porta de madeira para bater. Levara dias para descobrir que a porta que ele procurava era essa. Bateu três vezes até ser atendido. Quando a porta foi aberta, um homem alto, moreno, forte, de porte desajeitado e cara quadrado apareceu.
- Olá Bruno. Quanto tempo não? Onde você esteve?
***
A Casa da Rosa Vermelha estava misteriosamente silenciosa naquele momento. Ele estava encostado em uma parede, lendo um pergaminho que chegara pelo correio. O mapa. Ele sorriu. Com esse mapinha de nada, Ele poderia concretizar seu próximo passo.
- Tibianus me aguarde – Disse Ele, rindo.
***
Enfim, era o primeiro dia de uma nova estação. A comemoração no Hall fora muito intensa e animada, apesar de tudo. A festa durou até as matinas, quando Ders teve um ataque obrigando todo mundo à ir dormir.
Sam já estava instalado em meu quarto. Ele estava na minha querida e confortável cama, quase dormindo, e eu estava em uma cama de armar dura. Lendo.
- Posso te falar uma coisa? – Falou Sam, do nada.
- Erm... Claro... O que é?
- Você sabe controlar seus sentimentos?
- Como assim?
- Sabe, ocultar, controlar. Conter.
- Por que você ta me pedindo isso?
- Se eu te dissesse um segredo, você iria acreditar e não contar pra ninguém?
Enquanto isso, Ders subia as escadas animadamente. Sua camisola branca arrastava-se no chão. Ela quase tropeçava nela. E foi num desses tropeços, que Ders parou em frente a um quarto. A porta estava entreaberta e o quarto iluminado.
Ders não pôde se conter e se apoiou na parede, encostando o rosto da parte aberta da porta. Ela viu Drago Aaril e Samuel Hunter conversando. E não só isso: Ela podia ouvir!
- Pode falar – Disse Drago, fechando o livro que lia.
- Sabe... Desde que eu conheci a Ders, cinco anos atrás, nós somos bons amigos, certo? – Ders ouviu Sam falar.
- É.
- E se eu te falasse que o que eu sinto por ela não é apenas amizade?
- Eu ficaria surpreso. Você jamais me passou essa impressão.
- Pois é. Mas acontece que eu não sei o que fazer.
- Como assim, não me diga que essa suposição é verdade?
- É sim Drago. Eu amo a Ders!
***
Do lado de fora, Ders derrubou sua caneca de leite quente. Provocando um baque muito alto. Virou-se e saiu correndo escada a baixo, desesperada. Isso não poderia estar acontecendo! Não! Só ia piorar as coisas!
Ders corria pelos corredores sem destino. Tem que haver outra explicação pra aqueles olhares todos dele! Ders ia correndo mais e mais. E então, depois da negação, veio a luz. Essa era a brecha perfeita.
Espero que gostem
wicht'druid
06-05-2007, 14:12
gostei claro, ela realmente esta na corda bamba e a propósito manteiga tem alguns errinhos de digitação que vc comeu alguns palavras da uma re-lida no texto e tira assim ficará ótimo
Lupo Skiner
06-05-2007, 15:01
muuuuuito massa, Manteiga!!!:D
tah cada vez mais engraçado, misterioso e... demais!:riso:
esperando proximo cap
até mais...
Ayakumus
12-05-2007, 23:27
Eu tava sem nada pra fazer e resolvi sabe-se lá porque ler essa história.
Tenho que confessar, até o capítulo XV foi um porre e eu não aguentava mais. Mas a partir dai a coisa começou a melhorar e o avanço de sua capacidade ficou claro.
Tenho poucas coisas a falar, a não ser reclamar um pouco. Você tem uma péssima mania de revelar coisas importantes para os capítulos naquelas frases do começo, o que dá uma frustração e acaba com o suspense. O nome dos capítulos de vez em quando também tem o mesmo efeito.
Tipo, você diz que tem a história pronta na sua cabeça, mas dele rumo da história parece que você se perdeu um pouco. Você não está conseguindo deixar as mudanças de cenário naturais e alguma coisas parecem estar perdidas em meio ao texto.
Além disso, os personagens são meio "infatis", eles tem alguns atos muito desconcertantes que fazem o leitor ficar meio perdido quanto a sua personalidade. Personalidade. Um ponto chave na sua história, ela falta, e muito, a todos eles. Ninguém tem sentimentos, e com sentimentos não quero dizer amor ou ódio, e sim a sensação momentanae, o que eles sentem naquele momento. Quando Sam contou a Drago que amava Ders, foi completamente sem emoção, parecia um boneco de plástico falando.
E por fim devo parabeniza-lo pela perceptivel melhora em sua escrita. Você evoluiu muito, e não tenho dúvidas, vai evoluir mais ainda com o passar do tempo.
Manteiga
12-05-2007, 23:49
[QUOTE=Ayakumus]...[QUOTE]
ganhei o dia xD
Hmmm.. Vou responder algumas coisinhas:
Quanto a aparecer que a históri ase perdeu, não se perdeu não, só tá se achando cada vez mais :)
Personalidade. Admito que faltou sim :/ Mas é sempre tempo de melhorar :)
E quanto ao Sam falando com o Drago, sabe, ele tava tentando esconder, e era bom nisso.(botei isso pra encobrir esse enorme nicho, e me admirei de ninguém tê-lo apontado, só você) Mas nós próximos capítulo o Sam vai dar um show de emoção, e digo próximos mesmo >=D
wicht'druid
13-05-2007, 00:17
por falar em próximo quando o veremos?
SEGUINDO A LUZ.
Manteiga
13-05-2007, 00:28
por falar em próximo quando o veremos?
SEGUINDO A LUZ.
Agora xP
Capítulo XX
Com certeza
Onde Ders toma uma importante decisão e todos vão para cama mais preocupados que antes
O céu estava completamente enegrecido. Não havia estrelas. As nuvens de chuva taparam todas. Nesse sinistro clima, Zivrid e Bruno corriam pelas ruas de Thais. Com um único objetivo: Localizar a pessoa que faltava. Aquarius.
A casa dele se localizava em Greenshore, um vilarejo ao norte de Thais em uma península separada do mundo por uma montanha. O caminho até Greenshore era longo, mas Ele fora claro. Precisava de Aquarius o mais rápido possível.
***
O sol de laudes daquele dia jamais apareceu. Negras nuvens cobriam o céu. O dia estava cinzento e deprimente, com uma fina chuva chicotando nas paredes e janelas. Sem nada para fazer, eu e Sam ficamos conversando no meu quarto a respeito do que ele me disse ontem.
- Sabe – Comecei – Não esperava isso de você.
- Isso o que? Algo tão nobre?
- Se quiser interpretar desse modo... Olha, estas de parabéns.
- E posso saber o motivo?
- Eu nunca teria imaginado... Como você pode segurar isso? Nunca te deu vontade de pular em cima dela?
Sam riu. Muito. Descontroladamente.
- Até agora sim.
- Ótimo... Você é uma pessoa muito emotiva – Eu falei sem o encarar. E o que eu falei não era nenhuma mentira. Mas é claro que eu estava sendo irônico.
- Não pude deixar de ouvir – Disse Alia, invadindo meu quarto e resvalando em um casaco no chão, sem perder a pose, é claro.
- Podia sim, você que é metida – Disse Sam parando de rir.
- Olha, fiquei surpresa também – Retrucou Alia – Não esperava que você tivesse um coração.
- Sugiro que parem com toda essa nostalgia seu casal patético. Ou se quiserem prosseguir dêem uma passada em seus respectivos quartos. Vou tomar café da manhã – Falei, saindo do quarto e deixando os dois a sós.
***
Na cozinha, Druid estava sentado em sua típica cadeira acolchoada roxa-ameixa. Estava muito concentrado lendo mais um livro. Como ele conseguia aturar toda aquela porcaria eu não sabia.
- Bom dia – Disse ele tateando feito um louco na mesa em busca de alguma coisa – Você viu o meu pão doce?
- Eu não vi nada – Falei, me sentando ao seu lado, pegando um sanduíche de uma pilha no meio da mesa – E bom dia pra você também.
- Estou achando muito estranho – Ele comentou – Tem muita gente nessa cozinha... Geralmente o pessoal só começa a levantar depois da sexta... E ainda reclama que é cedo.
- Nem consegui dormir. Alguma coisa me tirou o sono.
- Alguma coisa ou alguém?
- Tanto faz – Disse uma bela voz vinda do outro lado da cozinha, junto ao forno. Era Ders. E estava com uma cara pavorosa. Quase pude ver “Sam ama você!” escrito na minha testa – Sam e Alia já levantaram?
- Estão conversando amigavelmente – Falei quase ouvindo o som de almofadas colidindo com paredes.
- Sobre...? – Perguntou Ders.
Eu travei. Claro, mentir seria simples, mas Ders tinha um sexto sentido sobre a mentira. Se alguém mentisse para ela com a cara mais séria do mundo, ela podia dizer porque fora tão fácil descobrir o mentiroso.
- Creio que não lhe interesse – Falou Druid, olhando para mim com uma cara de “vou salvar tua pele de novo”.
- Eu queria que todo mundo da guilda estivesse aqui hoje, e agora se fosse possível – Disse Ders, sentando-se ao meu lado – Queria dizer umas palavras.
- Que tal esperar para a hora do almoço? – Disse Druid fechando o livro – Tenho a leve impressão de que todos estarão aqui.
***
Como se por acaso, todos os moradores da mansão se apresentaram mais ou menos na hora do almoço. Menos Alia e Sam, que ainda estavam “conversando”, de uma maneira que nem se ouviam os socos e chutes.
Eu estava sentado ao lado de Ama, discutindo com Druid a possibilidade de caçar dragões sem precisar de runas. Ders estava folheando um livro qualquer, Zynara e Zeffyx estavam cozinhando uma gororoba estranha e Mi falava para Lemmengo sobre sua interessante história de vida.
- Erm... Pessoal – Disse Ders ficando em pé – Eu queria dizer algumas coisas... Importantes.
Senti como se uma pedra de gelo caísse no meu estômago.
- Ontem a noite eu acabei pensando em algumas coisas... Na situação da guilda... Da cidade... E da minha, principalmente.
Eu só escutava, disfarçando um frio na barriga.
- Eu pensei nas possibilidades que isso traria pra minha vida, nas portas que poderia abrir para a guilda. E depois de muito refletir, eu decidi que vou realizar a maior prova de fogo de todas.
O gelo derreteu.
- Antes de dizer exatamente o que é, eu queria dizer que o que eu vou fazer fará sentindo mais tarde. Tenho muitos planos pra depois. Muitos aqui vão me chamar de louca, mas se eu não fizer isso, eu nunca vou me sentir bem, nem me livrar de uma dor no meu coração.
Minha respiração acelerou. Virei a cabeça para todos os lados em busca de uma ajuda, e só vi duas sombras se projetarem na escada. Ouvi passos.
- Agora não! – Murmurei. Mas era tarde. Sam já aparecera na escada.
- Nossa – Continuou Ders – Nem sei como dizer isso... Mas semana que vem eu vou fazer o Aniquilador.
- NÃO – Pude ouvir Sam gritar. Mas o estrago já estava feito. E só tendia a piorar.
O salão explodiu em vozes. Cada um fazia questão de falar alguma coisa. Sam se amontoou no meio daquelas pessoas e se jogou sobre a mesa, onde Ders estava.
- Ders, você não pode!
- E por que? – Ela disse, indiferente.
Sam tremeu. Pude ver o suor escorrer de sua testa.
- Por que...
- Por quê?
- PORQUE EU AMO VOCÊ! – Sam gritou. Pude ver lágrimas escorrerem de seus olhos. E tive a nítida impressão de que apareceu um brilho anormal no olhar de Ders. Mas foi só uma impressão.
Diálogos sobre esse final nos próximos capítulos, onde vai ter lavação de roupa suja xD
Ston Hargus
13-05-2007, 01:23
Capitulo massa
gostei do finalzin em que sam se declararia... e desta forma
gostei muito
ancioso pra saber o que vai acontecer !!!
gogo
wicht'druid
13-05-2007, 02:15
opá delicia, que tal lavar a roupa suja agora de madrugada e me falar o que acontecerá.. otimo capitulo alguns erros de digitação corriji ai manteiga
SEGUINDO A LUZ.
Ayakumus
13-05-2007, 12:11
Está mantendo o nível bom que os ultimos capítulos estão tendo, só achei meio estranho o jeito que ela se referiu a quest, tipo, vou fazer o Aniliquilador. Acho que ficaria melhor falar que ela vai enfrentar os demônios sei lá.
Mas é você que sabe.
Muito super hiper mega bom. =;)
Está mantendo o nível bom que os ultimos capítulos estão tendo, só achei meio estranho o jeito que ela se referiu a quest, tipo, vou fazer o Aniliquilador. Acho que ficaria melhor falar que ela vai enfrentar os demônios sei lá.
Mas é você que sabe.
Como o Ayakumus falou...Na primeira vez que peguei a história...também achei um porre...Mas resolvi ler mesmo assim..No últimos cinco cap.'s, a história se encontrou...Agora, está boa...Agora merece, essas quatro estrelas...Misteriosa e às vezes engraçadas...
Al ghouti
14-05-2007, 10:33
A história está realmente ficando legal, eu demorei um pouco para ler o 20 capítlos pois estava sem tempo. Mais eu esto gostando muito mais agora do que quando no início! Espero que continue escrevendo!
Manteiga
20-05-2007, 00:43
Capítulo XXI
Prova de Fogo
Parte 1
Onde Aquarius paga por seus pecados e Os Cavaleiros Sombrios viajam até Edron.
Virgo Aquarius caminhou sorrateiramente pelos campos de Thais em direção ao Salão Sangrento. A noite de lua nova estava silenciosa como o salão. Aquarius podia ouvir os lobos uivando e as serpentes rastejando, bem próximos dele.
Sua sombra não podia ser distinguida em meio à escuridão da noite, mas ainda era possível ouvir o esvoaçar de sua capa através dos campos. A poucos quilômetros do casarão, Aquarius ouviu um ruído próximo.
Virou-se confuso, buscando quem provocara o som. E depois de longos segundos, o encontrou, surgindo do meio das árvores.
- Pensava em me trair? – Disse Ele, caminhando a passos largos na direção de Aquarius.
- Como chegou aqui?
- Eu lhe segui oras. Não sou tão tonto quanto pensas.
- Estas enganado a meu respeito – Disse Aquarius, tentando defender-se.
- Pensa que não o vi falar com Ders semana passada?
- Estas louco!
- Creio que não. Desconfio de você desde que enviou a carta para Ama.
- Mas tu pediste a mim!
- Não para dar a localização de Drago – Disse Ele. O jogo acabara – Lamento por isso.
Ele tirou sua espada da bainha e com um movimento brusco e repentino atingiu o alvo. O sangue quente escorreu pelo seu corpo. E a cabeça de Virgo Aquarius rolou até seus pés. Ele estava tão ocupado em ocultar o corpo que nem viu Druid de Candia assistir tudo da janela da cozinha.
***
O oficio da terceira não demorou a chegar. O sol raiava com toda a força, iluminando o Salão Sangrento. Em um dia qualquer, o sol seria comemorado com aplausos o dia inteiro. Mas, como de costume, esse não era um dia normal.
Todos os membros da guilda estavam acordados e reunidos na cozinha. Isso era outra anormalidade. Zynara estava tendo dificuldade para assar biscoitos para todos. E todos queriam. Os biscoitos de Zynara eram lendas na guilda.
Eu estava recostado a uma parede afastada, junto com Sam e Alia. Sam estava sentado em uma cadeira exatamente na minha frente, com um olhar vago. Parecia nem estar vivo. Alia estava sentada sobre a mesa, ao lado de Sam, comendo um biscoito como se nunca tivesse comido um antes.
- Parece mentira – Disse Sam, enfim dando sinal de vida.
- Sam, não começa – Eu o repreendi. Não era hora de falar sobre aquilo novamente!
- Olha Sam... Eu sei que deve ser duro pra... – Tentou argumentar Alia.
- Sabe porra nenhuma! – Gritou Sam – Zeffyx não está em Edron agora, está?
Sam estava realmente equivocado. Mas ele ainda não havia superado. Ders partira para Edron na noite anterior para se preparar melhor para o Aniquilador. Ela até tentou argumentar, mas nem isso conseguiu.
***
Druid estava sentado em sua cadeira, lendo outro livro. Ele parecia tão entretido que assim que ouviu alguém arrastar e sentar-se em uma cadeira ao seu lado, ele fechou animadamente o livro e o lançou sobre a mesa.
- Ora, ora, ora Michael, resolveu dar as caras? – Disse ele.
- Claro – Respondeu Mi, acomodando-se na cadeira e pegando um biscoito da mesa.
- Porque demoraste tanto?
- Tive que ficar de vigia no portão leste depois do ocorrido... Soube o que aconteceu, não é?
- Naturalmente. Pobre Virgo. Tão jovem... E era um bom informante...
- Ao que tudo indica, subestimamos o poder desse homem.
- E não é só isso que me preocupa – Disse Druid, olhando para os lados – Temo que ele tente algo com Ders...
- Não seja tolo – Retrucou Mi, terminando seu biscoito – Ri’Goku está com ela. Ela vai ficar bem.
- Assim espero – Druid olhou para fora – Temos que nos apressar se quisermos chegar ainda hoje.
***
Já era o oficio da nona quando Os Cavaleiros Sombrios, comandados por Mi e Druid chegaram ao Serviço de Transporte de Greenshore. O lugar estava literalmente vazio.
- De barco iríamos demorar muito para chegar a Edron – Eu falei para Druid, quando chegamos ao pátio do Serviço.
- Concordo – Ele disse, caminhando até um homem que nos observava – Por essas e outras vamos pelo ar.
- Como?
- Voi lá – Disse Druid indicando um tapete vermelho-sangue.
***
A sensação de voa em um tapete voador é péssima. Quando chegamos a Edron, por volta das completas, eu tive que correr até um banheiro. Mas não nos demoramos muito por ali. Logo corremos até o depósito, onde conseguimos um pouco de comida e descansamos.
- Compro algumas runas de morte súbita! – Gritou Druid no meio da multidão.
- Para que isso? – Pediu Alia, tomando longos goles de água – Só vamos assistir! Não vamos pular no corredor feito uns macaquinhos!
- Acredite vamos precisar de muitas. E runas de cura também – Retrucou Mi, ríspido – Druid, acho melhor irmos logo.
- Concordo – Falou Druid trocando um saco cheio de ouro por vários mochilas de runas – Creio que será suficiente.
Druid distribuiu as runas entre nós e nos guiou para fora da cidade, de onde partiríamos para o Aniquilador.
***
Não muito distante do grupo, Ele seguia Druid. Felizmente os campos endrianos eram repletos de árvores e pedras, que serviam de esconderijo perfeito.
- O show vai começar – Disse Ele, imaginando se Ders de Candia sobreviveria ao Aniquilador.
wicht'druid
21-05-2007, 18:18
poxxa tu guardo o capitulo para eu ser o 1 a comentar \õ/. d+ manteiguito quero ver lo aniquilador rápido. e ali no trem de voar de tapete tem um errinho, se pos voa, e é voar.
SEGUINDO A LUZ
Ayakumus
21-05-2007, 20:35
Eu achhei q fico confuso pra caramba esse capítulo. As mudanças de cenários ocorreram muitas vezes, e sem um acontecimento que realmente marca-se um fim de cena.
Fora isso nada que contribui-se muito para a trama, pelo menso não perceptivelmente.
Manteiga
30-05-2007, 21:16
quase penultima pagina sux... atualizando só pra ñ morrer, mas o cap vem amanhã... ta demorando eu sei :/ mas capítulo cheio de emoções :D
Manteiga
30-05-2007, 22:01
Pegadinha do malandro :D
Capítulo XXI
Prova de Fogo
Parte II
Onde o Aniquilador revela seu nome, Ders descobre seu verdadeiro sentimento e Ele marca o próximo.
O Aniquilador é uma sala de tijolos localizada nas profundezas de Edron. A parte principal dessa sala é um mar de lava com três corredores estreitos de mármore negro. Uma ao centro, e os outros duas recostadas às paredes. Existem dois demônios localizados em cada corredor estreito, totalizando seis bestas infernais para se combater. Por isso o nome de Aniquilador.
A sala fora construída para ocultar tesouros inestimáveis dos humanos – eles estavam guardados em uma porta atrás do corredor do meio – e para garantir que ninguém os furtaria, seis demônios foram postos de guarda na sala. E desde a criação da sala pouquíssimas pessoas se atreveram a desafiar o Aniquilador. E menos ainda conseguiram passar e sobreviver.
Qualquer um que tentasse chegar até ali era considerado louco. Logo, Ders era louca. Ela e seus outros três companheiros, um deles o lendário mago Ri’Goku. Mas é claro que eles podiam conviver com isso.
A entrada para a sala era feita por um portal mágico localizado um andar acima do corredor central. E para se chegar lá era necessário enfrentar mais dois demônios. Uma verdadeira prova de fogo. E era pra passar pelos demônios que Druid queria as runas. E depois de uma longa batalha, as bestas caíram e pudemos passar. Mas não fomos até o portal. Pois lá estava Ders. Se preparando. Nós descemos umas escadas de madeira para chegar até um ponto um pouco mais elevado d sala principal. Era um mirante com uma parede de vidro logo em frente. Haviam cadeiras estofadas espalhadas pelo mirante.
Dizem que fora construído para que os reis pudessem observar enquanto seus heróis desafiavam os demônios ou enquanto os condenados do reino eram castigados. Mas com o passar do tempo o lugar virou apenas um mirante para que se pudesse assistir ao desafio. E só. Antes de descermos, pude ver Ders encarar Sam pelo canto do olho.
- Boa sorte – Disse Druid olhando para Ders. Depois ele desceu as escadas.
***
Ders encarou Sam nos olhos quando ele passou. Quando ele devolveu-lhe o olhar, Ders não pôde ver absolutamente nada. Ela sentiu uma imensa culpa crescer na sua alma e uma dor no coração, mas ficou imóvel. Sentiu seu coração acelerar, mas já era tarde.
- Eu amo você também – Ela murmurou – Só espero que você saiba que eu não vou cair aos pedaços.
***
O mirante do Aniquilador era simplesmente o paradoxo de aconchegante. Apesar das mesas e cadeiras estofadas, o lugar não conseguia transmitir qualquer calmaria, talvez pelo fato de servir de vista para a essência da morte.
Acomodei-me bem próximo do vidro, talvez por admiração, talvez por preocupação. Alia e Sam acomodaram-se ao meu lado. Druid e Mi sentaram-se bem ao fundo e Zeffyx e Zynara sentaram-se próximos ao meio. Os outros lugares foram ocupados pelos demais membros. E eu nem podia suspeitar que Ele estivesse ali, disfarçado e algum canto.
Passei a fitar a sala principal. Vendo de perto era muito mais fácil entender por que chamavam aquele lugar de Aniquilador. O reflexo das chamas no vidro atrapalhava minha visão geral do lugar, mas era possível distinguir os seis demônios e a porta que levava para a sala da recompensa. Olhei diretamente para um dos olhos brilhantes de um demônio e senti um arrepio quando ele me encarou.
Sua aparência era grotesca: tinha uma pele vermelha queimada, tinha o tamanho de um ciclope e era tão musculoso quanto. Tinha um par de olhos amarelos brilhantes, dois chifres tortos no alto da cabeça e espinhos e unhas negras enormes. Transpirava ódio e rancor e parecia babar o próprio sangue enquanto degustava um crânio.
- Eles vão descer – Ouvi druid dizer, cansado. Virei-me e vi sua cara. Estava definitivamente preocupado. E Mi igualmente.
- Vamos rezar para que tudo dê certo – Eu falei.
- Fardos vai ter que trabalhar muito então – Falou Mi. Mas pude reconhecer algum receio em sua voz.
Encarei Sam e o vi perdido. Era um pobre coitado.
Um clarão cobriu a sala. Quatro pilares de luz azulada surgiram em meio ao corredor do centro. Eram eles. Na hora reconheci Ders. Ela estava em frente aos dois demônios que guardavam a sala. E Ri’Goku logo atrás dela.
Ela ergueu uma lâmina de gelo que tinha em mãos e atacou o demônio instantaneamente. A lâmina despedaçou-se imediatamente, mas ela logo retirou outra de uma mochila aberta presa a sua cintura. Ri’Goku atacava com um arco e flechas explosivas na face do demônio, o confundindo. Os outros dois usavam runas de morte súbita. Um deles – druida – curava todos os outros com magias de cura.
- Alto – Gritou Ri’Goku. Ders se abaixou prontamente. Ele disparou uma onda de energia contra o demônio e depois Ders se ergueu. Os demônios revidavam com socos e chutes bloqueados pelos escudos. Mas um deles lançou uma bola de fogo que atingiu o druida em cheio na cara. Outro despejou um ataque de energia sobre ele. Caiu o primeiro.
- Merda – Praguejou Ders – E agora?
- Runas de cura. Alto! – Disse Ri’Goku.
Eles seguiram esse ritmo por um tempo até que um dos demônios do corredor central se estressou e chutou o escudo da sabedoria de Ders para a lava e a golpeou no estômago, fazendo-a cuspir sangue.
***
Diretamente do mirante, eu e todos os outros assistíamos a cena com uma visão aérea. Era terrível. Eles eram atacados por bolas de fogo o tempo inteiro. Sorte que tinha escudos mágicos. Menos Ders, que dependia de um anel de energia.
Vimos quando o druida morreu. Druid baixou a face e soluçou. Ele não levava fé em Ders. Mas quando Ders foi golpeada, Sam se ergueu e gritou direto dos pulmões.
- NÃO
Ele caiu de joelhos em minha frente e começou a rezar. Ela iria precisar muito de orações.
***
Ders caiu de joelhos perante o demônio. Seu estômago ardia.
- Ajoelhe-se perante mim mortal!
- Fo... – Disse Ders, cuspindo. Ela empunhou uma lâmina de gelo – Foda-se!
Ela se ergueu e cortou o abdome do demônio e se abaixou para que Ri’Goku lançasse uma onda de energia contra o demônio. Ele urrou. Seu sangue espirrou por tudo e ele caiu na lava. Um a um.
Mas o outro conjurou dois elementais de fogo que explodiram na hora, lançando fogo para tudo que era lado. Goku foi atingido no braço esquerdo e uivou de dor. O demônio aproveitou para lançar um ataque de energia que atingiu a todos. Ders e Goku caíram, mas o outro membro saltou na hora e lançou mais runas no demônio. Mas foi atingido por uma explosão e se desequilibrou, indo para a lava. Caiu o segundo.
Goku usou uma runa de cura e gritou.
- COMA ISSO! EXEVO GRAN MAS VIS!
***
- Já foram dois – Disse Alia. Sam continuava ajoelhado, chorando muito.
De repente, um grito foi ouvido. E uma enorme explosão ecoou pelo salão. Um cogumelo de fumaça ergueu-se sobre o correr central, e sangue espirrou no vidro. Caiu o terceiro.
***
Ders sentiu o sangue de Goku espirrar em suas costas e caiu de joelhos. Estava tudo acabado. Ela pensou em tudo que enfrentou para chegar ali. Pensou naquelas três vidas perdidas. Pensou em Sam. E ergueu a cabeça. Reuniu todo o ar que tinha e gritou.
- SAM EU AMO VOCÊ!
- És patética – Disse o demônio. Ders o fulminou com o olhar – Sua alma será minha.
- Du-vi-do – Ela disse. Sacou um frasco e bebeu todo o conteúdo. Um líquido rosado – Exori.
O demônio caiu de quatro. Uma onda magnética atingiu seu corpo e lançou boa parte de seu sangue longe. Ele babava mais e mais. Mas se ergueu e conjurou quatro outros elementais, e junto com eles, lançou explosões contra Ders. Ela gritou.
- É o melhor que tem?
Mas o demônio encostou as palmas das suas mãos uma na outra. E as esfregou. Cada vez mais rápido, até criar uma bola de energia enorme. Colossal. Ders se virou e correu contra a parede oposta ao demônio, esquivando dos ataques de energia dos outros seres repulsivos. Catou o escudo do druida morto e encolheu-se atrás dele.
E o demônio lançou um poderoso ataque de energia contra Ders.
***
Direto do mirante, vi Ders fugir. Sam sorria.
- Ela me ama. Ama-me – Ele recitava. Mas se calou quando viu o ataque do demônio. A sala ficou completamente branca. Um gritou mal-humano cortou o ar. E o vidro do mirante explodiu em estilhaços, me jogando para trás. E quando tudo parou, veio a compreensão: Caiu o quarto.
***
Observando a cena, escondido no fundo da sala, Ele puxou sua lista. Viu todos os nomes e marcou algo ao lado de uma das linhas. Encostou a lista na parede a leu com os olhos:
JACK SPARREW – ELIMINADO
DERS DE CANDIA – ELIMINADA
DRUID DE CANDIA
MICHAELANGELLO GITRE
REI TIBIANUS III
Demorou-se mais um pouco no último nome. Sorriu.
DRAGO AARIL
Qualquer erro, apontem :P
Ayakumus
01-06-2007, 18:48
Eu li ontem, mas como o fórum tava dando pau não pude comentar.
Pra mim você está mieo perdido na narrativa. Os capítulos tinham realmente evoluido muito e estão començando a declinar de novo.
Esse capítulo fiocu com uma overdose de informação impressionante. Foras as adpatações que você fez no cenário para ele caber na história. Deveria ser ao contrario, você deveria adaptar a história para ela caber no cenário, já que se propos a escrever uma história tibiana.
Esperando melhoras...
Manteiga
03-06-2007, 14:36
Bah gente, to muito mal :(
Fiquei doente sexta feira (virose e gripe, pode isso? aliás eu devia ta de cama, ñ aki Oo)
Só to postando pra avisar que as atualizações podem demorar muito (sei lah qndo eu melhoro ¬¬) Mas espero poder voltar logo!
wicht'druid
04-06-2007, 14:32
Realmente as auterações quanto ao cenário foram muitas, e creio que correu um pouco com a história, pois só o caminho até o aniquilador, já dava um bom rp, com muitos capitulos. Mas, não vou dizer que não gostei, pois eu gostei sim! e estou a esperar os próximos...Melhoras manteiguito.(melhoras da doença).
SEGUINDO A LUZ
Manteiga
04-06-2007, 18:42
pedaçinho do próximo capítulo, pra dexa na vontade...
E eu o vi cair de joelhos, sem chão. Bateu sua testa com força na estrutura de metal, tanto que achei que ia desmaiar. Começou a soluçar e gemer de dor. Sam começou a murmurar alguma coisa inaudivel. Mas ele ficou em pé diante de nós e caminhou na direção de Ders.
Se abaixou um pouco e derramou suas lágrimas em seu vestido branco.
- Então boa noite, boa noite, boa noite... - Ele sussurrava furiosamente entre um soluço e outro - Algo vai ter que mudar...
:rolleyes:
Manteiga
16-06-2007, 11:46
Depois de uma eternidade eu retorno aqui para lhs trazer o importantíssimo capítulo 22 :D
Capítulo XXII
Informações
Onde Mi e Druid contam toda a verdade, Ders enfim tem seu descanso e Druid elabora idéias sobre Ele.
E eu o vi cair de joelhos, sem chão. Bateu sua testa com força na estrutura de metal, tanto que achei que ia desmaiar. Começou a soluçar e gemer de dor. Sam começou a murmurar alguma coisa inaudivel. Mas ele ficou em pé diante de nós e caminhou na direção de Ders.
Se abaixou um pouco e derramou suas lágrimas em seu vestido branco.
- Então boa noite, boa noite, boa noite... - Ele sussurrava furiosamente entre um soluço e outro - Algo vai ter que mudar...
***
O sol das vésperas se ergueu timidamente atrás do enorme e rochoso Monte Sternum. As sombras projetadas pelos prédios thaienses, pelas árvores imponentes e pelos lobos que saíam à caça combinava perfeitamente com o doloroso clima de vazio deixado em nossos peitos.
Ainda que fosse uma situação de extrema emoção, tentamos esconder as lágrimas e sorrir, mas era impossível superar a falta de alguém tão próximo. Alguém como Ders. Mas nenhum de nós estava em estado tão acabado quanto Sam. Sua aparência era deplorável. Suas vestes negras estavam completamente esfarrapadas, seus olhos estavam vermelhos e sua face completamente marcada pelas lágrimas.
Eu servia de apoio para ele, que mal conseguia se mover sozinho. Eu literalmente o arrastava pelos campos. Ele soluçava enlouquecidamente. Parecia que ia desabar a qualquer momento. Mas eu seguia completamente mudo.
***
Logo que chegamos ao Salão Sangrento, Sam correu até a escada que levava até o primeiro andar. Em câmera lenta, ele a subiu.
- Eu vou falar com ele – Murmurei de repente.
- Ele precisa pensar – Falou Druid, sua voz era quase imperceptível.
- Sozinho – Completou Mi. Sua expressão facial era deprimente.
Eu segui calado até a cozinha, onde me larguei sobre uma cadeira recostada a parede. Era a segunda vez em tão pouco tempo que eu ia até o maldito cemitério para sepultar um grande amigo. Mas da primeira vez, algo bom aconteceu depois do enterro. Mas dessa vez eu tinha certeza que nada de bom poderia acontecer.
Druid, Zynara, Zeffyx, Alia e Mi entraram na sala em silêncio. Nenhum outro som era ouvido na sala, fora os passos lentos do grupo. Ergui meus olhos para encará-los, mas vi que nem eles encaravam-me. Zynara chorava com a cabeça apoiada no ombro do irmão. Mi sentou-se ao meu lado, juntamente com Druid. Alia se escorou na mesa de carvalho limpando os olhos.
- Já sabe o que isso quer dizer – Disse Druid para Mi. Mas em alto e bom som.
- Sei – Mi falou, com a voz fraca – O subestimamos.
- Muito.
- Precisamos localizá-lo o mais rápido possível! Quer que eu faça isso?
Druid encarou Mi com uma expressão agradecida no rosto. Ele forçou um sorriso e disse:
- Seria bom. Obrigado.
- Do que estão falando? – Interrompeu Zeffyx – Será que não percebem que não é hora pra discutir sobre... Sei lá!
- É hora sim rapaz – Falou Druid sombriamente – Mas concordo que devam saber o que realmente está acontecendo. Se quiser começar, sinta-se a vontade Michael.
- Pode ser – Disse Mi. Pigarreou e ficou de pé. Moveu os olhos pela sala tentando encontrar as palavras certas. Depois de alguns segundos em silêncio, ele começou a falar – Desde a época da criação de Thais, a população teve problemas com a rede de esgoto. Para resolver a situação, o rei Cândido V ordenou a construção de uma cisterna para o tratamento de esgoto. Mas o projeto só foi finalizado no reinado de Tibianus I. Este não havia gostado da complexidade e profundidade da cisterna, e mandou que uma rede de esgoto fosse feita sobre a cisterna. Mas seu sucessor, Tibianus II, abandonou o projeto e finalizou a cisterna, que funciona até hoje. A outra rede de esgoto passou a ser habitada apenas por ratos.
- Como alguns de vocês devem se recordar perfeitamente, cinco anos atrás aconteceu uma praga de ratos na cidade. Mas desde a criação da cisterna a população já estava acostumada com aquilo. Porém, desta vez os ratos estavam diferentes. Foram infectados por alguma substância não conhecida até então, e passaram a espalhar um veneno mortal e incurável. O veneno de pedra, que recebeu esse nom por paralisar completamente o sistema nervoso das vítimas.
- Mas a invasão acabou tão abruptamente quanto se principiou. E isso deixou uma verdadeira tonelada de perguntas no ar. O que realmente aconteceu? Que substância era aquela? Como ela passou pela cisterna? Desde então, eu, Druid e Ders nos dedicamos a responder essas questões, como é o trabalho da guilda Cavaleiros Sombrios desde sua criação.
- Utilizando de recursos espalhados pelos quatro cantos do nosso continente, fomos investigando a identidade de alguém que se identifica apenas por “Ele”. Esse tal ser macabro teria supostamente causado a invasão de ratos. Mas com uma ajuda consideravelmente exótica: Ele contou com o total apoio do bispo Zivrid. Por quê? A provável resposta seria poder, fama, dinheiro. Coisas pelas quais todos os homens estariam dispostos a fazer tudo. Não temos certeza, pois ainda estamos o investigando.
- Mas recentemente – Começou Druid. Mi agradeceu e se sentou – O bispo Zivrid foi flagrado tendo conversinhas suspeitas com Bruno Barroso, líder de uma das mais tradicionais guildas de Carlin: A Brazukas Candia. Não ficamos sabendo sobre o que exatamente havia acontecido, mas acreditamos que Ele estivesse interessado na guilda. E seguindo essa lógica, chegamos à outra guilda influente em Thais: Os Legionários da Noite. A guilda sempre foi uma de nossas aliadas, por isso eu procurei o líder dela, Virgo Aquarius.
- Falei com Aquarius sobre Ele e seus planos, e Virgo concordou em servir de espião para nossos objetivos. Mas semana passada Virgo sofreu um atentado e foi brutalmente assassinado. Mi tentou encontrar o assassino, mas ele conseguiu escapar. E assim, Ele conquistou duas grandes guildas. E nós ainda acreditamos que ele esteja caçando mais guildas, já que Carla El’Piri, mestra da guilda Guerreiros dos Sonhos foi assassinada por Bruno já faz um mês.
- Sem saída, Ders decidiu que precisava procurar mais informações e acabou descobrindo duas coisas incríveis: Zivrid foi visto andando próximo ao porto na noite da invasão de ratos, e também foi visto saindo dos esgotos com uma espécie de pergaminho. E ainda, ela descobriu que Ele estava escondido na Casa da Rosa Vermelha em Fíbula, mas quando chegamos lá ele já havia partido. Ders ficou muito preocupada. Ela achava que Ele queria matá-la. Sugeri que “saísse de circulação” por uns tempos, mas não sei por que ela decidiu fazer o Aniquilador. E deu no que deu.
- E nós acreditamos que Ele esteja por trás da morte de Ders – Mi completou.
Seguiu-se um longo silêncio em que tentávamos processar todas as informações. Fui o primeiro a falar.
- O que vocês estão planejando fazer?
- Eu vou viajar até Greenshore, onde Zivrid foi visto recentemente – Disse Mi – Druid vai ficar por aqui. Ders iria viajar até Fíbula procurar pistas na Casa da Rosa Vermelha.
- Mas não pode mais ir – Disse Druid – Por isso estamos tentando contatar o paladino Arcoro para o serviço. Ele é um grande amigo meu. Fora isso também estamos tentando tapar os buracos dessa história. Descobrir onde Ele está o que está planejando e por que.
- Eu vou até o depósito pegar minhas coisas e partir o mais rápido possível – Falou Mi, ficando em pé – Farei contato assim que chegar lá. Adeus.
***
Esperamos até as completas para discutir nossos próximos movimentos. Tentávamos não pensar em Ders, mas era quase impossível.
- Bom – Começou Druid – Não temos a menor idéia de quais são os objetivos e nem a localização desse homem. Mas baseado no que sabemos, dá pra imaginar que ele quer aliados para uma coisa grande! Uma invasão, por exemplo.
- Não sei – Falou Zeffyx – Pra que ele ia querer invadir a cidade.
- Para nos destruir – Eu falei – Afinal ele matou Ders e Jack.
- Talvez ele tenha os matado. Talvez. Mas até que é uma boa idéia – Disse Druid – Mas precisamos de um motivo concreto para ele nos atacar.
- Talvez nos tirar do caminho pra tomar Thais – Arriscou Alia, ainda meio abatida.
- Mas se ele quisesse Thais ele não iria a invadir nem matar toda a população – Falou Zynara.
- Mas o que ele ia querer com tanto apoio então? – Eu falei, me empolgando.
- Talvez ele precise para outra tarefa - Disse Druid – Mas é difícil cogitar essa possibilidade.
- E que tarefa seria essa? – Indagou Zeffyx, pensativo – Ele não pode estar recrutando um povinho para uma seita religiosa ou coisa assim?
- Não – Todos falaram juntos.
- Mas também precisamos lembrar que para reunir tanta gente ele precisaria de um esconderijo bem grande – Disse Alia.
- Bingo – Eu falei – Talvez a Mansão Espiritual.
- Compacta demais e fica muito perto de Fíbula – Falou Druid, desanimando.
- Mas e se talvez nós encontremos ele e seu exército, o que faremos? – Perguntou Zynara.
- Temos a opção “a”, que é correr e deixar Thais nas mãos deles – Falou Druid – E a opção “b”, que é enfrentar até a morte.
- Mas provavelmente em ambas as opções a gente perca – Eu falei.
- E talvez não – Falou Druid, por fim – Vou me retirar. E espero que alguma de nossas hipóteses faça sentido.
E Druid não sabia como.
Erros = Apontem
PS: Meu cachorro (que eu odeio pra cacete) ta tendo um ataque epilético neste exato momento. Já é o terceiro ¬¬ Será que fizeram mandinga contra meus cachorros ^.-?
wicht'druid
16-06-2007, 13:44
Manteiguito!!! capitulo bem esclarecedor não? gostei, so to triste por que a Ders morreu, por que só se mata mulher bonita em rp? mata as feias porra, se vai ver vo fazer uma xacina de mulher feia no meu rp. ^^, gostei do capitulo, tomara que venha mais rapido os próximos. e para de e dar informações e estragar o suspense mardito. E Druid não sabia como.
Eu também num queria saber disso mesmu, ''/, auauaoiauoia, esperando próximo
Manteiga
16-06-2007, 13:52
Manteiguito!!! capitulo bem esclarecedor não? gostei, so to triste por que a Ders morreu, por que só se mata mulher bonita em rp? mata as feias porra, se vai ver vo fazer uma xacina de mulher feia no meu rp. ^^, gostei do capitulo, tomara que venha mais rapido os próximos. e para de e dar informações e estragar o suspense mardito.
Eu também num queria saber disso mesmu, ''/, auauaoiauoia, esperando próximo
Tu vai faze uma chacina de mulher feia? ^.-
ISSO EU QUERO VEEE 8D
Ta recuperando a razão, talvez eu pote mais um capítulo hoje (pra me redimir do tempo que aqui ficou parado).
E eu matei a Ders porque o nome dela me lembrra deer xD Zuera, esse era o "destino dela"
E por falar nisso, vo aproveitar para falar: TODOS OS PERSONAGENS TEM DESTINO TRAÇADO. Todinhos xD E a partir daqui a história realmente vai começar, se vocês acharam Ele mau até agora, só se preparem >=D
wicht'druid
16-06-2007, 14:07
eu quero capitulooooooo!!!!!!!!!!!!!!!!! eu quero masi manteiga safado, add msn e me passa ai, vai esvrevendo no msn e depois se da ctrl no word, mas eu queru ler 1º de todo mundo, e quem tem destino traçado é boi de corte, ele nasce, engora e morre, agora seres humanos fazem seu próprio destino, lembre-se disso, e por falar no msn, add lá mesmu. ^^ abrasos, ou sei lá. ahh! se eu pudesse eu matava mil! que deus salve as mulheres bonitas! e as feias se der tempo, ^^. se vai ver, vo por o Grifft para fazer um concurso, numa sala apertada, onde só entra mulher feia, elas entre eu fecho a porta e solto mas vis, veja que benção para a natureza... ^^
Manteiga
16-06-2007, 17:22
eu quero capitulooooooo!!!!!!!!!!!!!!!!! eu quero masi manteiga safado, add msn e me passa ai, vai esvrevendo no msn e depois se da ctrl no word, mas eu queru ler 1º de todo mundo, e quem tem destino traçado é boi de corte, ele nasce, engora e morre, agora seres humanos fazem seu próprio destino, lembre-se disso, e por falar no msn, add lá mesmu. ^^ abrasos, ou sei lá. ahh! se eu pudesse eu matava mil! que deus salve as mulheres bonitas! e as feias se der tempo, ^^. se vai ver, vo por o Grifft para fazer um concurso, numa sala apertada, onde só entra mulher feia, elas entre eu fecho a porta e solto mas vis, veja que benção para a natureza... ^^
hsahushauashuhuassauhsuahsa
Seria uma boa idéia xDD Ai aparce uma fury de biquini lutando na lama com uma amazon de maiô 8D
E vo te add sim senhor xD Mas só não espere receber spoil por msn ¬¬ (com a devida chantagem te passo o rp inteiro u.u)
Mas que tal tu me passar o msn primiro?(agora vem a interrogação virada. Um dia o dard me fala como se faz isso :D)
E os bois de corte tem um longo processo antes de virar bife, deu uma reportagem na super interessante de junho (tinha até vacas lésbicas transando)
Ayakumus
16-06-2007, 22:39
Bem, já que não tenho nada a comentar sobre o capítulo, e sem querer interromper a conversa extritamente científica, meu amigo tinha 2 tartarugas machos presas em um espaço mó pequeno. Dai tinha mó pressão nas coitadas pra elas botarem ovo, mas elas eram machos né, então começou a rolar uma coisa meio estranha entre as coitadinhas, um negócio tipo, você via uma em cima da outra, uma coisa meio são paulina :D
Manteiga
16-06-2007, 23:50
Bem, já que não tenho nada a comentar sobre o capítulo, e sem querer interromper a conversa extritamente científica, meu amigo tinha 2 tartarugas machos presas em um espaço mó pequeno. Dai tinha mó pressão nas coitadas pra elas botarem ovo, mas elas eram machos né, então começou a rolar uma coisa meio estranha entre as coitadinhas, um negócio tipo, você via uma em cima da outra, uma coisa meio são paulina :D
Eu tinha uma tartaruga, mas ela morreu sob circunstâncias misteriosas numa manhã ensolarada de domingo D8 Só sei que tinha um pano no aquário dela :confused::confused::confused::confused:
Ayakumus
17-06-2007, 01:20
Credo, acho que você deveria investigar isso mais a fundo...
MInha tartaruga morreu porque ela comeu um chiclete que a retardada da empregada tinha jogado no chão, dai ela engasgo, não conseguia mais comer, e morreu de anemia misturado com asfixia. Mó dó.
Ayakumus
17-06-2007, 01:22
COmputador lerdo dá nisso.
Sorry
Manteiga
17-06-2007, 12:04
Credo, acho que você deveria investigar isso mais a fundo...
MInha tartaruga morreu porque ela comeu um chiclete que a retardada da empregada tinha jogado no chão, dai ela engasgo, não conseguia mais comer, e morreu de anemia misturado com asfixia. Mó dó.
Credo que macabro ._. Acho que ambos nós não levamos jeito com tartarugas ^.-
PS: Daqui a pouco o heennett aparece e distribui alerta e corrige o nome dele nesse post *.*
Manteiga
21-06-2007, 21:53
Bom, atualizei antes de dar uma semana por que quero agilizar por aqui ( e compensar o atraso de certos capítulos).
Esse capítulo fiou um verdadeiro drama ¬¬ A narração e descrição não ficaram da smelhores, espero que me perdoem, mas juro que vou mehorar muito!
Capítulo XXIII
Só ida
Onde Drago e Sam brigam, e este se vê obrigado a cumprir com seu destino.
Dizem que quando alguém que você gosta muito parte para muito longe, provavelmente sem volta, o coração despedaça-se e nada consegue ocultar o enorme buraco que fica em seu peito. E Sam sabia perfeitamente disso. A idéia de que Ders jamais regressaria era inaceitável. Tinha que ser mentira. Mas infelizmente essa era a pura realidade.
Sam estava dormindo em uma cama de armar posta estrategicamente ao lado da de Drago no quarto do amigo. Desde que sua cama fora carbonizada por Druid, essa era sua morada. Ele suspirou. Começou a rolar enlouquecidamente na cama. Tentava tirar a imagem sorridente de Ders da cabeça, mas não conseguia. Tentou imaginar onde Drago havia ido àquela hora da madrugada, mas já sabia a resposta. Pro quarto de Ama.
Ele limpou as lágrimas com a manga do pijama. Sussurrou alguma coisa e sentou-se. A cama fez um som estranho. Ele nem ligou. Ficou em pé e saiu do quarto, ignorando os gemidos vindos do andar de baixo. Passou a admirar a lua das matinas e tomou uma decisão. No dia seguinte ele teria um encontro marcado com seu destino.
***
Ergui-me da cama ainda ligeiramente tonto. Vesti-me e tentei recuperar o fôlego. Sem duvida, Ama sabia fazer aquilo. Virei minha face para encarar a bela mulher nua sobre os lençóis e me excitei. Me contive e lhe dei um fervoroso beijo de despedida, dando a entender que na noite seguinte teríamos mais.
Sai do quarto e caminhei sorrateiramente para a escadaria. Subi as escadas e quase gritei ao ver o ser sombrio que se ergueu sobre o alçapão.
- Você me assustou – Eu falei ao reconhecer Sam.
- Tanto faz – Falou sam ligeiramente surpreso a me ver – Onde estavas?
- Fui à cozinha tomar um copo de leite – Inventei na hora. Fui à direção ao meu quarto e só ai me toquei da anormalidade do momento – Que você está fazendo aqui?
- Precisava tomar um pouco de ar. Relaxar, pensar...
- Sonhou com ela de novo não é?
- Drago foi horrível! – Sam disse em voz chorosa – Ela aparecia me beijava e dizia que queria casar comigo. Mas quando eu ia à igreja ela não estava lá... Estava morta. Sendo devorada por um demônio!
Um arrepio percorreu minha espinha, mas procurei disfarçar.
- Olha Sam, você não pode se prender a ela!
- POSSO E QUERO – Vociferou Sam. Sua voz ecoou pela sala inteira.
- Fale baixo...
- E SE EU NÃO QUISER? QUERO QUE TODOS SAIBAM O AMOR QUE SENTI POR AQUELA MULHER! E TAMBÉM O TRAÍRA QUE É VOCÊ!
- Traira? Eu?
- É você sim! – Disse Sam aproximando-se ameaçadoramente – Enquanto meu coração despedaçava-se, tu transavas com aquela vadia flea!
- Bata na boca antes de falar da Ama!
- Bato eu na tua se for o caso – Disse Sam. No momento seguinte eu cai no chão, com o nariz sangrando.
Contorci-me de dor. Pingos do meu sangue quente jorravam incessantemente de minhas fossas nasais e manchavam o tapete com uma cor vermelha. Eu tentei me erguer, mas Sam chutou minhas costas e fez a dor triplicar.
- Você nunca se importou comigo! – Disse ele chorando – NUNCA! ERA SÓ VOCÊ E AQUELA PUTA DESGRAÇADA!
Fiquei sem reação. Definitivamente Sam estava fora de si. Nunca o havia visto tão alterado. Ele tateou às cegas pela sala até encontrar o que queria. Um castiçal. O tomou em punho e bateu com ele no chão onde segundos atrás estava minha cabeça.
- AAAAHHH! – Ele gritou erguendo novamente o castiçal. Mas ele caiu de joelhos, o castiçal aos seus pés. Pude ouvir seus gemidos e soluços, e algo inesperado:
- Me perdoa – Ele disse antes de eu desmaiar.
***
Acordei repentinamente. Olhei ao meu redor e reconheci o fofo quarto de Alia. Meu despertador não fora o sol da sexta, mas sim a dor insuportável em meu nariz.
- Está quebrado – Disse uma voz que logo liguei como sendo a de Druid – Demorou pra conter o sangramento.
- Onde... O que aconteceu? – Eu falei, tentando me erguer. Então todo o ocorrido da noite anterior retornou como um turbilhão para minha memória. Eu fechei os olhos tentando acordar do pesadelo. Mas quando abri meus olhos nada havia mudado. Senti algo envolver-me calorosa e confortavelmente. Logo notei que Ama estava a me abraçar.
- Fiquei com medo – Ela falou com a voz fraca.
- Onde está o Sam? – Eu falei, lenta e claramente.
- Sumiu. E todas as coisas dele também. Cruzou comigo em laudes na cozinha, carregando três malas. Disse-me que ia ver Harkath Bloodblade.
- Ele resolveu se prender? – Falou uma voz feminina vinda de trás de Druid. Alia apareceu.
- Harkath não é apenas delegado – Druid falou – Ele também trabalha pra alfândega
E eu sabia perfeitamente o que isso queria dizer. Sam queria acertar tudo para viajar. Partir de Thais e não ser incomodado por um longo tempo. Talvez para sempre. Fiquei quieto por algum tempo e depois não pude mais me conter.
- Para onde ele vai? Por que vai partir assim... Por quê?
- Ele precisa de um tempo. Um tempo pra resolver o que fazer da vida. Tente compreender! – Disse Druid com a voz afável.
- Porra eu não quero compreender! – Eu explodi – Quero que ele fique aqui. Ele é meu melhor amigo! Não pode partir assim!
- SEU MELHOR AMIGO TENTOU TE MATAR! – Gritou Druid rispidamente – ACHA QUE ELE ESTÁ EM SEU ESTADO LÓGICO PERFEITO? QUE TAL DEIXAR QUE ELE VÁ PARA O DIABO QUE O CARREGUE DE UMA VEZ?
Me calei novamente. Eram raros os momentos em que Druid se exaltava de tal maneira. E eu aprendi com o tempo que era melhor não erguer um dedinho nesse s momentos. Mas eu fiquei em pé. Procurei um casaco e meus sapatos e corri para a porta.
- Onde o senhor pensa que vai? – Protestou Druid.
- Para o porto. Quem quiser que venha comigo
***
O grande Tibianic ergueu-se imponente em meio aos humildes prédios de Greenshore. O enorme navio servia de museu da história tibiana há anos. O acervo reunia obras de arte inestimáveis, livros raríssimos e equipamentos legendários usados pelos mais poderosos guerreiros que já haviam pisado no continente.
O Tibianic atraia diversos turistas diariamente. Todos acima de qualquer suspeita, tudo para poder simplesmente admirar a espada do mestre de guerra usada por Banor para matar Ulderek. Mas um desses turistas fora ganancioso demais em sua visita. Afinal, um lendário livro de pyromancia fora roubado do acervo por certo turista. Seu nome? Bispo Zivrid.
Por isso Mi viajara até Greenshore. Para investigar o misterioso roubo. Mas certamente não seria uma missão simples. E Mi mal podia ver o ser encapuzado aproximando-se pelas suas costas.
***
O porto de Thais era uma construção simples, formada apenas por um cais e alguns poucos navios. O cais era de chão de madeira simples, tinha dois andares e no segundo havia um monte de rampas de acesso ligadas a cada barco aportado. Segui com os olhos um homem de vestes azuis segurando três malas entrar em um dos barcos. Era Sam.
O barco em que ele entrara era relativamente grande, feito de madeira de oliveira bem grossa e resistente. Sobre o casco, havia uma enorme construção muito semelhante ao Salão Sangrento – mas de madeira – juntamente com as velas brancas marcadas por um enorme “t” dourado e presas a enormes postes de madeira e ferro.
Escrito com tinta negra no casco do navio havia a inscrição “Ankrahmun Oceanic”. Esse era o destino final de Sam. Ouvi passos vindos de uma multidão atrás de mim e me virei. Vi Ama e Alia saindo da enorme multidão reunida, que lutava enlouquecidamente para embarcar. Quando me virei novamente para o navio, me espantei. Sam estava em pé sobre o convés. Me encarando. Ergui mão como sinal de “Adeus”, mas ele nem me retribuiu.
Tateei furiosamente em minhas vestes procurando algo. Tirei um amuleto pratrado, formado por um pingente achatado e circular preso a um colar de brilhante. No pingente estavam gravadas as letras “APS”. Amigos para Sempre. Tom havia me dado o amuleto uma semana antes de morrer. E me disse para dar a um grande amigo um dia.
Reuni toda a força que tinha e joguei o colar para Sam, que o pegou. Eu esperei que ele o apertasse forte junto ao peito, mas não foi o que aconteceu. Pelo contrário. Sam agarrou o colar pelo cordão e estendeu seu braço sobre o mar. Abriu sua mão e deixou que o colar caísse na superfície límpida do oceano. Ele se retirou para sua cabine. E eu fiquei cabisbaixo. A partir daquele momento, Samuel Hunter estava morto pra mim.
Pois é. Dizem que quando alguém que você gosta muito parte para muito longe, provavelmente sem volta, o coração despedaça-se e nada consegue ocultar o enorme buraco que fica em seu peito. E agora eu sabia perfeitamente disso.
wicht'druid
21-06-2007, 22:18
Olá, caro manteiga, creio que os erros eu passei por msn, mas acho que você nem os viu... Quanto ao capitulo, realmente passou uma grande emoção no final, na parte do colar, mas lembre-se de não só apenas citar a emoção, tente esplorá-la mais a fundo.
E pelo que vi Zivrid quer colocar fogo em tudo, né. bom capitulo, to esprando o próximo deste, e de con clave. abrasos
VI, O QUANTO APENAS ME ESCONDER É TRISTE, TALVEZ EU ME LEVANTE E A ALCANCE.
Sem saco para comentar erros pois já corrigi erros de dois cap.'s do Wicht e um da sua.
Cap. que passou emoção. Gostei muito deles, um dos melhores para falar a verdade. De 24 cap.'s, apenas uns 9 são bons. Os últimos, do 15, pra cá.
Hovelst,
demônio das palavras
Shark Hills
24-06-2007, 02:46
CAR*IOOOOO
ESSA HISTORIA EH D+
cara to adorando seu rp
terminei de le td hj
espero q vc continue a todo vapor
flws e gogogogogoogo prox. cap.
=D
Manteiga
24-06-2007, 13:31
Obrigado a todos que comentaram e leram (ou leram e comentaram ^.-)
Só queria dizer que esses comentários positivos e com criticas construtivas me animam bnastante a continuar a escrever, principalmente agora estamos chegando na reta final (bem, quase reta final XD)
Mas também eu queria pedir se o ritmo das atualizações esta bom. É que u queria terminar o rp até o fim do ano (projetos a mil) e então não sei se consigo manter um bom ritmo de atualização :/ Talvez eu pudesse fazer algumas atualizações surpresa ou duplas de vez em quando, né?
E Hovelst, são 23 caps (ou eu não sei contar e sou vesgo u.u) E só agora que eu vi o que ninguém viu. Foi um uma perninha a mais no 23 (era a isso que se referia Hove?)
E também pro Hove, Chimera é um bo mmundo? :yelrotflm
PS: Indice de Wolf Creek e Con Clav editados. Agora com hiperlink pra facilitar a navegação :)
Manteiga
25-06-2007, 17:48
Bah gente...
O wicht me abriu os olhos no msn... Sabe ele jogo na minh acara que eu não sei administrar tópicos...
Então achei melhor abandonar os rps e sair do forum forever... adeus gente :(
--------->:P<--------------- Desconta a raiva wicht
--> minha honra, dignidade e tudo que presta em mim <--
Adeus. Talvez a gnt se fale um dia
______________________________
Wolf Creek (http://www.forums.tibiabr.com/showthread.php?t=119476) e Con Clave (http://www.forums.tibiabr.com/showthread.php?t=161199)
Leia e comente :D
Extensão de Sign (http://forums.tibiabr.com/showthread.php?t=163252)
"E o peso das palavras não ditas nos esmaga todos os dias"
http://www.tibiabr.com/includes/userbar/35/000033/3366FF/0/Vedo%20Thaulirin.png
__________________________
ZUERA SEUS MERDINHAAS :D
____________________________
Só passe ipra fazer drama e avisar que a postagem do próximo capítulo provavelmente sai hoje!
Pernalonga
25-06-2007, 17:51
Apesar de ñ ter lido seu RP, ja ia te xingar de tudo aki. ;p
Puff.. Puff...Desgrama! Quase morri do coração aqui.
wicht'druid
25-06-2007, 17:57
cara eu vo lhe dizer uma coisa, este cara ai me deixou lolco, me fez, pensar, me ajudo, pra chegar aqui e me falar uma merda dessas, merda é tu, manteiga, se vai ver, cara, eu vo te por no pão e te comer, se quase me matou do coração...filha da puita, digaçado, eu quase morrendo aki do coração e se zuando minha cara, num tem vergonha de fazer isso com os amigos não, eu vo te bater ate rancar todos estes malditos capitulos de wolf creek, num quero os de con clave não por que se num me apaixono na história ainda... e vê se naum desfalece nunca, e se fizer isso, estarei aqui para te apoiar.abrasos, e muitos socos na sua cara maldito.
Ayakumus
25-06-2007, 18:22
Tipo, num entendi nada!
OMG: agora na versão main citizien
Kurama Youko Undead
25-06-2007, 20:21
Desculpe pelo post-flood, mas...
O QUE DIABOS ESTÁ ACONTECENDO AQUI?
Manteiga
25-06-2007, 21:03
aiai vou ter que explicar a brincadeira e vai perder a graça :rolleyes: (se tem alguma non?)
O wicht falo umas asneiras pra mim por msn e eu bolei esse maquiavélico plano para falar sobre as atualizações, zuar com ele e fazer um rápido golpe de marketing (muahaha esse deuc erto)
Quem leu o post todo, eu pus uma ssinatura falsa e uma mensagem embaixo, e ai a assinatura verdadeira. Er apra enganar o povo, mas que lesse tudo ia sacar. Aproveitei par afazer essa bincadeira já que eu ia avisar que o capítulo ia sair hoje, mas só sai amanhã mesmo (capítulo grande da nisso)
Então povo, sem neura ¬¬
Ayakumus
25-06-2007, 21:14
Aff, agora eu entendi.
Quem teve a capacidade de cair? Eu já tinha visto as duas Assinaturas, por isso que tava boiando, inclusive pensei que você tinha colocado a outra sign pra mostrar que tinha mudado.
Trechinho do capítulo pra nóis?
wicht'druid
25-06-2007, 21:17
sem spoil, só eu mereço \o/ , por isso entre no msn que é pra gente, sei lá, conversar e se me dar spoil, Ayakamus olha saindo-me um belo spoiler ^^
Ayakumus
25-06-2007, 21:24
Um dia eu vou entender o que esse muleque fala.
Daqui a pocou Heneet vai sair distribuindo alerta.
wicht'druid
25-06-2007, 21:42
sem querer flodar mais já flodando
Ayakamus apenas disse para o Manteiga entrar no msn, pra gent conversar, e brinquei, se ele podia m dar uns trechos do capituo, entendido
Shark Hills
28-06-2007, 11:24
Cd o prox. cap???
ta demorando hein!
flws
=D
Manteiga
29-06-2007, 17:58
:D Achei a descrição e a narração meio pobrezinhas.
Capítulo XXIV
O Sumiço do Rei
Onde Druid encontra seu contato, Ele passa dos limites e Tibianus III descobre toda a verdade.
Druid cambaleou pelo hall de entrada do Salão Sangrento ao ouvir batidas na porta. Quem poderia estar violando o atormentado sono de Druid? Aquele dia já estava uma droga. Principalmente após meu regresso para a casa. Druid vestiu um roupão e abriu a porta. Teve que ser rápido para segurar o homem que caiu em seus braços. Quando olhou em seu rosto, teve uma surpresa. Era Mi.
- Michael – Ele falou – O que aconteceu?
- Ele – Mi sussurrou.
Druid sentou Mi em uma cadeira na cozinha e serviu um chá de cidreira para ele.
- Tome e me diga o que aconteceu.
- Zivrid... – Começou Mi. Ele tomou ar e prosseguiu – Roubou um livro no Tibianic. Um tomo azul...
- Livro das revelações escrito pelo profeta Lamassé... – Sussurrou Druid pasmo.
- Exato – Continuou Mi. Ele gemeu – Eu fui investigar, mas... Ele me abordou e... Druid, eu errei... Eu falhei...
- Do que está falando Mi?
Mi tirou seu casaco e ficou em pé, parando de costas em frente à Druid. Druid ficou boquiaberto. A camisa de Mi estava toda rasgada e suas costas cortadas e marcadas por um chicote. Os ferimentos sangravam muito.
- Desgraçado – Druid sussurrou. Respirou fundo e pronunciou um encantamento – Exura sio ‘Michelangelo Gitre.
O sangramento parou. Mas os cortes ainda estavam lá. Druid só não pronunciou outro encantamento porque Mi desmaiou na cadeira.
***
Muitas luas passaram desde a partida de Sam. Depois daquele dia nós nunca mais nos falamos. Eu precisava de um tempo pra clarear as idéias, e ele precisava se acalmar. Decidi não esfregar sal na ferida e aguardar até que ele resolvesse se comunicar comigo. Mas ele nunca escreveu nada. E eu aprendi a conviver com isso.
Era um dia ensolarado. Já estávamos no oficio da nona. Eu estava arrumando a cozinha junto com Zynara. Alia e Ama estavam fofocando – provavelmente sobre Zeffyx – no quarto de Ama, Druid e Zeffyx haviam saído para caçar e Mi estava escrevendo algo com pressa em seu quarto.
O dia estava muito calmo. Desde o atentado em Greenshore, Ele não havia se manifestado. Nem Zivrid e muito menos Bruno, para nosso alivio. Mas mesmo assim estávamos trabalhando a todo vapor para descobrir a identidade daquele homem macabro. Isso por debaixo dos panos é claro.
Mal podíamos imaginar o que estava por vir.
***
O Guarda Baxter andava de um lado para o outro na ponte do Castelo San Banor, localizado na porção noroeste de Thais. O serviço de Baxter era impedir a entrada de estranhos que pudessem ameaçar a vida do rei Tibianus III. Ele ouviu um ruído próximo. Pegou sua espada e caminhou lentamente na direção de um matinho próximo, de onde ouvira o barulho. Ao chegar bem próximo ouviu um som. Alguém estava chorando. Ele adentrou mais na mata e viu um monge.
- Estas bem? – Baxter perguntou.
- Sim... É que eu cometi um pecado...
- O que? Tu? Mas, o que fizestes?
- Não respeitei o direito à vida...
- Como assim? – Pediu Baxter confuso – Mataste alguém?
- Não ainda – O monge sorriu.
***
Eu estava tonto. A notícia percorreu Thais numa velocidade tão grande como a de uma epidemia. Toda a cidade estava em pânico com a notícia. Um grupo armado invadira o Castelo San Banor e fizera o Rei de refém. O chefe da TBI, Chester Khas, alertou suas tropas para que tentassem entrar na fortaleza imediatamente e resgatar o rei. Mas todas as portas estavam trancadas.
O único acesso a ilhota em que se localizava o castelo por terra era a dita ponte protegida por Baxter. Mas quando a TBI chegar lá, ele estava caído na poste com o crânio girado a 180 graus para trás. Alguém engenhosamente acabar com a vida do guarda.
A TBI ainda estava tentando negociar com um homem encapuzado que falava de dentro da fortaleza, mas nenhum acordo havia sido feito. Quando Druid retornou para o Salão com Zeffyx, eles contaram tudo e logo começamos a tentar descobrir o que estava acontecendo.
- Foi Ele. Tenho certeza! – Gritou Zeffyx.
- Aquele maldito conseguiu entrar na droga do Castelo em plena luz do dia! – Eu falei – Ele é ninja!
- Literalmente – Falou Druid – Parece que ele colocou uma equipe de assassinos profissionais dentro do castelo.
- Mas como? – Pediu Zynara.
- Ele é um gênio – Eu falei – Pensou no crime perfeito. Mas por quê?
- Eis a questão. Talvez nunca saibamos – disse Druid pessimista – Precisamos acreditar na TBI agora.
- Não vamos agir? – Pediu Alia.
- Seria muito arriscado - Protestou Druid – E seria bem óbvio. Vamos esperar que a TBI resolva isso.
***
O Oficial Tafariel Desmond era um grande feiticeiro. Por essas razões ele fora escolhido para liderar aquela missão. O objetivo era simples: Entrar no castelo e resgatar o rei. E matar qualquer um que se metesse no caminho, se fosse necessário. Mas claro que seria. Ele havia enchido o castelo com assassinos profissionais.
- Desmond, qual o plano? – Me pediu Rock, um cavaleiro da corte de Thais – Precisamos entrar rápido!
- Vamos arrombar a porta com uma explosão – Eu falei – E então usar bolas de fogo para limpar o térreo. Caso seja necessário lutaremos com runas.
- É arriscado – Disse Rock cético.
- Não há triunfo sem sacrifício.
Fiz sinal para meu grupo avançar. Eles se aproximaram do enorme portão de pedra com a letra “T” e pararam. Respirei fundo e dei a ordem. E no momento seguindo a porta foi detonada por runas de explosões. O som foi ensurdecedor.
- ARQUEIROS, JÁ! – Gritou o Oficial Threvor. Ele e seus arqueiros lançaram flechas e dardos contra os guardas que estavam nas janelas enquanto nós invadíamos o castelo.
Corremos até o pátio central e tivemos uma terrível surpresa: o bobo da corte Bozo estava morto. E o pior não era esse tenebroso fato. Mas o ato em si. Seu corpo estava cravado na ponta do pedestal central da enorme fonte de estanho do rei. Ela parara de jorrar água para lançar sangue.
- Bozo? – Eu falei. Senti um calafrio. Arrepiei-me todo. Nem um réris palhaço fora poupado.
- CAÇADOR! – Ouvi Rock gritar. Virei-me e vi um caçador mirar o arco para minha cabeça. A última coisa que vi foi ele ser explodido por bolas de fogo. Mas era tarde. Ele lançara a flecha. E o tiro fora certeiro.
***
Felizmente Drago, Zeffyx, Zynara e Alia ficaram na cozinha discutindo sobre o ataque. Eu fiquei livre para subir até meu quarto. Eu tinha um encontro marcado com alguém muito especial. Abri a janela de meu quarto e logo avistei o vulto encapuzado se aproximar. Usava um sobretudo que cobria todo o corpo e um chapéu pirata negro.
- Demoraste – Disse o vulto – Tive que me esconder atrás de uma árvore!
- Não se estresse – Eu falei – Tive que driblar os jovens.
- Desça aqui – Disse o vulto – Podem nos ouvir.
Eu concordei com a cabeça e sussurrei – Exani Hur “Down.
Eu saltei da janela e flutuei. Fiquei me divertindo por um tempo até aterrissar bem em frente ao meu encontro. Ele ergueu uma sobranselha e riu.
- Parece um adolescente.
- E daí? – Eu falei.
- Druid – O vulto me cortou – Vi uma movimentação anormal lá no Castelo San Banor. O que aconteceu?
- Ele
- Está brincando!
- Quem dera. Ele deu um jeito de entrar e dominou tudo por lá. Está com o rei de refém.
- Ele é ninja.
Eu ri. Era a décima vez que eu ouvia aquilo hoje.
- Com certeza. Mas como foi a investigação?
- No tomo azul existe um capítulo inteiramente dedicado à pyromancia. Bem como Mi lhe disse. Pra que Zivrid iria querer a droga do livro?
- Talvez tocar fogo no castelo.
- Ou em você.
- Não exagere – Eu falei – Ele não é tão psicótico.
Mas eu infelizmente estava errado.
***
O rei estava calado. Desde que o castelo fora invadido, ele não pronunciara uma palavra. Aceitou calado as humilhações daquele que se autodenominava Ele e de seus servos. Agora ele se encontrava vestindo apenas uma capa vermelha com o símbolo da casa da rosa vermelha. E estava preso em uma salinha extremamente compacta.
Um som de passos o fez erguer os olhos para a porta, que se abriu. E Bruno entrou, acompanhado de seu mestre.
- Rei Tibianus – Ele disse – Espero que já tenha rezado por sua alma.
- Só pela sua – o rei disse.
***
- OFICIAL FERIDO! – Gritou alguém em meio ao bolo de pessoas – E DOIS CORPOS NA SALA DO TRONO!
Rock apenas observou enquanto Desmond era carregado para fora do castelo. O oficial fora atingido por uma flecha no crânio, e estava a dois palmos da morte. E para coroar, um grupo de reconhecimento foi até a sala do trono. E logo que chegou lá encontrou tudo destruído. Sinais de luta por toda parte, e ainda os guardas do rei mortos. Os dois com lanças cravadas na laringe.
E o grupo fora toda atacado por um grupo de assassinos bem treinados. Ninguém resistiu. Mas os cavaleiros da TBI conseguiram mutilar todos os assassinos que ali se encontravam. Todo o castelo estava limpo. Menos o quarto do rei que estava trancado. Threvor fora até lá com um grupo para o reconhecimento. Agora era aguardar notícias.
Um grito cortou a noite. Era Threvor.
- O QUARTO ESTÁ VAZIO!
Eu acordei de meu transe e olhei a janela do quarto do rei. Threvor apareceu lá.
- Como assim? – Rock gritou.
- O rei não está aqui! – Ele respondeu – Tem que estar em outro lugar!
- Revistamos o castelo inteiro, é impossível! – Rock gritou em resposta.
- A não ser que... – Threvor se calou. No momento seguinte ele estava boquiaberto – O TÚNEL DE ESCAPE PARA O TEMPLO ANTIGO!
E eis que surgiu a terrível verdade. Ele escapara novamente. Mas desta vez, ele levara alguém junto. O rei Tibianus.
***
O rei Tibianus gemeu enquanto Bruno prendia as correntes que prendiam seus braços ao parapeito do telhado da torre. Ele estava completamente nu. E pior: suas pernas foram amputadas. O rei gritou mais alto. Olhou para o solo de madeira a sua frente e o que viu o fez ter náuseas: havia uma poça de sangue com suas pernas nela.
Bruno terminou o serviço e desceu a escada. Foi ao encontro de seu mestre e de Zivrid.
- Terminado – Bruno disse.
- Magnífico – Ele disse – Bom rei Tibianus, espero que tenha gostado de seus últimos aposentos.
- Seu... v... ver.. verrr... verme... – Disse o rei, sem ar nos pulmões.
- Obrigado pelo elogio. Mas creio que queira ver o rosto de seu carrasco antes de morrer não é?
- É a última coisa que quero – o rei disse.
- E acredite – Ele disse baixando o capuz e revelando seu rosto – será. Zivrid, tenha a honra.
O bispo se aproximou da torre e abriu um tomo azul. Folheou por um tempo até encontrar o que queria. Ergueu a mão para a torre e disse:
- Exibea naz flamea!
Uma onda de fogo foi disparada contra a torre. O rei urrou. E em pouco tempo, toda a torre fora consumida pelo fogo mágico. Enquanto Ele apenas assistia sorrindo.
Ayakumus
29-06-2007, 18:53
Cara, to com preguiça de procurar, mas tem vários erros ai. Um que eu lembro é que na hora do palhaço voCê escreveu réris e não reles (eu entendi isso pelo menos).
Bem forçadinho essa capítulo não?
Um gurada só pra proteger o Rei? Grupo de assassisnos profissionais em pleno dia todos entrando no castelo? o.0
Tirando isso... nada de bom pra dizer :D
25?
Manteiga
29-06-2007, 19:24
Queria que deixassem qualquer fulano entrar no castelo e matar o rei?
E sobre o segundo:
- A não ser que... – Threvor se calou. No momento seguinte ele estava boquiaberto – O TÚNEL DE ESCAPE PARA O TEMPLO ANTIGO!
Tire suas próprias conclusões :)
Muito bom o capítulo ;)
Ayakumus...
Um gurada só pra proteger o Rei? Grupo de assassisnos profissionais em pleno dia todos entrando no castelo? o.0
Um guarda pra proteger a ponte eu não sei, mas a parada dos assassinos entrarem em pleno dia... Como disse o Manteiga..
- A não ser que... – Threvor se calou. No momento seguinte ele estava boquiaberto – O TÚNEL DE ESCAPE PARA O TEMPLO ANTIGO!
Os assassinos poderiam ter entrado pelo túnel de escape hora essas ;)
Shark Hills
30-06-2007, 13:57
Legal esse cap.
Naum percebi nenhum erro.
gogogogogo prox. cap.
flws
=D
Capítulo bom.Porém, eu penso que você consegue abusar mais de suas descrições...
Foram alguns poucos erros que se você ler, você perceberá...
Leia em voz alta...Não revise na hora em que escreveu...Durma, e esqueça...
Um ou dois dias depois, volte e revise...Irá achar erros muito bobos que antes não acharia...
Bem, é isso..
Hovelst,
o demônio das palavras
Manteiga
30-06-2007, 17:10
Capítulo bom.Porém, eu penso que você consegue abusar mais de suas descrições...
Foram alguns poucos erros que se você ler, você perceberá...
Leia em voz alta...Não revise na hora em que escreveu...Durma, e esqueça...
Um ou dois dias depois, volte e revise...Irá achar erros muito bobos que antes não acharia...
Bem, é isso..
Hovelst,
o demônio das palavras
Pois é. É que nem revisar uma prova, o inconciente humano faz com que a gente creia que está tudso sempre certo. Literalmente inútil corrigir :/ Mas necessário ^.- (um paradoxo, não?).
E eu podia realmente ter descrito mais, principalmente o castelo, o jardim onde druid e o informante se encontraram. Mas a parte final não foi descrita por sérios motivos (os mesmo pelos quais omiti descrição na sala do Thul em Con Clave, lembra-se?), não por pura negligência como aqui. Se eu tivesse dividido o capítulo em 2 eu poderia ter me detido mais na descrição.
Shark Hills
05-07-2007, 00:50
Cade o proximo cap.
ta demorando.
flws
=D
wicht'druid
09-07-2007, 14:59
Opaa, Manteiguito meu pallazinho de fim de semana ;P. Vou lhe falar a verdade, se deixou as descrições sumirem de tuas linhas... E a emoção também sumiu... Tudo sumiu.. Merda to só nestas suas linhas então... Acho que com isso você procurará o caminho a seguir e se precisar de mim sabe onde me encontrar.
O ILUMINADO
Manteiga
10-07-2007, 17:04
Vocês devem me odiar XD
Quando digo que vou agilizar aqui eu sumo ._. Culpa da internet ¬¬ Ela ta doida, funciona quando quer. Mas espero atualizar o mais breve possivel (assim que essa merda colaborar ¬¬)
Vocês devem me odiar XD
Quando digo que vou agilizar aqui eu sumo ._. Culpa da internet ¬¬ Ela ta doida, funciona quando quer. Mas espero atualizar o mais breve possivel (assim que essa merda colaborar ¬¬)
Lol.Nesses rolos de internet deveria estar postando outro.
Manteiga
11-07-2007, 15:21
Capítulo XXV
A Onda de Crimes
Onde se comenta sobre uma onda de crimes em Thais, Druid e Mi armam um plano contra Ele e recebe-se um nome: Exército das Sombras
O tempo voava. Já havia se passado algumas luas desde o ataque ao castelo San Banor e a morte do Rei Tibianus. O corpo fora encontrado pelo guarda Kulag pendurado por cordas no portão norte da cidade. A imagem dos restos carbonizados do rei ainda vagava em minha mente.
O sepultamento ocorreu no mesmo dia. Foi feita uma enorme missa a céu aberto no Templo da Flor Branca. Após isso, oficiais da TBI carregaram o enorme caixão de ouro puro contendo a ossada real nos ombros até o norte de Thais, no cemitério. Lá o corpo foi sepultado. Segundo o Conselho Real, um enorme mausoléu ainda será erguido sobre o túmulo.
Thais passou a ser governada pelo Conselho desde então. Como Tibianus III não deixou herdeiros, alguém teve de ser indicado pelo Conselho. A indicação ocorrera a pouco tempo. Um teocrata anônimo fora coroado o novo regente do trono até que encolhessem alguém melhor. Ele adotara o nome de Telésforo I.
Telésforo I não era um bom rei. Mas também não era ruim. Na verdade, ele não era nada. Nada fazia pelo povo, deixava o Conselho tomar todas as decisões. Só estava sentado no trono pra dizer que alguém estava ali. Mas como ele era apenas um regente, o povo não se dava ao trabalho de tirá-lo do poder. Mas o Conselho nem ouviria qualquer protesto civil contra a monarquia. Ia considerar anarquismo e prender a todos. E apesar de tudo isso, Telésforo I deitava e rolava. Aproveitava todas as mordomias de rei e nem se importava com as críticas.
Como se não fosse o suficiente, logo no dia seguinte ao assassinato o bar do Frodo foi atacado pelos mesmos assassinos responsáveis pelo ataque ao castelo. Eles roubaram todo o dinheiro e prenderam Frodo a uma cadeira de ossada no segundo piso, juntamente com Todd. Ambos foram amordaçados e só foram encontrados no fim do dia, quando a TBI cogitou a hipótese deles ainda estarem vivos.
Nas semanas que se passaram mais ataques ocorreram. A fonte do parque de Crunor recebeu jatos e jatos de limo em suas águas, o bueiro foi infestado de insetos, os quatro guardas que protegem e vigiam os portões de acesso a Thais foram torturados e Walter até foi morto! Chester Khas também disse ter sido atacado. No dia seguinte apareceu morto. A única sobrevivente dos ataques até o momento era Lynda, a sacerdotisa. Ela foi atacada na própria igreja, mas se escondeu em um caixão no subsolo. A TBI colocou agentes de segurança para vigiá-la.
Desde então Druid nos obriga a patrulhar as ruas da cidade por turnos. A cada oficio do dia a cidade é vasculhada de cima a baixo por duplas em cada área. Isso para garantir a segurança de todos os habitantes, como Hailux fez questão de prometer no dia que criou a guilda. O trabalho era muito tedioso, mas era importante.
As completas já se aproximavam. Nesse oficio eu e Ama deveríamos patrulhar toda baixa Thais. A pior área para se trabalhar. Mas Druid nos colocou lá na esperança de conseguir encontrar Zivrid. Até agora não tínhamos encontrado nem vestígio dele. O lado bom dessa história toda era que enfim havíamos descoberto porque Ele queria tantas guildas ao seu lado. Para realizar toda essa onda absurda de crimes. Druid estava animadíssimo com essa novidade, mas era o único.
Eu e Ama estávamos pegando alguns sacos de runas de mísseis mágicos pesados e cura máxima, apenas por precaução. Quando a outra dupla voltasse deveríamos partir. Já estávamos sentados na cozinha quando Druid e Mi chegaram. Logo vieram ao nosso encontro e sentaram-se.
- Mudança nos planos – Disse Druid animado, esfregando as palmas das mãos uma na outra – Não vão patrulhar a baixa Thais agora.
- Como? – Ama pediu se recuperando do golpe – Explica isso direito!
- Druid bolou um plano infalível para capturar Ele! – Mi falou sorrindo enquanto se acomodava na cadeira de madeira – Credo que móvel ruim!
- Druid, é verdade? – Eu pedi levantando com um salto.
- Não diria que o plano é infalível, mas sim – Disse Druid sorrindo de orelha a orelha – Acho que dessa vez vamos conseguir desmascarar esse cretino!
- Como pretende encontrá-lo? – Ama pediu se animando.
- É simples. Ele tentou matar Lynda duas luas atrás, correto? – Druid falou – Bom, se ele queria ver a cabeça de Lynda empalhada ele devia ter um bom motivo. E certamente se esse motivo é tão bom quanto Ele faz parecer que é, ele vai tentar outro ataque.
- Mas é óbvio! – Eu comemorei.
- Óbvio até demais – Mi disse sério – Mas acredito que pelo menos Zivrid vá aparecer, e já de grande ajuda.
- Concordo. Mas para que tudo dê certo vamos precisar trabalhar duro! – Disse Druid – Já falei com Lynda, ela concordou em atrair Ele para a igreja. Depois, vocês dois, Alia, Zeffyx e alguns amigos meus vão surpreender os assassinos dele com mísseis pesados disparados dos telhados próximos. E por fim eu aguardo a nuvem de poeira se formar e com a ajuda de uma corda mágica o capturo. Se for preciso podemos apelas para runas de morte súbita.
- As chances de falhar são grandes – Eu disse – Mas porque o Mi não fará nada?
- Pode falar Mike – Druid disse sorrindo mais ainda.
- Bom – Mi começou, se levantando – Parece que Carla El’Piri não está morta como esperávamos. Ela está bem vivinha. E pior: se uniu a Bruno. Parece que ambos são amantes ou coisa parecida. Assim Ele conseguiu conquistar mais uma guilda. E com as três que já tem ele formou uma guilda gigante e com muito poder destrutivo: O Exército das Sombras.
- E daí? – Eu pedi.
- Bom, eu vou me infiltrar no Exército para sugerir o ataque à igreja.
- Até porque não tem como nós capturarmos Ele se ele não aparecer, não é mesmo? – Disse Druid.
***
Já era passado das Matinas. Mas ainda estávamos de tocaia no alto da igreja. Eu e Ama esperávamos no teto sacro, Alia estava escondida sobre a palha que era o teto de um prédio residencial próximo. Zynara e Zeffyx estavam o sobre o porto. Druid estava escondido dentro da igreja e Lynda rezava sentada sobre um tapete azul estendido no meio da rua sobre um bueiro. Se fosse preciso, membros da guilda que estavam na cisterna puxariam a tampa do bueiro e Lynda cairia dentro do esgoto, onde seria seguramente resgatada. Mas ainda assim as chances de fracasso eram grandes. Eu suspirei. Onde estaria Mi?
Mas então houve um som. Diversos passos. O ruído de roupas roçando nas paredes se tornava cada vez mais próximo. Então eu pude avistar um grupo de quatro ou cinco assassinos vestidos inteiramente de preto correrem rente à parede do porto. Logo atrás deles vinha um homem vestindo uma batina e segurando uma caixa de chumbo. E ainda atrás vinha um homem alto e musculoso com um grupo de bandidos e guerreiros selvagens.
E o impossível aconteceu: Um grupo nada convencional apareceu do nada em frente ao tapete. Os componentes eram um homem com uma capa preta, dois outros que seguravam arcos, três mulheres e um velho vestidos de branco, dois homens com espadas e mais um levitando acima de todos. O Exército enfim aparecera.
- Olá Lynda – Eu ouvi Ele dizer. Senti uma forte repulsa – Rezando né? Saiba que a última coisa que seu rei fez antes de morrer foi rezar pela minha alma. Gozado não?
- Você merece o inferno desgraçado – Lynda disse. Eu até podia ouvir o coração dela bater mais forte, mas eu sabia que na verdade era o meu.
- Cala-te – Ele disse. Virou-se para falar com Zivrid que se aproximava e riu. Zivrid passou a frente a assumiu a conversa.
- Como pode trair a ordem seu verme! – Lynda vociferou.
- Cale a boca sua prostituta vagabunda de merda! – Zivrid mirou a mão e já ia pronunciar alguma coisa quando Druid gritou direto da igreja.
- AGORA!
Nós nos revelamos nos telhado e miramos as runas de mísseis pesados no Exército e começamos os disparos. Todo o grupo foi atingido por uma saraivada de mísseis. Lynda jogou o tapete para um canto e entrou no esgoto sã e salva como o esperado.
Druid correu na direção do grupo e gritou. Mas Ele saiu da nuvem de fumaça.
- EXEVO MORT HUR! – Ele gritou. Uma enorme onda de energia foi disparada contra Druid, que se abaixou e escapou da morte certa – SEU TONTO, EU SABIA DO PLANO! MEUS ESPIÕES ME INFORMARAM!
- E eu sabia que você sabia seu otário – Druid debochou. Ele ouviu algo e se virou, mas já era tarde. Eu já havia descido do telhado e estava posicionado atrás dele.
- Exani Tera – Eu falei mirando minhas mãos nele. Um grupo de cordas mágicas foi conjurado e prendeu Ele com um nó muito poderoso.
Ayakumus
11-07-2007, 15:46
To postando só pra constar que eu li, porque eu não entendi nada.
Vou reler, acho que ando com muita coisa na cabeça.
wicht'druid
11-07-2007, 16:46
Olá, bom meu caro amigo Manteiguito, mais uma vez pecou nas emoções...Mas, pelo que me demonstrou não é seu objetivo fazer um texto para quem admira uma história cuja tenha os personagens humano; e este não é o seu caso, eu estou vendo durante a história toda, e vejo o quanto a mecânica evoluiu, e robôs agora fazem sexo, tem guilda e até sofrem, mas muito raramente, só em caso de morte ou perda, e acho que a hora de mudar este meu pensamento chegou...Mas encarecidamente lhe peço. Você sabe o quanto eu gosto de sua história, e eu ponho meus pensamentos e a imagino com sentimento, emoção, raiva, e tudo que ela merece...Acho que isso deveria partir de você e não de seu leitor...Capitulo bom, acho que um tanto quanto pequeno...Mas, novamente volto ao meu paradoxo, e nada tenho a acrescentar nestas linhas, nem a minha critica ou elogio.
O ILUMINADO
Manteiga
17-07-2007, 21:30
<Senta-se e puxa uma papelada do casaco. Suspira e começa a ler o texto com os olhos>
Sem comentários.
Capítulo XXVI
Pouco de Seu Tempo
Eu mal podia acreditar na cena que insistia em circular pelo meu encéfalo e em invadir meu globo ocular. Minha mente estava demorando a processar as informações decorrentes, meu coração estava bombeando sangue enlouquecidamente por todo meu corpo, eu fervia de cima a baixo, minha testa suava e eu estava completamente paralisado com a mão estendida.
Exatamente em minha frente, o terrível “demônio” conhecido apenas por Ele estava enrolado nas cordas mágicas que eu mesmo conjurara segundos antes. Ele estava com os braços presos a cintura, as pernas atadas e o pescoço rodeado pela ponta final da corda gigante. Tentar fugir era inútil. Mas o temível vilão se debatia com uma fúria comparável a de um dragão cercado por guerreiros com enormes lanças, prontos para matá-lo. Ele caiu no chão e começou a rolar, na esperança de partir a corda nas pedras do calçamento.
A cena era irônica. Um ser que se julgava tão “superior” estava jogado aos meus pés como um verme. Meus olhos pousaram no corpo do homem. Passaram a fitar sua cabeça coberta. Ele parou de se contorcer e ergueu os olhos. Senti uma forte vontade de vomitar quando vi aqueles viscosos olhos travarem perante os meus. Do meu ponto de vista parecia que ele suplicava pela liberdade. A tentação de me aproximar e revelar a identidade de tal ser era enorme.
Com muito esforço eu pisquei e abaixei a mão. Ainda tremendo dei um passo a frente. E outro. E outro. A cada passo meu coração se acelerava mais e mais. Meu cérebro estava confuso. Meus pulmões começaram a exigir cada vez mais ar. Meu nariz não pôde agüentar. Eu já estava respirando pela boca. Ele também. Eu parei em frente ao homem. Ninguém tentou me impedir de fazer nada. Agachei-me e estendi o braço para baixar o capuz. A poucos centímetros do rosto dele, ouvi um grito.
- EXEVO GRAN MAS POX! – Ouvi uma voz esganiçada gritar próxima a igreja.
O instinto de sobrevivência foi mais forte que a vontade de acabar com minha curiosidade. Atire-me para trás no exato momento em que uma colossal nuvem esverdeada tomou conta do céu da cidade. Um odor podre invadiu minhas narinas e minha vista ficou negra. Minha corrente sanguínea parecia que ia ser interrompida a qualquer momento. Comecei a tremer. Meu sistema nervoso estava fora de si. Parecia que eu estava em meio a um ataque epilético. Levei as mãos a garganta. O ar não conseguia mais penetrar em minhas vias aéreas. Minha boca estava completamente seca. Meus ossos pareciam ser esmagados por uma pressão fora do comum, e meus músculos se contraiam sem meu controle. Passei a chutar o ar e rolar pelo chão. Meu rosto inchou e ficou vermelho. Meus olhos começaram a saltar das órbitas e minha língua foi jogada para fora da boca. Eu acreditei que era meu fim.
Eu forcei minha língua para dentro da minha boca e tentei tomar ar. Mas era impossível. Reuni todas as forças que ainda pairavam sobre meu ser no nariz e inspirei o máximo que pude. Pouquíssimo ar entrou, mas o suficiente para chegar até minhas cordas vocais e fazê-las vibrar. Movi a língua furiosamente por toda a boca, tentei gritar, mas ainda era impossível. Meus membros começaram a dormir e eu senti que era agora ou nunca. Movi meus lábios rachados e secos para formular alguma frase coerente. Com minha cabeça pronta para explodir, eu consegui pronunciar apenas duas palavras. Exana Pox. Depois disso perdi totalmente a consciência.
***
Druid estava a poucos metros de distância de Drago, em pé. Ele respirava com certa dificuldade, embora necessitasse de quantidades astronômicas de ar, já que havia gastado muita energia executando seu feitiço. Enquanto Drago estava distraído tentando desmascarar Ele, Druid viu Zivrid em pé em frente a igreja, com os braços erguidos. Pôde ver que o monge se concentrava muito, e por isso Druid temeu o pior. Murmurou um feitiço de escudo mágico e correu na direção de Zivrid. Mas já era tarde, o monge executara uma poderosa tempestade de veneno, que poderia causar a morte de alguém em pouquíssimos segundos. Druid não foi envenenado graças a seu escudo mágico, mas foi arremessado contra a parede de um prédio residencial próximo. Ele viu que o sangue frio de Zivrid não possuía limites. O monge dizimou todo seu exército com aquela magia. Os únicos que sobreviveram eram o próprio Zivrid, Bruno e Ele. Bruno havia se escondido na igreja e Ele havia feito o mesmo que Druid. Mas Drago não tivera tal sorte, e acabou sendo infectado.
Mas felizmente o pupilo de Druid encontrou forças para executar um feitiço antídoto com perfeição. Mas o desgaste corporal do jovem druida fora tanto que ele chegou a desmaiar. Druid sentiu um grande terror ao ver seu aprendiz contorcer-se no chão. Teve medo que fosse o perder, mas estava jogado muito distante dele, sem capacidade para o salvar. Mas Druid nunca duvidara da força de vontade de Drago.
Agora Druid já se recuperara do susto. O druida passava os olhos pela cena, tentando processar todas as informações. Drago jazia desmaiado no chão próximo ao tapete azul, Ele estava ainda preso a poucos metros de Drago. Os aliados do druida ainda estavam nos telhados, portanto não haviam sido atingidos pela onda envenenada. Mas Druid procurava outra pessoa. Alguém sem alma, com o tremendo sangue frio de sacrificar todos os seus aliados por uma única causa. Druid torceu a face e cuspiu no chão onde Zivrid pisara momentos antes. Ele tinha nojo daquele ser infeliz. Uma lágrima solitária escorreu pela face trêmula de Druid e chegou a sua boca. O druida sentiu o gosto salgado da lágrima lambeu os lábios. Não podia acreditar que quase perdera seu aprendiz, seu melhor amigo. Seu verdadeiro irmão.
Ele deu um soco na palma de sua mão e virou para encarar Drago. Ergueu os olhos ao teto da igreja e viu Ama, sentada sobre as telhas. Ela estava apoiada pelos braços. Tinha uma expressão de medo na face, a boca aberta e os olhos fora das órbitas. Apesar da distância dava pra ver que ela estava sem chão. Parecia que Ama estava revivendo todos os momentos felizes que viveu com o amado e percebendo que era o fim da linha – apesar de não ser. Ela soluçou e tentou limpar as lágrimas, mas não pôde. Druid olhou para Drago e correu até ele. Ergueu a mão do amigo e mediu sua pulsação. Estava normal. Ele pousou sua mão no ombro de Drago e sorriu. Ele estava fora de perigo. Lentamente, o aprendiz foi abrindo seus olhos.
- Druid? – Drago sussurrou. As lágrimas começaram a escorrer pelos olhos do druida ferozmente. Drago sentou-se e Druid o prendeu em um forte abraço.
- Drago – Ele sussurrou entre um soluço e outro – Que bom que estas vivo... Eu... Eu fiquei... Assustado.
Não muito distante do lugar, Ele continuava amarrado. Mas encarava a cena impassível. Até que começou a gargalhar. Rolava no chão de tanto rir. E ria alto. Ele bateu com a cabeça bem de leve no calçamento. Mas ao invés de praguejar, ele riu mais. Ele estava fora de controle.
- Que há de engraçado? – Druid pediu limpando o rosto com a manga do casaco.
- O que não há de engraçado? – Disse Ele. Mal conseguia falar qualquer coisa de tanto rir. Ele estava respirando com dificuldade, inspirava cada vez mais. Druid torceu os lábios e se aproximou do homem. Cuspiu sobre o vulto e chutou suas costas com todas a força que pôde.
- Como eu queria fazer isso – Druid disse. Ele se calou. Druid ia se preparar para chutá-lo novamente, mas viu uma forma dobrar a esquina da igreja. Era Zivrid. Ele pôde reparar que o monge erguia os braços, exatamente como fez pouco antes de executar seu feitiço. Druid começou a correr na direção do monge – Dessa vez não!
O druida fechou os punhos e acertou a face do monge. O monge cambaleou para trás com a mão no nariz torcido. Zivrid tropeçou na barra da batina rala e se desequilibrou, caindo de costas no chão. Druid tinha uma expressão de ódio no rosto. Contraiu as sobrancelhas e correu até o monge. Zivrid tirou a mão do nariz e viu que estava sangrando muito. O druida o havia quebrado.
Zivrid ficou em pé e se preparou para executar outro feitiço.
- Exura Gr... – Disse o monge. Mas Druid socou o abdome de Zivrid, o fazendo ficar sem ar e cair de quatro no chão. Druid chutou a barriga dele e o viu cair. Druid já ofegava. Ele havia se esquecido de seus princípios e estava partindo para a extrema ignorância.
- Jamais vou perdoá-lo pelo que fez seu merda! – Druid vociferou. Ele agarrou o monge pela batina e o ergueu do chão. Druid iria fazer Zivrid pagar pelos seus erros. O monge levou as mãos a garganta, na tentativa de respirar. Ele fez cara de dor e urrou. Sua face estava coberta de sangue, boa parte seco. O monge movia suas pernas tentando se soltar, mas o druida era mais forte.
***
Fiquei em pé e cambaleei. Ainda estava um pouco tonto pelo efeito do veneno. Esfreguei as pálpebras e vi Ele. O homem parecia estranhamente calmo, apesar da situação. Dei um passo na direção dele. E outro. E comecei a caminhar mais rápido. Meu coração acelerou. Minha mão estava trêmula. Eu respirava cada vez mais ar. Era chegada a hora, eu iria desmascarar aquele ordinário sem dó. E depois matá-lo. Ouvi um som atrás de mim. Me virei instantaneamente e vi Zeffyx.
- Drago, achei que estava morto! – Disse Zeffyx parando de correr. Ele ofegava muito, e parecia bastante cansado. Já tinha até olheiras! Ele apoiou as mãos nos joelhos e expirou.
- Não sou tão fácil de matar – Falei brincando – Viu o Druid?
- Ele ta matando o Zivrid lá no condomínio – Disse uma voz feminina. Zynara vinha correndo e tomando ar – Alia me contou.
- Cacete – Eu murmurei. Passei as mãos pelo cabelo e comecei a suar frio. Eu havia me esquecido completamente de Ama – E como está a Ama?
- Desmaiou – Disse Zynara sem rodeios – Mas Alia está cuidando dela. Parece que essa sua namorada tem coração fraco.
- É uma bastarda que nem o amante – Ouvi uma voz seca dizer.
- Cala-te – Urrei. Me virei bufando e corri até Ele. Agarrei-o pelo manto e o deixei de pé. Eu tremia de tanto ódio. Eu estava com os olhos fixados na face coberta do maldito vilão, os punhos fechados em torno do pescoço do safado. Eu já cerrava os dentes com raiva. Fechei os olhos e o soltei. Caminhei para trás e suspirei. Por pouco eu não fiz uma besteira. Ele começou a gargalhar.
- Tu és um fraco – ele disse entre uma gargalhada e outra – Exatamente como teu mestre.
- Bata na boca para falar de Druid! – Eu vociferei. Ele estava pedindo.
- Não. Falo daquele ser desprezível da maneira como quero.
- Você é desprezível – Eu falei baixando as sobrancelhas e balançando levemente o rosto.
- Não. Se você soubesse de toda a história, iria certamente discordar dessa opinião. Mas Druid não permite que tu saibas, não é verdade?
- Você não presta. Seus atos o condenam! – Eu falei perdendo o controle. Já estava começando a bufar novamente. Fechei os punhos com força.
- Meus atos são conseqüência dos atos de Druid. Eu sou o mocinho, não ele. Ah Drago, você podia ser poupado de tudo isso, de tudo que tenho planejado pra você. Mas não será, graças ao Jack. Culpe-o por todos os meus erros e acertos.
Ele parecia calmo. Calmo demais. Alguém nessa situação não teria condições de manter tanta calma! Estava parecendo que ele tinha total controle da situação. Que tinha tudo minimamente planejado. Tive a impressão de que ele piscou um olho para a igreja. Infelizmente não havia sido uma impressão. Bruno saiu desembestado pela porta da igreja com sua espada em mãos. Zeffyx viu a tempo e tirou Zynara da área em que Bruno passou atropelando tudo. Eu irei a face por um momento. E esse foi meu erro.
- Adeus Drago – Ele disse energeticamente – Ainda vamos nos esbarrar por aí. Utevo res ina “pássaro!
Virei-me no instante em que ouvi as palavras mágicas. Vi Ele brilhar intensamente por um instante. Depois disso, ele transformou-se em um singelo pássaro avermelhado com assas azuis. As cordas que o prendiam caíram no chão. Eram muito grandes para o pássaro. E Ele saiu voando pelos céus. Realmente ele teve o controle o tempo todo. Ele nos fez de bobos. Virei-m para Zeffyx e Zynara e vi que Bruno já havia escapado.
***
Não muito distante dali, Druid soltou Zivrid e o chutou novamente. A expressão de raiva do druida ainda dominava sua face, e o monge estava totalmente encolhido, gemendo e chorando. Seu rosto era irreconhecível pelo sangue seco que o cobria. A batina de Zivrid estava rasgada e manchada de sangue em diversos pontos. O monge estava cm uma aparência deplorável. Ele contraiu a face e ofegou mais ainda. Abriu os olhos e viu um pássaro vermelho erguer vôo.
- Mestre – Zivrid sussurrou com dificuldade – Não me deixe aqui...
- Não vai fugir dessa vez – Disse druid – Exori Vis.
E tudo ficou negro para Zivrid.
wicht'druid
17-07-2007, 21:39
Este capitulo sim, saiu fora dos padrões, fez algo que agente imaginava sem agente imaginar, gostei, bem descrito, eu não lhe cobrarei muita descrissãojá que isso não é seu forte, as emoçoes já deram uma boa melhorada, mas, ainda podemos melhorar mais. Espero esta melhora
O ILUMINADO
Gostei bastante...
A batalha foi ao meu ver bem descrita... Acho que não deixou nada à desejar.
Mas também não sei quem disse isso, mas é ótimo para corrigir erros, escreve o capítulo, um tempo depois leia-o em voz alta. Vai ajudar bastante ;]
EvilerShinobi
19-07-2007, 21:30
Muito bom, muito bem descrita a batlha, gostei bastante ;)
estou muito ansioso pro prox cap :riso:
Olá, largatixa;)
Fiquei algum tempo sem postar aqui, digamos dois capítulos. Enfim, aqui estou, como falei.
Bem, vejamos se há erros.
trono até que encolhessem alguém melhor.
Escolhessem.
os quatro guardas que protegem e vigiam os portões de acesso a Thais foram torturados e Walter até foi morto!
Quem é Walter? Você acha que todos sabem que Walter é um dos guardas de Thais? Você deve tomar cuidado quanto à nomes que não se conhece.
A cada oficio do dia a cidade
Ofício...Com acento. Enfim, a palavra com que você quis se expressar, "ofício" ficou estranha. Até agora não consegui desvendar qual o significado...
Eu e Ama estávamos pegando alguns sacos de runas de mísseis mágicos pesados e cura máxima, apenas por precaução.
Ama e eu....
- Druid, é verdade? – Eu pedi levantando com um salto.
Bem, é redundante colocar "eu" quando a narração é em primeira pessoa, afinal, já existe o "pedi"...
E certamente se esse motivo é tão bom quanto Ele faz parecer que é, ele vai tentar outro ataque.
Te peguei no pulo :P. Fica "ensebando" com esse papo de tratar a personagem com "Ele", deixou escapar um "ele". :P
E aqui o mesmo erro anterior:
- Até porque não tem como nós capturarmos Ele se ele não aparecer, não é mesmo? – Disse Druid.
Eu e Ama esperávamos no teto sacro,
Novamente o mesmo erro, é ao contrário.
O ruído de roupas roçando nas paredes se tornava cada vez mais próximo.
Obviamente um ruído de roupas nas paredes seria bem alto, não? E por que assassinos roçariam as roupas nas paredes?
Zivrid passou a frente a assumiu a conversa.
...passou a frente "e"....
Todo o grupo foi atingido por uma saraivada de mísseis.
Saraivada? Deveria usar uma linguagem mais culta, não?
Bem, o que dizer desse capítulo 25?
Simplesmente que se transpassou sem emoção alguma. O povo pareceu não sentir muito a perda do rei. Não quiseram se opor ao Conselho com sua ditadura. Não pareciam sofrer, nem sentir raiva, não pareciam nada....
Enfim, emoções, emoções. Você precisa se por no lugar do seu personagem, para realmente entender o que está acontecendo, o que eles sentem.
E talvez, um pouco mais de descrição.
Tem muito o quê melhorar.
Capítulo 26....
meu coração estava bombeando sangue enlouquecidamente por todo meu corpo,
Agora eu estou rindo de nós três, discutindo sobre suas falas, finalmente entendi o porquê. Enfim, tem nada a ver com o que você quer expressar. Pelo menos, o que você expressou lá no MSN, aqui não tem nada a ver. Enfim, aqui se encaixaria "nervos à flor da pele", mas isso não.
Só para os desinformados, segundo o Manteiga, o significado dessa frase é que a personagem ainda está viva.
Exatamente em minha frente, o terrível “demônio” conhecido apenas por Ele estava enrolado nas cordas mágicas que eu mesmo conjurara segundos antes.
Se você quer manter a mesma desenvoltura da frase, após "Ele", coloque uma virgula. E mais à frente, outro problema, "conjurara"? Fica estranho, apesar de estar correto. Um "conjurei" ficaria melhorzinho.
Levei as mãos a garganta.
Existe uma crase ali, "à" garganta...
Mas Druid socou o abdome de Zivrid
Abdômen...É um termo inglês, que não sei se foi aportuguesado.
O monge levou as mãos a garganta,
À garganta...
– Ele ta matando o Zivrid lá no condomínio – Disse uma voz feminina. Zynara vinha correndo e tomando ar – Alia me contou.
Está? Bem, se quer assim, então, tá, com acento.
Zeffyx viu a tempo
À tempo...
um singelo pássaro avermelhado com assas azuis.
Asas....
Realmente ele teve o controle o tempo todo.
Ele é com letra maiúscula não?
Virei-m
Escapuliu-se um "e"...
O monge estava cm
Fugiu um "o"...
Estou a rir dos comentários dos outros. Que batalha? Não posso dizer que fui uma batalha fodástica. Foi uma batalha bem descrita, mas bem, não foi bem uma batalha. O monge apanhou fácil demais.
Então, um capítulo mais bem descrito até, mais emocionante. Até exagerou um pouco na emoção. Mas enfim, um capítulo bem melhor, um dos melhores, eu acho.
Mas enfim, ainda tem a melhorar...
Próximo capítulo?
Hovelst,
o insano
montain druid
25-07-2007, 22:26
eu gostei bastande da historia
cabei d le ela agora
espero q poste os outros capitulos logo to loco pra sabe como termina
abraço montain druid
Manteiga
03-08-2007, 17:00
Lamento o atraso, mas não estive inspirado e tive muito trabalho pra fazer. Não garanto nada pela falta de inspiração, mas acho que consegui passar o que eu queria.
Ah sim, a apartir daqui chegamos na última semana no tempo dentro da história. Ou seja, nos próximos capítulos vão se passar apenas 7 dias até o epílogo. :0
Capítulo XXVII
A Fugida de Zeffyx
Ele caminhou pelas ruas de Thais, disfarçado na multidão. Como ele havia deixado sua capa com o capuz no seu esconderijo, as pessoas não podiam suspeitar dele naquele momento. Ele se esgueirou até um casebre de madeira localizada na muralha de pedra que protegia a cidade. Ele sorriu e entrou na porta. Cumprimentou os homens ali presentes e sentou-se. Ele mal podia imaginar as surpresas que acompanhariam o decorrer do dia.
***
Zivrid abriu seus olhos com lentamente, mas com toda a força que tinha. Sua cabeça doía muito, parecia mais pesada que chumbo. Ele julgou isso como resultado das longas horas que provavelmente dormira. Apoiou seus braços no lugar onde estava e sentou-se. Percebeu que estava nu, coberto por um montinho de palha e deitado sobre uma placa de pedra lascada, que fedia a urina.
Ele encarou seu corpo, e notou duas argolas de metal – uma em cada mão – levemente enferrujadas, que estavam presas a placa de pedra por pesadas correntes cobertas de mofo. Seus pés estavam no mesmo estado. Um forte pânico invadiu sua mente ao recordar-se da noite interior. Zivrid passou a respirar mais rápido. O desespero tomou conta de Zivrid. Ele faria qualquer coisa para sair dali. Mas seus pensamentos estavam todos embaralhados, seu coração batia forte e ele não conseguia parar de suar. Ele lembrou-se de sua infância no Mosteiro dos Reis, onde fora muito bem educado. O abade lhe dissera que seria um grande monge – talvez melhor que Quentin.
Mas Zivrid preferiu seguir os loucos ideais de um homem sem nome. E esse foi seu maior erro. Ele pecou contra a humanidade diversas vezes, matando inocentes, torturando pessoas, cometendo atentados contra o patrimônio civil. Tudo para agradar um homem que nem lhe mostrava o rosto. Mas isso era absurdo. Zivrid estava agindo como um monstro apenas por promessas de poder sem cabimento. E por culpa de sua ganância estava ali, nas mãos do homem que tentara o matar. Certamente não era o que Zivrid pensara para sua vida.
Ele começou a chorar, imaginando o que seria dele se trabalhasse no templo de Thais, com Quentin. Zivrid tentou juntar as mãos em forma de prece. Deitou-se de lado na placa de pedra, ainda chorando. Murmurou alguma coisa e começou a falar alto para as paredes ouvirem.
- Fardos – Disse ele gemendo e soluçando. Limpou a face com o braço e sentou-se novamente – Perdão eu errei. Por diversas vezes errei. E em conseqüência aos meus erros muitas vidas foram sacrificadas, e pelo que parece inclusive a minha. Grande Fardos, perdoa-me pelos meus erros. Juro que jamais errarei novamente.
Zivrid se calos e deitou de novo. Começou a tremer de frio e chorar novamente. Se pudesse voltar no tempo, ele não cometeria os mesmos erros de sempre. Ele poderia fazer a diferença. Mas ele não podia trair seu mestre, ou seria morto. Mas se não falasse nada aos seus inimigos, também seria morto. Este era o dilema de Zivrid. Ele ouviu um som abafado e apurou os ouvidos. Sentou-se novamente e viu alguém surgir das sombras da sala.
- Que bom que rezou Zivrid – Disse Druid com uma estrela da manhã em mãos.
***
E foi com um arroto de proporções colossais que eu agradeci a Zynara pelo delicioso peixe que assara para nosso almoço em comemoração a vitória na “Operação Captura”, como a apelidamos. Todos os membros da guilda que participaram da operação estava aqui – menos Druid e Mi. Eu estava sentando em uma das pontas da enorme mesa de carvalho, com Ama ao meu lado esquerdo. Alia estava na outra ponta, e Zeffyx ao seu lado. Zynara acabara de se sentar em frente ao irmão.
- Delicia – Eu falei dando tapinhas na minha barriga e tomando um gole do gelado suco de limão que eu mesmo preparei. Ama abafou um risinho e Alia me olhou de cara feia enquanto brigava com os talheres para desossar o peixe.
- Ainda preferia o fígado de frango – Disse Ama. Suas bochechas se incharam e ela tapou a boca com a mão. Fez uma cara feita e saiu correndo e gritando – O peixe não me fez bem. BANHEIROOOO!
Eu ri alto, juntamente com Zynara e Zeffyx. Alia acabou – sem querer – usando a faca de alavanca para o peixe, que foi arremessado dentro da jarra de suco de limão.
Zeffyx encarou a jarra e torceu a face. Bateu três vezes com o punho na mesa. E olhou para a janela, banhada pela dourada luz dos sois. Ele ficou em pé e cruzou os talheres sobre o prato. Caminhou até o hall de entrada e abriu a porta.
- Já estamos na nona! Vou a Thais trabalhar – Disse Zeffyx. Ele saiu e fechou a porta.
Zynara olhou curiosa para o hall e ergueu as sobrancelhas.
- Não é a primeira vez que ele sai assim – Disse Zynara mastigando seu peixe. Alia largou os talheres e tomou um gole de suco – de seu copo.
***
Druid encarou Zivrid nos olhos. E o que Druid pode ver foi um garotinho afugentado, desconfiado de tudo, com medo do mundo. Zivrid se encolheu e cobriu sua virilha com a palha, por motivos óbvios. Ele limpou a face com o braço e soluçou.
- Mata-me – Ele implorou com profundo desespero. Juntou as mãos em sinal de súplica e caiu da placa de pedra, aos pés de Druid – Mata-me!
- Não vou te matar Zivrid – Disse Druid extremamente calmo – Você é importante para nós.
- Importante? Tu vai extrair as informações que quiser e depois me matar seu ordinário! – Zivrid urrou. Ele agarrou o pé de Druid e mordeu sua canela, rasgou suas vestes e cuspiu em sua face. Druid gritou a sentir os dentes de Zivrid penetrarem em sua perna. Ele caiu no chão e chutou Zivrid para longe pouco depois de ser cuspido pelo monge. Druid olhou aquele monge em estado deplorável, jogado ao chão. Por um momento, sentiu pena, mas ela desapareceu. Aquele ser desprezível cometera erros demais. Mas não merecia a morte. Ele ainda era importante para obter informações. Druid sabia que Zivrid tinha pouco tempo de vida. Iria morrer de qualquer jeito. Se traísse Ele, o vilão o mataria. E Druid teria que o matar se fosse inútil. Druid baixou a cabeça e lamentou pelo triste destino do homem. Rezou para que Toth permitisse que ele entrasse no reino dos céus, e que lá fosse julgado. Druid ergueu os olhos e viu Zivrid sentado.
- Vou falar tudo – O monge disse antes de desmaiar.
***
Eu segui Alia correndo pelas ruas da baixa Thais. Poucos minutos após a saída de Zeffyx, ela teve um verdadeiro ataque de nervos e saiu correndo desembestada pelo hall de entrada do Salão Sangrento. Apenas pela segurança dela, eu a segui imediatamente. Eu tentei falar com ela, mas ela me ignorou e segui pisando fundo até a baixa Thais.
- Alia me espera! – Eu quase gritei, ofegando e com os pés doloridos. Fiz uma careta e ela se virou, com uma expressão de profundo ódio. Estava cerrando os punhos e os dentes, e pelo jeito que respirava, parecia que estava morrendo de frio.
- Veio porque quis! – Ela retrucou rispidamente, virando-se novamente – Não o obriguei a me seguir, obriguei?
Alia passou os olhos pelos casebres locais, como se esperasse que Zeffyx saltasse de trás de uma árvore e a agarrasse naquele instante.
- Alia você está neurótica – Eu retruquei com a voz no tom mais calmo possível, na tentativa de transmitir minha serenidade para ela – Só porque o Zeffyx sai assim, você já fica com ciúme?
- NÃO ESTOU COM CIÚME!
- Como quiser... Mas então porque está seguindo o Zeffyx? Tentado seguir, aliás.
- Erm... Porque... Ele pode ser Ele, não pode?
- Alia ele estava conosco no dia da captura do Zivrid. Lembra?
- E se ele for um dos partidários do cara? – Alia falou sem jeito, tentando disfarçar. Ela caminhava em círculos lentamente, gaguejando de leve e evitando me encarar – Ou se tiver um irmão gêmeo do mal?
- Alia, isso já é exagero – Eu falei sério – Você está com ciúmes sim! Mas por quê?
- É que... – Alia suspirou e se escorou em uma árvore – E se ele tiver outra? Sabe, uma amante.
Houve uma longa pausa. Alia começou a encarar os seus pés e brincar distraidamente com uma mecha de cabelo. Eu continuei a encarando. Calado.
- Não consigo suportar a idéia de não ter ele aqui. Comigo...
- Olha – Eu falei chegando perto dela. Coloquei minha mão em seu ombro e escorei-me ao seu lado. Continuei num tom ainda tranqüilo – Não se pode ter tudo que se quer. Alia, Zeffyx tem direito de viver um amor com quem quiser. O mundo não gira ao redor da sua cabeça.
- E como eu fico nessa história? – Alia disse, as lágrimas começaram a brotar de seus olhos e sua voz parecia desesperada. Uma expressão chorosa se formou em sua face e ela me abraçou – O que vai ser de mim?
Eu abrir a boca para responder, mas calei-me ao ouvir algo inesperado. Um gemido abafado pôde ser ouvido, vindo provavelmente da casa atrás de nós. Alia ergueu a cabeça e passou a fitar a janela. Os gemidos ficaram mais altos, e sons de beijos também puderam ser ouvidos. Eu engoli em seco e segui Alia. Ambos paramos em frente a janela da casa, em pé.
- Eu te amo – Ouvi uma voz masculino dizer entre um gemido e outro. E infelizmente eu reconheci aquela voz. E Alia também. Ela olhou por uma fresta entre as tábuas podres e caídas da janela da casa, e recuou. Olhei também, e o que vi jamais pude esquecer. Era Zeffyx. Fazendo amor com uma qualquer.
Alia começou a balançar negativamente a cabeça e andar de costas. Ela começou a repetir “Não!” para si mesma, e virou-se. Eu a ouvi soluçar e vi sua fútil tentativa de conter as lágrimas.
- Alia... Eu... – Eu tentei falar algo, mas a voz não saia. Alia fungou e saiu correndo pelas ruas, seus passos ecoando por entre os prédios e seus soluços pairando em minha cabeça – ESPERA!
Eu a persegui até que a encontrei, parada em pé na frente de um casebre com a porta entreaberta.
- Até que enfim eu te ach... – Mas me calei ao ver a cena dentro da casa. Um grupo de homens reunidos ao redor de uma mesa de ossos. Um deles me chamou a atenção, pois parecia ser o líder, estava sentado de costas para a porta. Não tive dúvidas de quem era. Eu e Alia estavamos presenciando uma reunião organizada por Ele.
wicht'druid
03-08-2007, 17:32
Bom, eu vou falar... Zivrid muito chorão, e acho que ele não mudou, e não mudará tão facilmente.
Druid como sempre, nem fede nem cheira... Num bate no Zivrid, mas, não pode matá-lo e não o quer fazer, por motivos já esclarecidos.
Alguns errinhos de digitação. E a descrição novamente em falta. Acho que pontos importantes como a descrição do quarto de Zivrid simplesmente faltou, e o que você nos apresentou ficou vago.
Acho que as sensações devem ser melhores trabalhadas, como o frio, e a vergonha.
Emoções, elas estão melhorando, mas, as vezes saem forçadas, outras saem de naturalidade extrema. Isso mostra a mudança ocorrendo forçosamente, olhe mais para esse ponto.
Gostei do capitulo, espero o próximo. E que esse venha mais rapidamente.
O ILUMINADO.
Ayakumus
04-08-2007, 00:01
A única coisa a comentar é sobre o Zivrid, pessoas más não costumam mudar de opinião rapidamente, ainda mais quando são deixadas nuas obre uma pedra que fede passando frio, o sentimento mais óbvio seria raiva pelo seus captores.
Manteiga
04-08-2007, 11:36
A única coisa a comentar é sobre o Zivrid, pessoas más não costumam mudar de opinião rapidamente, ainda mais quando são deixadas nuas obre uma pedra que fede passando frio, o sentimento mais óbvio seria raiva pelo seus captores.
E eu conocrodo. Ninguém muda de opinião assim >=D
EvilerShinobi
07-08-2007, 11:52
é...faltou um pouco de descrição, o Zivrid tava meio estranho, mais bom cap ;)... e vc podia dizer qm esta narrando de hora em hora neh? fica difícil advinha as vezes...
a, mais uma uma coisinha.. podia postar mais coisas sobre a Ama e o Drago né? acho eles muito legais :D
Manteiga
25-08-2007, 13:18
Postando apenas para que o tópico não vá para a puta que pari.. Digo, segunda página.
Cap 28 sem previsão, estarei começando a escrever em breve. Aguardem, por favor.
Manteiga
30-08-2007, 15:31
Bah, nem acredito que chegamos a esse capítulo. Muito importante no decorrer da trama, por sinal. Não garanto sua qualidade, fiz na pressa. Ficou curto, mas prometo que o próximo será maior. Não garanto também se consegui causar o BAQUE que eu queria, mas está ai:
Capítulo XXVIII
A Falha no Plano
As sombras monstruosas que se erguiam pelas tenebrosas paredes de pedra da misteriosa sala de torturam ocultavam a expressão acoada de Zivrid. Ele parecia um cão sarnento e amedrontado, oculto sob as sombras do canil, aguardando sua lenta e dolorosa morte. Sua aparência lembrava um velho lenço escarrado e repleto de impurezas fecais.
Suas vestes rasgadas e esfarrapadas caiam-lhe pelo corpo e ocultavam ferimentos ensangüentados produzidos por intermináveis golpes dos espinhos de uma estrela da manhã. O sangue quente escorria pelos seus membros e pingava pelo chão, como gotas d’água que sobravam no fim da garrafa. Os olhos de Zivrid começaram a pesar e um extremo cansaço tomou conta de seu ser. Se sua “cama” não estivesse em condições tão precárias, certamente ele iria adormecer nela.
Ele caiu no chão e rolou pela cobertura de pedras empoeiradas que ali havia, esfregando-se nas pontas para distrair a dor de seus ferimentos. Ele abria a boca para urrar, mas não tinha ar para projetar voz. Ele olhou para a enorme corrente de ferro que o prendia àquele maldito lugar sinistro, e teve vontade de amputar sua perna para ter a desejada liberdade. Passou as mãos pelos seus poucos cabelos marrons e limpou o suor que descia por sua testa, limpando o barro que a infestava.
Zivrid olhou na direção de um portão de aço repleto de limo, que ocultava a escadaria que levava para algum lugar, e a que levava para lugar algum. Por trás das grades de aço sujas, teve a impressão de ver um vulto enegrecido projetar-se, com algo ameaçador em suas mãos. Piscou demoradamente e esfregou os olhos. A imagem entrou em foco e ele reconheceu Druid, caminhando em sua direção empunhando uma adaga de prata.
- Achei que não precisaria disso – Ele falou secamente, afiando a adaga na parede de pedra suja de sangue seco – Mas já que recusa-se a prosseguir.
Zivrid engoliu em seco e recuou até um cantinho que continha sua própria urina.
- Eu lhe disse que não sei muita coisa – Zivrid disse-lhe tremendo, enquanto arrumava seus pés sobre a poça de urina.
- CALA-TE! – Disse Druid dando um forte tapa no rosto de Zivrid. Este caiu para trás, de cabeça em sua própria excreção – Não abra esta boca imunda se não for para proferir palavras contra teu mestre! Bastardo!
Zivrid sentiu seu corpo encolher-se mais e mais, e de uma vez por todas caiu em si. Esse era o preço que ele deveria pagar por sua ganância. Mas ele ergueu os olhos para Druid e riu. Riu de sua expressão enraivecida.
- Os fins justificam os meios meu caro – Ele disse ante de cuspir nos sapatos negros do druida.
***
Alia recuou para atrás da parede de madeira, na tentativa de ocultar sua presença involuntária naquela cena que se seguia no interior da sala compacta em nossa frente. Ele parecia estar entretido com um grupo de homens – entre eles Bruno – que discutiam animadamente o que parecia ser o “próximo passo de nosso plano diabólico incrivelmente surpreendente”.
Eu recuei para as sombras da parede que preenchia o outro lado da porta e fiz um sinal de silêncio para Alia. Se conseguíssemos escutar pelo menos uma parte dessa reunião nem tão secreta assim, certamente iríamos obter alguma vantagem – mesmo que mínima – perante a surpreendente força do Exército.
Eu enfiei-me em uma espécie de beco presente entre a tal sala e um prédio de apartamentos logo ao lado. Esgueirei-me pelo estreito e limitado espaço delimitado por duas paredes, uma de madeira e outra de pedra, para chegar ao que parecia um buraco na parede da sala. Deduzi que fosse uma janela. Ouvi um leve som de um farfalhar de folhas ao meu lado. Me virei pronto para revidar um ataque, com meu coração batendo rapidamente, mas o que vi foi Alia xingando um arbusto que envolvera seu sapato.
Ela esfregou-se pelo espaço até meu lado. Fiz um gesto obsceno para ela – talvez por “deserdar” de sua posição. Ela retrucou chutando minha canela e murmurando algo como “Foda-se”. Ela enfiou sua cabeça pelo buraco e reclamou da falta de espaço.
- Cala a boca – Eu sussurrei em seu ouvido – Não dá pra ouvir nada.
- Cala a boca você – Mas Alia se calou ao ouvir um leve som de cadeiras sendo arrastadas no interior da sala.
***
Não muito distante dali – mais precisamente no interior da sala – Bruno levantava-se de sua desconfortável cadeira de pedra, resultante de falta de mão de obra empregada. Mas para uma breve reunião, era mais que o essencial. Bruno ergueu os olhos para o buraco cavado na parede de madeira, e teve a impressão de ver um vulto esvair-se de lá. Piscou e ignorou a impressão.
- Mestre – Ele disse – Já visitei a sala da Nova Thais. Pode ter certeza de que está tudo perfeitamente arranjado.
- Perfeito – Ele disse. Quando ouvi aquela maldita voz, um arrepio percorreu minha espinha pairou em minha mente – Teremos de esperar que aqueles retardados encontrem. De acordo com o intelecto inferior daquele grupinho lá, vai demorar.
Gargalhadas altas tomaram conta da sala. Um dos homens que estava lá chegou a cair das cadeiras de tanto rir. Tive a impressão de que os homens da sala riam apenas por respeito. Ou talvez medo.
***
Eu expirei todo o ar de meus pulmões e passei as mãos pelos cabelos, aliviado. Por pouco Bruno não vira eu e Alia espionando a reunião do Exército das Sombras. Precisei de um tempo para acalmar meus batimentos cardíacos, e percebi que Alia também tentava se acalmar.
- Merda – Sussurrou Alia – Por um triz.
- Sim – Cochichei. Ouvi um som anormal no interior da sala e passei a tentar espioná-la indiscernivelmente.
- Mas afinal – Ouvi algum dos homens falar – Quando vamos agir?
- Não muito tarde, esperamos – Disse Bruno referindo-se a ele e seu mestre.
- Não responda por mim Bruno – Pronunciou-se Ele – Mas realmente pretendo não tardar a invasão.
Quando ouvi a menção da palavra “invasão”, um forte arrepio passou pela minha espinha, meus pêlos se arrepiaram e meu coração acelerou-se. Meus neurônios se agitaram e minha respiração passou a fluir pela boca. Aquilo significava basicamente que Druid estava certo. O Exército ia invadir Thais.
Alia estava boquiaberta e perdida em pensamentos. Tão perdida que não viu duas tábuas podres recostadas a parede. Ela recuou lentamente e estava em rota de colisão com elas.
- NÃO – Eu gritei. Ela parou abruptamente e foi só ai que percebi meu erro. Olhei para o interior da sala e vi aquele homem virar-se para o buraco. Por uma fração de segundo eu não o reconheci. Mas logo percebi a incrível verdade. Ele era Michelangelo Gitre.
wicht'druid
30-08-2007, 15:55
Olha o post duplo rapaz :P.
Bom, demoro para burro, credo acho que já fazia umas três semanas que eu esperava esse capítulo.
Alguns errinhos, nada de absurdo.
O capítulo me pareceu sem sal, talvez, seja por que hoje eu to em um dia ruim ou sei lá.
Então toca o barco, meu caro.
O iluminado.
Preguiça de ler. Até porque você bem sabe minha opinião sobre este RP.
As sombras monstruosas que se erguiam pelas tenebrosas paredes de pedra da misteriosa sala de torturam ocultavam a expressão acoada de Zivrid.
Tortura, sem "m".
mas não tinha ar para projetar voz.
Como sempre, você não sabe utilizar essas descrições. Se ele não tivesse ar, ele estaria estacado no chão, mortinho da silva:eek:
Seria melhor usar "forças".
que ocultava a escadaria que levava para algum lugar, e a que levava para lugar algum.
Deve ser o erro mais brochante do capítulo. Repetição.
Falta de revisão...
Me virei pronto para revidar um ataque,
"Virei-me". A preposição nunca começa a frase.
Por pouco Bruno não vira eu e Alia espionando a reunião do Exército das Sombras.
Em vez de "vira eu e Alia", ficaria melhor "nos vira".
Capítulo pequeno e mediano. Nada de surpreendente, a não ser talvez, a revelação que neste capítulo ocorre.
Mas nada que me faça esperar entusiasmado o próximo capítulo.
Então, só posso lhe dizer, na espera.
~Hovelst
Manteiga
31-08-2007, 22:02
Era justamente isso que eu esperava que você dissesse caro Hove. Vou comentar algo em especial:
que ocultava a escadaria que levava para algum lugar, e a que levava para lugar algum.
Deve ser o erro mais brochante do capítulo. Repetição.
Falta de revisão...
São duas escadas. Achei ter deixado isso bem claro. Ao ponto de vista do Zivrid, uma das escadas o levaria a algum lugar, e a outra, a lugar nenhum.
PS: Putz e aqula nossa hunt neh? Loot pago as uh XD
Manteiga
23-09-2007, 13:57
Esse capítulo ficou enorme, saiu do tamanho médio dos meus capítulos. Eu podia dividir em 2 partes, mas não.
Ficou confuso, é preciso ter atenção para diferenciar verdade de mentira. E algumas coisas aqui ficaram absurdas, o suficiente para fazer o capítulo perder a lógica e talvez qualidade. Ficou um capítulo no mínimo louco.
Capítulo XXIX
Ser Humano
Druid fitou o pleno vazio que preenchia a sala, não deixando qualquer canto ou fresta escapar. O silêncio o incomodava desde a infância, mas ele teve que aprender a se virar com esse incômodo acompanhante. Nem o som do vento cortante lá fora o fazia despertar. Silêncio absoluto. Ele concentrou em idealizar um aproveitamento perfeito para um momento de solidão e quietude como aquele que ocorria na sala de tortura.
Deitou seu corpo todo sobre uma placa de pedra coberta por palha suja e retorcida. O desconforto realmente não o incomodava. Também aprendera a suportá-lo com o decorrer das décadas. Desde sua infância viveu solitário pelas ruas de Thais. Sempre esteve sozinho, até encontrar uma tal de Ders que lhe deu oportunidades de melhorar. E Jack? Jack não era seu irmão de sangue. O maldito pirralho fora adotado por seu pai. “O preferido”. Druid o detestava, fugiu de casa e alegrou-se quando esqueceu-se do pivete. Mas voltou a encontrá-lo na guilda de Ders, e lá aprendeu a gostar dele. Pena que Jack morreu logo.
Ele olhou para o extremo horizonte. Da sala, naturalmente. Sua visão estava limitada por uma parede de pedra, preenchida por correntes e ossadas humanas podrificadas. Um filete de luz solar penetrou por entre as paredes a iluminou parte de sua face. A luz incomodou seus olhos, os obrigando a fechar. Sem sua visão, mergulhou novamente no terror de poucas horas atrás. Seu joelho nem doía mais. Abriu os olhos tentando escapar das lembranças, mas o que viu trouxe-o de volta aos seus pesadelos. A maldita batina esfarrapada.
***
Os olhos cinzentos sem qualquer vestígio de alma arrepiaram a assustada alma de Drago. Seus olhos tentavam enganá-lo, desfigurando a imagem que se seguia dentro da maldita sala. O homem de branco ergueu-se bruscamente de sua cadeira, derrubando-a com um estrondo. Seus olhos sem alma encheram-se de fúria e pavor. Tremores espalharam-se pelos seus membros e um chiado foi emitido da fenda que transformara-se sua boca. Logo após, ele praguejou e chutou a cadeira caída contra a parede desfigurada pelo buraco.
- MERDA! – Sua voz ecoou pelas quatro paredes e espalhou-se pelas ruas da baixa Thais. Drago paralisou-se de pavor enquanto Alia permanecia inerte.
- Maldição! – Gitre voltou a praguejar. Tentou dar um passo a frente, mas sua coordenação estava embaralhada pelo susto. Ele apontou o dedo nodoso para a testa de Drago e falou em uma língua estranha. Depois traduziu – Espalho o mal por entre seu sangue. Teu coração enegrecerá e travará de sobre-salto. Teus pulmões expirarão a última partícula de ar e teu crânio explodirá. Tua morte virá tão rápido quanto tua vida. As sombras do inferno o puxarão para o reinado do diabo e os Caçadores de Sombras despedaçarão tua alma! A SOMBRA GANHA DO VIVO. CEDO OU TARDE A MORTE NOS ALCANÇA!
- NÃO – Drago se viu gritando. Não tinha argumentos a usar contra tais palavras malditas. Cada som penetrara em sua alma e apunhalou-a, sangrando-a por seu corpo. Lágrimas corriam pela sua face, caindo pela grama seca e morta espalhada pelo chão. O coração acelerado parecia que ia explodir, e tudo que seu cérebro ordenava era uma saída imediata do lugar. Mas suas pernas estavam paralisadas. Ele moveu de leve sua cabeça para o lado, e não pôde ver Alia. Ela provavelmente já saíra desembestada por sua vida.
Quando olhou para o buraco, seu coração quase saltou pela boca. Gitre estava o encarando com seus dedos esbranquiçados apontados para seu encéfalo. Drago sentiu como se um toque daqueles dedos fosse expulsar sua vida de seu corpo. Caiu de joelhos diante da parede e escorou-se a ela. Lágrimas caíram seguidamente de seus olhos. Ele passou as mãos pelos cabelos e tentou objetar contra aquelas palavras de Gitre. Mas sua voz ficou presa na garganta.
Sentiu as sombras do inferno adentrarem por sua boca e arranharem seu corpo por dentro. Sentiu como se estivesse sangrando e caiu de lado. Começou a se contorcer para se livrar dos demônios, mas as malditas pragas ousavam em adentrar em seu corpo frágil.
Arrastou-se pela vegetação morta e caiu na rua de pedras. Arranhou seus membros por suas pontas e sentiu sangue quente espirrar em suas vestes. Ficou em pé – meio cambaleante – e apoiou-se em uma árvore podre. Roçou sua face em seus espinhos e chorou lágrimas de sangue. Tentou correr para longe, mas seu corpo desistiu de fugir. Caiu ali mesmo, desejando acima de tudo uma morte rápida e indolor.
***
Druid esfregou a face com a palha na qual deitara-se e tentou clarear suas idéias. A imagem da batina esfarrapada não saia de sua mente. Fotos travadas apareciam e desapareciam rapidamente em sua mente, de forma a montar um filme que ia e voltava. As imagens ali contidas o envergonhavam.
Desistiu de lutar e mergulhou no pensamento. Viu Zivrid falando as mentiras que ocuparam temporariamente o vazio no cérebro de Druid. Explicações razoáveis, mas todas falsas e vis. Ele acreditou em cada maldita palavra profanada pelos lábios imundos do monge. Engoliu cada explicação como água, mas no meio do caminho notou que era indigesta. E quando se deu conta, era tarde, O veneno havia penetrado em sua carne.
E vendo que enfim a verdade vinha a tona, Zivrid escapou. Da mesma sórdida maneira que fizera seu mestre. Escapou enganado Druid e o afundando em uma poça de farsas e mentiras.
O druida sentiu-se acabado e atirado como um pano sujo. Sujo como as vestes usadas pelo filho-da-puta do monge. Ele as rejeitou e preferiu fugir nu. Preferia mostrar seu imundo e fétido corpo do que andar por ai com vestes manchadas por seu próprio sangue. Deixara a batina para Druid lembrar de como fora crédulo e patético. Agora o torturador estava jogado como um preso. Se pudesse, cortaria seus pulsos e acabaria com a dor.
Druid tentou futilmente impedir a fuga do desgraçado, mas acabou tropeçando e acertando seu joelho na parede. Sentiu o osso espatifar-se – felizmente nada mais que impressão - e caiu no chão, com as dores tomando conta de seu corpo. Sua respiração ficava cada mais fraca e ele só queria morrer.
***
Drago lamentou ter sido um fraco. Lamentou nunca ter feito nada para salvar as vidas dos grandes amigos que partiram. Lamentou ter desistido de viver após sentir o fim próximo. Lamentou ser humano. Imaginou-se sentado em um trono de ouro, com fogo saindo das nuvens que formavam um ciclone ao seu lado. Guardas com armaduras reluzentes feitas de ossos de demônios dilacerados por lanças encantadas pelas lágrimas de Fardos.
Imaginou como se fosse um supremo imperador do extremo infinito. Os camponeses vinham lhe oferecem frutos recém colhidos, e seus guardas vinham lhe congratular pelas conquistas de uma nova terra. Ele estava mergulhando em uma banheira repleta de ouro. As moedas caíam por seu corpo e limpavam sua alma. Ele jogou moedas para seu povo. As faces encardidas pelo trabalho na lavoura iluminaram-se de felicidade.
Os sorrisos foram a maior recompensa de Drago. Para comemorar, ordenou um grande banquete para todos os que quisessem vir. Distribui mesas de carvalho por seu castelo no topo da montanha – de frente para o vilarejo. Não faltaria comida para ninguém. Sentiu-se mais leve ao ver as jovens crianças de seu reino saboreando uma bela lagosta no centro da mesa. Virou-se para beijar sua bela esposa, mas quando ergueu o véu de seda que cobria sua face, viu um crânio podre manchado de sangue com vermes rastejando por tudo. Abriu a boca para gritar, mas uma mão negra saiu do olho quebrado do crânio e desceu por seu esôfago. A mão dilacerou seu corpo e arrancou seu coração, esmagando com seu punho.
Fechou seus olhos e mergulhou na noite eterna. Mas ouviu uma voz que insistia em o chamar e abriu seus olhos. Estava em uma gruta imunda e obscura, em lugar algum. Demorou a reconhecer que Alia estava sentada em sua frente, aliviada ao ver o amigo vivo.
- O que houve? – Ele tentou falar. No final das contas, Drago não sabia se havia saído som ou não.
- Você desmaiou no meio da rua. Achei que estava morto. Tive que encontrar forças para arrastá-lo pra cá – Ela disse. Sua voz suave como seda aconchegou Drago, que tentou sorrir ao perceber a suavidade das palavras de Alia.
- Temos que sair daqui – Drago esforçou-se para falar.
- Não podemos. Temos de ficar.
- Mas por quê?
- Os Caçadores de Sombras estão atrás de nós. Ele mandou uns caras atrás de nós. Ele nos quer mortos! Drago, eu não quero morrer aqui! Ele é louco!
O silêncio preencheu os vazios na sala. A tocha presa na parede apagou-se e tudo ficou negro. Drago tentou chamar por Alia, mas sentiu sua boca escancarada e coberta de terra. Engoliu uma pedra e engasgou-se. Sua alma gritou por ele e um punhal de prata penetrou seu coração.
***
Uma mão acolhedora pousou sobre o ombro de Druid e aqueceu-o. Ele sentiu sua alma salva e seu coração normalizado. A dor em seu joelho cessou e ele sentiu-se mais jovem do que nunca. Sentou-se e pela primeira vez naquele dia sorriu. Sorriu ao ver a face de quem o despertara de seu calvário de pensamentos.
- Que bom que está aqui – Ele disse, sorrindo. Seu corpo encheu-se de algo bom, ele pareceu flutuar – Achei que estava morta.
- Nunca falho em serviço – A mulher disse. Deu-lhe um beijo na face e abraçou-o – Velhos amigos nunca abandonam uns aos outros.
Druid sorriu e assentiu.
- Estou preocupado com Drago e Alia – Ele disse – Sumiram faz tempo.
- Ficarão bem – Ela disse, sem dar credibilidade as palavras – Creio eu.
- Descobriu alguma coisa?
- Não, lamento. A identidade daquele maldito permanece um mistério.
- Mas que merda – Druid praguejou. Perdeu seu momentâneo ânimo e ficou em pé. Expirou com todas as suas forças e começou a caminhar em círculos pela sala – Nunca vou descobrir isso!
- Você é humano Druid – A mulher disse, calmamente – Não se crucifique pela imperfeição do plano.
- HUMANO? – O druida urro – Eu preferia estar morto! Tudo dá errado nessa porra de vida! TUDO!
- Não é motivo para cortar os pulsos. Se acalme, tenho a impressão de que tudo dará certo no final.
***
Drago abriu seus olhos relutante. Preferia ficar na escuridão do que encarar a realidade. Havia sido só um delírio. Desde que a tocha se apagara. Ele não pôde reconhecer nada em meio a escuridão absoluta, mas teve a nítida impressão de estar na mesma sala de antes. Chamou por Alia e não houve resposta. Chamou duas, três vezes e nada. Seu coração disparou. Tateou as cegas por ai. Tentou ficar em pé, mas seu joelho doía muito. Ouviu um som esganiçado seguido de um baque surdo. Uma nuvem de poeira ergueu-se em meio a escuridão. Drago tossiu e aguardou seus olhos se acostumarem com a falta de luz.
Decorridos poucos segundos, uma figura feminina apareceu atirada no chão de terra.
- Alia? – Drago tentou chamar. Estendeu sua mão para tocar nela, mas seu braço não ia tão longe.
- Ai, to bem – Ela disse erguendo-se – Tropecei numa pedra. Você parece assustado. Está tudo bem?
Drago refletiu por um momento e respondeu, temeroso.
- Mi me lançou uma praga. Vou morrer Alia, vou morrer.
- Não diga isso!
- Eu estou vendo! Estou vendo minha morte! ESTOU ME VENDO MORTO!
- Drago, porra, você não vai morrer... Morrer... Morrer... Morra... Morra Drago Aaril, morra... A sombra ganha do vivo... Mais cedo ou mais tarde a morte nos alcança... Morra... Corra Drago, corra... Corra pelo vácuo eterno... Corra... Morra...
Drago esfregou o olhos e a noite dominou seu olhar. Tudo ficou negro. Ele olhou para os lados e viu o vácuo dominar tudo e avançar contra ele. Tentou correr, mas quanto mais corria, menos ele saía do lugar. O vácuo não acabava. Não havia fim no túnel. Uma luz imponente brilhou em frente a Drago. O fim do túnel! Ele correu até lá, e quando chegou, viu-se sentado na cozinha do Salão Sangrento. Havia alguém sentado a sua frente. Era Tom.
Tom o encarava seriamente. Uma voz ecoou pela imagem e logo Drago reconheceu sua própria voz. O Drago imaginário estava falando, mas sem mexer seus lábios.
- Por que isso está acontecendo comigo?
Tom o fitou e disse friamente. Disse sem mover os lábios, igual a Drago.
- Porque você é humano. Você corre riscos como qualquer um. A morte o assombra desde sua vida.
- Foi o Mi, ele praguejou e...
- Não. Por pior que seja, Mi ainda é humano. E por isso, não pode praguejar pelo fim de sua vida. Drago, não ouça as palavras envenenadas da sombra. Ou você vai morrer. Não ouça a sombra.
Drago abriu os olhos e gritou. Estava na sala. Alia estava a sua frente, escutando os sons externos. Ele estava todo suado e arrepiado. Demorou a perceber que era outra alucinação. Drago estava sendo tomado pelas palavras de Mi. E isso iria matá-lo. Drago não podia cair nos truques da morte. Não podia. Ele cerrou os punhos e olhou firmemente em direção a Alia.
- Temos de sair daqui. Antes que a sombra nos mate.
***
Drago e Alia correram pela planícies ao sul de Thais, fugindo do inevitável. Drago explicou a Alia que Mi estava tentando o fazer crer que estava amaldiçoado. E estava funcionando. Todas as visões eram fruto de sua mente assustada. Uma espécie de aviso. Um aviso para que Drago acordasse. Acordasse de todo seu passado tenebroso.
A morte de Tom ainda o perturbava, incomodava. E ele sabia que se continuasse perdendo-se nos caminhos entre a loucura e a razão, jamais sairia vivo do poço onde se metera. Mi estava apenas tentando acabar com sua auto-estima para fazê-lo afundar mais e mais. Mas ele conseguira despertar do transe. E perceber que tudo que ele via não passava de mentira.
Drago precisou ver as cenas sádicas que sua própria mente produzira para entender que não podia viver no passado. O hoje e agora precisavam dele para lutar pelo amanhã, pelo depois. Ele precisava brigar contra si mesmo antes de tentar lutar contra Mi. Drago não iria morrer. Não podia permitir. Não sem lutar, não sem levar pelo menos Mi com ele. E depois dessa, era pessoal.
Ele ouviu um zunido cada vez mais próximo. Parou de correr e levou um tempo para interpretar o som, e quando enfim se deu conta do que era, podia ter sido tarde demais.
- ABAIXA! – Ele gritou com todas as suas forças. Jogou-se por cima de Alia num movimento brusco e os dois tombaram sobre a lama que cobria o solo. No exato momento em que Drago pulara, uma lança vinda do meio da floresta roçou pela sua perna esquerda. Se ele não tivesse ouvido o som produzido por ela cortando o ar, sua cabeça não seria nada naquele exato momento.
- MERDA ESTÃO AQUI! – Ele se viu gritando. Ergue-se e ajudou Alia a fazer o mesmo.
- Por aqui! – Disse a amiga desesperada. Ela apontava para uma cadeia montanhosa confusa e traiçoeira. Por aqueles caminhos seria fácil se perder. Ou no mínimo despistar os caçadores. Eles se meteram nas pedras em uma corrida para sabe-se lá onde. A cada passo dado, Drago podia ouvir passos amassando as folhas caídas atrás dele. E cada vez mais, os sons se aproximavam.
Alia abaixou-se perante um galho seco e desequilibrou-se, projetando-se contra uma ladeira embarrada. Ela rolou de lado e atingiu um pequeno riacho que corria ali. Drago resvalou pela ladeira e ajudou a amiga.
- Tudo o.k.? – Ele perguntou. Ela gemeu e esfregou o braço. Drago viu que as vestes da área estavam rasgadas e que o cotovelo sangrava muito – Merda.
Um som agudo foi ouvido e Drago desviou-se de uma lança. Mas ela raspou em sua perna provocando uma sensação de dor incontrolável. Ele caiu no chão gemendo. Passou as mãos pela cocha e notou um sangramento. A área atingida ardia muito. Um formigamento espalhou-se pela perna toda e Drago teve a idéia de amputar a perna ali mesmo.
- Fim da linha – Disse uma voz obscura e controlada. Ele encarou o homem que produzira a voz e logo o reconheceu. Era Bruno.
Drago ergue-se com dificuldade e capengou até Alia. Ela olhava apavorada os caçadores no alto da ladeira. Eles pareciam prontos para disparar projeteis e acabar com eles. Ele olhou a sua volta em busca de alguma arma para combatê-los, mas não achou nada. O sangue quente jorrava de sua cocha. Ele havia tentado estampar o sangramento usando um pedaço de suas vestes, mas o pano já estava encharcado.
Seu cérebro estava quase explodindo, o coração parecia que ia estourar, os pulmões ardiam e o corpo todo deixava de obedecer aos reflexos mais simples. Ele não conseguia pensar em nada, ou fazer algo. Estava pronto para a morte. Pelo jeito ele percebera o perigo tarde demais. Ele recuou até encostar-se a uma árvore fina e cheia de musgo. Alia fez o mesmo. Bruno riu do medo dos dois e deu um passo a frente. Foi ai que Drago viu. Uns dois metros de seu pé, a lança disparada contra ele jazia cravada na terra, inerte.
Com o treinamento que recebera, conseguiria fazer um bom estrago com aquilo. Ou talvez não. Ele apenas tinha um tiro contra milhares dos caçadores. E até pegar a lança, já teria sido perfurado o suficiente para parecer um queijo suíço. Ele ignorou todos os sinais de alerta que seu cérebro tentava dar, ignorou as dores musculares e tentou acalmar o coração. Era agora ou nunca. Olhou para Alia pelo canto do olho, tentando transmitir alguma confiança. Não podia se dar ao luxo de morrer ali.
Alia pareceu perceber que o amigo tinha um plano, e assentiu com um leve aceno de cabeça, quase imperceptível. Ou ela confiava nele ou estava tentando dizer “Adeus Drago”. Ele preferia a primeira opção. Esperou o momento certo. Bruno deu dois passos a frente. Os mercenários descansaram as armas por um leve instante. Era chegada a hora. Ele atirou-se para o lado. Rolou pela relva até chegar na lança, que empunhou. Virou-se rapidamente e mirou a lança na face de Bruno. Tudo fora tão rápido que o capanga nem percebera. Quando enfim processou a informação, Drago estava pronto para lançar.
- Merda. Matem-no! – Ele ordenou. Os assassinos empunharam e miraram os arcos. Drago podia ver mais de cinco projeteis mirados em sua cabeça. Fora uma lança encantada – Preparar... Apontar... FOGO!
***
Druid ergueu-se pela escada de ferro, sendo acompanhado de perto por sua informante. Ele ainda estava meio vacilante, ora errava o degrau, ora resvalava e quase despencava. A mulher já podia projetar sua imagem despencando da escada graças a um chute acidental de Druid.
Ele apareceu em uma gruta disfarçada no interior negro de uma pequena montanha. Caminhou até uma trilha de cascalho que o tirou dali. Pouco tempo depois, a mulher irrompeu pela montanha, brigando com teias de aranha presas em seu cabelo.
- Tira essas merdas daqui – Ela falou movimentando furiosamente seu cabelo.
Druid abafou um risinho e foi respondido com um gesto obsceno. Fez uma careta e encarou um imponente prédio quadrado diretamente a sua frente.
- O Salão Sangrento – Ele sussurrou.
- Credo – A mulher disse – Esse lugar deve estar uma zona. Da última vez que vim aqui nem deu pra entrar.
- Claro...
Druid caminhou pelas planícies até chegar na porta de madeira. A mulher atrás dele. Ele girou a maçaneta e entrou.
***
Matar ou morrer. Drago acabara de descobrir uma face oculta de um instinto assassino controlado pelo medo. Quem disparasse primeiro iria ganhar. Mas Drago sabia que não tinha chances. Estava com seis projéteis mirados em sua testa e uma simplória lança de madeira com um osso retorcido na ponta mirada para o coração de Bruno. Pelo menos deveria ser o coração.
Drago não sabia se podia matar Bruno com a lança. Nem se podia picar o dedão do pé de Bruno. Mas ele tinha que lutar. O plano era simples. Disparar contra Bruno e esquivar-se dos projéteis sem comprometer o ferimento, agarrar Alia e sair correndo pro meio do mato antes que os caçadores disparassem novamente e sem checar se Bruno fora atingido ou não.
Mas se essa era a idéia, porque não ficar parado ali? Esperando para que seis pontas afiadas penetrassem e dilacerassem seu crânio. Ele ia morrer cedo ou tarde, porque não se apressar com isso? Bastava soltar a lança, fechar os olhos e esperar.
NÃO! Era sua mente lhe pregando peças novamente. Ele não podia abaixar as armas – no caso, a lança. Tinha que lutar até o fim. Se bem que caso Bruno fosse atingido, não faria diferença. Havia ainda outros 5 assassinos. Mas se Drago fosse atingido, a coisa mudava de perspectiva.
- FOGO! – Ele ouviu Bruno gritar. Seu pensamento disparou e endoidou. Uma sensação de pânico invadiu suas veias e o suor frio cobriu seu corpo. Ele ouviu um zunido alto vindo em sua direção e jogou-se para o lado oposto a Alia. Cinco flechas e uma lança atingiram e despedaçaram a árvore onde Drago estivera. Ele agarrou a lança e se recompôs.
- CORRE! – Ele gritou. Alia assentiu e correu para o meio das árvores. Ele mal mirou e atacou. A lança foi direto para o alvo. Mas Drago preferiu não ver o impacto. Virou-se e saiu para o meio da floresta.
- ARGH! – Ouviu alguém gritar.
***
Druid acomodou-se em uma cadeira na cozinha e tomou um gole de chá.
- Quer? – Disse ele oferecendo a informante. A mulher olhou com repulsa ao líquido e recusou com um aceno de cabeça – Melhor pra mim.
- Bom – A mulher começou a falar, com uma voz serena – Precisamos descobrir qual é o próximo passo do Exército.
- Achei que esse fosse seu trabalho – Druid disse tomando um gole de chá.
- Deveria ser. Mas não consigo localizar aquele descarado.
- Existem magias para isso.
- Existem, mas são pouco exatas. E não podemos esquecer que o filho da mãe possui disfarces.
- Teoricamente.
- Teoricamente – Concordou a informante. Ela ouviu passos não muito distantes e se levantou de sua cadeira – Tem alguém aqui.
Druid apurou os ouvidos a tempo de ouvir os passos cessarem. Segundos depois, a porta do Salão explodiu e dois vultos irromperam na cozinha. Ambos sujos e completamente acabados. Um deles, uma mulher, caiu sobre uma cadeira. O outro tossiu um pouco e começou a falar.
- Druid – Ele disse. O druida logo reconheceu a voz de Drago – Precisamos conversar. Ele na verdade é o...
E Drago parou de falar ao erguer os olhos para a mulher ao lado de Druid. A serenidade presente em seu rosto transformou-se para uma apreensão facilmente discernida pela sua visão amedrontada. Ela deu a passo para trás e tentou ocultar sua face com uma das tapeçarias vermelhas penduradas ao lado da porta, mas o estrago já estava feito.
Era realmente impossível que Drago não reconhecesse as feições simples e belas da mulher. Seu longo cabelo que caía pelo corpo, chegando ao cotovelo. Ele reconheceu o corpo escultural que deixava qualquer mortal louco, os olhos azuis e penetrantes, que transmitiam confiança e loucura ao mesmo tempo, os lábios carnudos e vermelhos, a pele branca levemente bronzeada. O estilo excêntrico de vestir-se. Por um momento, Drago teve certeza que era sua mente enganando-lhe, mas percebeu que todos na sala podiam ver a mulher. Achou estar ficando louco, esfregou os olhos mas ela estava ali. Em carne e osso. Bem a sua frente, estava Ders de Candia.
***
- COMO? – Drago se viu gritando. Estava sentado em uma cadeira de madeira ao lado de Druid e Alia. Ders permanecia em pé, meio sem jeito – COMO É QUE VOCÊ ESTÁ AQUI, NA MINHA FRENTE?
- Drago, eu – Ders começou a falar, a voz levemente hesitante. Ela brincou com uma mecha de cabelo e procurou as palavras certas. Abriu a boca, mas antes de pronunciar qualquer som, Drago voltou a berrar.
- EU TE VI MORRER! TE VI QUEIMAR NA MALDITA SALA!
- Drago, você não viu – Disse Alia, a voz fraca e chorosa. Ela fez uma careta de dor e evitou encarar Ders – Ninguém viu. Vimos a explosão. E ninguém mais lá.
- MAS EU VI ALGO SER QUEIMADO NA LAVA!
- Ders – Druid disse estranhamente calmo, sem tirar os olhos de seu chá – Poderia explicar a eles?
- EXPLICAR O QUE? – Drago voltou a gritar, ficando em pé e derrubando a cadeira – QUE VOCÊS NOS ENGANARAM? QUE SAM SUMIU PORQUE ESSA VACA MENTIU PRA ELE? QUE NOS SOFREMOS POR PORRA NENHUMA?
- CALA A BOCA – Dessa vez Ders gritou. Drago cambaleou – VOCÊ NÃO SABE COMO FOI VIVER ESCONDIDA DURANTE DIAS, MESES! VOCÊ NÃO SABE O QUE NOS LEVOU A ISSO. PORTANTO, QUIETO!
A sala silenciou-se. Ninguém ousou pronuncia uma palavra. Ders bufava e Drago também. Druid e Alia nem se metiam.
- O que veio me dizer aqui? – Disse Druid, erguendo os olhos para Drago.
- Eu e Alia vimos uma reunião do Exército.
- O que? – Ders sussurrou. Todos a ignoraram.
- Ele é o Mi. Mi nos enganou esse tempo todo! – Alia disse, chorando.
A sala ficou em silêncio novamente.
- Nós imaginávamos – Disse Ders. Todos na sala a encararam – Eu e Druid. Mi estava muito estranho, e sempre que Ele atacava Mi sumia. Desconfiávamos que estivesse juntos. Por isso armamos tudo aquilo.
- O QUE? – Drago gritou – ARMARAM ISSO PRA PEGAR O MI?
- É – Druid disse – Eu lhe falei que Ders estava tentando sair de cena para fugir do Exército e investigar Mi. Então, certa noite, ela ouviu uma conversa sua com Sam. Imagino que você se lembra da conversa. Bem, Ders me falou tudo, e juntos tivemos a idéia de “matá-la”;
- A desculpa seria que eu estava abalada – Disse Ders – Com o que ouvi. Meio louca, pensei em fazer o Aniquilador, Lá, eu forjaria minha morte.
- MATOU TRÊS INOCENTE PRA SE FINGIR?
- Não foi bem assim – Ders objetou – Eu tinha que fazer aquilo. E eles iam morrer igual. Embora o plano fosse que eles completassem o Aniquilador. Não morressem. Mas morreram, fazer o que.
Alia se impressionou com o sangue frio de Ders. Meses antes, ela admirava a líder dos Cavaleiros Sombrios, mas depois dessa declaração fria e calculista, toda aquela admiração converteu-se em nojo. Como alguém poderia ser tão indiferente ao fato de três vidas terem sido varridas da face da terra por um capricho desnecessário de uma piranha.
- Como você fez? – Indagou Drago, tentando manter a calma e a lógica – Como fez para sair viva de lá?
- Tudo teve que ser rápido. Quando o demônio disparou aquele ataque de energia, ele chocou-se com bolas de fogo enviadas por outros demônios. Isso causou aquele clarão. Nesse exato momento, eu joguei o escudo na lava e lancei-me por baixo das pernas do demônio contra a porta. A arrombei com um chute e entrei nela. Simples assim. E ainda sai de lá com alguns dos tesouros.
Ela riu. Ninguém a imitou.
- Nos enganaram por nada? – Alia disse com a voz quase sumida, um verdadeiro sussurro.
- Como nada? – Ders objetou.
- Obteram algum resultado nessa merda toda? – Alia pediu – Eu respondo. Não.
Ela virou-se a saiu da cozinha pisando fundo. Deu pra ouvir ela subindo as escadas para chegar ao seu quarto.
- E Zivrid – Drago pediu – Como está?
- Fugiu – Druid disse, lentamente.
Drago fez um gesto obsceno e uma careta. Saiu da cozinha cabisbaixo. Druid encarou a porta e soltou um suspiro.
- Vai demorar pra que eles voltem a falar conosco – Druid disse. Ders assentiu – Volte para seu esconderijo. Já tivemos surpresas demais por hoje.
Mas Druid nem imaginava que as surpresas estavam apenas iniciando-se.
wicht'druid
24-09-2007, 18:06
kra, é como eu te falei há pouco no msn, muito redundante, eu não corrigi nenhum erro ortográfico por que eu achei isso desnecessário.
Se explicou muito para o leitor, deu muito mastigados, nos negou o quesito de pensar. Fez tudo pela gente, deu as afirmações, os planos, as tramas, tudo desmiuçado em vez de nos deixar ser melhores pensadores, acabamos saindo igualmente vagos.
Tente melhorar as afirmações, descrições, o psicológico dos seus personagens são fracos. Todo o enlace pisiquico você traduz em formas corpóreas, nos polpando de partes enriquecedoras do texto. as revelações foram boas, a ilusão teve uma parte realmente extraordinária, a briga inicial de Ders realmente ótima. Mas você pecou mais do que acertou, e isso tirou o brilho do capitulo...
Ps: para mim, você esqueceu duas coisas importantes.
1°. Exiva não erra, sua comparação foi errônea.
2° Não precisava ter-nos dito que era Ders e sim apenas brigado. eu já havia sacado, e creio que todos que leram.
É isso de seu amigo.
O ILUMINADO.
TIOO!!! Esqueci do teu não comento mais tarde...Pernasss do porco-aranhaa!!!
Manteiga
14-10-2007, 22:28
omg queda de público aqui e em con clave. Aliás, pra quem não viu, atualizei lá.
Só vim avisar que a atualização do cap 30 só deve chegar depois da minha crisma (dia 27 desse mês). Ele deverá se chamar Predisposição
Bom, o enredo melhorou muito e a escrita conseguiu se manter aceitável ao longo da história. Nada de muito a se relevar, no total a história é bem fraca sendo muito previsível na maioria das vezes, entretanto há momento que valeram a pena. Só por ter conseguido manter a história até o final, merece meus parabéns.
Manteiga
28-10-2007, 16:43
Só estou aqui para avisar de algo que todos nós iminentemente sabíamos que iria acontecer. O fim dessa trama
Pois é, acabou. Não a história, o roleplay. Sabem, essa história não era o que eu queria. E eu sabia desde o início que ia acabar assim. Então pra que postar?
É simples. Foi um laboratório. Convenhamos, minha melhora como escritos foi absurda durante os 29 capítulos de Wolf Creek. Eu melhorei. Sei como obter emoção, sei fazer descrição e sei trabalhar um enredo. Se esta história chegou até aqui, foi porque eu tinha muito a aprender. Aprendi o que tinha que ser aprendido aqui. Novas lições virão, mas espero que não sejam tão duras.
Agradeço a todos que me ajudaram a tornar-me o que hoje sou. Agradeço aos que garantiram os 170 e poucos comentários e 5.000 e tantas visitas neste tópico. Não vão se arrepender de ter se dedicado dia e noite a fazer correções e críticas, não vão se arrepender de ter aguentado minha cabeça dura, minha teimosia. Se eu hoje sei transmitir qualquer emoção por minha linhas, devo isso a vocês.
Muito Obrigado por tudo que fizeram por mim. Wolf Creek termina agora, mas minha carreira e aprendizado não. O que vocês me ensinaram, garantiu a vida de Con Clave. Sacrifiquei essa história, ruim, mal feita, para salvar Con Clave. Há tempo para melhorar ainda mais aquele rp. Leiam-no e comentem. Me ajudem a crescer lá também.
Agora que tudo aqui acabou, não há porque eu continuar como coveiro. Fechei a cova. Mudei de nome. Agora sou só Manteiga.
Ah, antes que eu me esqueca. Vou pedir ao Heneett pra fechar aqui. Qualquer comentário relativo a este post ou a trama em si, favor fazer por pm. Não quero ninguém revoltado por isto 9se é que haverá algúém). Alegrem-se. É tudo sinal de melhora e busca por melhora.
Ah, outra coisa. Perdão pelos erros de ortografia aqui. Escrevi na pressa e não revisei :P
Ah, outra coisinha. Não percam, dia 21 de Novembro deste mesmo ano, aqui na seção Histórias (caso vocês aprovem) a estréia de O Paradoxo.
"Duas faces da mesma moeda jamais devem se ver, mas estão sempre juntas."
Adeus. E Muito Obrigado.
Manteiga.
wicht'druid
28-10-2007, 16:48
Bem, é com muita tristeza que te vejo sepultar esse rp, já que o acompanho nessa jornada a muito tempo, em dez do início pode se dizer, eu aprendi muito com você meu amigo, e espero que voc~e tenha aprendido comigo.
Mas, torcemos pela sua melhora em Con Clave, e no seu novo projeto, O paradoxo. Que esse seja o seu ultímo filho a ser sepultado meu amigo, e que o seu aprendizado nunca morra, afinal, os fatos vão, as experiencias ficam.
De seu velho amigo, Wicht~, O iluminado.
Mais um bom projeto que se encerra aqui. Fechado a pedido do autor. ^^
Até mais,
~Heenett
Fechado.
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